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	<title>Portal Cultura PE &#187; Repercutir</title>
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		<title>Lucas dos Prazeres leva &#8220;O som da Vida&#8221; para o MEPE</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2017 13:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste sábado (04), Lucas dos Prazeres estará no projeto Ouvindo e Fazendo e Música, no Museu do Estado de Pernambuco. Ele vai apresentar o repertório do espetáculo solo O Som da Vida, lançado em 2013, baseado em cantigas, canções de ninar, maculelê, capoeira, percussão e voz. &#8220;Esse espetáculo se tornou marcante pra mim porque foi num momento [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_44796" aria-labelledby="figcaption_attachment_44796" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Beto Figueirôa</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/02/Lucas-Orquestra-dos-Prazeres-2-Foto_Beto-Figueirôa.jpg"><img class="size-medium wp-image-44796" alt="Beto Figueirôa" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/02/Lucas-Orquestra-dos-Prazeres-2-Foto_Beto-Figueirôa-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Lucas aposta na ação em rede para viabilizar seu primeiro DVD com a Orquestra dos Prazeres</p></div>
<p>Neste sábado (04), Lucas dos Prazeres estará no projeto Ouvindo e Fazendo e Música, no Museu do Estado de Pernambuco. Ele vai apresentar o repertório do espetáculo solo<em> O Som da Vida,</em> lançado em 2013, baseado em cantigas, canções de ninar, maculelê, capoeira, percussão e voz. &#8220;<em>Esse espetáculo se tornou marcante pra mim porque foi num momento que eu estava passando por uma crise, de questionar a minha identidade enquanto artista e eu quis levar isso pra cena. O que vai acontecer no MEPE  é uma retomada desse espetáculo que é lindo e que eu adoro fazer, só que não tive tempo de apresentá-lo mais porque logo em seguida <em>recebi o prêmio pra gravar o DVD da Orquestra.</em> Como é um espetáculo que tem uma mobilidade maior de ir pros lugares, porque é só a minha mochila e os instrumentos, eu pretendo dar um giro com ele, fazê-lo mais vezes.</em>&#8221;</p>
<p>Antes da apresentação musical marcada para as 17h, Lucas vai ministrar, às 15h, a oficina <em>Viva a percussão (o despertar da pirâmide rítmica)</em>, às 15h. &#8220;<em>É uma oficina que não é pra músico nem pra percussionista e sim pra todo mundo e pra todas as idades. Criança pode fazer, idoso. Porque eu trabalho a percussão através da perspectiva natural do corpo se mover, do ritmo do seu caminhar. Trabalho muito com palma de mão. É uma oficina que agrega as pessoas no sentido de se voltar pra um silêncio que a gente perdeu no dia a dia. Essa é a grande mensagem. No meio dessa poluição sonora, onde a gente nem tem mais habilidade pra ouvir porque estamos tão impregnados nela, a oficina é uma busca a esses santuários do silêncio.  Será um momento da gente se conectar do que propriamente uma oficina de percussão, de pegar um instrumento e aprender um ritmo</em>.&#8221;</p>
<p><strong>SINGLE PARA STREAMING</strong> &#8211; Gravado ao vivo e sem cortes no Teatro Luiz Mendonça em novembro de 2014,  mês da Consciência Negra, o DVD <em>Repercutir</em>, do percussionista Lucas dos Prazeres, teve o primeiro single disponibilizado para streaming e download no site do artista. Batizada de <em>Saudação a Xangô</em>, a canção é uma reverência ao orixá de cabeça do percussionista, a quem ele pede passagem e presta homenagens. &#8221;<em>Xangô é o orixá da justiça, do fogo. A minha vida inteira se resume a essa reza, que fala especificamente da fartura, a fartura de amor, de comunhão, de união entre a família e não só da fartura em cima da mesa. Ela resume bem tudo que está acontecendo nesse DVD, que é a minha família junta no palco. Ali<em> estão não só a minha mãe, minha filha, meu irmão e minha esposa, mas também os meus sobrinhos, cunhado e vizinhos que muitas vezes são como primos </em>&#8220;, </em>explica o percussionista e bailarino, regente da orquestra dos Prazeres.</p>
