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	<title>Portal Cultura PE &#187; tradição</title>
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		<title>Celebrando a cultura popular e a tradição de matriz africana, Arcoverde recebe 11ª edição do Festival Cosme e Damião</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 16:53:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A celebração da cultura popular, da fé e da tradição de matriz africana ganha destaque em Arcoverde com a 11ª edição do Festival Cosme e Damião, promovido pela Associação Cultural Raízes do Sertão. Em 2025, o evento se expande para seis dias, começando nesta segunda-feira (22) e seguindo até o dia 27 deste mês, com [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_120415" aria-labelledby="figcaption_attachment_120415" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-22-135238.png"><img class="size-medium wp-image-120415" alt="Foto: Associação Cultural Raízes do Sertão/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Captura-de-tela-2025-09-22-135238-607x405.png" width="607" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Associação Cultural Raízes do Sertão/Divulgação</p></div>
<p dir="ltr">A celebração da cultura popular, da fé e da tradição de matriz africana ganha destaque em Arcoverde com a 11ª edição do Festival Cosme e Damião, promovido pela Associação Cultural Raízes do Sertão. Em 2025, o evento se expande para seis dias, começando nesta segunda-feira (22) e seguindo até o dia 27 deste mês, com uma programação diversa que inclui cortejos, exibições de filmes, apresentações musicais e as tradicionais brincadeiras de Cosme e Damião. A ação conta com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio do Funcultura, através da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).</p>
<p dir="ltr">Em respeito à tradição de matriz africana, fundamento da Associação Cultural Raízes do Sertão, o festival homenageia os Santos Cosme e Damião, que no sincretismo são as divindades Ibejis — regentes da alegria, inocência e ingenuidade das crianças. A celebração inclui a distribuição de comidas típicas como pipocas e doces, reforçando a conexão cultural e religiosa.</p>
<p dir="ltr">As atividades do festival acontecerão na Comunidade dos Canos, localizada no bairro Sucupira, e incluirão intérpretes de Libras para assegurar que todos tenham acesso. Entre as atrações principais, o evento contará com a participação de grupos significativos da cultura popular de Arcoverde, como o “Boi Cafuné” e o “Boi Maluvido”, renomadas agremiações carnavalescas da cidade, além do grupo Cambindas de Triunfo, que representa a tradição do Sertão do Pajeú. A programação também homenageia talentos da região, como o “Samba de Coco Erêmin”, composto por crianças da própria associação, e o artista multifacetado Lucas dos Prazeres, que é um defensor da cultura do Quilombo dos Prazeres. A procissão com as imagens de Cosme e Damião também irá atravessar as ruas de Arcoverde, sendo acompanhada pela Banda de Pífano Santa Luzia.</p>
<p dir="ltr">O evento é organizado pela Associação Cultural Raízes do Sertão, que, desde 2013, trabalha nas áreas periféricas de Arcoverde, incentivando discussões sobre racismo, intolerância religiosa e desigualdades por meio de eventos culturais e iniciativas socioeducativas. Para ficar por dentro de toda a programação, toda a grade está disponível através do perfil oficial da Associação Cultural Raízes do Sertão no Instagram, o <a href="http://instagram.com/associacao.cultural.raizes">@associacao.cultural.raizes</a>.</p>
<p dir="ltr"><strong>Homenagem a Dona Lourdes</strong></p>
<p dir="ltr">O 11º Festival de São Cosme e Damião, com o título “Tradição, Fé e Alegria”, rende uma merecida homenagem à mestra Maria de Lourdes Bezerra Montenegro (1950-2025), uma das figuras mais significativas na cultura de Pernambuco. Ela dedicou sua vida à transmissão de conhecimentos, promovendo a cultura popular por meio de suas canções, danças e toques de coco. Sua voz ancestral ressoou com intensa paixão pelo triângulo, um instrumento que marca o ritmo do samba de coco. Ela é uma pessoa eternizada na cultura: &#8220;Ela é hoje, amanhã e sempre&#8221;. Com raízes afro-indígenas, Maria de Lourdes (74 anos) nasceu no Sertão de Pernambuco, em Custódia, e desenvolveu sua trajetória em Arcoverde, lugar que escolheu para viver eternamente, onde encontrou seu verdadeiro encanto.