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	<title>Portal Cultura PE &#187; quilombola</title>
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		<title>Oficina de Vivência Musical Hoje Tem Frevo no Terreiro encerra atividades em Afogados da Ingazeira</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 17:50:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Termina esta sexta-feira (24) a Oficina de Vivência Musical Hoje Tem Frevo no Terreiro, projeto, realizado pela Orquestra de Frevo Revoltosa, da Sociedade Musical 5 de Novembro, que oferece formação gratuita voltada para adolescentes e jovens da comunidade quilombola de Inhanhum, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú. A oficina é realizada no contraturno [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_115657" aria-labelledby="figcaption_attachment_115657" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Isabela Brito/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Oficina-de-Vivência-Musical-“Hoje-Tem-Frevo-no-Terreiro”-encerra-atividades-em-Afogados-da-Ingazeira-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-115657" alt="Isabela Brito/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Oficina-de-Vivência-Musical-“Hoje-Tem-Frevo-no-Terreiro”-encerra-atividades-em-Afogados-da-Ingazeira-4-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Oficina de Vivência Musical Hoje Tem Frevo no Terreiro em Afogados da Ingazeira</p></div>
<p>Termina esta sexta-feira (24) a Oficina de Vivência Musical Hoje Tem Frevo no Terreiro, projeto, realizado pela Orquestra de Frevo Revoltosa, da Sociedade Musical 5 de Novembro, que oferece formação gratuita voltada para adolescentes e jovens da comunidade quilombola de Inhanhum, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú.</p>
<p>A oficina é realizada no contraturno escolar e, no fim do curso, no sábado (25), a comunidade assiste à apresentação especial da orquestra com a participação de alunos. Além da apresentação, os participantes recebem certificados de conclusão, fardamento, material didático e lanche durante as atividades.</p>
<p>Com incentivo da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e do Governo de Pernambuco, por meio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), Hoje Tem Frevo no Terreiro reforça o caráter itinerante da iniciativa e seu compromisso com a formação cultural em quilombos de diversas regiões de Pernambuco, especialmente no período que antecede o Carnaval.</p>
<p>A oficina, que já passou por localidades como o Quilombo de São Lourenço e Santa Maria da Boa Vista, tem como objetivo promover a educação musical e a valorização do Frevo, gênero reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Imaterial da Humanidade. Com foco na introdução do frevo aos participantes, as aulas são conduzidas por músicos da Orquestra Revoltosa e contam com atividades dinâmicas, gamificadas e interativas. O intuito é ensinar não só partituras e letras, mas também a história do frevo e o manuseio de instrumentos típicos do gênero musical de uma forma prática e divertida.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Serviço</span>:</strong></p>
<p><strong>Encerramento da Oficina de Vivência Musical Hoje Tem Frevo no Terreiro –</strong> <em>sábado (25) na Comunidade Quilombola Leitão da Carapuça, município de Afogados da Ingazeira (Sertão). Acesso gratuito</em></p>
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		<title>Castainho vivencia processo de preservação participativo da Cruz das Almas</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 20:19:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A comunidade quilombola Castainho, no município de Garanhuns, no Agreste pernambucano, deu mais um importante passo, esta semana, para a preservação de seu patrimônio cultural. Moradoras e moradores da localidade receberam, nesta segunda (7) e terça-feira (8), equipes técnicas do Governo de Pernambuco, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A comunidade quilombola Castainho, no município de Garanhuns, no Agreste pernambucano, deu mais um importante passo, esta semana, para a preservação de seu patrimônio cultural. Moradoras e moradores da localidade receberam, nesta segunda (7) e terça-feira (8), equipes técnicas do Governo de Pernambuco, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), e do governo federal, via Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para a apresentação de um exame técnico de tombamento da Cruz das Almas, casa de orações e importante marco histórico-cultural da região. Na ocasião foi realizada uma escuta pública com a população local.</p>
