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	<title>Portal Cultura PE &#187; Orquestra da Bomba do Hemetério</title>
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		<title>Maestro Forró e Mário Filipe incentivam a criação artística no Outros Palavras</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2018 23:14:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Camila Estephania Cerca de 300 alunos das instituições de ensino EREM Nóbrega, EREM Clóvis Beviláqua, Escola Regueira e ETEPAM se reuniram no auditório da última para participar da edição do Outras Palavras da sexta-feira (11/05), que teve como convidados o escritor Mário Filipe Cavalcanti e o Maestro Forró. Contando com a colaboração dos alunos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60702" aria-labelledby="figcaption_attachment_60702" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071695981_e8ae8e5c6b_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60702" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071695981_e8ae8e5c6b_k-800x533.jpg" width="800" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Cerca de 300 alunos de quatro escolas participaram do Outras Palavras no ETEPAM.</p></div>
<p dir="ltr" style="text-align: right;"><strong><em>Por Camila Estephania</em></strong></p>
<p dir="ltr">Cerca de 300 alunos das instituições de ensino EREM Nóbrega, EREM Clóvis Beviláqua, Escola Regueira e ETEPAM se reuniram no auditório da última para participar da edição do Outras Palavras da sexta-feira (11/05), que teve como convidados o escritor Mário Filipe Cavalcanti e o Maestro Forró. Contando com a colaboração dos alunos da escola anfitriã que comandaram a parte técnica do evento, a edição do projeto, que é uma ação da Secult-PE/Fundarpe, ficou marcada pelo intercâmbio também entre os artistas e os estudantes que participaram ativamente de debates intensos.</p>
<p>O evento foi aberto por Antonieta Trindade, vice-presidente da Fundarpe e idealizadora do projeto. “<em>Como nós achamos que os filhos dos trabalhadores merecem ter o mais amplo acesso ao conhecimento, criamos o Outras Palavras. É uma oportunidade de estar perto daqueles que produzem o que há de melhor na cultura pernambucana</em>”, disse ela na ocasião. “<em>Essa união entre Cultura e Educação já atingiu mais de 300 escolas e é um trabalho reconhecido por vários gestores da Secretaria de Educação, porque tem repercutido postivamente nas instituições. Acredito que essa integração é o que falta para que a gente possa ter uma educação pública de qualidade social e que possa garantir a nossa juventude a chance de ampliar o seu conhecimento e percorrer outros caminhos</em>”, avaliou.</p>
<div id="attachment_60703" aria-labelledby="figcaption_attachment_60703" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071710981_14091aedc5_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60703" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071710981_14091aedc5_k-800x580.jpg" width="800" height="580" /></a><p class="wp-caption-text">A vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, destacou o sucesso do projeto entre alunos e gestores de educação.</p></div>
<p>Ex-aluno do EREM Nóbrega, escola que participou desta edição, o escritor premiado Mário Filipe Cavalcanti deu um bom exemplo de como a arte não só contribui com qualquer formação como também pode ser uma alternativa profissional possível. “<em>A vida no ambiente jurídico é uma vida burocrática e trabalha com a vida de outras pessoas, então, é um trabalho pesado que exige muito, mas não me rendo totalmente a isso. Como arte é algo que eu gosto de fazer, eu arrumo tempo . O tempo é elástico e você arruma quando quer. Há uma lista de grandes escritores que também tinham outras profissões. O Guimarães Rosa antes de ser diplomata também foi médico… Ele foi o representante do Brasil na Alemanha Nazista e dava passe para cá para quem o procurasse. Então, também há uma vida além da literatura</em>”, exemplificou ele que, aos 26 anos de idade, também atua como advogado.</p>
<div id="attachment_60704" aria-labelledby="figcaption_attachment_60704" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41351936354_90da628f45_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60704" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41351936354_90da628f45_k-800x558.jpg" width="800" height="558" /></a><p class="wp-caption-text">Mário Filipe reforçou o incentivo à leitura</p></div>
<p>Questionado pela aluna Lívia, do EREM Nóbrega, sobre o que o inspirou para começar a escrever, o autor lembrou da importância da leitura. “<em>Hoje se fala muito em oficina para escrever. Não tenho nada contra isso, mas o problema do Brasil não é de escrita, é de leitura. A leitura é o combustível da escrita</em>”, observou ele que, durante a conversa, tentou levar novas referências para os alunos e citou vários autores, como Joseph Conrad, Mário Quintana, Tolstói, James Joyce, Machado de Assis, dentre outros, além de diferenciar tipos de narrativas como o romance, o conto e a crônica.</p>
<p>O autor ainda falou sobre as múltiplas interpretações que o mesmo texto pode despertar no interlocutor. “<em>‘Alice no País das Maravilhas’, por exemplo, se você ler aos 5 anos, aos 15 e aos 30, ele vai ser coerente para todas essas idades. Mas também já reli várias vezes outros e fui entendendo mais, como ‘Metamorfose’, de Kafka, e ‘A Paixão segundo G.H.’, de Clarice Lispector</em>”, disse ele. Sobre os seus próprios temas, esclareceu: “<em>muita coisa que escrevo são a partir de experiências que eu passo e depois vou começando a mentir</em>”, brincou ao lembrar de um conto inspirado pelas conversas de uma desconhecida ao celular no ônibus.</p>