<p>&#8220;<em>A cultura afro na minha casa foi mais do que estudada, ela foi realmente vivenciada, as datas de festejo, na maneira de se vestir, de se alimentar, na maneira de cuidar do outro e de olhar pro meio ambiente. A filosofia da minha casa sempre foi entender das suas raízes culturais pra poder saber com firmeza pra onde você quer ir. Nesse sentido, a</em><em id="__mceDel"><em> Saudação a Xangô resume em som, em energia e em palavra tudo isso que eu prego no DVD Repercutir, que é a minha vivência do aprendizado pela prática cultural, do meu nascimento até meus 32 anos hoje </em>&#8220;, </em>avalia o músico, cujo DVD traz uma fusão dos elementos da cultura afro e da cultura popular do Nordeste, alargados em arranjos modernos e uma sonoridade de impressionar.</p>
<p>A gravação de <em>Repercutir</em> foi possível graças à aprovação de um projeto no Prêmio Funarte de Arte Negra, que contemplou a estrutura de produção e captação do DVD. Agora, Lucas busca, de forma independente, financiar a pós-produção,  prensagem e lançamento do álbum, apostando na ação em rede para viabilizar o lançamento. Para isso, iniciou a pré-venda do trabalho<i> </i>em seu site.  A compra antecipada do álbum duplo <i>Repercutir</i> (DVD+CD)  está disponível no valor de R$ 30 (trinta reais). &#8221;<em>Ele já está editado, todo pronto. Agora está faltando fazer uma prensagem de mil cópias seguida do lançamento. Me dá uma angústia olhar pra prateleira e ver o meu sonho ali em cima em vez de estar na rua. Está difícil captar recursos</em>&#8220;, comenta.</p>
<div id="attachment_44832" aria-labelledby="figcaption_attachment_44832" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Beto Figueirôa</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/02/Lucas-Orquestra-dos-Prazeres-1-Foto_Beto-Figueirôa1.jpg"><img class="size-medium wp-image-44832" alt="Beto Figueirôa" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/02/Lucas-Orquestra-dos-Prazeres-1-Foto_Beto-Figueirôa1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Orquestra dos Prazeres reúne família no palco</p></div>
<p>Uma cerimônia de lançamento será oferecida aos apoiadores que participarem da campanha, numa noite de autógrafos com os músicos, que farão uma roda de afoxé e de coco na Loja PassaDisco, onde o DVD será vendido. Contribuições livres e doações podem ser feitas através do e-mail:<strong> <a href="mailto:vamosrepercutir@gmail.com" target="_blank">vamosrepercutir@gmail.com</a></strong>.</p>
<p><strong>HISTÓRICO</strong> &#8211; Filho de Recife e Olinda, nascido no Morro de Nossa Senhora da Conceição, músico, bailarino e produtor, Lucas dos Prazeres é o exemplo máximo da versatilidade da cultura pernambucana na contemporaneidade. Ele iniciou sua carreira dançando e migrou para a percussão na criação e execução das trilhas sonoras dos espetáculos estreados pela ONG: Centro Cultural Maria da Conceição, projeto social fundado pela sua família, que atendia crianças e jovens na zona norte do Recife. O artista já rodou o mundo e estabeleceu parcerias com importantes nomes da música brasileira como Alceu Valença, Naná Vasconcelos, Elba Ramalho, André Rio, SpokFrevo Orquestra, entre outros.</p>
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		<title>A imensa aldeia que repercute prazeres</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2014 20:18:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova No dia 21 de julho de 2013, o percussionista Lucas dos Prazeres renovava seus votos de comunhão com seus instrumentos, em pleno Festival de Inverno de Garanhuns. Lá estava ele, no Parque Ruber Van Der Linden (Pau Pombo), apresentando ao público o seu espetáculo solo Repercutir, onde ele se mostrava inteiramente [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/11/LucaseaOrquestra6-FotoBetoFigueiroa-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16849" alt="Beto Figueirôa" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/11/LucaseaOrquestra6-FotoBetoFigueiroa-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>No dia 21 de julho de 2013, o percussionista <strong>Lucas dos Prazeres</strong> renovava seus votos de comunhão com seus instrumentos, em pleno Festival de Inverno de Garanhuns. Lá estava ele, no Parque Ruber Van Der Linden (Pau Pombo), apresentando ao público o seu espetáculo solo <em>Repercutir</em>, onde ele se mostrava inteiramente em essência. Era como se estivesse