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	<title>Portal Cultura PE &#187; São José: Olhares e Vozes em Confronto &#8211; Um Bairro Patrimônio Cultural do Recife</title>
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		<title>Cepe edita livro sobre a importância do bairro de São José</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2021 19:02:29 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/Capa_SaoJose_olhares-e-vozes-em-confronto.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-87878" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/09/Capa_SaoJose_olhares-e-vozes-em-confronto-412x486.jpg" width="412" height="486" /></a></p>
<p>O bairro de São José, no Centro do Recife, ocupa uma área de 3,26 quilômetros quadrados e era habitado por 8.688 pessoas em 2010, de acordo com o último censo do IBGE. Mas números dizem pouco sobre um dos bairros mais antigos da cidade, com memórias preservadas em cada beco e esquina. É sobre esse lugar, reduto histórico, cultural e afetivo da capital pernambucana, o próximo lançamento da Cepe Editora, às 14h desta terça-feira (21), durante o 5º Seminário Urbanismo e Patrimônio Cultural organizado pelo Laboratório de Urbanismo e Patrimônio da Universidade Federal de Pernambuco (LUP-UFPE), pela plataforma Zoom.</p>
<p>&#8220;São José: Olhares e Vozes em Confronto &#8211; Um Bairro Patrimônio Cultural do Recife&#8221; reúne oito artigos de arquitetas e urbanistas que pesquisaram esse trecho da cidade nos mínimos detalhes e podem afirmar que, sim, São José tem vida própria. <em>“Ele não é dependente do bairro de Santo Antônio”</em>, diz Renata Cabral. <em>“São José é único, é uma unidade cultural material e imaterial”</em>, destaca Virgínia Pontual. Elas são pesquisadoras do LUP-UFPE e organizadoras do livro, juntamente com Juliana Melo Pereira e Flaviana Lira.</p>
<p>Nas 264 páginas da publicação, que será lançada virtualmente no primeiro dia de atividades do 5º Seminário Urbanismo e Patrimônio Cultural, as autoras desconstroem a imagem de São José como um lugar descaracterizado. <em>“O discurso da descaracterização serve para legitimar um potencial de destruição no bairro”</em>, afirma a arquiteta e urbanista Virgínia Pontual, professora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano da UFPE.</p>
<p>O artigo &#8220;São José em três panoramas: F. Hagedorn (C.1855), A. Ducasble (1889) e J. Rodrigues (2014)&#8221; transmite essa leitura com uma análise do bairro a partir de duas gravuras e uma fotografia feitas do mesmo ponto &#8211; a torre da Igreja do Divino Espírito Santo, na Praça Dezessete, em Santo Antônio. Ao comparar as duas imagens do século 19 e a foto do século 21, as arquitetas Maria de Fátima de Mello Barreto Campello e Isabela Duarte Dutra, pesquisadora e colaboradora do LUP-UFPE, respectivamente, constatam que o bairro, visto de cima, tem mais “permanência” do que descaracterização.</p>
<p>Segundo elas, São José é descaracterizado quando observado no nível das fachadas do casario, porém, apesar das transformações na paisagem, mantém muita integridade. Como exemplo, Maria de Fátima e Isabela citam o trecho em volta da Igreja de Nossa Senhora do Livramento e da Basílica da Penha, no qual é possível reconhecer o ontem e o hoje, mesmo com as mudanças. <em>“A escala acolhedora do bairro permanece, cortado pela verticalidade das torres das igrejas”</em>, relatam.</p>
<p>Virgínia Pontual, no artigo &#8220;Fragmentos de representações sobre a formação urbana do Recife e do bairro de São José do século 16 ao 21&#8243;, informa que a predominância de casas térreas é um sinal de que o lugar era habitado por classes sociais distintas e não apenas por pessoas menos abastadas, como sempre se divulga. No século 19, diz ela, <em>“São José era um bairro com mesclagem urbanística, arquitetônica e social”</em>, mesmo que lotes e ruas fossem mais estreitos do que os de Santo Antônio.</p>
<p>A professora do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro Cêça Guimaraens escreveu sobre o bairro tendo como ponto de partida imagens do fotógrafo e intelectual pernambucano Benício Dias (1914-1976), que documentou as transformações no centro histórico do Recife da década de 1930 até os anos 1970. Ele deixou registros de becos, como o do Marroquim, de figuras que frequentavam o Mercado de São José, como o mascate Cariri (que deu origem a uma troça de Carnaval em Olinda), de anônimos e de paisagens que contam a história de São José. A Cepe lançou em 2015 o livro &#8220;Benício Dias &#8211; Fotografias&#8221;, com parte desse acervo.</p>
<p>Berço de agremiações carnavalescas (Batutas de São José, Galo da Madrugada), de procissões religiosas (Nossa Senhora da Penha, Santa Rita) e de edificações simbólicas para a cidade (Mercado de São José e igrejas seculares), São José é famoso pelo comércio popular. “<em>O bairro ainda mantém um comércio muito pulsante, as ruas estão sempre cheias”</em>, reforça a arquiteta Juliana Melo Pereira, professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE. <em>“É preciso entender o que as pessoas reconhecem e valorizam nesse lugar. A relação entre o que destrói e o que faz o bairro viver é muito tênue, isso vai além das modificações das fachadas”</em>, diz Juliana.</p>
<p>De acordo com Virgínia Pontual e Renata Cabral, a ideia do livro surgiu por volta de 2014-2015, quando as mobilizações do movimento Ocupe Estelita para tentar impedir a derrubada de antigos armazéns no Cais José Estelita, e a posterior implantação de um empreendimento imobiliário de luxo no local, chamaram a atenção para São José. Arquitetas e urbanistas da UFPE decidiram estudar mais o bairro em transformação e as mudanças que interferiam em seu passado recente.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Lançamento do livro &#8220;São José: Olhares e Vozes em Confronto &#8211; Um Bairro Patrimônio Cultural do Recife&#8221;, com as participações dos arquitetos José Lira (professor da FAU-USP e prefaciador do livro) e Rodrigo Farias (UnB), no 5º Seminário Urbanismo e Patrimônio Cultural (plataforma Zoom)<br />
Quando: 21 de setembro de 2021 (terça-feira), das 14h às 16h<br />
Preço do livro: R$ 90 (impresso) e R$ 27 (e-book)<br />
Onde comprar: Lojas físicas e loja virtual da Cepe (<a href="https://www.cepe.com.br/lojacepe/" target="_blank"><strong>www.cepe.com.br/lojacepe</strong></a>)</p>
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