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	<title>Portal Cultura PE &#187; pesquisa</title>
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		<title>Dia dos Povos indígenas: conheça os saberes e sabores do povo Pankará</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 10:20:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Texto: Igor Gomes O povo pernambucano, como se sabe em todo o Brasil, ostenta sua cultura e seus símbolos de maneira assertiva por onde passa. Mas ainda há muito a se investigar na história do Estado; isso porque tradições inteiras ainda não são registradas para que possam circular de maneira mais ampla para toda a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123573" aria-labelledby="figcaption_attachment_123573" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome.png"><img class="size-medium wp-image-123573" alt="Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-607x318.png" width="607" height="318" /></a><p class="wp-caption-text">Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé</p></div>
<p><em>Texto: Igor Gomes</em></p>
<p>O povo pernambucano, como se sabe em todo o Brasil, ostenta sua cultura e seus símbolos de maneira assertiva por onde passa. Mas ainda há muito a se investigar na história do Estado; isso porque tradições inteiras ainda não são registradas para que possam circular de maneira mais ampla para toda a população. É o caso dos povos indígenas, submetidos a um apagamento sistemático desde o século 16. Uma dessas lacunas relacionadas à cultura indígena na identidade pernambucana vem sendo trabalhada pelo Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará, de Carnaubeira da Penha, Sertão do São Francisco. O projeto incentivado pela Fundarpe através do Funcultura, que vem documentando e resgatando toda a cadeia cultural desse povo indígena, do plantio dos alimentos até a forma de consumi-los.</p>
<p>O projeto foi aprovado no edital Funcultura Geral 2023/2024, na categoria “Patrimônio Cultural” (hoje desmembrada em edital próprio) pela produtora Gato de Gengibre, da pesquisadora Monica Larangeira Jácome. Está em andamento desde 2025 e pode ser prorrogado até 2027. Depois de validado pelo Funcultura (em processos como o de prestação de contas), ele será avaliado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. As chances de isso acontecer são consistentes, pois a Fundação do Patrimônio Histórico Artístico de Pernambuco (Fundarpe) emitiu parecer preliminar (antes da realização da pesquisa) atestando a importância de se registrar essa cultura alimentar e reconhecê-la como Patrimônio.</p>
<p>“O inventário não abrange apenas as receitas do povo Pankará. A realização dele foi dividida em cinco etapas: a forma de produzir alimentos; as receitas e registro sobre a memória gustativa das pessoas em relação às receitas; o artesanato voltado para a alimentação, com utensílios de barro, de fibra de catolé, palha de coqueiro etc.; os lugares da comida, como casa de farinha, engenho de rapadura, horta e outros; e as celebrações em torno da comida”, resume Monica Jácome. Por demanda do Funcultura, serão produzidos ainda produtos culturais relacionados a esse trabalho, como um documentário curta-metragem e o cadastro dos mestres e mestras relacionados à cultura alimentar Pankará.</p>
<p>Práticas alimentares são parte da cultura humana por envolverem memórias e discursos relacionados à convivência entre as pessoas e aos usos e saberes relacionados à natureza – abrangem, por exemplo, o que pode ou não ser consumido, como se consome um alimento, o que plantar ou criar e como se faz isso em uma determinada localidade. São conhecimentos transmitidos por gerações e que podem sofrer adaptações ao longo do tempo graças a processos históricos; um exemplo são os usos da mandioca, planta nativa da América do Sul largamente usada por povos indígenas e depois pelas demais populações que chegaram ao continente por conta da colonização.</p>
<div id="attachment_123574" aria-labelledby="figcaption_attachment_123574" class="wp-caption img-width-467 alignnone" style="width: 467px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123574" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação-467x486.jpeg" width="467" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A pesquisador Monica Jácome</p></div>
<p>O reconhecimento da importância do sistema alimentar e culinário Pankará contribui para proteger a diversidade cultural de Pernambuco. “A memória social é seletiva. Na área de gastronomia, quando se pensa em patrimônio alimentar o que se fala são as comidas da casa-grande: bolo de rolo, bolo souza leão e outros. A história de Pernambuco é fruto de uma memória fragmentada. Como é possível falar de bens culturais, de referências históricas, se eles se limitam apenas ao grupo social dominante? O resgate que o inventário faz beneficia todo o Estado porque enriquece a história humana que ocorre aqui”, pontua a pesquisadora.</p>
<p>O Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará é coletivo e envolve a comunidade. Entre os integrantes indígenas estão cinco bolsistas e uma produtora, afora toda a participação da comunidade na finalização de cada etapa. “Houve também uma oficina para que fosse elaborado um protocolo de consulta e consentimento, com normas para regrar as relações do povo Pankará com os não indígenas envolvidos no projeto e com o Estado. Ao final de cada fase, há uma prestação de contas para que se discuta e decida os próximos passos”, afirma a pesquisadora. Os bolsistas farão uma oficina de audiovisual para criar o roteiro do curta-metragem que será entregue com a pesquisa.</p>
<p>“O projeto do inventário veio pra nos fortalecer ainda mais dentro das nossas tradições. E o que não pode faltar, que os nossos antepassados sempre recomendam, os nossos mais velhos, é o respeito, a valorização, a tradição do nosso povo. Para nós, não é simplesmente um inventário alimentar e culinário; é um inventário de saber, de tradição, de cultura, de resistência, mesmo”, afirma a cacica Dorinha, liderança do povo Pankará. Segundo a cacica Dorinha, o projeto trabalha diversos elementos da cultura Pankará, “como cultivar o alimento, como retirar o alimento e como preparar. Esses modos são praticados pelos nossos antepassados, e são levados para nossos jovens, nossas crianças, para que eles possam dar continuidade a esses saberes tradicionais. Também trabalhamos como manejar a terra, também, nós manipulamos ela através dos saberes dos nossos mais velhos, e isso nos fortalece”.</p>
<div id="attachment_123575" aria-labelledby="figcaption_attachment_123575" class="wp-caption img-width-364 alignnone" style="width: 364px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123575" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé-364x486.jpeg" width="364" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Vanja, do povo Pakará, prepara farofa de catolé</p></div>
<p><strong>HERANÇAS GASTRONÔMICAS E CULTURAIS</strong> – O complexo sistema dos alimentos na cultura Pankará abrange uma série de saberes que alcançam, inclusive, os não indígenas. Monica Jácome lembra que o coco catolé, por exemplo, é usado por não indígenas de diversas formas, entre elas como petisco para se tomar com cerveja. “Os indígenas fazem um rosário, em que os coquinhos são unidos por um fio e vendidos para serem consumidos”, cita. A lista de elementos envolvidos no cadeia gastronômica Pankará é grande. Eis alguns exemplos:</p>
