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	<title>Portal Cultura PE &#187; Projeto TumTá</title>
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		<title>Instrumento TumTá revela potencialidades da música aliada à dança</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Oct 2017 14:57:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_54542" aria-labelledby="figcaption_attachment_54542" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37924908061_bb7c39e340_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-54542 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37924908061_bb7c39e340_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Com incentivo do Funcultura, Projeto TumTá – Instrumento Digital de Música e Dança, contou com a participação de outros sete artistas pernambucanos que também aprenderam a manusear o instrumento</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Marcus Iglesias</strong></em></p>
<p>Há mais de dez anos  o artista pernambucano Helder Vasconcelos busca um instrumento digital que alie diretamente a música com a dança a fim de utilizá-lo no seu processo criativo. Estudante de Engenharia quando mais jovem, Helder, conhecido principalmente por liderar o <a href="https://www.facebook.com/Boi-Marinho-307104446107850/" target="_blank">Boi Marinho</a> (que sai pelas ruas do bairro do Poço da Panela, no Recife), se formou no curso, mas acabou enveredando pelo mundo artístico, apesar de seguir fissurado nas possibilidades que a tecnologia poderia trazer para a arte. Na terça-feira (24/10) uma parte deste sonho se realizou depois que ele apresentou no Paço do Frevo, ao lado de João Tragtenberg e Filipe Calegario, sócios da <a href="http://batebit.cc/#!/inicio" target="_blank">Batebit Artesania Digital</a>, o instrumento musical idealizado anos atrás: o TumTá, que tem como base princípios geradores de música, dança e teatro &#8211; como o pulso &#8211; identificados pelo artista nas tradições populares que participa. A mostra, resultado de uma série de investigações, pesquisas e oficinas do <strong>Projeto TumTá – Instrumento Digital de Música e Dança</strong>, contou com a participação de outros sete artistas pernambucanos, que também aprenderam a manusear o instrumento.</p>
<p><em>“Eu tenho uma relação com a tecnologia até antes da dança. Me formei em Engenharia, e dentro desse curso já curtia essa coisa de projetar, havia uma afinidade. Mas foi quando participei de uma residência e de um seminário realizado pelo Armando Meniccacci, sobre dança e novas tecnologias, que a minha cabeça explodiu de criatividade. Não é a tecnologia pela tecnologia, mas o que ela possibilita. A primeira coisa que vislumbrei foi que poderia usar este recurso pra revelar e potencializar a relação direta e precisa que existe entre dança e música. Esse foi o ponto de partida, transformar movimento em som”,</em> explica Helder sobre como surgiu a ideia de criar este artefato.</p>
<div id="attachment_54540" aria-labelledby="figcaption_attachment_54540" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37871889626_edf6cfdd7b_k-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-54540 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37871889626_edf6cfdd7b_k-1-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Não é a tecnologia pela tecnologia, mas o que ela possibilita. A primeira coisa que vislumbrei foi que poderia usar este recurso pra revelar e potencializar a relação direta e precisa que existe entre dança e música&#8221;</p></div>
<p>Tudo começou em 2006, quando ele teve a experiência com o Meniccacci e ganhou um <strong><a href="http://www.itaucultural.org.br/secoes/rumos" target="_blank">Rumos Dança do Itaú Cultural</a></strong> no mesmo ano. <em>“A partir daí convidei o Armando pra trabalhar comigo. Ele dirigiu meu segundo solo, <strong>Por Si Só</strong>, que foi o primeiro em que fiz uso desse recurso de tecnologia, mas a gente não teve as ferramentas necessárias para desenvolver o que eu vislumbrava. Foi quando conheci o <strong><a href="http://www.mustic.info/members/" target="_blank">Mustic</a></strong>, um projeto ligado ao Centro de Informática da UFPE que já lidava com esse conceito, e a partir deles me aproximei em 2012 do João e do Felipe, que posteriormente criaram a BateBit. Tudo então se materializou. Em 2016, exatamente dez anos depois, ganhei outro Rumos Dança, foi quando estreei em São Paulo o <strong>Eu Sou</strong>, meu mais novo espetáculo, já com o TumTá em palco”,</em> revela.</p>
<p>De acordo com Felipe Calegario, o Batebit Artesania Digital é um espaço de experimentação para criação de novos instrumentos e interações musicais com a cultura pernambucana. <em>“Com essa iniciativa convidamos os músicos da cena local para propor tecnologias que fossem mais utilizadas na academia. A ideia era juntar as duas experiências, de pesquisa e artística. <strong><a href="http://batebit.cc/#!/instrumentos" target="_blank">Hoje contamos com outros três instrumentos</a></strong>: Um pandeiro de vara, na pose de tocar guitarra; o Giromin, que é baseado no giro e dispara algumas notas; e o terceiro foi o Disque-Som, uma brincadeira com telefone antigo com a proposta de transformá-lo num controlador de DJ”.</em></p>
