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	<title>Portal Cultura PE &#187; Salomão Kelner &#8211; Um Marco na Medicina Pernambucana</title>
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		<title>MEPE recebe lançamento de livro em homenagem a Salomão Kelner</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2019 17:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_68738" aria-labelledby="figcaption_attachment_68738" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/Miguel-Arraes-e-nos-80-anos-de-Salomão.jpg"><img class="size-medium wp-image-68738" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/Miguel-Arraes-e-nos-80-anos-de-Salomão-607x419.jpg" width="607" height="419" /></a><p class="wp-caption-text">Salomão Kelner se tornou amigo de personalidades, como Miguel Arraes, por conta da sua ética médica</p></div>
<p>Nem só da precisão no manuseio do bisturi ou da indicação certeira do remédio se faz bom médico. Salomão Kelner (1916-2003), pesquisador e professor de medicina, referência em cirurgia abdominal e fundador do Mestrado em Cirurgia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), aprendeu e ensinou que doença se cura com sensibilidade ético-social. Era acima de tudo um humanista. Assim fez amigos, anônimos e ilustres, como o ex-governador Miguel Arraes, o ex-prefeito Pelópidas Silveira, e o professor e médico Fernando Figueira, fundador do Imip.</p>
<p>“Nós temos especialistas demais (…) O Brasil não deveria permitir especialista precoce. Não se pode uniformizar a medicina”, disse o médico certa vez, durante uma entrevista, reproduzida no livro &#8220;Salomão Kelner &#8211; Um Marco na Medicina Pernambucana&#8221;<i>, </i>editado pela Cepe e organizado pelos também médicos Gilda Kelner e Djalma Agripino de Melo Filho. O perfil biográfico será lançado nesta quinta-feira, 23 de maio, às 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe).</p>
<p>Na obra, o leitor conhece a trajetória acadêmica e científica, narrada em entrevistas e textos escritos pelo próprio Salomão, além de 28 depoimentos de amigos, familiares e discípulos. “A história de meu pai merece registro especial por sua preocupação com as camadas desfavorecidas da sociedade”, defende a psicanalista Gilda, 74 anos, que levou dois anos para reunir fotografias, documentos e uma linha do tempo que constam no livro. Tudo isso ao lado de Djalma, especialista em saúde pública e epidemiologia, além de jornalista e apaixonado pela história da medicina. Djalma, 59, conta que Salomão foi seu professor, nos anos 1980. “Naquela época já pude constatar sua sabedoria e seu compromisso com o ensino público de qualidade”, recorda. Foi justamente essa luta em defesa da universidade pública que aproximou Djalma da família Kelner.</p>
<div id="attachment_68739" aria-labelledby="figcaption_attachment_68739" class="wp-caption img-width-405 alignnone" style="width: 405px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/salomao-kelner-foto-pag-291.jpg"><img class="size-medium wp-image-68739" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/salomao-kelner-foto-pag-291-405x486.jpg" width="405" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Argentino naturalizado brasileiro, Kelner recebeu diversas homenagens ainda em vida</p></div>
<p>O reconhecimento veio em vida com homenagens importantes: recebeu a Medalha Maciel Monteiro, considerada a mais alta distinção da Sociedade de Medicina de Pernambuco; e o título de Cidadão do Recife. Argentino naturalizado brasileiro desde os 2 anos de idade, Salomão se formou em 1940 na então Faculdade de Medicina, onde enfrentou o antissemitismo por ser judeu. No início da carreira, seus pares o restringiram a exercer o ofício apenas no interior do Estado.</p>
<p>Começou a ensinar em 1945 na faculdade, e de lá saiu apenas 41 anos depois. Auto-declarado socialista, enfrentou a Ditadura de 1964. Não se acovardou diante do golpe e da prisão de Arraes, então detido no quartel do Corpo de Bombeiros e, no dia do Natal, foi até lá para presentear o amigo com uma tela do pintor Cícero Dias. Não pôde ter com o político, mas a notícia da visita chegou até Arraes, que a recebeu com alegria. Em seguida, enviou uma carta ao amigo em agradecimento.</p>
<p>Salomão e a esposa, a ginecologista e obstetra Miriam Ludmer, 98,<i> </i>chegaram a ser presos na época do golpe militar. Antes de 1964, o médico se engajou nas campanhas de Juscelino Kubitscheck (1955), Miguel Arraes (1962) e Pelópidas Silveira (1963). Mas a militância vem desde o movimento estudantil. Apesar de não apoiar a luta armada, sempre foi um ferrenho defensor da luta pela democracia. “Sabe quais são as três prioridades do Brasil? Primeiro lugar, a educação; segundo lugar, a educação; terceiro lugar, a educação”, dizia.</p>
<p>Gilda conta que, mesmo nos tempos de censura, o pai ajudou muitos estudantes, inclusive financeiramente. “Mesmo sob todas as censuras da época, quando dava aulas — não é que fizesse discursos políticos – estimulava os alunos a valorizar a relação médico-paciente e ter uma visão mais abrangente do mundo, em contraste com a visão tubular, que só via o aspecto técnico. Sugeria que era importante ler literatura e assistir a manifestações artísticas”, relata a filha.</p>
<p><b>Serviço</b><br />
Lançamento do livro <i>Salomão Kelner &#8211; Um Marco na Medicina Pernambucana </i>(Cepe Editora)<br />
Quando: nesta quinta-feira, 23 de maio, às 19h<br />
Onde: Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa, 960 &#8211; Graças)<br />
Entrada gratuita</p>
<p>&nbsp;</p>
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