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>2° Festival de Ciranda João Limoeiro celebra Patrimônio Vivo de Pernambuco</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/2-festival-de-ciranda-joao-limoeiro-celebra-patrimonio-vivo-de-pernambuco/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2025 16:31:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No próximo dia 31 de maio, a cidade de Nazaré da Mata, na Zona da Mata de Pernambuco, será palco do 2° Festival de Ciranda João Limoeiro, um evento que celebra a rica tradição da ciranda e homenageia um dos seus maiores mestres. O encontro, que conta com recursos aprovados pela PNAB (Política Nacional Aldir Blanc [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_101173" aria-labelledby="figcaption_attachment_101173" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Eric Gomes</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/6271471894_882a6a82ca_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-101173" alt="Foto: Eric Gomes" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/6271471894_882a6a82ca_k-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Festival se destaca como uma referência das brincadeiras e manifestações da Mata Norte pernambucana</p></div>
<p>No próximo dia 31 de maio, a cidade de Nazaré da Mata, na Zona da Mata de Pernambuco, será palco do 2° Festival de Ciranda João Limoeiro, um evento que celebra a rica tradição da ciranda e homenageia um dos seus maiores mestres. O encontro, que conta com recursos aprovados pela PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura), do Governo do Estado de Pernambuco, reúne cirandeiros, cirandeiras, músicos e apreciadores da cultura popular para uma grande festa de valorização dessa expressão cultural tão significativa.</p>
<p>Criado para celebrar a conquista de João Limoeiro como Patrimônio Vivo, o festival reforça o reconhecimento cultural e se destaca como uma referência das brincadeiras e das manifestações da Mata Norte pernambucana.</p>
<p>“Eu acredito que os reconhecimentos e homenagens devem ser feitos em vida e me enchem de alegria. Ser Patrimônio Vivo representa o reconhecimento do meu esforço e trabalho, mas também é resultado de muito empenho coletivo. Este título serve como combustível para a caminhada&#8221;, celebra João Limoeiro.</p>
<p>Com mais de 70 anos de vida dedicados à ciranda, João Limoeiro é um ícone da cultura pernambucana e detentor do título de Patrimônio Vivo do Estado. Sua trajetória é marcada pela preservação e difusão desse ritmo contagiante, que ressoa nas rodas e encanta gerações. Ele já se apresentou em grandes eventos como o Festival de Inverno de Garanhuns, Fenearte, Festival Pernambuco Meu País, Carnaval e o São João do Estado, reforçando sua importância na cena cultural pernambucana.</p>
<p>Além disso, a ciranda é reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade, e João Limoeiro, como sócio-fundador da Associação das Cirandas de Pernambuco, tem uma ligação direta com outros cirandeiros, fortalecendo ainda mais essa tradição. Com discos gravados e turnês realizadas pelo Brasil, ele também foi laureado com o Prêmio Ariano Suassuna, um dos maiores reconhecimentos culturais do Estado.</p>
<p><strong>A origem e a importância do Festival</strong></p>
<p>A primeira edição do Festival de Ciranda João Limoeiro ocorreu em 2024, na cidade de Carpina, e foi lançada com o intuito de celebrar a conquista do título de Patrimônio Vivo. O Maracatu Carneiro da Serra de Glória do Goitá também fez parte da realização do evento, contribuindo para sua construção e fortalecimento cultural. O idealizador do projeto, Ricco Serafim, concebeu a ideia de reunir cirandeiros para uma celebração grandiosa. Foi essa visão que serviu de chave para abrir as portas desse evento, que exalta a trajetória e a importância do mestre da ciranda.</p>
<p>Em 2025, a festa ganha ainda mais força em Nazaré da Mata, município conhecido como um dos berços da ciranda e terra do cirandeiro Antônio Baracho, reafirmando seu papel na preservação da cultura popular. O evento é organizado pela Serafim Produções, de Ricco Serafim, em parceria com o Mestre João Limoeiro.</p>
<p><strong>Programação e Elementos Culturais</strong></p>
<p>O festival contará com diversas apresentações artísticas, trazendo a riqueza da cultura popular do Estado. Além da ciranda, o público poderá prestigiar manifestações como o coco rural e o maracatu, tradições da região. Haverá também a exibição do curta-metragem O Rei da Ciranda Pesada, que retrata a trajetória e a importância de João Limoeiro para a música e para a cultura de Pernambuco.</p>
<p><strong>Impacto Cultural e Econômico</strong></p>
<p>Além de celebrar a ciranda e seus mestres, o festival impulsiona a economia local, movimentando setores como turismo, gastronomia e comércio. O turismo local é fortalecido tanto por pessoas da região e de cidades vizinhas que circulam pelo evento, quanto por visitantes da Região Metropolitana, ampliando o alcance e a relevância do festival. A chegada de visitantes fortalece os pequenos negócios e promove a cidade como um destino turístico cultural. Também representa um importante espaço de transmissão de conhecimento, onde novas gerações têm contato direto com a tradição e aprendem sobre a importância de manter viva essa expressão artística.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