<p>Catolé, mandioca, milho, feijão andu, fava, feijão de arranca, inhame, mucunã, batata-doce, jerimum; acerola, banana, abacate, jaca, manga, goiaba, cana-de-açúcar, mel de abelha, café, mamão, caju, murici, pinha, maracujá, favela, gergelim, batata de macambira, imbu, jaca, colorau; as carnes de caça como preá, mocó, punaré, tatu, peba, veado, gato do mato, cambamba, tamanduá, juriti, codorniz, jacu, teiú, camaleão; as carnes de criação como galinha, porco, vaca, cabra; pão de catolé, catolé cozido, bró de catolé, farofa de catolé, massa, goma e farinha de mandioca, beiju na pedra, bolo de macaxeira, licores, doces e geleias de frutas, imbuzada, doce de cafofa de imbu, doce de facheiro, doce de coroa de frade, xeléu cozido, café morto no pau, queijo de coalho, rapadura, mel de cana, fubá e farinha de milho, milho assado e cozido, bolo de milho, feijão cozinhado, baião de dois, munguzá de feijão, angu da agonia (angu de feijão), café de feijão andu, Rubacão de fava, mingau de mucunã, farofa de murici, fubá da castanha de caju, fubá doce de favela, fubá de gergelim, lambedores, chás de ervas, xaropes e garrafadas; engenhos de farinha, engenho de cana-de-açúcar, fogões à lenha, moendas de milho, pilões de madeira; artesanato culinário barro (o caco, a cuscuzeira|), madeira e fibras naturais (os abanadores do fago, as cestas); a dança do toré nas celebrações da Semana dos Povos Indígenas; a Feira de Cultura Pankará, todo mês de maio; os festejos em comemoração a São Gonçalo; a Novena de Nossa Senhora nas aldeias Jardim e Ladeira.</p>
<p>Em Pernambuco, as manifestações de influência indígena vão além da gastronomia. Entre as manifestações culturais que tem direta herança dos povos originários temos o caboclinho, maracatu rural, coco, ciranda, além do artesanato com os usos da macaxeira, do barro e de fibras vegetais, por exemplo. É uma matriz existencial fundamental para o povo pernambucano, cuja cultura vem sendo reconhecida pelo Governo do Estado por meio da Fundarpe, que dispõe dos títulos de Patrimônio Vivo e da abertura de linhas de fomento que sejam abrangentes a ponto de abarcar projetos. No primeiro caso, já foram reconhecidas agremiações como os caboclinhos Sete Flexas (Recife), União Sete Flexas (Goiana), os dois Canindé (Recife e Goiana), Caheté (Goiana) e Tribo Indígena Carijó (Goiana). Também as Cantadeiras do Povo Indígena Pankararu detêm o título. O título abrange pessoas (mestres) e grupos, e o concurso para eleger os novos Patrimônios Vivos do Estado segue aberto até o dia 30 de abril.</p>
<p>No segundo caso, os editais do Funcultura abarcam diversas linguagens artísticas em iniciativas diversas (apresentação, pesquisa, oficina, produção de conteúdos, entre outros). Dos editais abertos, o Funcultura Música é destinado a toda cadeia sonora (produção, pesquisa e afins), e segue aberto até 30 de abril. Já o Funcultura Geral abrange manifestações de dança, literatura, artes visuais, teatro, circo e outras linguagens. O Funcultura Patrimônio Cultural, por sua vez, possui linhas específicas para pesquisas, produção de conteúdo e ações de salvaguarda em gastronomia em outras manifestações culturais. As inscrições para os Funculturas Geral e Patrimônio Cultural seguem abertas até o dia 13 de maio.</p>
<div id="attachment_123576" aria-labelledby="figcaption_attachment_123576" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife.jpg"><img class="size-medium wp-image-123576" alt="Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Caboclinho Sete Flechas do Recife, Patrimônio Vivo</p></div>
<p><strong>O POVO PANKARÁ</strong> – Segundo dados estatísticos do site Terras Indígenas do Brasil (terrasindigenas.org.br), a Terra Indígena Pankará da Serra do Arapuá, demarcada em 2025 e localizada no município de Carnaubeira da Penha (Sertão do São Francisco), tem população de quase 3 mil pessoas. São 52 aldeias em cerca de 15 mil hectares. A agricultura de subsistência é a base da economia alimentar desse povo, em especial os cultivos de milho, macaxeira e feijão. As origens remontam ao povo Atikum e a remanescentes quilombolas na região, e o nome “Pankará” só passa a ser usado como autodenominação no começo dos anos 2000. “O nome ‘Pankará’ veio do costume de usarmos pakaiá, que é o fumo, e também de urá, que vem do mangará da bananeira. A gente era conhecido como ‘os índios da Serra do Arapuá’, os ‘caboclos da Serra do Arapuá’. Em 2003, fomos reconhecidos como povo Pankará. O nome veio através dos saberes das Forças Encantadas, que me apresentaram esse nome de ‘Pankará’”, explica a cacica Dorinha.</p>
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		<title>Inscrições abertas para oficina com Marina Feldhues no Pequeno Encontro da Fotografia 2026</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 18:58:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Estão abertas as inscrições para a oficina Colagem e a fabulação de si, que a artista Marina Feldhues (PE) vai ministrar durante a 11ª edição do festival Pequeno Encontro da Fotografia, realizado de 22 a 25 de abril de 2026. As aulas serão na quarta (22/4) e quinta-feira (23/4), das 14 h às 17 h, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/PEF-2025-86-Foto_-Hugo-Coutinho-_-Jacaré-Vídeo-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-123187" alt="Foto: Hugo Coutinho _ Jacaré Vídeo" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/PEF-2025-86-Foto_-Hugo-Coutinho-_-Jacaré-Vídeo-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Estão abertas as inscrições para a oficina Colagem e a fabulação de si, que a artista Marina Feldhues (PE) vai ministrar durante a 11ª edição do festival Pequeno Encontro da Fotografia, realizado de 22 a 25 de abril de 2026. As aulas serão na quarta (22/4) e quinta-feira (23/4), das 14 h às 17 h, no auditório do Porto Digital (Cais do Apolo, 222, 8º andar, Bairro do Recife). As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 15 de março, por meio deste formulário. Antes disso, no dia 1º de março, termina o prazo para pessoas e coletivos que desejam apresentar suas obras no evento enviarem suas propostas para a Ciranda Fotográfica, o Espaço da Pesquisa e as Projeções.</p>
<p>Nesta oficina, Marina Feldhues propõe experimentos práticos de fabulação de si com o uso da colagem. Serão utilizadas fotografias pessoais dos participantes (sejam selfies, fotos posadas, autorretratos, fotos de RG etc.). Essa prática é guiada pelo conceito de fabulação crítica elaborado pela escritora e professora universitária Saidiya Hartman (EUA). No último dia, será feita uma exposição aberta ao público no local. As vagas são limitadas e o resultado da seleção deve ser divulgado no dia 23 de março (é preciso ser maior de 18 anos para participar).</p>
<p>A 11ª edição do Pequeno Encontro da Fotografia também contará com outras atividades: uma oficina sobre fotografia, território e narrativa visual (ministrada pelo coletivo Ciano, Cidade para estudantes de escolas públicas), rodas de conversa, Expedição Fotográfica e o Café Pequeno (como é chamada a confraternização do festival). Tudo com acesso gratuito. O evento é promovido em 2026 com recursos do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) e apoio do Porto Digital.</p>
