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	<title>Portal Cultura PE &#187; Patrimônios Vivos</title>
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		<title>Secult-PE e Fundarpe apresentam Catálogo de Registro dos Patrimônios Vivos 2024</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 22:36:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117571" aria-labelledby="figcaption_attachment_117571" class="wp-caption img-width-418 alignnone" style="width: 418px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-25-164337.png"><img class="size-medium wp-image-117571" alt="Catálogo Anual de Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco 2024" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Captura-de-tela-2025-04-25-164337-418x486.png" width="418" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Catálogo Anual de Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco 2024</p></div>
<p dir="ltr">Promover a regionalização e a diversidade, valorizando e preservando saberes e tradições das expressões culturais e populares de Pernambuco. Este é o objetivo do lançamento do Catálogo Anual de Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco 2024, apresentado nesta sexta-feira (25), de forma virtual, pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). Ao todo, dez Patrimônios Vivos, titulados no último ano, protagonizam a edição, que já está disponível através do <a href="https://online.fliphtml5.com/rabfh/vush/#p=1">link</a>.</p>
<p dir="ltr">A publicação traz um mergulho informacional-cultural sobre as expressões populares do Estado selecionadas no 19º Concurso Público de Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco, com resultado publicado em agosto de 2024. Em destaque, além da biografia dos titulados, informações adicionais em caráter multimídia, como curiosidades e indicações de leituras, sites, vídeos, plataformas e redes sociais, também são disponibilizadas. A edição anual ainda traz uma cor presente na bandeira de Pernambuco, sendo azul a cor deste ano. Todo o apanhado é fruto da pesquisa e elaboração editorial idealizada pela Unidade Gerencial do Registro dos Patrimônios Vivos da Fundarpe, em parceria com a Assessoria de Comunicação da Secult-PE/Fundarpe.</p>
<p dir="ltr">Para este ano, forró, caboclinhos, frevo, ciranda e artesanato estão entre as atividades culturais contempladas, sendo estes os dez Patrimônios Vivos de Pernambuco titulados: Benedito da Macuca, de Olinda (Região Metropolitana do Recife); Caboclinhos Cahetés de Goiana, de Goiana (Zona da Mata); Caiporas de Pesqueira, de Pesqueira, Agreste Central; Clube Vassourinhas de Olinda (RMR); Chico Santeiro, de Triunfo (Sertão); Índios Tabajara, de Goiana (Zona da Mata); João Limoeiro, de Carpina (Zona da Mata); João de Cordeira, de João Alfredo (Agreste); Quadrilha Raio de Sol, de Olinda (RMR); e Sociedade Musical Pedra Preta, de Itambé (Zona da Mata).</p>
<p dir="ltr"><strong>Patrimônios Vivos na educação</strong></p>
<p dir="ltr">A publicação destaca que, ainda em 2024, um grande avanço com a Lei nº 18.579 foi registrado.  A recente determinação institui a Política Estadual de Patrimônio Vivo nas Instituições de Ensino do Estado de Pernambuco. O objetivo da ação é a troca entre as práticas culturais tradicionais com a comunidade escolar e universitária, entre outros agentes e instituições envolvidas, a fim de perpetuar o legado das expressões de geração a geração.</p>
<p dir="ltr">
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		<title>Fundarpe divulga resultado da análise de recurso de candidaturas ao título de Patrimônio Vivo</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/fundarpe-divulga-lista-de-candidaturas-habilitadas-ao-titulo-de-patrimonio-vivo-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Jun 2023 16:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Governo de Pernambuco, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico de Pernambuco (Fundarpe), divulgou, neste sábado (3), a lista de candidaturas habilitadas após análise dos recursos de candidaturas inabilitadas no 18º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco – Edição 2023. Veja aqui. Das dezesseis (16) candidaturas inabilitadas catorze (14) apresentaram o requerimento de recurso para [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo de Pernambuco, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico de Pernambuco (Fundarpe), divulgou, neste sábado (3), a lista de candidaturas habilitadas após análise dos recursos de candidaturas inabilitadas no 18º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco – Edição 2023. Veja <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/LISTA-DE-CANDIDATURAS-HABILITADAS-NO-18º-CONCURSO-DO-RPV2023-1.pdf" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.<a href="file:///C:/Users/SECULT/Downloads/Release%20-%20Habilitados%20ap%C3%B3s%20Recurso%20RPV%20(1).docx#_msocom_1"><br />
</a></p>
<p>Das dezesseis (16) candidaturas inabilitadas catorze (14) apresentaram o requerimento de recurso para análise do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural-CEPPC .</p>
<p>Após análise da documentação apresentada todas as catorze candidaturas tiveram os recursos deferidos pelo CEPPC, que emitiu a resolução nº 03/2023, com a lista das candidaturas que se somam às demais habilitadas na fase preliminar, totalizando cento e três (103) que seguirão para a análise de mérito cultural.</p>
<p>A previsão é que o resultado do 18º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco – Edição 2023, com a lista dos 10 novos Patrimônios Vivos de Pernambuco, seja conhecido no dia 11 de agosto de 2023.</p>
<p><strong>BALANÇO -</strong> Em 2023, houve o aumento no número de inscrições de candidaturas de mestres, mestras e grupos, sendo 103 ao todo enquanto que no ano de 2022, participaram do concurso 81 candidaturas.  Das 103 inscrições temos: 41 candidaturas de homes, 14 de mulheres (total de 55 candidaturas de pessoa física) e 48 de grupos. O aumento se deve principalmente a dois fatores: 1) o retorno das formações presenciais para divulgação do Edital do RPV, que passou pelos municípios de Palmares, Paudalho, Caruaru, Santa Maria da Boa Vista, Floresta, Salgueiro, Serra Talhada, Arcoverde e Recife; 2) a autoindicação de grupos, possível por meio da última alteração na Lei do RPV, que torna possível que os próprios grupos com CNPJ válido há dois anos ou mais representem a própria candidatura no concurso.</p>
<p><strong>CONCURSO - </strong>O Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco tem por finalidade o apoio financeiro e a preservação dos processos de criação e divulgação de técnicas, modos de fazer e saberes das culturas tradicional ou popular pernambucanas mediante atividades, ações e projetos desenvolvidos por pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural, sem fins lucrativos, residentes ou domiciliados e com atuação no Estado há mais de 20 anos, contados da data do pedido de inscrição.</p>
<p style="text-align: left;">Confira <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/editais/18o-concurso-de-registro-do-patrimonio-vivo-de-pernambuco/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> todos os documentos relacionados ao 18º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
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		<title>Conheça o perfil dos dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2022 20:26:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Eleitos na última sexta-feira (12), os <strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/secult-pe-fundarpe-e-conselho-de-preservacao-divulgam-os-dez-novos-patrimonios-vivos/" target="_blank">dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco</a></strong> serão intitulados numa grande cerimônia no Teatro de Santa Isabel, que acontecerá nesta quarta-feira (17), a partir das 10h. O evento marca as comemorações do Dia Nacional do Patrimônio Cultural no Estado e, além da diplomação, contará com a inauguração de uma placa em memória aos Mártires de Pernambuco; a entrega de certificados aos vencedores da <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/servico/secult-e-fundarpe-divulgam-relacao-dos-vencedores-do-7-premio-ayrton-de-almeida-carvalho/" target="_blank"><strong>7º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural</strong></a>, bem como das placas aos homenageados do 30º Festival de Inverno de Garanhuns. A programação completa está disponível <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/com-cerimonia-no-teatro-santa-isabel-pernambuco-celebra-o-dia-nacional-do-patrimonio/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.</p>
