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	<title>Portal Cultura PE &#187; Nelson Triunfo</title>
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		<title>Nelson Triunfo: A cultura de resistência e transformação</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Aug 2014 20:47:09 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_30456" aria-labelledby="figcaption_attachment_30456" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/1301954149_foto_1_nelson_triunfo.jpg"><img class=" wp-image-30456 " alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/1301954149_foto_1_nelson_triunfo.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Nelson Triunfo</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<div>
<p>Ele fez do hip hop sua profissão de fé. Mas não só isso. Dançarino, arte-educador, ativista, Nelson Gonçalves Campos Filho foi responsável por uma revolução cultural e social nunca antes imaginada por aquele menino que, entre 15 e 16 anos, resolvera sair de Triunfo para desbravar o país. Hoje, Nelson Triunfo é uma verdadeira instituição da cultura black em todo o país. Atutalmente, vive em São Paulo e, prestes a completar a 60 anos (em outubro próximo), ele tem muita história pra contar. É o que está no filme &#8220;Triunfo&#8221;, documentário de Cauê Angeli e Hernani Ramos, sobre sua trajetória, que será exibido na sessão especial de encerramento do 7º Festival de Cinema de Triunfo, em que ele é um dos homenageados.</p>
<p>&#8220;<i>A minha meta era sair da cidade para ganhar a vida lá fora e, um dia, ser reconhecido aqui</i>&#8220;, diz Nelson. Parte disso se deve à curiosidade aguçada do menino que lia as revistas da época (Manchete, Cruzeiro, entre outras) e conseguia sintonizar rádios estrangeiras. Tudo isso, sempre muito atento ao que acontecia no Brasil e fora do país. Rumou para Paulo Afonso, onde trabalhou com topografia e já fundou um grupo de soul, Os Invertebrados. De lá, seguiu para Brasília, e, finalmente, São Paulo, onde resolveu se fixar em definitivo. E foi em Sampa que decidiu viver da dança.</p>
<p>Quando partiu de Triunfo, Nelson já levava consigo a &#8220;manha&#8221; da cultura black nas veias e na ponta dos pés. Ele rezava pela cartilha do <b>Original Funk Soul</b>, o groove/estilo que tem como influência maior o ícone James Brown. Em São Paulo, muito mais do que apenas uma dança ou um estilo, Nelson foi arauto de uma resistência cultural. &#8220;<i>A gente se apresentava em alguns lugares em São Paulo, mas havia muito preconceito. Fui chamado de vagabundo e preso muitas vezes apenas pelo visual diferente, o meu black power. Foi muita coragem a gente chegar e mostrar que aquilo era uma outra cultura</i>&#8220;. Mas ele não se deixou abater pelo olhar torto da sociedade e resolveu encarar de frente o sistema.</p>
<p>Ele e os grupos que se apresentavam nas galerias foram ganhando as ruas e rompendo barreiras, chegando a se apresentar em algumas edições do Show de Calouros do Sílvio Santos, do Fantástico, marcando a abertura da novela &#8220;Partido alto&#8221; (1984). Na esquina das Ruas Dom José com 24 de Maio, um espaço que virou referência das apresentações do que já, nos anos 80, viria a se chamar o Hip Hop, Nelson Triunfo e os adeptos do Original Soul Funk levavam equipamentos de som, fitas K7 e se apresentavam naquele espaço. &#8220;<i>Como a pilha do som acabava rapidinho, a gente passava o chapéu e pedia a contribuição do público pra comprar pilha nova e continuar a apresentação</i>&#8220;, lembra Nelson. Em meados dos anos de 1980, eles seguiram para a estação de metrô São Bento, onde o movimento se consolidou e ganhou maior visibilidade.</p>
<p>O olhar sobre a cultura hip hop começou, então, a mudar. Muito além de apenas uma dança ou um estilo, eles começaram a ser vistos como instrumento de conscientização social e de formação cidadã. Convites começaram a surgir para que Nelson fizesse projetos de cunho social em escolas nas periferias. &#8220;<i>Foi uma época muito boa, aprendemos muitas coisas nas escolas e acredito que deixamos um legado bacana pra várias gerações de crianças e jovens que poderiam estar em outro caminho hoje, mas que, muito pelos trabalhos que fizemos, são hoje doutores, têm seus empregos, sua vida estabelecida&#8221;</i>, orgulha-se Nelson.</p>
<p>A essa altura do campeonato, ele já havia se tornado um mito em São Paulo. O menino que, um dia, sonhou ter o reconhecimento de sua cidade natal (Triunfo segue com ele não só no nome, mas numa tatuagem que ostenta no braço direito), ganhou o Brasil inteiro. Em uma breve caminhada com ele pelas ruas de Triunfo, mostra que ele conseguiu êxito na sua meta. &#8220;Nelsão!&#8221; é o que se ouve o tempo inteiro. Cumprimentos, saudações&#8230; por onde passa, as pessoas o abordam. Uma história de resistência e fé em suas convicções transformou não só a vida de Nelson, mas fez dele símbolo de toda uma geração de guerreiros que vieram provar que uma cultura pode provocar revoluções e mostrar a potência de um Brasil plural, diverso.</p>
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