<p><strong>SOBRE MARINA FELDHUES</strong> – Nasceu em Olinda (PE) em 1982. Atualmente vive e trabalha entre Recife (PE) e São Paulo (SP). É formada em Administração (UPE) e Fotografia (Unicap). É mestre e doutora em Comunicação (UFPE). Trabalha como professora, pesquisadora, artista, servidora pública e taróloga. Organizou o grupo de estudos público e gratuito Narrativas Anticoloniais, entre 2019 e 2024. É autora dos livros Catálogo (2019) e Fotolivros: (in)definições, histórias, experiências e processos de produção (2021), do livro de entrevistas com artistas E Se? (2023) e dos livros de artista Minha Foto Preferida (2022), O feliz livro das pretas (2023) e Viagem ao Brasil 1865-1866: a desordem da carne (2024). Em 2024, foi vencedora do prêmio aquisição do 13º Diário Contemporâneo de Fotografia de Belém (PA) com a série de fotocolagens A desordem da Carne. Em 2023, foi vencedora do POY-LATAM na categoria Ressignificar Arquivos e recebeu menção honrosa do BIFA (Budapest International Foto Awards) na categoria Fine-Art Collage e do Student World Impact Film Festival com o fotofilme Escala Humana. A pesquisa teórico-artística mais recente dela foi sobre as (po)éticas implicadas entre arquivo, fotografia e a carne negra.</p>
<p><strong> CONVOCATÓRIAS ABERTAS</strong> – Pessoas e coletivos interessados em apresentar suas obras e pesquisas durante a 11ª edição do Pequeno Encontro da Fotografia podem enviar suas propostas para três partes da programação até o dia 1º de março de 2026: a Ciranda Fotográfica, o Espaço da Pesquisa e as Projeções (as inscrições para todas elas são gratuitas). Mesmo pessoas que estejam em outras cidades durante a realização do festival podem participar do Espaço da Pesquisa e das Projeções, apenas no caso da Ciranda Fotográfica é que existe a demanda de fazer a apresentação presencialmente em dia e local específicos. O resultado das seleções deve ser divulgado no dia 23 de março de 2026.</p>
<p>Ciranda Fotográfica (presencial) – Para trabalhos diversos que tenham relação com a fotografia, tais como ensaios, fotolivros, obras em processo, performances e criações audiovisuais, que são apresentados para o público do festival em sessões de até 15 minutos com momento para troca de ideias. As apresentações ocorrerão no auditório do Porto Digital – NGPD (Cais do Apolo, 222, 8o andar, Recife, PE).</p>
<p><a href="https://drive.google.com/file/d/1C6f2Wkxx40R3zsQC80wAyMM-XeJL-kG3/view?usp=sharing" target="_blank">Convocatória</a><br />
<a href="https://www.google.com/url?q=https%3A%2F%2Fdocs.google.com%2Fforms%2Fd%2Fe%2F1FAIpQLSfsfwwRfd7OnwLvSKo1OcjrcnuYC8iugI1BZ8vjU7GWLmtpmg%2Fviewform%3Fusp%3Dsharing%26ouid%3D111282763287904678799%26urp%3Dgmail_link&amp;source=gmail&amp;ust=1772303752479000&amp;usg=AOvVaw3xxHAp8a3geC5DXuH5kSRo" target="_blank">Formulário</a></p>
<p>Espaço da Pesquisa (online) – Para textos acadêmicos, que serão publicados no site do festival e apresentados em painéis realizados por meio de duas transmissões ao vivo. Os trabalhos não precisam ser inéditos, nosso maior objetivo é contribuir para a circulação da produção acadêmica.</p>
<p><a href="https://drive.google.com/file/d/1E2MyjJWPwHMa_bv2hA5ovyMcwIvjPOAP/view?usp=drive_link" target="_blank">Convocatória</a><br />
<a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScv8jw_dDvnCdb0asou6_KmbwxAyWmvrEjzv8y2sQJe_SHfIA/viewform?usp=sharing&amp;ouid=111282763287904678799&amp;urp=gmail_link" target="_blank">Formulário</a><br />
<a href="https://docs.google.com/document/d/1u8oL9l2WQH5utSIpp0ToKM6BQMV1b4wHmb2zMIMayk8/edit?tab=t.0" target="_blank">Template/Padrão</a> (os textos devem estar de acordo com o modelo)</p>
<p>Projeções – Para vídeos ou sequências de imagens simples, com até 3 minutos de duração, que serão exibidos antes das apresentações da Ciranda Fotográfica. Pessoas que não possam comparecer ao festival também podem participar, pois as exibições são conduzidas pela produção do evento.</p>
<p><a href="https://drive.google.com/file/d/1xqTRk2PmhKTAUaLTxQGjiee89x4k6LoO/view" target="_blank">Convocatória</a><br />
<a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc0k4Af35q87SqKwioBSO04KxU06cGW_KtBlUX9gA1CWw1RfA/viewform" target="_blank">Formulário</a></p>
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		<title>Pesquisa inédita revela cidade pernambucana entre as maiores concentrações de casas de culto afro-indígenas do Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 17:07:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A cidade de Paudalho, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, acaba de ganhar visibilidade nacional e internacional, por meio da internet, com a divulgação do “Dossiê Território Ancestral”, levantamento inédito que identificou 19 casas de culto afro-indígena em funcionamento, colocando o município entre as maiores concentrações de terreiros do Brasil. Com incentivo da Política [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_121819" aria-labelledby="figcaption_attachment_121819" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/Pesquisa-inédita-revela-cidade-pernambucana-entre-as-maiores-concentrações-de-casas-de-culto-afro-indígenas-do-Brasil.png"><img class="size-medium wp-image-121819" alt="Fotos: Território Ancestral/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/Pesquisa-inédita-revela-cidade-pernambucana-entre-as-maiores-concentrações-de-casas-de-culto-afro-indígenas-do-Brasil-607x335.png" width="607" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos: Território Ancestral/Divulgação</p></div>
<p dir="ltr">A cidade de Paudalho, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, acaba de ganhar visibilidade nacional e internacional, por meio da internet, com a divulgação do <strong>“Dossiê Território Ancestral”</strong>, levantamento inédito que identificou 19 casas de culto afro-indígena em funcionamento, colocando o município entre as maiores concentrações de terreiros do Brasil. Com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Ministério da Cultura (MinC) e Governo Federal, a pesquisa – realizada por três jovens praticantes das tradições ancestrais –, reúne textos, fotos, vídeos e geolocalização em plataforma digital de acesso público.</p>
<p dir="ltr">“O projeto foi idealizado e coordenado por Jaifalerì, Babalossayn do Ylê Axé Xangô Ayrá, que nasceu e cresceu em terreiro. Ele lidera a investigação ao lado da produtora cultural Belisa Alves, filha de santo da orixá Oxum, e do fotógrafo Edgar Lira, filho de santo de Ogum. Juntos, os três assinam o estudo, que tem como proposta ser um instrumento e gesto político de afirmação identitária e enfrentamento ao racismo religioso. O trabalho conta com a gestão da Baobá Produção Cultural.</p>
<p dir="ltr">A equipe percorreu bairros urbanos, comunidades rurais e áreas de difícil acesso para registrar, com escuta e respeito, a diversidade das práticas encontradas. A pesquisa identificou terreiros de Jurema Sagrada, Umbanda, Candomblé e casas de matriz afro-indígena, onde ritos, rezas, folhas, encantarias e tradições herdadas de povos africanos e indígenas se cruzam há gerações. Esses espaços atendem moradores locais e de toda a região, formando redes espirituais que atravessam a Zona da Mata e chegam até a Região Metropolitana do Recife.</p>
<p dir="ltr">A metodologia seguiu referências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e priorizou o protagonismo das próprias lideranças religiosas. “Mapear não é invadir, é proteger”, explica Belisa Alves, responsável pela execução geral. Ela destaca que o projeto só aconteceu porque foi conduzido por pessoas que pertencem à cultura que pesquisam. “Quando praticantes realizam a escuta, há reconhecimento, confiança e troca de saberes que nenhuma pesquisa distante alcança.”</p>
