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	<title>Portal Cultura PE &#187; produção</title>
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		<title>Desfile de moda celebra conclusão do projeto Novos Produtores de Cadu Sales</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 17:07:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Faculdade Senac Pernambuco é palco de um desfile de moda aberto ao público, nesta quarta-feira (21). O evento, realizado no Dia Internacional da Moda, com entrada franca, marca a conclusão do projeto Novos Produtores, idealizado pelo produtor de moda e styling Cadu Sales que conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Faculdade Senac Pernambuco é palco de um desfile de moda aberto ao público, nesta quarta-feira (21). O evento, realizado no Dia Internacional da Moda, com entrada franca, marca a conclusão do projeto Novos Produtores, idealizado pelo produtor de moda e styling Cadu Sales que conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio de recursos do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) e apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O desfile acontece na área de convivência da faculdade, no 6º andar. O evento é gratuito.</p>
<p>O projeto foi responsável por preparar novos talentos para o mercado oferecendo uma experiência prática única em três módulos: Produção de Editorial, Produção de Fashion Film e Produção de Desfile.</p>
<p>“A ideia de realizar esse projeto parte da necessidade de oferecer uma formação complementar em produção de moda para alunos do nosso Estado formando para o mercado de trabalho novos profissionais, que saem desse curso com um portfólio robusto e prático. É muito significativo. Estarmos concluindo essa vivência no Dia Internacional da Moda”, afirmou o idealizador Cadu Sales.</p>
<p>Durante o projeto, sob coordenação de Cadu Sales, os alunos puderam vivenciar a rotina de profissionais pernambucanos da área, como o figurinista Álamo Bandeira, o maquiador Laércio AZ e o fotógrafo Ravaneli Mesquitta (Ravmes) no módulo de Editorial; a stylist Camila Ferza, o maquiador Raphael Ramos e o videomaker Carlos Linz, no módulo de Fashion Film; e o diretor criativo Nestor Mádenes e o maquiador Lucas Menezes, no módulo de Desfile.</p>
<p>Para Sofia Lira, uma das alunas participantes, a experiência foi transformadora. “O curso Novos Produtores tem sido uma verdadeira virada de chave para mim. A oportunidade de trabalhar com grandes nomes da moda, que eu sempre admirei de longe, me cativou desde o início. Cada aula me dá mais clareza sobre o que significa uma produção de moda de verdade alimentando minha paixão por essa arte. Saio daqui mais confiante e pronta para transformar conceitos criativos em realidade”, pontuou.</p>
<p><strong>O IDEALIZADOR -</strong> Pós-graduado em produção de moda e styling, Cadu Sales é produtor de moda, curador, figurinista e pesquisador. Em sua trajetória acadêmica desenvolveu a pesquisa Moda Espetáculo, que estabelece relações entre moda e teatro. Recentemente realizou a performance de moda Pernambuco Estampado, dentro da programação do Festival Pernambuco Meu País, em Pesqueira (Agreste), onde o público pôde carimbar seu figurino criando assim a estampa desejada.</p>
<p>Cadu também representou a moda pernambucana na 4° Conferência Nacional de Cultura, realizada este ano em Brasília, e foi curador de moda na 24ª Feira Nacional de Negócios de Artesanato (Fenearte), em que foi responsável por selecionar os expositores de moda. Além disso, atua como conselheiro no Conselho Municipal de Design do Recife e no Conselho Estadual de Política Cultural de Pernambuco (CEPC-PE).</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço:</strong></span></p>
<p><strong>Desfile de conclusão do curso Novos Produtores -</strong> <em>quarta-feira (21), a partir das 17h, na área de convivência da Faculdade Senac Pernambuco (Rua Marquês do Pombal, nº 57, 6º andar, bairro Santo Amaro, Recife-PE). Acesso gratuitao</em></p>
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		<title>Objetos em cena: cinema pernambucano estreita parcerias com o mercado de coleções e antiguidades</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2016 15:37:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tiago Montenegro Encontrar objetos que ajudem a contar uma história, a apresentar uma personagem, a enriquecer uma narrativa. São algumas das missões da área de produção de objetos que, na cadeia do audiovisual pernambucano, conta com aliados apaixonados por relíquias, móveis ou peças de decoração que guardam a estética de um determinado momento histórico e, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Tiago Montenegro </em></p>
