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	<title>Portal Cultura PE &#187; quadrilha</title>
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		<title>Quadrilha Raio de Sol: o terreiro do brincar eternizado no São João</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2025 12:45:42 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_118514" aria-labelledby="figcaption_attachment_118514" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.20.25-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-118514" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.20.25-1-607x341.jpeg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">A estrela guia abre o espetáculo da Raio de Sol adulta</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Por Andréa Almeida</em></p>
<p>Emprestando brilho aos olhos de quem a alcança e florescendo os terreiros mais desertos que há de se encontrar, a Quadrilha Raio de Sol tem mesmo o poder da multiplicação. A mania de grandeza pernambucana é o mantra dos que a fazem com garra e tanta paixão, em alto e bom som: “Ano que vem vai ser ainda melhor!”. E promessa é dívida que se cumpre. Por onde passa, os seguidores novos e antigos, fervorosos, esgotam ingressos, preenchem cada espacinho lhes dado só para sentir na pele aquele irradiar. No palco, um brincante mirim vestido de estrela guia anuncia a “abrição das portas”, a Raio de Sol 2025 vem aí. E é de arrepiar. Imbuída pelos movimentos do maracatu rural a rodar pelo salão, a estrela abre alas para os três brincantes incorporados por uma noiva, um noivo e um marcador, que logo mostram a que veio o batalhão da quadrilha junina que no ano passado conquistou o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco: “Ô de casa, ô de fora, São João nasceu! Xangô menino, dono da justiça e da festa! Nossa folia é de reis e de rainhas também!”. O tema que este ano inspira o figurino, o cenário, a dança e a legião de guerreiros que se dedicam o ano inteiro é “Um Reisado a São João”. Com esse espetáculo, a Quadrilha Raio de Sol renasce e vibra no coração do público que vive a experiência de uma, pode-se dizer, tradicional ópera junina, a brilhar durante todo o festejo que celebra o plantio e a colheita nos campos rurais.</p>
<p>E por falar em renascer, este ano a Raio de Sol chega com uma “novidade antiga”. Pode parecer paradoxal, mas é o que tem enchido de orgulho, derramado lágrimas e emocionado de uma forma diferente brincantes e fãs da quadrilha: 2025 marca a estreia, ou o retorno, da Quadrilha Raio de Sol Mirim. Fundada em 1996 por Alana Nascimento e Boni, o marcador da época, o grupo surgiu em Águas Compridas, município de Olinda-PE, como brincadeira de criança em uma escola da comunidade. Ao passar dos anos, os pequenos cresceram e a quadrilha também, amadurecendo como adulta. E assim, despretensiosamente a princípio, foi ganhando corpo e formando centenas de jovens da periferia em talentosos artistas e estudiosos da cultura popular. De lá para cá, foram milhares de mãos costurando indumentárias, mentes brilhantes imaginando cores, sonhando temas, pesquisando referências, engajando a comunidade e fazendo acontecer. Hoje, há pouco mais de um ano da inauguração do Centro Cultural Raio de Sol no bairro do Hipódromo, agora no Recife-PE, a quadrilha resgata a sua essência com a criação da Raio de Sol Mirim. Uma espécie de vale muito a pena ver de novo a história sendo recontada e a brincadeira perpetuada.</p>
<div id="attachment_118497" aria-labelledby="figcaption_attachment_118497" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-17-at-14.54.23.jpeg"><img class="size-medium wp-image-118497" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-17-at-14.54.23-607x399.jpeg" width="607" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Quadrilha mirim representa o resgate da ancestralidade da Raio de Sol</p></div>
<p>“Agora a gente diz que recriou a mirim, né? Pra mim essa mirim agora é um resgate muito grande, porque são filhos de quem já dançou, minha neta tá dançando aqui, minha sobrinha dança aqui, e assim, é como se eu estivesse revivendo tudo de novo”, expressa Alana Nascimento, fundadora e diretora da Quadrilha Raio de Sol. “Eu chorei demais, para mim eu estava vendo meus filhos ali na quadrilha mirim. É muita emoção!&#8221;, reafirma Rute Andrade, que junto com Alana se dedica desde os primórdios ao grupo, também como diretora e responsável pelos adereços de cabeça. As vidas de ambas se confundem com a Quadrilha Raio de Sol. Enxergando de perto, elas são a própria Raio no corpo de mulheres que, aliás, já guerrearam muito no campo político do afeto e do amor para acolher crianças, jovens e transformar realidades que vão muito além dos resultados aplaudidos em junho. O São João é o ano inteiro para muita gente que através da Raio de Sol conquistou autonomia e protagonismo para narrar a própria história.</p>
<p>“A missão do continuar”, como pactuam os brincantes, é semente que germina a Raio de Sol Mirim em 2025, perpetuando a identidade e enraizando a memória do grupo. E a ideia surgiu da vontade de uma representante das crianças, Lia, de 6 anos, filha de Leila Nascimento e que por sua vez é filha da fundadora Alana Nascimento. “Com a Raio de Sol Mirim e o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, eu sinto que agora a nossa quadrilha é para sempre. As crianças dançando coco, xaxado, ciranda, maracatu… É uma herança viva. Isso é futuro. Isso é raiz que cresce”, enfatiza Leila, que dança na quadrilha desde pequenininha e hoje é diretora artística e coreógrafa do grupo. Com a força das três gerações de quadrilheiras, o tema do espetáculo de estreia da Raio de Sol Mirim é “Um São João Salustiano”, homenagem ao Mestre Salustiano, ícone do maracatu rural, da rabeca, fundador do Maracatu Piaba de Ouro e que em 2007 também foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco. Sem spoiler, mas o público se surpreende com a presença de Salu na energia dos movimentos, na rabeca, na alegria e no imaginário que remete ao maracatu rural. Tudo isso interpretado com a genialidade, a magia e a pureza dos brincantes mirins, que arrancam suspiros e aplausos da plateia com tanta graça e talento nato.</p>
