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	<title>Portal Cultura PE &#187; ocupação lia de itamaracá</title>
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		<title>Ocupação Lia de Itamaracá entra em cartaz no Paço do Frevo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Mar 2023 15:53:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de uma temporada no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo, a Ocupação Lia de Itamaracá chega à capital pernambucana neste mês de março. No Recife, a mostra ocupará as instalações do Paço do Frevo, no Recife Antigo, entre os dias 21 de março e 21 de junho de 2023. A exposição é um tributo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/02-Lia-de-Itamaracá-Foto-Ytallo-Barreto.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-99696" alt="Ytallo Barreto/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/03/02-Lia-de-Itamaracá-Foto-Ytallo-Barreto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Depois de uma temporada no <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio-cultural-3/em-sao-paulo-itau-cultural-inaugura-ocupacao-dedicada-a-cirandeira-lia-de-itamaraca/" target="_blank"><strong>Instituto Itaú Cultural</strong></a>, em São Paulo, a <em>Ocupação Lia de Itamaracá</em> chega à capital pernambucana neste mês de março. No Recife, a mostra ocupará as instalações do Paço do Frevo, no Recife Antigo, entre os dias 21 de março e 21 de junho de 2023. A exposição é um tributo e um reconhecimento à trajetória de uma artista cuja vida e obra vêm seduzindo gerações e fortalecendo a identidade do povo pernambucano a partir da Ciranda e de outros gêneros da cultura popular. Com acesso gratuito, a abertura da exposição, no dia 21/3, contará com o show<em> Ciranda do Mundo</em>, da mestra cirandeira Lia de Itamaracá, que é Patrimônio Vivo do Estado. A apresentação será às 18h, no espaço especialmente montado pelo projeto Som na Rural, em frente ao Paço do Frevo.</p>
<p>Idealizada pelo Itaú Cultural, a <em>Ocupação Lia de Itamaracá</em> estreou em São Paulo, em abril de 2022, e permaneceu em cartaz até julho. A exposição segue nessa primeira itinerância e chega à terra natal da artista, acompanhando os desejos da própria. Após o término da temporada paulistana, o Itaú Cultural doou parte do acervo &#8211; composto por fotografias e mobiliários &#8211; para a mestra cirandeira.</p>
<p>“Ver a Ocupação Lia de Itamaracá aportar em Recife em um espaço tão significativo como é o Paço, casa do Frevo, nos encanta tanto quanto mobiliza em muitas camadas, pela potência desse encontro poético e cheio de pertencimento”, comemora Galiana Brasil, gerente do Núcleo de Artes Cênicas, Literatura e Música do Itaú Cultural. “No fim do ano passado e entrando neste, também vimos a Ocupação Paulo Freire no Recife. É mesmo muito importante para nós ser ponte e colaborar com essas ações que fortalecem e legitimam a riqueza e singularidade de nossa cultura”, completa ela.</p>
<p>Com o patrocínio do Itaú, da Rede e o apoio cultural e financeiro do Itaú Cultural, a exposição tem a realização do Paço do Frevo juntamente ao Centro Cultural Estrela de Lia, instituição formada por profissionais que trabalham na produção artística da cantora e que repensaram a mostra para esta montagem no Recife.</p>
<p>“Sinto-me muito feliz por essa exposição estar sendo feita pelas pessoas que já trabalham comigo, sabem da minha história, conhecem minha luta. Me sinto muito à vontade, muito acolhida e amada por conta da exposição estar sendo montada outra vez, pelas nossas mãos”, destaca Lia de Itamaracá. No Recife, a mostra está recebendo a coordenação geral de Beto Hees, empresário e produtor da artista, e produção de Marcos Paulo, também da equipe de Lia. A curadoria é de Michelle de Assumpção, biógrafa da cantora, que fez parte da equipe curatorial da primeira mostra, em São Paulo, e atualmente é assessora de imprensa da pernambucana.</p>