<p>A Fundarpe esteve representada pela arqueóloga e historiadora Pollyana Calado e pelo técnico em restauração Roberto Carneiro, da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DPPC). Pelo Iphan compareceram a arqueóloga Mônica Nogueira e a historiadora Thamires Neves. O encontro aconteceu durante assembleia da Associação Quilombola Castainho, tendo à frente seu presidente, José Carlos Lopes da Silva, e seu vice, José Lopes.</p>
<p>Antes da apresentação do exame técnico, o público presente teve acesso a uma retrospectiva sobre os levantamentos das referências históricas e culturais da comunidade e seu processo de tombamento, além de uma atualização de status da área de cemitério conhecida como Cruz das Almas. No local há uma casa de oração que guarda uma cruz instalada em um terreno onde eram sepultados os antigos quilombolas do Castainho, até os anos 1950.</p>
<p>Embora integre a comunidade, seja importante e deva ser protegido, o espaço ficou fora da demarcação territorial inicial do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e é alvo constante de ameaças de invasão e apropriação. A Cruz das Almas, contudo, está incluída no polígono de preservação. Seu tombamento, no ambito estadual, está formalizado no Processo Administrativo Secult-PE nº 010/2020.</p>
<p>A iniciativa de realizar a escuta com a comunidade deriva do fato de que são pessoas quilombolas que detêm o conhecimento sobre o cuidado com o bem material e são elas que devem decidir o destino da Cruz das Almas, a partir da análise técnica desenvolvida em parceria com a Fundarpe. Após as considerações das moradoras e dos moradores será elaborado o parecer conclusivo e só então será formalizado o documento sobre o tombamento a ser encaminhado para o Conselho Estadual de Preservação e Patrimônio Cultural de Pernambuco (CEPPC-PE).</p>
<p>As diretrizes do exame técnico preveem que as decisões sobre a Cruz das Almas ficam a cargo da comunidade quilombola do Castainho, que também é responsável pela manutenção do bem, tendo a Fundarpe como mediadora.</p>
<p>O processo de conservação estipula ainda a elaboração de um plano de gestão e de um inventário das referências culturais do Castainho; a sinalização, no local, da Cruz das Almas como patrimônio cultural; o reconhecimento e fortalecimento de práticas educativas e socioculturais; o incentivo à criação de um museu de referência; a realocação do acesso ao loteamento Novo Castainho (Cohab); a garantia de menor impacto sobre o bem nas intervenções previstas pela gestão municipal para a Avenida Deolinda Silvestre Valença, que passa à frente da casa de orações; e uma gestão compartilhada com o município.</p>
<p>&#8220;O ponto positivo da execução de todo esse trabalho é que cada vez mais a equipe técnica da Fundarpe, pensando a estrutura do Estado, tem se aproximado das comunidades, sobretudo das tradicionais, como as quilombolas, para que os exames técnicos e estudos sobre os bens culturais estejam alinhados com as comunidades que os detêm&#8221;, analisou Pollyana Calado. &#8220;O objetivo é que o processo de preservação seja alinhado e que no futuro não se distancie da comunidade&#8221;, explicou a técnica da Fundarpe.</p>
<p>Thamires Neves também enfatizou a política do Iphan para os quilombolos, que prevê a participação mais efetiva das comunidades na elaboração das normativas. &#8220;É importante que as comunidades nos digam quais são suas referências e como elas devem ser preservadas&#8221;, disse a historiadora. &#8220;Na nossa avaliação a assembleia foi bastante positiva, pois a Fundarpe conseguiu pactuar as diretrizes com a comunidade.&#8221;</p>