2° Festival de Ciranda João Limoeiro<br />
Data: 31 de Maio de 2025<br />
Horário: 16h<br />
Local: Parque dos Lanceiros, em Nazaré da Mata – PE</p>
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		<title>Fundarpe inicia produção do Inventário Cultural da Renda Renascença do Agreste Pernambucano</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 14:00:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Governo do Estado e Pernambuco, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), deu início esta semana à pesquisa para a produção do Inventário de Referências Culturais da Renda Renascença no Agreste Pernambucano, que servirá como base à instrução do Processo de Registro da Renda Renascença como Patrimônio Cultural Imaterial [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_116087" aria-labelledby="figcaption_attachment_116087" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/renda.jpeg"><img class="size-medium wp-image-116087" alt="A renda renascença é uma tradição quase centenária em Pernambuco" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/renda-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A renda renascença é uma tradição quase centenária em Pernambuco</p></div>
<p>O Governo do Estado e Pernambuco, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), deu início esta semana à pesquisa para a produção do Inventário de Referências Culturais da Renda Renascença no Agreste Pernambucano, que servirá como base à instrução do <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/secult-pe-defere-a-abertura-do-registro-das-bandas-de-pifano-e-renda-renascenca-como-patrimonio-cultural-imaterial/" target="_blank">Processo de Registro da Renda Renascença como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco.</a></p>
<p>A pesquisa, iniciada em novembro de 2024, vem sendo realizada pela Assum Preto Produções Culturais e Consultoria, <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio-cultural-3/fundarpe-recebe-propostas-de-prestacao-de-servico-para-inventario-da-renda-renascenca/" target="_blank">vencedora de um processo licitatório</a>, e conta com o investimento da Fundarpe no valor de R$ 289.900,00  e acompanhamento da Gerência de Patrimônio Imaterial da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural.</p>
<p>“A realização do inventário da Renda Renascença permitirá conhecermos e registrarmos documentalmente os sistemas de produção e comercialização deste bem no núcleo das cidades, em zonas rurais e em territórios indígenas situadas nos municípios de Poção, Pesqueira e Jataúba, onde essa produção é mais significativa, valorizando o importante papel de rendeiros e rendeiras na preservação desse saber fazer.” destaca  Renata Borba, presidente da Fundarpe.</p>
<p>A instrução do processo de registro da Renda Renascença teve início em 2021 e contou com etapas de análise da documentação inicial, de aplicação de metodologias participativas de mapeamento, catalogação de fontes sobre a temática, visitas técnicas e articulação com outros órgãos como a ADEPE e Sebrae, para o estudo de melhorias das potencialidades da cadeia produtiva da Renda Renascença no Estado.</p>
<div id="attachment_116090" aria-labelledby="figcaption_attachment_116090" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/rendeirapesquisa.jpeg"><img class="size-medium wp-image-116090" alt="A renda renascença é uma tradição quase centenária em Pernambuco" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/rendeirapesquisa-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A renda renascença é uma tradição quase centenária em Pernambuco</p></div>
<p>“Trata-se de uma pesquisa multidisciplinar e conta com a participação de antropólogos, historiadores, economistas, etc. e resultará em um importante dossiê que ficará disponível à população, além de servir ao Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural – CEPPC, na análise da candidatura da Renda Renascença como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco” ressalta Marcelo Renan, Gerente de Patrimônio Imaterial da Fundarpe.</p>
<p>Nessa primeira fase da visita de campo, a equipe responsável pela pesquisa já passou por Poção e Pesqueira, entre os dias 2 e 4 de fevereiro, e seguirá no campo terminando a visita no município de Jataúba. A segunda fase da visita está prevista para acontecer em março.</p>
<p>A pesquisa tem previsão de conclusão em junho de 2025, devendo ser posteriormente enviada ao CEPPC para análise e deliberação da candidatura da Renda Renascença como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_116088" aria-labelledby="figcaption_attachment_116088" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/rendas.jpeg"><img class="size-medium wp-image-116088" alt="A renda renascença é uma tradição quase centenária em Pernambuco" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/rendas-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A renda renascença é uma tradição quase centenária em Pernambuco</p></div>
