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	<title>Portal Cultura PE &#187; Saber de Parteira</title>
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		<title>Série &#8220;Saber de Parteira&#8221; estreia na TV Pernambuco</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2020 18:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_50787" aria-labelledby="figcaption_attachment_50787" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Maria-dos-Prazeres-_Patrimônio-Vivo.jpg"><img class="size-medium wp-image-50787" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Maria-dos-Prazeres-_Patrimônio-Vivo-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Maria dos Prazeres, Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco e responsável por mais de cinco mil partos, é uma das personagens da série, que estreia nesta terça-feira (5), Dia Internacional da Parteira, na TV Pernambuco</p></div>
<p>&#8220;Ser Parteira&#8221;, &#8220;Beleza do Ofício&#8221;, &#8220;Dom e Aprendizado&#8221;, &#8220;Parteiras e Plantas&#8221;, &#8220;Transmissão e Continuidade&#8221; e &#8220;Relação com a comunidade&#8221; são os títulos e assuntos abordados nos seis filmes que estreiam nesta terça-feira (5), Dia Internacional da Parteira, na TV Pernambuco (Recife e Região Metropolitana &#8211; canal 46.1; Caruaru &#8211; canal 12.1; Petrolina &#8211; 13.1). Em formato de interprogramas, com duração de 2 minutos cada, a campanha será veiculada nos intervalos do canal.</p>
<p><strong>Saber de Parteira</strong> é uma ação do Museu da Parteira, com realização da produtora audiovisual Bebinho Salgado 45, e incentivo do <strong>Governo do Estado de Pernambuco</strong>, por meio dos recursos do <strong>Funcultura</strong>, e direção da antropóloga Júlia Morim; e volta-se para a valorização e promoção do ofício de parteira tradicional, trazendo ao público um pouco desse universo, justamente no mês de maio, instituído como o mês de celebração do ofício de parteira.</p>
<p>Nas imagens captadas em 2019, as parteiras Prazeres, de Jaboatão dos Guararapes, Zefinha, Elisabete e Severina, de Caruaru, Dôra, Tia Ana, Juliana, Neide, Darinha, Jacira, Luzânia, Marlene, aprendizes e parteiras Pankararu dão depoimentos sobre a transmissão de saberes, o reconhecimento da comunidade, e o sentimento de satisfação em ajudar uma mulher a dar à luz.</p>
<p><em>“Pra mim é a melhor coisa do mundo é eu ver uma criança nascendo. Nascer e você ter certeza que deu tudo certo. Não tem como você explicar! É inexplicável”</em>, testemunha Neide, aprendiz de parteira. Já Prazeres, 80 anos, parteira agraciada com o Prêmio de Patrimônio Vivo de Pernambuco, e protagonista do curta-metragem “Simbiose”, ressalta o papel da parteira na comunidade: <em>“É uma liderança. É uma conselheira. Ela é advogada, ela é assistente social, ela está em todas. É por isso que eu achei por bem dizer o que ela faz só numa palavra: ela faz simbiose”</em>.</p>
<p>Entre os instrumentos de trabalho, as mãos ganham destaque, como diz Dôra, parteira Pankararu: <em>“As mãos é o que Deus deixou pra gente. A mão é sagrada”</em>. As mulheres entrevistadas representam muitas outras do Brasil que tiram seu sustento de outras ocupações, comungam da mesma realidade sociocultural das mulheres assistidas e costumam considerar seu ofício de parteira como mais uma de suas atribuições. Conferem a iniciação no ofício ao acaso, “destino divino”, ou necessidade, e o aprendizado ocorre na prática e/ou com parteiras mais experientes. Parteiras são mulheres dedicadas, que, dia ou noite, ajudam outras mulheres que dão à luz. Figuras de liderança e referências de saúde nos grupos em que atuam, exercem múltiplos papéis em suas comunidades (parteiras, agentes de saúde, mediadoras de conflitos). São detentoras de conhecimentos acerca de costumes, técnicas e saberes “da arte de botar gente no mundo”, repassados entre gerações, continuam praticando e transmitindo esse saber coletivo que reforça a identidade de um povo.</p>
<p>Enquanto campanha, Saber de Parteira alinha-se com a Política Nacional do Patrimônio Imaterial e pretende fortalecer o processo de reconhecimento dos saberes e das práticas das parteiras tradicionais enquanto Patrimônio Cultural do Brasil, o qual encontra-se em andamento no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A Instrução de Registro, que envolve pesquisa e elaboração de dossiê escrito, dossiê fotográfico e vídeo de apresentação, está sendo executada pela Departamento de Antropologia e Museologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sob coordenação dos professores Elaine Müller e Hugo Menezes.</p>
<p>O projeto configura-se também como a concretização de uma das ações do Museu da Parteira, um projeto em construção, que planeja e realiza um conjunto de ações continuadas de salvaguarda, promoção e valorização dos Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais, que vem sendo executado em etapas as quais abarcam a transversalidade das práticas de preservação do patrimônio cultural. Coordenado pelos Grupo Curumim, Grupo de Pesquisa Narrativas do Nascer (DAM/UFPE) e pelas Associações de Parteiras Tradicionais de Jaboatão dos Guararapes e de Caruaru, o museu configura-se principalmente como um espaço de ativismo, reflexão e articulação de novas ideias e parcerias. Em 2018, a iniciativa recebeu o <strong>Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural</strong>, ofertado pela <strong>Secult-PE/Fundarpe</strong>, na categoria Acervo Documental e Memória.</p>
<p><em>“Saber de Parteira insere-se em uma proposta maior de documentação, valorização e salvaguarda dos saberes e práticas das parteiras tradicionais que teve início com a realização de inventários de referências culturais (INRC), ainda em 2008, os quais se desdobraram em diversas ações como exposições fotográficas, publicações de livros e produção de curta-metragem. A escolha pelo audiovisual para a campanha se deu pelo fato desses registros serem documentos de grande importância que integram e fomentam a salvaguarda do patrimônio na medida em que são um meio de promoção e reconhecimento de ampla e fácil difusão”</em>, afirma Júlia Morim. A diretora é mestre em Antropologia, militante dos direitos da mulher e atua no audiovisual, tendo realizado dois filmes: Simbiose, de 2017, premiado em diversos festivais, e Evitável, 2019, contemplado pelo terceiro Edital VídeoSaúde da Fiocruz.</p>
<p>Os filmes já estão disponíveis na internet, confira:</p>
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