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	<title>Portal Cultura PE &#187; núcleo histórico da cidade de triunfo</title>
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		<title>Fundarpe realiza atividades em Triunfo para elaboração do Exame Técnico de Tombamento Estadual do Núcleo Histórico</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 19:04:46 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_120470" aria-labelledby="figcaption_attachment_120470" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: K9 Produções (drone)</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-25-at-15.51.442.jpeg"><img class="size-medium wp-image-120470" alt="Foto: K9 Produções (drone)" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-25-at-15.51.442-607x341.jpeg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Núcleo Histórico da Cidade de Triunfo</p></div>
<p style="text-align: left;" align="center">Em mais um importante passo para a elaboração do Exame Técnico de Tombamento do Núcleo Histórico da Cidade de Triunfo, técnicos da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), órgão do Governo do Estado de Pernambuco, realizaram, nesta semana (23 a 25/09), uma série de atividades no município que tem o Theatro Cinema Guarany como um ícone do audiovisual e das artes cênicas do Sertão do Pajeú. As edificações emblemáticas do centro da cidade representam não apenas um valor arquitetônico significativo, mas também vínculos profundos com a memória, com os costumes e com a identidade cultural da população triunfense. Em parceria com a Prefeitura de Triunfo e com a sociedade civil, os técnicos da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DPPC) da Fundarpe, Roberto Carneiro, Isabela Duarte e Mateus Couto, cumpriram uma agenda de entrevistas, pesquisas, levantamentos bibliográficos, escutas e rodas de diálogo com a comunidade, além de levantamentos físicos e registros fotográficos com drone para mapeamento do Núcleo.</p>
<p>A programação incluiu entrevistas com agentes e personalidades que atuam em diversos setores do município, a exemplo de André Vasconcelos, secretário de Turismo e Cultura; Miriam Pereira, secretária de Educação; Bruna Florie, secretária da Mulher; e a diretora de Obras, Janine Ferreira. Também houve encontros com representantes e gestores de equipamentos culturais e espaços de destaque na cidade, como Alexsandro da Silva, do Theatro Cinema Guarany; Bruno Alves, do Sesc; Consuelo Timóteo, da Casa das Almas; e João Bosco, do Centro Cultural Casa dos Caretas e também membro da Associação de Turismo. Os técnicos visitaram, ainda, o Quilombo de Águas Claras, situado na Zona Rural de Triunfo, com a presença de estudantes do EJA do Sítio Fortaleza, onde entrevistaram Gilda Ferreira e Paula Ferreira (representante mirim do Quilombo).</p>
<div id="attachment_120471" aria-labelledby="figcaption_attachment_120471" class="wp-caption img-width-546 alignnone" style="width: 546px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: divulgação/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-25-at-16.22.43.jpeg"><img class="size-medium wp-image-120471" alt="Foto: divulgação/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-25-at-16.22.43-546x486.jpeg" width="546" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe da Fundarpe em Triunfo</p></div>
<p>Durante os três dias de imersão na pesquisa, a equipe da Fundarpe também realizou encontro com moradores do Alto da Boa Vista, na Casa dos Caretas, e facilitou roda de diálogo com moradores do Bairro do Rosário. Houve visita ao acervo do Convento São Boaventura, onde entrevistaram Marcos Moisés, responsável pela organização e guarda do material histórico. A programação contemplou entrevistas com Rogério Carvalho, presidente da Associação de Comércio do Município de Triunfo (ACMT); Dona Leidinha, comerciante tradicional da cidade; Rochael Melo, arquiteto; Diana Rodrigues, educadora e pesquisadora; Teco de Agamenon, representante da classe artística; e o Mestre Nino Abrãao, brincante dos Caretas e também representante da classe artística de Triunfo.</p>
<p>Essas ações buscam ouvir diferentes setores da sociedade, levantar informações históricas e registrar de forma detalhada o patrimônio urbano e cultural de Triunfo, fortalecendo o caráter participativo do processo.</p>
<p>“O processo de tombamento do Núcleo Histórico de Triunfo é mais do que um ato de preservação arquitetônica. Estamos falando da salvaguarda de uma memória que se entrelaça com a identidade, com os costumes e com a força simbólica de uma das cidades mais emblemáticas do Sertão pernambucano. Cada entrevista, cada pesquisa, cada diálogo realizado ao longo do Exame Técnico reafirma o compromisso do Governo do Estado de Pernambuco em garantir que a história e a cultura triunfenses sejam reconhecidas e preservadas para as próximas gerações”, <b>ressalta a presidente da Fundarpe, Renata Borba.</b></p>
<div id="attachment_120461" aria-labelledby="figcaption_attachment_120461" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-25-at-15.59.23.jpeg"><img class="size-medium wp-image-120461" alt="Foto: Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-25-at-15.59.23-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Theatro Cinema Guarany</p></div>
<p><b>Sobre Triunfo</b> &#8211; A cidade, conhecida por seu acervo arquitetônico, urbanístico e paisagístico que remonta aos séculos 19 e 20. O seu Núcleo Histórico, encontra-se em processo de tombamento estadual desde 2010 (Processo nº 0405107-8/2010), a partir de proposta do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Fundarpe.</p>