<p>Encontrar objetos que ajudem a contar uma história, a apresentar uma personagem, a enriquecer uma narrativa. São algumas das missões da área de produção de objetos que, na cadeia do audiovisual pernambucano, conta com aliados apaixonados por relíquias, móveis ou peças de decoração que guardam a estética de um determinado momento histórico e, em muitos casos, também memórias afetivas e familiares: os colecionadores e proprietários de lojas de antiguidades.</p>
<div id="attachment_43321" aria-labelledby="figcaption_attachment_43321" class="wp-caption img-width-599 alignnone" style="width: 599px"><p class="wp-image-credit alignleft">Still/Aquarius</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/aquarius.png"><img class="size-full wp-image-43321" alt="Still/Aquarius" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/aquarius.png" width="599" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">Sala do apartamento de Clara, personagem de Sonia Braga em Aquarius</p></div>
<p>No mais recente filme do diretor recifense Kleber Mendonça Filho, o longa-metragem <em>Aquarius</em>, um pesadelo leva a protagonista Clara (Sônia Braga) a “reencontrar” Juvenita (Andrea Rosa), uma antiga empregada doméstica que fora dispensada do serviço após roubar joias da família. A caixa de joias em madeira marchetada, estilo anos 1950, é uma das peças do acervo de Marília Benevides, do <em>Bons Tempos Antiquário</em>, no Recife. Já uma poltrona utilizada por Clara e que remete à década de 1980, integra a coleção do artista plástico Manuca Vieira, que também alugou a peça para a produção do filme.</p>
<div id="attachment_43322" aria-labelledby="figcaption_attachment_43322" class="wp-caption img-width-607 alignright" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/gabi-miranda.jpg"><img class="size-medium wp-image-43322" alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/gabi-miranda-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A produtora Gabriela Miranda, que integrou a equipe de arte do longa</p></div>
<p>&#8220;A ideia de conforto precisava estar muito evidente no apartamento de Clara, acho que a equipe de arte conseguiu fazer isso, foi maravilhoso descobrir essa época”, conta Gabriela Miranda, produtora de objetos de <em>Aquarius</em>, cuja direção de arte é assinada por Thales Junqueira e Juliano Dornelles.</p>
<p>Sobre o caminho usual desse tipo de produção, Gabriela explica que “começa com apresentação do universo do filme, visitas a locações, produção de levantamentos que baseiam um projeto inicial de intervenções cenográficas”. A partir daí, é realizada a pesquisa de referências sobre os objetos que vão compor os espaços. “Aqui no Recife ainda não existem acervos dedicados ao aluguel de peças para cenografia, então a gente recorre a colecionadores, a pessoas que tem o perfil parecido com determinado personagem e que podem ter aquele objeto ou, no caso de peças mais raras, buscamos os antiquários”, complementa.</p>
<p>Em <em>Aquarius</em>, obras de arte contemporânea também contribuíram para apresentar o universo de Clara. “O contato com artesãos e artistas plásticos pernambucanos que emprestaram algumas de suas obras fez muita diferença”, destaca Gabriela, agradecendo a artistas como Tiago Amorim, José Patrício, Rinaldo e Joelson Gomes.</p>
<div id="attachment_43323" aria-labelledby="figcaption_attachment_43323" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/P8030565.jpg"><img class="size-medium wp-image-43323" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/P8030565-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Criação em cerâmica e luminária foram emprestadas pelo artista plástico Joelson Gomes</p></div>
<p><b>Parceiros do cinema</b></p>
<p>Há dez anos, em uma das ruas mais boêmias do Recife &#8211; a Mamede Simões -, resiste, exuberante, o Bons Tempos Antiquário. “Meu pai sempre foi um colecionador apaixonado, nossa casa parecia um museu e eu gostava muito daquele clima. Nossa ideia sempre foi atrair também um público jovem, que não frequentava o ambiente de feiras, mas que pudesse se sentir acolhido e capaz de adquirir uma antiguidade”, conta Marília Benevides que, ao lado do pai, Carlos Benevides, administra o empreendimento.</p>
