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	<title>Portal Cultura PE &#187; Tonino Arcoverde</title>
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		<title>Tonino Arcoverde canta sobre o sertão em Olinda</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2018 19:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acompanhado pelo músico Publius Lentulus, o cantor e compositor Tonino Arcoverde apresenta a poética da sua música neste domingo (2), às 18h30, na Cafeteria Xêro – Café e Arte, que fica em Olinda. A ocasião será mais uma oportunidade para o público conhecer melhor o seu disco mais recente, intitulado “Depois da Chuva”, que integra [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_64939" aria-labelledby="figcaption_attachment_64939" class="wp-caption img-width-323 alignnone" style="width: 323px"><p class="wp-image-credit alignleft">Priscila Buhr</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/15436049572fbbd0120155f23b9c1be2f8ba063fa2.jpg"><img class="size-medium wp-image-64939" alt="Priscila Buhr" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/15436049572fbbd0120155f23b9c1be2f8ba063fa2-323x486.jpg" width="323" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Tonino apresentará o show &#8220;Cantorias &#8211; do interior pro mar&#8221;.</p></div>
<p>Acompanhado pelo músico Publius Lentulus, o cantor e compositor Tonino Arcoverde apresenta a poética da sua música neste domingo (2), às 18h30, na Cafeteria Xêro – Café e Arte, que fica em Olinda. A ocasião será mais uma oportunidade para o público conhecer melhor o seu disco mais recente, intitulado “Depois da Chuva”, que integra o repertório do show “Cantorias – do interior pro mar”.</p>
<p>No projeto, Tonino mostra um trabalho repleto de glosas e memórias das paisagens e loas dos vates que trafegam do interior para as grandes cidades Brasil afora, refazendo os caminhos dos Aedos, desde os tempos medievais nas feiras e burgos. O objetivo é mostrar o legado cultural, a musicalidade de sua região sertaneja, inspiradas nas paisagens sonoras do caminho trilhado pelo cantor e músicos que o acompanham “do Interior pro Mar”.</p>
<p>Tonino Arcoverde ficou conhecido nos anos de 1980, quando se apresentou ao lado de diversos nomes da MPB, entre eles Vital Farias e Wagner Tiso. O músico tem quatro CDs lançados, sendo eles: “Na hora dos bondes”, “Dança das abelhas”, “Chuva” e “Depois da Chuva”. Nesse último, o cantor aborda as histórias do poeta sertanejo João Batista de Siqueira, o Cancão, que tem sua poesia comparada ao lirismo de Castro Alves. O resultado são belas melodias, timbres, poemas e sonetos. Com a obra inteira centrada na cultura do sertão de Pernambuco, sua música aproxima a tradição da cantoria de viola com releituras contemporâneas.</p>
<p><b><span style="text-decoration: underline;">SERVIÇO:</span></b><br />
Show de Tonino Arcoverde<br />
Quando: neste domingo, às 18h30<br />
Onde: Cafeteria Xêro – Café e Arte (Rua Coronel João Ribeiro, 53 – Bairro Novo – Olinda – PE)<br />
Ingressos: couvert artístico R$ 5,00</p>
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		<title>Kleber Araújo lança no Recife o CD ‘Cinema Novo’</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2015 14:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por: Roberto Moraes Filho O cantor e compositor arcoverdense Kleber Araújo, estará lançando no próximo sábado (28), no Recife, o seu terceiro trabalho musical. Intitulado de ‘Cinema Novo’, o álbum evoca a tradição cultural do Sertão do Moxotó, agregando composições em parceria com o Coco Raízes de Arcoverde e com os músicos Lídio Vaz e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/11/Kleber-Araujo-Divulgacao.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-31942" alt="Foto: divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/11/Kleber-Araujo-Divulgacao-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por: Roberto Moraes Filho</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">O cantor e compositor arcoverdense Kleber Araújo, estará lançando no próximo sábado (28), no Recife, o seu terceiro trabalho musical. Intitulado de ‘Cinema Novo’, o álbum evoca a tradição cultural do Sertão do Moxotó, agregando composições em parceria com o Coco Raízes de Arcoverde e com os músicos Lídio Vaz e Tonino Arcoverde. O lançamento do CD acontece durante o evento Confraternização dos Arcoverdenses, a partir das 12h, no Restaurante Pai D’égua, localizado no bairro da Cidade Universitária, onde também serão realziadas as apresentações dos músicos Paulinho Leite e Mazinho de Arcoverde.</p>