<div id="attachment_121820" aria-labelledby="figcaption_attachment_121820" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/photo_5085066641255017853_y.jpg"><img class="size-medium wp-image-121820" alt="A pesquisa identificou terreiros de Jurema Sagrada, Umbanda, Candomblé e casas de matriz afro-indígena, onde ritos, rezas, folhas, encantarias e tradições herdadas de povos africanos e indígenas se cruzam há gerações." src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/12/photo_5085066641255017853_y-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">A pesquisa identificou terreiros de Jurema Sagrada, Umbanda, Candomblé e casas de matriz afro-indígena, onde ritos, rezas, folhas, encantarias e tradições herdadas de povos africanos e indígenas se cruzam há gerações.</p></div>
<p dir="ltr">O fotógrafo Edgar Lira captou mais de 140 imagens oficiais, registrando lideranças, objetos rituais, espaços sagrados e cenas do cotidiano dos terreiros. Seu olhar, como filho de santo do orixá Ogum, reforça a ideia de que tecnologia e ancestralidade não se opõem, mas caminham juntas. O acervo audiovisual também integra o documentário “Território Ancestral”, que amplia o alcance da pesquisa.</p>
<p dir="ltr">Os dados foram apresentados na <em>Mostra Território Ancestral</em>, que reuniu mães e pais de santo, pesquisadores e moradores. O encontro exibiu o documentário, lançou o dossiê e projetou em telão as informações levantadas, garantindo devolutiva pública. Apesar dos convites, instituições municipais e estaduais pouco compareceram. Para a coordenação, a ausência evidencia desafios estruturais, entre eles a falta de apoio institucional e o avanço da intolerância religiosa.</p>
<p dir="ltr">Ainda assim, o projeto aponta caminhos: fortalecimento de redes, visibilidade das tradições, protagonismo dos povos de terreiro e produção de conhecimento acadêmico a partir de dentro das comunidades. “Este trabalho é continuidade”, diz Jaifalerì. “É a certeza de que as próximas gerações terão acesso à história que sempre existiu, mas que muitas vezes foi silenciada. A ancestralidade não é passado: é presente e futuro.”</p>
<p dir="ltr">Para conhecer mais detalhes sobre o território, ver os rostos das lideranças, entender as histórias, caminhar pelos espaços sagrados e mergulhar nas tradições que moldam a cidade, o dossiê completo está disponível para acesso livre no site <a href="http://territorioancestral.com.br">territorioancestral.com.br</a>.</p>
<p dir="ltr">Outra forma de acessar a pesquisa é pelo perfil do projeto no <a href="instagram.com/mapeamentoancestral">@mapeamentoancestral</a>, onde são compartilhados bastidores, registros e depoimentos das casas visitadas. E, para quem prefere o audiovisual, o documentário “Território Ancestral” pode ser assistido <a href="https://www.youtube.com/@Territ%C3%B3rioAncestral">no canal do projeto no YouTube</a>, gratuitamente.</p>
<p dir="ltr"><strong>Sobre Paudalho</strong> &#8211; Município com cerca de 56 mil habitantes, está localizado a pouco mais de 40 quilômetros do Recife, em uma área histórica que se formou entre o rio Capibaribe, antigos aldeamentos indígenas e a expansão dos engenhos de cana-de-açúcar entre os séculos XVII e XIX. O nome da cidade vem do pau-de-alho, árvore nativa que exalava cheiro forte e marcava o território onde o povoado se consolidou. Antes disso, a região foi conhecida como Miritiba, aldeamento indígena administrado pelos franciscanos, mesmo local associado às origens de Felipe Camarão, liderança indígena fundamental na resistência contra os holandeses no século XVII.</p>
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		<title>Exposição reúne acervos afetivos e históricos da identidade negra em Pernambuco</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 19:23:07 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Oluyia-Franca-e-Teresa-Franca_foto-Ubira-Machado-1-2-1.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-120048" alt="Foto: Ubira Machado/ Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Oluyia-Franca-e-Teresa-Franca_foto-Ubira-Machado-1-2-1-607x404.png" width="607" height="404" /></a></p>
<p dir="ltr">A designer de moda e pesquisadora Oluyiá França e  a artista e educadora Teresa França apresentam “Entre Linhas e Lutas: Indumentárias de Memórias em Movimento” no MuAfro. A exposição reúne 43 peças que fazem parte de acervos afetivos e históricos das múltiplas expressões da identidade negra em Pernambuco. São vestidos, saias, batas, camisas, bolsas e boinas, que contam histórias de resistência, afeto e pertencimento. A abertura da exposição acontece nesta quarta-feira (03 de setembro), às 19h, com entrada gratuita. Na ocasião, Oluyiá França também lança <a href=" https://oluyia.com.br" target="_blank">o site</a> com o resultado da pesquisa sobre a indumentária negra nos museus de Pernambuco.  O MuAfro está localizado na Rua Mariz e Barros, 328, no Bairro do Recife, com visitação de quarta a domingo, das 13h às 17h.</p>
<p>A mostra  “Entre Linhas e Lutas: Indumentárias de Memórias em Movimento” propõe um diálogo entre heranças familiares e o legado do movimento negro. A curadoria é de Teresa França e Oluyiá França, mãe e filha que dialogam em torno da arte, da educação e da militância no Movimento Negro. A produção é de Beatriz Arcoverde e a produção executiva é de Daniela Azevedo.</p>
<p>A exposição tem incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) por meio do edital Museus e Memória Social, do Governo de Pernambuco / Secretaria de Cultura / Fundarpe. Já a pesquisa foi desenvolvida com incentivo do Funcultura / Governo de Pernambuco / Secretaria de Cultura / Fundarpe e do SIC Recife /  Prefeitura do Recife.</p>
<p>A exposição conta com núcleos temáticos, iniciando com a exibição de vídeos da pesquisa sobre a indumentária negra nos museus de Pernambuco. Em seguida, a artista visual e designer Oluyiá França apresenta o seu percurso criativo. “É um espaço para compreender como as memórias, as histórias e as tradições visuais se entrelaçam ao meu trabalho, costurando passado, presente e futuro”, explica Oluyiá.</p>
<p>Posteriormente, o visitante é convidado a perceber como a estética negra é política. As peças e imagens expostas revelam que vestir é também um ato de resistência, afirmação e pertencimento. A narrativa destaca a pluralidade de expressões que compõem o “estilo da luta” e como dialogam com diferentes contextos do movimento negro.</p>
<p>Entre as peças expostas na mostra está uma bata de 1981, uma das primeiras vestimentas da Ala do Movimento Negro (MNU) para desfilar no Afoxé Ilê de África, organizado pelo mestre Zumbi Bahia. A peça foi costurada por Amélia Gomes do Nascimento, tia e mãe de criação de Teresa França. O desenho Àṣẹ de Xangô  foi idealizado por Jorge de Morais Barbosa, pai de Oluyiá.</p>
<p dir="ltr">Ao final, a exposição também estimula que o público se reconheça como parte dessa continuidade histórica e cultural. Cada visitante é incentivado a deixar sua marca em mural, escrevendo ou desenhando memórias vestidas.</p>
<p dir="ltr"><strong>Sobre Oluyiá França</strong>  &#8211; Técnóloga em design de moda, especialista em modelagem e criação, técnica em figurino, especialista em Antropologia Social e Cultural, pesquisadora e educadora popular. Integrante do grupo de estudos acadêmicos GEPAR/UFPE e da rede de afro empreendedores de Pernambuco. Tem um marca autoral que leva seu nome e apresenta peças únicas, com bordados feitos com influência da cultura afro-latina-americana. Realiza pesquisas, palestras e oficinas sobre moda e identidade negra.</p>
