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	<title>Portal Cultura PE &#187; terra em transe</title>
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		<title>Cinema São Luiz exibe &#8220;Terra em Transe&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Aug 2017 17:06:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Cinema São Luiz exibe nesta segunda-feira (14), às 19h30, o filme Terra em Transe (1967), grande clássico do cinema novo, dirigido pelo diretor baiano Glauber Rocha. A exibição integra a programação da 3ª Mostra Ambiental do Recife (MARÉ), que desde a última segunda-feira (7) tem ocupado vários espaços da capital pernambucana, como Jardim Botânico, UFPE [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_52377" aria-labelledby="figcaption_attachment_52377" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/terra-em-transe.jpeg"><img class="size-medium wp-image-52377" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/terra-em-transe-607x375.jpeg" width="607" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Em 2015, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema elegeu o longa de Glauber Rocha como um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos</p></div>
<p>O Cinema São Luiz exibe nesta segunda-feira (14), às 19h30, o filme <strong>Terra em Transe (1967)</strong>, grande clássico do cinema novo, dirigido pelo diretor baiano Glauber Rocha<strong>. </strong>A exibição integra a programação da <a href="https://www.facebook.com/MostraAmbientalRecife" target="_blank"><strong>3ª Mostra Ambiental do Recife (MARÉ)</strong></a>, que desde a última segunda-feira (7) tem ocupado vários espaços da capital pernambucana, como Jardim Botânico, UFPE e a comunidade da Ilha de Deus, com filmes, saraus, oficinas, debates e atividades culturais.</p>
<p>Segundo o coordenador da mostra e produtor cultural Rafael Buda, neste ano a MARÉ pretende trazer à tona questões que, apesar de urgentes, não são debatidas com profundidade. &#8220;<em>A 3ª MARÉ se consolida com um debate urgente sobre a cidade que temos e a cidade que queremos. Seus conflitos, a interação do homem com o meio ambiente e as lutas políticas atuais são fios condutores para uma reflexão que permeia toda a programação. Assim, como o fluxo da maré, apresentamos filmes que traduzem esse sentimento e escancaram nossas contradições&#8221;</em>, afirmou.</p>
<p>Até a próxima quarta-feira (14), o Cinema São Luiz será a casa da MARÉ, numa programação com mesas de debate e filmes exibidos no padrão profissional DCP, com entrada ao preço único de R$ 5 (a bilheteria abre às 18h). Seis filmes serão exibidos, quatro deles inéditos no Recife: os curtas <i>Em busca da terra sem males</i> (RJ), de Anna Azevedo (lançado no último Festival de Berlim); <i>Dia de pagamento</i> (PE), de Fabiana Moraes; <i>Nanã,</i> de Rafael Amorim; e os longas <i>O botão de pérola (El botón de nacár)</i>, de Patricio Guzmán (vencedor de dois prêmios no Festival de Berlim); <i>Cidades Fantasmas</i>, de Tyrell Spencer (vencedor do Festival É Tudo Verdade 2017); e a <b>sessão comemorativa de 50 anos de <i>Terra em Transe (1967)</i>, de Glauber Rocha.</b> Antes de cada sessão será formada uma mesa com debatedores que tratarão sobre os temas: “Terra em Transe &#8211; 50 anos depois num país em transe”; “A contradição do capital tem gênero, cor e orientação sexual”; e “O colapso ambiental e a segunda natureza”.</p>
<p style="text-align: right;">Confira <a href="https://www.mare.rec.br/programacao" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> a programação completa da 3ª MARÉ.</p>
<p><b>Terra em Transe – </b>Cinquenta anos após seu lançamento, o filme <strong><i>Terra em Transe</i></strong>, de Glauber Rocha, que refletia sobre a sociedade brasileira da década de 60, continua muito atual dentro da conjuntura política do país. Após ser restaurado em 2007 por Paloma Rocha, cineasta e filha do Diretor do filme, a obra voltou as salas de cinema nesse ano de 2017. A MARÉ será a responsável pela primeira exibição no Recife, no dia 14 de agosto, as 19h30. A sessão será precedida pelo debate: “Terra em Transe &#8211; 50 anos depois num país em transe”, que contará com a participação de Alexandre Figueiroa, que é professor e crítico de cinema, e com mediação de Luiz Joaquim, também professor e crítico de cinema.</p>
