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	<title>Portal Cultura PE &#187; Patrimônio Vivo de Pernambuco</title>
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		<title>Exposição “ORIXAMBÁ” do fotógrafo Paulinho Filizola chega ao Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE)</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 15:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Homenageando os 95 anos de uma das mais importantes e resistentes expressões da cultura afro-brasileira em nosso estado, o Terreiro de Xambá, Patrimônio Vivo de Pernambuco, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE) recebe a exposição “ORIXAMBÁ”, do fotógrafo Paulinho Filizola, com a curadoria do antropólogo Raul Lody e texto crítico do escritor Ronaldo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_121021" aria-labelledby="figcaption_attachment_121021" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/54586791363_477b92421e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-121021" alt="Foto: Paula Maestrali/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/54586791363_477b92421e_k-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Paula Maestrali/Secult-PE/Fundarpe</p></div>
<p>Homenageando os 95 anos de uma das mais importantes e resistentes expressões da cultura afro-brasileira em nosso estado, o Terreiro de Xambá, Patrimônio Vivo de Pernambuco, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE) recebe a exposição “ORIXAMBÁ”, do fotógrafo Paulinho Filizola, com a curadoria do antropólogo Raul Lody e texto crítico do escritor Ronaldo Correia de Brito. Após passar pelo Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), a mostra segue com as celebrações com a abertura gratuita em Olinda marcada para este sábado (1º) e seguirá em cartaz até o dia 01 de dezembro.</p>
<p dir="ltr">Situada no térreo do Museu, a mostra reúne registros capturados ao longo de 23 anos de vivência e respeito ao Terreiro pelas lentes do fotógrafo e filho de santo da casa Paulinho Filizola, revelando não apenas a beleza dos ritos e dos orixás, mas também a humanidade, a devoção e resistência que sustentam essa tradição.</p>
<p dir="ltr">Fundado em 1930, por Maria Oiá, no bairro de Campo Grande, no Recife, o Terreiro de Xambá é símbolo de ancestralidade, fé, resistência e preservação de saberes sagrados de matriz africana. Sua trajetória é marcada por lutas, mas sobretudo por uma profunda dignidade cultural e espiritual, que atravessou gerações até chegar aos dias de hoje, sob a liderança do babalorixá Pai Ivo de Xambá.</p>
<div id="attachment_121024" aria-labelledby="figcaption_attachment_121024" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/54585700992_22ccc8d4f2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-121024" alt="Situada no térreo do MASPE, a mostra reúne registros capturados ao longo de 23 anos de vivência e respeito ao Terreiro pelas lentes do fotógrafo e filho de santo da casa Paulinho Filizola I Foto: Paula Maestrali/Secult-PE/Fundarpe " src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/54585700992_22ccc8d4f2_k-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Situada no térreo do MASPE, a mostra reúne registros capturados ao longo de 23 anos de vivência e respeito ao Terreiro pelas lentes do fotógrafo e filho de santo da casa Paulinho Filizola I Foto: Paula Maestrali/Secult-PE/Fundarpe</p></div>
<p dir="ltr">Ao trazer a história do Terreiro de Xambá por meio da ação, o Museu reafirma seu compromisso com a valorização da memória, da diversidade e das heranças africanas que compõem a identidade cultural do nosso povo. “Mais do que uma exposição, é um poderoso ato de diálogo inter-religioso. Um convite para nos conectarmos com nossa herança ancestral e celebrarmos a beleza que existe na diversidade da fé”, destaca Iron Mendes, coordenador do MASPE.</p>
<p dir="ltr">Aos interessados, as visitas a “ORIXAMBÁ” podem ser feitas de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h. Exceto na abertura, que terá entrada gratuita, os ingressos custam R$5,00. Crianças até 12 anos e idosos acima de 60 não pagam. Mais informações estão disponíveis no Instagram oficial do MASPE, o<a href="https://www.instagram.com/museuartesacrape/?utm_source=qr&amp;igsh=Njl5cDlibG11emg5#"> @museuartesacrape</a>.</p>
<p dir="ltr"><strong>MASPE</strong></p>
<p dir="ltr">Gerido pelo Governo de Pernambuco, o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Maspe) foi inaugurado em 11 de abril de 1977 e ocupa o antigo Palácio dos Bispos de Olinda, uma das primeiras construções da cidade, erguida em 1537 por Duarte Coelho. O edifício, que ao longo dos séculos serviu como sede episcopal, colégio, residência religiosa e até quartel durante a Segunda Guerra Mundial, foi transformado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) em espaço dedicado à exposição e estudo da arte sacra. Seu acervo, formado principalmente por peças cedidas pela Arquidiocese de Olinda e Recife, inclui santos, relicários, custódias, pinturas religiosas e uma valiosa coleção de imagens policromadas e douradas dos séculos 16 e 17.</p>
<p dir="ltr"><strong><em>&gt; SERVIÇO</em></strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Exposição “ORIXAMBÁ” do fotógrafo Paulinho Filizola chega ao Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE)</strong> – Fotografias de Paulinho Filizola, com curadoria de Raul Lody e texto crítico de Ronaldo Correia de Brito</p>
<p dir="ltr">&gt; Abertura: 01 de novembro, às 16h</p>
<p dir="ltr">&gt; Visitação: De 01 de novembro a 01 de dezembro</p>
<p dir="ltr">&gt; Horários: Terça a sexta-feira, 10h &#8211; 17h e sábados e domingos de 14h &#8211; 17h</p>
<p dir="ltr">&gt; Endereço: Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE) I R. Bpo. Coutinho, 726 &#8211; Carmo, Olinda &#8211; PE, 53120-130</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Quadrilha Junina Raio de Sol inaugura Centro de Artes com exposição que celebra 30 anos de história</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 19:41:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Quadrilha Junina Raio de Sol, reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco, celebra três décadas de história com a inauguração de seu novo Centro de Artes Raio de Sol. Localizado no bairro do Hipódromo, em Recife, o espaço abre suas portas no dia 26 de outubro, às 17h, com a exposição comemorativa “Raio de Sol: [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_118515" aria-labelledby="figcaption_attachment_118515" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.11.57.jpeg"><img class="size-medium wp-image-118515" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.11.57-607x341.jpeg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Quadrilha Raio de Sol adulta</p></div>
<p>A Quadrilha Junina Raio de Sol, reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco, celebra três décadas de história com a inauguração de seu novo Centro de Artes Raio de Sol. Localizado no bairro do Hipódromo, em Recife, o espaço abre suas portas no dia 26 de outubro, às 17h, com a exposição comemorativa “Raio de Sol: Patrimônio Vivo de Pernambuco”, com idealização e curadoria de Leila Nascimento e com expografia de João Pedro Coelho. A mostra reúne figurinos, troféus, fotografias e registros das apresentações que marcaram a trajetória do grupo, e ficará aberta ao público às quartas e sextas-feiras, das 10h às 17h, com entrada gratuita neste domingo.</p>
<p>Mais do que um marco de memória, a exposição abre o ciclo comemorativo dos 30 anos da Raio de Sol, que seguirá ao longo dos próximos meses com lançamento de documentário, ações formativas e festividades diversas até culminar na estreia do novo espetáculo da quadrilha, no ciclo junino de 2026. O Centro de Artes será, portanto, o ponto de partida das celebrações, consolidando-se como um espaço de encontro entre passado, presente e futuro da cultura popular pernambucana.</p>