<div id="attachment_118515" aria-labelledby="figcaption_attachment_118515" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.11.57.jpeg"><img class="size-medium wp-image-118515" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.11.57-607x341.jpeg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Quadrilha Raio de Sol adulta</p></div>
<p>Já a Raio de Sol Adulta bebeu na fonte dos Reisados &#8211; expressão da cultura popular de herança ibérica, como a quadrilha junina espalhada Brasil afora, especialmente no Nordeste. Os brincantes transformam o lugar da louvação em arraial para dar vivas e presentes a São João, mesclando anavantus e “abrição de portas”, “passeio na roça” e cortejo, rodas e adoração, anarriês e retiradas. Exibindo toda a exuberância e riqueza da cultura popular, o figurino é carregado de simbolismo e significado abusando de referências das duas manifestações tradicionais, com coroas aplicadas em chapéus de palha, sanfona, viola, espadas, fitas, espelhos, rainhas e reis, que, no enredo, contam a história de um noivo que foge a todo custo do casamento e de uma noiva que com muito humor consegue enlaçar o coração do rapaz. Comicidade, drama, guerra e, enfim, romantismo. A contemporaneidade da narrativa aparece através da fala de uma brincante mirim no espetáculo, que solta com sagacidade para a noiva-rainha: “E você levanta a cabeça porque se não a coroa cai, rainha!”, empoderando a noiva. A quadrilha infantil tem participação especial na apresentação da adulta. O espetáculo “Ô de dentro, ô de fora” faz um “salve” a Dona Jacinta e a Gonzaga de Garanhuns, mestres do Reisado e também Patrimônios Vivos de Pernambuco.</p>
<p>“A gente estudou os Reisados do nosso Estado e pensou: e se São João tivesse nascido no próprio Arraial? A gente chega pra festejar esse nascimento e oferecer presentes — espelhos, fitas, sanfonas. Essa é nossa forma de louvar”, conta Leila Nascimento. Este ano, ela interpreta Jacinta como a noiva, personagem inspirada na mestra Dona Jacinta. “Ela foi uma mulher que dedicou a vida ao Reisado. A gente homenageia sua trajetória com afeto e poesia. Mas a nossa Jacinta quer casar. É uma personagem leve, engraçada. A gente usa a dança das espadas, típica do Reisado, para narrar o embate entre o desejo dela e o medo do noivo. No fim, o amor sempre vence”, revela.</p>
<div id="attachment_118516" aria-labelledby="figcaption_attachment_118516" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.20.26.jpeg"><img class="size-medium wp-image-118516" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.20.26-607x341.jpeg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">O Reisado para São João tem encantado públicos em 2025</p></div>
<p><b>Tradição reconhecida por Pernambuco</b> -   Em 2024, as quadrilhas juninas ganharam categoria exclusiva no edital de premiações culturais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), através da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco (Secult-PE). A inclusão dessa categoria específica ocorre em um momento de grande valorização da tradição junina no País. Também no ano passado, as quadrilhas foram reconhecidas como manifestação da cultura nacional por meio da Lei nº 14.900, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A conquista representa um importante marco simbólico, que insere as quadrilhas no mesmo patamar de outras expressões brasileiras já reconhecidas, como o forró e as escolas de samba.</p>
<p>Em Pernambuco, a importância das quadrilhas juninas vai além da festa. Atualmente, estão em processo de reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado, através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), reforçando sua relevância como manifestação viva da cultura popular. O Estado conta com 121 grupos cadastrados na Federação das Quadrilhas Juninas e Similares de Pernambuco (Fequajupe), mobilizando mais de 12 mil brincantes em todas as regiões — do Litoral ao Sertão — e envolvendo cerca de 4 mil profissionais diretos e indiretos.</p>
<p>“O Patrimônio Cultural Imaterial é reconhecido como práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que fazem a gente entender um conjunto de saberes e fazeres transmitidos entre gerações. E as quadrilhas estão no processo de conquistar esse título, por sua importância sociocultural seja em ambientes de concursos e festivais, ou em arraiais de bairro e práticas familiares. Além disso, as quadrilhas tem uma importância econômica muito forte, por não só envolvem músicos e dançarinos, mas também maquiadores, costureiros, pessoas que fazem adereços, designers, cabeleireiros, coreógrafos, entre outros profissionais. Outra forma de o Governo de Pernambuco reconhecer e incentivar essa manifestação cultural é o título de Patrimônio Vivo, sendo a Quadrilha Raio de Sol o primeiro grupo titulado no Estado nesse segmento”, ressalta a gerente de Patrimônio Cultural Imaterial da Fundarpe, Lana Monteiro. Em Pernambuco, já foram concedidos 105 títulos de Patrimônio Vivo, entre mestres, mestras e grupos culturais.</p>
<p><b>Do salão europeu ao terreiro nordestino</b> &#8211; A quadrilha junina que hoje é símbolo da identidade nordestina nasceu longe daqui. “As quadrilhas juninas têm origem nas danças de salão europeias, como o quadrille francês, que chegaram ao Brasil com a corte portuguesa no século XIX. Com o tempo, o povo do interior brasileiro apropriou-se dessa linguagem, transformando uma dança aristocrática em expressão da cultura popular”, explica o antropólogo Hugo Menezes, professor da UFPE e pesquisador da tradição das quadrilhas juninas. As quadrilles, polcas, mazurcas e valsas foram ressignificadas nos terreiros nordestinos, tornando-se celebrações da colheita e da fartura. Durante o século XX, com a urbanização, o “matuto” virou personagem caricatural: o dente pintado, a roupa remendada, o campo como sinônimo de atraso. Mas a partir dos anos 1980, especialmente em Pernambuco, as quadrilhas começaram a se reinventar. Abandonaram a estética pejorativa e passaram a exibir luxo, orgulho, ancestralidade e arte. A quadrilha deixou de ser “matuta” para se tornar um dos maiores espetáculos públicos do Brasil.</p>