<p>Diretora do Paço do Frevo, Luciana Félix celebra o encontro entre a Ciranda e o Frevo como um marco para a história do museu. &#8220;É o encontro de duas grandes expressões da cultura popular, de dois patrimônios imateriais do Brasil que têm em comum a característica de unir pessoas, trazer alegria, envolvimento e, sem dúvida, fará despertar a vontade de todos participarem da grande potência que é essa exposição. Lia tem toda a força da representatividade das culturas populares. Estamos muito felizes de abrir as portas para essa pernambucana que envolve diversas gerações de pessoas que se encantam e se emocionam com sua luta e sua arte.&#8221;</p>
<p>Também assinam a mostra Lia Letícia, artista visual responsável pelo projeto expográfico e que já trabalhou com Lia em mostras realizadas anteriormente; Ytallo Barreto, fotógrafo que assina o projeto audiovisual, e Lili Barreto, design responsável pela identidade visual da exposição.</p>
<p><strong>MERGULHO NAS ÁGUAS DE LIA -</strong> “Estamos retomando alguns conceitos que nos ajudaram a construir a narrativa da primeira mostra, mas nos aprofundando ainda mais em temáticas inicialmente exploradas na primeira exposição, como a questão da raça, que permeia toda a vida e trajetória artística de Lia. Bem como ofertando experiências que vão promover um mergulho nas águas de Lia”, conta Michelle de Assumpção. A curadora se refere a uma experiência de realidade virtual, a instalação Águas de Lia, que vai permitir que as pessoas vivenciem situações como estar numa roda de Ciranda e conhecer o trabalho no curral, local onde os pescadores da Ilha de Itamaracá vão retirar seu sustento.</p>
<p>A questão da raça se transformou num eixo importante da Ocupação Lia de Itamaracá &#8211; Paço do Frevo. “Desde São Paulo abordamos o tema, mas dessa vez traremos outros recursos, como depoimentos em vídeos, que vão tratar de uma questão que atravessa e deixa uma marca não apenas na história de Lia, mas de todos os artistas da cultura popular que atuam em gêneros feitos pelo povo pobre, trabalhador e negro do Brasil, sobretudo do Nordeste”, ressalta a curadora. A temática da racial irá se desdobrar, também, na etapa formativa da exposição, através de uma roda de diálogo, com data a ser definida, que debaterá o racismo na cultura popular.</p>
<p>A Ocupação Lia de Itamaracá &#8211; Paço do Frevo será composta por documentos, figurinos, objetos pessoais, fotografias, mobiliários e diversos recursos audiovisuais, como videoclipes e imagens recentes de apresentações da artista pelo mundo. A exposição irá contar, também, com materiais exclusivos como uma entrevista e um ensaio fotográfico inédito, com autoria de Ytallo Barreto.</p>
<p>As canções de Lia, como parte de um cancioneiro popular que aborda as questões mais simples e cotidianas do povo, como o amor, o trabalho e as brincadeiras, também ganham o devido destaque na mostra. Será possível perceber os sons de Lia com os ouvidos, com os olhos e com a pele.</p>
<p>Mais do que celebrar os quase 80 anos da mestra cirandeira Lia de Itamaracá, a Ocupação no Paço do Frevo, centro de referência em salvaguarda da cultura popular, busca preservar e difundir saberes inerentes à cultura popular pernambucana e à criação dos seus fazedores e detentores &#8211; como é considerada Lia de Itamaracá -, registrando-os para além das memórias afetivas de quem os vive.</p>
<p><strong>SHOW CIRANDA DO MUNDO E SOM NA RURAL -</strong> Na abertura da Ocupação, Lia de Itamaracá presenteia o público com o show Ciranda do Mundo. A apresentação faz uma mescla do repertório tradicional da artista, composto por cirandas, cocos e maracatus, boleros e canções mais contemporâneas do disco Ciranda sem Fim (2019), no qual Lia flerta com outras batidas sonoras. A banda de Lia também se renova para o novo formato, ganhando o reforço de bateria e guitarra, que se somam aos tradicionais caixa, percussão, bumbo e trompete. O show acontece no palco do Som na Rural, que estaciona em frente ao Paço do Frevo, na Praça do Arsenal, exclusivamente para a estreia da Ocupação Lia de Itamaracá &#8211; Paço do Frevo.</p>
<p><strong>TUDO SOBRE LIA - </strong><a href="https://www.itaucultural.org.br/ocupacao/lia-de-itamaraca/" target="_blank"><strong>www.itaucultural.org.br/ocupacao/lia-de-itamaraca</strong></a>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Ocupação Lia de Itamaracá<br />
Abertura: 21 de março, às 18h, com acesso gratuito<br />