<div id="attachment_43304" aria-labelledby="figcaption_attachment_43304" class="wp-caption img-width-440 alignright" style="width: 440px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/marilia-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-43304" alt="Luiz" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/marilia-2-440x486.jpg" width="440" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Marília apresenta a caixa de joias marchetada dos anos 1950, também utilizada em Aquarius</p></div>
<p>Com mais de 2 mil objetos à venda, entre bibelôs de porcelana, louças Baccarat, peças decorativas do movimento <i>art nouveau</i> e móveis de diferentes épocas e estilos, o antiquário também passou a prestar o serviço de locação para projetos cinematográficos, atendendo a uma demanda que, segundo Marília, tem crescido nos últimos anos. “Vejo isso como um reflexo do aumento na produção de cinema aqui em Pernambuco. Particularmente, gosto muito de trabalhar com o pessoal (do cinema), me sinto lisonjeada em contribuir de alguma forma com esse momento, ver uma peça nossa associada a um filme como <em>Aquarius</em> é muito bacana”, comenta.</p>
<p>Uma satisfação que o artista plástico Manuca Vieira também sente. Colecionador desde os anos 1960, trabalha com antiquário e garimpo de peças desde 1988, focando em móveis, lustres e objetos de uso pessoal que datam a partir do início do século XX. Há dez anos, também está inserido na cadeia do audiovisual no estado. “É muito interessante, uma área do mercado muito agradável. É fantástico poder colaborar com projetos de cinema, pois vejo como uma maneira de fomento à cultura, sinto prazer e orgulho ao ver uma peça que amealhei há quinze anos participando de um filme com projeção internacional”, revela Manuca, referindo-se à poltrona com puff maralunga alugada para <em>Aquariu</em>s.</p>
<div id="attachment_43305" aria-labelledby="figcaption_attachment_43305" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/MANUCA1.jpg"><img class="size-medium wp-image-43305" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/MANUCA1-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O artista plástico Manuca Vieira e a poltrona alugada para o filme</p></div>
<p>Para os diversos agentes desta área, a formalização das parcerias é um caminho importante. “As produções aqui em Recife são sempre muito difíceis, nem todo mundo quer locar, até pelo risco de perda ou quebra de uma peça, por isso é importante fazer um contrato, combinar prazos de entrega, alimentar uma relação de confiança entre as partes”, destaca Marília, revelando ainda o desejo de “ter um fluxo intenso de locação e uma organização mais segmentada e datada das peças, com o objetivo de cooperar ainda mais com o trabalho de diretores e produtores de arte”.</p>
<p><b>Tudo tem história</b></p>
<p>Gerenciar um negócio que preserva a história dos objetos e considera aspectos simbólicos e de afeto. Característica comum aos personagens desta reportagem e um sonho que João Cerqueira também vem realizando há pouco mais de dois anos. À frente da Pepita Garimpo, o jovem de 28 anos, criado em um ambiente cercado por coisas antigas, encontrou no trabalho de garimpar e vender peças raras uma forma de canalizar o vício de colecionar objetos.</p>
<div id="attachment_43308" aria-labelledby="figcaption_attachment_43308" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/PEPITA-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-43308" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/PEPITA-2-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">João Cerqueira e alguns objetos do acervo da Pepita Garimpo</p></div>
<p>“As compras passaram a ter outro significado, busco conhecer a história das peças, marcas, referências estéticas, compro objetos com os quais me identifico, que possuem um valor afetivo para mim e para os outros”, conta.</p>
<p>Frequentador de antiquários desde os 14 anos de idade, João ainda não possui um espaço físico próprio para comercialização de suas peças. Participa de bazares coletivos e conta com a atualização constante de perfis em redes sociais para manter a relação com clientes e praticar a “ideia de preço justo”, que orienta o empreendimento. “Se eu não puder vender por um preço justo, eu nem compro. Meu garimpo é mais focado em coisas úteis, de escritório, rádio, televisão, câmeras fotográficas, coisas que eu sei que os antigos proprietários usaram e que outras pessoas vão poder usar novamente, não apenas ter, possuir o objeto”.</p>
<p>Para manter o acervo renovado, que atualmente conta com cerca de 400 peças, vale fazer viagens pelo país, especialmente para cidades como Belo Horizonte, e alimentar uma boa rede de relações. “Compro muito pouco pela internet, gosto de tocar antes, reparar em arranhões, nas marcas do tempo, é muito comum também a indicação para avaliar heranças”, comenta João.</p>