<p>E é como os brincantes da Quadrilha Raio de Sol dizem por aí: “Pessoas como a gente não morrem, se eternizam no terreiro do brincar”.</p>
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		<title>Lei reconhece quadrilhas juninas como manifestação da cultura nacional</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/lei-reconhece-quadrilhas-juninas-como-manifestacao-da-cultura-nacional-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 17:03:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A hora do balancê chegou com ainda mais vigor nesta segunda-feira (24) com a notícia que confirmou o que todos os nordestinos já vivem e sabem há décadas: as quadrilhas juninas foram reconhecidas como manifestação da cultura nacional. Com todo o simbolismo do dia de São João, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_110289" aria-labelledby="figcaption_attachment_110289" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Renato Spencer\Santo Lima</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/4741717041_83eb18e8f5_o.jpg"><img class="size-medium wp-image-110289" alt="Foto: Renato Spencer\Santo Lima" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/4741717041_83eb18e8f5_o-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Quadrilha no São João de Aliança</p></div>
<p>A hora do<em> balancê</em> chegou com ainda mais vigor nesta segunda-feira (24) com a notícia que confirmou o que todos os nordestinos já vivem e sabem há décadas: as quadrilhas juninas foram reconhecidas como manifestação da cultura nacional. Com todo o simbolismo do dia de São João, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 14.900, que havia sido já aprovada pelo Congresso Nacional.</p>
<p>Com este título, as quadrilhas se somam às outras manifestações culturais reconhecidas como expressões autênticas da cultura brasileira, como o forró, escolas de samba, festas juninas e música gospel. Apesar dos festejos juninos já terem recebido tal reconhecimento em abril do ano passado, não havia nenhuma especificidade em relação às quadrilhas.</p>
<p>Como bem pontua o gestor de Patrimônio Imaterial da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Marcelo Renan, a Lei nº 14.900 não estabelece nenhuma política de patrimônio para as quadrilhas juninas, mas representa um reconhecimento dessa manifestação cultural.</p>
<p>“É um reconhecimento de notoriedade, que põe o segmento em evidência, visibilizando a importância das quadrilhas para estados onde as tradições juninas não são tão fortes quanto no Nordeste”, explica o pesquisador. “Apesar de não haver impacto direto para as quadrilhas, pois a lei não estabelece nenhum órgão responsável para trabalhar com o segmento, é importante celebrarmos. Se bem aproveitado, pode se transformar em políticas públicas e outras ações mais sólidas de salvaguarda.”</p>
<p><strong>A origem e a importância das quadrilhas juninas</strong></p>
<p>Elemento fundamental nas festas de São João, a quadrilha é uma dança que, como muitas outras tradições nacionais, tem origens diversas. Inicialmente reproduzida a partir do processo colonizador, a dança nasceu nos salões de baile franceses, onde se dançava em quatro duplas &#8211; daí o nome “quadrille”, que virou “quadrilha” em português. E apesar de ter chegado ao Brasil no século 19, ela só foi popularizada muitos anos depois.</p>
<p>Tanto as vestimentas quanto a narrativa das quadrilhas representam a brasilidade que realmente deu vida a esta tradição. O fato da quadrilha ter como centralidade narrativa um casamento é uma homenagem a Santo Antônio, o santo junino casamenteiro.</p>
<div id="attachment_110292" aria-labelledby="figcaption_attachment_110292" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/35334816551_dea53e583e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-110292" alt="Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/35334816551_dea53e583e_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">São João da Casa da Cultura</p></div>
<p>Em Pernambuco, como em todo o Nordeste, as quadrilhas ganharam uma nova dimensão cultural e econômica nos últimos anos. “Encontramos quadrilhas em todos os territórios pernambucanos, temos concursos e festivais produzidos por muitas instituições, assim como arraiás de bairros. Esse universo movimenta a economia e tem um papel primordial na formação de diversos profissionais da cultura, como músicos, dançarinos, maquiadores, costureiros, designer, cabeleireiros e coreógrafos, só para citar alguns”, ressalta Marcelo Renan, coordenador de Patrimônio Imaterial da Fundarpe.</p>
<div id="attachment_110291" aria-labelledby="figcaption_attachment_110291" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/35420520751_8f300ef511_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-110291" alt="Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/35420520751_8f300ef511_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">São João na Casa da Cultura &#8211; 2017</p></div>
<div id="attachment_110287" aria-labelledby="figcaption_attachment_110287" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Fotos: Dani Pedrosa/SecultPE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/53800608234_ba3c08608c_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-110287" alt="Fotos: Dani Pedrosa/SecultPE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/53800608234_ba3c08608c_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">São João Casa da Cultura &#8211; 2024</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>[Galeria de fotos] Quadrilha junina agora é oficialmente manifestação da cultura nacional</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 16:50:41 +0000</pubDate>
