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	<title>Portal Cultura PE &#187; Quem e ninguém</title>
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		<title>“De Baile Solto” coloca maracatu no centro da questão</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2015 14:25:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova “Poeta é um vivente apurrinhado com o seu próprio tempo”. A frase de Mestre Gil Dedé parece refletir um pouco da inquietação do cantor e compositor Siba a respeito de uma questão crucial que reflete o seu novo álbum, De Baile Solto. No disco, o músico coloca em evidência a figura [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/SIBA-por_José-de-Holanda-8404.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-24833" alt="José de Hollanda" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/SIBA-por_José-de-Holanda-8404-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>“<em>Poeta é um vivente apurrinhado com o seu próprio tempo</em>”. A frase de Mestre Gil Dedé parece refletir um pouco da inquietação do cantor e compositor <strong>Siba</strong> a respeito de uma questão crucial que reflete o seu novo álbum, <em>De Baile Solto</em>. No disco, o músico coloca em evidência a figura do caboclo de lança, referência aos maracatus de baque solto da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Essa imagem é o eixo central que norteia tanto a sonoridade quanto o discurso do disco: em que lugar na sociedade contemporânea se assenta tão viva e pulsante cultura daquela região? Qual importância que damos a ela na engrenagem cultural, política e social dos nossos tempos?</p>
<p><em>De Baile Solto</em> está disponível na página de Siba (<a href="www.mundosiba.com.br" target="_blank">www.mundosiba.com.br</a>) para download gratuito. Desde a capa, passando pelas 10 faixas do álbum, o arcabouço do trabalho se finca em elementos da Zona da Mata Norte que agregam outras sonoridades que o músico já vinha trabalhando desde o seu disco anterior, <em>Avante</em>. Os maracatus e cirandas ganham uma vestimenta peculiar – guitarras congolesas, bateria, percussão e tuba – e dão uma outra dimensão ao conceito do que poderíamos referenciar como música “regional” ou “universal”. Para Siba, esses conceitos caem por terra.</p>
<p>“<em>A música da Zona da Mata sempre foi uma referência central no meu trabalho. E o que ela tem de universal é, justamente, o que ele tem de mais específico. O ritmo é universal, é a primeira coisa que chega e atinge o corpo quando se ouve uma música. Qualquer pessoa no mundo sente o ritmo imediatamente, de forma direta. Depois, a melodia, que, por mais que exija um contingente mais específico de assimilação, consegue-se também sentir, perceber. Esses elementos são muito claros e diretos em qualquer música do mundo</em>”, comenta Siba. Para ele, são essas especificidades que permitem conexões com qualquer música do mundo, seja ele urbana ou rural.</p>
<p>A música e a poética que permeiam <em>De Baile Solto</em> refletem um processo natural ao fazer artístico de Siba, que é sempre incorporar novas abordagens às referências que traz em seus discos. Mas, muito mais do que a dimensão estética, o novo álbum trilha por um conceito bem amarrado. “<em>É um disco com uma dimensão política muito forte também</em>”, acrescenta. A cada letra, ele reflete o lugar dessa cultura na sociedade contemporânea, assim como um próprio questionamento sobre a condição desses fazedores de cultura, segundo ele, relegados a uma condição periférica. “<em>Nesse disco, ao retomar essas referências num lugar tão central, foi impossível não perguntar ou não debater: como uma forma de expressão que eu considero uma filosofia de vida, uma cultura viva e dinâmica, uma coisa que eu percebo com tanta força e valor, ocupou uma escala tão inferior no panorama da nossa sociedade?</em>” , pergunta.</p>
<p>“<em>É um disco político, por fazer retomar a música de rua a um lugar que não vemos hoje em dia</em>”, refere-se ao fato de migrar da introspecção de <em>Avante</em> para o debate conceitual e coletivo do novo trabalho. “<em>Esse disco retoma também essa música de rua como um grito de revolta pela nossa incapacidade de dar essa forma de conhecimento sobre algo que está tão vivo entre nós</em>”, acrescenta. Músicas como <em>Marcha Macia</em> (single lançado no último dia 6 de maio) e <em>Quem e ninguém</em> traduzem, poeticamente, o discurso que Siba imprimiu em <em>De Baile Solto</em>.</p>
<p>Os dois primeiros shows oficiais da turnê <em>De Baile Solto</em> acontecem no Recife: Siba e banda se apresentam nos dias 26 e 27 de junho no Teatro de Santa Isabel (Santo Antônio).</p>
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