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	<title>Portal Cultura PE &#187; Pankará</title>
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		<title>Dia dos Povos indígenas: conheça os saberes e sabores do povo Pankará</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 10:20:33 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123573" aria-labelledby="figcaption_attachment_123573" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome.png"><img class="size-medium wp-image-123573" alt="Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-607x318.png" width="607" height="318" /></a><p class="wp-caption-text">Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé</p></div>
<p><em>Texto: Igor Gomes</em></p>
<p>O povo pernambucano, como se sabe em todo o Brasil, ostenta sua cultura e seus símbolos de maneira assertiva por onde passa. Mas ainda há muito a se investigar na história do Estado; isso porque tradições inteiras ainda não são registradas para que possam circular de maneira mais ampla para toda a população. É o caso dos povos indígenas, submetidos a um apagamento sistemático desde o século 16. Uma dessas lacunas relacionadas à cultura indígena na identidade pernambucana vem sendo trabalhada pelo Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará, de Carnaubeira da Penha, Sertão do São Francisco. O projeto incentivado pela Fundarpe através do Funcultura, que vem documentando e resgatando toda a cadeia cultural desse povo indígena, do plantio dos alimentos até a forma de consumi-los.</p>
<p>O projeto foi aprovado no edital Funcultura Geral 2023/2024, na categoria “Patrimônio Cultural” (hoje desmembrada em edital próprio) pela produtora Gato de Gengibre, da pesquisadora Monica Larangeira Jácome. Está em andamento desde 2025 e pode ser prorrogado até 2027. Depois de validado pelo Funcultura (em processos como o de prestação de contas), ele será avaliado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. As chances de isso acontecer são consistentes, pois a Fundação do Patrimônio Histórico Artístico de Pernambuco (Fundarpe) emitiu parecer preliminar (antes da realização da pesquisa) atestando a importância de se registrar essa cultura alimentar e reconhecê-la como Patrimônio.</p>
<p>“O inventário não abrange apenas as receitas do povo Pankará. A realização dele foi dividida em cinco etapas: a forma de produzir alimentos; as receitas e registro sobre a memória gustativa das pessoas em relação às receitas; o artesanato voltado para a alimentação, com utensílios de barro, de fibra de catolé, palha de coqueiro etc.; os lugares da comida, como casa de farinha, engenho de rapadura, horta e outros; e as celebrações em torno da comida”, resume Monica Jácome. Por demanda do Funcultura, serão produzidos ainda produtos culturais relacionados a esse trabalho, como um documentário curta-metragem e o cadastro dos mestres e mestras relacionados à cultura alimentar Pankará.</p>
<p>Práticas alimentares são parte da cultura humana por envolverem memórias e discursos relacionados à convivência entre as pessoas e aos usos e saberes relacionados à natureza – abrangem, por exemplo, o que pode ou não ser consumido, como se consome um alimento, o que plantar ou criar e como se faz isso em uma determinada localidade. São conhecimentos transmitidos por gerações e que podem sofrer adaptações ao longo do tempo graças a processos históricos; um exemplo são os usos da mandioca, planta nativa da América do Sul largamente usada por povos indígenas e depois pelas demais populações que chegaram ao continente por conta da colonização.</p>
<div id="attachment_123574" aria-labelledby="figcaption_attachment_123574" class="wp-caption img-width-467 alignnone" style="width: 467px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123574" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação-467x486.jpeg" width="467" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A pesquisador Monica Jácome</p></div>