<p>No âmbito local, José Carlos Lopes da Silva se mostrou bastante satisfeito com a participação das moradoras e dos moradores exercendo seu direito de voz. &#8220;Traz mais conhecimento e valoriza esse trabalho&#8221;, considerou. &#8220;Com o tombamento, a Cruz das Almas terá mais segurança do bem estar social do patrimônio&#8221;, avaliou.</p>
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		<title>São Lourenço de Tejucupapo aprofunda busca de saberes sobre manifestação quadricentenária</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Mar 2024 15:40:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O local do encontro era a Biblioteca Paraíso do Saber, na Escola Municipal Adélia Carneiro Pedrosa, localizada no povoado de São Lourenço, Distrito de Tejucupapo, município de Goiana, na Zona da Mata Norte pernambucana. Nada é por acaso. Lá ocorrem as oficinas do Inventário Participativo da Comunidade Quilombola de São Lourenço de Tejucupapo. As ações [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O local do encontro era a Biblioteca Paraíso do Saber, na Escola Municipal Adélia Carneiro Pedrosa, localizada no povoado de São Lourenço, Distrito de Tejucupapo, município de Goiana, na Zona da Mata Norte pernambucana. Nada é por acaso. Lá ocorrem as oficinas do Inventário Participativo da Comunidade Quilombola de São Lourenço de Tejucupapo. As ações fazem parte do pedido de Registro da Procissão do Carrego da Lenha, como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. A reunião, que aconteceu nesta quarta-feira (28), com a participação de assessores técnicos da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e representantes da comunidade, afunilou ainda mais a pesquisa sobre essa importante manifestação sociocultural quadricentenária.</p>
<p>&#8220;O Carrego da Lenha é uma tradição feita pela comunidade. A Fundarpe é mediadora nesse processo, que deve ser protagonizado pela comunidade&#8221;, explica Aline Bonfim, assessora técnica da Gerência de Patrimônio Imaterial (GPI) da Fundarpe. &#8220;É a forma dela (a comunidade) homenagear o santo padroeiro, São Lourenço, fazendo o percurso carregando a lenha e, no final, queimando-a em uma grande fogueira. Participam pessoas de todas as idades, gêneros e lugares, não apenas daqui da comunidade.&#8221;</p>
<p>Fernando Montenegro, assessor técnico da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DPPC), na área de Educação Patrimonial da Fundação, lembra que o registro pode ser solicitado por qualquer pessoa física ou jurídica. &#8220;No caso, foi um pedido do Instituto Histórico, Arqueológico e Geográfico de Goiana (Ihaggo), que fez o pedido do registro dessa atividade tão importante para essa comunidade quilombola que já existe há tanto tempo.&#8221;</p>
<p>A ideia de se fazer o inventário, de acordo com o também assessor técnico da DPPC André Cardoso, deve-se ao fato de o Carrego da Lenha estar relacionado à história da comunidade em seus mais diversos aspectos. &#8220;Optou-se por fazer um levantamento das referências culturais de toda a comunidade que estão relacionadas com o Carrego para se ter uma compreensão ainda mais densa, mais completa do que significa a manifestação para a comunidade e sua importância para a história do povoado&#8221;, conta.</p>
<p>Fernando frisa ainda que, agregando valor ao processo do registro, no povoado de São Lourenço já há um bem tombado, na esfera estadual, a Igreja de São Lourenço, que, segundo a tradição oral, foi construída ainda no século 16, podendo ser uma das primeiras igrejas construídas no País. &#8220;Temos ainda as ruínas da antiga Igreja do Rosário dos Pretos, possivelmente do século 18 ou 19, que foi construída já talvez até pelos membros dos quilombos que fugiam das fazendas. Segundo algumas conversas que tivemos, alguns informes preliminares, eles fugiam pelo rio, vinham para cá e se escondiam nas matas&#8221;, relata.</p>
<p>Para agregar valor a esse processo, Fernando e André foram convidados para promover atividades de Educação Patrimonial e identificar as demais referências culturais existentes na localidade, atividades, crenças e celebrações podem ser agregadas, completam-se e se misturam, com o objetivo maior, que é o registro do Carrego da Lenha, e que, atualmente, encontra-se na fase da elaboração do inventário participativo.</p>