Em cartaz até 21 de junho</p>
<p>Paço do Frevo &#8211; Praça do Arsenal da Marinha, s/n, Bairro do Recife, Recife<br />
Horários: Terça a sexta, 10h às 17h | Sábado e domingo, 11h às 18h<br />
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) &#8211; entrada gratuita às terças-feiras</p>
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		<title>Em São Paulo, Itaú Cultural inaugura ocupação dedicada à cirandeira Lia de Itamaracá</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2022 15:28:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[avenida paulista]]></category>
		<category><![CDATA[Itaú Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[ocupação lia de itamaracá]]></category>
		<category><![CDATA[Programação]]></category>

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		<description><![CDATA[Localizado numa das mais importantes avenidas da capital paulista, o Instituto Itaú Cultural promove, nesta quarta-feira (20), a inauguração da Ocupação Lia de Itamaracá. A mostra, que segue em cartaz até o próximo dia 11 de julho, conta e reverbera a história dessa artista brasileira solar, das águas salgadas e da música popular, que é [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_52109" aria-labelledby="figcaption_attachment_52109" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Renata Pires/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/14567243679_58ae7d4ba9_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52109" alt="Renata Pires/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/14567243679_58ae7d4ba9_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco e rainha da ciranda, é a grande homenageada da mostra do Itaú Cultural</p></div>
<p>Localizado numa das mais importantes avenidas da capital paulista, o Instituto Itaú Cultural promove, nesta quarta-feira (20), a inauguração da Ocupação Lia de Itamaracá. A mostra, que segue em cartaz até o próximo dia 11 de julho, conta e reverbera a história dessa artista brasileira solar, das águas salgadas e da música popular, que é um dos <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/patrimonio-cultural/imaterial/patrimonios-vivos/lia-de-itamaraca/" target="_blank"><strong>Patrimônios Vivos do Estado de Pernambuco</strong></a>, desde 2005.</p>
<p>A Ocupação de Lia de Itamaracá é a 55ª edição desta série do Itaú Cultural dedicada a artistas que influenciam novas gerações. A curadoria é compartilhada pela cantora Alessandra Leão, a jornalista e sua biógrafa Michelle de Assumpção e a equipe do Itaú Cultural, formada pelos Núcleos de Música e de Comunicação.</p>
<p>Na programação, além de um hotsite com conteúdo exclusivo sobre Lia no site da instituição (<a href="https://www.itaucultural.org.br/presskit/ocupacao-lia-de-itamaraca/index.html" target="_blank"><strong>www.itaucultural.org.br/presskit/ocupacao-lia-de-itamaraca</strong></a>), estão previstas uma temporada de shows, apresentados presencialmente pela cantora e seus convidados no palco da Sala Itaú Cultural, e uma série de ações educativas (presencial e virtual), com mecanismos de acessibilidade.</p>
<p><em>“Usamos expressões poéticas para falar de Lia na exposição formada por três eixos chamados sal, som e sol, porque é o que ela é”</em>, conta Michelle.<em> “O que mais impressiona nela é sua determinação e coragem. Desde pequena, cantava tudo o que ouvia chegar em Itamaracá, onde nasceu e sempre viveu. Queria ser cantora famosa”</em>, continua ela. <em>“Por fim, chegou na ciranda como intérprete, quebrou os padrões da tradição da improvisação, e assim seguiu a trajetória dela”</em>, conclui.</p>
<p><em>“Ouvir Lia cantar é uma alegria”</em>, diz Alessandra. <em>“A voz se transforma, a música se modifica, mas ela, Lia, segue nos conduzindo ao movimento &#8211; seja na ciranda, seja no maracatu, no frevo ou no bolero. Lia é o mar inteiro. Ouvir os seus discos é mergulhar em águas profundas”</em>. A curadora criou duas<em> playlists</em>, que podem ser conferidas em <em>QR Code</em> no espaço expositivo: &#8220;Ela é Lia de Itamaracá&#8221; e &#8220;Vamos Cirandar&#8221;, com músicas de cirandeiros diversos.<br />
‍<br />
<span style="text-decoration: underline;"><strong>OCUPAÇÃO </strong></span></p>