<p>Os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco são: Mãe Dora (parteira e liderança religiosa, de Tacaratu); Samba de Véio da Ilha de Massangano (segmento de cultura popular, coco de roda, de Petrolina); Tata Raminho de Oxossi (mestre de cultura popular e tradicional, babalorixá, de Olinda); Banda de Pífano Folclore Verde (segmento de cultura Popular, banda de pífanos, de Garanhuns); Cavalo Marinho Boi Pintado (segmento de cultura popular, de Aliança); Mestre Calú (segmento de cultura popular e tradicional, mamulengueiro, de Vicência); Mágico Alakazam (segmento de circo, de Palmares), Associação Grupo Cultural Heroínas de Tejucupapo (teatro ao ar livre e apresentações culturais, artes cênicas, de Goiana); Cambinda Velha (espetáculo performático musical de matriz afroindígena, religião de matriz afro-brasileiras); e Leonardo Dantas Silva (jornalista e escritor, do Recife). Confira abaixo um breve perfil dos Patrimônios Vivos:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mestre-calú-foto-divulgação.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96041" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mestre-calú-foto-divulgação-607x410.jpg" width="607" height="410" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MESTRE CALÚ &#8211; MAMULENGO &#8211; VICÊNCIA (MATA NORTE)</strong></span></p>
<p>Antônio Joaquim de Santana, mais conhecido por Mestre Calú, é natural de Vicência, Zona da Mata de Pernambuco. Nascido em 1945, no Engenho Independência, ele é filho do mamulengueiro Zé Calú. Desde a infância, encantou-se como mundo lúdico e alegre dos bonecos de mamulengos. Em 1964, aos 19 anos de idade, produziu seu próprio teatro de bonecos, dando início a uma trajetória que contribuiu e contribui fortemente para a cultura popular nordestina.</p>
<p>Num primeiro momento, nomeou seu presépio de bonecos de “Presépio Mamulengo desde o Princípio do Mundo&#8221;, que posteriormente passou a ser chamado “Presépio Mamulengo Flor de Jasmim”. Durante as décadas de 1960 e 1990, Calú apresentou-se em diversos engenhos e fazendas, levando risos a trabalhadores rurais. Atualmente, é um dos mestres em mamulengos de maior idade e experiência no país, e repassa seus conhecimentos para seu filho, conhecido como Duda.</p>
<p>Possui mais de 200 bonecos em seu acervo, os quais ele mesmo criou e deu vida. Dentre as cantorias de Mestre Calú com os bonecos, estão loas, toadas, sambas, coco e maracatu. Em seu município, Vicência, recebeu diversas homenagens de relevância; ao redor do Brasil, o mamulengueiro também recebeu prêmios importantes, como o do Teatro de Bonecos Popular o Nordeste, em 2016; e o prêmio de culturas populares do Ministério da Cultura, em 2017.</p>
<p>Além disso, Mestre Calú, que esteve presente em Brasília na reunião que elegeu o mamulengo como Patrimônio Cultural do Brasil, é considerado, desde 2019, um guardião da memória viva do mamulengo, e também participou de dezenas de projetos e oficinas pelo país, contribuindo para a preservação e salvaguarda da tradição desse brinquedo lúdico, dinâmico e que exalta cultura popular desde a criação dos bonecos, até as representações (encenações) para o público.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/heroínas-de-tejucupapo-foto-divulgação.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96042" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/heroínas-de-tejucupapo-foto-divulgação-607x387.jpg" width="607" height="387" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>ASSOCIAÇÃO GRUPO CULTURAL HEROÍNAS DE TEJUCUPAPO &#8211; ARTES CÊNICAS &#8211; GOIANA (MATA NORTE)</strong></span></p>
<p>Fundado em 1993, o Teatro das Heroínas de Tejucupapo leva esse nome em referência às mulheres que resistiram e lutaram contra a invasão holandesa na aldeia de Tejecupapo, em abril de 1646, sob o comando de Maria Camarão, Maria Quitéria, Maria Clara e Maria Joaquina.</p>
<p>Anualmente, a emblemática batalha é reencenada pelas Heroínas no segundo maior teatro ao ar livre de Pernambuco, no mesmo local em que ocorreu o confronto, nas terras da Fazenda Megaó, no Monte das Trincheiras. O espetáculo conta com mais de 300 atores, e chega a receber a presença de 10 mil espectadores.</p>
<p>Criado por Dona Luzia Maria da Silva, que em 2022 realizou a 29ª apresentação do grupo, a montagem envolve a participação popular de toda região, onde recruta-se as próprias mulheres do vilarejo para encenar junto ao elenco. Esse movimento de interação faz com que as mulheres se envolvam e se emocionem a cada apresentação, o que reverbera para ambientes além do contexto do espetáculo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/banda-de-pífano-Foto-Roberta-Guimarães.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96043" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/banda-de-pífano-Foto-Roberta-Guimarães-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">BANDA DE PÍFANO FOLCLORE VERDE &#8211; BANDA DE PÍFANO &#8211; GARANHUNS (AGRESTE)</span></strong></p>
<p>A banda quilombola de pífano “Folclore Verde” foi fundada em 1816, na comunidade de Castainhos, localizada em Garanhuns. É um exemplo de resistência e tradição quilombola. O grupo se perpetua no tempo com a força da oralidade passada de geração em geração, através dos saberes e das práticas ancestrais. A valorização da arte e cultura através do reconhecimento de manifestações, como a do grupo, tem importância crucial no processo de inclusão econômico/social e na preservação das memórias de um lugar de um tempo de um povo.</p>
<p>Folclore Verde já se apresentou em comunidades no entorno de Castainho, nas cidades do Recife e de Garanhuns. Participou também de encontros e festivais nos estados de Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, e fora do Brasil, em alguns países da Europa.</p>
<p>Reconhecer como Patrimônio Vivo de Pernambuco um grupo de cultura popular quilombola com mais de 200 anos de existência e resistência, e que ainda encontra-se em atividade, faz parte da necessidade de fomentar, manter, valorizar, difundir e reconhecer as manifestações artísticas de um povo pernambucano. Significa, também, um grande marco para Garanhuns, e para Pernambuco. Essa iniciativa é um importante registro da trajetória e do legado dos próprios protagonistas do mestre João Faustino e da banda pífano, mas também da história do pífano e do samba de coco dos povos pretos e quilombolas do Estado de Pernambuco.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/cambinda-velha-Foto-Chico-Ludermir.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96044" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/cambinda-velha-Foto-Chico-Ludermir-607x422.jpg" width="607" height="422" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>CAMBINDA VELHA &#8211; CULTURA POPULAR; MARACATU; RELIGIÕES DE MATRIZES AFRO-BRASILEIRAS &#8211; PESQUEIRA (AGRESTE)</strong></span></p>
<p>A manifestação cultural Cambinda Velha existe em Pesqueira, no Agreste de Pernambuco, desde o ano de 1909, quando foi criada pelo Sr. Pedro Lopes da Costa. Trata-se de um folguedo tradicional secular que contribui para a salvaguarda do patrimônio cultural de matriz africana e indígena presente na região e em outras cidades de Pernambuco. É uma manifestação presente em grande parte da memória cultural do povo Pesqueirense e figura como uma expressão genuinamente pernambucana que sempre contribuiu no processo de salvaguarda de uma tradição que perpassa gerações. Atualmente, o grupo está sob a presidência do Sr. José Rozânio Lopes, bisneto do fundador do grupo.</p>
<p>Dentre tantas tentativas de denominações, a que mais se adapta é a de que se trata de um folguedo pertencente uma cultura tradicional de matriz africana e indígena, diante dos elementos que constam em seu espetáculo. Cambinda Velha traz aspectos e manifestações da vida cultural de seu povo, transmitido a gerações presentes e futuras pela tradição enraizada no cotidiano da comunidade, sendo assim, símbolo de resistência e preservação de um patrimônio no Estado de Pernambuco.</p>
<p>Nos desfiles, seus membros atravessam a cidade cantando e dançando, em apresentações que duram cerca de uma hora e meia. Durante a realização da montagem, homens e meninos enfeitados com fitas e trajados com vestidos vermelho e branco, tocam instrumentos musicais de influência afroindígena, como: surdo, caixa, ganzá, e reco-reco e geralmente se apresentam nas festas municipais como Carnaval e São João e outros eventos do município e do estado. O grupo possui também cunho sócio-educativo ao exercer uma pedagogia artístico-comunitária de preservação da memória e da identidade de matriz africana e indígena.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/Cavalo-marinho-boi-pintado-Foto-Jorge-Farias.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96045" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/Cavalo-marinho-boi-pintado-Foto-Jorge-Farias-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>CAVALO MARINHO BOI PINTADO &#8211; CAVALO MARINHO &#8211; ALIANÇA (AGRESTE)</strong></span></p>
<p>Em 1993, no município de Aliança, Mestre Grimário, que já vinha de uma trajetória de mais de vinte anos inserido nas tradições culturais da Zona da Mata Norte de Pernambuco, criou seu próprio brinquedo de Cavalo Marinho, batizando-o de Boi Pintado. Com alguns personagens que compõem a manifestação popular herdados do Mestre Salustiano, Mestre Grimário, à época um dos mais novos, inovou a tradição ao dar ao seu brinquedo um nome específico, já que antes era comum chamá-los pelo nome de seu mestre, também ao padronizar a roupa dos músicos, adicionar a viola aos instrumentos e pelo desacelerar na fala dos personagens, para que a dramaturgia oral do brinquedo pudesse ser ouvida claramente por seus expectadores.</p>
