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	<title>Portal Cultura PE &#187; São Gonçalo</title>
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		<title>Mazurca e São Gonçalo seguem vivos</title>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2012 13:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Encontro das manifestações populares, realizado pelo FPNC, embelezou a cidade nesse sábado (26/5)  Por Julya Vasconcelos Conta-se que antigamente todo mundo dançava mazurca em Verdejante (cidade do Sertão Central pernambucano). As casas eram simples, de taipa, e o chão de barro precisava ser aplainado. Para ajudar a bater o piso, as pessoas dançavam, e assim [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7365" aria-labelledby="figcaption_attachment_7365" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276820486_0a88122a27_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7365" alt="São Gonçalo de Verdejante (Foto: Roberta Guimarães)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276820486_0a88122a27_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">São Gonçalo de Verdejante (Foto: Roberta Guimarães)</p></div>
<p><em>Encontro das manifestações populares, realizado pelo FPNC, embelezou a cidade nesse sábado (26/5) </em></p>
<p>Por Julya Vasconcelos</p>
<p>Conta-se que antigamente todo mundo dançava mazurca em Verdejante (cidade do Sertão Central pernambucano). As casas eram simples, de taipa, e o chão de barro precisava ser aplainado. Para ajudar a bater o piso, as pessoas dançavam, e assim o ritmo de origem portuguesa foi sendo popularizado no povoado. Durante anos, a mazurca dividiu espaço com o forró, a valsa e o bolero nos salões de baile.</p>
<p>“A mazurca eu comecei a dançar quando era rapazinho jovem. Todo mundo dançava. Depois caiu de moda, como se diz”, conta Seu Antenor, integrante do grupo Na Flor da Idade, e atual representante do São Gonçalo de Verdejante. Além da mazurca e do São Gonçalo, eles dançam também quadrilha e dança da peneira e da fita. O grupo, que já tem 9 anos e cerca de 180 integrantes, se apresentou no início da noite desse sábado (26/05), na praça em frente à prefeitura de Verdejante, como parte da programação do FPNC.</p>
<p>O grupo de mazurca de Parnamirim dividiu o encontro de cultura popular com o São Gonçalo, a mazurca e o forró do grupo do Seu Antenor. Acordeon, zambumba e triângulo tomaram a praça da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que estava repleta de crianças, jovens e adultos. Vestidos com um tecido colorido de chita, o grupo de Parnamirim encerrou a apresentação com um discurso de Antônia Souza, que contou a todos que, no alto de seus 57 anos, estava se formando professora. E incentivou as senhoras que ainda não puderam concluir os estudos a fazerem o mesmo.</p>
<div id="attachment_7367" aria-labelledby="figcaption_attachment_7367" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276733228_652dff6ace_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7367" alt="Mazurca de Parnamirim (Foto: Roberta Guimarães)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276733228_652dff6ace_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mazurca de Parnamirim (Foto: Roberta Guimarães)</p></div>
<p>Os grupos de idosos, além de terem o valor inegável de resgate e manutenção das culturas de São Gonçalo e mazurca, tem a importância de dar aos seus integrantes a possibilidade de estarem ligados a uma atividade. Alzira Isabel disse que se sente melhor agora do que no tempo em que era nova. “Eu me sinto bem, me sinto feliz. Às vezes dá uma ‘vergonhinha’ de me apresentar, mas bem pouco. Eu sinto uma vida”, contou, sentada em um dos bancos da praça, um pouco antes de começar a dançar.</p>
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		<title>Quilombos unidos em Conceição das Crioulas</title>
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		<pubDate>Sun, 27 May 2012 13:02:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Encontro de Povos Tradicionais reuniu mazurca, São Gonçalo, dança do trancelim e outras manifestações Por Chico Ludermir Há mais de 200 anos, seis mulheres negras chegaram aonde hoje é a comunidade quilombola de Conceição das Crioulas, em Salgueiro. Com dinheiro da venda de algodão, conseguiram comprar “três léguas em quadra” de terra e construíram uma [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Encontro de Povos Tradicionais reuniu mazurca, São Gonçalo, dança do trancelim e outras manifestações</em></p>
<p>Por Chico Ludermir</p>
<p>Há mais de 200 anos, seis mulheres negras chegaram aonde hoje é a comunidade quilombola de Conceição das Crioulas, em Salgueiro. Com dinheiro da venda de algodão, conseguiram comprar “três léguas em quadra” de terra e construíram uma capela para Nossa Senhora da Conceição, em homenagem a uma imagem da santa que lá existia. Na frente desta mesma igreja, tão cheia de significados, foi realizado, nesse sábado (26/5), o Encontro de Povos Tradicionais do Sertão Central, como parte da programação do FPNC. Além dos anfitriões, os quilombos do Araçá, situado em Mirandiba, e de Santana, em Salgueiro, também levaram suas manifestações culturais ao local.</p>