<div id="attachment_116089" aria-labelledby="figcaption_attachment_116089" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/rendeira.jpeg"><img class="size-medium wp-image-116089" alt="A renda renascença é uma tradição quase centenária em Pernambuco" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/rendeira-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A renda renascença é uma tradição quase centenária em Pernambuco</p></div>
<div id="attachment_116086" aria-labelledby="figcaption_attachment_116086" class="wp-caption img-width-364 alignnone" style="width: 364px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/equipepesquisarenda.jpeg"><img class="size-medium wp-image-116086" alt="Equipe da  Assum Preto Produções Culturais e Consultoria" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/equipepesquisarenda-364x486.jpeg" width="364" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe da Assum Preto Produções Culturais e Consultoria</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Exposição de pinturas sobre tradições da cultura popular se despede da Casa do Carnaval</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/exposicao-de-pinturas-sobre-tradicoes-da-cultura-popular-se-despede-da-casa-do-carnaval/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 16:09:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Abrindo alas para reflexões sobre memória coletiva, ancestralidades culturais, coloridos e comovidos legados que se confirmam nas ruas da maior festa de rua do mundo, entre multidões de tradições e foliões, está em cartaz na Casa do Carnaval, no Pátio de São Pedro, até o próximo dia 1º de dezembro, a mostra &#8220;No Manifesto das [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Manifesto-Carnaval-01-11-2024-AMARA-33-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-114815" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Manifesto-Carnaval-01-11-2024-AMARA-33-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Abrindo alas para reflexões sobre memória coletiva, ancestralidades culturais, coloridos e comovidos legados que se confirmam nas ruas da maior festa de rua do mundo, entre multidões de tradições e foliões, está em cartaz na Casa do Carnaval, no Pátio de São Pedro, até o próximo dia 1º de dezembro, a mostra &#8220;No Manifesto das Ruas, Sou Meu Carnaval&#8221;.</p>
<p>A exposição celebra e rende homenagem às 12 modalidades de agremiações culturais populares e carnavalescas pernambucanas e suas representatividades, como maracatu, clube de frevo, escola de samba, caboclinho e boi, vistas na perspectiva da arte urbana, a partir de obras inéditas das artistas visuais Micaela Almeida e Paz Brandão. Ao todo, estão expostos na Casa do Carnaval 24 trabalhos, 12 de cada artista, produzidos em diferentes técnicas, como pintura acrílica, giz pastel e costura sobre tela canvas, spray e instalação, colagem e pintura sobre madeira.</p>
<p>“A costura das narrativas ancestrais com abordagens do agora cria um lugar de encontro, com intenção de enfatizar a magia dessas expressões populares, este elo entre passado e o presente enriquece a compreensão da herança dessas linguagens culturais, especialmente das manifestações dos povos originários e da cultura negra”, diz Thaes Arruda, que assina a curadoria e expografia da mostra, que pode ser visitada de hoje a domingo, das 10h às 16h.</p>
<p>A exposição, viabilizada com recursos do Funcultura, edital de fomento do Governo de Pernambuco, conta ainda com <a href="www.manifestocarnaval.com.br)" target="_blank">site-galeria</a> , onde estão expostos todos os trabalhos. Além do site, a exposição deixará outros legados para a cidade: oito das 24 obras penduradas nas paredes da Casa do Carnaval serão doadas para espaços culturais pernambucanos. As demais estão à venda, também na internet. Além disso, as obras ganharão versões no formato lambe-lambe para serem expostas nas ruas e muros do cotidiano da cidade.