<p dir="ltr">A artista e educadora Teresa França iniciou sua trajetória na escolinha de arte do Recife em 1968. A partir daí nunca mais abandonou o desenho, a pintura e a criatividade. Estudou pedagogia e alfabetizou muitas crianças em escolas e projetos educacionais. É uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado de Pernambuco (MNU &#8211; PE). Atualmente, atua como arte educadora no Instituto Capibaribe e inicia uma nova jornada como arteterapeuta.</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong><br />
Exposição “Entre Linhas e Lutas: Indumentárias de Memórias em Movimento”<br />
Abertura: 03 de setembro, das 19h às 21h<br />
Visitação até 28 de setembro<br />
Horário de visitação: De quarta a domingo, das 13h às 17h<br />
MuAfro: Rua Mariz e Barros, 328, Bairro do Recife<br />
Entrada gratuita</p>
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		<title>Performance “Vórtices Errantes” une poesia e experimentações sonoras em gravação pública</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2025 14:52:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No próximo sábado, 9 de agosto, a partir das 14h, o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM) recebe Vórtices Errantes, performance de Ana Gábri, artista-pesquisadore e autore do poema homônimo. Concebida inicialmente como forma alternativa de publicação poética, a obra será registrada ao vivo em uma publicação sonora, convidando o público a acompanhar a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>No próximo sábado, 9 de agosto, a partir das 14h, o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM) recebe Vórtices Errantes, performance de Ana Gábri, artista-pesquisadore e autore do poema homônimo. Concebida inicialmente como forma alternativa de publicação poética, a obra será registrada ao vivo em uma publicação sonora, convidando o público a acompanhar a gravação da performance. O projeto conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura e da FUNDARPE, através do FUNCULTURA – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura.</p>
<p>Vórtices Errantes é a oralização da palavra a partir da errância sobre o próprio texto, desde diferentes retornos, ênfases, dicções e ritmos. O artista e músico Fernando Remígio é quem tem acompanhado Ana Gábri em performance desde a primeira edição, assinando a sonoplastia entre ruídos, ecos e dissonâncias feitos em uma guitarra tocada de forma não convencional. Fruto da pesquisa de Ana Gábri quanto ao erro e do desejo de experimentar formas não convencionais de publicação, o trabalho tem lançamento previsto para a primeira semana de setembro nas principais plataformas de streaming sob o selo independente Edições Marafas.</p>
<p>“<i>Vórtices Errantes</i> é a celebração do erro a partir da criação de uma imersão forjada pela linguagem em errância, um jogo metalinguístico com a realidadeficção. Primeiro veio o poema que queria ser publicado em algum formato já diferente, mas em papel, depois entendi que poderia publicar com meu corpo, ou seja, publicar como tornar público em performance. A publicação sonora vai vir da 4a edição da performance e isso me anima muito”, explica Ana Gábri.</p>
<p>Proposição estética e política, a ideia de uma publicação sonora passa a se articular à chance de maior acessibilidade do compartilhamento de experiência, paralelamente fazendo repensar os modos de circulação da poesia. Ao adotar o som como suporte, Vórtices Errantes intenciona ampliar seu alcance material ao dialogar com a crescente demanda por conteúdos em formato de áudio, tais como audiobooks e podcasts.</p>
<p>A obra busca conjugar presença e experiência pela potência da poesia vocalizada — processo que será exposto e compartilhado com o público durante a gravação pública no MAMAM, e que ainda contará com tradução simultânea em LIBRAS.</p>
<p>“Uma das coisas que eu mais me encantei dentro desse processo é que a performance começou na própria estrutura de ensaio. Fazer sonoplastia com a guitarra elétrica é utilizar o instrumento no sentido de uma caixa de sons, de uma máquina que produz ecos, sensações, tensões e sons que não seriam esperados. É como entender comigo uma criatura que grunhe e que sente as palavras como se fosse um bicho, eu só sou um condutor de uma criatura perpassada por palavras”, comenta Fernando Remígio.</p>
<p>Vórtices Errantes já teve desdobramentos anteriores em espaços culturais independentes como a Casa Lontra, Ateliê Ex-Libris (Edf. Texas) e a Kaza Ruta, no Recife, reunindo públicos diversos das artes literárias, visuais e experimentais. A gravação pública marca mais um passo na construção de uma peça híbrida, a tomar corpo em um material gravado e disponibilizado de forma gratuita.</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p><b>Gravação pública — Performance Vórtices Errantes</b></p>
<p>Sábado, 9 de agosto | A partir das 14h<br />
Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Rua da Aurora, 265 &#8211; Boa Vista, Recife &#8211; PE)</p>
<p>Entrada gratuita</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Leidson Ferraz lança pesquisa histórica sobre a crítica teatral no Recife</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 15:04:37 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_119007" aria-labelledby="figcaption_attachment_119007" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Léo Mota</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/Leidson-Ferraz-foto-Léo-Mota-Arquivo-Folha.jpg"><img class="size-medium wp-image-119007" alt="Foto: Léo Mota" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/07/Leidson-Ferraz-foto-Léo-Mota-Arquivo-Folha-607x364.jpg" width="607" height="364" /></a><p class="wp-caption-text">Lançamento será no Teatro de Santa Isabel nesta quinta-feira (10/07)</p></div>
<p>O jornalista, crítico, pesquisador e historiador do teatro Leidson Ferraz, Doutor em Artes Cênicas pela Unirio, sempre quis escrever sobre os primórdios da crítica teatral no Recife e, graças ao incentivo da Lei Aldir Blanc (LAB/PE), do Governo do Estado de Pernambuco e Governo Federal, o resultado foi o livro-pesquisa “Ponto de Vista: crítica e cena pernambucana”. Nesta quinta-feira (10/07), a partir das 19h, no palco do Teatro de Santa Isabel, ele fará o lançamento da publicação digital gratuita, juntamente com uma palestra onde promete contar e refletir sobre as maiores curiosidades da relação entre as peças apresentadas naquele e em outros palcos, os espectadores do século XIX e início do século XX e a imprensa teatral, tríade que forma um sistema cheio de embates e polêmicas. O evento deveria abrir as comemorações de aniversário dos 175 anos do Teatro de Santa Isabel, no dia 16 de maio último, mas foi adiado em decorrência das fortes chuvas àquela época.</p>
<p>“Ponto de Vista: crítica e cena pernambucana” é fruto de pesquisas por centenas de periódicos, desvelando as primeiras publicações de resenhas críticas voltadas ao teatro nos jornais, inicialmente de autores anônimos (O Kapla, O Espectador, Os R. R., O Sentinela ou O Apreciador do Mérito foram alguns dos pseudônimos utilizados), até àquelas com assinatura de colaboradores ainda no século XIX, como João Ferreira Villela, Antônio Pedro de Figueiredo (que assinava como Abdalah-el-Kratif,) ou Luiz Caetano Pereira Guimarães Júnior (Luciano d’Athayde), ou ainda de jornalistas contratados já nos primeiros anos do século XX, como Manoel Arão, Mário Melo, Samuel Campello e Valdemar de Oliveira.</p>