<p><b>Eixos temáticos </b>- Nessa edição, a MARÉ não abordará uma única temática, como em edições anteriores. Três temas guiarão as sessões de exibição, assim como os debates e demais atividades. Os desafios da mobilidade urbana, a luta pelo direito à moradia, o desmonte dos espaços públicos coletivos e outros tópicos estarão reunidos no debate acerca das <b>Cidades &amp; Conflitos</b>. Já o processo de homogeneização das tradições e culturas, provocadas pela globalização, serão refletidas no eixo <b>Povos &amp; Territórios</b>, que discutirá a busca por um equilíbrio entre o desenvolvimento e a valorização da cultura popular, o respeito pelas diferentes etnias e a manutenção dos povos tradicionais.  E como não poderia deixar de ser em uma mostra ambiental, problemáticas atuais envolvendo <b>Ecossistemas &amp; Biodiversidade </b>serão discutidas<b>.</b></p>
<p><b>Atividades Formativas</b> - A MARÉ será dividida em duas etapas. A primeira, de 07 a 11 de agosto, com a realização das oficinas de Sensibilização Ambiental (com Daniele Carvalho, bióloga, professora, educadora ambiental e coordenadora de formação da MARÉ) e Vídeo ambiental (com Lilian Alcântara, cineasta), na <b>Escola Professor José da Costa Porto</b>, localizada na Ilha de Joana Bezerra (comunidade do Coque) e na <b>Escola Poeta Jonatas Braga</b>, em Campo Grande. A segunda etapa acontece entre os dias 12 e 18 de agosto, com a apresentação da mostra audiovisual, debates e atividades culturais no Jardim Botânico do Recife, no Cinema São Luiz, na UFPE e na Ilha de Deus.</p>
<p><b>Jardim Botânico</b> - Seis curtas-metragens abrem a MARÉ no Jardim Botânico do Recife: <i>História Natural</i> (PE), de Júlio Cavani; <i>Retratos da Alma</i> (DF), de Leo Bello; <i>Ruínas </i>(PE), do coletivo Jacaré Vídeo; <i>Frequências</i> (PE), de Adalberto Oliveira; <i>Disforia Urbana</i> (PE), de Lucas Simões; e <i>Da margem do rio o mar</i> (GO), de Rei Souza. Nesse dia, também será ofertada uma oficina de Sensibilização Ambiental. Já no segundo dia, a MARÉ continua no Jardim botânico e apresenta mais quatro curtas-metragens: a ficção paulista <i>Animais </i>(SP), de Guilherme Alvernaz; <i>Exília</i> (PE), de Renata Claus; <i>Lá do alto</i> (RJ), de Luciano Vidigal; e <i>Em busca da terra sem males</i> (RJ), de Anna Azevedo. O Sarau Poético Cordel Animado fecha a programação do Jardim Botânico.</p>
<p><b>Sessão guerrilha + debate na UFPE</b> - Na quinta-feira (17) a MARÉ chega ao Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (CAC-UFPE), com o SLAM Poético do coletivo recifense “Controverso Urbano” e a Sessão Guerrilha, seguida do debate “A produção e o espaço de gentrificação da cidade”.</p>
<p><b>Encerramento</b> - No último dia de atividades, a MARÉ chegará na comunidade da Ilha de Deus, que fica localizada no bairro da Imbiribeira. Os presentes participarão de uma visita guiada e ao chegar na comunidade, serão recepcionados pelo Sarau Poético “As Cumade”. Logo após, será formada uma mesa com o tema “Fissura no capital e o turismo de base comunitária” e serão exibidos, na sequência, cinco curtas: os pernambucanos <i>Pequena área</i>, de Tiago Martins Rêgo e Sebba Cavalcante; <i>Fora Presídio</i>, do Coletivo Ficcionalizar; <i>Fotograma</i>, de Luís Henrique Leal e Caio Zatti; Iluminadas, de Gabi Saegesser; e o baiano <i>Latosolo</i>, de Michel Santos.</p>
<p><b>Saraus</b> – Nessa edição, a MARÉ contará com três saraus. No domingo (13) acontece o<b> “<i>Cordel Animado”</i></b>, pensado para crianças e famílias se deleitarem nas rimas e sinas da autêntica Literatura de Cordel. O projeto é integrado pela escritora e contadora de histórias Mariane Bigio, e sua irmã, a musicista Milla Bigio. A dupla prepara um repertório de histórias autorais em Cordel, permeadas por música e sonoplastia, trazendo textos como &#8220;Uma Menina Vestida de Jardim&#8221;, que traduz o encantamento do encontro com a natureza, além de outros textos em cordel, como o sucesso da dupla: &#8220;Marmelo, o Jacaré Banguelo”, que se mantém como carro chefe do espetáculo, e ainda introduz a estética do Mamulengo à criançada.</p>
<p>Já na quinta-feira (17), acontece o <b>SLAM da MARÉ</b>, no Centro de Artes e Comunicação da UFPE. O SLAM será comandado pelo Coletivo recifense Controverso Urbano e consiste numa batalha poética em que pessoas leem ou recitam textos autorais. Estas apresentações são julgadas por jurados selecionados da plateia, e um ou mais vencedores são escolhidos ao final. O SLAM tem virado febre nas grandes cidades do Brasil, como espaço livre de expressão da cena artística alternativa e jovem, principalmente da periferia. Os poemas trazem temas polêmicos e as performances são contagiantes.</p>
<p>E, na sexta-feira (18), haverá o espetáculo “<b>As Cumade</b>”, formado pelas poetas Anaíra Mahin e Lu Rabelo, que desenvolvem um trabalho hibrido com poesia, teatro e música. Com apresentações performáticas e temáticas com grande viés político de conscientização, trazem à tona a relação com os saberes femininos obscurecidos pela hegemonia patriarcal e tecnicista.</p>
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