<p>A primeira oficina do Inventário Participativo da Comunidade Quilombola de São Lourenço de Tejucupapo ocorreu em dezembro de 2023. Houve uma introdução do processo, uma conversa com a comunidade na Escola Municipal Adélia Carneiro Pedrosa, apresentando o que se pretendia fazer, entendendo o que a comunidade também esperava e o que ela também pretendia fazer. Em janeiro houve a segunda oficina para começar, de fato, esse processo de identificação das referências. &#8220;É um processo em que nós, técnicos, trazemos as orientações, os meios de como fazer, mas a pesquisa, a reunião desse conteúdo é totalmente executada pela comunidade&#8221;, reforça André. &#8220;Eles tiveram esse momento conosco para fazer essa identificação inicial das referências culturais aqui da comunidade.&#8221;</p>
<p>Após a segunda oficina foi definido um período para que os representantes da comunidade continuassem fazendo a coleta de informações e a identificação junto a outras pessoas. &#8220;Agora voltamos para cá para, a partir dessas referências identificadas, para selecionar, juntos com eles, as que mais se relacionam com o Carrego da Lenha. São eles que fazem essa identificação. E orientá-los como vai ser feita essa pesquisa &#8211; como podem pesquisá-las, uma a uma, por meio de, principalmente, entrevistas, porque é por meio do saber dessas pessoas que vivenciam essas referências que vamos conseguir chegar a mais detalhes sobre cada uma delas&#8221;, diz André. &#8220;E consulta a livros, quaisquer outros arquivos e fontes que eles possam pesquisar, que eles sabem onde estão e como podem buscá-las, para que possamos alcançar um bom conteúdo que sirva para o grande objetivo, que é o processo de Registro do Carrego da Lenha.&#8221;</p>
<p>A terceira oficina, realizada na quarta-feira (28), explica como fazer a pesquisa aprofundada. &#8220;Voltaremos mais vezes aqui para acompanhar esse aprofundamento, recolher o material que eles coletaram ao longo dessa pesquisa, e começarmos a sistematizar tudo isso em um grande texto, trazer para eles essa devolutiva e pensar junto com eles os possíveis desdobramentos para além do que vai servir para o processo do Registro do Carrego, como publicação, exposição ou outras ideias que eles tenham e como querem expor e registrar esses resultados&#8221;, acrescenta o assessor técnico.</p>
<p>O prazo para a conclusão da pesquisa é até o próximo mês de maio, tempo necessário para organizar o material e encaminhá-lo com o Processo de Registro, como detalha Aline: &#8220;É feito um parecer técnico, pela equipe técnica, composta por mim, Júlia Bernardes e Luciana Gama, junto com Marcelo Renan, Gerente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, que será encaminhado para Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC-PE), que vai deliberar sobre o Registro do Carrego da Lenha como patrimônio imaterial de Pernambuco&#8221;.</p>
<p>Para o professor da rede estadual de ensino Bartolomeu Júnior, que também é membro do Ihaggo, e integra o grupo com cerca de 20 representantes da comunidade, a troca e o levantamento de saberes, de informações, o quê e como pesquisar têm constituído encontros muito interessantes e edificantes. &#8220;Essa terceira oficina veio afunilar, pois estamos vindo de uma dimensão macro para micro e estão acontecendo os encaminhamentos para podermos dar melhor preferência ao Carrego da Lenha, às pessoas que contribuíram e contribuem, quais saberes elas estão enquadradas, quais pessoas deram sua maior participação para essa construção. Está afunilando para que possamos direcionar melhor a pesquisa&#8221;, avalia.</p>
<p>Ainda de acordo com o professor Bartolomeu, a pesquisa possui um valor que ultrapassa fronteiras e, ao mesmo tempo, apresenta um significado muito pessoal. &#8220;O registro é importante para a salvaguarda, para a própria comunidade e, de uma forma geral a própria região, já que o Carrego da Lenha não é só nosso. Pessoas de outros municípios e até do vizinho Estado da Paraíba vêm participar. É essa importância, esse reconhecimento regional para que o Estado, outras pessoas possam saber como e por que é feito o Carrego da Lenha&#8221;, dimensiona. &#8220;E, para mim, a importância é histórica, por conta do pertencimento das negritudes. Aqui existiam a Irmandade e a Igreja dos Homens Pretos e a Igreja de São Loureço, que é a atual matriz dos homens brancos. Foi nessa interação cultural, híbrida, que nosso povo foi gerado&#8221;, sintetiza.</p>