<p>O reconhecimento da importância do sistema alimentar e culinário Pankará contribui para proteger a diversidade cultural de Pernambuco. “A memória social é seletiva. Na área de gastronomia, quando se pensa em patrimônio alimentar o que se fala são as comidas da casa-grande: bolo de rolo, bolo souza leão e outros. A história de Pernambuco é fruto de uma memória fragmentada. Como é possível falar de bens culturais, de referências históricas, se eles se limitam apenas ao grupo social dominante? O resgate que o inventário faz beneficia todo o Estado porque enriquece a história humana que ocorre aqui”, pontua a pesquisadora.</p>
<p>O Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará é coletivo e envolve a comunidade. Entre os integrantes indígenas estão cinco bolsistas e uma produtora, afora toda a participação da comunidade na finalização de cada etapa. “Houve também uma oficina para que fosse elaborado um protocolo de consulta e consentimento, com normas para regrar as relações do povo Pankará com os não indígenas envolvidos no projeto e com o Estado. Ao final de cada fase, há uma prestação de contas para que se discuta e decida os próximos passos”, afirma a pesquisadora. Os bolsistas farão uma oficina de audiovisual para criar o roteiro do curta-metragem que será entregue com a pesquisa.</p>
<p>“O projeto do inventário veio pra nos fortalecer ainda mais dentro das nossas tradições. E o que não pode faltar, que os nossos antepassados sempre recomendam, os nossos mais velhos, é o respeito, a valorização, a tradição do nosso povo. Para nós, não é simplesmente um inventário alimentar e culinário; é um inventário de saber, de tradição, de cultura, de resistência, mesmo”, afirma a cacica Dorinha, liderança do povo Pankará. Segundo a cacica Dorinha, o projeto trabalha diversos elementos da cultura Pankará, “como cultivar o alimento, como retirar o alimento e como preparar. Esses modos são praticados pelos nossos antepassados, e são levados para nossos jovens, nossas crianças, para que eles possam dar continuidade a esses saberes tradicionais. Também trabalhamos como manejar a terra, também, nós manipulamos ela através dos saberes dos nossos mais velhos, e isso nos fortalece”.</p>
<div id="attachment_123575" aria-labelledby="figcaption_attachment_123575" class="wp-caption img-width-364 alignnone" style="width: 364px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123575" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé-364x486.jpeg" width="364" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Vanja, do povo Pakará, prepara farofa de catolé</p></div>
<p><strong>HERANÇAS GASTRONÔMICAS E CULTURAIS</strong> – O complexo sistema dos alimentos na cultura Pankará abrange uma série de saberes que alcançam, inclusive, os não indígenas. Monica Jácome lembra que o coco catolé, por exemplo, é usado por não indígenas de diversas formas, entre elas como petisco para se tomar com cerveja. “Os indígenas fazem um rosário, em que os coquinhos são unidos por um fio e vendidos para serem consumidos”, cita. A lista de elementos envolvidos no cadeia gastronômica Pankará é grande. Eis alguns exemplos:</p>
<p>Catolé, mandioca, milho, feijão andu, fava, feijão de arranca, inhame, mucunã, batata-doce, jerimum; acerola, banana, abacate, jaca, manga, goiaba, cana-de-açúcar, mel de abelha, café, mamão, caju, murici, pinha, maracujá, favela, gergelim, batata de macambira, imbu, jaca, colorau; as carnes de caça como preá, mocó, punaré, tatu, peba, veado, gato do mato, cambamba, tamanduá, juriti, codorniz, jacu, teiú, camaleão; as carnes de criação como galinha, porco, vaca, cabra; pão de catolé, catolé cozido, bró de catolé, farofa de catolé, massa, goma e farinha de mandioca, beiju na pedra, bolo de macaxeira, licores, doces e geleias de frutas, imbuzada, doce de cafofa de imbu, doce de facheiro, doce de coroa de frade, xeléu cozido, café morto no pau, queijo de coalho, rapadura, mel de cana, fubá e farinha de milho, milho assado e cozido, bolo de milho, feijão cozinhado, baião de dois, munguzá de feijão, angu da agonia (angu de feijão), café