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	<title>Portal Cultura PE &#187; povos indígenas</title>
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		<title>Dia dos Povos indígenas: conheça os saberes e sabores do povo Pankará</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 10:20:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Texto: Igor Gomes O povo pernambucano, como se sabe em todo o Brasil, ostenta sua cultura e seus símbolos de maneira assertiva por onde passa. Mas ainda há muito a se investigar na história do Estado; isso porque tradições inteiras ainda não são registradas para que possam circular de maneira mais ampla para toda a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_123573" aria-labelledby="figcaption_attachment_123573" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome.png"><img class="size-medium wp-image-123573" alt="Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-607x318.png" width="607" height="318" /></a><p class="wp-caption-text">Pão de catolé, mandioca e rosário de catolé</p></div>
<p><em>Texto: Igor Gomes</em></p>
<p>O povo pernambucano, como se sabe em todo o Brasil, ostenta sua cultura e seus símbolos de maneira assertiva por onde passa. Mas ainda há muito a se investigar na história do Estado; isso porque tradições inteiras ainda não são registradas para que possam circular de maneira mais ampla para toda a população. É o caso dos povos indígenas, submetidos a um apagamento sistemático desde o século 16. Uma dessas lacunas relacionadas à cultura indígena na identidade pernambucana vem sendo trabalhada pelo Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará, de Carnaubeira da Penha, Sertão do São Francisco. O projeto incentivado pela Fundarpe através do Funcultura, que vem documentando e resgatando toda a cadeia cultural desse povo indígena, do plantio dos alimentos até a forma de consumi-los.</p>
<p>O projeto foi aprovado no edital Funcultura Geral 2023/2024, na categoria “Patrimônio Cultural” (hoje desmembrada em edital próprio) pela produtora Gato de Gengibre, da pesquisadora Monica Larangeira Jácome. Está em andamento desde 2025 e pode ser prorrogado até 2027. Depois de validado pelo Funcultura (em processos como o de prestação de contas), ele será avaliado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural e pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. As chances de isso acontecer são consistentes, pois a Fundação do Patrimônio Histórico Artístico de Pernambuco (Fundarpe) emitiu parecer preliminar (antes da realização da pesquisa) atestando a importância de se registrar essa cultura alimentar e reconhecê-la como Patrimônio.</p>
<p>“O inventário não abrange apenas as receitas do povo Pankará. A realização dele foi dividida em cinco etapas: a forma de produzir alimentos; as receitas e registro sobre a memória gustativa das pessoas em relação às receitas; o artesanato voltado para a alimentação, com utensílios de barro, de fibra de catolé, palha de coqueiro etc.; os lugares da comida, como casa de farinha, engenho de rapadura, horta e outros; e as celebrações em torno da comida”, resume Monica Jácome. Por demanda do Funcultura, serão produzidos ainda produtos culturais relacionados a esse trabalho, como um documentário curta-metragem e o cadastro dos mestres e mestras relacionados à cultura alimentar Pankará.</p>
<p>Práticas alimentares são parte da cultura humana por envolverem memórias e discursos relacionados à convivência entre as pessoas e aos usos e saberes relacionados à natureza – abrangem, por exemplo, o que pode ou não ser consumido, como se consome um alimento, o que plantar ou criar e como se faz isso em uma determinada localidade. São conhecimentos transmitidos por gerações e que podem sofrer adaptações ao longo do tempo graças a processos históricos; um exemplo são os usos da mandioca, planta nativa da América do Sul largamente usada por povos indígenas e depois pelas demais populações que chegaram ao continente por conta da colonização.</p>
<div id="attachment_123574" aria-labelledby="figcaption_attachment_123574" class="wp-caption img-width-467 alignnone" style="width: 467px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123574" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Monica-Larangeira-Jácome_Divulgação-467x486.jpeg" width="467" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A pesquisador Monica Jácome</p></div>