<p style="text-align: justify;">Em entrevista ao Portal Cultura PE, o músico falou um pouco sobre o novo trabalho musical, a carreira artística, e a atuação como integrante do Coletivo Cultural de Arcoverde (Cocar), que há 6 anos possibilita no município sertanejo a valorização de artistas populares e a luta por incentivo para que as produções culturais realizadas na região, possuam reconhecimento e maior visibilidade no cenário pernambucano.</p>
<p style="text-align: justify;">O próximo projeto musical que Kleber também está a frente, irá proporcionar uma homenagem ao mestre sanfoneiro João Silva, falecido em 2013. O CD &#8216;João Silva para sempre&#8217;, que se encontra em fase de finalização, conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, e está previsto para ser lançado no próximo ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre o CD ‘Cinema Novo’, seu terceiro trabalho musical, quais os critérios utilizados para compor o repertório? E quais parcerias foram importantes nesta realização?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Kleber Araújo -</strong> Além das músicas de nossa autoria, nós incluímos seis canções de compositores arcoverdenses, que tivessem alguma vinculação com a ideia central do trabalho, que é a temática do povo sertanejo cantada pelos seus poetas.<br />
Este CD é feito de parcerias. Primeiro com os compositores que concordaram em ceder suas músicas, sem ao menos conhecer os arranjos, foi na base da confiança mesmo.<br />
Depois tivemos participações luxuosíssimas. O Coco Raízes de Arcoverde, na faixa &#8220;A Sergipana&#8221; (Assis Calixto), a poetiza Edilza Vasconcelos, declamando o poema &#8220;Minha Cidade&#8221; (Jane Sousa), a cantora Renata Cordeiro na canção &#8220;Xote do Sabiá&#8221; (Tonino Arcoverde) e o repentista Lídio Vaz, fazendo a vinheta de abertura na faixa &#8220;Viola Nordestina&#8221; (Kleber Araújo).<br />
Outras pessoas que tiveram participações diretas no CD Cinema Novo foram a poetiza Jane Sousa, com o belo poema Minha Cidade e Amannda Oliveira, que cedeu a foto dos tamancos do Samba de Coco, que está no encarte.<br />
Não poderia deixar de mencionar, os músicos que participaram das gravações, em especial Sérgio Coringa, que fez os arranjos, executou as sanfonas e dirigiu os trabalhos de estúdio. Foi um dos grandes incentivadores do projeto.<br />
Aproveito a oportunidade para convidar a todos para o lançamento desse trabalho em Recife, que acontecerá na Confraternização dos Arcoverdenses em Recife, sábado (dia 28/11), no Restaurante Pai D´Égua, na Cidade Universitária. Lá teremos um momento cultural marcante com o lançamento do Livro Coração de Nego, da arcoverdense Verônica Brayner, sendo que a parte musical fica por conta de Kleber Araújo, Tonino Arcoverde, Marzinho, Paulinho Leite, Alfredo Júnior e da Super OARA.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Desde o início de sua carreira musical até hoje, cada álbum possuiu algum tipo de prioridade para ser apresentado ao público ou o processo de criação foi surgindo naturalmente?</strong><br />
<strong> </strong><br />
<strong>Kleber Araújo -</strong> O disco &#8220;Frevo, Amor e Confete&#8221;, gravado em 2007, teve como foco fazer um registro de composições próprias e de músicas pouco conhecidas de outros compositores, em uma homenagem ao Centenário do Frevo. Nesse disco a preocupação maior foi deixar uma marca naquele momento histórico para a música pernambucana.<br />
Em 2011, fizemos o CD &#8220;Dois no Frevo&#8221;, cujo objeto era colocar em evidência a maravilhosa parceria que tive com o saudoso Maestro Josias Lima e ao mesmo tempo reverenciar o Frevo, ritmo que representa tão bem a nossa identidade cultural, mas que é tão pouco executado. A vontade de fazer o disco surgiu quando compus em parceria com Josias o Frevo-Canção &#8220;Frevo das Rosas&#8221;, o qual teve excelente classificação no concurso promovido pela Fundação de Cultura da Cidade do Recife, sendo interpretada por Josildo Sá.<br />