<p>Sobre o perfil da clientela no Recife, João destaca a procura por peças kitsch, “bem casa de vó”, e aponta para o aumento nas vendas, mesmo em um cenário de recessão econômica: “de uma maneira geral, o mercado ainda tem muita resistência pra absorver a atividade, mas tem crescido o número de pessoas interessadas, que valorizam a antiguidade porque se lembram de uma história marcante ou de alguém e isso é o que a gente quer, incentivar essas lembranças”.</p>
<p><b>Conheça melhor:</b></p>
<p><b>BONS TEMPOS ANTIQUÁRIO<br />
</b></p>
<div id="attachment_43306" aria-labelledby="figcaption_attachment_43306" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/MARILIA-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-43306" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/MARILIA-2-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Marília Benevides administra o espaço, integrado ao cotidiano da área central do Recife</p></div>
<p>Rua Mamede Simões, 144, loja 02 / Boa Vista – Recife | (81) 3222.7944<br />
Perfil no Instagram: @bonstemposantique<br />
<a href="https://www.facebook.com/BONS-Tempos-Antiqu%C3%A1rio-160248434131534/?fref=ts" target="_blank"><strong>Página no Facebook</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PEPITA GARIMPO<br />
</strong></p>
<div id="attachment_43307" aria-labelledby="figcaption_attachment_43307" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/PEPITA-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-43307" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/PEPITA-1-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Pratos e outros objetos de decoração também integram o acervo da Pepita</p></div>
<p>João Cerqueira<br />
Instagram: @pepitagarimpo<br />
<strong><a href="https://www.facebook.com/pepitagarimpo/" target="_blank">Página no Facebook<br />
</a></strong>Algumas peças à disposição na Me Poupe Loja Colaborativa (Rua Conselheiro Portela, 417 &#8211; Espinheiro/Recife)</p>
<p><strong>MANUCA VIEIRA<br />
</strong></p>
<div id="attachment_43309" aria-labelledby="figcaption_attachment_43309" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/MANUCA-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-43309" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/MANUCA-2-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Colecionador de arte, escultor e artista plástico com obras espalhadas por diversos países. Locação de peças para decoração e projetos artísticos.</p></div>
<p>Contato: (81) 9.9757-2291</p>
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		<title>Com que roupa eu vou para o arraial que você me convidou?</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2015 12:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que as quadrilhas trazem beleza, cores e tradição às festas do ciclo junino, todo mundo sabe. Mas é de se imaginar o esforço que dá organizar, produzir e coreografar esse verdadeiro espetáculo que enche de alegria os arraiais pelo Nordeste. Um trabalho coletivo, que envolve centenas de integrantes, repertórios que vão desde o xote ao [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Que as quadrilhas trazem beleza, cores e tradição às festas do ciclo junino, todo mundo sabe. Mas é de se imaginar o esforço que dá organizar, produzir e coreografar esse verdadeiro espetáculo que enche de alegria os arraiais pelo Nordeste. Um trabalho coletivo, que envolve centenas de integrantes, repertórios que vão desde o xote ao baião, coreografias e figurinos. Este último quesito, então, com o passar dos anos, tem merecido a atenção do público e atraído um olhar especial dos jurados dos maiores festivais do gênero.</p>
<p>Para conhecer mais de perto os processos de criação e produção dos figurinos, assim como os artistas e personagens que mantêm viva esta tradição, o repórter <a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a> mergulhou no universo de uma típica quadrilha junina recifense. A reportagem é a primeira de uma série especial que o <strong>Portal Cultura.PE</strong> vai seguir apresentando neste mês sobre o Ciclo Junino em Pernambuco.</p>