<p>O eixo <strong>Sal</strong> revela de onde veio a Lia que chegou aos palcos. Ele trata desse território da artista, nascida na Ilha de Itamaracá, em 1944, como Maria Madalena Correia do Nascimento, que, mais tarde adotou o nome artístico Lia de Itamaracá. O espaço expositivo abriga imagens, fotografias, audiovisuais, telas e detalhes da decoração da casa da cirandeira. Ali se encontra, por exemplo, o certificado de que Lia descende do Povo Djoula, da Guiné-Bissau.</p>
<p>A sua música dá o tom no eixo <strong>Som</strong>. <em>“Mostramos toda a musicalidade que é de Lia e que a perpassa, porque ela vem da tradição de um bem cultural, a ciranda, que é patrimônio imaterial do Brasil”</em>, conta Michelle.</p>
<p>O país conheceu a cantora cirandeira como Rainha da Ciranda, nome de seu primeiro disco, lançado em 1977, e assim seguiu. Versátil e sincrética, em seu trajeto ela cantou no meio dos roqueiros, no Abril Pro Rock, em 1998. Em 2019 lançou o seu quarto disco Ciranda sem fim com produção de DJ Dolores. Neste trabalho, eleito um dos 25 melhores álbuns brasileiros do segundo semestre daquele ano, pela Associação Paulista de Críticos de Arte, deu um passo além da ciranda mesclando sons tradicionais a outros contemporâneos, sem perder suas referências na origem musical.</p>
<p>O eixo <strong>Sol</strong> é formado por diversos elementos e conquistas de Lia, que ultrapassou as barreiras do som marcando presença, também, no cinema e na moda. Em 2020, o bloco Ilú Obá de Min abriu o Carnaval de rua em São Paulo com uma homenagem a ela. No ano passado, a cantora se apresentou em show na SP Fashion Week, para uma coleção inspirada em obras do artista pernambucano Francisco Brennand.</p>
<p>Entre 2003 e 2019, ela participou em pontas ou como personagem em pelo menos seis filmes. Um deles, foi o curta-metragem &#8220;Recife Frio&#8221;, dirigido pelo pernambucano Kleber Mendonça. Desse diretor, ela também participou de outro filme, o célebre &#8220;Bacurau&#8221;, de 2019, no papel de Dona Carmelita, uma espécie de guardiã do lugar. Ainda, ela foi personagem principal do curta-metragem documental &#8220;Formiga Come do Que Carrega&#8217;, do diretor Tide Gugliano. Fez, também, uma participação especial no premiado longa-metragem &#8220;Sangue Azul&#8221;, sob a direção de Lírio Ferreira, em 2014.</p>
<p>Todo esse percurso a levou a ser considerada Patrimônio Vivo de Pernambuco e a receber um bom número de homenagens, como a Ordem do Mérito Cultural, pelo Ministério da Cultura, e o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pelos serviços prestados à cultura do Estado e do Brasil.</p>
<p>Não falta, neste eixo, a representação de marcas registradas da cantora: os seus vestidos, nos quais predomina o azul, acessórios e as unhas pintadas de cor escura com desenhos minúsculos, como bolinhas.</p>
<p>Também se vê ali outros aspectos da vida de Lia, que coloca sua arte a serviço de pautas de movimentos populares, como a sua ligação com a Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia. Ainda, encontra-se neste eixo passos de uma artista que circula por outras rodas e territórios da cultura, como quando recebeu e dançou com o povo Fulni-ô, grupo indígena que habita próximo ao rio Ipanema, no município de Águas Belas, em Pernambuco.</p>
<p>Por fim, toda a exposição é permeada por sons que remetem à ciranda e ao mar de Lia. Indiretamente, a mostra homenageia, ainda, outras mulheres: Dona Duda, “mãe” da ciranda, e as irmãs Baracho – Severina (Biu) e Dulce Baracho, filhas de Antônio Baracho da Silva (1907-1988), conhecido como mestre e rei cirandeiro, a quem se atribui a popularização do gênero, também celebrado nesta Ocupação.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Ocupação Lia de Itamaracá<br />
De 20 de abril a 11 de julho de 2022<br />
Visitação: terça-feira a sábado, das 11h às 20h; domingos e feriados, das 11h às 19h<br />
Onde: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149 &#8211; Bela Vista, São Paulo &#8211; SP), próximo à Estação de Metrô Brigadeiro<br />
Ingressos gratuitos<br />
Informações pelo telefone: (11) 2168-1777</p>
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