<p>Desde sua fundação, o grupo vem realizando diversas atividades e apresentações em vários festivais e festejos de grande relevância em várias localidades e estados brasileiros, bem como fora do país, em países como Cuba e Venezuela. A transmissão de saberes para as novas gerações é uma das grandes dedicações de Mestre Grimário. O Boi Pintado já submeteu e ganhou diversos editais que tem como foco a transmissão da tradição do Cavalo Marinho, declarado em 2014, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).</p>
<p>O grupo é responsável por uma série de ações formativas, que envolve brincantes e crianças através de oficinas e aulas, movimento fundamental para manter a cultura viva e ativa. No Boi Pintado, as loas e toadas (músicas e versos tradicionais dessa manifestação) saúdam aos Santos Reis do Oriente, entre versos de duplo sentido (as conhecidas puías) que causam risos animando os espectadores. As indumentárias são coloridas e brilhosas. O ritmo acelerado é executado pelo banco (músicos) que cantam e tocam instrumentos como a rabeca, as bajes, o pandeiro e mineiro. A apresentação é finalizada com o coco que traz a figura do boi, e representa a ressurreição de Jesus.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/Leonardo-Dantas-Silva-Foto-Rodrigo-Ramos.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-96046" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/Leonardo-Dantas-Silva-Foto-Rodrigo-Ramos-607x468.png" width="607" height="468" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>LEONARDO DANTAS SILVA &#8211; JORNALISMO &#8211; RECIFE (RMR)</strong></span></p>
<p>Com 50 anos de atividades culturais, Leonardo Antônio Dantas da Silva é escritor, administrador cultural e jornalista. Nascido na cidade do Recife, em 10 de dezembro de 1945, iniciou-se na carreira do jornalismo em 1965, como repórter especial do Jornal do Commercio (JC), sendo responsável pela “Página Carnavalesca”. De suas pesquisas sobre o Carnaval e a cultura popular pernambucana, originou-se alguns importantes trabalhos, como: Carnaval do Recife (2000); Folclore (1975) Cancioneiro Pernambucano (1978); Ritmos e Danças: Frevo (1978), dentre outros. Nesta mesma época, deu início à coluna no setor Cidade do JC, e foi responsável pela preservação de alguns bens culturais então ameaçados, como a Ponte da Boa Vista, e o Parque Amorim.</p>
<p>Leonardo Dantas foi também um dos responsáveis pela criação da Data de Existência Histórica do Recife, que considera o dia 12 de março de 1537, como marco de existência histórica da Cidade do Recife. Em 1975, convidado pelo Governador José Francisco Cavalcanti, assume o Departamento Estadual de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco e cinco anos depois, em 1979, é convidado pelo prefeito Gustavo Krause para criar um plano cultural na cidade do Recife, que deu lugar ao surgimento da Fundação de Cultura Cidade do Recife.</p>
<p>O jornalista, que também teve passagem pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), assumiu a direção da Editora Massangana da Fundação Joaquim Nabuco, entre 1987 e 2002. Leonardo foi autor e/ou organizador de 64 obras de estudos sociais em sua grande maioria sobre Pernambuco; formador de gerações de pesquisadores e de brincantes; defensor dos valores culturais pernambucanos; pesquisador no Brasil e em Portugal; palestrante no Brasil e no exterior e possui coluna diária nas redes sociais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mãe-dora-Foto-Hélia-Scheppa.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96047" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mãe-dora-Foto-Hélia-Scheppa-607x374.jpg" width="607" height="374" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MÃE DÔRA &#8211; PARTEIRA &#8211; TACARATU (SERTÃO DE ITAPARICA)</strong></span></p>
<p>Maria das Dores Silva Nascimento, conhecida como Mãe Dôra, é considerada uma das “Portas pra vida do Povo Pankararu&#8221;. Nascida em 1964, no Território Indígena Pankararu, localizado no sertão do estado de Pernambuco, Mãe Dôra é uma importante liderança e parteira dessa comunidade indígena. Apesar de ter apenas um filho biológico, as crianças que ela ajudou a pôr no mundo são consideradas “filhos de umbigo”, tornando-se delas “mãe de umbigo”.</p>
<p>Dôra, que iniciou auxiliando partos na adolescência, trabalha, desde 1992 (formalmente desde 1995), no Posto de Saúde Indígena Pankararu, na Aldeia Brejo dos Padres, como técnica de enfermagem, aliando seus conhecimentos indígenas sobre saúde ao saber biomédico para curar e cuidar de seu povo, fazendo uma “simbiose”, como diz Dona Prazeres parteira de Jaboatão dos Guararapes (e Patrimônio Vivo de Pernambuco). Além do saber técnico, soma-se à assistência prestada por Dôra a espiritualidade de seu povo. A parteira também faz as vezes de psicóloga de todos. É quase juíza, quase assistente social. “Faço de tudo um pouco”, afirma.</p>
<p>Como diz Dôra, o ofício de parteira não se fecha na atuação durante a gestação parto e pós-parto, mas se estende ao cuidado com toda a família fazendo uso de práticas bem como de conhecimentos acerca de plantas e ervas aprendidos com os mais velhos e repassados aos mais jovens. Mantendo e transmitindo as tradições da etnia, Dôra é responsável pela inserção e formação de novas mulheres no ofício às quais chama de aprendizes. Sua atuação vem ajudando as mulheres Pankararu a voltarem a ter filhos em seus lares reforçando a identidade indígena e promovendo a valorização dos saberes. A importância do reconhecimento e do fomento da atividade em vida de mestras como Dôra é aspecto crucial para o fortalecimento de sua atuação.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/samba-de-véio-foto-divulgação.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96048" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/samba-de-véio-foto-divulgação-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>SAMBA DE VÉIO DA ILHA DO MASSANGANO &#8211; COCO DE RODA &#8211; PETROLINA (SERTÃO DO SÃO FRANCISCO)</strong></span></p>
<p>O Samba de Véio é uma manifestação cultural de tradição oral que possui algumas semelhanças com o samba de roda da Bahia, e com a dança do coco de Pernambuco, mas com características bem específicas. O grupo &#8211; formado por homens e mulheres em sua maioria negros descendentes de gerações vindas de quilombos e aldeias das margens do rio são Francisco, nascidos, criados e residentes da Ilha do Massangano, zona rural do município de Petrolina &#8211; teve origem há mais 100 anos.</p>
<p>Embora o nome, Samba de Véio, tenha aproximadamente 25 anos, são mais de 85 anos de origem nas tradicionais Festas de Reis da Ilha do Massangano, que ocorrem até os dias atuais. De influência indígena, africana e portuguesa, o ponto de destaque nas apresentações é quando uma das mulheres do grupo dança equilibrando uma garrafa na cabeça. Por valorizarem a importância da transmissão dessa manifestação cultural, em 2002 foi criado o grupo Samba de Véio &#8220;Mirim&#8221;, composto por crianças e jovens de 4 a 14 anos, as quais muitas são filhos e netos dos integrantes do Samba de Véio.</p>
<p>O escritor Ariano Suassuna, ao conhecer o grupo em 2004, passou a defender, promover e apoiar o Samba de Véio, tornando-se o padrinho do mesmo. Dessa maneira, o grupo ganhou uma maior visibilidade, principalmente na mídia, chegando a gravar seu primeiro CD, em 2005, através do Sesc. Suassuna, falecido em 2014, prefaciou o encarte do álbum. O registro de Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco permite que o grupo possa ampliar suas ações socioculturais fortalecendo e dando continuidade à manifestação cultural denominada Samba de Véio.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/tata-oxossi-foto-laila-santana.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96049" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/tata-oxossi-foto-laila-santana-356x486.jpg" width="356" height="486" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>TATA RAMINHO DE OXÓSSI &#8211; RELIGIÕES DE MATRIZES AFRO-BRASILEIRAS &#8211; OLINDA (RMR)</strong></span></p>
<p>Nascido na cidade do Recife, em 1936, Severino Martiniano da Silva, popularmente como Raminho de Oxossi, é um mestre griô das tradições Jege-Nagô, em Pernambuco. Residente em Olinda, é mestre das tradições culturais de matriz africana do Estado, herdeiro continuador das tradições trazidas pelas Tias do Terço (Sinhã Yáyá e Tia Bernardina), nigerianas, que junto com a Ialorixá e carnavalesca Badia, organizaram a comunidade negra do Pátio do Terço, no bairro de São José. Raminho, que é o celebrante da tradicional Noite dos Tambores Silenciosos, fundou e mantém viva a Roça Oxossi Ibualama e Oxum Opará, localizada em Olinda.</p>