<p>Além da exposição, o centro funcionará como um polo de formação artística e cultural, dedicado à continuidade de saberes e à valorização da cultura popular. Segundo Leila, “o Centro de Artes Raio de Sol é um lugar de encontro, de produção, de transmissão de saberes da Raio de Sol, especialmente, mas de tudo que nasceu dela”. Ela complementa: “a Raio de Sol é mais do que uma quadrilha junina. O espetáculo é o resultado de tudo que é feito, a parte que o público vê. Com o Centro de Artes, agora, a gente vai conseguir dar mais visibilidade ao processo — a tudo que é construído durante o ano para, em junho, o público prestigiar o espetáculo&#8221;.</p>
<p>A criação do espaço é um sonho antigo de Alana Nascimento, fundadora da quadrilha, que preservou registros e um vasto acervo ao longo de três décadas — acervo que agora compõe a exposição inaugural. A Raio de Sol recebeu, em 2024, o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, e o recurso mensal mérito dessa conquista foi fundamental para que o projeto do Centro de Artes se tornasse realidade.<br />
Mais do que um espaço expositivo, o Centro de Artes Raio de Sol se consolida como um território de memória, formação e resistência cultural, fortalecendo o movimento junino pernambucano e inspirando novas gerações de artistas populares.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Inauguração do Centro de Artes Raio de Sol<br />
Data: 26 de outubro (domingo), às 17h<br />
Local: Rua Ascenso Ferreira, 150 — Hipódromo — Recife/PE<br />
Exposição: “Raio de Sol: Patrimônio Vivo de Pernambuco”<br />
Visitação: Quartas e sextas-feiras, das 10h às 17h<br />
Acesso gratuito neste domingo<br />
Duração: Exposição de longa duração<br />
Mais informações: instagram.com/qjraiodesol ou instagram.com/centrodeartesraiodesol</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Em sua 6ª edição, Mostra Pankararu de Música celebra ancestralidade e território no Sertão de Pernambuco</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/em-sua-6a-edicao-mostra-pankararu-de-musica-celebra-ancestralidade-e-territorio-no-sertao-de-pernambuco/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 18:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A VI Mostra Pankararu de Música (MPM) reafirma, em 2025, o protagonismo indígena e seu compromisso em integrar cultura, educação e saúde. Realizada pelo músico Gean Ramos Pankararu e pelo Instituto Aió Conexões Pankararu, a Mostra acontece de 17 a 19 de outubro, na Aldeia Bem-Querer de Cima, território Pankararu, a 7 km de Jatobá [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_120642" aria-labelledby="figcaption_attachment_120642" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Tássio Tavares</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-08-at-15.10.12.jpeg"><img class="size-medium wp-image-120642" alt="Foto: Tássio Tavares" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/10/WhatsApp-Image-2025-10-08-at-15.10.12-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Registro da Mostra Pankararu de Música de 2023</p></div>
<p dir="ltr">A VI Mostra Pankararu de Música (MPM) reafirma, em 2025, o protagonismo indígena e seu compromisso em integrar cultura, educação e saúde. Realizada pelo músico Gean Ramos Pankararu e pelo Instituto Aió Conexões Pankararu, a Mostra acontece de 17 a 19 de outubro, na Aldeia Bem-Querer de Cima, território Pankararu, a 7 km de Jatobá (PE).</p>
<p dir="ltr">Nesta edição, o evento homenageia o legado vivo de Dona Dida – o canto da vida, da dança, da chuva e do sol. Patrimônio Vivo de Pernambuco e do povo Pankararu, Dona Dida transformou o canto em compromisso com a continuidade cultural e a tradição oral de seu povo. Guardiã das cantantes, aos 12 anos recebeu a missão de ser cantadeira de um dos principais rituais Pankararu: a Noite dos Passos. Essa missão a acompanhou até o momento de seu encantamento, em junho deste ano. Sua memória segue inspirando novas gerações e fortalecendo a cultura Pankararu.</p>
<p dir="ltr">Para Gean Ramos Pankararu, idealizador e presidente do Instituto Aió Conexões Pankararu, Ponto de Cultura reconhecido pelo Ministério da Cultura, a Mostra Pankararu de Música é mais que uma programação artística: é um espaço de troca, vivência e fortalecimento comunitário. “A Mostra é música em toda sua construção, que pulsa além de acordes e sonoridades. É preciso valorizar os caminhos que a música percorre antes de ser som, letra e harmonia. Essa vivência aproxima do orgânico, da arte como modo de vida e instrumento de transformação e existência.”</p>
<p dir="ltr">A MPM é uma iniciativa pioneira que conecta música, tradições ancestrais e debates contemporâneos sobre meio ambiente, saúde e sustentabilidade, respondendo artisticamente às transformações do território e às urgências provocadas pelas mudanças climáticas e pela devastação do Bioma Caatinga. Mais que um festival, é uma vivência coletiva e circular: como no toré e no buzzo, gira, retorna e transforma, fortalecendo a resistência cultural e ambiental do povo Pankararu. Também é um espaço de convergência de linguagens – da música à dança, da moda ao artesanato – que promove formação cultural, valoriza ancestralidades indígenas e se organiza em roda, lugar de equidade onde todos se reconhecem e fazem a cultura girar.</p>
<p dir="ltr">A Mostra proporciona ao público contato direto com as tradições indígenas por meio de vivências e imersões que estimulam o potencial econômico, criativo e afetivo das comunidades, contribuindo para a consolidação de polos autônomos e sustentáveis de produção cultural. A culinária é outro destaque: durante os três dias de evento, o público poderá saborear pratos preparados por pessoas da própria comunidade, valorizando ingredientes locais e receitas tradicionais.</p>
<p dir="ltr">A programação reúne artistas, mestres da tradição oral e grupos culturais de diferentes regiões do Brasil, oferecendo uma experiência que integra música, dança, teatro, artes visuais, gastronomia e artesanato. Em suas cinco edições anteriores, a Mostra recebeu nomes como Ailton Krenak, Mateus Aleluia, Djuena Tikuna, Brisa Flow, Flávio Leandro, Almério e Lucas dos Prazeres, Juliano Holanda, Isabela Moraes Marcelo Jeneci Jéssica Caetano, todos em confluência com os artistas e grupos indígenas, consolidando-se como um dos principais espaços de visibilidade e articulação da produção cultural indígena no Brasil.</p>
<p dir="ltr">O evento promove diálogos e convergências entre saberes, contribuindo para a conscientização da comunidade local e dos povos indígenas do Nordeste sobre a importância do patrimônio cultural que representam. Além de gerar trabalho e renda, fortalecer a economia criativa e circular e movimentar a economia local, a Mostra incentiva práticas sustentáveis e educação ambiental, oferecendo espaços de formação para crianças, jovens e artistas.</p>
<p dir="ltr">Embora traga a música no nome, a Mostra é um território de encontros — um palco e um ventre onde ancestralidade e futuro se entrelaçam. As inscrições para a VI Mostra Pankararu de Música já estão abertas e podem ser feitas pelo site<a href="https://mostrapankararu.mssg.me/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://mostrapankararu.mssg.me/?utm_source%3Dchatgpt.com&amp;source=gmail&amp;ust=1760021803485000&amp;usg=AOvVaw3UYBCXiWjusawUeMDODypL"> https://mostrapankararu.mssg.<wbr />me/</a>.</p>
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		<title>Cortejo Brincantes de Pernambuco contagia as ruas de Buíque em celebração à cultura popular</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2025 13:26:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No final da tarde desta sexta-feira (1º), o Cortejo Brincantes de Pernambuco chegou a Buíque e contagiou as principais vias do segundo município-sede do Festival Pernambuco Meu País 2025. Em celebração à cultura popular, diferentes manifestações culturais trouxeram música, dança, cor e arte, abrindo a programação e anunciando os próximos dias de magia. Estiveram presentes [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_119419" aria-labelledby="figcaption_attachment_119419" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-09.38.12.jpeg"><img class="size-medium wp-image-119419" alt="Fotos: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-09.38.12-607x486.jpeg" width="607" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p></div>