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Manifesto-Carnaval-03-11-2024-AMARA-32-1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-114818" alt="Foto: Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Manifesto-Carnaval-03-11-2024-AMARA-32-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><strong>Sobre as artistas -</strong> Micaela Almeida atua na arte urbana e na produção cultural. Desde 2016, desenvolve projetos focados em pintura muralista, intervenções urbanas e arte-educação. Dentre os projetos que produziu e realizou destacam-se: em 2021 a intervenção urbana “Corpo-Território: Grandes Mulheres Presentes”, homenageando figuras femininas históricas e demarcando espaços significativos para mulheres do Recife, que lhe rendeu o prêmio “Inspiradora”, no World Creativity Day 2023; a intervenção “ColaNelas” em 2022, destacando mulheres que constróem diretamente a cultura popular de Pernambuco e que lutam contra a invisibilização. A artista já teve pinturas expostas no Museu da Abolição, Paço do Frevo, CasaZero e na Pinacoteca Potiguar/RN. Entre 2022 e 2024, por meio do programa Colorindo o Recife, produziu murais e deu oficinas. Seu trabalho mais recente é o megamural “Naná Vasconcelos: Sinfonia &amp; Batuques”, que pode ser visto nas imediações do Parque 13 de Maio.</p>
<p>Cantora, compositora, atriz, artista plástica, produtora cultural, educadora e diretora musical, Paz Brandão percorre todos os caminhos da arte. Sua carreira é significativa no cenário cultural pernambucano, com participação ativa na elaboração de espetáculos carnavalescos, como o encontro de nações de maracatu Tumaraca, que abre o Carnaval recifense há anos, e o encontro de afoxés Ubuntu. Nas produções carnavalescas, Paz também já coordenou o Polo Pátio do Terço, contribuindo para o rico mosaico cultural pernambucano. Também se destacou como diretora musical e cantora em diversas iniciativas, incluindo a Quadrilha Junina Raio de Sol, além de participar de projetos como &#8220;Sambas e Loas&#8221;, Madrigal Unicap, Voz Nagô, Batucafro. Acompanhou o renomado Naná Vasconcelos por mais de uma década. Sua trajetória é marcada por uma sólida experiência em produção executiva e gestão cultural, com destaque para sua atuação na Secretaria de Cultura da Cidade do Recife entre 2002 e 2018.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<strong>Exposição &#8220;No Manifesto das Ruas, Sou Meu Carnaval&#8221;</strong><br />
Em cartaz até 1º de dezembro<br />
Na Casa do Carnaval, no Pátio de São Pedro, casa 52, Bairro de São José<br />
Visitação de quarta a domingo, das 10h às 16h</p>
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		<title>Ciclo natalino resgata as tradicionais Terreiradas de Cavalo Marinho</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Nov 2024 15:58:16 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_114770" aria-labelledby="figcaption_attachment_114770" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Morgana Narjara/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Cavalo-Marinho-Boi-Pintado.jpg"><img class="size-medium wp-image-114770" alt="Morgana Narjara/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Cavalo-Marinho-Boi-Pintado-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Cavalo Marinho Boi Pintado, de Aliança (PE)</p></div>
<p>As tradicionais Terreiradas de Cavalo Marinho de Pernambuco ocorrem, este ano, de 7 a 31 de dezembro, em Olinda (Região Metropolitava do Recife) e em cinco municípios da Zona da Mata Norte do Estado (Aliança, Camutanga, Condado, Glória do Goitá e Itambé), cidades que reúnem a maior parte dos grupos dessa manifestação popular, entre eles o Cavalo Marinho Boi Pintado (Aliança) e Estrela de Ouro (Condado), Patrimônios Vivos estaduais. O evento conta com o apoio do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).</p>
<p>As festas de terreiro marcam o momento principal de reunião de brincantes de cavalo marinho, que durante toda a noite realizam o auto natalino em sua totalidade com a presença de seus mais de 70 personagens alternando-se entre músicas, encenações, improvisos e coreografias chegando a uma duração de aproximadamente oito horas até o amanhecer do dia.</p>
<p>O apoio à realização das festas nos terreiros e sedes dos grupos de cavalo marinho, expressão cultural registrada como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco e do Brasil, faz parte das ações fomentadas por meio da Politica Estadual de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (Decreto nº 47.129 de 14 de fevereiro de 2019).</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Programação</span>:</strong></p>
<p><strong>Dia 7</strong><br />
Cavalo Marinho Boi Brasileiro (Condado)</p>
<p><strong>Dia 14</strong><br />
Cavalo Marinho Estrela Brilhante (Condado)<br />
Cavalo Marinho Estrela do Oriente (Camutanga)<br />
Cavalo Marinho Boi Maneiro (Itambé)</p>
<p><strong>Dia 21</strong></p>
<p>Cavalo Marinho de Mestre Batista (Aliança)</p>
<p><strong>Dia 22</strong><br />
Cavalo Marinho Boi Pintado (Aliança)<br />
Cavalo Marinho Boi Tira-Teima (Glória do Goitá)</p>
<p><strong>Dia 25</strong><br />
Cavalo Marinho Boi Matuto (Olinda)<br />
Cavalo Marinho Boi da Luz (Olinda)<br />
Cavalo Marinho Flor de Manjerona (Olinda)</p>
<p><strong>Dia 31</strong><br />
Cavalo Marinho Estrela de Ouro (Condado)</p>