<div id="attachment_26040" aria-labelledby="figcaption_attachment_26040" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Andréa Rêgo Barros/PCR</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/arraial_Sao_pedro_recife06102014_0020-1024x682.jpg"><img class="size-medium wp-image-26040" alt="Andréa Rêgo Barros/PCR " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/arraial_Sao_pedro_recife06102014_0020-1024x682-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O <strong>Cultura.PE</strong> conheceu o processo de produção/criação dos figurinos da quadrilha Junina Tradição</p></div>
<p>Seja retratando os típicos personagens do sertão ou trazendo o que há de mais contemporâneo, é o figurino que ajuda a contar a história da quadrilha e que dá vida às apresentações, entrando no imaginário de crianças e adultos de todas as idades. Embora o considere como um elemento importante na composição de uma quadrilha, o pesquisador <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4214321Y0"><b>Mário Ribeiro</b></a> &#8211; que durante anos organizou o Festival Pernambucano de Quadrilhas Juninas, da Prefeitura do Recife, e atualmente é o coordenador de Conteúdo do Cais do Sertão &#8211; ressalta que o figurino deve estar articulado ao tema proposto pela quadrilha e possuir uma funcionalidade.<em> “Ele [o figurino] não fala por si só. Depende do corpo que dará vida a ele no arraial, e depende também da articulação com o tema. O figurino deve ser funcional, literalmente. Ele pode ser luxuosíssimo, mas a dama não consegue executar um passo perfeitamente. Outros, com menos pompa, mas completamente de acordo com o tema, pode contribuir para a conquista do título pelo grupo”</em>, disse.</p>
<div id="attachment_26041" aria-labelledby="figcaption_attachment_26041" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Clélio Tomaz/ExclusivaBR!</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Mario-Ribeiro-2-foto-de-Clelio-Tomaz-ExclusivaBR.jpg"><img class="size-medium wp-image-26041" alt="Clélio Tomaz/ExclusivaBR!" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Mario-Ribeiro-2-foto-de-Clelio-Tomaz-ExclusivaBR-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Pesquisador das tradicionais festas juninas na capital pernambucana, Mário Ribeiro afirma que as quadrilhas passaram por uma série de transformações nos últimos anos</p></div>
<p>Doutor em História pela UFPE, com uma tese sobre as festas juninas no Recife, Ribeiro fez, em 2010, um apanhado histórico de mais de 40 grupos pernambucanos para o livro <em><a href="http://www.recife.pe.gov.br/noticias/arquivos/2590.pdf"><b>Nos Arraiais da Memória</b></a></em>. Nas páginas da publicação, é possível perceber as transformações pelas quais as quadrilhas passaram ao longo dos anos e que, segundo o autor, é um processo natural para manutenção dos grupos. <em>“Como toda forma de expressão, as quadrilhas juninas são bens vivos, dinâmicos, que se transformam para atender às necessidades de quem faz. Neste sentido, os temas e os figurinos se transmutam a fim de dialogar com os contextos específicos que vão surgindo com o passar do tempo. Os jovens que fazem quadrilhas hoje, não são os mesmos jovens que fizeram nos anos 60 e 70. Os grupos transformam-se para sobreviver no tempo. Esse é um processo natural quando tratamos de cultura. A quadrilha é um canal através do qual os quadrilheiros se comunicam com o mundo, fala das suas concepções, de seus valores”</em>, comentou.</p>
<p>Em relação à díade quadrilha tradicional <i>versus</i> quadrilha estilizada, o pesquisador é categórico ao afirmar que, ao menos no Recife, existe espaço e público para as duas modalidades. <em>“A discussão aqui na cidade já avançou bastante sobre isso. Era forte esse debate até o início dos anos 2000, mas depois já passamos para outro ponto. O novo estilo de fazer quadrilha vai englobar uma série de elementos do período anterior. Até mesmo o emprego do adjetivo ‘tradicional’ só vai surgir, justamente, quando as estilizadas começam a conquistar a preferência dos quadrilheiros. Esse novo modo irá trazer mais brilho nas roupas, movimentos mais acelerados, trilha sonora que foge das marchinhas juninas, uma proposta de casamento mais audacioso, não obedecendo ao modelo padrão de família tradicional que estamos acostumados a ver. Apesar de termos essas diferenças, os grupos continuarão comemorando o casamento, continuarão dançando em pares, executando movimentos como anarriê, grande roda, entre outros passos, mas só que agora eles são recriados”</em>, contou.</p>