<p>Passava pouco das 16h quando a banda de pífanos de Conceição das Crioulas começou a tocar debaixo de um toldo armado para o evento. Ao redor, moradores da comunidade já estavam juntos para prestigiar uma apresentação que eles já conhecem, mas não cansam de ver. De dentro da igreja, saíram 12 mulheres vestidas com saia branca e blusa estampada de um verde e laranja vivos, dançando a tradicional dança do trancelim, ao som do sopros dos pífanos e das pancadas das zabumbas.</p>
<p>Dona Generoza, de 63 anos, foi uma das dançarinas. Ela contou que as mulheres se apresentam sempre durante as novenas, comuns na comunidade nos meses de maio, junho, agosto e dezembro. “No começo, eram só os homens que dançavam, mas a gente queria mais uma animaçãozinha nas novenas e hoje não sei nem contar quantas mulheres dançam”, explicou ela, lembrando os tempos de criança.</p>
<div id="attachment_7381" aria-labelledby="figcaption_attachment_7381" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276932566_bf0472a50e_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7381" alt="Dança do trancelim (Foto: Ricardo Moura)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276932566_bf0472a50e_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Dança do trancelim (Foto: Ricardo Moura)</p></div>
<p>Nem bem saíram de cena as mulheres do trancelim, já entraram os brincantes do São Gonçalo Mães e Filhos do Quilombo Araçá. Na frente das duas fileiras, estavam dois irmãos, um com um violão, outro com uma rabeca. Pouco a pouco, todos os integrantes da fila do rabequeiro iam sendo “roubados” para a do violeiro. “Esse é um dos 12 tipos de roda de São Gonçalo que a gente faz”, explicou Severino Diniz, integrante e organizador do grupo.</p>
<p>O São Gonçalo sai sempre para pagar promessas de curas e conquistas. “Quando alguém alcança o que deseja, chama o São Gonçalo e festeja durante todo o dia”, contou Severino. Em seguida, me ensinou uma das músicas, que eles cantam em coro:</p>
<p>“São Gonçalo de Amarante<br />
feito de cedro cheiroso<br />
Ora viva, ora viva<br />
Viva São Gonçalo, viva<br />
Viva meu santo, viva”</p>
<div id="attachment_7382" aria-labelledby="figcaption_attachment_7382" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276957970_aa37950e95_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7382" alt="São Gonçalo Mães e Filhos (Foto: Ricardo Moura)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276957970_aa37950e95_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">São Gonçalo Mães e Filhos (Foto: Ricardo Moura)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Do Quilombo de Santana, veio o grupo de mazurca e, num valseado, dançou em pares ao som da sanfona. O grupo foi criado 2004 e faz parte de um resgate de uma tradição antiga da comunidade. “Desde que fomos reconhecidos como quilombolas, foi iniciado um processo de pesquisa com os mais velhos”, disse Senilda Silva, da Associação Quilombola de Santana.</p>
<p>Integrante mais antigo da mazurca, Fernando Moisés do Santos tem 76 anos e ajuda a compartilhar o ritmo que dança há mais de 50. “A gente dançava muito no São João. Antes, a gente dançava mais ligeiro do que hoje”, lembrou. Ao lado dele, João Emerson, integrante mais novo, escutava tudo.</p>
<div id="attachment_7383" aria-labelledby="figcaption_attachment_7383" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276960206_626fa2e0d7_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7383" alt="Mazurca do Quilombo de Santana (Foto: Ricardo Moura)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276960206_626fa2e0d7_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mazurca do Quilombo de Santana (Foto: Ricardo Moura)</p></div>
<p>Última apresentação da noite, o grupo de dança local Baobá mostrou os ritmos afros afoxé e maculelê quando já caía a noite. Com batuques de uma percussão de conga, alfaia, agogô, ganzá e agbê, as 14 meninas mostraram o resultado do que aprenderam com o professor Adalmir Silva. “É um trabalho que não é tradicional do nosso quilombo, mas tem relação com o fortalecimento da identidade negra em Conceição das Crioulas”, explicou Adalmir.</p>
<p>Articuladora do evento na comunidade, Valdeci Maria da Silva reconheceu na ação um momento importante de troca com os quilombos vizinhos. “A gente pode apresentar os nossos trabalhos culturais e artesanato e, assim, incentivar uns aos outros. Essa troca de experiências é muito importante para as comunidade”, afirmou. Em consonância, Erika Nascimento, coordenadora para Povos Tradicionais da Secretaria de Cultura de Pernambuco, considerou que cumpriu a tarefa de fomentar e valorizar a cultura dos quilombos: “Este encontro proporciona trocas importantes. As comunidades são muito diversas, mas são unidas pelas suas histórias de resistência”.</p>
<div id="attachment_7387" aria-labelledby="figcaption_attachment_7387" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276977072_0f202b1c63_z1.jpg"><img class="size-medium wp-image-7387" alt="Grupo de dança Baobá (Foto: Ricardo Moura)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7276977072_0f202b1c63_z1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo de dança Baobá (Foto: Ricardo Moura)</p></div>