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		<title>Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro divulga programação no Mês da Consciência Negra no Sertão do Pajeú</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 18:42:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A primeira edição da Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro acontece de 22 a 30 de novembro, no Sertão do Pajeú, nas Comunidade Brejo de Dentro e Comunidade Travessão do Caroá, Quilombos do Caroá (Carnaíba); na Comunidade Varzinha dos Quilombolas (Iguaracy); e na Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça (Afogados da Ingazeira). Durante a mostra [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_106479" aria-labelledby="figcaption_attachment_106479" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Lúciio Vinícius/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/IMG_2504.jpg"><img class="size-medium wp-image-106479" alt="Lúciio Vinícius/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/IMG_2504-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Inácio Pedro, do Coco de Roda Negras e Negros do Leitão, recém-titulado Patrimônio Vivo de Pernambuco, é personagem do curta Histórias do Quilombo do Leitão da Carapuça</p></div>
<p>A primeira edição da Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro acontece de 22 a 30 de novembro, no Sertão do Pajeú, nas Comunidade Brejo de Dentro e Comunidade Travessão do Caroá, Quilombos do Caroá (Carnaíba); na Comunidade Varzinha dos Quilombolas (Iguaracy); e na Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça (Afogados da Ingazeira). Durante a mostra são exibidas produções dirigidas e/ou codirigidas por pessoas negras, pessoas de comunidades tradicionais e filmes realizados nas comunidades que sediam o evento.<br />
A Semente: Mostra Itinerante de Cinema Negro é uma realização da Pajeú Filmes, com apoio da Comissão Quilombola do Caroá, da Associação da Varzinha dos Quilombolas e da Associação Rural do Umbuzeiro e Leitão e tem incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e do Governo de Pernambuco.<br />
Entre os 15 filmes que integram a programação estão os obras produzidas durante as oficinas de realização audiovisual que aconteceram nas comunidades de 30 de outubro a 16 de novembro. Ministrada por William Tenório, tanto as oficinas quanto as atividades de exibição acontecem com apoio das associações das comunidades potencializando os encontros e as trocas para o fortalecimento da cadeia audiovisual no Pajeú.<br />
“Ao longo de todo o processo de construção e execução da Semente estamos pensando no fortalecimento das comunidades, criando meios e espaços de trocas que possam perdurar depois do evento, de forma autônoma e consciente. O cinema é um veículo de muitas possibilidades. Nosso desejo é colaborar para a cadeia cultural no Pajeú cada vez maior e mais forte”, explica Rafaela de Albuquerque, produtora da mostra.<br />
Também compõem a programação encontros sobre produção cultural e elaboração de projetos e apresentações culturais de cada comunidade que recebe o projeto. “Temos apresentação dos grupos culturais em cada uma das comunidades abrindo espaço na nossa programação para que elas também apresentem suas riquezas e seus saberes. Desde a última semana estamos circulando com a oficina de realização na qual as próprias comunidades construíram filmes que também são exibidos no evento”, conta Bruna Tavares, curadora e coordenadora pedagógica da Semente.<br />
Ocupar os territórios no Mês da Consciência Negra tem ainda mais significado para o projeto já que todas as ações são voltadas para o fomento e a celebração da arte e cultura negra, seja nas produções locais ou nos filmes selecionados pela curadoria a serem exibidos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Programação:</strong></span></p>
<p><strong>Quarta-feira, 22</strong></p>