de feijão andu, Rubacão de fava, mingau de mucunã, farofa de murici, fubá da castanha de caju, fubá doce de favela, fubá de gergelim, lambedores, chás de ervas, xaropes e garrafadas; engenhos de farinha, engenho de cana-de-açúcar, fogões à lenha, moendas de milho, pilões de madeira; artesanato culinário barro (o caco, a cuscuzeira|), madeira e fibras naturais (os abanadores do fago, as cestas); a dança do toré nas celebrações da Semana dos Povos Indígenas; a Feira de Cultura Pankará, todo mês de maio; os festejos em comemoração a São Gonçalo; a Novena de Nossa Senhora nas aldeias Jardim e Ladeira.</p>
<p>Em Pernambuco, as manifestações de influência indígena vão além da gastronomia. Entre as manifestações culturais que tem direta herança dos povos originários temos o caboclinho, maracatu rural, coco, ciranda, além do artesanato com os usos da macaxeira, do barro e de fibras vegetais, por exemplo. É uma matriz existencial fundamental para o povo pernambucano, cuja cultura vem sendo reconhecida pelo Governo do Estado por meio da Fundarpe, que dispõe dos títulos de Patrimônio Vivo e da abertura de linhas de fomento que sejam abrangentes a ponto de abarcar projetos. No primeiro caso, já foram reconhecidas agremiações como os caboclinhos Sete Flexas (Recife), União Sete Flexas (Goiana), os dois Canindé (Recife e Goiana), Caheté (Goiana) e Tribo Indígena Carijó (Goiana). Também as Cantadeiras do Povo Indígena Pankararu detêm o título. O título abrange pessoas (mestres) e grupos, e o concurso para eleger os novos Patrimônios Vivos do Estado segue aberto até o dia 30 de abril.</p>
<p>No segundo caso, os editais do Funcultura abarcam diversas linguagens artísticas em iniciativas diversas (apresentação, pesquisa, oficina, produção de conteúdos, entre outros). Dos editais abertos, o Funcultura Música é destinado a toda cadeia sonora (produção, pesquisa e afins), e segue aberto até 30 de abril. Já o Funcultura Geral abrange manifestações de dança, literatura, artes visuais, teatro, circo e outras linguagens. O Funcultura Patrimônio Cultural, por sua vez, possui linhas específicas para pesquisas, produção de conteúdo e ações de salvaguarda em gastronomia em outras manifestações culturais. As inscrições para os Funculturas Geral e Patrimônio Cultural seguem abertas até o dia 13 de maio.</p>
<div id="attachment_123576" aria-labelledby="figcaption_attachment_123576" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife.jpg"><img class="size-medium wp-image-123576" alt="Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Caboclinho Sete Flechas do Recife, Patrimônio Vivo</p></div>
<p><strong>O POVO PANKARÁ</strong> – Segundo dados estatísticos do site Terras Indígenas do Brasil (terrasindigenas.org.br), a Terra Indígena Pankará da Serra do Arapuá, demarcada em 2025 e localizada no município de Carnaubeira da Penha (Sertão do São Francisco), tem população de quase 3 mil pessoas. São 52 aldeias em cerca de 15 mil hectares. A agricultura de subsistência é a base da economia alimentar desse povo, em especial os cultivos de milho, macaxeira e feijão. As origens remontam ao povo Atikum e a remanescentes quilombolas na região, e o nome “Pankará” só passa a ser usado como autodenominação no começo dos anos 2000. “O nome ‘Pankará’ veio do costume de usarmos pakaiá, que é o fumo, e também de urá, que vem do mangará da bananeira. A gente era conhecido como ‘os índios da Serra do Arapuá’, os ‘caboclos da Serra do Arapuá’. Em 2003, fomos reconhecidos como povo Pankará. O nome veio através dos saberes das Forças Encantadas, que me apresentaram esse nome de ‘Pankará’”, explica a cacica Dorinha.</p>
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		<title>Territórios indígenas Xukuru e Pankará recebem oficina de fotografia</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 14:20:13 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/Pré-produção-Território-Pankará-por-Clarissa-Dutra.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-91360" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/Pré-produção-Território-Pankará-por-Clarissa-Dutra-607x453.png" width="607" height="453" /></a></p>