<p>A Roça é um dos terreiros de candomblé mais antigos de Pernambuco, onde estão salvaguardados os objetos sagrados e a memória da comunidade de africanos do Pátio do Terço, sendo sede e nascedouro de grupos culturais e comunidades tradicionais. Tata Raminho de Oxóssi representa uma das maiores lideranças afro-pernambucanas vivas, e um dos mais antigos balorixás do Estado. Carnavalesco, Raminho mantém forte relação com as festas negras e populares, tendo sido responsável pela formação e orientação de diversos grupos e casas tradicionais. Fundador do primeiro afoxé de Pernambuco, o Afoxé Ilê de África, Raminho preserva e dissemina uma das línguas que fazem parte da história da população negra brasileira, a Iorubá, o que significa a preservação de uma memória ancestral e histórica, que é vivenciada e disseminada a partir de palavras usadas no cotidiano da Roça.</p>
<p>É também fundador e presidente de honra do tradicional Afoxé Ara Odé, e criador e coordenador da festa das Águas de Oxalá, que acontece no Sítio Histórico de Olinda desde 1982. Por todos esses motivos e por suas políticas de preservação do patrimônio cultural, o reconhecimento de Raminho de Oxossi pelo estado brasileiro de Pernambuco, como Patrimônio Vivo, significa a valorização das religiões e culturas de matrizes africanas, seus saberes e costumes, tão caros à cultura pernambucana.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mágico-alakazan-Foto-Renata-Pires.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-96050" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/mágico-alakazan-Foto-Renata-Pires-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MÁGICO ALAKAZAM &#8211; CIRCO &#8211; PALMARES (MATA SUL)</strong></span></p>
<p>Memória viva do circo pernambucano e brasileiro, Wilson Ribeiro da Silva, conhecido por Mágico Alakazam, nasceu em 1948, no município de Surubim, Pernambuco. Aos seis anos de idade fugiu de sua cidade para a Bahia, com o Circo Spano Mágico, iniciando sua trajetória circense que dura até os dias atuais, repassando seus saberes aos elencos que ele organiza e é responsável pela formação.</p>
<p>Já foi trapezista, domador, contorcionista, cantor apresentador, e mágico, emocionando várias gerações por onde passa com o seu Circo Alakazam, criado em 1974. Participou de programas circenses na TV Rádio Clube com o “Cirquinho Fratelli Vita”, na TV Jornal do Commercio e já foi reconhecido como mestre pelo Ministério da Cultura. Além disso, foi homenageado pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais do Recife, com o Troféu Construtores da Cultura, bem como na Mostra de Circo da Cidade do Recife. Ele também é uma das personalidades destacadas pela Memória do Circo Brasileiro, publicação organizada pela Prefeitura Municipal do Estado de São Paulo. Alakazam contribuiu e contribui significantemente para o desenvolvimento e divulgação da arte circense, não apenas em suas apresentações, mas também através de oficinas e palestras em escolas engrandecendo as Artes Cênicas.</p>
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		<title>Com cerimônia no Teatro Santa Isabel, Pernambuco celebra o Dia Nacional do Patrimônio</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2022 18:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_52162" aria-labelledby="figcaption_attachment_52162" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/teatro-santa-isabel-foto-jan-ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-52162" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/teatro-santa-isabel-foto-jan-ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O Teatro Santa Isabel será palco da solenidade do Dia Nacional do Patrimônio</p></div>
<p>O Dia Nacional do Patrimônio, nesta quarta-feira (17), é a maior celebração da <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/15a-semana-do-patrimonio-cultural-traz-debates-sobre-resistencias-e-perspectivas-do-patrimonio/" target="_blank"><strong>15ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco</strong></a>. As atividades vão se concentrar na Praça da República (em frente ao Palácio do Campo das Princesas) e no Teatro Santa Isabel. As ações terão início com a inauguração da obra Monumento aos Mártires de Pernambuco, na Praça da República, às 9h30. A iniciativa foi do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco (CEPPC/PE), em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).</p>
<p>A obra conta com os nomes dos mártires pernambucanos que dedicaram suas vidas por Pernambuco na Revolução de 1710, em Olinda; na Revolução Pernambucana, em 1817; e a Confederação do Equador, em 1824. Os projetos arquitetônico e artístico da placa são de autoria da arquiteta Fátima Tigre, da Fundarpe.</p>
<p>A proposta, apresentada pelo historiador e então conselheiro do CEPPC/PE Leonardo Dantas Silva, foi pensada como uma ação para as comemorações do bicentenário da Revolução de 1817. O debate foi retomado pelo atual conselheiro Roberto Pereira, que ocupa a cadeira de Notório Saber no CEPPC-PE.</p>
<p><em>“A peça é mais uma homenagem do Governo de Pernambuco, em parceria com o Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural, aos heróis das revoluções pernambucanas, somando-se à obra Monumento aos Heróis da Revolução de 1817, de Abelardo da Hora, com o acréscimo da homenagem com os nomes dos que dedicaram a vida pela causa republicana e movimentos libertários no Estado”</em>, destaca Oscar Barreto, secretário Estadual de Cultura e presidente do CEPPC/PE.</p>
<p><em>&#8220;Reconhecer os mártires pernambucanos através do clamor deste Conselho de Preservação é defender a conclamação popular em torno de suas referências históricas e culturais. Tantas outras placas podem ser estampadas nas vias públicas, se recuperarmos da história homens e mulheres que foram invisibilizados em suas lutas ao defenderem uma sociedade mais justa e igualitária&#8221;</em>, ressalta Cássio Raniere, vice-presidente do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural.</p>
<p><em>“Pernambuco, ao contrário das outras províncias, desde 1710 que ele esboça movimentos para a libertação e independência do Brasil. Enquanto outros estados iam pelo caminho da inconfidência, movimentos só de pensamentos, aqui em Pernambuco nós pegamos em armas por três vezes. E não se trata apenas de um ou dois heróis, mas temos 30 nomes registrados nessa homenagem”</em>, pontua o historiador Leonardo Dantas.</p>
<p><strong>MONUMENTO -</strong> A obra de 2,15m de altura e 0,90m de largura é feita de granito natural com textura e cor similar à existente no Monumento aos Heróis da Revolução Pernambucana de 1817. O projeto foi apreciado por um grupo técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que considerou que a peça não interfere na ambiência da praça, um bem cultural tombado pelo Iphan.</p>
<p>Estão gravados na placa os nomes: André Dias Figueiredo, André Vieira de Melo, Bernardo Vieira de Melo, Cosme Bezerra Monteiro, João Luis Correia, Manuel Bezerra, Cavalcanti, Manuel Cavalcanti Bezerra e Matias Coelho Barbosa (Revolução de 1710); Amaro Coutinho, Antônio Henrique Rabelo, Antônio Pereira de Albuquerque, Domingos Teotônio Jorge Martins Pessoa, Ignácio Albuquerque Maranhão, João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro (Padre João Ribeiro), José de Barros Lima (Leão Coroado), José Peregrino Xavier Carvalho, Domingos José Martins, José Inácio de Abreu e Lima (Padre Roma), José Luis de Mendonça e Miguel Joaquim D&#8217;Almeida (Frei Miguelinho), (1817); e Agostinho Bezerra Cavalcanti, Antônio Fragoso, Francisco Antônio de Monte, James Heide Rodgers, João Guilherme Ractcliff, João Metrowich, Joaquim da Silva Loureiro, Joaquim do Amor Divino Caneca (Frei Caneca), e Nicolau Martins Pereira (1824).</p>
<p><strong>OUTRAS HOMENAGENS -</strong> O Dia Nacional do Patrimônio segue suas atividades, no dia 17, com diversas celebrações, desta vez no Teatro de Santa Isabel, às 10h. Após a inauguração da placa, na Praça da República, haverá a entrega de placas de agradecimento aos homenageados do 30º Festival de Inverno de Garanhuns, que não puderam receber a homenagem durante o festival. Além de Índia Morena, que é Patrimônio Vivo de Pernambuco, também receberão a reverência: Vicente Jorge Espíndola, Henrique Annes, Quinteto Violado, Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), André Madureira (in memoriam), Rubinho Valença (<em>in memorian</em>), e o governador Joaquim Francisco (<em>in memoriam</em>).</p>
<p>Na sequência, haverá a entrega de certificado aos seis vencedores da <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/servico/secult-e-fundarpe-divulgam-relacao-dos-vencedores-do-7-premio-ayrton-de-almeida-carvalho/" target="_blank"><strong>7ª Edição do Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural</strong></a> e a diplomação dos <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/secult-pe-fundarpe-e-conselho-de-preservacao-divulgam-os-dez-novos-patrimonios-vivos/" target="_blank"><strong>dez novos Patrimônios Vivos</strong></a> registrados em Pernambuco.</p>
