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	<title>Portal Cultura PE &#187; nivaldo jorge</title>
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		<title>19 de março &#8211; São José, dê licença para o artesanato passar!</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2015 13:37:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Michelle de Assumpção A explicação para o Dia do Artesão ser 19 de março é a maior prova de que estamos falando daquela que é considerada uma das mais antigas profissões do mundo: foi neste dia que teria nascido José, o carpinteiro, pai terreno de Jesus Cristo. Hoje, entende-se que é artesão “toda pessoa [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Michelle de Assumpção</em></p>
<p>A explicação para o Dia do Artesão ser 19 de março é a maior prova de que estamos falando daquela que é considerada uma das mais antigas profissões do mundo: foi neste dia que teria nascido José, o carpinteiro, pai terreno de Jesus Cristo. Hoje, entende-se que é artesão “toda pessoa física que desempenha suas atividades profissionais de forma individual, associada ou cooperativada”. E ainda que o artesanato, como objeto de política pública, terá como diretrizes: a valorização da identidade nacional, a destinação de linha de crédito especial para financiamento da produção e aquisição de matéria prima, a qualificação permanente, a integração com outros setores da economia divulgação, entre outros.</p>
<p>Importante ressaltar que o texto e questões colocadas acima estão no projeto de Lei 7755/2010, que atualmente tramita no Congresso Nacional (já tendo sido aprovado por três comissões: Cultura, Trabalho e Finanças). A lei vai regulamentar esta profissão de enorme importância para a cultura e a economia nacionais, que vem se mantendo entre lutas e conquistas. Pernambuco – como um dos mais importantes celeiros da produção artesanal do país – é visto pelo segmento como um dos estados que mais soube compreender o artesanato a partir de suas dimensões simbólicas, cidadã e econômica. E tem muito que comemorar.</p>
<p>Compreendida como uma das expressões da cultura popular, as mais diversas tipologias do artesanato encontram espaço para exposições e oficinas durante ações governamentais. Estão presentes na programação do circuito do Festival Pernambuco Nação Cultural (no Festival de Inverno de Garanhuns, o Pavilhão do Artesanato está consolidado), na Fenearte, uma das maiores feiras de artesanato da América Latina, e nas mostras da unidade móvel do PAPE, o Programa de Artesanato de Pernambuco, criado em 2008 e que envolve diversos órgãos públicos no fortalecimento da política para o artesanato, tais como Ad-Diper e Fundarpe.</p>
<div id="attachment_22515" aria-labelledby="figcaption_attachment_22515" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Secult</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/dia-do-artesao.jpg"><img class="size-medium wp-image-22515" alt="Secult" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/dia-do-artesao-607x458.jpg" width="607" height="458" /></a><p class="wp-caption-text">Peças de Patrimônios Vivos de Pernambuco que representam o nosso artesanato.</p></div>
<p>Na ocasião destes eventos, o público conhece as peças de cerâmica de Tracunhaém e Caruaru; as tapeçarias de Lagoa do Carro; o couro e o artesanato quilombola de São José do Belmonte e Salgueiro; a madeira de Sertânia e Ibimirim, com seus santeiros; os mamulengos de Glória do Goitá; a cerâmica e xilogravuras de Goiana; a renascença de Pesqueira; o artesanato indígena de diversos municípios do Agreste; as manualidades de Triunfo, entre outras produções que representam, no fazer artesanal, as tradições mais genuínas de sua terra.</p>
<div id="attachment_19931" aria-labelledby="figcaption_attachment_19931" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Clara Gouvêa</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/01/PAPE-Foto-de-Clara-Gouvea.jpg"><img class="size-medium wp-image-19931" alt="Clara Gouvêa" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/01/PAPE-Foto-de-Clara-Gouvea-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Caminhão do PAPE circula com os festivais Pernambuco Nação Cultural</p></div>
<p>“A nossa política tenta reforçar as práticas tradicionais, sem deixar de reconhecer que o mundo do artesanato mudou. Hoje há uma multiplicidade de tipologias, e que de certa forma reconfiguram essa tradição. Os artesãos estão tendo acesso a mais qualificações, não só através de cursos promovidos pelo estado, mas por outras diversas organizações, e o artesanato é uma real alternativa de renda para milhares de famílias. O Estado não pode desprezar essa realidade, ou seja, identificar as práticas que interagem com a arte e a cultura de cada região e perceber as questões de mercado. Hoje isso é muito debatido entre os artesãos”, avalia o secretário estadual de Cultura, Marcelino Granja.</p>