<p>Os fotógrafos e arte-educadores pernambucanos Clarissa Dutra e Daniel Meirinho viajam com equipe em março para uma vivência fotográfica nas aldeias Serrote dos Campos (Sertão do São Francisco &#8211; Itacuruba/PE) da etnia Pankará, e para a Serra do Ororubá (Agreste Central &#8211; Pesqueira/PE), da etnia Xukuru. Em cada comunidade, uma turma de até 15 participantes será formada para receber oficinas e encontros em torno da fotografia, com foco nos olhares internos sobre seu povo e seu território. Como resultado das oficinas, registros fotográficos, de áudio e vídeo, darão forma a duas exposições, cada uma em um dos territórios, além de se transformar em catálogo eletrônico.</p>
<p>Das vagas do projeto Sertão do Céu Luminoso, 20% são reservadas a pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência, seja auditiva, visual, motora ou intelectual, proporcionando alternativas de fruição e acessibilidade. E aumentando ainda mais a participação indígena no projeto, jovens locais serão integrados à equipe como fotógrafos e assistentes de produção. A iniciativa conta com incentivo pelo Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, e reforça, neste momento do Brasil, as múltiplas representações étnicas que carecem de fortalecimento através da aproximação das diferenças, da convivência, do conhecimento e da luta pela diminuição do preconceito nas relações, acima de tudo, humanas.</p>
<p>A equipe do projeto segue à realização com as devidas autorizações e envolvimentos das lideranças locais responsáveis, e mantendo em rígida vigilância todos os protocolos de segurança contra a Covid-19, bem como o máximo respeito e cuidado aos territórios visitados. Este retorno do planejamento e realização do projeto só foi possível devido ao avanço da vacinação.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>POVO XUKURU DO ORORUBÁ</strong></span></p>
<p>O povo Xukuru do Ororubá é o mais numeroso dentre os 12 povos indígenas de Pernambuco, com cerca de 12.200 índios na Serra do Ororubá, nos municípios de Pesqueira e Poção. Ocupam área de 27.555 hectares, demarcada em 2002 depois de muita luta contra latifundiários, e estão distribuídos em 25 aldeias situadas nas regiões Serra, Agreste e Ribeira.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>POVO PANKARÁ DE SERROTE DOS CAMPOS</strong></span></p>
<p>Os Pankará de Serrote dos Campos, em Pernambuco, ocupam o território atual desde 2005, quando reconquistaram o direito de morar preservando raízes, cultura e tradições. O solo sagrado onde sempre viveram e habitam até hoje é fruto da mistura com origens na Serra do Arapuá. A região do Sertão de Itaparica, laço geográfico e espiritual com o Rio São Francisco, é partilhada com outros povos, como os Tuxá de Rodelas. Hoje se distribuem dentro da Zona Rural do Sertão de Itacuruba e a relação com o Velho Chico é a base espiritual e de luta pela defesa, preservação do espaço e identidade, e da busca incansável pela demarcação e homologação desse território, que dura 15 anos e até hoje não foi reconhecida legalmente.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Oficinas<br />
- Aldeia Serrote dos Campos (Sertão de Itaparica) &#8211; Itacuruba/PE &#8211; povo Pankará<br />
- Serra do Ororubá (Agreste Central) &#8211; Pesqueira/PE &#8211; povo Xukuru<br />
- 3 a 9 de março de 2022, com inscrições, mobilização e cronograma anunciados em fevereiro</p>