<p>Essa evolução, tanto no figurino dos dançarinos quanto nos temas das quadrilhas, pode ser observada em grupos, como o da <a href="https://www.facebook.com/juninatradicaope?fref=ts" target="_blank"><strong>Junina Tradição</strong> </a>(JT), do Morro da Conceição. Fruto de uma dissidência da <a href="https://www.facebook.com/quadrilhaorigem.nordestina.7?fref=ts" target="_blank"><strong>Origem Nordestina</strong></a>, pertencente ao mesmo bairro, a Tradição foi criada em 2004 por um grupo de quatro amigos: Fabiano Ferreira, Maurício Francisco, Ademário Ferreira (Xoxo) e Jimmy Glauber. Com o apoio dos primos Joselito Costa (atual presidente da JT) e Perácio Jr., e dos vizinhos Gildo Alencar, Anderson Gomes, Cleyton Santos (Buda), Sandro Sá, Diogo Luís, Adeilda Souza (Tetei) e Maria Lúcia (Nena), e a experiência anterior adquirida na Origem, o grupo, desde então, vem se sagrando como uma das quadrilhas mais premiadas de nosso Estado, graças à sua originalidade e capacidade de ousar.</p>
<div id="attachment_26072" aria-labelledby="figcaption_attachment_26072" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Andréa Rêgo Barros/PCR</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/arraial_Sao_pedro_recife06102014_0010-1024x682.jpg"><img class="size-medium wp-image-26072" alt="Andréa Rêgo Barros/PCR" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/arraial_Sao_pedro_recife06102014_0010-1024x682-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A Junina Tradição é um dos grupos que mais faturam prêmios em nosso Estado</p></div>
<p><em>&#8220;É possível transformar a apresentação de uma quadrilha em um verdadeiro espetáculo cênico, com inovação e sem ser repetitivo. Gosto de provocar o público que nos assiste. Já tratamos de temas como o casamento <a href="https://www.google.com.br/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0CB0QtwIwAGoVChMIy-DktOuHxgIVuCWMCh0_WAuY&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D6HWb2ZcY8I4&amp;ei=gpl5VcuXBbjLsAS_sK3ACQ&amp;usg=AFQjCNFKSedgEy91SMz_G6h_C8BkPKiQHQ&amp;sig2=IIUuN2RjH7Ddc-otcjFTJQ&amp;bvm=bv.95277229,d.cWc" target="_blank"><strong>homoafetivo</strong></a> e, no ano passado, sobre o abuso sexual que, infelizmente, muitas mulheres sofrem&#8221;</em>, disse Anderson Abreu, projetista da Junina. Ator, dramaturgo e diretor de teatro, Abreu é, desde 2010, o responsável por orquestrar e roteirizar toda a história que o grupo, através do tema, vai contar nos arraiais em que se apresenta.</p>
<div id="attachment_26079" aria-labelledby="figcaption_attachment_26079" class="wp-caption img-width-324 aligncenter" style="width: 324px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/projetista-junina-tradicao-anderson-abreu.jpg"><img class="size-medium wp-image-26079 " alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/projetista-junina-tradicao-anderson-abreu-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Anderson Abreu é uma espécie de roteirista da quadrilha</p></div>
<p>Como as quadrilhas estão se profissionalizando cada vez mais, e buscam executar suas ações cada vez mais cedo, o trabalho de Anderson se inicia com vários meses de antecedência do ciclo junino. <em>&#8220;Começo a pensar em outubro no tema, para apresentar, já no final de novembro, um esboço à direção da JT do que iremos tratar no ano seguinte”</em>, disse Abreu. Uma vez aprovado, é hora de lançar/mostrar a temática aos quadrilheiros e mobilizar a comunidade em torno dos ensaios, que já acontecem no primeiro domingo de janeiro, e da arrecadação de fundos para os figurinos e cenografia. <em>&#8220;Costumamos realizar uma série de eventos nos espaços culturais daqui do Morro [da Conceição], como bingos e shows, para ter um caixa bacana para nossas despesas, que não são poucas&#8221;</em>, afirmou a costureira Adeilde Souza, mais conhecida como D. Tetei.</p>
<div id="attachment_26100" aria-labelledby="figcaption_attachment_26100" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/dona-tetei-costureira-junina-tradicao.jpg"><img class="size-medium wp-image-26100" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/dona-tetei-costureira-junina-tradicao-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Tetei comanda a confecção das roupas e acessórios das damas na quadrilha</p></div>