<p>Mas a obra está bem mais centrada na segunda metade do século XIX, especialmente após a inauguração do Teatro de Santa Isabel em 18 de maio de 1850, com a chegada e permanência das companhias visitantes com peças melodramáticas, como a dos artistas cariocas Germano Francisco de Oliveira e João Caetano dos Santos (o maior astro do teatro brasileiro daqueles tempos), ou de outros nomes menos conhecidos, como o do português radicado no Recife Antônio José Duarte Coimbra, o empresário que mais administrou o Teatro de Santa Isabel.</p>
<p>A explosão dos gêneros ligeiros como a opereta, a mágica e o teatro de revista, substituindo o teatro romântico ou o teatro realista, causou estranhamento na crítica e no público recifense. “Para se ter uma ideia, em 1869, no mesmo ano em que o Teatro de Santa Isabel sofreria um terrível incêndio, pouco antes disso a exibição das primeiras óperas-buffa já havia causado alvoroço naquela casa de espetáculos, com agressões a artistas, quebra pau e presença de polícia para conter os espectadores mais indignados”, lembra o historiador.</p>
<p>São curiosidades como essa que Leidson Ferraz pretende contar ao público que for prestigiar o lançamento de seu mais novo livro- pesquisa, que possui 236 páginas, e ele promete uma noite agradável, com muito bom humor, projeção de imagens raras e histórias que qualquer apaixonado pelo teatro deve conhecer. “A intenção é revelar detalhes dos gêneros teatrais daqueles tempos, o formato dos espetáculos, os artistas de maior destaque, a relação que o público mantinha com o palco e como a imprensa reagia a tudo isso. Os embates de opiniões, claro, foram inevitáveis e a gente vai ver que o passado, às vezes, se assemelha bastante ao presente, claro que cada qual com seu contexto específico”, comenta.</p>
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		<title>Pesquisa artística resgata a resistência de mulheres nos contextos repressivos do passado e do presente</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2025 18:41:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em processo investigativo que dialoga com mulheres das quatro macrorregiões de Pernambuco, com ações no Recife (RMR), Goiana (Zona da Mata), Caruaru (Agreste) e Afogados da Ingazeira (Sertão), o projeto de pesquisa “Com-dor, mas sem medo: mulheres, memória, performance e política”, conduzido pelas artistas e pesquisadoras da dança e da performance Silvia Góes e Roberta [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_117560" aria-labelledby="figcaption_attachment_117560" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Rojas-12122019-103.jpeg"><img class="size-medium wp-image-117560" alt="Foto: divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/Rojas-12122019-103-607x401.jpeg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Performance Rojas aconteceu no Recife-PE</p></div>
<p>Em processo investigativo que dialoga com mulheres das quatro macrorregiões de Pernambuco, com ações no Recife (RMR), Goiana (Zona da Mata), Caruaru (Agreste) e Afogados da Ingazeira (Sertão), o projeto de pesquisa <b>“Com-dor, mas sem medo: mulheres, memória, performance e política”</b>, conduzido pelas artistas e pesquisadoras da dança e da performance <b>Silvia Góes</b> e <b>Roberta Ramos</b>, propõe uma escuta crítica, sensível e performativa das memórias de mulheres que vivenciaram o contexto das ditaduras cívico-militares sul-americanas. A etapa empírica da pesquisa se desenrola ao longo dos meses de maio e junho de 2025, com rodas de conversa, oficinas presenciais e on-line, e a culminância do projeto, que será uma apresentação pública dos resultados, englobando relatos, laboratórios e apresentação de registros em audiovisual, buscando conexões entre a história coletiva e as vivências singulares de mulheres que atravessaram, direta ou indiretamente, os efeitos das ditaduras cívico-militares na América do Sul, orquestradas, por exemplo, pela <b>Operação Condor.</b></p>
<p>O projeto, de natureza <b>prático-teórica e com finalidade artística futura</b>, parte de um marco comum às pesquisadoras Silvia Góes e Roberta Ramos: ambas nasceram em 1975, ano simbólico em que teve início a Operação Condor, intensificou-se a repressão política na América Latina, e ao mesmo tempo emergiram importantes movimentos feministas no Brasil e outros países da América Latina, além da oficialização do Dia Internacional da Mulher pela ONU.</p>
<p>A Operação Condor foi uma aliança repressiva firmada em 1975 entre os Estados Unidos e as ditaduras militares do Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina. O pacto visava a intensificar o controle e a perseguição a grupos e partidos de esquerda nesses países, instaurando um sistema articulado de vigilância, sequestro, tortura e eliminação de opositores. Professores, estudantes, artistas e militantes passaram a ser rotulados como “subversivos” e se tornaram alvos preferenciais do regime. O saldo dessa articulação foi trágico: milhares de mortos e desaparecidos, cujas histórias continuam a ecoar como feridas abertas na memória coletiva latino-americana.</p>
<p>É a partir desse contexto histórico e do entrelaçamento das experiências autobiográficas que o projeto investiga memórias de mulheres, documentos, obras artísticas e experiências afetivas ligadas ao recorte da década de 1970, lançando um olhar contemporâneo, feminista e performativo sobre esse período. Ao final do processo, será produzido e disponibilizado um registro audiovisual que irá sintetizar as vivências, as memórias e as experiências partilhadas ao longo do percurso.</p>
<p>“A nossa pesquisa nasce do desejo de olhar criticamente para o passado a partir do presente que habitamos como mulheres, artistas e pesquisadoras. Ao conectar nossas histórias de vida com as memórias de outras mulheres atravessadas pela ditadura e pela resistência feminista, buscamos construir, através da arte e da escuta, uma historiografia sensível, afetiva e performativa. É um exercício de reencontro com o que fomos e do que ainda podemos ser juntas&#8221;, <b>expressam as artistas e pesquisadoras da dança e da performance Silvia Góes e Roberta Ramos. </b></p>
<p>A pesquisa conta, ainda, com a orientação do professor e diretor de teatro <b>Rodrigo Dourado</b>, que aporta sua experiência em teatro documental, biodrama e estudos de gênero, e com articulação regional de <b>Karuna de Paula</b>, historiadora, pesquisadora e produtora cultural, responsável por estabelecer pontes com mulheres e organizações feministas nas cidades das quatro macrorregiões envolvidas.</p>
<p>As atividades práticas da pesquisa nas cidades da Região Metropolitana do Recife e do Interior de Pernambuco têm parceria com instituições do Recife, sob a coordenação de Karuna de Paula e colaboração de Dani Goberto; de Goiana, com coordenação de Ane Rôse; de Caruaru, conduzida por Raquel Santana; e de Afogados da Ingazeira, com a facilitação de Uilma Queiroz. Mulheres interessadas em participar e se inscrever gratuitamente podem entrar em contato com as pesquisadoras através do e-mail: com.dor.mas.sem.medo@gmail.com.</p>
<p><strong>O calendário de ações inclui:</strong></p>
<p><strong>Rodas de Conversa</strong> com mulheres nascidas na década de 1970, que serão convidadas a compartilhar suas memórias e perspectivas sobre o passado e o presente (dias 03 e 04 de maio, das 10h às 12h);</p>
<p><strong>Oficinas presenciais</strong> com as artistas da dança e pesquisadoras, que funcionarão como espaço para experimentação e partilha de práticas de memória e performance, a partir de laboratórios práticos que foram experimentados pelas pesquisadoras, envolvendo metodologias de improvisação, biodrama, teatro documental e autobiografia (dias 10 e 24 de maio, das 10h às 13h, na UFPE/CAC);</p>