<p>Com base na Lei Estadual nº 7.970/1979 e no Decreto nº 6.239/1980, os bens em exame já recebem a mesma proteção legal que os tombados em definitivo. Assim, a Fundarpe atua na preservação de uma área de cerca de 357 mil metros quadrados, definida pelo Plano Diretor da cidade como Zona Especial de Preservação do Núcleo Histórico (ZEPNH).</p>
<p>Localizado no Sertão do Pajeú, Triunfo carrega uma das histórias mais ricas e singulares do interior pernambucano. Seu nome é resultado simbólico de uma antiga disputa territorial. Originalmente chamada Baixa Verde, a povoação prosperou rapidamente graças à criação de uma feira local, o que gerou atritos com a poderosa família Campos Velhos, do município vizinho de Flores. Após um confronto direto, os moradores da Baixa Verde saíram vitoriosos e, em sinal de conquista, rebatizaram a comunidade como Triunfo.</p>
<p>A vila foi oficialmente criada em 1870 e elevada à categoria de cidade em 1884, se destacando nas décadas seguintes como um importante polo econômico e cultural da região. De acordo com a historiadora Diana Rodrigues Lopes, no final do século 19 e início do 20, Triunfo concentrava plantações de café, engenhos de açúcar, fábricas de rapadura, tecidos e doces, além de forte comércio de produtos importados, que chegavam de trem até Arcoverde e seguiam serra acima em lombos de burros.</p>
<p>A cidade também foi marcada por experiências educativas relevantes. Em 1920, a Congregação Marista tentou estabelecer um ensino de excelência, incluindo a língua francesa, mas permaneceu apenas seis anos, devido a um surto de peste bubônica em 1926. Já no final de 1938, um grupo de nove madres franciscanas alemãs, refugiadas do nazismo, chegou ao município e fundou o Colégio Stella Maris, que se tornaria referência educacional no Sertão. A escola funcionou até 2004.</p>
<p>Outro símbolo da identidade triunfense é o Açude João Barbosa, localizado na entrada da cidade. Construído inicialmente em 1850 pelo Frei Caetano Messina e ampliado ao longo dos anos, o açude tornou-se um dos principais cartões-postais da cidade, com volume de água constante, mesmo em períodos de seca. O passeio público ao redor do açude, iniciado na gestão do prefeito João Barbosa Sitônio (1948–1952), tornou-se área de convivência e abriga hoje parte significativa do Núcleo Histórico da cidade de Triunfo, que reúne edificações de grande valor arquitetônico e cultural, espalhadas pelas encostas suaves da cidade.</p>
<p>Triunfo também abriga um de seus maiores símbolos culturais: o Theatro Cinema Guarany. Tombado pelo Estado em 1988, por meio do Decreto Estadual nº 13.091/1988, o espaço foi restaurado e entregue à Prefeitura em 2002. Desde então, segue como um dos principais pontos de encontro da população, mantendo viva a memória cultural da cidade.</p>
<p>Com um cenário que combina patrimônio, memória e natureza, a cidade de Triunfo segue sendo um dos destinos mais emblemáticos do Sertão pernambucano.</p>
<div id="attachment_120462" aria-labelledby="figcaption_attachment_120462" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: K9 Produções (drone)</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-25-at-15.51.44-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-120462" alt="Foto: K9 Produções (drone)" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/WhatsApp-Image-2025-09-25-at-15.51.44-1-607x341.jpeg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Triunfo, no Sertão do Pajeú</p></div>
<p><b>Como funciona o tombamento estadual</b> – Atualmente, Pernambuco conta com 113 bens tombados em âmbito estadual, além de outros 64 em processo e 94 tombados em nível federal, herdados conforme a lei 7.970/1979.</p>
<p>O Estado de Pernambuco possui um Sistema de Tombamento estruturado pela Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), que atua como órgão gestor; pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC/PE), que delibera sobre os processos; e pela Fundarpe, responsável pelo suporte técnico.</p>
<p>A abertura do processo pode ser solicitada por qualquer cidadão, proprietário, organização não governamental, órgão público ou privado, grupo de pessoas por abaixo-assinado ou pela própria Diretoria de Preservação Cultural da Fundarpe, como também pode ser realizada diretamente pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC/PE). Para isso, é necessário informar localização, propriedade, características do bem e justificar a relevância do tombamento, anexando, por exemplo, documentos como fotos, registros cartoriais e plantas arquitetônicas.</p>
<p>Após a formalização, a Secult-PE decide em até 48 horas sobre o prosseguimento do pedido. Sendo deferido, o processo é aberto, publicado edital no Diário Oficial e comunicado ao proprietário, que tem prazo para se manifestar. A partir da publicação, o bem já está protegido legalmente contra alterações ou destruição, mesmo antes da decisão final.</p>
<p>Na sequência, uma equipe técnica da Fundarpe realiza pesquisas e emite parecer fundamentado, que é encaminhado ao CEPPC/PE. Caso aprovado, o parecer segue para homologação da governadora do Estado por decreto publicado em Diário Oficial. O bem, então, é inscrito no Livro do Tombo correspondente, garantindo sua preservação oficial.</p>
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