<p>O reconhecimento da importância do sistema alimentar e culinário Pankará contribui para proteger a diversidade cultural de Pernambuco. “A memória social é seletiva. Na área de gastronomia, quando se pensa em patrimônio alimentar o que se fala são as comidas da casa-grande: bolo de rolo, bolo souza leão e outros. A história de Pernambuco é fruto de uma memória fragmentada. Como é possível falar de bens culturais, de referências históricas, se eles se limitam apenas ao grupo social dominante? O resgate que o inventário faz beneficia todo o Estado porque enriquece a história humana que ocorre aqui”, pontua a pesquisadora.</p>
<p>O Inventário Participativo do Sistema Alimentar e Culinário do Povo Pankará é coletivo e envolve a comunidade. Entre os integrantes indígenas estão cinco bolsistas e uma produtora, afora toda a participação da comunidade na finalização de cada etapa. “Houve também uma oficina para que fosse elaborado um protocolo de consulta e consentimento, com normas para regrar as relações do povo Pankará com os não indígenas envolvidos no projeto e com o Estado. Ao final de cada fase, há uma prestação de contas para que se discuta e decida os próximos passos”, afirma a pesquisadora. Os bolsistas farão uma oficina de audiovisual para criar o roteiro do curta-metragem que será entregue com a pesquisa.</p>
<p>“O projeto do inventário veio pra nos fortalecer ainda mais dentro das nossas tradições. E o que não pode faltar, que os nossos antepassados sempre recomendam, os nossos mais velhos, é o respeito, a valorização, a tradição do nosso povo. Para nós, não é simplesmente um inventário alimentar e culinário; é um inventário de saber, de tradição, de cultura, de resistência, mesmo”, afirma a cacica Dorinha, liderança do povo Pankará. Segundo a cacica Dorinha, o projeto trabalha diversos elementos da cultura Pankará, “como cultivar o alimento, como retirar o alimento e como preparar. Esses modos são praticados pelos nossos antepassados, e são levados para nossos jovens, nossas crianças, para que eles possam dar continuidade a esses saberes tradicionais. Também trabalhamos como manejar a terra, também, nós manipulamos ela através dos saberes dos nossos mais velhos, e isso nos fortalece”.</p>
<div id="attachment_123575" aria-labelledby="figcaption_attachment_123575" class="wp-caption img-width-364 alignnone" style="width: 364px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé.jpeg"><img class="size-medium wp-image-123575" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Dona-Vanja-prepara-farofa-de-catolé-364x486.jpeg" width="364" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Vanja, do povo Pakará, prepara farofa de catolé</p></div>
<p><strong>HERANÇAS GASTRONÔMICAS E CULTURAIS</strong> – O complexo sistema dos alimentos na cultura Pankará abrange uma série de saberes que alcançam, inclusive, os não indígenas. Monica Jácome lembra que o coco catolé, por exemplo, é usado por não indígenas de diversas formas, entre elas como petisco para se tomar com cerveja. “Os indígenas fazem um rosário, em que os coquinhos são unidos por um fio e vendidos para serem consumidos”, cita. A lista de elementos envolvidos no cadeia gastronômica Pankará é grande. Eis alguns exemplos:</p>
<p>Catolé, mandioca, milho, feijão andu, fava, feijão de arranca, inhame, mucunã, batata-doce, jerimum; acerola, banana, abacate, jaca, manga, goiaba, cana-de-açúcar, mel de abelha, café, mamão, caju, murici, pinha, maracujá, favela, gergelim, batata de macambira, imbu, jaca, colorau; as carnes de caça como preá, mocó, punaré, tatu, peba, veado, gato do mato, cambamba, tamanduá, juriti, codorniz, jacu, teiú, camaleão; as carnes de criação como galinha, porco, vaca, cabra; pão de catolé, catolé cozido, bró de catolé, farofa de catolé, massa, goma e farinha de mandioca, beiju na pedra, bolo de macaxeira, licores, doces e geleias de frutas, imbuzada, doce de cafofa de imbu, doce de facheiro, doce de coroa de frade, xeléu cozido, café morto no pau, queijo de coalho, rapadura, mel de cana, fubá e farinha de milho, milho assado e cozido, bolo de milho, feijão cozinhado, baião de dois, munguzá de feijão, angu da agonia (angu de feijão), café de feijão andu, Rubacão de fava, mingau de mucunã, farofa de murici, fubá da castanha de caju, fubá doce de favela, fubá de gergelim, lambedores, chás de ervas, xaropes e garrafadas; engenhos de farinha, engenho de cana-de-açúcar, fogões à lenha, moendas de milho, pilões de madeira; artesanato culinário barro (o caco, a cuscuzeira|), madeira e fibras naturais (os abanadores do fago, as cestas); a dança do toré nas celebrações da Semana dos Povos Indígenas; a Feira de Cultura Pankará, todo mês de maio; os festejos em comemoração a São Gonçalo; a Novena de Nossa Senhora nas aldeias Jardim e Ladeira.</p>