nascendo, em estado bruto <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fig2014/os-afetos-sonoros-e-a-busca-pela-essencia/" target="_blank">(ver matéria)</a>. Um ano, quatro meses e 23 dias depois, ele volta a reverberar seus sons e afetos. Porém, desta vez, ele não está só, e sim envolto por um gigantesco grupo de 30 músicos. Nesta quinta (13), Lucas sobe ao palco do Teatro Luiz Mendonça – no Parque Dona Lindu – rodeado por sua “aldeia”, como costuma dizer, para apresentar e registrar em DVD o <em>Repercutir</em>, com nova concepção e formato. O espetáculo acontece à 20h e a entrada é gratuita, com retirada dos ingressos a partir das 17h, na bilheteria do teatro.</p>
<p>A gravação do DVD <em>Repercutir</em> foi viabilizada através do Prêmio Funarte de Arte Negra. Dos 33 projetos contemplados em todo o país, ele foi o único do Recife a angariar essa conquista. A captação de áudio e vídeo, assim como a edição da mídia, será feita pelo estúdio Fábrica, sob coordenação de Pablo Lopes. A concepção do espetáculo, feita em parceria entre Lucas e sua mãe, Conceição dos Prazeres, dessa vez, traz muitas diferenças do <em>Repercutir</em> que Lucas apresentou em Garanhuns. Antes solo, Lucas agora resolveu unir suas duas famílias: a das pessoas e a dos instrumentos. Ele irá se cercar da sua Orquestra dos Prazeres, ampliando-a, inclusive – um time inicial de 23 músicos chegará a 30 em cena.</p>
<p>Lucas é o responsável por arregimentar esse poderoso grupo de percussão que, dividido em naipes, como nas orquestras convencionais, arrebata a quem assiste, pelo vigor e sintonia em palco. São amigos de infância, aprendizes, parentes sanguíneos e irmãos de afinidade e afeto. Reunir-se com os seus: este é o rito que Lucas concebe para celebrar um “ciclo vivo, ativo e harmonioso” de conquistas que a arte lhe deu ao longo da vida. “<em>Arte, pra mim, é junto com a família. Antes de qualquer ideia musical, se deu ali uma carga emocional muito grande, uma explosão de carinho, respeito e amor muito grande. Quando tudo isso se junta, tem uma química ali, e quem vê isso tudo também se conecta com esse momento</em>”, relata. Além da orquestra percussiva – que tem declarada inspiração na orquestra de sabás do senegalês Doudou N&#8217;Diaye Rose – , reforçam a musicalidade do conjunto, no espetáculo, um baixo elétrico, uma viola e um set de percussão eletrônica.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/11/Orquestra-FotoBetoFigueiroa1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-16850" alt="Beto Figueirôa" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/11/Orquestra-FotoBetoFigueiroa1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Em <em>Repercutir</em>, Lucas também revolve em sua órbita sensível todas as referências artísticas que traz arraigadas em sua alma. A escolha dos convidados dá conta desse diálogo que Lucas estabelece com as mais diversas linguagens, que estarão em palco, junto a ele. A música se fará presente com a percussão de Gilú Amaral, assim como com as toadas rabecadas e também os bailados de cavalo marinho, através do grupo Sagaranna. O corpo em movimento também será marcado pelas participações do Afoxé Alafin Oyó e dos bailarinos Dielson Pessoa, Ana Paula Santos, Jamila Marques e do coreógrafo moçambicano Manuel Castomo. A poesia de Antônio Marinho vai reverberar no Luiz Mendonça, em cadência com o som de Lucas. Textos da tia Lúcia dos Prazeres também irão cerzir trechos do espetáculo. Também da família dos Prazeres, o primo e padrinho Feliciano contribuirá com seus traços em telas pintadas exclusivamente para o “Repercutir”, que serão projetadas por Gabriel Furtado. E um momento especial: após mais de 20 anos, Lucas divide o palco com Conceição dos Prazeres, em um número de dança que alude ao encontro entre Xangô e Iemanjá.</p>
<p><strong>Ritmo da vida</strong><br />