O &#8220;Cinema Novo&#8221;, como já falei, tem como gênero predominante o forró tradicional e teve como inspiração a vida do nordestino decantada por seus artistas. As composições de nossa autoria foram pinçadas do caderno de composições, que começou a ser escrito há mais de 15 anos, e as demais músicas foram escolhidas de forma a dar uma unidade ao projeto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em relação ao cantor e compositor João Silva, o que ficou de mais gratificante do seu convívio com ele e das aprendizagens musicais adquiridas?</strong><br />
<strong> </strong><br />
<strong>Kleber Araújo -</strong> O rápido convívio com o Mestre João Silva, pois só o conheci depois que ele veio morar em Recife por volta de 2011, deixou como principal ensinamento a capacidade de cantar as coisas da sua terra de uma forma simples, porém com muito lirismo e beleza. A facilidade com que João, sem ser simplório, conseguia retratar em suas canções a natureza, o amor e coisas do cotidiano do homem comum me deixaram e deixam até hoje muito impressionado.<br />
Outra qualidade que deve ser louvada no Mestre das Caraíbas é a sua disciplina no trabalho. Mesmo sendo um compositor com grande reconhecimento já numa idade avançada, João Silva compunha quase que diariamente e sempre tinha pérolas musicais guardadas no seu baú.<br />
Uma curiosidade nessa aproximação foi o fato de ter me tornado parceiro de João Silva e Luiz Gonzaga. Isso se deu quando João permitiu que eu colocasse a letra num frevo instrumental da dupla. Surgiu então &#8220;Sol de Olinda&#8221;, gravado no CD Dois no Frevo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que o público pode aguardar do álbum &#8216;João Silva para sempre&#8217;? E qual a previsão para o mesmo ser lançado?</strong><br />
<strong> </strong><br />
<strong>Kleber Araújo -</strong> O álbum terá 18 músicas, quase todas inéditas, fato que demonstra o grande vigor produtivo de João Silva nos últimos meses de sua vida. Essas músicas receberam belos arranjos do Sanfoneiro Mestrinho e serão interpretados por grandes nomes da música brasileira, a exemplo de Maciel Melo, Gilberto Gil, Elba Ramalho, além de outros artistas que tiveram vinculação com João, seja em parcerias musicais ou interpretando suas músicas. O próprio João Silva fará uma participação póstuma na primeira e última faixas, que já haviam sido gravadas pouco antes de sua partida.<br />
Tive a felicidade de ter meu nome lembrado neste projeto, onde vou interpretar &#8220;Porteira do Sertão&#8221;, mais uma homenagem que João Silva fez a nossa terra, Arcoverde.<br />
Segundo informações do produtor do CD, José Maria Marques, que também é o biógrafo de João Silva, o lançamento ocorrerá até o São João de 2016.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>De poesia popular, cordéis, coco, literatura, até o ciclo junino da cidade de Arcoverde, o que você como músico e integrante de um coletivo comprometido em valorizar os artistas e produções locais, considera fundamental para o crescimento do segmento de cultura no município?</strong><br />
<strong> </strong><br />
<strong>Kleber Araújo -</strong> Nós, desde a fundação do Coletivo Cultural de Arcoverde – COCAR, em 2009, temos lutado pela criação do Sistema Municipal Cultura, principalmente com a implementação de um Conselho de Políticas Culturais, onde as pessoas que fazem cultura possam expressar seus desejos, suas prioridades, enfim, possam participar das decisões sobre política cultural em Arcoverde. Isso é fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Na sua opinião, quais medidas ainda precisam ser adotadas para que as políticas públicas culturais voltadas para o Sertão do Moxotó sejam mais estruturadas? </strong><br />
<strong> </strong><br />
<strong>Kleber Araújo -</strong> Precisamos de mais incentivo para os artistas, principalmente no sentido de que eles tenham meios para manter suas atividades culturais, falo de oportunidade para apresentar seus trabalhos e gerar renda que permita tirar o seu sustento do ofício artístico.<br />
Os entes públicos e empresas privadas bem que poderiam promover e patrocinar mais ações voltadas à divulgação dos nossos valores culturais na mídia, nas praças, nas escolas, enfim em todos os lugares onde a cultura local não precisasse ficar de cabeça baixa, frente à força da indústria do entretenimento.</p>