<p>Em Pernambuco, as manifestações de influência indígena vão além da gastronomia. Entre as manifestações culturais que tem direta herança dos povos originários temos o caboclinho, maracatu rural, coco, ciranda, além do artesanato com os usos da macaxeira, do barro e de fibras vegetais, por exemplo. É uma matriz existencial fundamental para o povo pernambucano, cuja cultura vem sendo reconhecida pelo Governo do Estado por meio da Fundarpe, que dispõe dos títulos de Patrimônio Vivo e da abertura de linhas de fomento que sejam abrangentes a ponto de abarcar projetos. No primeiro caso, já foram reconhecidas agremiações como os caboclinhos Sete Flexas (Recife), União Sete Flexas (Goiana), os dois Canindé (Recife e Goiana), Caheté (Goiana) e Tribo Indígena Carijó (Goiana). Também as Cantadeiras do Povo Indígena Pankararu detêm o título. O título abrange pessoas (mestres) e grupos, e o concurso para eleger os novos Patrimônios Vivos do Estado segue aberto até o dia 30 de abril.</p>
<p>No segundo caso, os editais do Funcultura abarcam diversas linguagens artísticas em iniciativas diversas (apresentação, pesquisa, oficina, produção de conteúdos, entre outros). Dos editais abertos, o Funcultura Música é destinado a toda cadeia sonora (produção, pesquisa e afins), e segue aberto até 30 de abril. Já o Funcultura Geral abrange manifestações de dança, literatura, artes visuais, teatro, circo e outras linguagens. O Funcultura Patrimônio Cultural, por sua vez, possui linhas específicas para pesquisas, produção de conteúdo e ações de salvaguarda em gastronomia em outras manifestações culturais. As inscrições para os Funculturas Geral e Patrimônio Cultural seguem abertas até o dia 13 de maio.</p>
<div id="attachment_123576" aria-labelledby="figcaption_attachment_123576" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife.jpg"><img class="size-medium wp-image-123576" alt="Foto: Costa Neto/ Acervo Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/04/Caboclinho-Sete-Flechas-do-Recife-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Caboclinho Sete Flechas do Recife, Patrimônio Vivo</p></div>
<p><strong>O POVO PANKARÁ</strong> – Segundo dados estatísticos do site Terras Indígenas do Brasil (terrasindigenas.org.br), a Terra Indígena Pankará da Serra do Arapuá, demarcada em 2025 e localizada no município de Carnaubeira da Penha (Sertão do São Francisco), tem população de quase 3 mil pessoas. São 52 aldeias em cerca de 15 mil hectares. A agricultura de subsistência é a base da economia alimentar desse povo, em especial os cultivos de milho, macaxeira e feijão. As origens remontam ao povo Atikum e a remanescentes quilombolas na região, e o nome “Pankará” só passa a ser usado como autodenominação no começo dos anos 2000. “O nome ‘Pankará’ veio do costume de usarmos pakaiá, que é o fumo, e também de urá, que vem do mangará da bananeira. A gente era conhecido como ‘os índios da Serra do Arapuá’, os ‘caboclos da Serra do Arapuá’. Em 2003, fomos reconhecidos como povo Pankará. O nome veio através dos saberes das Forças Encantadas, que me apresentaram esse nome de ‘Pankará’”, explica a cacica Dorinha.</p>
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		<title>Governo de Pernambuco promove seminário &#8220;Povos Indígenas em Pernambuco e as Políticas Estaduais&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 13:49:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção da Violência (SJDH) tem a honra de convidar todas as pessoas interessadas a participarem do seminário &#8220;Povos Indígenas em Pernambuco e as Políticas Estaduais&#8221;, que será realizado no dia 30 de abril de 2025, das 9h às 12h, no Auditório da Biblioteca Central do Estado, sito: Rua [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/WhatsApp-Image-2025-04-29-at-10.39.10.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-117621" alt="WhatsApp Image 2025-04-29 at 10.39.10" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/04/WhatsApp-Image-2025-04-29-at-10.39.10-388x486.jpeg" width="388" height="486" /></a></p>
<p>A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção da Violência (SJDH) tem a honra de convidar todas as pessoas interessadas a participarem do seminário &#8220;Povos Indígenas em Pernambuco e as Políticas Estaduais&#8221;, que será realizado no dia 30 de abril de 2025, das 9h às 12h, no Auditório da Biblioteca Central do Estado, sito: Rua João Lira, 168, Santo Amaro &#8211; Recife.</p>