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		<title>Primeira edição do Arraial no Mepe acontece neste domingo (18)</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jun 2023 17:44:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nos próximos dias 18 e 30 as tradições juninas vão se unir à arte na primeira edição do Arraial no Mepe. Promovido pelo Museu do Estado de Pernambuco, o evento vai celebrar o São João com apresentações musicais e de dança, além de incentivar o público a visitar as exposições do museu. Dividida em dois [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_102332" aria-labelledby="figcaption_attachment_102332" class="wp-caption img-width-486 alignnone" style="width: 486px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/quadrilhajuninatraque.jpeg"><img class="size-medium wp-image-102332" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/quadrilhajuninatraque-486x486.jpeg" width="486" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A Quadrilha Junina Traque se apresenta no dia 18 no Arraial no Mepe</p></div>
<p dir="ltr">Nos próximos dias 18 e 30 as tradições juninas vão se unir à arte na primeira edição do Arraial no Mepe. Promovido pelo Museu do Estado de Pernambuco, o evento vai celebrar o São João com apresentações musicais e de dança, além de incentivar o público a visitar as exposições do museu. Dividida em dois dias, a festa tem início no próximo domingo a partir das 15h com shows da Banda Taca Foga, de Lucas Pereira e da Quadrilha Junina Traque.</p>
<p dir="ltr">Para o gestor do equipamento cultural, Rinaldo Carvalho, será um momento de confraternização e valorização da cultura pernambucana. “Serão dois dias de evento regados a muito forró e alegria. Essas festividades no período junino nos orgulham e enaltecem nossa rica cultura”, ressalta.</p>
<p dir="ltr">A abertura do primeiro dia de Arraial fica por conta da banda de de pé-de-serra Taca Fogo, às 15h. Logo em seguida, às 16h30, será a vez do artista Lucas Pereira e, encerrando a programação, às 18h30, sobre ao palco a Quadrilha Junina Traque. O grupo vai apresentar o espetáculo Marcados &#8211; Fardos de uma raça.</p>
<p dir="ltr">“Começamos a trabalhar neste tema das questões raciais há cerca de um ano para trazer, com música e dança, a problemática do racismo”, conta a diretora da quadrilha, Elaine Rodrigues. “A história gira em torno do amor entre um homem negro e uma mulher branca, cuja família não aceita a relação. Eles se conhecem desde criança e vamos mostrar a passagem do tempo na vida dos dois e como acontecem as perseguições ao povo preto.”</p>
<p dir="ltr"><strong>Confira a programação completa do Arraial no Mepe:</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Domingo (18)</strong><br />
15h &#8211; Banda Taca Fogo<br />
16h30h &#8211; Lucas Pereira<br />
18h30 &#8211; Apresentação da Quadrilha Junina Traque</p>
<p dir="ltr"><strong>Sexta (30)</strong><br />
16h &#8211; Trio Felicidade<br />
18h &#8211; Trio Raizes do Forró<br />
19h30 &#8211; Apresentação da Quadrilha Junina Sapeca</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
Arraial no Mepe,<br />
Dias 18 e 30 de junho<br />
Avenida Rui Barbosa, 960, Graças (Recife)<br />
Entrada gratuita</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Goiana recebe Campeonato Pernambucano de Quadrilhas Juninas</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jul 2017 11:45:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[quadrilha]]></category>

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		<description><![CDATA[Os festejos de São João ainda não acabaram na Mata Norte do Estado. A cidade de Goiana sedia neste final de semana (22 e 23), um concurso que vai definir a representante pernambucana no Campeonato Nacional de Quadrilhas Juninas 2017. Dezesseis grupos de diversos municípios vão participar. De acordo com o presidente da Associação das [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os festejos de São João ainda não acabaram na Mata Norte do Estado. A cidade de Goiana sedia neste final de semana (22 e 23), um concurso que vai definir a representante pernambucana no Campeonato Nacional de Quadrilhas Juninas 2017.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35420520751_1d7f7ec862_z.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-50221" alt="Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35420520751_1d7f7ec862_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p>Dezesseis grupos de diversos municípios vão participar. De acordo com o presidente da Associação das Quadrilhas Juninas de Pernambuco (ASQUAJUPE), Willemberg Francelino, “a tradição exerce um papel muito importante na sociedade, propiciando o envolvimento de crianças, jovens e adultos de comunidades vulneráveis com a nossa cultura”.</p>
<p>O evento é gratuito e acessível para pessoas com deficiência. Confira a programação completa e participe!</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
<strong>Campeonato Pernambucano de Quadrilhas Juninas 2017</strong><br />
Data: 22 e 23 de Julho de 2017<br />
Quanto: Gratuito<br />
Onde: Ginásio de Esportes do SESC-LER, de Goiana-PE<br />
Horário: 17h<br />
Informações: (81) 9 9474-7715</p>
<p><strong>Programação completa:</strong><br />
<strong>Sábado, 22/7</strong><br />
17h – Mirim Nordeste é Show |Goiana<br />
18h – Estrelas de Santa | Santa Cruz<br />
18h40 – Cariri| Condado<br />
19h20 – Condense |Condado<br />
20h – Matutinho | Goiana<br />
20h40 – Fogo no pé | Paudalho<br />
21h20 – Alegria Junina | Ferreiros<br />
22h – Mastruz com leite | Paudalho</p>
<p><strong>Domingo, 23/7</strong><br />
17h – Menina Matuta | Condado<br />
18h20 – Serrana Matuta | Timbaúba<br />
18h40 – Na Emenda | Paudalho<br />
19h – Amor Junino | Petrolina<br />
19h20 – Rosa Linda | Paudalho<br />
19h40 – Explosão Nordestina | Frei Miguelinho<br />
20h – Sucupira | João Pessoa &#8211; PB (Convidada)<br />