<p><strong>Em meio ao cenário que a cidade enfrenta atualmente, o que motiva você a lutar através do Coletivo Cultural de Arcoverde (Cocar), para que músicos, poetas, escritores e artistas populares, possam ter maior visibilidade de suas produções culturais? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Kleber Araújo -</strong> O que nos move é saber que, em meio a tantas dificuldades, há muita gente boa disposta a produzir sua arte, e que essas pessoas na sua grande maioria permanecem invisíveis para a população de sua terra. São artistas valorosos que em muitos casos almejam tão somente o reconhecimento pela contribuição que deixam para a cultura de nossa região.<br />
É a estas pessoas que o COCAR tem dedicado todo o seu esforço, de modo possibilitar que venham a receber a atenção que merecem.</p>
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		<title>Dia de circo e música portuguesa no Polo Coreto, em Arcoverde</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Apr 2013 14:04:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Leonardo Vila Nova Um dos grandes sucessos desta edição do Festival Pernambuco Nação Cultural, no Sertão do Moxotó, o circo ganhou destaque na programação do Polo Coreto, na Praça da Bandeira, centro de Arcoverde. E, como não podia ser diferente, neste sábado (20/4), o universo circense também marcou presença no polo, que é voltado [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Leonardo Vila Nova</p>
<p>Um dos grandes sucessos desta edição do Festival Pernambuco Nação Cultural, no Sertão do Moxotó, o circo ganhou destaque na programação do Polo Coreto, na Praça da Bandeira, centro de Arcoverde. E, como não podia ser diferente, neste sábado (20/4), o universo circense também marcou presença no polo, que é voltado para todas as idades.</p>
<div id="attachment_4935" aria-labelledby="figcaption_attachment_4935" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/8667137168_c60157ebde_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-4935" alt="Caravana Tapioca no Polo Coreto (Foto: Costa Neto/Secult-PE)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/8667137168_c60157ebde_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Caravana Tapioca no Polo Coreto (Foto: Costa Neto/Secult-PE)</p></div>
<div>
<p>Ainda de tarde, a Caravana Tapioca trouxe o seu divertidíssimo espetáculo “Brincando no picadeiro”. A dupla de palhaços Cavaco e Nina arrebatou crianças e adultos com suas brincadeiras repletas de bom humor e interatividade, onde todos participavam ou eram surpreendidos com piadas e tiradas irreverentes. A risada era geral</p>
<p>Nem bem havia se refeito das gargalhadas com a Caravana Tapioca, o público foi surpreendido pelo grupo Dona Zefinha, do Ceará. Eles apresentaram “O circo sem teto da lona furada dos bufões”, espetáculo infantil, no qual reverenciam os palhaços e artistas mambembes. Com uma parafernália de instrumentos exóticos, as divertidas histórias da trupe – comandada pelos palhaços Bufão, Panfeto e Pafim – eram contadas através de música e teatro, e o tempo todo eram entremeadas pelas brincadeiras com as crianças que assistiam ao show.</p>
<p>A atração seguinte trouxe outros ares para a (já) noite. De além-mar para o Palco Coreto, o músico português Mário Moita acertou em cheio os ouvidos do público com seu sotaque lusitano. No seu show “4 estações, 4 fados”, a típica canção portuguesa é a grande estrela. Mário traz de volta aos palcos uma forma de releitura do fado, ao piano (o instrumento é, tradicionalmente, executado pela guitarra portuguesa), que se origina no ano de 1870, mas que ficou esquecido nas gavetas da história. Durante a apresentação, ele procurou desvelar o fado em suas várias nuances e possibilidades, associando-o a diversas situações e estados de espírito, fazendo cair por terra a equivocada impressão de que é apenas uma música de choro e lamento. “Neste show, pretendo mostrar que não existe só o fado triste, mas também o fado romântico, o fado alegre”, explicou Moita.</p>
<p>Quem encerrou a programação foi o músico e compositor Tonino Arcoverde. Com o show “Saudando Canção”, ele fez uma homenagem ao poeta popular de São José do Egito. Com canções que traziam os versos de Cancão vestidos por arranjos que remetiam ao típico universo da cantoria nordestina, porém, com uma sonoridade contemporânea.</p>
