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	<title>Portal Cultura PE &#187; sanfoneiro</title>
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		<title>Baluartes do &#8220;forró das antigas&#8221; representam tributo a irmãos nordestinos em Buíque</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Aug 2024 15:15:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A primeira noite do polo Pernambuco Meu País do festival homônimo, no município de Buíque (Agreste), nesta sexta-feira (30), transformou-se numa bela homenagem aos irmãos nordestinos e principalmente à cultura do chamado &#8220;forró das antigas&#8221;. O tributo foi representado por artistas que em comum têm o fato de haver começado na música muito cedo, ainda [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira noite do polo Pernambuco Meu País do festival homônimo, no município de Buíque (Agreste), nesta sexta-feira (30), transformou-se numa bela homenagem aos irmãos nordestinos e principalmente à cultura do chamado &#8220;forró das antigas&#8221;. O tributo foi representado por artistas que em comum têm o fato de haver começado na música muito cedo, ainda criança: o acordeonista e cantor Beto Hortis, que é natural de Camaragibe e teve uma passagem bem representativa na banda paraibana Magníficos; e os cearenses MC Rogerinho, que começou a carreira como compositor de Wesley Safadão e Xand Avião, e o também acordeonista e cantor Caninana do Forró, afilhado do grande poeta do gênero, Dorgival Dantas.</p>
<p>A noite ainda contou com a última apresentação do espetáculo Pernambuco Meu País, dirigido pelo músico Jam da Silva e pela coreógrafa Maria Paula Costa Rêgo e que celebra os homenageados desta primeira edição do festival, o percussionista Naná Vasconcelos e o artista visual Abelardo da Hora. A apresentação abriu todas as oito etapas desta primeira edição do festival.</p>
<p>Até chegar ao Planalto da Borborema, durante as sete etapas anteriores do festival, o público pôde conferir vários ótimos sanfoneiros e forrozeiros. Beto Hortis, porém, tirou onda em Buíque. O músico simplesmente deu aula em seu espetáculo revisador e renovador. Acompanhado de sua banda, da qual fazem partes as duas filhas, Taíssa Roberta e Maria Júlia, passeou pelos mais variados estilos do forró, como arrasta-pé, xote e baião, vez ou outra apenas com temas incidentais ou rápidos medleys de standards, até flertando com o frevo (&#8220;O meu show é multicultural&#8221;, afirmou). E é claro que houve espaço para hits de Gilberto Gil, Fagner, Zé Ramalho, Trio Nordestino, Os 3 do Nordeste e Luiz Gonzaga.</p>
<p>Para esse show, contudo, Hortis, que durante muito tempo tocou ao lado de forrozeiros como Alcymar Monteiro e Geraldinho Lins, resolveu destaca no repertório canções da época em integrou a banda Magníficos, como ele próprio comentou, numa época em que suas próprias filhas ainda não haviam nascido. E foram elas que cantaram vários sucessos desse &#8220;forró das antigas&#8221;, como Timidez e Verdadeiro Amor. E são elas ainda que dão ares de renovação à carreira do pai, quando interpretam, por exemplo, músicas como Amado, sucesso de Vanessa da Matta.</p>
<p>Em seguida, MC Rogerinho mostrou porque é mesmo um fenômeno. Natural de Sobral (CE), o cantor começou a carreira, antes dos 20 anos de idade, compondo para Wesley Safadão e Xand Avião. Hoje é o que pode ser chamado de um músico influencer e faz sucesso comandando seu próprio baile de &#8220;bregadeira romântica&#8221;, como gosta de chamar, um pancadão com vários momentos com temas para boate, pagodão, Carnaval e São João. A relação com o brega, aliás, tem sido uma tendência em sua geração, nos mais variados estilos e ritmos musicais.</p>
<p>O sucesso de Rogerinho, sem dúvida, deve-se a mais do que isso: como mostrou em Buíque, sua apresentação parece ser uma versão ampliada de seu próprio estilo de vida: um garot que se reúne com os amigos para curtir um pancadão e se divertir. No palco essa sua diversão torna-se contagiante e prolifera-se entre os milhares de fãs. Em determinado momento até os músicos largam seus instrumentos e entram na dança com o MC, apenas ao som das programações. Além de seus sucessos, Rogerinho aproveitou para reforçar seu mais novo aspirante a hit, O que que Tá Acontecendo, que teve até direito a bis.</p>
<p>O segundo acordeonista e cantor da noite, Caninana do Forró, é outro que dispensa apresentação na seara do &#8220;forró das antigas&#8221;. Originário de Tarrafas (CE), foi reconhecido também logo tornando-se uma das vozes (humanas e acordeonísticas) do gênero. Nesse estilo, também acompanhado de uma grande banda, está sempre preparado para destilar uma saraivada de sucessos, como se fosse uma jukebox só de hits.</p>
<p>Ao som de Caninana a plateia presente na Praça de Eventos do município segurou a onda e cantou e dançou ao som de temas como Ressaca de Saudade, Fiquei Sabendo, Quem Chorava Hoje Ri, Chuveiro Ligado e Teu Gadim, entre muitos outros, até mais de duas horas da manhã já deste sábado (31).</p>
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		<title>NOTA DE PESAR &#8211; Geraldo Correia</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2020 20:35:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Secult-PE e a Fundarpe lamentam profundamente o falecimento de um dos grandes mestres da sanfona de oito baixos da cultura nordestina, o paraibano Geraldo Correia, que faleceu nesta segunda-feira (14), aos 94 anos. Natural de Galante, distrito de Campina Grande (PB), Geraldo era um prodígio. Influenciado pelo seu pai Severino, tocava sanfona desde os [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Secult-PE e a Fundarpe lamentam profundamente o falecimento de um dos grandes mestres da sanfona de oito baixos da cultura nordestina, o paraibano Geraldo Correia, que faleceu nesta segunda-feira (14), aos 94 anos.</p>
<p>Natural de Galante, distrito de Campina Grande (PB), Geraldo era um prodígio. Influenciado pelo seu pai Severino, tocava sanfona desde os 12 anos. Exímio tocador de oito baixos, Correia, como ficou nacionalmente conhecido, foi contemporâneo de Jackson do Pandeiro e Dominguinhos, e era um dos músicos que mais se destacavam na execução e composição de choros em todo o país. Segundo Dominguinhos, Geraldo era o maior tocador de choro na sanfona de 8 baixos e o som de sua sanfona lembrava um clarinete muito bem afinado.</p>
<p>Da Paraíba, Geraldo ganhou os palcos e rádios do Rio de Janeiro e São Paulo. O seu repertório de valsas, choros, forrós e arrasta-pés foram lançados pela gravadora Cantagalo liderada pelo visionário Pedro Sertanejo. Pelo selo Cantagalo, gravou 14 discos e acompanhou diversos astros da música nordestina.</p>
<p>À família, amigos e admiradores do sanfoneiro, ficam registrados aqui nosso pesar e nossa profunda admiração pela sua vasta obra.</p>
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