20h20 – Xote e Baião | João Pessoa- PB (Convidada)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Inscrições abertas para o 1° Seminário Pernambucano de Quadrilhas Juninas</title>
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		<pubDate>Mon, 15 May 2017 14:34:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Funcultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[1° Seminário Pernambucano de Quadrilhas Juninas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo junino]]></category>
		<category><![CDATA[quadrilha]]></category>
		<category><![CDATA[são joão]]></category>

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		<description><![CDATA[As festas que alegram o Nordeste no mês de junho trazem sempre um sabor diferente. Comidas típicas, fogos de artifício, balão e as apresentações das quadrilhas juninas de Pernambuco. Com figurinos exuberantes e a dança coreografada, elas conseguem reafirmar a sua importância nos festejos. De 22 a 26 de maio, essa manifestação popular será protagonista no 1°Seminário [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_48806" aria-labelledby="figcaption_attachment_48806" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto Foto Renato SpencerSanto Lima</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/Quadrilha-Junina-Foto-Foto-Renato-SpencerSanto-Lima.jpg"><img class="size-medium wp-image-48806" alt="Foto Foto Renato SpencerSanto Lima" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/Quadrilha-Junina-Foto-Foto-Renato-SpencerSanto-Lima-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Evento é gratuito e acontece de 22 a 26 de maio</p></div>
<p>As festas que alegram o Nordeste no mês de junho trazem sempre um sabor diferente. Comidas típicas, fogos de artifício, balão e as apresentações das quadrilhas juninas de Pernambuco. Com figurinos exuberantes e a dança coreografada, elas conseguem reafirmar a sua importância nos festejos. De 22 a 26 de maio, essa manifestação popular será protagonista no <strong>1°Seminário Pernambucano de Quadrilhas Juninas</strong>, no museu Cais do Sertão, das 14h às 18h.</p>
<p>Poderão se inscrever artistas, mestres, diretores de quadrilhas juninas, professores, pesquisadores, estudantes, agentes culturais e quadrilheiros em geral. Os participantes terão a oportunidade de discutir, analisar, contextualizar e fortalecer o movimento de quadrilhas juninas de Pernambuco.</p>
<p>Os assuntos abordados serão: Cultura, Identidade, Tradição, Fé e Políticas Públicas para o segmento. O 1° Seminário Pernambucano de Quadrilhas Juninas conta com o  incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura.</p>
<p>Os interessados poderão se inscrever através do<strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/1nvCVuCYGleSsEQds1U9HSj1ZPZSPlgLybpNNWk62f9k/edit?usp=forms_home" target="_blank"> link</a></strong>:</p>
<p><b>1° Seminário Pernambucano de Quadrilhas Juninas</b></p>
<p>Local: Museu Cais do Sertão<br />
Data: 22 a 26 de maio<br />
Horário: das 14h às 18h<br />
Informações: <strong><a href="mailto:gamaempreendimentos@yahoo.com.br" target="_blank">gamaempreendimentos@yahoo.com.br</a></strong></p>
<p><b>Programação Completa</b></p>
<p><b>Mesa 01</b> –Cultura popular: tradição e modernidade das quadrilhas juninas (Luciana Chianca (PB), Rúbia Lóssio (CE), Carmem Lélis (PE);</p>
<p><b></b><b>Mesa 02</b> – As transformações das quadrilhas juninas: O sagrado e o profano nas festas juninas (Lourdes Macena (CE), Albemar Araújo (PE), José Ramos (PE);</p>
<p><b>Mesa 03</b> – Festa e devoção, gênero, teatralidade e perspectivas (Mário Ribeiro (PE), Maria Clara (PE), Rudimar Constâncio (PE);</p>
<p><b>Mesa 04</b> – Quadrilhas Infantis, Concursos de quadrilhas juninas no Nordeste e a organização do movimento no Brasil (Unej, Fequajupe, Asquajupe, Rede Globo, Prefeitura Recife, Sesc);</p>
<p><b>Mesa 05</b> – Políticas públicas de cultura para as quadrilhas juninas (MinC,Fundarpe/Secult, Secult/FCCR, Empetur).</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>São João na Casa da Cultura celebra tradições populares</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/sao-joao-na-casa-da-cultura-celebra-tradicoes-populares/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2016 18:51:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Espaços culturais]]></category>
		<category><![CDATA[Home]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Casa da Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Coco]]></category>
		<category><![CDATA[quadrilha]]></category>
		<category><![CDATA[são joão]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vésperas dos festejos de São João, a Casa da Cultura de Pernambuco transforma-se novamente em polo para apresentações gratuitas de artistas e grupos da nossa cultura popular. A programação especial, que destaca o Coco e a Quadrilha, acontece nesta terça e quarta-feira (21 e 22 de junho), sempre a partir das 15h. Sob a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Às vésperas dos festejos de São João, a Casa da Cultura de Pernambuco transforma-se novamente em polo para apresentações gratuitas de artistas e grupos da nossa cultura popular. A programação especial, que destaca o Coco e a Quadrilha, acontece nesta terça e quarta-feira (21 e 22 de junho), sempre a partir das 15h.</p>
<p>Sob a gerência do Sistema Secult/Fundarpe, o equipamento cultural é um dos principais pontos turísticos do Recife e maior polo de comercialização do artesanato pernambucano. Para a Presidente da Fundarpe, Márcia Souto, &#8220;além de estimular a visitação ao espaço e a comercialização de produtos artesanais, o São João na Casa da Cultura está alinhado à política estadual de ocupação permanente dos nossos espaços, contribuindo para ampliar a visibilidade dos artistas pernambucanos”.</p>
<div id="attachment_37390" aria-labelledby="figcaption_attachment_37390" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/bacamarte_cabo.jpg"><img class="size-medium wp-image-37390" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/bacamarte_cabo-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Quadrilha Bacamarte faz sua apresentação nesta terça (21)</p></div>