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		<title>Comunidades quilombolas e indígenas recebem oficinas culturais</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2016 20:28:26 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><img alt="Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/4.jpg" width="640" height="480" /><p class="wp-caption-text">Oficina de Elaboração de Projetos Culturais, com o articulador Francisco de Assis.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Em ação conjunta, beneficiando as comunidades indígenas de Pankará (Itacuruba) e Xukuru do Ororubá (Pesqueira), além dos quilombos Castainho (Garanhuns) e Angico (Bom Conselho), a Coordenação de Povos Tradicionais e Populações Rurais da Secult-PE promove entre os dias 6 e 19 de dezembro, um novo ciclo de oficinas culturais gratuitas. As ações envolvem tanto a elaboração de projetos culturais com foco em editais públicos como o Funcultura, bem como a formação artística e cultural de segmentos como artes cênicas e audiovisual.</p>
<p style="text-align: justify;">O ciclo foi iniciado nesta terça-feira (6), no Recife, para associados da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (FETAPE). <i>“As oficinas acontecem de forma a atender demandas específicas de cada comunidade, contextualizando perfis culturais previamente observados, quando passamos a estabelecer ciclos periódicos destas atividades, No caso da Oficina de Elaboração de Projetos Culturais, o principal objetivo é possibilitar não apenas a inclusão dos povos tradicionais nos Editais do Funcultural, mas também contribuir para que novos projetos culturais destas comunidades possam ser beneficiados pelo programa”</i>, explicou Francisco de Assis, representante da Coordenação de Povos Tradicionais e Populações Rurais da Secult-PE.</p>
<p><b>Programação de oficinas:</b></p>
<p>- <b>Sede da FETAPE, no Recife</b><br />
<b><em>Oficina de Elaboração de Projetos Culturais</em><br />
Período:</b> 6 e 7 de dezembro<br />
<b>Facilitadores:</b> Coordenação de Povos Tradicionais e Populações Rurais da Secult-PE</p>
<p>- <b>Comunidade do </b><b>Povo Pankará de Itacuruba</b><br />
<b><em>Oficinas de Teatro e Vídeo (contando também com exibições)</em><br />
Período:</b> 9 a 11 de dezembro<br />
<b>Facilitadores:</b> Fabio Calamy e Alexandre Pankararu</p>
<p>- <b>Quilombos Castainho (Garanhuns) e Angico (Bom Conselho)<br />
<em>Oficinas de Elaboração de Projetos Culturais e Dança Afro</em><br />
Período:</b> 12 e 16 de dezembro<br />
<b>Facilitadores:</b> Coordenação de Povos Tradicionais e Populações Rurais da Secult-PE</p>
<p>- <b>Povo Xukuru do Ororubá (Pesqueira)<br />
<em>Oficinas de Elaboração de Projetos Culturais, de Maracatu e de Afoxé</em><br />
Período:</b> 17 a 19 de dezembro<br />
<b>Facilitadores:</b> Coordenação Povos, Mestre Afonso e Fabiano Santos</p>
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		</item>
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		<title>Povos indígenas discutem ampliação do Sistema de Incentivo à Cultura</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2015 15:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O momento, que vai contar com a participação da secretária executiva da Secult-PE, Silvana Meireles, tem o apoio da Coordenação de Licença Intercultural Indígena, através da coordenadora e professora Ana Maria Barros. Os Povos Originários (Indígenas) de Pernambuco, serão representados por integrantes das comunidades: Kapinawá, Kambiwá, Pankaiwká, Pankará, Pankararu, Entre Serra Pankararu, Truká, Tuxá, Pipipã, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_32301" aria-labelledby="figcaption_attachment_32301" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Ricardo Moura/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/lideranças-indigenas-Pesqueira-Ricardo-Moura.jpg"><img class="size-medium wp-image-32301" alt="Foto: Ricardo Moura/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/lideranças-indigenas-Pesqueira-Ricardo-Moura-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Encontro de lideranças indígenas realizado em 2012, na Aldeia Xukuru Capim de Planta, em Pesqueira.</p></div>