<p>No final da tarde desta sexta-feira (1º), o Cortejo Brincantes de Pernambuco chegou a Buíque e contagiou as principais vias do segundo município-sede do Festival Pernambuco Meu País 2025. Em celebração à cultura popular, diferentes manifestações culturais trouxeram música, dança, cor e arte, abrindo a programação e anunciando os próximos dias de magia.</p>
<p>Estiveram presentes o Caboclinho Canidé, com representação da cultura indígena; os Caretas de Triunfo, vestindo suas máscaras, roupas coloridas e relhos; a Escola de Samba Galeria do Ritmo, uma das maiores e mais conhecidas do segmento, fundada no Recife; o Clube de Boneco Seu Malaquias, Patrimônio Vivo de Pernambuco e referência entre as agremiações do Estado; o Bloco Caravana Andaluza do Engenho Abreus, preservando as brincadeiras trazidas pelos trabalhadores rurais; e o Urso da Rua do Sapo, com a La Ursa, símbolo da tradição carnavalesca do Estado.</p>
<p>Complementando a programação &#8211; e com protagonismo &#8211; no Dia Nacional do Maracatu, não poderiam faltar representantes da manifestação cultural genuinamente pernambucana. No primeiro ano em que a data é comemorada nacionalmente, o Maracatu Carneiro Manso, de Glória de Goitá, e o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu, Patrimônio Vivo de Pernambuco, encantaram o público, com os seus tradicionais caboclos de lança, que levaram a cultura da Zona da Mata para o Agreste.</p>
<div id="attachment_119420" aria-labelledby="figcaption_attachment_119420" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-09.38.12-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-119420" alt="Em celebração à cultura popular, diferentes manifestações culturais trouxeram música, dança, cor e arte, abrindo a programação e anunciando os próximos dias de magia" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-09.38.12-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Em celebração à cultura popular, diferentes manifestações culturais trouxeram música, dança, cor e arte, abrindo a programação e anunciando os próximos dias de magia</p></div>
<p>“É lindo ver tudo isso passando aqui na nossa frente, de perto. Uma ação tão importante, que traz a cultura para dentro dos municípios, como aqui em Buíque. Isso possibilita a gente se reconhecer, enquanto manifestações que formam a nossa identidade, e de conhecer melhor as culturas de outras cidades. Eu, que já participei de grupo de boi, fico emocionada em rever essas manifestações”, destacou a atendente de farmácia e moradora da cidade há 18 anos, Mayla Heylla.</p>
<p>Contemplando pontos principais da cidade, como a Praça Major de França, o cortejo seguiu animando a população até encerrar a sua passagem no início da noite, no Pátio de Eventos. Conduzindo o público que acompanhava para se dirigir ao coração do festival, no palco Pernambuco Meu País, o público foi convidado a estender a programação e prestigiar ainda mais atrações.</p>
<div id="attachment_119421" aria-labelledby="figcaption_attachment_119421" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-09.38.13.jpeg"><img class="size-medium wp-image-119421" alt="Estiveram presentes o Caboclinho Canidé, os Caretas de Triunfo, a Escola de Samba Galeria do Ritmo, o Clube de Boneco Seu Malaquias, o Bloco Caravana Andaluza do Engenho Abreus, o Urso da Rua do Sapo, o Maracatu Carneiro Manso e o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-02-at-09.38.13-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Estiveram presentes o Caboclinho Canidé, os Caretas de Triunfo, a Escola de Samba Galeria do Ritmo, o Clube de Boneco Seu Malaquias, o Bloco Caravana Andaluza do Engenho Abreus, o Urso da Rua do Sapo, o Maracatu Carneiro Manso e o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu</p></div>
<p>Neste sábado (2), a partir das 15h30, mais um desfile está previsto para circular pelo município e alegrar os presentes, com o Boi Estrelinha, Maracatu de Baque Solto Leão Formoso de Tracunhaém e Maracatu Nação Cambinda Estrela. Toda a programação e cobertura do Cortejo Brincantes estão disponíveis por meio do Instagram oficial do festival, o <a href="http://instagram.com/festivalpernambucomeupais">@festivalpernambucomeupais</a> e do <a href="http://instagram.com/culturape">@culturape</a>.</p>
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		<title>Pagode do Didi &#8211; Patrimônio Vivo de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2025 14:08:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Vlademir de Souza Ferreira, mais conhecido por Didi do Pagode, nasceu em dezembro de 1943, no bairro Caxangá, no Recife. O convívio com o pai violinista e com as cantorias da mãe o fez, desde cedo, interessar-se pela música. Antes de firmar-se enquanto músico, Didi trabalhou em algumas empresas, casas de show e foi jogador [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Vlademir de Souza Ferreira, mais conhecido por Didi do Pagode, nasceu em dezembro de 1943, no bairro Caxangá, no Recife. O convívio com o pai violinista e com as cantorias da mãe o fez, desde cedo, interessar-se pela música. Antes de firmar-se enquanto músico, Didi trabalhou em algumas empresas, casas de show e foi jogador de futebol, daí o apelido (diante da semelhança física com o jogador da seleção brasileira). Em 1981, abriu o Bar do Didi, que logo se tornou ponto de encontro de sambistas, e em seguida, o primeiro pagode ao ar livre do Recife, o Pagode do Didi. Com essa iniciativa, Didi participou da formação de vários músicos, compositores e grupos que iniciaram suas carreiras neste espaço.</p>
<p>O espaço se mantém há três décadas enquanto reduto do samba de raiz, funcionando de segunda a sexta-feira, no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife. O Pagode do Didi também foi o primeiro “palco” da Terça Negra, evento criado para encontro e expressão do povo negro, que ocorre todas as terças (atualmente no Pátio de São Pedro). Membro da Ordem dos Músicos do Brasil, Didi já participou da gravação de discos e de programas televisivos, além de receber diversos convites para gravar e integrar grupos de samba.</p>
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		<title>Quadrilha Raio de Sol: o terreiro do brincar eternizado no São João</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2025 12:45:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Andréa Almeida Emprestando brilho aos olhos de quem a alcança e florescendo os terreiros mais desertos que há de se encontrar, a Quadrilha Raio de Sol tem mesmo o poder da multiplicação. A mania de grandeza pernambucana é o mantra dos que a fazem com garra e tanta paixão, em alto e bom som: [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_118514" aria-labelledby="figcaption_attachment_118514" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.20.25-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-118514" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.20.25-1-607x341.jpeg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">A estrela guia abre o espetáculo da Raio de Sol adulta</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Por Andréa Almeida</em></p>
