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	<title>Portal Cultura PE &#187; Nós versus eles</title>
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		<title>Em &#8220;Nós versus eles&#8221;, Mércia Regina Santana Flannery analisa discursos de ódio na internet</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2021 22:06:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nos debates e conversas virtuais da atualidade, o diálogo diminui à medida que os discursos de ódio e preconceito aumentam exponencialmente. A julgar por comentários na imprensa e redes sociais, o brasileiro passou do estereótipo de cordial para o de intolerante e autoritário. A narrativa que impera em fóruns de discussões online é de racismo, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_85148" aria-labelledby="figcaption_attachment_85148" class="wp-caption img-width-353 alignright" style="width: 353px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/Nos-versus-eles.jpg"><img class="size-medium wp-image-85148 " alt="Cepe/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/Nos-versus-eles-353x486.jpg" width="353" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Em <em>Nós versus eles</em>, editado pela Cepe, a doutora em Linguística Mércia Regina Santana Flannery pensa nas consequências da linguagem de preconceito disseminadas nas redes sociais</p></div>
<p>Nos debates e conversas virtuais da atualidade, o diálogo diminui à medida que os discursos de ódio e preconceito aumentam exponencialmente. A julgar por comentários na imprensa e redes sociais, o brasileiro passou do estereótipo de cordial para o de intolerante e autoritário. A narrativa que impera em fóruns de discussões online é de racismo, xenofobia, polarizações políticas, intolerância religiosa, homofobia e machismo. Uma análise crítica e profunda dessas narrativas está presente no livro editado pela Cepe, &#8220;Nós versus eles &#8211; discurso discriminatório, preconceito e linguagem agressiva na comunicação digital no Brasil&#8221;, escrito pela professora e doutora em Linguística, com especialização em Sociolinguística e Análise da Narrativa Oral pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, Mércia Regina Santana Flannery.</p>
<p>A obra será lançada nesta terça-feira (8), às 19h, em live no canal da Cepe Editora no YouTube, com participação da autora, dos linguistas Antonio José e Kleber Silva, e mediação da repórter especial da Revista Continente (Cepe), Débora Nascimento.</p>
<p><em>&#8220;As análises linguísticas de textos e comentários da internet feitas por Mércia Flannery são um caminho para tentarmos compreender o cenário da intolerância no Brasil atual. O livro ressalta como, mais do que nunca, é essencial desarmar, inclusive no campo da linguagem, os preconceitos, discursos de ódio e violências que invadem o campo dos debates, das conversas e da vida cotidiana, seja no ambiente virtual ou não&#8221;</em>, declara o editor da Cepe, Diogo Guedes.</p>
<p>Com 304 páginas divididas em 13 capítulos, o livro traz enxertos de comentários de internautas (sob anonimato) para esmiuçar seus discursos e, dessa forma, mostrar ao leitor como a linguagem agressiva age no ambiente virtual para, quem sabe, fazer com que seja neutralizada. Uma das maiores características apontadas é a tendência à polarização. Segundo Mércia, essa tendência existe tanto no discurso político, quanto público e midiático. <em>&#8220;Qualquer tema, pode-se afirmar, tem o potencial de causar pequenas batalhas ideológicas, que fazem as pessoas se esquecerem de que, possivelmente, têm mais em comum do que imaginam. Este traçar de trincheiras e estes posicionamentos polarizados, muito rígidos e antagônicos são apropriadamente capturados na expressão nós versus eles&#8221;</em>, explica Mércia.</p>
<p>A pesquisadora conta que passou um ano escrevendo o livro. Após defender sua tese de doutorado sobre narrativas de discriminação racial no Brasil, Mércia que resolveu revisitar o tema nos últimos anos, focando no contexto da comunicação digital.<em> &#8220;Quando comecei a investigar, me deparei com muitos outros tipos de discriminação e de linguagem agressiva, o que me motivou a ampliar o foco da minha pesquisa para incluir outros casos e episódios da manifestação do preconceito&#8221;</em>, esclarece a autora.</p>