<p style="text-align: justify;">O momento, que vai contar com a participação da secretária executiva da Secult-PE, Silvana Meireles, tem o apoio da Coordenação de Licença Intercultural Indígena, através da coordenadora e professora Ana Maria Barros. Os Povos Originários (Indígenas) de Pernambuco, serão representados por integrantes das comunidades: Kapinawá, Kambiwá, Pankaiwká, Pankará, Pankararu, Entre Serra Pankararu, Truká, Tuxá, Pipipã, Xucuru, Fulni-ô e Atikun.</p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo da ação, além de inserir e empoderar o debate relativo às mudanças no SIC, visa reforçar o compromisso da Secult-PE e da Fundarpe em relação aos recursos destinados para a ampliação das políticas públicas culturais destinadas às comunidades tradicionais.</p>
<p><strong>Serviço: </strong><br />
<strong>Ciclo de diálogos com populações indígenas sobre a ampliação do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC)</strong><br />
<strong>Quando:</strong> terça-feira, 8 de dezembro<br />
<strong>Horário:</strong> a partir das 9h30<br />
<strong>Local:</strong> Centro Acadêmico do Agreste (CAA) &#8211; UFPE Caruaru (Rodovia BR-104, Km 59, s/nº, bairro Nova Caruaru)<br />
<em>Encontro aberto ao público</em></p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/sugestoes-dos-fazedores-de-cultura-do-estado-melhoram-proposta-de-reformulacao-do-sic/" target="_blank"><strong>Saiba mais sobre o projeto</strong></a></p>
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		<title>Festival mostra a força dos povos indígenas</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Aug 2012 12:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Encontro que vai até sexta (17/8) coloca em debate o futuro das etnias pernambucanas, através dos jovens Por Chico Ludermir Pedindo força aos encantados, o cacique Marcos Xukuru abriu ontem (14/8), em Pesqueira, o Encontro Juventude, Arte e Culturas Indígenas na aldeia Capim de Planta, umas das 24 do seu povo. Compondo a mesa de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5678" aria-labelledby="figcaption_attachment_5678" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Encontro-Indígena_Xukuru.jpg"><img class="size-medium wp-image-5678" alt="Índios de várias aldeias do estado participam do encontro (Foto: Ricardo Moura)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Encontro-Indígena_Xukuru-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Índios de várias aldeias do estado participam do encontro (Foto: Ricardo Moura)</p></div>
<p><em>Encontro que vai até sexta (17/8) coloca em debate o futuro das etnias pernambucanas, através dos jovens</em></p>
<p>Por Chico Ludermir</p>
<p>Pedindo força aos encantados, o cacique Marcos Xukuru abriu ontem (14/8), em Pesqueira, o Encontro Juventude, Arte e Culturas Indígenas na aldeia Capim de Planta, umas das 24 do seu povo. Compondo a mesa de abertura estavam reunidos representantes de todas as etnias indígenas de Pernambuco. Além dos anfitriões, Atikum, Tuxá, Truká, Pankará, Pankararu, Entre Serras Pankararu, Pankaiwká, Kambiwá, Kapinawá, Fulni-ô, Pipipã e Pankaiwká. “O evento junta os povos para percebermos nossas semelhanças e diferenças. O que esse encontro pretende é discutir o que nós, enquanto juventude, precisamos fazer para garantir nossa unidade”, resumiu a autoridade maior do povo Xukuru.</p>
<p>A plateia, também formada por índios de várias aldeias do estado, presenciou o cântico de abertura de Dona Zenilda Xukuru, mãe do atual cacique, e viúva de Xicão. Aos 62 anos, ela é continuadora das lutas do marido, falecido em 1998 em decorrência de sua militância e luta por territórios. “Ainda sou jovem”, disse antes de soltar uma voz forte, de olhos fechados e pés descalços, enquanto cocalhavam dezenas de maracás. “Salve as matas, as terras e os encantados, em nome de Jesus”, terminou.</p>
<p>Enquanto uma parte dos jovens se encaminhou para as oficinas de artesanato, o restante participou da primeira roda de diálogo do encontro sobre juventude indígena. Depois de uma constatação de que os jovens estão cada vez mais alheios aos rituais sagrados, o cacique afirmou: “Precisamos nos organizar. O nosso sonho é que a juventude não se afaste da tradição e possa até mesmo utilizar de novas tecnologias para afirmar a identidade indígena. O ritual é a nossa mola mestre. Os costumes e as tradições são muito importantes. Só assim seremos guerreiros dos povos indígenas”.</p>