<p><strong>PATRIMÔNIOS VIVOS -</strong> Na última sexta-feira (12), em reunião na Academia Pernambucana de Letras (APL), o Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco (CEPPC/PE) elegeu os dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco. São eles: Mãe Dora (parteira e liderança religiosa, de Tacaratu); Samba de Véio da Ilha de Massangano (segmento Cultura Popular, coco de roda, de Petrolina); Tata Raminho de Oxossi (Mestre de Cultura Popular e Tradicional, Babalorixá, de Olinda); Banda de Pífano Folclore Verde (Cultura Popular, banda de pífanos, de Garanhuns); Cavalo Marinho Boi Pintado (Cultura Popular, de Aliança), Mestre Calú (Cultura Popular e Tradicional, mamulengueiro, de Vicência); Mágico Alakazan (Circo, Palmares), Associação Grupo Cultural Heroínas de Tejucupapo (Teatro ao ar livre e apresentações culturais, artes cênicas, de Goiana), Cambinda Velha (espetáculo performático musical de matriz afroindígena, religião de matriz afro-brasileiras) e Leonardo Dantas Silva (jornalista e escritor, do Recife).</p>
<p><strong>SEMANA DO PATRIMÔNIO -</strong> Com o tema “Patrimônio Cultural: Resistências e Perspectivas”, a 15ª edição da Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco acontece de 15 a 30 de agosto, com a participação de 31 municípios pernambucanos e mais de 209 atividades, tais como ações educativas, cursos, exposições, lançamento de livros, oficinas, palestras, rodas de diálogo, seminários e visitas guiadas. Clique <a href="https://drive.google.com/file/d/1eI7-Pgrf8ZLQ0RW7JmPQLQzV0s_TtXXp/view" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> e confira a programação.</p>
<p>Realizada desde 2008, a iniciativa tem o objetivo de comemorar o Dia Nacional do Patrimônio Histórico e estabelecer um amplo espaço de reflexão e debates sobre questões essenciais para a compreensão das formas de constituição, valorização, reconhecimento e preservação dos patrimônios culturais em sua diversidade.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
15ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco<br />
De 15 a 30 de agosto, em 31 municípios pernambucanos<br />
Atividades remotas no YouTube da Secult-PE/Fundarpe (<a href="https://www.youtube.com/secultpe" target="_blank"><strong>www.youtube.com/secultpe</strong></a>)<br />
Mais informações: ascomculturape@gmail.com ou pelo perfil do Instagram <strong><a href="https://www.instagram.com/culturape/" target="_blank">@culturape</a></strong></p>
<p>Confira abaixo a programação do dia 17 de agosto (quarta-feira), na 15ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco:</p>
<p><strong>9h30 &#8211; Inauguração da placa aos Mártires de Pernambuco</strong><br />
Local: Praça da República &#8211; Santo Antônio, Recife</p>
<p><strong>10h &#8211; Celebração do Dia Nacional do Patrimônio Histórico</strong><br />
- Entrega de placas aos homenageados do 30º Festival de Inverno de Garanhuns<br />
- Entrega dos certificados aos vencedores do 7º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco<br />
- Diplomação dos 10 novos Patrimônios Vivos de Pernambuco<br />
Local: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n &#8211; SantoAntônio, Recife)</p>
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		<title>Secult-PE, Fundarpe e Conselho de Preservação divulgam os dez novos Patrimônios Vivos</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2022 15:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_95968" aria-labelledby="figcaption_attachment_95968" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/eleicao-novos-patrimonios-vivos-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-95968" alt="Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/eleicao-novos-patrimonios-vivos-1-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">A eleição dos novos Patrimônios Vivos aconteceu nesta sexta-feira (12), na Academia Pernambucana de Letras, e foi comandada pelo secretário de Cultura de Pernambuco, Oscar Barreto, que preside também o Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural</p></div>
<p>O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura e Fundarpe, divulga o resultado da seleção do concurso anual de Registro de Patrimônios Vivos de Pernambuco (RPV-PE). Foram escolhidos mais dez mestres, mestras e grupos. Assim, o Estado passa a ter 85 Patrimônios Vivos registrados, de diferentes regiões do estado. A eleição ocorreu na manhã desta sexta-feira (12), em reunião presencial do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC-PE), na Academia Pernambucana de Letras. Os dez novos eleitos participaram do certame que contou com 81 candidaturas inscritas.</p>
<p>Os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco são: <strong>Mãe Dora</strong> (parteira e liderança religiosa, de Tacaratu); <strong>Samba de Véio da Ilha de Massangano</strong> (segmento de cultura popular, coco de roda, de Petrolina); <strong>Tata Raminho de Oxossi</strong> (mestre de cultura popular e tradicional, babalorixá, de Olinda); <strong>Banda de Pífano Folclore Verde</strong> (segmento de cultura Popular, banda de pífanos, de Garanhuns); <strong>Cavalo Marinho Boi Pintado</strong> (segmento de cultura popular, de Aliança); <strong>Mestre Calú</strong> (segmento de cultura popular e tradicional, mamulengueiro, de Vicência); <strong>Mágico Alakazam</strong> (segmento de circo, de Palmares), <strong>Associação Grupo Cultural Heroínas de Tejucupapo</strong> (teatro ao ar livre e apresentações culturais, artes cênicas, de Goiana); <strong>Cambinda Velha</strong> (espetáculo performático musical de matriz afroindígena, religião de matriz afro-brasileiras); e<strong> Leonardo Dantas Silva</strong> (jornalista e escritor, do Recife).</p>
<div id="attachment_95972" aria-labelledby="figcaption_attachment_95972" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Felipe Bessa/Secult-Pe/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/conselho-de-preservacao1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-95972" alt="Felipe Bessa/Secult-Pe/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/08/conselho-de-preservacao1-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Membros do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco</p></div>
<p>Na reunião, na qual foram eleitos os dez novos Patrimônios Vivos, o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural fez a leitura dos critérios e diretrizes que foram norteadores para a difícil missão da avaliação das candidaturas e escolha dos contemplados. Entre os pontos construídos pelo próprio CEPPC-PE, foi orientado que se percebesse: o risco de desaparecimento de determinadas linguagens; os segmentos que não tenham sido contemplados; a priorização das interseccionalidades (gênero, risco social, etnia/raça); os que têm pouca visibilidade e acessam menos os editais; a vulnerabilidade social; a relevância do grupo ou pessoa; a regionalização através da representatividade dos municípios; a oportunidade para que pessoas e grupos que não acessam editais de fomento e têm dificuldade na manutenção de suas prática; a relevância do trabalho em prol da cultura, a idade do candidato ou antiguidade do grupo, a avaliação da situação de carência social do candidato, entre outras.</p>
<p><em>“Pernambuco tem muita história, representantes de tradições, de etnias e grupos étnicos diversos, fazedores e fazedoras de saberes ancestrais, ligados às matrizes africanas e indígenas sobretudo, e nós aqui portanto ficamos diante de um desafio imenso de reconhecê-los e salvaguardá-los. É com muito respeito que participamos desse processo democrático de avaliação e de validação do voto de cada conselheiro que hoje aqui fez suas escolhas. Ficamos muito satisfeitos com o resultado que tivemos”</em>, colocou o secretário de Cultura de Pernambuco, Oscar Barreto.</p>
<p><em>“Este ano o processo de deliberação de registro do Patrimônio Vivo pelo Conselho de Preservação acontece de forma ainda mais democrática, transparente e aberta, de modo que toda a sociedade tenha acesso aos votos dos conselheiros e conselheiras. Vale destacar que as políticas de Patrimônio imaterial em âmbito nacional faz 22 anos e o Conselho de Preservação é o mais antigo em atuação, composto por pessoas de notório saber, gestores da cultura e representantes eleitos pela sociedade civil conduzidos pelo maior sufrágio de todos os tempos”</em>, disse Cássio Raniere, vice-presidente da Conselho de Preservação.</p>
<p><strong>HISTÓRIA -</strong> Pernambuco foi o primeiro Estado a implantar efetivamente uma política de registro das tradições culturais populares e de valorização dos detentores desses conhecimentos tradicionais. A Lei Estadual nº 12.196, de 02 de maio de 2002, instituiu a concessão do título de Patrimônio Vivo do Estado Pernambuco (RPV-PE), que prevê o pagamento de uma pensão vitalícia para os mestres e ou grupos culturais, selecionados por meio de edital público, lançado anualmente. Como contrapartida, constitui dever do Patrimônio Vivo participar de programas de ensino e de aprendizagem dos seus conhecimentos e técnicas organizados pela Secretaria de Cultura do Estado. Tem-se, desta forma, a garantia que os saberes de um povo não se extingam, com a morte de um mestre ou grupo da arte de fazer, mas que se perpetue, com seus alunos e aprendizes.</p>
<p>Quando passou a vigorar, ficou estabelecido que a cada ano deveriam ser registrados três novos nomes. Em 2016, em virtude do aumento significativo de inscrições para concorrer ao RPV-PE, houve a necessidade de ampliar o número de bolsas concedidas. Assim, a Lei nº 15.944, de dezembro de 2016, aumentou de 3 (três) para 6 (seis) o número de bolsas anuais outorgadas aos mestres, mestras e grupos da cultura popular pernambucana.</p>
