<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal Cultura PE &#187; raio de sol</title>
	<atom:link href="http://www.cultura.pe.gov.br/tag/raio-de-sol/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cultura.pe.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 19 Jun 2026 17:27:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>Quadrilha Raio de Sol, 30 anos: transmitir o saber para manter a cultura viva</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/quadrilha-raio-de-sol-30-anos-transmitir-o-saber-para-manter-a-cultura-viva/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/quadrilha-raio-de-sol-30-anos-transmitir-o-saber-para-manter-a-cultura-viva/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 20:36:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio vivo]]></category>
		<category><![CDATA[quadrilha]]></category>
		<category><![CDATA[raio de sol]]></category>
		<category><![CDATA[são joão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://www.cultura.pe.gov.br/?p=124382</guid>
		<description><![CDATA[Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2024, grupo completa três décadas retomando as origens ao formar crianças para continuar a brincar o São João no futuro Texto: Igor Gomes Quando a brincadeira é séria, todo mundo se diverte de forma organizada e encantada: é o que se vê nas apresentações da Quadrilha Raio de Sol Mirim, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/55275056378_c09b4d9eac_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-124383" alt="Foto: Juana Carvalho/ Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/55275056378_c09b4d9eac_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><i>Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2024, grupo completa três décadas retomando as origens ao formar crianças para continuar a brincar o São João no futuro</i></p>
<p><em>Texto: Igor Gomes</em></p>
<p>Quando a brincadeira é séria, todo mundo se diverte de forma organizada e encantada: é o que se vê nas apresentações da Quadrilha Raio de Sol Mirim, braço infantil da Quadrilha Junina Raio de Sol. O lúdico se sobressai em alavantus e anarriês protagonizados pelas 50 crianças que compõem o grupo, sem que eles abram mão da dedicação e disciplina em cima do palco. A transmissão dos saberes da cultura popular é um dos requisitos para o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, conquistado pela Raio de Sol em 2024, e esse trabalho de continuidade é um dos destaques do grupo, que completa 30 anos de existência neste dia 18 de junho. Com projetos educativos em cultura popular para as crianças enquanto os pais trabalham, inscrições em editais e abertura para crianças que não são ligadas a quem integra a Raio de Sol adulta, o grupo vem desenvolvendo uma forma consistente de empreender a educação dos pequenos para o patrimônio cultural de Pernambuco.</p>
<p>“Crianças assistem a Raio de Sol, tanto pessoalmente quanto no YouTube. Acredito que isso já gera o desejo de fazer parte. E agora com a quadrilha mirim isso é mais objetivo e focado, digamos assim. Não existe restrição de ter que ser da família de quem é da adulta, a gente abre inscrição pra todo mundo. Naturalmente tem bastante gente – acho que uns 30%, 40% talvez – de filhos e sobrinhos de pessoas que envolvidas com a Raio de Sol adulta, mas isso não é uma regra. A Raio é realmente aberta pra quem quiser participar”, comenta Leila Nascimento, diretora artística e noiva da Raio de Sol. É o caso de Mariana Nery, mãe de Maria Flor, que começou a dançar em 2022 e levava a filha aos ensaios. A criança criou um elo com a quadrilha e hoje dança na mirim. Maria Flor, que tem 8 anos, garante: “Aqui eu pude realizar um sonho porque sempre quis dançar numa quadrilha. Só ano passado [com a criação da Raio de Som mirim] é que eu consegui. É como minha mãe falou, não tinha nada, eu só assistia as apresentações, decorei as falas dos personagens em 2024, 2025 e 2026, e eu sei também todas as músicas”.</p>
<p>Mas há situações em que o oposto ocorre, e as crianças é que levam os pais para brincar. É o caso de Valentina Santos e Aurora Sales, mãe e filha. “Eu não dançava nos outros anos, aí coloquei ela pra dançar aqui no ano passado [2025] e me apaixonei, aí entrei neste ano”, diz a mãe. Ela lembra que a filha, que tem 7 anos hoje é a noiva da quadrilha mirim se apaixonou “quando viu a Raio dançando. Quando surgiu a quadrilha mirim, a gente já colocou ela para participar daquele sonho que ela vivia, porque era todos os dias assistindo a Raio de Sol. Ela sabia todos os passos da engrenagem [parte do espetáculo de 2024]”. Já Aurora cita a emoção de estar em cena. “Tenho emoção porque, quando começa a Raio, a gente [as crianças] fica em reunião e a gente grita!”, e depois completa, firmando animação: “Eu to mais empolgada que minha mãe. Tô ansiosa para tudo!”. Valentina ainda cita a participação como algo que fortalece os elos familiares. “Criou-se uma conexão massa entre a gente tudinho, porque a família ficou toda aqui. O pai se envolveu na produção, a avó ajuda na costura, tudinho”.</p>