<div id="attachment_5679" aria-labelledby="figcaption_attachment_5679" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Marcos-Xukuru_Encontro-Indígena.jpg"><img class="size-medium wp-image-5679" alt="Cacique Marcos Xukuru abriu o encontro (Foto: Ricardo Moura)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Marcos-Xukuru_Encontro-Indígena-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Cacique Marcos Xukuru abriu o encontro (Foto: Ricardo Moura)</p></div>
<p>Elizângela, do povo Entre Serras Pankararu, reclamou da apatia dos jovens, ao mesmo tempo em que questionou novas formas de aproximação. “A gente precisa acompanhar o dinamismo da juventude e encontrar novas formas de provocá-los”. Do povo Atikum, com o rosto todo pintado, Penha representou, ao lado de Mônica, o grupo de jovens que se articulou sozinho para ir ao encontro. “Não desistimos de nossa cultura. Estamos aqui aprendendo com os mais velhos”, afirmou Penha, que, ao final do dia, conduziu um toré, dança circular indígena. “Quando eu era criança eu tinha vergonha, meu Deus! Como a pessoa pode ter vergonha da própria cultura?” problematizou.</p>
<p>Encontro vai ter até a próxima sexta-feira (17/8), com rodas de debate, oficinas e apresentações culturais dos povos.</p>
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		<title>Encontro reúne todas as etnias de Pernambuco</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/encontro-reune-todas-as-etnias-de-pernambuco/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Aug 2012 17:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Até sexta (17/8), 12 povos indígenas do Estado se encontram em Pesqueira, no território Xukuru Na Serra Ororubá, em Pesqueira, começa nesta segunda-feira (13/8) o Encontro Juventude, Arte e Culturas Indígenas, como parte da programação do Festival Pernambuco Nação Cultural do Agreste Central. A cidade, que é o maior reduto indígena do Nordeste, reunirá representantes [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em>Até sexta (17/8), 12 povos indígenas do Estado se encontram em Pesqueira, no território Xukuru</em></p>
<div id="attachment_5727" aria-labelledby="figcaption_attachment_5727" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/POVO-INDÍGENA-ENTRE-SERRAS-PANKARARU-Petrolândia2-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-5727" alt="Povo Indígena Entre Serras Pankararu estará presente no encontro (Foto: Coordenação para Povos Tradicionais)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/POVO-INDÍGENA-ENTRE-SERRAS-PANKARARU-Petrolândia2-2-607x405.jpg" width="607" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">Povo Indígena Entre Serras Pankararu estará presente no encontro (Foto: Coordenação para Povos Tradicionais)</p></div>
<p>Na Serra Ororubá, em Pesqueira, começa nesta segunda-feira (13/8) o Encontro Juventude, Arte e Culturas Indígenas, como parte da programação do Festival Pernambuco Nação Cultural do Agreste Central. A cidade, que é o maior reduto indígena do Nordeste, reunirá representantes das outras 11 etnias do Estado até a próxima sexta-feira (17/8).</p>
<p>Xucuru (povo anfitrião), Atikum, Tuxá, Truká, Pankará, Pankararu, Entre Serras Pankararu, Pankaiwká, Kambiwá, Kapinawá, Fulni-ô, Pipipã e Pankaiwká estarão juntos discutindo política, cultura, direitos e territórios indígenas em rodas de diálogo, através de ações de formação e apresentações culturais. Serão 16 oficinas, sendo dez de artesanato, quatro de teatro e duas de cineclubismo, além de seis rodas de diálogo, com foco na cultura e na juventude. Além disso, a questão dos territórios indígenas será debatida, a partir de caciques de quatro etnias.</p>
<p>Diariamente durante a semana, os grupos culturais de diversas aldeias se apresentam. Torés, rituais, teatro… e ainda mostras de artesanato dos diversos povos. Na quinta e na sexta-feira (16 e 17/8), das 16h às 22h, os produtos serão comercializados também no Caminhão do Pape (Programa de Artesanato de Pernambuco), no Centro de Pesqueira, ao lado do palco principal do festival.</p>