O roteiro de <em>Repercutir</em> foi construído a quatro mãos. Lucas e sua mãe, Conceição, tiveram o desvelo de trazer ao palco todo um universo de referências de toda a vida do percussionista, mas de forma a conectá-las com um conceito bem amarrado, que pudesse abarcar, de forma inteligível e sensível essas conexões. O espetáculo, então, é dividido em quatro atos, baseado no ciclo da vida, fazendo uma analogia com o desenrolar das estações do ano. De cara, abre com o Inverno, que remete a um momento de introspecção, quietude, reorganização e fecundação, em que Lucas canta e reza para seus mestres e orixás, abrindo seus caminhos; depois, o florescimento que vem com a Primavera, “<em>a conscientização do brotar de um jardim novo, com novas flores</em>”; a explosão do Verão, personificada na dança e em ritmos festivos, como o semba e o coco; e o Outono, que culmina com a sabedoria que há no desprendimento e desapego diante das coisas da vida.</p>
<p><strong>Assista ao vídeo promocional, gravado por Lucas e Orquestra dos Prazeres:</strong></p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/m5U3XQDKpdg" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><strong>Negritude, orixás e consciência<br />
</strong>“<em>Filho de Xangô não teme porque é filho de rei</em>”, cantava Noriel Vilela em <em>Saravando Xangô</em>. Filhos de Xangô são aguerridos, enfrentam desafios com gana e obstinação. No caso de Lucas, o DVD <em>Repercutir</em> é mais uma prova dessa imponência diante de um novo desafio. E é bem mais do que isso. É a reafirmação da sua relação com o universo artístico, que rege sua vida desde sempre. Lucas, 30 anos, diz também ter 30 anos de carreira, uma vez que sua mãe, que foi bailarina do Balé Popular do Recife, se apresentou com ele em seu ventre até os 7 meses de gestação. Sua relação com a arte – em especial, a dança e a música –, portanto, é umbilical, sanguínea, essencial. No lugar onde cresceu e se criou – o Morro da Conceição – sua convivência com esse universo artístico tomou forma, e, há 18 anos, ele se apropriou profissionalmente das linguagens que aprendeu ao longo da vida para levá-las aos palcos dos quatro cantos do mundo.</p>
<p>Desde sempre, mesmo que de forma mais lúdica, através das brincadeiras populares e da sua relação tão íntima e simbiótica com a percussão, ele trouxe nas veias, no espírito e nos movimentos a sua herança negra. Porém, em <em>Repercutir</em>, esse lado se mostra ainda mais forte. “<em>Os ensaios e espetáculos da Orquestra sempre tiveram ensinamentos referentes à consciência negra. Traz esse negrume de maneira mais consistente, com fundamentos religiosos, com a filosofia do candomblé, nesse diálogo mais energético com a magia da natureza</em>”, explica Lucas.</p>
<p>O repertório do espetáculo, repleto de referências ao candomblé e a canções que exaltam nossas raízes negras remetem a essa ligação mais clara e forte. <em>Zumbi</em>, de Jorge Ben; <em>Felicidade Guerreira</em>, de Gilberto Gil; <em>Semba dos Ancestrais</em>, de Martinho da Vila, menções ao coco e à capoeira são apenas algumas das referências à negritude, mas não a negritude que lamenta as agruras da escravidão, mas uma negritude afirmativa. Traços bem característicos daqueles que trazem a verve guerreira e destemida de Xangô. Lucas canaliza isso em sua arte, de forma altiva e criadora. “<em>A grande luta do guerreiro, filho de Xangô que sou, é por ter uma vida digna, confortável, harmoniosa, pacífica e feliz sem sair do meu palco&#8230; ser respeitado no meu palco&#8230; ensinar meus filhos e netos no meu palco&#8230; receber meus amigos e amores no meu palco&#8230; conhecer o mundo inteiro sem sair do meu palco</em>”, afirma o artista.</p>
<p><strong>Acessibilidade</strong><br />
O espetáculo <em>Repercutir</em> também dialogará com pessoas com necessidades especiais. Um momento inédito em espetáculos de música no país. O show terá a interpretação simultânea em Libras – Linguagem Brasileira dos Sinais – feita pela tradutora Poliana Alves, que reproduzirá, através da comunicação por gestos não só o som das músicas do espetáculo, como todas as letras – tanto em português quanto em yorubá, idiomas que farão parte do show.</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong><br />
<em>Gravação do DVD do show </em>Repercutir<em>, com Lucas e Orquestra dos Prazeres</em><br />
Quinta (13), a partir das 20h<br />
Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu) – Avenida Boa Viagem, s/n, Boa Viagem – Recife/PE<br />
Entrada franca (com retirada dos ingressos a partir das 17h, na bilheteria do teatro).</p>
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