<div id="attachment_60705" aria-labelledby="figcaption_attachment_60705" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071701241_57c56e0435_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60705" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071701241_57c56e0435_k-800x533.jpg" width="800" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos participaram intensamente com muitas perguntas sobre artes e sociedade.</p></div>
<p>Para responder Taciana, do ETEPAM, sobre a pressão da família, aproveitou para encorajar os alunos: “<em>se você quer muito alguma coisa, tem que fazer independente da vontade da família. A família tem disso, às vezes só reconhece o seu trabalho depois. Acho que a maior dificuldade que o artista pode passar mesmo é furar o balão do ego, porque depois que consegue um editor, produtor, muito artista esquece a arte</em>”, disse ele. “<em>Vir em uma edição em que a escola em que cursei o ensino médio estava presente foi fantástico, porque isso mostra que o artista pode vir de onde for e ir longe”</em>, pontuou ele no final.</p>
<div id="attachment_60706" aria-labelledby="figcaption_attachment_60706" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071699091_331530dae2_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60706" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071699091_331530dae2_k-778x600.jpg" width="778" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Ex-aluno do EREM Nóbrega, Mário Filipe doou livros para sua antiga escola, representada pela diretora Andrea Vieira.</p></div>
<p>Dando continuidade ao debate, o Maestro Forró destacou que é preciso focar em maneiras viáveis de fazer arte e não nas dificuldades. “<em>Muita gente se prende no passado ou no futuro. No passado não temos como mexer e o futuro não dá para prever, mas você pode fazer algo agora. A Bomba do Hemetério é um bairro que tem dificuldades como muita gente, então começamos nosso trabalho estudando e com pouco tempo a gente já era uma diferença naquele lugar. O agora é o mais importante. Escute seu coração e faça</em>”, aconselhou ele, ao falar da experiência ao lado da Orquestra da Bomba do Hemetério, que tem 16 anos de atividade e hoje conta com 27 profissionais da comunidade.</p>
<p>“<em>É difícil tirar alguém das drogas depois que ele já entrou lá, mas é possível evitar que jovens entrem nas drogas através de trabalhos como o da Orquestra, porque estamos oferecendo opções. E é da periferia de onde vem os gênios, como Chico Science e Luiz Gonzaga, por exemplo. Já sofremos preconceito pela nossa origem, mas isso é coisa de quem não conhece o trabalho. Se quiserem evitar o preconceito, não emitam opinião sobre o que vocês não conhecem</em>”, disse ele ao falar sobre a repercussão do trabalho, que é bem aceito por onde passa.</p>
<div id="attachment_60707" aria-labelledby="figcaption_attachment_60707" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42026900512_8ab5a55963_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60707" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42026900512_8ab5a55963_k-800x533.jpg" width="800" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Maestro Forró também também lembrou de referências como Luiz Gonzaga e Hermeto Pascoal no trompete</p></div>
<p>Entre um assunto e outro, o Maestro tocou no trompete músicas de Luiz Gonzaga e Hermeto Pascoal, além de frevos. “<em>Muita coisa não tem apoio, mas acredito que tudo depende primeiro de você, porque tem gente que tem todos os apoios e não faz nada. Apoio é importante, mas não garante nada, a força está na gente</em>”, falou ele, que disse sempre estar planejando algo para a Orquestra da Bomba do Hemetério, que hoje viaja o mundo inteiro para apresentar o trabalho que mescla cultura popular e erudita. “<em>Seguir essa linha artística foi um caminho que encontrei para superar a falta de oportunidades e a pobreza do lugar onde eu morava. O que eu fiz não foi ser rebelde, mas sim inusitado. Viver de arte é muito melhor, mas viver já é uma arte</em>”, resumiu ele, ao responder sobre o que influenciou a sua “rebeldia artística”.</p>
<div id="attachment_60708" aria-labelledby="figcaption_attachment_60708" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071690221_ca3a39a6ac_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60708" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071690221_ca3a39a6ac_k-800x533.jpg" width="800" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">O professor de matemática, Walter, também aproveitou a ocasião para recitar versos.</p></div>
<p>O músico se despediu do evento convidando o professor de matemática Walter, do ETEPAM, para recitar versos autorais, provando que a arte é imprescindível até mesmo para quem se dedica às ciências exatas. “<em>Acho que foi uma experiência incrível trazer os dois artistas para a escola, porque mostra para os estudantes que o artista é uma pessoa comum e que ele também pode ser. A escola influencia muito o estudante, porque estamos aqui para a formação dele, mas ela tanto pode bloquear como pode incentivar o estudante. Esse projeto é um caso de incentivo muito grande, porque mesmo que o aluno não siga nenhuma arte, abre sua visão de mundo</em>”, opinou a gestora do ETEPAM, Sandra Domitília.</p>
<p>“<em>O dia de hoje foi muito especial, porque a gente teve um ex-aluno como convidado. Hoje Mário cresceu como pessoa, principalmente, e tem uma obra que está inspirando outros meninos. Ele está aí como um produto das escolas de referência, da educação interdimensional e é o resultado do nosso trabalho. Fico feliz de ver que hoje ele está contribuindo positivamente com a sociedade. Foi gratificante estar aqui hoje</em>”, concluiu Andrea Vieira, que é diretora do EREM Nóbrega.</p>
<p>&nbsp;</p>
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