<p>Este evento é uma oportunidade ímpar para aprofundarmos o diálogo sobre as políticas étnico-raciais em nosso estado, com foco nos desafios e avanços nas áreas de educação e saúde, com foco nos povos indígenas. Contaremos com a presença de gestores indígenas (como expositores) e mediação da equipe da SJDH, que trarão reflexões essenciais para a qualificação de ações das politicas públicas.</p>
<p>Esse evento tem por objetivo fortalecermos a articulação entre as secretarias estaduais, pesquisadores/as da academia e a sociedade civil, além de ser um momento de reflexão sobre temas urgentes para a garantia de direitos das populações ético-raciais em Pernambuco. Inscrições <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScpj7f18PlMVzuhEiirIvtEZGupRV9QekOCQXFsZ80nGRcVVA/viewform" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><strong>Programação:</strong><br />
8h às 9h: Credenciamento e café de boas-vindas<br />
9h às 9h30: Mesa de Abertura com representantes da SJDH<br />
9h30 às 11h15: Mesas temáticas sobre educação e saúde indígena (Valdemir Pipipã e Eduardo Bezerra), com espaço para debate<br />
11h30: Encerramento</p>
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		<title>Mepe celebra o Dia dos Povos Indígenas com seminário nesta quinta (20)</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 18:48:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda Cultura.PE]]></category>
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		<description><![CDATA[O Dia dos Povos Indígenas, celebrado nesta quarta (19), é um marco na memória do Brasil. A data lembra que é preciso, cada vez mais, estimular o conhecimento sobre os povos originários do país que, por tantos anos, foram invisibilizados. Seguindo o propósito de promover o debate e a pesquisa a respeito do tema, o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/Snapinsta.app_341582042_584023060155297_4190047541796652941_n_1080.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-100668" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/Snapinsta.app_341582042_584023060155297_4190047541796652941_n_1080-488x486.jpg" width="488" height="486" /></a></p>
<p dir="ltr">O Dia dos Povos Indígenas, celebrado nesta quarta (19), é um marco na memória do Brasil. A data lembra que é preciso, cada vez mais, estimular o conhecimento sobre os povos originários do país que, por tantos anos, foram invisibilizados. Seguindo o propósito de promover o debate e a pesquisa a respeito do tema, o Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) realiza nesta quinta (20) o seminário “Coleções indígenas, objetos etnográficos e práticas xamânicas”, das 15h às 17h, reunindo os pesquisadores Iran Xukuru e Renato Athias.</p>
<p>“No âmbito das celebrações do Abril Indígena, queremos lembrar os povos indígenas no Brasil de uma maneira bem significativa, através dos objetos que fazem parte da Coleção Etnográfica Carlos Estevão de Oliveira do MEPE.  Muitos desses objetos são únicos, fizeram parte de cerimônias e de uma concepção xamânica. O foco do seminário vai ser justamente na relação desses objetos com as práticas ritualísticas”, detalha Renato Athias, professor e coordenador do Núcleo de Estudo e Pesquisa Sobre Etnicidade, Nepe, da UFPE.</p>
<p>O seminário será dividido em duas partes, sendo iniciado com uma visita guiada pela exposição &#8220;Pernambuco Território de um Povo&#8221;. Em seguida, haverá uma palestra ministrada pelo agrônomo e intelectual Iran Xukuru, com um debate mediado pelo prof. Renato Athias. “O que significam esses objetos nesse conhecimento de mundo dentro da perspectiva Xukuru? Vamos abordar esse questionamento e aprofundar o debate a partir desse olhar”, pontua o pesquisador.</p>
<p>Para participar do seminário, basta se inscrever gratuitamente através <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeog3MGH-PYrlCFgRab7NGghlSyucuIJ35p8bgcUSdMfpzgVA/viewform" target="_blank">deste formulário</a>.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<strong>Seminário  “Coleções indígenas, objetos etnográficos e práticas xamânicas”</strong><br />
Quando: 20 de abril de 2023, das 15h às 17h<br />
Onde: MEPE (Avenida Rui Barbosa, Graças, Recife)<br />
Mais informações:  (81) 3184-3174 ou pelo email comunicacao.mepe@gmail.com</p>
<p>&nbsp;</p>
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