<p>Emprestando brilho aos olhos de quem a alcança e florescendo os terreiros mais desertos que há de se encontrar, a Quadrilha Raio de Sol tem mesmo o poder da multiplicação. A mania de grandeza pernambucana é o mantra dos que a fazem com garra e tanta paixão, em alto e bom som: “Ano que vem vai ser ainda melhor!”. E promessa é dívida que se cumpre. Por onde passa, os seguidores novos e antigos, fervorosos, esgotam ingressos, preenchem cada espacinho lhes dado só para sentir na pele aquele irradiar. No palco, um brincante mirim vestido de estrela guia anuncia a “abrição das portas”, a Raio de Sol 2025 vem aí. E é de arrepiar. Imbuída pelos movimentos do maracatu rural a rodar pelo salão, a estrela abre alas para os três brincantes incorporados por uma noiva, um noivo e um marcador, que logo mostram a que veio o batalhão da quadrilha junina que no ano passado conquistou o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco: “Ô de casa, ô de fora, São João nasceu! Xangô menino, dono da justiça e da festa! Nossa folia é de reis e de rainhas também!”. O tema que este ano inspira o figurino, o cenário, a dança e a legião de guerreiros que se dedicam o ano inteiro é “Um Reisado a São João”. Com esse espetáculo, a Quadrilha Raio de Sol renasce e vibra no coração do público que vive a experiência de uma, pode-se dizer, tradicional ópera junina, a brilhar durante todo o festejo que celebra o plantio e a colheita nos campos rurais.</p>
<p>E por falar em renascer, este ano a Raio de Sol chega com uma “novidade antiga”. Pode parecer paradoxal, mas é o que tem enchido de orgulho, derramado lágrimas e emocionado de uma forma diferente brincantes e fãs da quadrilha: 2025 marca a estreia, ou o retorno, da Quadrilha Raio de Sol Mirim. Fundada em 1996 por Alana Nascimento e Boni, o marcador da época, o grupo surgiu em Águas Compridas, município de Olinda-PE, como brincadeira de criança em uma escola da comunidade. Ao passar dos anos, os pequenos cresceram e a quadrilha também, amadurecendo como adulta. E assim, despretensiosamente a princípio, foi ganhando corpo e formando centenas de jovens da periferia em talentosos artistas e estudiosos da cultura popular. De lá para cá, foram milhares de mãos costurando indumentárias, mentes brilhantes imaginando cores, sonhando temas, pesquisando referências, engajando a comunidade e fazendo acontecer. Hoje, há pouco mais de um ano da inauguração do Centro Cultural Raio de Sol no bairro do Hipódromo, agora no Recife-PE, a quadrilha resgata a sua essência com a criação da Raio de Sol Mirim. Uma espécie de vale muito a pena ver de novo a história sendo recontada e a brincadeira perpetuada.</p>
<div id="attachment_118497" aria-labelledby="figcaption_attachment_118497" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-17-at-14.54.23.jpeg"><img class="size-medium wp-image-118497" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-17-at-14.54.23-607x399.jpeg" width="607" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Quadrilha mirim representa o resgate da ancestralidade da Raio de Sol</p></div>
<p>“Agora a gente diz que recriou a mirim, né? Pra mim essa mirim agora é um resgate muito grande, porque são filhos de quem já dançou, minha neta tá dançando aqui, minha sobrinha dança aqui, e assim, é como se eu estivesse revivendo tudo de novo”, expressa Alana Nascimento, fundadora e diretora da Quadrilha Raio de Sol. “Eu chorei demais, para mim eu estava vendo meus filhos ali na quadrilha mirim. É muita emoção!&#8221;, reafirma Rute Andrade, que junto com Alana se dedica desde os primórdios ao grupo, também como diretora e responsável pelos adereços de cabeça. As vidas de ambas se confundem com a Quadrilha Raio de Sol. Enxergando de perto, elas são a própria Raio no corpo de mulheres que, aliás, já guerrearam muito no campo político do afeto e do amor para acolher crianças, jovens e transformar realidades que vão muito além dos resultados aplaudidos em junho. O São João é o ano inteiro para muita gente que através da Raio de Sol conquistou autonomia e protagonismo para narrar a própria história.</p>
<p>“A missão do continuar”, como pactuam os brincantes, é semente que germina a Raio de Sol Mirim em 2025, perpetuando a identidade e enraizando a memória do grupo. E a ideia surgiu da vontade de uma representante das crianças, Lia, de 6 anos, filha de Leila Nascimento e que por sua vez é filha da fundadora Alana Nascimento. “Com a Raio de Sol Mirim e o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, eu sinto que agora a nossa quadrilha é para sempre. As crianças dançando coco, xaxado, ciranda, maracatu… É uma herança viva. Isso é futuro. Isso é raiz que cresce”, enfatiza Leila, que dança na quadrilha desde pequenininha e hoje é diretora artística e coreógrafa do grupo. Com a força das três gerações de quadrilheiras, o tema do espetáculo de estreia da Raio de Sol Mirim é “Um São João Salustiano”, homenagem ao Mestre Salustiano, ícone do maracatu rural, da rabeca, fundador do Maracatu Piaba de Ouro e que em 2007 também foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco. Sem spoiler, mas o público se surpreende com a presença de Salu na energia dos movimentos, na rabeca, na alegria e no imaginário que remete ao maracatu rural. Tudo isso interpretado com a genialidade, a magia e a pureza dos brincantes mirins, que arrancam suspiros e aplausos da plateia com tanta graça e talento nato.</p>
<div id="attachment_118515" aria-labelledby="figcaption_attachment_118515" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.11.57.jpeg"><img class="size-medium wp-image-118515" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.11.57-607x341.jpeg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Quadrilha Raio de Sol adulta</p></div>
<p>Já a Raio de Sol Adulta bebeu na fonte dos Reisados &#8211; expressão da cultura popular de herança ibérica, como a quadrilha junina espalhada Brasil afora, especialmente no Nordeste. Os brincantes transformam o lugar da louvação em arraial para dar vivas e presentes a São João, mesclando anavantus e “abrição de portas”, “passeio na roça” e cortejo, rodas e adoração, anarriês e retiradas. Exibindo toda a exuberância e riqueza da cultura popular, o figurino é carregado de simbolismo e significado abusando de referências das duas manifestações tradicionais, com coroas aplicadas em chapéus de palha, sanfona, viola, espadas, fitas, espelhos, rainhas e reis, que, no enredo, contam a história de um noivo que foge a todo custo do casamento e de uma noiva que com muito humor consegue enlaçar o coração do rapaz. Comicidade, drama, guerra e, enfim, romantismo. A contemporaneidade da narrativa aparece através da fala de uma brincante mirim no espetáculo, que solta com sagacidade para a noiva-rainha: “E você levanta a cabeça porque se não a coroa cai, rainha!”, empoderando a noiva. A quadrilha infantil tem participação especial na apresentação da adulta. O espetáculo “Ô de dentro, ô de fora” faz um “salve” a Dona Jacinta e a Gonzaga de Garanhuns, mestres do Reisado e também Patrimônios Vivos de Pernambuco.</p>
<p>“A gente estudou os Reisados do nosso Estado e pensou: e se São João tivesse nascido no próprio Arraial? A gente chega pra festejar esse nascimento e oferecer presentes — espelhos, fitas, sanfonas. Essa é nossa forma de louvar”, conta Leila Nascimento. Este ano, ela interpreta Jacinta como a noiva, personagem inspirada na mestra Dona Jacinta. “Ela foi uma mulher que dedicou a vida ao Reisado. A gente homenageia sua trajetória com afeto e poesia. Mas a nossa Jacinta quer casar. É uma personagem leve, engraçada. A gente usa a dança das espadas, típica do Reisado, para narrar o embate entre o desejo dela e o medo do noivo. No fim, o amor sempre vence”, revela.</p>
<div id="attachment_118516" aria-labelledby="figcaption_attachment_118516" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.20.26.jpeg"><img class="size-medium wp-image-118516" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.20.26-607x341.jpeg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">O Reisado para São João tem encantado públicos em 2025</p></div>
<p><b>Tradição reconhecida por Pernambuco</b> -   Em 2024, as quadrilhas juninas ganharam categoria exclusiva no edital de premiações culturais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), através da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco (Secult-PE). A inclusão dessa categoria específica ocorre em um momento de grande valorização da tradição junina no País. Também no ano passado, as quadrilhas foram reconhecidas como manifestação da cultura nacional por meio da Lei nº 14.900, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A conquista representa um importante marco simbólico, que insere as quadrilhas no mesmo patamar de outras expressões brasileiras já reconhecidas, como o forró e as escolas de samba.</p>