<p>O artesão Nivaldo Jorge, uma das lideranças de Pernambuco neste segmento, aponta que o dia 19 de março, instituído por decreto, há dois anos, como Dia do Artesão, é uma das recentes conquistas que pede comemoração. “É um momento único para a sociedade civil, onde podemos nos encontrar, tomar consciência da importância do que produzimos, trocar informações com os demais artesãos, e o público em geral, sobre todos os avanços que tivemos no estado e no país”, comenta. Ele também aponta espaços como a Fenearte – uma das maiores feiras de artesanato da América Latina – o Centro de Artesanato (Bairro do Recife), o Pavilhão do Artesanato do FIG, além dos fóruns de cultura, como exemplos de um processo que avança.</p>
<div id="attachment_22513" aria-labelledby="figcaption_attachment_22513" class="wp-caption img-width-364 alignright" style="width: 364px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/Nivaldo-Jorge-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-22513" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/Nivaldo-Jorge-1-364x486.jpg" width="364" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Nivaldo Jorge representa Pernambuco no Conselho Nacional de Políticas Culturais</p></div>
<p>Nivaldo – enquanto representante de Pernambuco no Colegiado Setorial do Artesanato, que por sua vez tem assento no Conselho Nacional de Políticas Culturais – reforça ainda que a mais relevante das conquistas é o Plano Setorial do Artesanato Brasileiro, construído entre 2013 e 2014, a partir de escutas em todo país, inclusive em Pernambuco. O Plano define, a curto, médio e longo prazo, as políticas para o segmento. “Eu costumo dizer que o processo não é lúdico, e sim de enfrentamento. E a participação não é uma dádiva, é uma conquista. Esses frutos que estamos a colher – como a própria regulamentação da profissão – fazem parte de 30 anos de história de luta”, diz.</p>
<p><strong>HERANÇA DE MESTRES</strong> – Dentre os 33 Patrimônios Vivos de Pernambuco, dez deles são representantes do nosso artesanato. E é mais do que comum que tenham repassado, aos filhos e netos, os tipos que criaram – juntamente com a consciência de que artesanato é expressão de uma arte única, exclusiva. Nando de Zezinho, filho de Zezinho de Tracunhaém, já chegou a exportar suas “pinhas” para onze países. Está se organizando para voltar a vender para fora do Brasil. “A ideia é continuar o que ele começou. Sou artesão há mais de 25 anos e sei o quanto foi difícil no começo para meu pai. A gente não. Nascemos já tendo um ateliê, o barro, ele ensinando, e mais oportunidades de mercado para expor e vender nossas peças. No dia de hoje todos os artesãos tem o que comemorar”, diz Nando.</p>
<p>Para além de tudo que precisa conquistar, o futuro do artesanato é otimista. Tendo em sua base criativa referências construídas por mestres como Dila, Nuca, Zezinho de Tracunhaém, Maria Amélia, Jota Borges, Zé do Carmo, Zé Lopes, Ana das Carrancas, entre tantos outros, o artesanato também segue por novas gerações que se aliam cada vez mais a outras práticas e saberes, como o próprio design, e segue construindo uma trajetória que soma, e não descarta nada. “As políticas também tem que refletir essas mudanças, senão ficamos parados no tempo”, diz Breno Nascimento, artesão e atualmente assessor de artesanato da Secult-PE. Ele aponta o relação cada vez mais harmônica entre artesanato, Economia Criativa e Economia Solidária.</p>
<p>“O mercado gera fenômenos, como o de ir atrás do que é moda. Isso é vivido em diversos ambientes, até no Alto do Moura. Cabe à política oferecer a melhor forma de informar, debater essas questões. Mas vejo que a grande maioria dos artesãos ainda busca reconhecimento a partir do lugar onde estão”, diz. Ao lado desta importância estética cultural – percebida pela maioria dos que trabalham com o artesanato – a interação com a economia é mais que bem vinda. “O viés da sustentabilidade, trazido pela Economia Solidária, que trabalha com pets, alumínios, borrachas e outros recicláveis, além das oportunidades viabilizadas pelas ações da Economia Criativa, já é uma realidade no mundo do artesanato que só vai fortalecer cada vez mais este setor”, aponta Breno.</p>
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