</div>
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		<title>FPNC se despede de São José do Egito</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jul 2012 03:07:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Julya Vasconcelos Hoje, mais uma vez, o lendário poeta Cancão foi reverenciado na cidade de São José do Egito. Palestras, uma mesa de prosa com pessoas que conheceram pessoalmente o poeta e uma memorável mesa redonda, com três falas preciosas sobre a poesia do Vale do Pajeú fizeram do dia de hoje um dia [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5773" aria-labelledby="figcaption_attachment_5773" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7665968516_57ab01a805_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-5773" alt="Mesa Redonda &quot;Cancão e a tradição poética do Pajeú&quot; (Foto: Ricardo Moura/Secult-PE)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7665968516_57ab01a805_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mesa Redonda &#8220;Cancão e a tradição poética do Pajeú&#8221; (Foto: Ricardo Moura/Secult-PE)</p></div>
<p>Por Julya Vasconcelos</p>
<p>Hoje, mais uma vez, o lendário poeta Cancão foi reverenciado na cidade de São José do Egito. Palestras, uma mesa de prosa com pessoas que conheceram pessoalmente o poeta e uma memorável mesa redonda, com três falas preciosas sobre a poesia do Vale do Pajeú fizeram do dia de hoje um dia especial para a memória egipciense.</p>
<p>A participação de Neném Patriota na mesa redonda “ Cancão e a tradição poética do Pajeú” foi um dos pontos altos do dia. A fala de Neném foi para além da poesia. Ele defendeu a emergência de um Pajeú que se una em torno de sua força poética, política e humana. “Que a tradição a gente a cultue sem bairrismos e proselitismo barato!”, reflete o poeta, que termina sua fala com um longo poema, que exalta diversos nomes da poesia do Pajeú. O poeta é aplaudido de pé.</p>
<p>Na mesma mesa, estava Meca Moreno, da Unicordel, que fez um surpreendente resgate histórico a partir da questão que parece estar na ponta da língua de qualquer um que se depare com a efervescência poética da região: “por que o Pajeú produz tanta poesia?”. A fala de Meca Moreno foi buscar explicações na tradição poética árabe. Segundo o pesquisador e poeta, essa cultura é responsável pela gosto pela rima, e por determinados instrumentos. A nossa viola nordestina, assim como a rabeca, são baseadas nos modos gregos e árabes, mouriscos”.</p>
<p><strong>Proseando sobre o pássaro</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7665176736_226c4a55b2_z.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-5775" alt="7665176736_226c4a55b2_z" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7665176736_226c4a55b2_z-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Donzilio Luís, Ida de Coraci, Antônio de Catarina e Ednaldo Leite compuseram a “Mesa de Prosa: A casa do ébrio”, que foi algo como uma mesa de causos e memórias sobre Cancão. Todos convidados conheceram o poeta pessoalmente, e brindaram o público com depoimentos sobre a simplicidade, a veia cômica e as histórias por detrás dos poemas do grande poeta do Pajeú. Donzilio Luís apresentou ao público uma raridade. Uma edição de 1974 do Correio da Paraiba, com uma grande matéria sobre Cancão.</p>
<p><strong>Pensando Cancão</strong><br />
Mais cedo, dois palestrantes refeltiram sobre a obra do pássaro poeta. O Prof. Dr. Nelson Barbosa e a Prof.Dra. Maria Nazareth Arrais, ambos da UFPB apresentaram, respectivamente, as palestras “O conto popular e a poesia de Cacão – um estudo comparativo” e “A poesia de Cancão como marco do Pajeú”.</p>
<p>“Cancão é o poeta da natureza, do inexorável e do eu total”, define a professora paraibana, durante a sua apresentação. Comparando o conto popular e a poesia de Cancão, a pesquisadora desenvolveu sua apresentação a partir de uma base psicanalítica, suscitando especial interesse da plateia. Nelson Barbosa fez um histórico poético e social da região do Pajeú. Ressaltou também características fortes da escrita do poeta, como o uso de paradoxos e oposições, e a relação com a natureza.</p>
<p>A programação foi fechada com o Show <em>Depois da Chuva</em>, que contou com o grupo Em Canto em Poesia e Tonino Arcoverde.</p>
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