<p>É indiscutível que a Lei de Registro do Patrimônio Vivo significa um grande avanço das políticas públicas para salvaguardar os patrimônios culturais de natureza imaterial do Estado. Ao longo dos últimos anos o incremento das inscrições de candidaturas em todas as regiões de Pernambuco, levou a necessidade de ampliar mais uma vez o número de bolsas concedidas. A Lei nº 17.489, de 25 de novembro de 2021, aumentou de 6 (seis) para 10 (dez) o quantitativo máximo de candidatos contemplados no RPV-PE. Atualmente, para pessoa física, a bolsa é de R$ 2.041,53 (dois mil reais, e quarenta e um reais e cinquenta e três centavos) e para pessoa jurídica, R$ 4.083,10 (quatro mil reais, e oitenta e três reais e dez centavos).</p>
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		<title>Fundarpe realiza aplicação do Jogo do Patrimônio Vivo com estudantes</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2022 20:31:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo do Patrimônio Vivo de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônios Vivos]]></category>
		<category><![CDATA[registro do patrimônio vivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Valorizar as memórias, compartilhar os saberes, celebrar as tradições. Esses são princípios fundamentais que orientam a política do Registro do Patrimônio Vivo. Com o objetivo de despertar em jovens e adolescentes a valorização dos saberes praticados por grupos, mestras e mestres do nosso estado, a Fundarpe realiza a aplicação do Jogo do Patrimônio Vivo de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/WhatsApp-Image-2022-05-04-at-15.52.14-1.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-93426" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/WhatsApp-Image-2022-05-04-at-15.52.14-1-364x486.jpeg" width="364" height="486" /></a></p>
<p dir="ltr">Valorizar as memórias, compartilhar os saberes, celebrar as tradições. Esses são princípios fundamentais que orientam a política do Registro do Patrimônio Vivo. Com o objetivo de despertar em jovens e adolescentes a valorização dos saberes praticados por grupos, mestras e mestres do nosso estado, a Fundarpe realiza a aplicação do Jogo do Patrimônio Vivo de Pernambuco com estudantes, nesta quarta (4) e sexta (6). As ações ocorrem na Escola Santa Paula Frassinete, às 9h, e no Compaz Ariano Suassuna, às 15h.</p>
<p dir="ltr">Produzida pela Gerência Geral de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe, a cartilha &#8220;Jogo do Patrimônio Vivo de Pernambuco&#8221; é destinada prioritariamente a adolescentes e jovens em idade escolar e divide-se em duas partes.</p>
<p dir="ltr">A primeira apresenta uma introdução ao tema da preservação do patrimônio cultural, material e imaterial,  bem como  mestres, mestras e grupos registrados como Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco, responsáveis pela salvaguarda das diversas manifestações culturais de Pernambuco.</p>
<p dir="ltr">A segunda disponibiliza duas opções de jogos, criados especialmente para o projeto, com o intuito de aproximar os Patrimônios Vivos dos estudantes.</p>
<p dir="ltr">“A aplicação do Jogo do Patrimônio Vivo de Pernambuco tem como finalidade a consulta aos adolescentes e jovens, público alvo do material educativo, de forma a colaborar com a equipe de Educação Patrimonial da Fundarpe no desenvolvimento da proposta”, explica Amanda Paraíso, assessora de Educação Patrimonial da Fundarpe.</p>
<p dir="ltr">O lançamento da cartilha está previsto para o segundo semestre de 2022. O material será disponibilizado em escolas públicas estaduais, bibliotecas e instituições culturais.</p>
<p dir="ltr">Desde 2005, por meio de concurso do Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco, o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e o Governo do Estado reconhecem mestres, mestras e grupos culturais presentes nas quatro regiões do estado, que contribuem para a salvaguarda de tradições culturais.</p>
<p dir="ltr">São contemplados artistas ligados ao Teatro de Bonecos &#8211; Mamulengo, o Cavalo Marinho, o Reisado, os brinquedos artesanais populares, o artesanato, as artes cênicas, a Literatura de Cordel e a Xilogravura. Além dos saberes das Parteiras e Benzedeiras e os lugares de referência, dentre os quais, comunidades quilombolas e religiosas de matriz afro-indígena brasileira.</p>
<p dir="ltr">Os Patrimônios Vivos Registrados participam de programas de transmissão dos saberes, eventos e programações ligadas à difusão e à formação cultural promovidas pela Secretaria de Cultura e pela Fundarpe, e por meio de diferentes parcerias institucionais em diversos eventos e ações formativas. Aos eleitos é garantido o recebimento de uma bolsa vitalícia.</p>
<p dir="ltr"><strong>Serviço</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Aplicação do Jogo do Patrimônio Vivo de Pernambuco</strong></p>
<p dir="ltr">Quarta, 4 de maio, às 9h</p>
<p dir="ltr">Local: Escola Santa Paula Frassinete</p>
<p dir="ltr">Rua Gomes Pacheco, Espinheiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sexta, 6 de maio, às 15h</p>
<p dir="ltr">Local: Compaz Ariano Suassuna.</p>
<p dir="ltr">Av. General San Martin, 1208, Cordeiro.</p>
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		<title>Jota Michiles, Patrimônio Vivo da cultura e do frevo pernambucano</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2022 12:36:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mergulhe]]></category>
		<category><![CDATA[compositor]]></category>
		<category><![CDATA[frevo]]></category>
		<category><![CDATA[Jota Michiles]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônios Vivos]]></category>
		<category><![CDATA[Salvaguarda do Frevo]]></category>

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		<description><![CDATA[“O difícil é sempre fazer o fácil, criar aquela música que as pessoas escutam pela primeira vez e saem por aí cantando”. Foi com essa filosofia estético-criativa que José Michiles da Silva, o Jota Michiles, construiu um repertório musical que está gravado no imaginário coletivo de quem ama o carnaval. As obras desse recifense, nascido [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_91714" aria-labelledby="figcaption_attachment_91714" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/51383448459_0a8afca3a7_c.jpg"><img class="size-medium wp-image-91714" alt=" Jota Michiles quando recebeu título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Foto: PH Reinaux Fundarpe / Secult PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/51383448459_0a8afca3a7_c-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><br />Jota Michiles quando recebeu título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Foto: PH Reinaux Fundarpe / Secult PE</p></div>
<p dir="ltr">“O difícil é sempre fazer o fácil, criar aquela música que as pessoas escutam pela primeira vez e saem por aí cantando”. Foi com essa filosofia estético-criativa que José Michiles da Silva, o Jota Michiles, construiu um repertório musical que está gravado no imaginário coletivo de quem ama o carnaval. As obras desse recifense, nascido em 4 de fevereiro de 1943, embalam a trilha sonora da alegria de muitas gerações.São mais de 150 músicas registradas na União Brasileira de Compositores (UBC).</p>
<p dir="ltr">“É muito gratificante ver como uma composição musical surgida na nossa intimidade, nossa solidão, de repente, se populariza na boca do povo, nas ruas, becos, ladeiras, nos bares, nas orquestras e nos clubes. É um prenúncio de muitos e muitos carnavais, assim como acontece com ‘Recife manhã de Sol’, ‘Recife nagô’, ‘Bom demais’, ‘Me segura senão eu caio’, ‘Diabo louro’, ‘Vampira’, ‘Espelho doido’, e outros mais”, destaca Michiles, citando alguns dos seus sons carnavalescos mais populares.</p>
<p dir="ltr">Ele também mostra muita destreza em criar forrós. Tanto que praticamente todo ano compõe várias canções nesse estilo, de maneira caseira, e as envia para rádios, jornalistas e músicos para divulgá-las. Entre os destaques dessa veia artística, está o &#8220;Forró Fogoso&#8221;, que foi gravado por Novinho da Paraíba e Fafá de Belém; e &#8220;Estrela Gonzaga&#8221;, interpretada por Dominguinhos. &#8220;Festa fogueteira&#8221;, &#8220;Muçambê&#8221;, &#8220;Queimei seu travesseiro&#8221; e &#8220;Acorda povo&#8221; são composições mais recentes.</p>
<p dir="ltr">&#8220;Jota Michiles é um compositor inacreditável, que trabalha com as nossas raízes e matrizes. Ele é frevo de bloco, frevo de rua, é ciranda, ele faz todos os gêneros da nossa cultura pernambucana&#8221;, exalta Alceu Valença. Foi com a ajuda do cantor e amigo que a carreira de Michiles ganhou um grande impulso.</p>
