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	<title>Portal Cultura PE &#187; &#8220;Se eu quiser falar com Deus&#8221;</title>
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		<title>Arte do mundo de dentro</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 20:05:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Penitenciária Juiz Plácido de Souza mostrou sua força criativa em ação realizada pelo festival Por Chico Ludermir “Meu nome é Jean Carlos, conhecido como Pérola. Sou homossexual. Durante uma época, minha vida foi muito louca. Coloquei uma bagagem nas costas e saí viajando pelo Brasil. Parei aqui e me reencontrei. Quando sair, estarei pronto para [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Penitenciária Juiz Plácido de Souza mostrou sua força criativa em ação realizada pelo festival</em></p>
<p>Por Chico Ludermir</p>
<div id="attachment_7893" aria-labelledby="figcaption_attachment_7893" class="wp-caption img-width-594 aligncenter" style="width: 594px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/arte-do-mundo.jpg"><img class="size-full wp-image-7893" alt="Pérola dança ao som de &quot;Se eu quiser falar com Deus&quot; (Foto: Wilson)" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/06/arte-do-mundo.jpg" width="594" height="396" /></a><p class="wp-caption-text">Pérola dança ao som de &#8220;Se eu quiser falar com Deus&#8221; (Foto: Wilson)</p></div>
<p>“Meu nome é Jean Carlos, conhecido como Pérola. Sou homossexual. Durante uma época, minha vida foi muito louca. Coloquei uma bagagem nas costas e saí viajando pelo Brasil. Parei aqui e me reencontrei. Quando sair, estarei pronto para recomeçar”. O “aqui” ao qual Pérola se refere é a Penitenciária Juiz Plácido de Souza, onde aconteceu, na quinta (17/5), a ação “Arte nas penitenciárias”, como parte da programação de formação do Festival Pernambuco Nação Cultural em Caruaru.</p>
<p>Passava pouco das 14h quando os mundos de fora e de dentro do presídio se encontraram. A capela ecumênica virou palco para falas confessionais, teatro, poesia, dança e capoeira, numa tarde de muita potência. As 80 cadeiras de plástico estavam ocupadas por um misto de apreensão, respeito e cuidado mútuo. Ainda mais quando Sérgio Ricardo, conhecido como “sociólogo da favela”, dividiu experiências de sua vida.</p>
<p>Ao ouvir a primeira parte da vida de Sérgio, é impossível não lembrar da música de Chico Buarque <a title="Minha história" href="http://letras.terra.com.br/chico-buarque/45147/" target="_blank">“Minha história”</a>. Filho de prostituta com um marinheiro americano, foi criado no Coque, brincando com os filhos do mítico Galeguinho do Coque, um dos responsáveis por estigmatizar o bairro como um dos mais violentos no imaginário da cidade do Recife. “Minha infância foi tensa, mas pautada na solidariedade. Ainda mais quando, aos 8 anos, minha mãe morreu e eu fiquei órfão”. Do Coque, Sérgio foi para o Ibura, bairro que também estampava as página policiais dos jornais, e aos 9 começou a trabalhar como camelô.</p>
<p>O sociólogo destaca dois momentos cruciais na sua vida. O primeiro quando conheceu um grupo de “intelectuais urbanos”. A partir daí, começou a se politizar e acabou entrando no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal Rural de Pernambuco. O segundo foi a cultura hip hop, capaz de fazê-lo reconhecer seu próprio potencial. Hoje, à frente da Associação Metropolitana de Hip Hop, faz questão de lembrar que não existe hierarquia na sua fala. “Não sou melhor do que ninguém. Meu depoimento é só uma intenção de estimular. Acredito em Deus, nos estudos e em mim. É possível inverter esse jogo e as artes estão aí como instrumento de resistência”, concluiu.</p>
<p>Integrante da banda Devotos, Cannibal dividiu com os reeducandos a importância das rádios comunitárias. Com o exemplo bem sucedido da rádio Alto-Falante, no Alto José do Pinho, no Recife, o músico narrou como o foi o processo de transformação das representações midiáticas da sua comunidade. “Quando a gente começou a reivindicar que os jornais subissem os morros (para reportar outras coisas que não violência), os moradores da comunidade começaram a se ver de outra forma. A se achar importantes”, narrou.</p>
<p>Mais do que falar, Cannibal se dispôs a ver. “Estou a fim de saber o que estão produzindo aqui dentro. Quero mostrar lá fora, porque fazer aqui é mais difícil”, pontuou. “Na vida existe muito barulho, mas transformar é um dom que todo mundo tem. O importante é caminhar”, completou.</p>
<p>Como que atendendo ao pedido do integrante do Devotos, os reeducandos mostraram sua arte em um espetáculo dirigido por Marcos Mercury e José Carlos, professores voluntários de dança e teatro. Com força e beleza, Levi Sibério da Silva recitou uma das poesias que escreve nos momentos da solidão. Ele já tem dois cadernos inteiros escritos em desabafos e sonha em publicá-los.</p>
<p>O contramestre de capoeira Tião falou do tempo que passa rápido e do prazer de fazer a arte que gosta. Em seguida, uma dupla entrou em cena cantando a música <a title="menino de rua" href="http://letras.terra.com.br/osvaldo-silva/1759378/" target="_blank">“Menino de rua”</a> , de Osvaldo Silva, e toda a sala cantou junto, como se cada um se identificasse um pouco com os versos cantados.</p>
<p>“Eu tenho que ir embora! Eu tenho meus sonhos! Eu tenho meus amores!”, gritou Pérola, com o rosto contraído de dor. E, do chão, iniciou sua dança de devaneios e sonhos. Com o peito e braços abertos, coreografou em dança contemporânea uma versão de Gal Costa para a música de Gilberto Gil <a title="Se eu quiser falar com deus" href="http://http//letras.kboing.com.br/#!/gal-costa/se-eu-quiser-falar-com-deus/" target="_blank">“Se eu quiser falar com Deus”</a>. Depois de voar, voltou ao chão e deu lugar às apresentações de uma roda de capoeira e hip hop.</p>
<p>Satisfeito, o diretor executivo da Secretaria de Cultura Vinícius Carvalho afirmou que pretende repetir a ação em outros lugares. “É a primeira vez que acontece uma ação do FPNC dentro de uma penitenciária. E a gente quer levar essa ideia para outros lugares. Essa ação é mais importante do que as atrações dos grandes palcos”, afirmou. Em sintonia, a diretora da unidade, Cirlene Rocha, também se sentiu realizada. Esses depoimentos estimulam os meninos. Força e energia, eles têm demais. Não me surpreendo com as coisas boas que eles fazem”, dividiu.</p>
<p>*As fotos que ilustram esta reportagem foram clicadas por Wilson , reeducando da penitenciária.</p>
<p>&nbsp;</p>
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