<p>Uma das atrações desta terça-feira é a Quadrilha Junina Bacamarte. Luciano Lucas, vice-presidente do grupo, adianta que &#8220;a apresentação será uma homenagem às mulheres fiandeiras e bordadeiras de Pernambuco, resultado de um intenso trabalho, que começou ainda em agosto de 2015&#8243;. Os 80 integrantes da agremiação, originada há cinco anos no Cabo de Santo Agostinho, vão ocupar a Casa da Cultura para contar a história da &#8216;arte do fio&#8217;, o tema escolhido pela Quadrilha este ano.</p>
<p>Já na quarta-feira (22), os visitantes da Casa da Cultura terão a oportunidade de &#8216;cair no coco&#8217; com verdadeiros mestres do ritmo. Entre eles, Índio Matinho (Fulni-ô de Águas Belas), Jujuba do Coco e Ricco Toadas, que integram o projeto especial &#8216;Mestres do Coco de Pernambuco&#8217;, idealizado pelo Ponto de Cultura Farol da Vila.</p>
<div id="attachment_37391" aria-labelledby="figcaption_attachment_37391" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/mestres-do-coco.jpg"><img class="size-medium wp-image-37391" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/06/mestres-do-coco-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Projeto especial leva mestres do coco à Casa da Cultura</p></div>
<p>Confira a programação gratuita e aproveite!</p>
<p><strong>SÃO JOÃO NA CASA DA CULTURA 2016</strong><br />
<em>Sempre a partir das 15h</em></p>
<p><strong>Terça-feira, 21/6 </strong><br />
- Coco de Cocar<br />
- Coco de Roda do Cabo de Santo Agostinho<br />
- Toadas de Pernambuco<br />
- Arnaldo do Coco<br />
- Nininha do Coco<br />
- Quadrilha Bacamarte</p>
<p><strong>Quarta-feira, 22/6</strong><br />
- Mestre Jujuba do Coco<br />
- Coco do Mestre Juarez<br />
- Pacheco Cantador<br />
- Mestres do Coco de Pernambuco<br />
- Quadrilha Dona Matuta<br />
- Trio Beberibe<br />
- Edmilson do Coco</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Com que roupa eu vou para o arraial que você me convidou?</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/com-que-roupa-eu-vou-para-o-arraial-que-voce-me-convidou/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/com-que-roupa-eu-vou-para-o-arraial-que-voce-me-convidou/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2015 12:45:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design e moda]]></category>
		<category><![CDATA[Mergulhe]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[figurino]]></category>
		<category><![CDATA[junina tradição]]></category>
		<category><![CDATA[Morro da Conceição]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[quadrilha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=26039</guid>
		<description><![CDATA[Que as quadrilhas trazem beleza, cores e tradição às festas do ciclo junino, todo mundo sabe. Mas é de se imaginar o esforço que dá organizar, produzir e coreografar esse verdadeiro espetáculo que enche de alegria os arraiais pelo Nordeste. Um trabalho coletivo, que envolve centenas de integrantes, repertórios que vão desde o xote ao [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Que as quadrilhas trazem beleza, cores e tradição às festas do ciclo junino, todo mundo sabe. Mas é de se imaginar o esforço que dá organizar, produzir e coreografar esse verdadeiro espetáculo que enche de alegria os arraiais pelo Nordeste. Um trabalho coletivo, que envolve centenas de integrantes, repertórios que vão desde o xote ao baião, coreografias e figurinos. Este último quesito, então, com o passar dos anos, tem merecido a atenção do público e atraído um olhar especial dos jurados dos maiores festivais do gênero.</p>
<p>Para conhecer mais de perto os processos de criação e produção dos figurinos, assim como os artistas e personagens que mantêm viva esta tradição, o repórter <a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a> mergulhou no universo de uma típica quadrilha junina recifense. A reportagem é a primeira de uma série especial que o <strong>Portal Cultura.PE</strong> vai seguir apresentando neste mês sobre o Ciclo Junino em Pernambuco.</p>
<div id="attachment_26040" aria-labelledby="figcaption_attachment_26040" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Andréa Rêgo Barros/PCR</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/arraial_Sao_pedro_recife06102014_0020-1024x682.jpg"><img class="size-medium wp-image-26040" alt="Andréa Rêgo Barros/PCR " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/arraial_Sao_pedro_recife06102014_0020-1024x682-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O <strong>Cultura.PE</strong> conheceu o processo de produção/criação dos figurinos da quadrilha Junina Tradição</p></div>
<p>Seja retratando os típicos personagens do sertão ou trazendo o que há de mais contemporâneo, é o figurino que ajuda a contar a história da quadrilha e que dá vida às apresentações, entrando no imaginário de crianças e adultos de todas as idades. Embora o considere como um elemento importante na composição de uma quadrilha, o pesquisador <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4214321Y0"><b>Mário Ribeiro</b></a> &#8211; que durante anos organizou o Festival Pernambucano de Quadrilhas Juninas, da Prefeitura do Recife, e atualmente é o coordenador de Conteúdo do Cais do Sertão &#8211; ressalta que o figurino deve estar articulado ao tema proposto pela quadrilha e possuir uma funcionalidade.<em> “Ele [o figurino] não fala por si só. Depende do corpo que dará vida a ele no arraial, e depende também da articulação com o tema. O figurino deve ser funcional, literalmente. Ele pode ser luxuosíssimo, mas a dama não consegue executar um passo perfeitamente. Outros, com menos pompa, mas completamente de acordo com o tema, pode contribuir para a conquista do título pelo grupo”</em>, disse.</p>