<p>Em sua análise sociolinguística ela constata que<em> &#8220;a sociedade brasileira não é, infelizmente &#8211; e ao contrário do que ainda se pode pensar -, um modelo de harmonia e inclusividade. Muito pelo contrário. Eu sei que muitas pessoas que visitam o Brasil e que conhecem brasileiros têm a ideia de se tratar de uma sociedade muito tolerante, sobretudo se comparada a outras, nas quais o preconceito e a discriminação talvez sejam imediatamente mais sentidos&#8221;</em>, ressalta a pesquisadora, exibindo os inúmeros preconceitos da nossa sociedade e ainda o fato de muitas pessoas não terem o menor pudor em divulgá-los. <em>&#8220;Um breve pousar de olhos sobre as páginas de jornais brasileiros revela a permanência e persistência do preconceito, manifestado de variadas formas. Isso precisa ser entendido e discutido, sobretudo numa época em que a comunicação digital tem proporcionado impressões de liberdades falsas, no que se refere à falta de respeito com as liberdades alheias&#8221;</em>, analisa a escritora, que é recifense.</p>
<p>E como mudar esse panorama sombrio? <em>&#8220;Eu sou professora e acredito muitíssimo no poder da educação. A mensagem mais importante para qualquer geração é que precisamos aprender bem sobre o nosso passado, primeiro, para compreender o nosso presente e descobrir o que queremos mudar, e as formas de fazê-lo. Crescendo no Brasil, eu não me lembro de ter ouvido tantas discussões sobre as relações raciais, ou os direitos de diferentes minorias, o que hoje já é muito mais presente. Quanto mais consciência tivermos do que podemos fazer, e de fato fazemos, por meio da linguagem, melhor&#8221;</em>, ensina.</p>
<p>Para a linguista, também está faltando algo essencial: o diálogo. Não só no Brasil, mas também em outras partes do mundo. <em>&#8220;Parece que as pessoas esqueceram que não precisamos ter as mesmas opiniões, e que dialogar sobre as diferenças é algo muito saudável. Dialogar, porém, envolve a noção de troca, o que não ocorre se, a priori, as partes já sabem &#8211; ou acreditam- que estão certas&#8221;</em>, pontua a pesquisadora.</p>
<p>Educação e diálogo poderiam sanar a falta de conhecimento ou mesmo o descrédito nas leis e nas obrigações do estado para com seus cidadãos, como mostram os enxertos presentes na obra.<em> &#8220;Eu arrisco afirmar &#8211; lembrando que sou sociolinguista, e não socióloga &#8211; que a explicação para isso está relacionada à nossa herança colonial, aos abusos de poder e à exploração de minorias. Mas os avanços vistos hoje na sociedade brasileira são também frutos de progressos na educação, na formação de uma geração que não vai se contentar com maus-tratos e injustiças. A história recente do Brasil, por mais que às vezes seja desapontadora e inquietante, também justifica algum otimismo, sobretudo na necessidade de mais inclusão&#8221;</em>, avalia Mércia.</p>
<p>Se por um lado a internet é veículo de propagação de discursos de ódio e violência, por outro ela representa um espaço importante de muitas outras modalidades de comunicação.<em> &#8220;Isso tudo é relativamente novo e um tanto experimental. Como no caso de muitas outras invenções, com o tempo vamos descobrir o que precisa ser ajustado e melhorado. Arrisco afirmar que as manifestações de intolerância que se têm visto nas várias modalidades comunicativas viabilizadas pela internet são reflexos de uma época de transformações, descontentamentos e de acirramento das diferenças&#8221;, enxerga a pesquisadora. Tudo isso, no entanto, segundo ela, nos &#8220;leva a mais reflexões sobre quem queremos ser como cidadãos e como seres sociais. A própria solidariedade que se mostra nos mesmos espaços onde a linguagem violenta aparece e as ações dentro e fora desses espaços virtuais são razão para algum otimismo&#8221;</em>, conclui a linguista.</p>
<p><strong>SOBRE A AUTORA -</strong> Mércia Regina Santana Flannery é licenciada em Letras, mestre e doutora em Linguística, com especialização em Sociolinguística e Análise da Narrativa Oral. É diretora do Programa de Língua Portuguesa e Cultura Lusófona do Departamento de Estudos Hispânicos e Portugueses da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, Estados Unidos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Lançamento do livro &#8220;Nós versus eles &#8211; discurso discriminatório, preconceito e linguagem agressiva na comunicação digital no Brasil&#8221; (Cepe Editora)<br />
Quando: 8 de junho de 2021 (terça-feira), às 19h<br />
Onde: Live no canal da Cepe Editora no YouTube (<strong><a href="http://youtube.com/cepeoficial" target="_blank">youtube.com/cepeoficial</a></strong>), com participação de Mércia Flannery, Antonio José, Kleber Silva e Débora Nascimento.<br />
Preço do livro: R$ 30 (impresso); R$ 12 (e-book)</p>
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