<p dir="ltr">Lançado em 1986, na voz do filho de São Bento do Una, o frevo “Bom demais” estourou e passou a fazer parte do repertório de centenas de orquestras, bandas e artistas solo. “Eu tenho mais que tá nessa/ Fazendo mesura na ponta do pé/ Quando o frevo começa/ Ninguém me segura/ Vem ver como é”, diz trecho da canção.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/-xqX1Vsn4wc" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr">Depois desse impulso, ninguém mais segurou Jota Michiles. No ano seguinte, o frevo que faz referência a um dos pontos culturais e de encontros de Olinda, também gravado por Alceu, novamente colocou a criação do compositor na boca do povo e na ponta do pé de passistas profissionais ou eventuais.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" style="text-align: center;"><strong><em>“Nos quatro cantos, cheguei e todo mundo chegou</em></strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: center;"><strong><em>Descendo ladeira, fazendo poeira, atiçando calor</em></strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: center;"><strong><em>Nos quatro cantos, cheguei e todo mundo chegou</em></strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: center;"><strong><em>Descendo ladeira, fazendo poeira, atiçando o calor”</em></strong></p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Com “Me segura senão eu caio”, Michiles transformou em verso, melodia, harmonia e ritmo o roteiro afetivo-carnavalesco de quem chega na cidade do Homem da Meia-Noite e de outros bonecos gigantes, para curtir os dias de folia. A sequência de sucessos prosseguiu com obras gravadas pelo sempre parceiro Alceu Valença e por outros grandes nomes do cenário local e nacional.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/dA7oBsmIYmk" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr">Além das já citadas pelo próprio Jota, a lista inclui &#8220;Fazendo Fumaça&#8221;, &#8220;Forró Fogoso&#8221; e &#8220;Negue&#8221; (com Fafá de Belém), &#8220;Queimando a Massa&#8221; (gravada por André Rio e Claudionor Germano), &#8220;Perna pra que te quero&#8221; (Versão Brasileira), &#8220;Sonhos de Pierrô&#8221; e &#8220;Obrigado criança&#8221;, que marcaram e continuam a marcar os evoluções do Bloco da Saudade. O sucesso “Diabo louro” foi inicialmente registrado por Almir Rouche e, em seguida, por Alceu.<a href="https://youtu.be/u9ikGQDsEAo"> </a></p>
<p dir="ltr">“Roda e avisa”, uma homenagem a Chacrinha, o Velho Guerreiro, o dono das tardes de sábado da televisão brasileira, foi fruto de uma parceria com o maestro Edson Rodrigues &#8211; outro grande baluarte do carnaval e da cultura pernambucana.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://youtu.be/-BZt5ZdK5zw"><strong style="color: #333333;">“Asas do frevo &#8211; o Carnaval de J. Michiles”</strong></a></p>
<p dir="ltr">Lançado em 2007, depois de dois anos de trabalho, o CD<a href="https://www.youtube.com/watch?v=L8s0E2xmMsc&amp;list=PLXGWX56wS5womgw23J4oTYWSajRpYvoBz"> “Asas do frevo &#8211; o Carnaval de J. Michiles”</a> é uma importante síntese do poder criativo carnavalesco de Michiles e do prestígio do artista diante de grandes nomes da música brasileira.</p>
<p dir="ltr">O disco, cujo título faz referência ao projeto “Asas da América”, do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Fernando_(compositor)">compositor caruaruense Carlos Fernando</a>, reúne uma verdadeira constelação de cantores e cantoras. Entre os destaques, Silvério Pessoa, Amelinha, Daniela Mercury, Elba Ramalho, Antonio Nóbrega, Spok Frevo Orquestra &amp; Dominguinhos, Lula Queiroga, Chico Cesar &amp; Naná Vasconcelos, além dos aqui já citados, André Rio, Almir Rouche, Fafá de Belém, Claudionor Germano e, claro, Alceu Valença.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/u9ikGQDsEAo" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr"><strong>Grandes momentos na carreira</strong></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/nena-queiroga-e-j-michiles-sao-os-homenageados-do-carnaval-do-recife/48292/">Homenageado do Carnaval do Recife 2018</a>, junto com a cantora Nena Queiroga, Jota Michiles começou a alimentar a paixão pela festa ainda na infância. Naquele tempo, ele assistia encantado às passagens dos blocos e troças em bairros recifenses onde morou, como Campo Grande, Arruda e Água Fria.</p>
<p dir="ltr">A estreia como compositor, entretanto, não foi na seara carnavalesca. O acontecimento marcou-lhe positivamente para sempre. “Nesses mais de 50 anos de atividade musical, tive meu primeiro momento de emoção ao gravar uma canção intitulada ‘Não quero que chores’, com o grupo vocal The Golden Boys, em julho de 1964”, rememora.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/IjUt2fp1KUg" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr">A música, classificada por ele mesmo como uma “pré-Jovem Guarda”, era o lado B de um compacto simples da gravadora Odeon. O lado A trazia a versão de &#8220;I wanna hold your hand”, dos Beatles.</p>
<p dir="ltr">De acordo com Jota Michiles, sua “segunda grande emoção” aconteceu dois anos depois, quando conquistou o primeiro lugar no concurso &#8220;Uma canção para o Recife&#8221;, instituído pela Prefeitura da Cidade, na gestão de Augusto Lucena, e pela Rádio Jornal do Commercio.</p>
<p dir="ltr">A marcha “Recife, manhã de Sol” foi a vencedora, concorrendo com os mais consagrados compositores daquele momento, a exemplo de Capiba, Nelson Ferreira, Luiz Bandeira, Clóvis Pereira e Zé Menezes, e entre mais de 200 músicas inscritas.</p>
<p dir="ltr">“Recife, manhã de Sol” foi lançada em compacto pela <a href="https://especiais.jconline.ne10.uol.com.br/100anos/post_materias/musica/">lendária gravadora e fábrica de discos Rozenblit</a>. Posteriormente ganhou diversas versões, incluindo a do cantor Orlando Dias &#8211; tio de Michiles &#8211; e Maria Bethânia, que a gravou para o disco “Asas do frevo”.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vUtbMwY3UTQ" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr"><strong>Concurso Nordestino de Frevo</strong></p>
<p dir="ltr">Em 2021, primeiro ano em que o carnaval não aconteceu devido aos infortúnios causados pela pandemia da covid-19, Jota Michiles ganhou mais um prêmio. Composta em parceria com o filho César Michiles, a música “Caceteiro” conquistou o título na categoria “Frevo de rua”, no Concurso Nordestino do Frevo &#8211; promovido pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/BfzMMO1xdOE" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr"><strong>Biografia e maior alegria</strong></p>
<p dir="ltr">Em fevereiro de 2013, a Cepe Editora lançou a biografia “Jota Michiles &#8211; Recife, Manhã de Sol”, escrita pelo jornalista Carlos Eduardo Amaral. A obra apresenta a história do filho de seu Romeu e dona Maria José, que chegou a trabalhar como professor de desenho industrial e história até ser reconhecido como um dos mais importantes compositores da música pernambucana.</p>
<p dir="ltr">Indagado sobre qual teria sido a maior alegria de todas, em sua carreira, ele conta: “Foi mesmo no Carnaval de 1986, quando meu nome passou a ser destaque na cena carnavalesca, com o estrondoso sucesso do frevo ‘Bom demais’, na interpretação de Alceu Valença, no disco ‘Estação da Luz’, da RCA. Na quarta-feira de cinzas, uma manhã chuvosa, o Diario de Pernambuco estampou na primeira página:  “Carnaval foi bom demais!””, festeja Jota Michiles, Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
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		<title>Em Santa Maria da Boa Vista, Reisados organizam festa dos Santos Reis</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/em-santa-maria-da-boa-vista-reisados-organizam-festa-dos-santos-reis/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Jan 2022 16:44:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[6 de janeiro é um dia dedicado à tradição de Reisado, folguedo que celebra o encerramento do ciclo natalino. Para marcar a data, Santa Maria da Boa Vista, localizada no Sertão de Pernambuco, prepara uma série de apresentações de Reisados ao longo dos próximos dias (confira a programação completa abaixo). A cidade é conhecida por [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_50786" aria-labelledby="figcaption_attachment_50786" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/inhanhuns-20.jpg"><img class="size-medium wp-image-50786" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/inhanhuns-20-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Patrimônio Vivo do Estado, o Reisado Inhanhum será uma das atrações da festa dos Santos Reis de Santa Maria da Boa Vista</p></div>
<p>6 de janeiro é um dia dedicado à tradição de Reisado, folguedo que celebra o encerramento do ciclo natalino. Para marcar a data, Santa Maria da Boa Vista, localizada no Sertão de Pernambuco, prepara uma série de apresentações de Reisados ao longo dos próximos dias (confira a programação completa abaixo). A cidade é conhecida por possuir o maior número de grupos ativos dessa tradição, são cinco grupos tradicionais, três mirins e um juvenil, entre eles, o Reisado do Inhanhum e a Mestra Maria Jacinta, ambos reconhecidos pelo Governo Estadual como Patrimônios Vivos pernambucanos.</p>
<p>Maria Marina, coordenadora do Reis de Maria Jacinta, diz:<em> “Eu me sinto muito feliz em representar esse sentimento religioso, mais feliz ainda porque minha mãe me ensinou, se não fosse coisa boa com certeza ela não ensinava. Então, ensino a outras pessoas, aos jovens e crianças da comunidade, que aprendem a importância dos reisados para nosso povo. O dia de Santos Reis é um dia muito especial para mim, quando coloco a roupa do reisado tudo se transforma, eu me transformo para celebrar a nossa tradição”</em>.</p>