<div id="attachment_26041" aria-labelledby="figcaption_attachment_26041" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Clélio Tomaz/ExclusivaBR!</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Mario-Ribeiro-2-foto-de-Clelio-Tomaz-ExclusivaBR.jpg"><img class="size-medium wp-image-26041" alt="Clélio Tomaz/ExclusivaBR!" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/Mario-Ribeiro-2-foto-de-Clelio-Tomaz-ExclusivaBR-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Pesquisador das tradicionais festas juninas na capital pernambucana, Mário Ribeiro afirma que as quadrilhas passaram por uma série de transformações nos últimos anos</p></div>
<p>Doutor em História pela UFPE, com uma tese sobre as festas juninas no Recife, Ribeiro fez, em 2010, um apanhado histórico de mais de 40 grupos pernambucanos para o livro <em><a href="http://www.recife.pe.gov.br/noticias/arquivos/2590.pdf"><b>Nos Arraiais da Memória</b></a></em>. Nas páginas da publicação, é possível perceber as transformações pelas quais as quadrilhas passaram ao longo dos anos e que, segundo o autor, é um processo natural para manutenção dos grupos. <em>“Como toda forma de expressão, as quadrilhas juninas são bens vivos, dinâmicos, que se transformam para atender às necessidades de quem faz. Neste sentido, os temas e os figurinos se transmutam a fim de dialogar com os contextos específicos que vão surgindo com o passar do tempo. Os jovens que fazem quadrilhas hoje, não são os mesmos jovens que fizeram nos anos 60 e 70. Os grupos transformam-se para sobreviver no tempo. Esse é um processo natural quando tratamos de cultura. A quadrilha é um canal através do qual os quadrilheiros se comunicam com o mundo, fala das suas concepções, de seus valores”</em>, comentou.</p>
<p>Em relação à díade quadrilha tradicional <i>versus</i> quadrilha estilizada, o pesquisador é categórico ao afirmar que, ao menos no Recife, existe espaço e público para as duas modalidades. <em>“A discussão aqui na cidade já avançou bastante sobre isso. Era forte esse debate até o início dos anos 2000, mas depois já passamos para outro ponto. O novo estilo de fazer quadrilha vai englobar uma série de elementos do período anterior. Até mesmo o emprego do adjetivo ‘tradicional’ só vai surgir, justamente, quando as estilizadas começam a conquistar a preferência dos quadrilheiros. Esse novo modo irá trazer mais brilho nas roupas, movimentos mais acelerados, trilha sonora que foge das marchinhas juninas, uma proposta de casamento mais audacioso, não obedecendo ao modelo padrão de família tradicional que estamos acostumados a ver. Apesar de termos essas diferenças, os grupos continuarão comemorando o casamento, continuarão dançando em pares, executando movimentos como anarriê, grande roda, entre outros passos, mas só que agora eles são recriados”</em>, contou.</p>
<p>Essa evolução, tanto no figurino dos dançarinos quanto nos temas das quadrilhas, pode ser observada em grupos, como o da <a href="https://www.facebook.com/juninatradicaope?fref=ts" target="_blank"><strong>Junina Tradição</strong> </a>(JT), do Morro da Conceição. Fruto de uma dissidência da <a href="https://www.facebook.com/quadrilhaorigem.nordestina.7?fref=ts" target="_blank"><strong>Origem Nordestina</strong></a>, pertencente ao mesmo bairro, a Tradição foi criada em 2004 por um grupo de quatro amigos: Fabiano Ferreira, Maurício Francisco, Ademário Ferreira (Xoxo) e Jimmy Glauber. Com o apoio dos primos Joselito Costa (atual presidente da JT) e Perácio Jr., e dos vizinhos Gildo Alencar, Anderson Gomes, Cleyton Santos (Buda), Sandro Sá, Diogo Luís, Adeilda Souza (Tetei) e Maria Lúcia (Nena), e a experiência anterior adquirida na Origem, o grupo, desde então, vem se sagrando como uma das quadrilhas mais premiadas de nosso Estado, graças à sua originalidade e capacidade de ousar.</p>
<div id="attachment_26072" aria-labelledby="figcaption_attachment_26072" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Andréa Rêgo Barros/PCR</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/arraial_Sao_pedro_recife06102014_0010-1024x682.jpg"><img class="size-medium wp-image-26072" alt="Andréa Rêgo Barros/PCR" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/arraial_Sao_pedro_recife06102014_0010-1024x682-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A Junina Tradição é um dos grupos que mais faturam prêmios em nosso Estado</p></div>
<p><em>&#8220;É possível transformar a apresentação de uma quadrilha em um verdadeiro espetáculo cênico, com inovação e sem ser repetitivo. Gosto de provocar o público que nos assiste. Já tratamos de temas como o casamento <a href="https://www.google.com.br/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0CB0QtwIwAGoVChMIy-DktOuHxgIVuCWMCh0_WAuY&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3D6HWb2ZcY8I4&amp;ei=gpl5VcuXBbjLsAS_sK3ACQ&amp;usg=AFQjCNFKSedgEy91SMz_G6h_C8BkPKiQHQ&amp;sig2=IIUuN2RjH7Ddc-otcjFTJQ&amp;bvm=bv.95277229,d.cWc" target="_blank"><strong>homoafetivo</strong></a> e, no ano passado, sobre o abuso sexual que, infelizmente, muitas mulheres sofrem&#8221;</em>, disse Anderson Abreu, projetista da Junina. Ator, dramaturgo e diretor de teatro, Abreu é, desde 2010, o responsável por orquestrar e roteirizar toda a história que o grupo, através do tema, vai contar nos arraiais em que se apresenta.</p>
<div id="attachment_26079" aria-labelledby="figcaption_attachment_26079" class="wp-caption img-width-324 aligncenter" style="width: 324px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/projetista-junina-tradicao-anderson-abreu.jpg"><img class="size-medium wp-image-26079 " alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/projetista-junina-tradicao-anderson-abreu-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Anderson Abreu é uma espécie de roteirista da quadrilha</p></div>