<p>15h &#8211; Oficina de Elaboração de Projetos Culturais &#8211; Associação do Travessão do Caroá<br />
19h &#8211; Exibição do Programa 1 (71’) &#8211; Comunidade Quilombola Brejo de Dentro/ Carnaíba<br />
- <em>A Farpa</em> (GO, 2022, 2’), de Sara Regina<br />
- <em>Escasso</em> (RJ, 2022, 15’), de Clara Anastacia e Gabriela Gaia Meirelles<br />
- <em>Yakhë: Nossos Corpos</em> (PE, 2021, 15’), de Tayko Fulni-ô<br />
- <em>Bala Perdida</em> (PE, 2023, 2’), de Maria Antônia e Julia Carvalho<br />
- <em>Avôa</em> (PB, 2022, 4´), de Lucas Mendes<br />
- <em>Último Domingo</em> (RJ, 2022, 17’), de Renan Barbosa Brandão e Joana Claude<br />
- <em>Jussara</em> (BA, 2023, 8’), de Camila Cordeiro Ribeiro<br />
- <em>Eu Sou Raiz</em> (PE, 2021, 7’), de Cíntia Lima e Lilian de Alcântara<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Samba de Coco do Caroá.</p>
<p><strong>Quinta-feira, 23</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 2 (83’) &#8211; Comunidade Quilombola Travessão do Caroá/Carnaíba<br />
- <em>TonTon Dente de Leão</em> (SP, 2’), de Ariédhine Carvalho<br />
- <em>Histórias do Quilombo do Leitão da Carapuça</em> (6’), direção coletiva/Quilombolas do Leitão-Umbuzeiro<br />
- <em>Eu Sou Porque Nós Somos</em> (6’), direção coletivaoletiva/Quilombolas da Varzinha dos Quilombolas<br />
- <em>Pedro e Inácio</em> (PE, 2023, 23’), de Caio Dornelas<br />
- <em>Cantigas de Farinhada</em> (PE, 2023, 6’), direção coletivaoletiva/Quilombolas do Caroá<br />
- <em>A Velhice Ilumina o Vento</em> (MT, 2022, 20’), de Juliana Segóvia<br />
- <em>Caminhos Afrodiaspóricos</em> (RJ, 2022, 20’), de Wagner Novais<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Grupo de Dança do Caroá</p>
<p><strong>Segunda-feira, 27</strong></p>
<p>17h &#8211; Oficina de Elaboração de Projetos Culturais &#8211; Associação da Varzinha dos Quilombolas<br />
19h &#8211; Exibição do Programa 1 (71’) &#8211; Comunidade Quilombola de Varzinha dos Quilombolas/Iguaracy</p>
<p><strong>Terça-feira, 28</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 2 (83’) &#8211; Comunidade Quilombola de Varzinha dos Quilombolas/Iguaracy<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Grupo de Coco da Varzinha dos Quilombolas</p>
<p><strong>Quarta-feira, 29</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 1 (71’) &#8211; Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça/Afogados da Ingazeira</p>
<p><strong>Quinta-feira, 30</strong></p>
<p>19h &#8211; Exibição do Programa 2 (83’) &#8211; Comunidade Quilombola do Leitão da Carapuça/Afogados da Ingazeira<br />
20h30 &#8211; Apresentação cultural do Grupo de Coco Negros e Negras do Leitão da Carapuça</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Mais informações:</strong></span></p>
<p>Site: https://pajeufilmes.com.br/<br />
Redes sociais: @semente.cinemanegro<br />
E-mail: pajeufilmes@gmail.com<br />
Telefone: (87) 99611-2584</p>
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		<title>Território Quilombola Águas do Velho Chico recebe oficina de audiovisual</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/territorio-quilombola-aguas-do-velho-chico-recebe-oficina-de-audiovisual/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Nov 2023 16:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Até o dia 11 de novembro está sendo realizado o 3º Movimento Videoarte Comunidade, curso de formação em cinema e audiovisual exclusivo e gratuito para a comunidade quilombola da Mata de São José, que fica localizada nas proximidades do município de Orocó, no Sertão do São Francisco pernambucano. O 3º Movimento Videoarte Comunidade recebe o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_106255" aria-labelledby="figcaption_attachment_106255" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Fernanda-Walentina.jpg"><img class="size-medium wp-image-106255" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Fernanda-Walentina-607x344.jpg" width="607" height="344" /></a><p class="wp-caption-text">A diretora, roteirista e fotógrafa Fernanda Walentina</p></div>