<div id="attachment_54544" aria-labelledby="figcaption_attachment_54544" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37924944541_04d7a5420a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-54544  " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37924944541_04d7a5420a_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Helder Vasconcelos apresenta o TumTá ao público</p></div>
<p>Para João Tragtenberg, <em>“nossa viagem é criar a tecnologia e estar no contexto da nossa cultura, com pessoas que representam as diversas linguagens. Volta pra gente com um monte de ideia pra mexer e criar novas. A ideia é mostrar ao público o que o artista está tocando e fortalecer o caráter gestual de quem está no palco”.</em></p>
<p>O TumTá é o primeiro instrumento nascido da parceria entre Helder Vasconcelos e o BateBit e voltará a ser utilizado pelo artista em cena durante seu a estreia no Recife do <strong>Eu Sou</strong>, no próximo festival Janeiro de Grandes Espetáculos. <em>“A pesquisa com Helder Vasconcelos antecede. Ele já estava num processo de pesquisa de criação do seu novo solo e queria para ele um novo instrumento que disparasse sons com o calcanhar”,</em> pontua Filipe.</p>
<div id="attachment_54543" aria-labelledby="figcaption_attachment_54543" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37924930021_3a2fbd1f2a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-54543 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37924930021_3a2fbd1f2a_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A apresentação realizada no Paço do Frevo e aberta ao público foi a penúltima fase de avaliação da pesquisa</p></div>
<p>Os resultados positivos da utilização do instrumento geraram um grande interesse através de testes realizados por outros usuários. Assim nasceu o projeto de pesquisa<strong> TumTá – Instrumento Digital de Música e Dançam</strong> que conta com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, e envolve os criadores do instrumento com outros participantes. <em>“A gente convidou alguns artistas que aceitaram com muita generosidade, pessoas que estão na estrada há mais tempo, e abrimos também um edital para pessoas na estrada há menos tempo, mas não menos generosas”,</em> detalhe Helder. Os artistas convidados foram Claudio Rabeca, Johann Brehmer, Francini Barros, Aguinaldo Silva e Frank Sóstenes, enquanto os selecionados através de convocatória foram Áquila Lima (Mané do Pife), Jonas Alves Jr e Maria Flor.</p>
<p>Filipe Calegario conta que a proposta desse projeto foi testar o TumTá com outras pessoas. <em>“Maria Flor, dançarina de frevo, por exemplo, percebeu que o ponto que pega a batida é o calcanhar, e no frevo quase não se usa o calcanhar no chão. Começamos então a dar novos usos ao mesmo artefato”.</em></p>
<div id="attachment_54539" aria-labelledby="figcaption_attachment_54539" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37215517664_c91765b4c9_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-54539 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37215517664_c91765b4c9_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">s artistas convidados para participar desse processo foram Claudio Rabeca, Johann Brehmer, Francini Barros, Aguinaldo Silva e Frank Sóstenes, enquanto os selecionados através de convocatória foram Áquila Lima (Mané do Pife), Jonas Alves Jr e Maria Flor</p></div>
<p>Desde agosto que acontecem no Paço do Frevo encontros para a troca de conhecimentos e impressões. “<em>Dividimos o projeto em várias fases de teste. Primeiro uma apresentação mostrando o que ele é, sem falar muito no instrumento. A segunda fase foi colocar o TumTá no pé dos participantes sem explicar como ele funcionava, para ver como as pessoas se comportavam sem direcionamento. Duas semanas depois realizamos uma oficina sem o instrumento, para estimular o grupo sobre os princípios de pulsação e a relação direta entre dança e música. Na segunda avaliação percebemos uma diferença deles na relação com o instrumento. O pessoal chegou com uma segurança muito maior no manuseio”,</em> pontua Filipe Calegario.</p>
<p><em>“Nossa pesquisa não era para saber como esse instrumento reverbera em outros corpos, e o que é que vai e o que é que volta. Relacionar a pulsação da música com a dança, se isso transforma o uso do instrumento. Essa demonstração do processo foi mais uma etapa da pesquisa. A gente agora vai fazer mais uma avaliação com todo mundo, sentir a participação do público”,</em> avalia João Tragtenberg.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37893999462_56209a0538_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-54541 aligncenter" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/37893999462_56209a0538_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a></p>
<p>Uma das observações feitas durante essa última avaliação no Paço do Frevo, segundo Filipe Calegario, é que a percepção que se tem do instrumento é de que existem diversas possibilidades a serem trabalhadas. <em>“Hoje o TumTá é uma palminha com uma espuma auditiva, com um sensor bem artesanal, costurado. Percebemos nessa demonstração que a galera de frevo tem uma mola no pé, enquanto Aguinaldo Silva, mestre do cavalo-marinho, tem uma pisada mais forte. É preciso ter esse controle de sensibilidade no pé”,</em> observa.</p>
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