<p>A trajetória de 30 anos é retomada ao formar as crianças para continuar a brincadeira, concentrando passado e futuro no tempo presente. Fundada em 1996 por Alana Nascimento, atual diretora do grupo, e José Bonifácio, a Quadrilha Junina Raio de Sol começou como uma brincadeira de crianças numa escola no bairro de Águas Compridas, em Olinda. Quem começou como criança foi crescendo dentro do grupo, que foi agregando outros participantes ao longo do tempo. Mas a ideia de uma quadrilha mirim foi dada por uma criança. “A Raio Mirim foi fundada por Lia, minha filha”, lembra Leila Nascimento. E prossegue: “Lia pediu para mandar uma mensagem no grupo do WhatsApp dos adultos compartilhando a ideia de fazer uma Raio de Sol só com crianças. Depois disso, algumas pessoas colocaram o nome das crianças que conheciam, filhos, sobrinhos&#8230; e isso ficou um pouco guardado, foi em abril de 2024 que isso aconteceu, com o São João bem próximo. E aí, no segundo semestre de 2024, nós recebemos o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Aí uma coisa casou com a outra”.</p>
<p>Se criação da Raio Mirim, como dito por Alana Nascimento em entrevistas, foi movida por um espírito de retomada da participação de crianças, o que dialoga com as origens do grupo, desta vez os pequenos voltam à quadrilha em outras dinâmicas. O projeto Cultura Brincante oferece vivências de cultura popular, com dança, brincadeiras, música, contação e criação de história às crianças no contraturno dos pais – ou seja, os pais deixam as crianças no Centro de Artes Raio de Sol e vão trabalhar.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/55342098641_8558e83ab3_k.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-124384" alt="Foto: Marina Torres/ Secult-PE" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2026/06/55342098641_8558e83ab3_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>“Esse projeto já teve vários formatos. O formato mais regular é oferecido 1 vez na semana, à tarde inteira, e é um projeto pago – cada família paga uma mensalidade e a gente consegue manter isso regularmente”, explica a diretora artística. Paralelamente, a quadrilha sempre inscreve projetos em editais a fim de ampliar o projeto e alcançar mais meninos e meninas. “Já conseguimos dois projetos dessa forma. Aí oferecemos as ações de forma gratuita e atingimos famílias que não têm condições de pagar essa mensalidade. Com a criação da Raio Mirim, é meio que automático o interesse das crianças da quadrilha nesse projeto, e elas, naturalmente, participam”, diz Leila.</p>
<p>Em Pernambuco, terra onde se fala que vai “brincar carnaval”, “sambar o coco” e “dançar quadrilha”, o lúdico é elemento entranhado na cultura popular. No projeto Cultura Brincante, as crianças passam por atividades que priorizam o lúdico sem abrir mão da disciplina e da organização. “A questão lúdica tem a ver com o método que eu acredito e aplico no Cultura Brincante e na Raio de Sol Mirim, para que a gente consiga aprender se divertindo, porque a cultura popular é isso. Mas isso não deixa de ser sério. Mesmo as crianças têm noção de que é uma responsabilidade, de que há o horário do ensaio, horário da apresentação, tem a fileira que você dança, tem a coreografia pra aprender. Eles se dedicam bastante. Mas a gente tenta levar tudo de forma divertida, tranquila, leve, lúdica – até na adulta a gente pensa assim, imagina na quadrilha infantil. A brincadeira é muito séria e passa pro público essa leveza e diversão que estamos vivendo na apresentação”, explica Leila Nascimento.</p>
<p>Neste ano, em que a Raio de Sol completa 3 décadas de existência, o tema da quadrilha mirim é a obra do mestre Manoel Eudócio (1931-2016), Patrimônio Vivo de Pernambuco e artista do barro, considerado o último discípulo de Mestre Vitalino (1909-1963). Por meio dele, são homenageados outros mestres pernambucanos do barro, como Ana das Carrancas, Francisco Brennand, Zé Caboclo, Galdino e Nuca. Já a quadrilha adulta, que reúne 140 integrantes, dançará sob o tema “Sou coração do folclore nordestino”, em que se conta uma história que reflete identidade, pertencimento, cultura popular e direito à terra. As apresentações da quadrilha unem as coreografias a uma rica visualidade, teatralidade e crítica social.</p>
<p><strong>PATRIMÔNIO VIVO</strong> – Quando pessoas (mestras ou mestres) ou coletivos (quadrilhas, bandas filarmônicas, caboclinhos, afoxés, entre outros) ganham o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, também passam a receber uma bolsa mensal para que possam empreender suas atividades. No caso da Quadrilha Junina Raio de Sol, o valor é direcionado não à manutenção da brincadeira, como é costume, mas sim à criação e manutenção do Centro de Artes Raio de Sol.</p>
<p>No Centro funciona o museu da Raio, onde a história do grupo é exposta por meio de figurinos, troféus, textos, croquis e fotografias. Também é um espaço de encontro em que ocorrem reuniões, pequenos ensaios e criação de coreografias. Mas a ideia é agitar o espaço com ações ainda mais diversificadas ao longo do ano. “Fora do ciclo junino já oferecemos residência artística para crianças, com oficina de criação de coreografias. A gente acredita que apenas começamos, a quadrilha tem 30 anos, mas essa questão de ter um espaço físico, um centro de artes, a gente tá começando e buscando apoio e aprovação em editais pra mantermos a casa viva o ano inteiro”, finaliza a diretora artística e noiva da quadrilha.</p>
<div id="attachment_118516" aria-labelledby="figcaption_attachment_118516" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.20.26.jpeg"><img class="size-medium wp-image-118516" alt="Foto: Luiz Felipe Bessa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-19-at-19.20.26-607x341.jpeg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">O reisado para São João tem encantado públicos em 2025</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/quadrilha-raio-de-sol-30-anos-transmitir-o-saber-para-manter-a-cultura-viva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