<p>Em 2022, a tradição se atualiza no 6 de janeiro, os brincantes celebram a data em suas comunidades, com os devidos cuidados contra a Covid-19, e com transmissão nas redes sociais do Projeto Reisados do Sertão, produzido pelo Movimento Viva Reis e o Ponto de Cultura Nação Coripós, com direção de Alfredo Neto e produção-executiva de Alice Gericó. Veja a programação:</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Quinta feira, 6 de janeiro</strong></span></p>
<p>Reis de Maria Jacinta &#8211; Patrimônio Vivo de Pernambuco, 18h, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Centro, Santa Maria da Boa Vista &#8211; PE</p>
<p>Reisado do Inhanhum &#8211; Patrimônio Vivo de Pernambuco, 18h, Comunidade Quilombola de Inhanhum, Zona Rural de Santa Maria da Boa Vista-PE</p>
<p>Reisado do Lambedor, 18h, Comunidade Quilombola do Lambedor, Zona Rural, Lagoa Grande-PE</p>
<p>Reisado da Mata de São José, 18h, Comunidade Quilombola Mata de São José, Orocó &#8211; PE</p>
<p>Reisado de Lagoa Comprida, 18h, Sitio Melancia, Zona Rural de Afrânio &#8211; PE</p>
<p>Reisado do Mestre Pretinho, 18h, Ilha de São Felix, Zona Rural de Orocó &#8211; PE</p>
<p>Reisado Mestre João Cicero, 19h, São José do Belmonte &#8211; PE</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Domingo, 9 de janeiro de 2022</strong></span></p>
<p>Reisado do Saruê, 18h, Comunidade Quilombola do Saruê, Zona Rural, Santa Maria da Boa Vista &#8211; PE</p>
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		<title>Patrimônios Vivos do Estado serão diplomados na Fenearte</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Dec 2021 16:58:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[diplomação]]></category>
		<category><![CDATA[entrega]]></category>
		<category><![CDATA[Mestra Ana Lúcia]]></category>
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		<category><![CDATA[Patrimônios Vivos]]></category>
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		<description><![CDATA[A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) promove neste sábado (18), a partir das 17h, a diplomação de dois Patrimônios Vivos do Estado, durante a programação da 21ª Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato), no Centro de Convenções: mestre Ana Lúcia do Coco (Olinda) e do mestre Luiz Antônio (Caruaru). A [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) promove neste sábado (18), a partir das 17h, a diplomação de dois Patrimônios Vivos do Estado, durante a programação da 21ª Fenearte (Feira Nacional de Negócios do Artesanato), no Centro de Convenções: mestre Ana Lúcia do Coco (Olinda) e do mestre Luiz Antônio (Caruaru).</p>
<p>A entrega dos diplomas será no estande da Fundarpe dentro da Fenearte (600 &#8211; 601), localizado na Rua 21, e contará com a presença do coordenador de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Marcelo Renan, e dos familiares dos mestres. <em>&#8220;Além da diplomação, a ideia é trazê-los para nosso estande para que eles conheçam a exposição &#8216;Patrimônio Vivo de Pernambuco – A pessoa como Patrimônio&#8217;, que retrata um pouco da trajetória deles, enquanto brincantes e guardiões da cultura popular pernambucana&#8221;</em>, adianta Renan.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">PROGRAMAÇÃO</span></strong><br />
Ana Lúcia é uma das atrações culturais confirmadas da Fenearte. Ao lado do Pastoril Estrela de Belém, ela apresenta-se no sábado (18), a partir das 19h, no palco próximo à Praça de Alimentação. Já Luiz Antônio é um dos expositores da Alameda dos Mestres. No estande 14, é possível visitar e adquirir suas peças.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MOSTRA</strong></span><br />
A exposição &#8220;Patrimônio Vivo de Pernambuco – A pessoa como Patrimônio&#8221; apresenta, por meio de registros documentais, fotos e vídeos, o atual panorama do Registro dos Patrimônios Vivos de Pernambuco (RPV-PE), edital promovido pela Fundarpe que, entre 2005 e 2021, titulou 75 mestres, mestras e grupos pernambucanos. A proposta é destacar as regiões e localidades onde residem e trabalham pessoas, grupos e comunidades dedicadas à produção da arte e especialmente à manutenção da memória cultural e da salvaguarda de nossos patrimônios culturais.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>PERFIL</strong></span></p>
<div id="attachment_50172" aria-labelledby="figcaption_attachment_50172" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/ Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/34637025183_e3e2f4bf7c_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-50172" alt="Jan Ribeiro/ Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/34637025183_e3e2f4bf7c_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Mestra Ana Lúcia do Coco será uma das atrações da Fenearte deste sábado (18)</p></div>
<p><strong> Mestra Ana Lúcia (Olinda) -</strong> Com 77 anos de idade, dos quais mais de 70 são dedicados à cultura popular, sempre foi das artes e cresceu ouvindo seu pai cantarolar afinado enquanto trabalhava. Ainda menina se envolveu com o samba de coco e desde então fez desse saber sua vida. Ainda por herança, tornou-se mestra do Pastoril Estrela de Belém, Foi mestra do grupo de coco do Amaro Branco e posteriormente fundou o grupo de coco Raízes do Coco. A mestra participa de vários eventos musicais e de formação. Realiza atividades o ano todo, a partir de sua casa, desde oficinas, ensaios e apresentações.</p>
<div id="attachment_86948" aria-labelledby="figcaption_attachment_86948" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Mestre-Luiz-Antônio-DIVULGAÇÃO.jpg"><img class="size-medium wp-image-86948" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Mestre-Luiz-Antônio-DIVULGAÇÃO-607x372.jpg" width="607" height="372" /></a><p class="wp-caption-text">Luiz Antônio é um dos expositores da Alameda dos Mestres</p></div>
<p><strong>Mestre Luiz Antônio (Caruaru) -</strong> Nascido em 1935, no Alto do Moura, Luiz Antônio da Silva é considerado um dos principais nomes na arte popular brasileira. É discípulo contemporâneo do Mestre Vitalino, dando continuidade ao legado do maior nome do barro do Brasil. Recebeu vários prêmios nacionais e é conhecido por retratar as profissões, além de esculpir automóveis e motocicletas. Para perpetuar o trabalho produzido pelo artista, um museu privado está em construção nos fundos de seu ateliê.</p>
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		<title>LiterAção celebra aniversário de um patrimônio vivo de Pernambuco nesta segunda (13)</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 18:51:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Secult-PE/Fundarpe (@culturape) O concurso cultural LiterAção, que acontece no Instagram da Secult-PE/Fundarpe (@culturape) em datas especiais relacionadas à literatura, está de volta nesta segunda-feira (13). A ação, desta vez, homenageia um patrimônio vivo de Pernambuco que faz aniversário nesse dia. Como sempre acontece, o vencedor ganhará [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CTwmgkqr8av/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="13" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);"><div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/CTwmgkqr8av/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank">
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<p></a>
<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/CTwmgkqr8av/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">Uma publicação compartilhada por Secult-PE/Fundarpe (@culturape)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p> <script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>O concurso cultural LiterAção, que acontece no Instagram da Secult-PE/Fundarpe (<a href="https://www.instagram.com/culturape/" target="_blank"><strong>@culturape</strong></a>) em datas especiais relacionadas à literatura, está de volta nesta segunda-feira (13). A ação, desta vez, homenageia um patrimônio vivo de Pernambuco que faz aniversário nesse dia. Como sempre acontece, o vencedor ganhará um kit completo com as obras vencedoras do VI Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura.</p>
<p>O formato do concurso continua o mesmo: a participação se dará por comentários no post com a foto oficial do concurso. Basta responder corretamente à pergunta surpresa que será publicada no perfil, relacionada à data escolhida. O primeiro a acertar a resposta leva o prêmio.</p>
<p><em>&#8220;Nosso homenageado é um poeta com grande potência criativa e artista importantíssimo para as culturas pernambucana e brasileira. Ficamos felizes de chamar a atenção para seu aniversário em mais uma edição do LiterAção”</em>, disse Roberto Azoubel, coordenador de Literatura da Secult-PE.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Concurso cultural “LiterAção”<br />
Segunda-feira, 13 de setembro<br />
<a href="https://www.instagram.com/culturape/" target="_blank"><strong>instagram.com/culturape</strong></a></p>
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