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		<title>País da Cultura Alimentar abre Festival PE Meu País em Arcoverde com muita tradição e conhecimento</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Aug 2024 17:34:32 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_112518" aria-labelledby="figcaption_attachment_112518" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Silla Cadengue/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/foto-14-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-112518" alt="Foto: Silla Cadengue/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/foto-14-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">País da Cultura Alimentar Bolo de noiva</p></div>
<p dir="ltr">O País da Cultura Alimentar abriu as atividades do Festival Pernambuco Meu País, em Arcoverde, Sertão do estado, nesta sexta-feira (23). O evento, organizado pelo Governo do Estado através da Secretaria de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), no Centro de Gastronomia e Artesanato, trouxe à cidade uma intervenção gastronômica dedicada ao Bolo de Noiva, reconhecido recentemente como Patrimônio de Pernambuco.</p>
<p dir="ltr">O professor de gastronomia, Rodrigo Rossetti conduziu uma oficina especial, onde apresentou técnicas tradicionais e segredos da receita do Bolo de Noiva, que é um símbolo da culinária pernambucana. Durante a oficina, Rossetti destacou a importância da preservação das tradições culinárias e a transmissão desses conhecimentos para as novas gerações.&#8221;Diferente do Bolo de Rolo, que precisa obrigatoriamente ter goiabada, o Bolo de Noiva pode ser feito de várias maneiras, seja com cacau, com refrigerante, ou sem nenhum desses ingredientes, todas as opções são válidas&#8221;, explicou.</p>
<p dir="ltr">Com papel e caneta na mão, o público presente teve a oportunidade de participar ativamente, acompanhando as diferentes etapas do preparo e degustando o resultado final do bolo. A confeiteira Maria do Socorro, residente na cidade, compartilhou que aprendeu bastante durante a oficina. “Faço esse bolo desde quando era moça e foi maravilhoso saber que existem outros ingredientes para fazer o bolo. Não precisa de refrigerante para ficar gostoso, amei. Além disso, o professor transmitiu muito bem os seus conhecimentos”, comentou.</p>
<p>“O Festival Pernambuco meu País é muito especial, ele promove o acesso à cultura em várias regiões do estado. Abriu espaço para a gastronomia e várias outras linguagens, eu fico muito feliz”, afirmou Rodrigo Rossetti.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Coalho, um queijo pernambucano: exposição chega a Caruaru; veja detalhes</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 19:09:28 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_111838" aria-labelledby="figcaption_attachment_111838" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-08-at-21.32.03.jpeg"><img class="size-medium wp-image-111838" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/WhatsApp-Image-2024-08-08-at-21.32.03-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Exposição temática acontecerá na cidade e Caruaru</p></div>
<p>Tema da primeira edição da Fenearte – Sabores do Patrimônio de Pernambuco, com uma exposição que ocupou o Centro Cultural Mercado Eufrásio Barbosa por cerca de um mês, o queijo de coalho e suas histórias chegam, agora, em forma de uma mostra multimídia a Caruaru.</p>
<p>Nesta sexta feira (9), a partir das 11h, dentro da programação do Fórum de Gastronomia promovido pela FUNDARPE com apoio da Agência de desenvolvimento de Pernambuco (ADEPE), entra em cartaz a exposição Coalho &#8211; Um queijo de Pernambuco. Às 16:30h, o evento conta com uma oficina para crianças sobre a produção caseira de queijo com a historiadora e especialista Joana Dark Souza.</p>
<p>A mostra quer convidar o público a mergulhar no universo do queijo de coalho para além de sua importância como alimento ritualmente cotidiano.</p>
<p>A chegada do gado, ainda no século 16, abriu caminhos entre o litoral e o sertão, mudou radicalmente o panorama alimentar nesta margem do Oceano atlântico e, para além de corpos, passou a nutrir também identidades. Nesta exposição sob curadoria de Bruno Albertim e Lúcio Omena, o queijo de coalho se apresenta em suas dimensões materiais e simbólicas.</p>
<p>O objeto, já dizia Lévi-Strauss, mais que sua utilidade, tem por função guardar a memória de seu tempo: prensas e formas rudimentares, utensílios contemporâneos, imagens de arquivo e do tempo corrente; além de peças importantes do artesanato e da arte popular mostram como, além da mesa, o queijo de coalho e sua cultura leiteira têm morada no imaginário pernambucano.</p>