<p>Como as quadrilhas estão se profissionalizando cada vez mais, e buscam executar suas ações cada vez mais cedo, o trabalho de Anderson se inicia com vários meses de antecedência do ciclo junino. <em>&#8220;Começo a pensar em outubro no tema, para apresentar, já no final de novembro, um esboço à direção da JT do que iremos tratar no ano seguinte”</em>, disse Abreu. Uma vez aprovado, é hora de lançar/mostrar a temática aos quadrilheiros e mobilizar a comunidade em torno dos ensaios, que já acontecem no primeiro domingo de janeiro, e da arrecadação de fundos para os figurinos e cenografia. <em>&#8220;Costumamos realizar uma série de eventos nos espaços culturais daqui do Morro [da Conceição], como bingos e shows, para ter um caixa bacana para nossas despesas, que não são poucas&#8221;</em>, afirmou a costureira Adeilde Souza, mais conhecida como D. Tetei.</p>
<div id="attachment_26100" aria-labelledby="figcaption_attachment_26100" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/dona-tetei-costureira-junina-tradicao.jpg"><img class="size-medium wp-image-26100" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/dona-tetei-costureira-junina-tradicao-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Tetei comanda a confecção das roupas e acessórios das damas na quadrilha</p></div>
<p>Responsável pelo figurino da ala feminina da Junina Tradição, Dona Tetei &#8211; que é também mãe do presidente do grupo, Joselito Costa &#8211; transforma sua casa em um ateliê nesta época do ano, a fim de dar conta de todo o serviço que lhe é delegado. <em>&#8220;Desculpe a bagunça, meu filho, mas não tenho tempo nem para dormir quando vai se aproximando o dia da nossa estreia. Sento-me na máquina às 8h30 da manhã e só vou dormir às 4h do dia seguinte. É uma rotina puxada, porém, é muito gratificante ver o nosso trabalho sendo exposto em vários cantos do Estado&#8221;</em>, disse, cuidando dos últimos ajustes dos vestidos. Além dela, a JT conta com uma equipe de sete costureiras fixas, fora a colaboração das auxiliares e dos próprios quadrilheiros, que, vez por outra, ajudam no bordado das pedrarias. <em>&#8220;Temos 112 integrantes &#8211; 56 damas e 56 cavaleiros. Por conta dos atos propostos no tema João: São João, Santo de Fé, Homem de Festa, pelo nosso projetista Anderson, tivemos que confeccionar neste ano 224 looks (um para cada ato). É trabalhoso, mas conseguimos cumprir com nossa missão&#8221;</em>, disse Maria Lúcia, a Dona Nena, que capitaneia a confecção da ala masculina.</p>
<div id="attachment_26114" aria-labelledby="figcaption_attachment_26114" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/dona-nena-costureira-junina-tradição.jpg"><img class="size-medium wp-image-26114" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/dona-nena-costureira-junina-tradição-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Nena costura as roupas dos cavaleiros do grupo</p></div>
<p>Assim como na casa de D. Tetei, a residência de D. Nena fica tomada de tecidos, aviamentos e adereços nesse período que antecede o ciclo junino. <em>&#8220;Ao contrário das agremiações carnavalescas, não reaproveitamos os nossos figurinos &#8211; costumamos vendê-los para quadrilhas de outros estados. Então, todos os anos começamos do zero: o estilista manda os croquis entre o final de março/início de abril, criamos o piloto e, quando aprovado, corremos contra o tempo para entregar tudo&#8221;</em>, diz ela que já terminou o figurino dos cavaleiros e, para agilizar a entrega das roupas, está ajudando a finalizar os looks das damas, com o apoio da sua fiel escudeira Nidete Cristina. Juntas, as duas costuram há 11 anos para Junina Tradição, e, entre um botão e outro, ainda encontram fôlego para enfrentar a maratona de apresentações do grupo pelos arraiais de Pernambuco. <em>&#8220;Assistimos a todas [as apresentações], que já começam sábado (13), com o festival da Globo, no Sesc Goiana. Somos da retaguarda. E sempre levamos linha e agulha na bolsa para qualquer eventualidade&#8221;</em>, contou Nidete.</p>
<div id="attachment_26121" aria-labelledby="figcaption_attachment_26121" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/nidete-cristina-costureira-junina-tradição.jpg"><img class="size-medium wp-image-26121" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/nidete-cristina-costureira-junina-tradição-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Nidete auxilia D. Nena na produção das roupas</p></div>
<p>Recém-chegado à JT, o designer e estudante de arquitetura Felipe Lopes, de 27 anos, foi convidado por Anderson Abreu para assinar o figurino e a cenografia do grupo em 2015.  Filho de costureira, o figurinista não esconde que ficou receoso com a proposta no começo. <em>&#8220;Essa é a primeira vez que produzo o figurino de uma quadrilha. Nunca tinha vindo aqui no Morro, mas vou confessar: no primeiro ensaio que assisti, eu já me senti, de cara, parte da Junina. O contato e a colaboração dos quadrilheiros foram fundamentais à minha adaptação e, hoje, estou muito mais à vontade com todos eles&#8221;</em>, disse.</p>
<div id="attachment_26126" aria-labelledby="figcaption_attachment_26126" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/felipe-lopes-figurinista-junina-tradicao.jpg"><img class="size-medium wp-image-26126" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/felipe-lopes-figurinista-junina-tradicao-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Essa é a estreia de Felipe Lopes no universo das quadrilhas juninas</p></div>
<p>Como lida diretamente com as expectativas e, porque não, a identidade/auto-estima dos quadrilheiros &#8211; que vestem literalmente os figurinos da JT para vencer os festivais, Lopes ressaltou que seu trabalho, além da plasticidade e beleza, tem que ter funcionalidade. <em>&#8220;Não adianta ter um corpo bem marcado, no caso das damas, se as meninas não conseguirem realizar os passos da coreografia. As cores, os tecidos, os acessórios precisam conversar entre si e devem ajudar os quadrilheiros a contar a história proposta no tema&#8221;</em>, contou. Para um estreante, o figurinista já entendeu que a perenidade e a beleza da cultura popular residem, justamente, no empenho dos grupos em se manterem ativos/atuantes nos seus territórios, e que é o esforço coletivo da comunidade que a transforma verdadeiramente em campeã.</p>
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