<p>Até o dia 11 de novembro está sendo realizado o 3º Movimento Videoarte Comunidade, curso de formação em cinema e audiovisual exclusivo e gratuito para a comunidade quilombola da Mata de São José, que fica localizada nas proximidades do município de Orocó, no Sertão do São Francisco pernambucano.<br />
O <a title="3movimentovideoarte" href="https://www.instagram.com/3movimentovideoarte/" target="_blank">3º Movimento Videoarte</a> Comunidade recebe o incentivo do Funcultura Audiovisual do Estado de Pernambuco, por meio do Edital de Fomento 2021/2022, e conta com o apoio do Território Quilombola da Mata de São José. A iniciativa é realizada em parceria com a Alternativa B Filmes.<br />
O programa da oficina consiste em oito encontros presenciais, com uma carga horária de 40 horas, para um grupo de até 30 pessoas. A equipe que conduz a formação é composta por Aluan Braga (diretor, fotógrafo e ator), Fernanda Walentina (diretora, roteirista e fotógrafa) e Robério Brasileiro (diretor, roteirista e fotógrafo), com Pedro Lacerda encarregado da produção. Representando a comunidade, Maria Senhora (representante das mulheres) e Daniely Gonçalves (responsável pela mídia social), facilitam a comunicação entre a comunidade e os participantes da oficina.<br />
Nesta edição especial, por ser a primeira na região, o projeto visa à realização de duas produções inéditas, com temáticas diversas, valorizando a perspectiva das pessoas da comunidade que desejam aprimorar o conhecimento na linguagem audiovisual. “O movimento já formou e beneficiou mais de 80 jovens e adultos em todas as comunidades por onde passou. Desta vez o curso é focado na formação de mulheres e homens remanescentes quilombolas”, afirma Robério Brasileiro, idealizador do curso.<br />
O Movimento Videoarte Comunidade já atendeu a jovens e adultos da periferia do bairro Rio Corrente, em Petrolina (PE), no espaço cultural Céu das Águas, nos anos de 2018 e 2020.</p>
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		<title>Projeto &#8220;Instantâneas da África&#8221; contempla jovens do Quilombo de Filhos do Pajeú</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2014 20:52:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Quilombo de Filhos do Pajeú, localizado na zona rural de Floresta, no Sertão pernambucano, recebe o projeto “Instantâneas da África” a partir desta quarta-feira (15). A programação inclui oficina de fotografia destinada a jovens da comunidade e exposição fotográfica composta por 50 imagens coloridas e em preto e branco que registram a cultura de países [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/10/oficina_timboBX-2.jpg"><img class=" wp-image-15445 alignright" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/10/oficina_timboBX-2.jpg" width="254" height="170" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O Quilombo de Filhos do Pajeú, localizado na zona rural de Floresta, no Sertão pernambucano, recebe o projeto “Instantâneas da África” a partir desta quarta-feira (15). A programação inclui oficina de fotografia destinada a jovens da comunidade e exposição fotográfica composta por 50 imagens coloridas e em preto e branco que registram a cultura de países africanos. Está será a quarta edição do projeto, que possui incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo como facilitadores os fotógrafos Mateus Sá e Guga Soares, a oficina será ministrada para 25 jovens da comunidade. A mostra “Instantâneas da África” reúne imagens do fotógrafo Diego Di Niglio, registradas entre 2002 e 2007, em Moçambique, Malaui, Burkina Faso, Senegal, Níger, Chade, Camarões, Togo, Benin e Gâmbia, abordando o cotidiano cultural em localidades urbanas e rurais.</p>
<p style="text-align: justify;">A exposição já percorreu diversos quilombos pernambucanos no objetivo de contribuir para o fortalecimento do resgate da memória relacionada às raízes africanas nas comunidades envolvidas.</p>