<p>Responsável pelo figurino da ala feminina da Junina Tradição, Dona Tetei &#8211; que é também mãe do presidente do grupo, Joselito Costa &#8211; transforma sua casa em um ateliê nesta época do ano, a fim de dar conta de todo o serviço que lhe é delegado. <em>&#8220;Desculpe a bagunça, meu filho, mas não tenho tempo nem para dormir quando vai se aproximando o dia da nossa estreia. Sento-me na máquina às 8h30 da manhã e só vou dormir às 4h do dia seguinte. É uma rotina puxada, porém, é muito gratificante ver o nosso trabalho sendo exposto em vários cantos do Estado&#8221;</em>, disse, cuidando dos últimos ajustes dos vestidos. Além dela, a JT conta com uma equipe de sete costureiras fixas, fora a colaboração das auxiliares e dos próprios quadrilheiros, que, vez por outra, ajudam no bordado das pedrarias. <em>&#8220;Temos 112 integrantes &#8211; 56 damas e 56 cavaleiros. Por conta dos atos propostos no tema João: São João, Santo de Fé, Homem de Festa, pelo nosso projetista Anderson, tivemos que confeccionar neste ano 224 looks (um para cada ato). É trabalhoso, mas conseguimos cumprir com nossa missão&#8221;</em>, disse Maria Lúcia, a Dona Nena, que capitaneia a confecção da ala masculina.</p>
<div id="attachment_26114" aria-labelledby="figcaption_attachment_26114" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/dona-nena-costureira-junina-tradição.jpg"><img class="size-medium wp-image-26114" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/dona-nena-costureira-junina-tradição-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Nena costura as roupas dos cavaleiros do grupo</p></div>
<p>Assim como na casa de D. Tetei, a residência de D. Nena fica tomada de tecidos, aviamentos e adereços nesse período que antecede o ciclo junino. <em>&#8220;Ao contrário das agremiações carnavalescas, não reaproveitamos os nossos figurinos &#8211; costumamos vendê-los para quadrilhas de outros estados. Então, todos os anos começamos do zero: o estilista manda os croquis entre o final de março/início de abril, criamos o piloto e, quando aprovado, corremos contra o tempo para entregar tudo&#8221;</em>, diz ela que já terminou o figurino dos cavaleiros e, para agilizar a entrega das roupas, está ajudando a finalizar os looks das damas, com o apoio da sua fiel escudeira Nidete Cristina. Juntas, as duas costuram há 11 anos para Junina Tradição, e, entre um botão e outro, ainda encontram fôlego para enfrentar a maratona de apresentações do grupo pelos arraiais de Pernambuco. <em>&#8220;Assistimos a todas [as apresentações], que já começam sábado (13), com o festival da Globo, no Sesc Goiana. Somos da retaguarda. E sempre levamos linha e agulha na bolsa para qualquer eventualidade&#8221;</em>, contou Nidete.</p>
<div id="attachment_26121" aria-labelledby="figcaption_attachment_26121" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/nidete-cristina-costureira-junina-tradição.jpg"><img class="size-medium wp-image-26121" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/nidete-cristina-costureira-junina-tradição-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Nidete auxilia D. Nena na produção das roupas</p></div>
<p>Recém-chegado à JT, o designer e estudante de arquitetura Felipe Lopes, de 27 anos, foi convidado por Anderson Abreu para assinar o figurino e a cenografia do grupo em 2015.  Filho de costureira, o figurinista não esconde que ficou receoso com a proposta no começo. <em>&#8220;Essa é a primeira vez que produzo o figurino de uma quadrilha. Nunca tinha vindo aqui no Morro, mas vou confessar: no primeiro ensaio que assisti, eu já me senti, de cara, parte da Junina. O contato e a colaboração dos quadrilheiros foram fundamentais à minha adaptação e, hoje, estou muito mais à vontade com todos eles&#8221;</em>, disse.</p>
<div id="attachment_26126" aria-labelledby="figcaption_attachment_26126" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/felipe-lopes-figurinista-junina-tradicao.jpg"><img class="size-medium wp-image-26126" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/felipe-lopes-figurinista-junina-tradicao-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Essa é a estreia de Felipe Lopes no universo das quadrilhas juninas</p></div>
<p>Como lida diretamente com as expectativas e, porque não, a identidade/auto-estima dos quadrilheiros &#8211; que vestem literalmente os figurinos da JT para vencer os festivais, Lopes ressaltou que seu trabalho, além da plasticidade e beleza, tem que ter funcionalidade. <em>&#8220;Não adianta ter um corpo bem marcado, no caso das damas, se as meninas não conseguirem realizar os passos da coreografia. As cores, os tecidos, os acessórios precisam conversar entre si e devem ajudar os quadrilheiros a contar a história proposta no tema&#8221;</em>, contou. Para um estreante, o figurinista já entendeu que a perenidade e a beleza da cultura popular residem, justamente, no empenho dos grupos em se manterem ativos/atuantes nos seus territórios, e que é o esforço coletivo da comunidade que a transforma verdadeiramente em campeã.</p>
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