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	<title>Portal Cultura PE &#187; Sísifo</title>
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		<title>Cepe reedita a tetralogia poética de Marcus Accioly</title>
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		<pubDate>Tue, 16 May 2023 15:02:58 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/Tetralogia-Marcus-Accioly-capas-reunidas.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-101430" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/Tetralogia-Marcus-Accioly-capas-reunidas-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Um dos principais nomes da poesia contemporânea, com obra traduzida para o espanhol, francês e alemão, admirado por nomes como João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade, Antônio Houaiss e Jorge Amado, o pernambucano Marcus Accioly (1943-2017) terá quatro de seus livros seminais &#8211; <em>Sísifo</em>,<em> Íxion</em>, <em>Narciso</em> e<em> Érato</em> &#8211; reeditados pela Cepe. As segundas edições chegam décadas depois de publicados e esgotados, marcando os 80 anos de nascimento do escritor.</p>
<p>O lançamento acontece no próximo dia 25 de maio (quinta-feira), a partir das 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe). O evento também abrirá espaço para um bate-papo sobre o legado do escritor, voz potente da Geração 65, reunindo a viúva do poeta, a arquiteta Glória Dalla Nora; o jornalista e presidente do Conselho Editorial da Cepe, Fábio Lucas e o doutor em Literatura e Cultura, professor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) Robson Teles.</p>
<p>Apesar de publicados em momentos distintos, <em>Sísifo</em> (1976),<em> Íxion</em> (1978), <em>Narciso</em> (1984) e <em>Érato</em> (1990) são considerados uma tetralogia. “O próprio Marcus já considerava em vida esses quatros livros como parte de um projeto maior, tendo como eixo o diálogo com a poesia clássica. São formalmente livros diferentes, mas que têm em comum esse fio condutor dentro de uma perspectiva de revisitação do mundo grego; sem saudosismos, mas sim uma atualização desse discurso. Uma reconfiguração daquela poesia clássica utilizando elementos pós-modernos tão presentes na poética de Marcus Accioly&#8221;, destaca o editor associado Wellington de Melo.</p>
<p>O projeto editorial da tetralogia, que contou com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, e foi abraçado pela Cepe, partiu da iniciativa de Glória Dalla Nora. Guardiã da obra literária deixada pelo companheiro, ela tem concentrado esforços para reeditar títulos e publicar inéditos deixados pelo poeta. Wellington de Melo, então editor da Cepe, coordenou as edições, convidando o artista visual e ilustrador pernambucano Raoni Assis para assinar as capas.</p>
<p><strong>CONTEMPORANEIDADE -</strong> Na tetralogia, o poeta revisita os mitos tendo como horizonte o homem contemporâneo. Lançado há 47 anos, <em>Sísifo</em> (430 páginas) é um longo poema épico em dez cantos e quase 12 mil versos. É considerado um dos mais experimentais de Marcus Accioly. Situa a tragédia daquele que foi considerado o mais inteligente dos mortais que, por enganar e desafiar os deuses, foi condenado a rolar uma pedra montanha acima num eterno e improdutivo esforço. Simboliza a condição humana em suas tentativas de superação: presos a uma vida sem sentido, ainda assim tendo a liberdade de buscar um propósito em meio ao absurdo. Ao ler os originais, Carlos Drummond de Andrade assegurou ser a obra uma “fonte inesgotável de leitura, surpresa e admiração”.</p>
<p>Considerada pelo autor como “Mais que um poema dramático e menos que uma tragédia grega, (…) uma tragédia à grega”, <em>Íxion</em> (135 páginas) sintetiza a dualidade entre o bem e o mal na infindável batalha interna que marca a existência. Reelabora a lenda do rei dos Lápitas, um dos maiores vilões da mitologia grega que, apaixonado pela filha do rei Dioneu (Dina), mente e mata para atingir seus propósitos. Invadido pelo remorso, é acolhido pelos deuses, mas volta à condição abjeta ao tentar seduzir Hera, a mulher de Zeus , sendo condenado a girar eternamente no inferno, atado a uma roda de fogo. A obra de Accioly relata os sofrimentos de Íxion em momento posterior à sua morte e prisão. “É possível imaginar, para o avanço ou recuo dos anos, a vida anterior de Íxion porque já o vimos entre os mortais e entre os deuses. Agora (o que se torna mais fantástico e mais real) é imaginá-lo entre os demônios”, destaca o poeta em texto que integra o título.</p>
<p>“Dos três personagens &#8211; malditos e mitológicos sobre os quais escrevi -, este é o mais marginal”, disse certa vez o poeta sobre <em>Narciso</em> (304 páginas). É marginal porque convive com uma absoluta solidão, falando apenas consigo próprio. Vencedor do Prêmio de Poesia concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Artes, e do Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, Narciso se destaca como um “estranho realismo-lírico”. “Narciso é um ser completo, que se autodeseja e que se basta, logo, está longe de buscar um-outro: ele-procura-ele e se satisfaz”, escreve o poeta.</p>
<p>Na obra dedicada à musa <em>Érato</em> (128 páginas), a quem os gregos viam a fonte de inspiração da poesia lírica ou erótica, o poeta pernambucano traz “69 poemas eróticos e uma ode ao vinho”. Em uma das estrofes do poema 66, ele fala da tetralogia e define bem o que são a essência dos poemas de Érato: “Primeiro Sísifo / segundo Íxion / depois Narciso / e agora Érato / (ó musa) o abismo / é um sexo aberto”. Ao prefaciar a publicação, o professor, diplomata, filólogo, ensaísta e crítico literário Antônio Houaiss (1915-1999) lembra que Érato é a única obra da tetralogia baseada em um personagem feminino. “A beleza deste livro é que, sem façanhices nem arreganhos agressivos e pedantes, Marcus Accioly nos oferece o amor erótico na plenitude &#8211; sem medos e sem ofensas, como se eternamente jamais se tivesse revestido de falsos pudores ou de ostensivos rancores”, afirmou.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/Marcus-Accioly-crédito-da-foto-Glória-Dalla-Nora-reduzida.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-101431" alt="Glória Dalla Nora/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/Marcus-Accioly-crédito-da-foto-Glória-Dalla-Nora-reduzida-607x461.jpg" width="607" height="461" /></a></p>
<p><strong>AUTOR -</strong> Marcus Moraes Accioly nasceu em Aliança, município da Zona da Mata Norte pernambucana, em 21 de janeiro de 1943. Formado em Direito e pós-graduado em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi vice-presidente da União Brasileira de Escritores (UBE) e professor de Teoria Literária e Literatura Brasileira na UFPE. Ocupou a cadeira de nº 19 da Academia Pernambucana de Letras, recebendo ao longo da carreira 12 prêmios literários, entre eles o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras. Publicou 14 livros e cerca de 30 inéditos. Além da trilogia, a Cepe Editora tem em seu catálogo a obra Don Juan-Don Giovanni: Peça em dez jornadas (2018); Marcus Accioly foi ainda presidente do Conselho Estadual de Cultura e secretário-executivo do Ministério da Cultura (Governo Itamar Franco), na gestão de Antônio Houaiss. Faleceu em 21 de outubro de 2017, aos 74 anos, vítima de um infarto fulminante.</p>
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