<p><strong>Oficinas on-line</strong> com as artistas da dança e pesquisadoras (11 e 25 de maio, das 10h às 12h);</p>
<p><strong>Apresentações públicas</strong> do resultado da pesquisa e roda de conversa com as artistas e pesquisadoras (dia 14 de junho, em local a ser divulgado em breve, e das 16h às 18h).</p>
<p>As artistas se aprofundam em como o corpo pode ser um território de resistência e reexistência. Silvia Góes, desde sua estreia com “OSSevaO” (2011), explora a relação entre história e biografia em suas criações. Em 2019, apresentou a performance “Eu, tu, elas e Brecht”,<b> </b>que já integrou eventos como o TREMA Festival e a Semana da Luta Antimanicomial. Já Roberta Ramos, professora da UFPE e pesquisadora do Acervo RecorDança, se dedica há mais de uma década ao desenvolvimento de uma historiografia da dança performativa e emancipatória, tendo realizado pós-doutorado em instituições no Brasil e na Europa. Como parte de seus experimentos historiográficos, construiu o solo <i>Brasilogia </i>(2016), com uma discursividade crítica sobre o contexto político brasileiro daquele momento. No Coletivo Lugar Comum, concebeu e fez a dramaturgia, além de compor o elenco, da performance e intervenção urbana <i>Motim </i>(2015), cujo caráter político consistia em defender a importância micropolítica do riso. E, ainda, em uma pesquisa que antecedeu <b>Com-dor, mas sem medo</b>, a artista chegou a apresentar, no Trema! festival, uma palestra-performance intitulada <i>Essa Menina </i>(2021), uma parceria entre o Coletivo Lugar Comum e o Teatro de Fronteira, com direção de Rodrigo Dourado.</p>
<p><b>“Com-dor, mas sem medo: mulheres, memória, performance e política”</b> busca reconstruir narrativas silenciadas, aproximando vozes e histórias de mulheres que viveram ou herdaram os impactos das ditaduras. Através da arte e da escuta, o projeto aposta na força coletiva da memória e da performance em dança como instrumentos de resistência, cuidado e transformação social.</p>
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		<title>Cia de Dança Artefolia apresenta resultado do projeto de memória Corpos Inscritos no Tempo</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 19:21:09 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Cia-Artefolia-_-roda-de-Terreiro-Vanessa-Alcantara-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-114807" alt="Foto: Vanessa Alcântara/ Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Cia-Artefolia-_-roda-de-Terreiro-Vanessa-Alcantara-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Em celebração aos 30 anos de existência, a Cia de Dança Artefolia encerra o ano de 2024 com a apresentação do resultado do projeto de memória Corpos inscritos no Tempo: Cia. Artefolia 30 anos, incentivado pelo Funcultura. No dia 03 de dezembro, às 19 horas, no Muafro &#8211; Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro horas, os artistas-pesquisadores da Companhia e equipe do projeto compartilharão com o público a trajetória do extenso e minucioso trabalho realizado sobre as memórias do grupo na organização do próprio acervo.</p>
<p>O primeiro passo para estruturação do acervo foi a formação de 40h/a sobre história, memória e práticas de acervo, com os pesquisadores Marcelo Sena e Luiz Vinícius. A formação foi fundamental não apenas para o desenvolvimento do projeto, mas também para que todos os envolvidos aprendessem a preservar seus próprios acervos pessoais, podendo, a partir de agora, aplicar métodos adequados de organização e preservação de materiais e documentos acerca das suas trajetórias individuais.</p>
<p>Na residência imersiva, foram mais de 300 documentos físicos manuseados e digitalizados, além de 5 HDs de documentos virtuais, categorizados entre Criações, Projetos, Pesquisas e Outras Ações nas quais a Cia. Artefolia participou. Para além do volume do material, debruçar-se sobre os arquivos oportunizou reflexões sobre o momento histórico em que a Cia está inserida, dentre eles sobre as transformações tecnológicas, que provocaram a transição dos registros impressos para os arquivos digitais. Para a Cia, foi possível observar, como essa passagem impactou a forma de lidar com suas criações e registros, especialmente, refletir sobre a prática de preservação realizada de forma autônoma ao longo desses 30 anos.</p>
<p>A compreensão de que a história da Cia. Artefolia, em grande parte, também a história pessoal e artística de cada um dos artistas-pesquisadores que compõem a equipe do Corpos Inscritos no Tempo, e de tantas outras que também fizeram parte do grupo, potencializa o efeito do projeto. Capilariza-se o conhecimento e reflexão crítica sobre a importância da memória e a salvaguarda das obras artísticas produzidas e do legado que a pedagogia de um grupo em atuação por tanto tempo consegue implementar.</p>
<p>A notoriedade e vanguarda desse projeto está no processo da autogestão das memórias. O grupo como detentor de sua própria história, narrativa e identidade artística, preserva e compartilha as memórias de forma autônoma, em busca de garantir a continuidade e o legado da Artefolia. Realizar este projeto é também afirmação da abordagem colaborativa, coletiva e consciente que a Cia. vem se propondo na construção de sua trajetória. A última etapa do projeto foi a curadoria do material organizado para ser disponibilizado no site da Cia Artefolia. Estão inseridos também materiais com recursos acessíveis produzidos pelo grupo: audiodescrição do layout do site, conteúdos com Audiodescrição, PDFs acessíveis, alguns vídeos com tradução em libras e audiodescrição, imagens com legendas descritivas. Além disso, todos os textos disponibilizados terão tradução em inglês e espanhol. Dessa maneira, o site reafirma-se como fonte de pesquisa e o público interessado pode ter amplo acesso à história e ao legado do grupo, que guarda, em certa medida, parte da história recente da dança no Recife.</p>
<p>Compõem a Cia. Artefolia: Marília Rameh, Anne Costa, Jefferson Figueiredo, Marcela Rabelo, Henrique Braz, Daniel SemSobrenome e Gabriela Carvalho.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>Lançamento do Acervo Corpos Inscritos no Tempo: Cia Artefolia 30 anos</strong><br />
Dia 03 de dezembro (terça), às 19 horas<br />
Local: Sala Naná Vasconcelos, no MUAFRO &#8211; Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro<br />
Endereço: R. Mariz e Barros &#8211; Bairro do Recife.<br />
Entrada gratuita</p>
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		<title>Fundação recebe propostas de prestação de serviço para pesquisa para processo de tombamento</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Sep 2024 15:03:24 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_113590" aria-labelledby="figcaption_attachment_113590" class="wp-caption img-width-582 alignnone" style="width: 582px"><p class="wp-image-credit alignleft">Val Lima/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/4767245281_ae4d2d1d45_o.jpg"><img class="size-medium wp-image-113590" alt="Val Lima/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/09/4767245281_ae4d2d1d45_o-582x486.jpg" width="582" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Conjunto Urbano de Tracunhaém</p></div>