<p>Em Pernambuco, a importância das quadrilhas juninas vai além da festa. Atualmente, estão em processo de reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado, através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), reforçando sua relevância como manifestação viva da cultura popular. O Estado conta com 121 grupos cadastrados na Federação das Quadrilhas Juninas e Similares de Pernambuco (Fequajupe), mobilizando mais de 12 mil brincantes em todas as regiões — do Litoral ao Sertão — e envolvendo cerca de 4 mil profissionais diretos e indiretos.</p>
<p>“O Patrimônio Cultural Imaterial é reconhecido como práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que fazem a gente entender um conjunto de saberes e fazeres transmitidos entre gerações. E as quadrilhas estão no processo de conquistar esse título, por sua importância sociocultural seja em ambientes de concursos e festivais, ou em arraiais de bairro e práticas familiares. Além disso, as quadrilhas tem uma importância econômica muito forte, por não só envolvem músicos e dançarinos, mas também maquiadores, costureiros, pessoas que fazem adereços, designers, cabeleireiros, coreógrafos, entre outros profissionais. Outra forma de o Governo de Pernambuco reconhecer e incentivar essa manifestação cultural é o título de Patrimônio Vivo, sendo a Quadrilha Raio de Sol o primeiro grupo titulado no Estado nesse segmento”, ressalta a gerente de Patrimônio Cultural Imaterial da Fundarpe, Lana Monteiro. Em Pernambuco, já foram concedidos 105 títulos de Patrimônio Vivo, entre mestres, mestras e grupos culturais.</p>
<p><b>Do salão europeu ao terreiro nordestino</b> &#8211; A quadrilha junina que hoje é símbolo da identidade nordestina nasceu longe daqui. “As quadrilhas juninas têm origem nas danças de salão europeias, como o quadrille francês, que chegaram ao Brasil com a corte portuguesa no século XIX. Com o tempo, o povo do interior brasileiro apropriou-se dessa linguagem, transformando uma dança aristocrática em expressão da cultura popular”, explica o antropólogo Hugo Menezes, professor da UFPE e pesquisador da tradição das quadrilhas juninas. As quadrilles, polcas, mazurcas e valsas foram ressignificadas nos terreiros nordestinos, tornando-se celebrações da colheita e da fartura. Durante o século XX, com a urbanização, o “matuto” virou personagem caricatural: o dente pintado, a roupa remendada, o campo como sinônimo de atraso. Mas a partir dos anos 1980, especialmente em Pernambuco, as quadrilhas começaram a se reinventar. Abandonaram a estética pejorativa e passaram a exibir luxo, orgulho, ancestralidade e arte. A quadrilha deixou de ser “matuta” para se tornar um dos maiores espetáculos públicos do Brasil.</p>
<p>E é como os brincantes da Quadrilha Raio de Sol dizem por aí: “Pessoas como a gente não morrem, se eternizam no terreiro do brincar”.</p>
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		<title>Samba de Coco Raízes de Arcoverde está pela 1ª vez no Prêmio da Música Brasileira, no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 18:32:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Samba de Coco Raízes de Arcoverde está cada vez mais reconhecido e vibrante com a sua cultura popular. Do Sertão de Pernambuco – com a liderança dos mestres Assis Calixto, Patrimônio Vivo de Pernambuco, e Damião Calixto, Patrimônio Vivo de Arcoverde – a nova conquista do grupo autoral é a indicação ao Prêmio da Música [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_118275" aria-labelledby="figcaption_attachment_118275" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/Mannu-Magalhães-foto-O-Coco-Raízes-com-a-liderança-dos-mestres-Assis-Calixto-patrimônio-vivo-de-Pernambuco-e-Damião-Calixto-patrimônio-vivo-de-Arcoverde-inaugura-a-categoria-Raízes-pela-premiaçã.jpg"><img class="size-medium wp-image-118275" alt="Foto: Mannu Magalhães / Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/Mannu-Magalhães-foto-O-Coco-Raízes-com-a-liderança-dos-mestres-Assis-Calixto-patrimônio-vivo-de-Pernambuco-e-Damião-Calixto-patrimônio-vivo-de-Arcoverde-inaugura-a-categoria-Raízes-pela-premiaçã-607x340.jpg" width="607" height="340" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Mannu Magalhães / Divulgação</p></div>
<p dir="ltr">O Samba de Coco Raízes de Arcoverde está cada vez mais reconhecido e vibrante com a sua cultura popular. Do Sertão de Pernambuco – com a liderança dos mestres Assis Calixto, Patrimônio Vivo de Pernambuco, e Damião Calixto, Patrimônio Vivo de Arcoverde – a nova conquista do grupo autoral é a indicação ao Prêmio da Música Brasileira 2025, sendo a primeira vez que concorre à premiação, realizada anualmente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em sua 32ª edição, a cerimônia acontece nesta quarta-feira (4), às 20h.</p>
<p dir="ltr">No Prêmio da Música Brasileira, o grupo inaugura a categoria “Raízes”, na premiação “Artista”, juntamente com as cantoras e compositoras, a paraibana Elba Ramalho; e as paraenses Dona Onete e Joelma, além do pernambucano Alceu Valença, cantor e compositor.</p>
<p dir="ltr">O Coco Raízes de Arcoverde tem em sua raiz o “trupé”, que é justamente a dança e o ritmo dos pés com tamancos de madeira nos tablados, trazendo uma identidade percussiva e ancestral. As sandálias, inclusive, são feitas pelo mestre Assis Calixto. Vale destacar que Arcoverde é a terra do samba de coco e a categoria “Raízes” é inédita, tanto na premiação “Artista”, indicação do Coco Raízes e demais artistas da lista acima, como em “Lançamento”.</p>
<p dir="ltr">“É uma conquista coletiva e de comprometimento do grupo, principalmente de toda a equipe técnica do Samba de Coco Raízes de Arcoverde. Esse reconhecimento nacional é importante para a nossa continuidade, preservando sempre a memória do mestre Lula Calixto (1942-1999), com fortalecimento, valorização e resistência da cultura negra, indígena e popular de raiz”, comenta o cantor, compositor, músico, arte-educador e artesão Assis Calixto, aos 79 anos.</p>
<p dir="ltr">O cantor, compositor e produtor cultural Damião Calixto, aos 78 anos, também celebra o feito de conquistar a indicação ao prêmio em nível nacional. “A gente avança, coletivamente, enquanto grupo que faz arte popular cantando e contando histórias e também repassando saberes a partir de uma diversidade de vivências. É importante reforçar que o Samba de Coco Raízes de Arcoverde é e sempre foi um conjunto independente com uma identidade da cultura afro e dos povos originários”, acrescenta.</p>
<p dir="ltr">Neste mês de maio, o grupo recebeu oficialmente o certificado de indicação ao 32º Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, pela categoria “Raízes” (artista). O anúncio oficial da lista com as indicações foi realizado em São Paulo, no último mês de abril, em evento no MASP (Museu de Arte de São Paulo). Foi a primeira vez que houve um encontro para a revelação dos indicados e indicadas, sendo apresentado por Lázaro Ramos, além de marcado por homenagens, apresentações inéditas e lançamento de iniciativas à classe artística.</p>
<p dir="ltr">Também em maio, Assis Calixto e Damião Calixto conquistaram o título de cidadão arcoverdense, pela Câmara Municipal de Arcoverde. Com a presença dos mestres da cultura popular, a entrega do título aconteceu no Centro de Gastronomia de Arcoverde (CGA), no último dia 09.</p>
<p dir="ltr"><strong>Trajetória familiar </strong></p>
<p dir="ltr">Desde 1992 compartilhando a arte de sambar coco, o grupo foi formado pelas famílias Calixto, Lopes e Gomes, existindo e espalhando até o hoje o legado de Lula Calixto, irmão de Assis e Damião. Eles cantam e tocam com a família, trazendo na formação Dayane Calixto (dançarina e musicista), Damares Calixto (cantora e musicista), Ilma Calixto (cantora e produtora executiva), Kell Calixto (cantor, dançarino e musicista), Black Calixto (cantor, dançarino e musicista), Iranildo Calixto (dançarino), Danilo Calixto (pandeiro), Françua Gomes (surdo), Douglas Calixto (cantor, dançarino e musicista) e Joana D’arc (cantora e musicista).</p>