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		<title>Cultura forjada na resistência</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2014 17:26:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-41.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-13675" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-41-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>No antigo refúgio, negros guerreiros que não se curvaram ao cativeiro imposto pelo branco colonizador. Escondidos, embrenhados, lá ergueram suas trincheiras e empunharam uma resistência&#8230; étnica e cultural. Os quilombos tornaram-se, então, redutos de comunidades inteiras que, desde séculos passados, fizeram sobreviver a cultura negra ao longo dos séculos. Chã de Negros, em Passira, é uma dessas localidades onde os descendentes dos que, um dia, foram acorrentados, hoje, celebram a vitória e liberdade. O Festival Pernambuco Nação Cultural aproveitou a passagem por Taquaritinga do Norte e levou à cidade vizinha, nesta sexta (12), grupos que comungam das mesmas matrizes: a África que pulsa em nossas veias.</p>
<div id="attachment_13676" aria-labelledby="figcaption_attachment_13676" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-13676" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo Ifá Rhadhá de Art&#8217;Negra, de Olinda</p></div>
<p>Há relatos de que Chã de Negros existe desde o século XVIII, quando lá chegaram as três primeiras famílias. Hoje, são mais de 150, que vivem da agricultura familiar, outros são professores, funcionários públicos. Mas todos, acima de tudo, estão irmanados pelo mesmo sentimento: o de preservação das suas tradições. &#8220;É o que temos de mais precioso aqui e a nossa luta é para que possamos preservar e deixar para os mais novos a nossa tradição&#8221;, conta a professora Goreti Martins, que é também representante da comunidade. Chã de Negros se tornou Ponto de Cultura, a partir dos projeto Contos e Danças de Roçado, que tem como sua principal proposta manter viva a tradição do coco de roda tradicional da localidade.</p>
<div id="attachment_13674" aria-labelledby="figcaption_attachment_13674" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/15223406252_8c6e0184a1_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-13674 " alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/15223406252_8c6e0184a1_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Balé Afro Raizes, de Peixinhos (Recife)</p></div>
<p>Como estratégia de fortalecimento dessa cultura, é necessário ver, ouvir e intercambiar com outras manifestações que tem a contribuir com a preservação dessa tradição. Desse diálogo, em que a cultura negra é o principal norte, participaram de uma tarde de celebração em Chã de Negros, o Balé Afro Raízes &#8211; de Peixinhos, no Recife -, o grupo Ifá Rhadhá de Art&#8217;Negra. Cada um falou um pouco de suas experiências e, em seguida, mostraram sua arte aos quilombolas. Gilson Gomes, do Balé Afro Raízes &#8211; uma das crias do Magê Molê, de Peixinhos -, sentia-se energizado em estar no meio daquela celebração. &#8220;É recompensador estar aqui, nesse local, onde muitos dos nossos irmãos resistiram bravamente. E é melhor ainda ver que somos irmãos na nossa cultura, principalmente, nessa troca de afinidades e experiências&#8221;, conta ele.</p>
<div id="attachment_13677" aria-labelledby="figcaption_attachment_13677" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-13677" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-3-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Seu Severino Otaviano &#8211; o &#8220;Chico Véi&#8221; &#8211; cantou coco de roda tradicional</p></div>
<p>O Raízes mostrou uma apresentação em que reviveu as agruras do povo negro, no período da escravidão e a vitória do povo negro sobre a suposta hegemonia branca. Na sequência, o Ifá Rhadhá encenou um texto onde chama a atenção, através de uma reflexão crítica, sobre a situação dos afro-brasileiros ao longo dos séculos. Para encerrar a celebração, pra cima, seu Severino Otaviano, mais conhecido como Chico Véi, mandou formar a roda para entoar o tradicional coco de roda da comunidade. E foi pisada de pé cadenciada até o anoitecer. &#8220;Receber essas visitas aqui hoje só faz engrandecer a gente que ouviu tanto dos nosso pais e avós histórias de tristeza e sofrimento, mas que também tinham seus momentos de alegria. E assim foi que surgiu o coco de roda, pra hoje, a gente dançar e se divertir, junto com esses amigos que vêm de fora&#8221;, exaltou Chico Véi.</p>
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