<p>A chamada região da bacia leiteira de Pernambuco produz cerca de dois milhões de litros de leite por dia, base do trabalho de 60 mil famílias envolvidas na produção do queijo de coalho. Desde 2000, há uma constante articulação entre atores de importantes setores para o reconhecimento de um selo de Indicação Geográfica para o queijo de coalho do Agreste de Pernambuco. Um queijo com características únicas, intransferíveis.</p>
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		<title>País das Culturas Populares acolhe artistas pouco antes vistos</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 05:00:57 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>No Festival Pernambuco Meu País, o polo País das Culturas Populares tem se revelado uma ótima oportunidade tanto para artistas representantes de um leque mais amplo de diversidade ocuparem espaços a que costumam ter pouco acesso, e de forma descentralizada, quanto para o público conhecer essas pessoas e esses grupos que vão além dos rótulos tradicionais. Neste domingo (28), em Gravatá (Agreste), esse aspecto esteve bem representado pelo Trans Coco, primeiro grupo de coco LGBTQIA+ do Estado (leia-se: do mundo); e pela Orquestra Iorubás de Pernambuco, de música espiritual que remete à ancestralidade de matriz africana. A família da Ciranda Sant&#8217;Anna e o ativismo do Coco Resistência completaram a programação da tarde no palco-caminhão.</p>
<p>Formado por pessoas trans, o sexteto de voz e percussão Trans Coco, do município de Igarassu (Litoral Norte), orgulha-se de ser o primeiro grupo LGBTQIA+ de coco de roda de Pernambuco. A música, claro, é importante, mas na apresentação do conjunto nota-se que prevalece a preocupação com a luta pela conquista de espaço, pela dignidade humana e pelo respeito. Requisitos básicos, porém, ainda em falta para muitas pessoas.</p>
<p>Comandado pela cantora Raphaella Ribeiro, que também se autointitula a primeira mulher trans vocalista de um brinquedo popular, o Trans Coco aborda em suas músicas o combate às práticas discriminatórias e preconceituosas e aos crimes. &#8220;O palco é lugar de todos os corpos. Para nós é muito importante estarmos aqui&#8221;, afirmou Raphaella. A plateia, a maior dos três dias eventos nesse polo em Gravatá, acolheu o Trans Coco com muito afeto.</p>
<p>Outro belo exemplo No País das Culturas Populares neste domingo foi o da Orquestra Iorubás de Pernambuco. Numa analogia, o grupo de vozes, percussão e metais seria o equivalente a um conjunto gospel, ou de música sacra, porém, de música espiritual que remete à ancestralidade de matriz africana. É integrado por pessoas de terreiro que fazem expressões de axé por meio de cantigas de louvação. Como se isso não bastasse, traz em sua formação um set amplo e vigoroso de metais que acrescenta uma sonoridade única e robusta à tradição do gênero. Um grata surpresa.</p>
<p>E por falar em tradição, a Ciranda Sant&#8217;Anna trouxe para o caminhão-palco um belo espetáculo de música e dramatização. O grupo, da família homônima do bairro do Vasco da Gama (Zona Norte do Recife), dedicou seus primeiros minutos a uma performance de meditação e oração, que foi seguida pela abertura de uma faixa com os dizeres: &#8220;Diga não intolerância religiosa&#8221;. Na sequência, um balé popular com quatro integrantes foi para o meio da plateia instigar ainda mais a formação das tradicionais rodas de ciranda. As canções evocaram um show de conscientização (como por exemplo pela preservação da Amazônia) e de reverência aos orixás como muito respeito e muita dignidade.</p>
<p>No cair da noite, no mesmo tom ativista e militante pela cultura popular e pelos direitos sociais, o Coco da Resistência, formado por músicos de várias localidades da Região Metropolitana do Recife (Amaro Branco/Olinda, Brasília Teimosa, Janga/Paulista, Santo Amaro), também deixou seu recado em um repertório de coco de roda e samba interpretado com vozes, percussão e cordas (contrabaixo elétrico e cavaquinho). Momentos de grande riqueza cultural pernambucana.</p>
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		<title>País da Cultura Alimentar traz sabor e tradição à Gravatá por meio do Festival PE Meu País</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jul 2024 14:23:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160; Os confeitos de festa de Limoeiro não são simples bolinhas de açúcar; eles carregam uma rica tradição cultural. E foi saboreando esses doces que começou o dia daqueles que visitaram o polo País da Cultura Alimentar, presente no Mercado Cultural de Gravatá, no Agreste pernambucano, na manhã dessa sexta-feira (26), durante o Festival Pernambuco [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_111132" aria-labelledby="figcaption_attachment_111132" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Juana Carvalho</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-27-at-11.17.19.jpeg"><img class="size-medium wp-image-111132" alt="Foto: Juana Carvalho" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-27-at-11.17.19-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Juana Carvalho</p></div>