<p dir="ltr">“Dentro da própria composição, temos o protagonismo e a potência das mulheres do Sertão, com Damares, Ilma, que a gente chama carinhosamente de Pecon, e Joana D’arc, a mais jovem do grupo”, destaca Dayane, dançarina que está há mais tempo na formação.</p>
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		<title>Axé Talabi celebra a infância e a ancestralidade negrindígena neste final de semana</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/axe-talabi-celebra-a-infancia-e-a-ancestralidade-negrindigena-neste-final-de-semana/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 20:54:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Paulo Gustavo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio]]></category>
		<category><![CDATA[Afoxé Alafin Oyó]]></category>
		<category><![CDATA[Boi Teimoso]]></category>
		<category><![CDATA[Coco dos Pretos]]></category>
		<category><![CDATA[governo de pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[lei paulo gustavo]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Vivo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[que também é Patrimônio Vivo de Pernambuco.]]></category>
		<category><![CDATA[Terreiro Ilê Axé Orixalá Talabí]]></category>

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		<description><![CDATA[O Terreiro Ilê Axé Orixalá Talabí, Patrimônio Vivo de Pernambuco, abre as portas de sua sede, em Paulista, para um final de semana inteiro dedicado à alegria das crianças. Serão realizados dois eventos gratuitos e voltados para toda a família, começando na sexta-feira (27) com o tradicional Um dia para Ibeji, encontro promovido há mais [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_113574" aria-labelledby="figcaption_attachment_113574" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/53352520548_3f7d0b9b7f_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-113574" alt="Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/53352520548_3f7d0b9b7f_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Programação de sexta (27) a domingo (29) será voltada dedicado à alegria das crianças</p></div>
<p>O <b><a href="https://www.instagram.com/terreiroaxetalabi/">Terreiro Ilê Axé Orixalá Talabí</a></b>, Patrimônio Vivo de Pernambuco, abre as portas de sua sede, em Paulista, para um final de semana inteiro dedicado à alegria das crianças. Serão realizados dois eventos gratuitos e voltados para toda a família, começando na sexta-feira (27) com o tradicional <strong>Um dia para Ibeji</strong>, encontro promovido há mais de 30 anos. Em seguida, é a vez do <strong>II Festival de Crianças de Axé</strong>, no sábado (28) e no domingo (29), com ações de cinema, literatura, dança, gastronomia e cultura popular.<b> </b></p>
<p><strong>Um dia para Ibeji</strong> é um festejo que convida famílias a passarem o dia com atividades recreativas e culturais. Na representação espiritual, os Ibejis são os Orixás gêmeos da tradição Yorubá, cultuados nas casas de candomblé de Pernambuco, e representam a força comunitária, a prosperidade alimentar e a abundância dos momentos coletivos de alegria. Também abençoam a chegada de novas crianças no leito familiar.</p>
<div id="attachment_113572" aria-labelledby="figcaption_attachment_113572" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/53128993253_f2346031c1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-113572" alt="Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/53128993253_f2346031c1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Eventos contarão com com ações de cinema, literatura, dança, gastronomia e cultura popular</p></div>
<p>“Esta celebração é fundamental dentro do calendário festivo da casa, pois toda a comunidade se envolve e participa. Crianças e famílias não adeptas das religiões afro-brasileiras também chegam para reverenciar a ancestralidade negrindígena preservada dentro da comunidade do terreiro”, destaca a Iyalorixá Mãe Lú de Iyemanjá, liderança responsável pela casa.</p>
<p>“Isso é que é lindo. Poder celebrar a vida, a infância e, principalmente, partilhar toda fartura que os Orixás nos proporcionam. Esse é o papel de nossa casa, garantir que a vida de cada um de nós seja sempre cheia de prosperidade, é um sentimento de cuidarmos uns dos outros”, ressalta a Iyalorixá.</p>
<div id="attachment_113573" aria-labelledby="figcaption_attachment_113573" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/53351426622_b7b07cd6f3_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-113573" alt="Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/53351426622_b7b07cd6f3_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">As atividades são norteadas pela sabedoria das mestras e mestres responsáveis pelas transmissões de conhecimentos</p></div>
<p>Já nos dias 28 e 29 (sábado e domingo), a partir das 10h, no mesmo local, será realizado o II Festival Crianças de Axé, que neste ano abordará o tema Infância e Proteção Ambiental. As atividades oferecidas têm o objetivo de fortalecer o universo lúdico infantil das crianças de terreiros junto à preservação da biodiversidade e dos ecossistemas naturais de suas comunidades.</p>
<p>O festival aborda a importância da sabedoria ancestral como ferramenta da ecologia cultura e educação para as crianças de axé. As atividades são norteadas pela sabedoria das mestras e mestres responsáveis pelas transmissões de conhecimentos. A ancestralidade será repassada por essas pessoas por meio de brincadeiras e vivências que apresentam o conjunto de bens patrimoniais dos povos de matriz afro-indígena de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_113570" aria-labelledby="figcaption_attachment_113570" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/19909094036_bc802940f5_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-113570" alt="Jorge Farias/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/19909094036_bc802940f5_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das atrações do II Festival da Criança de Axé é o grupo Coco dos Pretos</p></div>
<p>Além de ações na área do cinema, literatura, gastronomia e dança, também serão realizadas apresentações de artistas da cultura popular pernambucana. Dentre as atrações anunciadas, estão o Caboclinho União 7 Flexas de Goiana, o Boi Mimoso, o Coco dos Pretos e o Afoxé Alafin Oyó, que também é Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p>O II Festival Crianças de Axé conta com o incentivo do Governo de Pernambuco, por meio da Lei Paulo Gustavo, e produção executiva do Núcleo de Mídia, Comunicação e Tecnologia Social.</p>
<div id="attachment_113571" aria-labelledby="figcaption_attachment_113571" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">PH Reinaux/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/49500564528_e06043b40d_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-113571" alt="PH Reinaux/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/49500564528_e06043b40d_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Também participa do festival o Afoxé Alafin Oyó, que também é Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
<p><b><span style="text-decoration: underline;">Serviço:<br />
</span></b><strong>Axé Talabi celebra infância e ancestralidade negrindígena</strong><br />
<em>Um dia para ibeji</em><br />
Sexta (27), a partir das 8h<br />
<em>II Festival Crianças de Axé</em><br />
Sábado (28), domingo (29), a partir das 10h<br />
Terreiro Ilê Axé Orixalá Talabí (Rua Orobó, 257, Paratibe, Paulista-PE)<br />
Gratuito<br />
Mais informações no Instagram <b><a href="https://www.instagram.com/terreiroaxetalabi/">@terreiroaxetalabi</a></b></p>
<p><strong>Programação de Um dia para Ibeji: </strong></p>
<p><strong>Sexta-feira (27)</strong><br />
8h &#8211; Ajeun: Café da manhã coletivo e entrega das fichas dos saquinhos de Cosme e Damião<br />
9h às 12h &#8211; Vivência e brincadeiras tradicionais<br />
12h &#8211; Ajeun: Almoço coletivo com o tradicional caruru de Ibéjì<br />