<p>O Governo de Pernambuco, por intermédio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), tornou público edital de licitação de prestação de pesquisa e inventário para registro de bens culturais de natureza material. Com valor máximo estimado em R$ 278.560, a concorrência tem por objetivo atender às demandas da instituição no intuito de produzir a instrução técnica do processo de tombamento dos bens culturais Igreja de São Félix em Orocó; Igreja de São Sebastião em Ouricuri; e Conjunto Urbano de Tracunhaém.</p>
<p>As pesquisas para o tombamento incluem levantamento sistemático de informações relativas aos aspectos histórico-sociais e arquitetônicos, valendo-se de diferentes metodologias e estratégias, visando à produção de dossiê composto de textos analíticos sobre os bens culturais. O edital completo e as condições de participação estão disponíveis <a title="Processo SEI nº 0040300069.001123/2024-06 – Pesquisa e inventário para registro de bens culturais materiais" href="https://www.cultura.pe.gov.br/editais/processo-sei-no-0040300069-0011232024-06-pesquisa-e-inventario-para-registro-de-bens-culturais-materiais/#" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> e no site PE Integrado.</p>
<p>A concorrência eletrônica recebe propostas até as 10h do dia 31 de outubro. Já o início de disputa está marcado para começar, no mesmo dia, às 10h15 (horário de Brasília).</p>
<p>Recomenda-se que as licitantes iniciem a sessão de abertura da licitação com todos os documentos necessários à classificação/habilitação previamente digitalizados.</p>
<p>Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (81) 3183-3032 (pregoeira, agente de contratação/AC II).</p>
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		<title>Relicárias dá nome, corpo e voz às mulheres negras na dança do frevo</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2024 17:37:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Assim como o dicionário formal da língua portuguesa não reconhece a palavra relicária, a história oficial de um dos principais ritmos de Pernambuco, o frevo, não contempla como deveria as mulheres em sua gênese. Pesquisa inédita realizada em Pernambuco começa a tirar da invisibilidade a história de mulheres negras, entre capoeiristas, trabalhadoras, marginalizadas, que viveram [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como o dicionário formal da língua portuguesa não reconhece a palavra relicária, a história oficial de um dos principais ritmos de Pernambuco, o frevo, não contempla como deveria as mulheres em sua gênese. Pesquisa inédita realizada em Pernambuco começa a tirar da invisibilidade a história de mulheres negras, entre capoeiristas, trabalhadoras, marginalizadas, que viveram no Recife na época em que o frevo dava seus primeiros passos e que foram presas simplesmente por dançá-lo na via pública. Os vestígios da presença dessas mulheres emergiram das páginas policiais de jornais do início do século 20 e agora, mais de 100 anos depois, a pesquisa Relicárias: vasculhando e (re)contando histórias de mulheres negras na dança do frevo dá nome, corpo e voz a essas mulheres pioneiras, contemplada com o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). A mostra do processo de pesquisa, em formato de apresentação artística, é apresentada este domingo (26), às 15h, no Paço do Frevo, com entrada gratuita, mediante distribuição de senha, e acessibilidade em libras.</p>
<p>À frente da pesquisa estão as dançarinas e pesquisadoras Rebeca Gondim, Marcela Felipe, Ailce Moreira, Bell Puã e Vanessa Marinho. Nos últimos dois anos elas se debruçaram em textos e imagens sobre o frevo dedicadas a dar vida a mulheres como Olindina Olívia da Conceição e Maria da Hora Tavares, Maria Facão, presas supostamente por cometer delitos como jogar capoeira, embriaguez e por “ouvir música em frente a uma festa privada”. A partir desses vestígios encontrados nos jornais da época, as pesquisadoras buscaram recriar de forma poética as biografias das personagens da vida real recheando com dados históricos, elementos visuais da dança, como figurino e o território onde viveram as personagens, a gestualidade e os passos executados na época, e apresentá-las em carne e osso.</p>
<p>“Além de Olindina e Maria Facão, o público vai conhecer Ana Maria Luiza Tavares da Conceição, Neidinha, uma terceira personagem que é uma junção de várias outras mulheres que apareceram na pesquisa, trabalhadoras da rua, como as quitandeiras, sem ter sequer seus nomes citados”, destaca Rebeca Gondim. Segundo a pesquisadora, uma das partes mais difíceis da pesquisa foi levantar a forma de dançar das antepassadas. “Trabalhamos a imaginação tendo como base os movimentos da capoeira e as experiências corporais de cada uma”, conta.</p>
<div id="attachment_109874" aria-labelledby="figcaption_attachment_109874" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Filipe Gondim/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/bailarinas-Ailce-Moreira-Marcela-Felipe-e-Rebeca-Gondim-foto_-Filipe-Gondim-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-109874" alt="Filipe Gondim/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/05/bailarinas-Ailce-Moreira-Marcela-Felipe-e-Rebeca-Gondim-foto_-Filipe-Gondim-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">As bailarinas Ailce Moreira, Marcela Felipe e Rebeca Gondim</p></div>
<p>A pesquisa foi realizada em três etapas nas quais a equipe aprofundou os conhecimentos em laboratórios de criação conduzidos por artistas e pesquisadores convidados/as. A historiadora Vanessa Marinho foi a responsável pela condução da pesquisa historiográfica; a poeta e escritora Bell Puã conduziu um laboratório de poesia e performance (escrita, corpo e voz); o fotógrafo e artista visual Filipe Gondim e a dançarina e figurinista Maria Agrelli conduziram a oficina para levantamento dos elementos visuais da dança, entre fotografias e figurinos. O grupo também realizou entrevistas com dançarinas de frevo contemporâneas, como Zenaide Bezerra, Lucélia Albuquerque, Geciland Monteiro (Landinha), Valéria Vicente, Dadinha Gomes, Renach Reiva, Francis Souza, Marinez Barbosa e Joelma Evaristo.</p>
<p>Relicárias: vasculhando e (re)contando histórias de mulheres negras na dança do frevo foi contemplado com o Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). Além da mostra pública dos resultados da pesquisa, o projeto deixa como legado um podcast, produzido por Janaína Oliveira, do @negraslinhas, com uma audioconversa sobre o processo da pesquisa e as histórias das mulheres pesquisadas, além de fotocolagens das personagens pesquisadas. Esse material é lançado na próxima sexta-feira (31) no perfil do Instagram (@relicariasdofrevo).</p>
<p><strong>Ficha técnica:</strong></p>
<p>Artistas-pesquisadoras: Ailce Moreira, Bell Puã, Marcela Felipe e Rebeca Gondim<br />
Pesquisadora-historiadora: Vanessa Marinho<br />
Artista, pesquisador-visual e fotógrafo: Filipe Gondim<br />
Produtora e figurinista: Maria Agrelli<br />
Consultora da pesquisa: Ailce Moreira<br />
Gravação e edição do podcast: Janaína Oliveira | podcast Negras Linhas<br />
Intérprete de libras: Joselma Santos e Jéssica Santos<br />
Consultoria de acessibilidade: VouSer Acessibilidade | Andreza Nóbrega<br />
Assessoria de Imprensa: Ana Nogueira</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p><strong>Relicárias: vasculhando e (re)contando histórias de mulheres negras na dança do frevo -</strong> <em>domingo (26), às 15h, no Paço do Frevo (Praça do Arsenal da Marinha, Bairro do Recife). Entrada gratuita (com distribuição de senha) e acessibilidade em libras</em></p>
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