<p>A sexta (17/8), último dia do encontro, será de culminância das oficinas e, a partir das 14h, todos os alunos mostrarão um pouco do que aprenderam durante a semana. O final do encontro será marcado pelo Toré de Todos os Povos, que começa às 16h, com todas as aldeias participantes.</p>
<p>Para Maira Egito,  assessora da coordenação para Povos Tradicionais e Populações Rurais da Secretaria de Cultura do Estado, esta é, acima de tudo, uma oportunidade de encontro entre esses povos e o governo, que valoriza  e cria um espaço de debate. “Este evento traz o protagonismo dos indígenas, que deram o tom e a cara das ações”, afirma a assessora.</p>
<p><strong>// Programação de povos tradicionais</strong></p>
<p>Encontro Juventude, Arte e Culturas Indígenas<br />
Local: Aldeia Capim de Planta – Comunidade Indígena Xukuru do Ororubá<br />
De 13 a 17 de agosto de 2012</p>
<p><strong>Segunda-feira, 13/8</strong></p>
<p>9h – chegada com boas-vindas e café da manhã<br />
• Ritual de abertura<br />
• Apresentação do Toré Xukuru<br />
• Vivência de Dança Circular<br />
14h às 16h30 – Roda de diálogos 1 – “Cineclubismo e as culturas indígenas”<br />
14h às 16h30 – Oficinas de artesanato indígena<br />
19h – Mostra de vídeos Indígenas<br />
20h – Apresentação Cultural do Povo Atikum<br />
21h – Apresentação Grupo Pankararú Nação Cultural<br />
21h40 – Show Jean Ramos Pankararú</p>
<p>9h às 17h – Mostra de artesanato indígena – Comunidade Indígena Xukuru do Ororubá</p>
<p><strong>Terça-feira, 14/8</strong></p>
<p>8h30 – Apresentação do Toré Mirim Xukuru<br />
9h às 12h – Oficinas de Teatro e Cineclubismo<br />
12h às 12h30 – Coco Raízes de Ororubá<br />
14h às 16h30 – Vivência de Dança Circular – Roda de diálogos 2 – “Teatro e juventude indígena”<br />
14h às 16h30 – Oficinas de Cineclubismo e Artesanato indígena<br />
19h – Mostra de vídeos indígenas<br />
20h – Apresentação Cultural do Povo Pankaiwká<br />
21h – Mostra de Teatro indígena – Apresentação da Cafurna – Fulni-ô</p>
<p>9h às 17h – Mostra de artesanato Indígena – Comunidade Indígena Xukuru do Ororubá</p>
<p><strong>Quarta-feira, 15/8</strong></p>
<p>8h30 – Apresentação do Ritual do Membí<br />
9h às 12h – Oficinas de Teatro e de Cineclubismo<br />
13h30 – Apresentação Cultural do Povo Tuxá<br />
14h às 16h30 – Vivência de Dança Circular – Roda de diálogos 3 – “O artesanato como prática na educação escolar indígena”<br />
14h às 16h30 – Oficinas de artesanato indígena<br />
14h às 17h – Oficinas de Teatro e Cineclubismo<br />
19h – Mostra de vídeos indígenas<br />
20h – Apresentação Cultural do Povo Truká<br />
21h – Mostra de Teatro indígena Kambiwá</p>
<p>16h às 23h – Feira de artesanato Indígena na Festa de Renascença – Centro de Pesqueira</p>
<p><strong>Quinta-feira, 16/8</strong></p>
<p>8h30 às 9h – Apresentação do Toré Xukuru<br />
9h às 12h – Oficinas de Teatro e Cineclubismo<br />
14h às 16h – Vivência de Dança Circular – Roda de diálogos 4 – “Culturas e Juventude Indígena: Panorama atual”<br />
14h às 16h – Oficinas de artesanato indígena<br />
16h – Apresentação Cultural do Povo Pipipã<br />
17h – Apresentação Cultural do Povo Entre Serras Pankararu<br />
19h às 21h – Roda de Diálogos 5 – A cultura e a relação com o Território. Participação dos/as Caciques: Marcos Xukuru, Neguinho Truká, Dorinha Pankará e Zuka Kambiwá.<br />
21h – Apresentação Cultural do Povo Pankará</p>
<p>16h às 23h – Feira de artesanato Indígena na Festa de Renascença – Centro de Pesqueira</p>
<p><strong>Sexta-feira, 17/8</strong></p>
<p>9h – Apresentação do espetáculo teatral  da Tropa do Balaco-Baco (de Arcoverde)<br />
11h às 12h30 – Roda de diálogos 6 – “Juventude e Culturas Indígenas: Perspectivas”<br />
14h – Mostra dos resultados das oficinas de teatro<br />
16h – Toré de todos os povos</p>
<p>9h às 17h – Mostra de artesanato Indígena – Comunidade Indígena Xukuru do Ororubá</p>
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