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		<title>Uma tarde com mestres da cultura popular</title>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2012 23:05:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Chico Ludermir Reisado, São Gonçalo, mazurca e frevo. Os quatro ritmos da cultura pernambucana estavam representados na roda de mestres realizada na tarde desta quarta-feira (23/5) no Castelo Armorial, em São José do Belmonte. João Cícero, Antenor, Maria de Fátima e Mestre Jaime, figuras importantes e mantenedoras da nossa tradição compartilhando suas histórias e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Chico Ludermir</p>
<div id="attachment_7538" aria-labelledby="figcaption_attachment_7538" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7259207810_f3f97c8e60_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7538" alt="Mestre Jaime contou sobre A Bicharada. Foto: Clara Gouvêa/secult-PE" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7259207810_f3f97c8e60_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Jaime contou sobre A Bicharada. Foto: Clara Gouvêa/secult-PE</p></div>
<p>Reisado, São Gonçalo, mazurca e frevo. Os quatro ritmos da cultura pernambucana estavam representados na roda de mestres realizada na tarde desta quarta-feira (23/5) no Castelo Armorial, em São José do Belmonte. João Cícero, Antenor, Maria de Fátima e Mestre Jaime, figuras importantes e mantenedoras da nossa tradição compartilhando suas histórias e seus brinquedos para alunos da Escola Arcôncio Pereira e outros visitantes do espaço.</p>
<div id="attachment_7539" aria-labelledby="figcaption_attachment_7539" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7259198410_8f981b163a_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7539" alt="Mestre João Cícero falou sobre o Reisado ao lado de Antenor e Maria de Fátima. Foto: Clara Gouvêa/Secult-PE" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7259198410_8f981b163a_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre João Cícero falou sobre o Reisado ao lado de Antenor e Maria de Fátima. Foto: Clara Gouvêa/Secult-PE</p></div>
<p style="text-align: left;">João Cícero começou a brincar reisado com 10 anos de idade, quando morava no pé da Serra do Araripe. Todo sábado subia para a casa do tio Zé Domingos para brincar. Quando o tio morreu, ele ao lado do primo juntou outras 10 pessoas para continuar a brincadeira. Hoje, morando em São José do Belmonte, Seu João continua “enfrentando” o reisado com muito orgulho. “Eu não tenho vergonha de brincar em lugar nenhum, porque meu grupo sabe brincar e faz bem feito”, diz ele, fazendo questão de provar. Cantou e dançou pra todo mundo ver.</p>
<p>Seu Antenor, do São Gonçalo, está há pouco tempo à frente do grupo de Verdejante. Mas se lembra de quando o brinquedo era tradição no interior. Ele assumiu há apenas dois meses quando da morte do mestre Robertinho. Mesmo assim, Antenor conta pros adolescentes da origem portuguesa e religiosa. “É uma dança organizada como pagamento de promessas. Se a promessa for realizada, todo mundo se junta para agradecer com o São Gonçalo”, explica.</p>
<p>Da mazurca de Verdejante, Dona Maria de Fátima sabe muito. Lembra-se dos tempos de criança, quando todo mundo era chamado para dançar e ao mesmo tempo pisar a terra de chão batido das casas de taipa. “Quando iam tapar as casas, juntava todo mundo para dançar a mazurca”, explica. Hoje ela faz parte do grupo de idosos que dança aquele ritmo valseado, de origens polonesas, africanas e indígenas.</p>
<div id="attachment_7541" aria-labelledby="figcaption_attachment_7541" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7259210492_91f57f7180_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7541" alt="Alunos e convidados escutaram os mestres no Castelo Armorial. Foto: Clara Gouvês-Secult-PE" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7259210492_91f57f7180_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Alunos e convidados escutaram os mestres no Castelo Armorial. Foto: Clara Gouvês-Secult-PE</p></div>
<p>Mestre Jaime é o criador do bloco de Carnaval A Bicharada, há mais de 60 anos na rua. Sempre gostou muito da natureza, por isso teve a ideia de fazer um bloco só de animais. Hoje em dia, seu bloco já conta com 100 bonecos gigantes de bichos e ele nem pensa em parar. Perto dos 90, Mestre Jaime é um saudosista do Carnaval de antigamente com confetes, serpentinas e lança perfume. “Mas tem uma coisa que eu detesto é esse tal de trio elétrico. Se minha casa tivesse três léguas de quintal, eu ia lá pra trás e só voltava quando eles passassem”, confessa, provocando a garotada que assistia.</p>
<p>De jeito nenhum o comentário foi capaz de diminuir a empatia de Mestre Jaime com o público. Com terno, colete, gravata, cartola e todos os dentes dourados, o criador do bloco animou todo mundo quando cantou marchinhas antigas das folias de Momo. “Eu não conhecia nenhuma dessa tradições”, confessou Maria Rafaela, de 13 anos. Mesmo sendo moradora da região, nunca tinha nem ouvido falar daquelas pessoas. Ainda assim, parece ter gostado do que viu: “Eu fiquei até com vontade de dançar. Gostei da cultura de todas”.</p>
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