14h &#8211; Abertura do parque de diversões<br />
18h &#8211; Louvação para os Ibéjì<br />
19h &#8211; Sorteios de brinquedos e entrega dos saquinhos de Cosme e Damião</p>
<p><strong>Programação do II Festival Crianças de Axé </strong></p>
<p><strong>Sábado (28)</strong><br />
10h &#8211; Vivência Mãe Terra: o uso Sustentável das Folhas com Mãe Lú de Yemanjá (IléÀṣẹ Ọ̀rìṣànlá Tàlàbí)<br />
11h  &#8211; Vivência o Poder Sagrado de Todas as Folhas  com Mãe Lúcia de Oyá (Ilê Axé Oyá T’ogun)<br />
12h &#8211; Ajeun Coletivo &#8211; Almoço<br />
13h &#8211; Vivência Histórias das Águas : Narrativas de Brincar com Ebomy Mazé (Ilé Àṣẹ Ìyá Nassô Ọka)<br />
14h &#8211; Vivência Tambores do Amanhã com Pai Hetony de Xangô (Ilé Àṣẹ Ọ̀rìṣànlá Tàlàbí)<br />
14h às 18h &#8211; Parque de diversões<br />
Apresentações culturais:<br />
18h &#8211; Coco Capoerê<br />
19h &#8211; Caboclinho União 7 Flexas de Goiana<br />
20h &#8211; Boi Mimoso</p>
<p><strong>Domingo (29)</strong><br />
10h &#8211; Cine Crianças de Axé: exibição da série Itan Omi &#8211; Mito das Águas<br />
11h &#8211; Vivência Artística Criativa com a leitura do conto “Um Conto de Reis” com Giovanna Gomes (Ilé Àṣẹ Ọ̀rìṣànlá Tàlàbí)<br />
12h &#8211; Vivência O Fogo de Xangô: comida sagrada do Rei com Iyabase Rosimary Guedes (Ilé Àṣẹ Ọ̀rìṣànlá Tàlàbí)<br />
12h &#8211; Ajeun Coletivo &#8211; almoço<br />
13h &#8211; Vivência Nos Ventos de Iansã: música e corpo com a bailarina Milla de Oyá (Ilé Àṣẹ Ọ̀rìṣànlá Tàlàbí)<br />
14h às 18h &#8211; Parque de diversões<br />
Apresentações culturais:<br />
18h &#8211; Cantos para Jurema &#8211; Francisco Hammon<br />
19h &#8211; Afoxé Alafin Oyó (Patrimônio Vivo de Pernambuco)<br />
20h &#8211; Coco dos Pretos</p>
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		<item>
		<title>Filme ‘A Rua é Nossa’ registra e preserva a tradição do Acorda Povo da Mestra Ana Lúcia</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 19:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Funcultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acorda Povo]]></category>
		<category><![CDATA[Amaro Branco]]></category>
		<category><![CDATA[governo de pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Mestra Ana Lúcia]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Vivo de Pernambuco]]></category>

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		<description><![CDATA[Aos 80 anos, integralmente vividos no Alto do Sarapião, ao lado do farol de Olinda, no bairro do Amaro Branco, Mestra Ana Lúcia, Patrimônio Vivo de Pernambuco, é memória viva e pulsante das tradições populares de Olinda, levantando uma das Bandeiras de São João mais tradicionais e famosas de Pernambuco &#8211; o Acorda Povo. O [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_46938" aria-labelledby="figcaption_attachment_46938" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/03/Encontro-de-Coco-de-Pernambuco-Mestra-Ana-Lucia-Jan-Ribeiro-02.jpg"><img class="size-medium wp-image-46938" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/03/Encontro-de-Coco-de-Pernambuco-Mestra-Ana-Lucia-Jan-Ribeiro-02-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A Mestra Ana Lúcia é Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
<p dir="ltr">Aos 80 anos, integralmente vividos no Alto do Sarapião, ao lado do farol de Olinda, no bairro do Amaro Branco, Mestra Ana Lúcia, Patrimônio Vivo de Pernambuco, é memória viva e pulsante das tradições populares de Olinda, levantando uma das Bandeiras de São João mais tradicionais e famosas de Pernambuco &#8211; o Acorda Povo. O festejo é tema do filme “A Rua é Nossa &#8211; Acorda Povo da Mestra Ana Lúcia”, que ganha dois lançamentos no mês de setembro: dia 10, às 16h, na Escola Sagrado Coração de Jesus, no bairro do Amaro Branco, onde vive a Mestra, e dia 16, às 18h, no Centro Cultural Bongar, na Comunidade do Xambá.</p>
<p dir="ltr">O Acorda Povo é parte de uma memória popular que envolve rituais, cerimônias, mobilização da comunidade e festa. Trata-se de uma procissão festiva, musicalizada com coco de roda, que, desde a década de 1960, toma conta das ruas de Olinda. Seu objetivo é “acordar o povo” para a vigília de São João. Para isso, as pessoas caminham e cantam, carregando o santo pelo bairro do Amaro Branco.</p>
<p dir="ltr">Uma das principais mestras de coco de roda vivas atualmente, a Mestra Ana Lúcia foi guiada para a cultura popular desde a infância por seu pai, o coquista Severino Nunes da Silva, que já fazia o Acorda Povo antes mesmo dela nascer. Por isso, a Mestra ganhou a missão de, apesar das dificuldades, todos os anos, levar o brinquedo para as ruas.</p>
<p dir="ltr">Além de capitanear o Acorda Povo, Ana Lúcia criou e mantém os grupos Raízes do Coco &#8211; formado por familiares e vizinhos &#8211; e o grupo Estrelinhas do Coco &#8211; formado por crianças dos 3 aos 14 anos, para quem repassa seus ensinamentos, tornando o grupo decisivo na continuidade da tradição. Durante o filme podemos apreciar esses dois grupos apresentando suas músicas, bem como do grupo convidado, Bongar, da comunidade Xambá do Quilombo do Portão do Gelo, em Olinda.</p>
<div id="attachment_56322" aria-labelledby="figcaption_attachment_56322" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cultura.PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/mestra-ana-lucia-do-coco-foto-secult-pe-fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-56322" alt="Cultura.PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/mestra-ana-lucia-do-coco-foto-secult-pe-fundarpe-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">As músicas da Mestra Ana Lúcia entoadas no filme serão futuramente disponibilizadas nas plataformas de streaming</p></div>
<p dir="ltr">Durante cerca de 30 minutos, o filme permite ao espectador imergir num mundo noturno de sensações, de música e devoção, de fogo e água, trazendo uma experiência sinestésica, guiada pela música e pelas imagens. A direção do filme é de Rui Mendonça, com vasta experiência na direção de documentários relativos à sabedoria popular, e que lançou no último festival Cine PE seu primeiro longa, “Estação Janga-Lua (O Segundo Mundo do Rádio”, que tem como protagonista também um dos nomes principais do coco de roda pernambucano, Mestre Zeca do Rolete</p>
<p dir="ltr">O diretor potencia as dimensões humana, musical e geográfica do filme, trazendo pequenas narrativas de pessoas que, durante o cortejo, se apropriam da rua e vivem uma experiência que muda a percepção de si e do mundo.</p>
<p dir="ltr">O fato de ser um festejo musical, num contexto de rua, enquanto lócus de ocorrência das filmagens, obrigou a um cuidado fundamental no filme: o som, tanto na precisão da captação sonora das vozes e instrumentos, seja das ambiências ou do trabalho de mixagem. Para garantir a excelência desses registros pelo que na equipe do filme contam nomes como Guma Farias, Ravi Moreno e Buguinha Dub, profissionais reconhecidos por sua expertise em trabalho de som em ambientes externos.</p>
<p dir="ltr">As músicas da Mestra Ana Lúcia entoadas no filme serão futuramente disponibilizadas nas plataformas de streaming, em mais uma iniciativa para preservar e difundir a tradição da cultura popular de Pernambuco.</p>
<p dir="ltr">O filme é uma realização da Buruçu, que já promoveu vários projetos de salvaguarda e difusão local e internacional da cultura pernambucana, como o “PE em Moçambique”, do Coco Raízes de Arcoverde com artistas moçambicanos, em 2023, e &#8220;O Meu Balão Vai Voar&#8221;, que levou Mestre Barachinha e o Maracatu Estrela de Tracunhaém para uma série de atividades em Portugal, em 2024.</p>
<p dir="ltr">O projeto &#8220;A Rua É Nossa &#8211; Acorda Povo da Mestra Ana Lúcia&#8221; conta com incentivo do Funcultura, através da Fundarpe, Secretaria de Cultura de Pernambuco e Governo de Pernambuco.</p>
<p dir="ltr"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço:</strong></span><br />
Lançamento do filme “A Rua É Nossa &#8211; Acorda Povo da Mestra Ana Lúcia”<br />
Datas: 10 de setembro, na Escola Sagrado Coração de Jesus (Rua Frei Afonso Maria, no Amaro Branco, em Olinda), às 15h, e dia 16 de setembro, às 18h, no Centro Cultural Bongar, na Comunidade do Xambá<br />
Entrada gratuita</p>
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		<title>Mostra de cinema comemora 50 anos da animação em Pernambuco</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2024 18:59:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Funcultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Lula Gonzaga]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra 50 anos da Animação em Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Vivo de Pernambuco]]></category>

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		<description><![CDATA[Refletir sobre a trajetória e os novos desafios da animação em Pernambuco é o mote da “Mostra 50 anos da Animação em Pernambuco”, que terá sessões em Garanhuns, no Centro de Produção Cultural do Sesc, nesta quinta (16), às 19h; e em Triunfo, no Theatro Cinema Guarany, nesta sexta-feira (17), às 14h. A programação é [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_109785" aria-labelledby="figcaption_attachment_109785" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução/Filme</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/Vendo_Ouvindo.jpg"><img class="size-medium wp-image-109785" alt="Reprodução/Filme" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/Vendo_Ouvindo-607x378.jpg" width="607" height="378" /></a><p class="wp-caption-text">Vendo / Ouvindo, um dos filmes da programação, foi dirigido por Lula Gonzaga, Patrimônio Vivo de Pernambuco, e Fernando Spencer</p></div>
<p>Refletir sobre a trajetória e os novos desafios da animação em Pernambuco é o mote da “Mostra 50 anos da Animação em Pernambuco”, que terá sessões em Garanhuns, no Centro de Produção Cultural do Sesc, nesta quinta (16), às 19h; e em Triunfo, no Theatro Cinema Guarany, nesta sexta-feira (17), às 14h. A programação é composta por uma sessão especial com 13 filmes que ajudam a contar a história e evolução da animação pernambucana, seguida por um debate com pesquisadores e cineastas sobre os desafios e perspectivas para o futuro. A entrada é gratuita, sujeita à lotação dos espaços.</p>
<p>O projeto conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, e tem produção da Bonsucesso Comunicação e Cultura, parceria com a Mostra Inhumas e apoio do SESC Pernambuco (CPC &#8211; Garanhuns), curso de Jogos Digitais da UNICAP, do Espaço Cultural Janela 353 e Theatro Cinema Guarany. A mostra já passou pelo Recife, no dia 30 de abril, na UNICAP; e em Petrolina, no dia 11 deste mês, no Espaço Cultural Janela 353.</p>
<div id="attachment_109784" aria-labelledby="figcaption_attachment_109784" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução/Filme</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/As-aventuras-de-Paulo-Bruscky.jpg"><img class="size-medium wp-image-109784" alt="Reprodução/Filme" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/As-aventuras-de-Paulo-Bruscky-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">As Aventuras de Paulo Bruscky, de Gabriel Mascaro, também integra a programação</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O coordenador geral da Mostra, Marcos Buccini, é cineasta e pesquisador na área de teoria e história da animação, com nove filmes dirigidos em animação digital e 50 prêmios na carreira. Marcos Buccini destaca que o evento “vai permitir ao espectador observar a evolução de como a filmografia animada de Pernambuco se iniciou artesanal, precária e, com muita luta, se tornou profissional, qualificada, sem nunca deixar de ser criativa e única”.</p>
<p>Para a escolha das obras foi considerada a diversidade de técnicas, estilos, narrativas e linguagens, além da carreira em festivais e premiações recebidas pelos filmes. “Quando se tem um material tão fenomenal, o trabalho de curadoria se torna doloroso. Não se tratou de eleger os melhores, mas sim seguir algumas diretrizes de selecionar filmes representativos dessa bela filmografia. Pernambuco tem muito mais a oferecer do que essa seleção de 90 minutos. Seria possível preencher facilmente quatro horas com filmes primorosos. Este é apenas um aperitivo do que foi realizado no Estado até o momento”, afirmou Buccini. A curadoria é assinada por Marcos Buccini e Lula Gonzaga, Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p>Cinema de animação em Pernambuco &#8211; Em 1972, Lula Gonzaga e Fernando Spencer lançaram o curta-metragem &#8220;Vendo/Ouvindo&#8221;, marcando o início do cinema de animação em Pernambuco. Apesar de surgir depois do cinema live action, a animação pernambucana vem ganhando reconhecimento pela qualidade de suas obras.</p>
<p>A filmografia animada do estado teve dois &#8216;booms&#8217;, o primeiro durante o Ciclo do Super-8, com 13 obras como os filmes: &#8220;Vendo/Ouvindo&#8221; (1972), “A Saga da Asa Branca” (1979) e “Cotidiano” (1980). O segundo ‘boom’ aconteceu com a chegada de computadores com softwares de animação, por volta dos anos 2000, projetando o surgimento de uma nova geração de animadores. Nessa retomada, se destaca o curta “Ontem x Hoje” (1999), de André Rodrigues e Rafael Barradas, ex-alunos de Lula Gonzaga.</p>
<div id="attachment_109783" aria-labelledby="figcaption_attachment_109783" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução/Filme</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/A-saga-da-asa-branca.jpg"><img class="size-medium wp-image-109783" alt="Reprodução/Filme" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/A-saga-da-asa-branca-607x446.jpg" width="607" height="446" /></a><p class="wp-caption-text">A Saga da Asa Branca, também de Lula Gonzaga, é dos filmes que será exibido</p></div>
<p>O crescimento da animação também foi impulsionado pelo Funcultura Audiovisual, que contemplou o filme “Até o Sol Raiá” (2007), de Fernando Jorge e Leandro Amorim, o primeiro filme de Pernambuco a ganhar o principal prêmio no Anima Mundi. Outro fator decisivo para o desenvolvimento da animação foi o surgimento de Festivais e Mostras dedicados à animação (Animage, Brasil Stop-Motion e o Animacine), resultando na consolidação de um ecossistema de animação no estado, com intensa formação de público e profissionalização na produção.</p>
<p>Com o crescimento da demanda por séries animadas, Pernambuco se consolida como um player dentro da cadeia produtiva brasileira. O carro-chefe foi “O Mundo Bita” (2012), grande sucesso infantil no Brasil e na América Latina. Recentemente, Lula Gonzaga voltou à produção cinematográfica e assinou a direção, junto a Tiago Delácio, do filme “Ciranda Feiticeira” (2023), que percorreu dezenas de festivais e mostras no Brasil e no mundo.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
Mostra 50 anos da Animação em Pernambuco<br />
CPC &#8211; SESC Garanhuns<br />
Quinta-feira (16), às 19h<br />
Theatro Cinema Guarany<br />
Sexta-feira (17), às 14h<br />
Entrada gratuita | Sessão seguida de debate</p>
<p><strong>Filmografia da Mostra 50 anos de Animação em Pernambuco:</strong></p>
<p>1. Vendo / Ouvindo | 5’ | Lula Gonzaga e Fernando Spencer | PE | 1972<br />
2. A Saga da Asa Branca | 7’ | Lula Gonzaga | PE | 1979<br />
3. SomoS SomoS | 6’ | André Phyrrho e Paulo Leonardo | PE | 2005<br />
4. A Morte do Rei de Barro | 4’ | Marcos Buccini e Plinio Uchôa | PE | 2005<br />
5. Até o Sol Raiá | 11’ | Fernando Jorge e Leanndro Amorim | PE | 2007<br />
6. O Jumento Santo e a Cidade que Acabou Antes de Começar | 12’ | Leonardo Domingues e William Paiva | PE | 2007<br />
7. Voltage | 4’ | Felippe Lyra e William Paiva | PE | 2008<br />
8. As Aventuras de Paulo Bruscky | 20’ | Gabriel Mascaro | PE | 2010<br />
9. Visceral | 7’ | Bruno Cabús | PE | 2012<br />
10. Deixem Diana em Paz | 10’ | Júlio Cavani | PE | 2013<br />
11. O Ex-mágico | 11’ | Olímpio Costa e Maurício Nunes | PE | 2016<br />
12. Guaxuma | 14’ | Nara Normande | PE | 2018<br />
13. Um Peixe para Dois | 10’ | Chia Beloto e Marila Cantuária | PE | 2019</p>
<p>&nbsp;</p>
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