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<p>Os confeitos de festa de Limoeiro não são simples bolinhas de açúcar; eles carregam uma rica tradição cultural. E foi saboreando esses doces que começou o dia daqueles que visitaram o polo País da Cultura Alimentar, presente no Mercado Cultural de Gravatá, no Agreste pernambucano, na manhã dessa sexta-feira (26), durante o Festival Pernambuco Meu País, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura de PE (Secult-PE) e a Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).</p>
<p>O confeito é feito com ingredientes naturais e oferece uma variedade de sabores, como ervas, amendoim e castanha. Segundo Maciel França, o confeiteiro responsável pelo preparo da guloseima, esta faz parte de sua vida desde a infância. Levar um confeito para casa é garantia de que a festa foi um sucesso, tudo preparado conforme a tradição. &#8220;Utilizamos água potável, açúcar cristal, erva-doce, castanha e amendoim, tudo feito artesanalmente pelas nossas mãos&#8221;, afirmou.</p>
<p>As embalagens criativas, como saquinhos coloridos e cones gigantes, são um verdadeiro atrativo para as crianças. Por isso, a agricultora Calcina garantiu os confeitos para seus netos. &#8220;Estou levando dois cones, um para cada um dos meus netos. Assim, quando chegarmos em casa, eles podem dividir&#8221;, disse ela com um sorriso no rosto.</p>
<p>Além disso, durante a tarde, o País da Cultura Alimentar apresentou uma intervenção gastronômica com polenta recheada de queijo coalho e ragu de chambaril, sob a direção da chef de cozinha Claudia Luna.</p>
<p>“O milho e o queijo coalho têm grande importância em nosso estado, tanto em pratos doces quanto salgados. É maravilhoso estar aqui no Festival Pernambuco Meu País e poder compartilhar nossos sabores”, afirmou Luna.</p>
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		<title>Gastronomia junina é símbolo da herança indígena e africana no Nordeste</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jun 2024 19:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>“Bolo de milho, broa e cocada/ Eu tenho pra vender, quem quer comprar?/ Pé de moleque, alecrim, canela…” Os versos de Feira de Mangaio, clássico de Sivuca eternizado na voz de Clara Nunes, parece ecoar mais alto todo São João. É que a música, além de embalar os festejos por ser um forró, também faz alusão direta a uma das maiores tradições juninas: a gastronomia.</p>
<p>Além dos pratos já citados, é inimaginável um São João no Nordeste sem pamonha, mungunzá, canjica, milho cozido e assado e bolo de macaxeira. A comida, desde o plantio, passando pela colheita, preparo e por fim o tão aguardado consumo, ocupa um lugar central nas festas juninas da Região e é fruída sempre de forma coletiva. Em Pernambuco, terra de tantas tradições gastronômicas, não seria diferente.</p>
<p>Através da gastronomia junina é possível ler um pouco da história e da formação socioeconômica do Estado. O milho, o coco e o açúcar &#8211; três pilares da alimentação deste período &#8211; simbolizam as heranças indígenas, africana e portuguesa. A origem da festa está nas celebrações pagãs europeias, que marcavam as colheitas no solstício de verão. Aqui no Brasil as comemorações se adaptaram ao ciclo do milho. “O costume é iniciar a plantação de milho no dia de São José, 19 de março. Se estiver chovendo, é sinal que a colheita três meses depois, em junho, vai ser boa. O cume da festa acontece no São João, mas existem muitas questões sociais e econômicas que perpassam outros períodos do ano, que se iniciam antes”, explica o historiador e professor Daciel Santos, pesquisador de cultura popular.</p>
<p>Após colher, é hora de celebrar. Com muita música, quadrilha, rala bucho e fogueira acompanhando os deliciosos quitutes tradicionais. Se originalmente os elementos juninos que hoje temos como típicos têm forte influência europeia, todos foram reinventados e adaptados aos hábitos locais ao chegarem ao Nordeste. O “en arrière” da dança francesa se transformou em “anarriê” na quadrilha brasileira, por exemplo. E o açúcar, cuja cultura chega com os portugueses em Pernambuco, acaba incorporado no preparo das comidas.</p>
<p>“Os povos originários da América Central tinham um uso muito largo do milho, eram civilizações profundamente ligadas a esse insumo. No Brasil, as populações tinham o uso maior, mais frequente da mandioca, mas o milho estava ali também. E aí temos o leite de coco, um ingrediente que vem do Norte da África que foi se incorporando nessa dietética brasileira. No final das contas, depois foi essa mão africana quem acabou mesmo por temperar nossa gastronomia”, ressalta o jornalista e antropólogo Bruno Albertim.</p>
<p>Autor dos livros <em>Pernambuco &#8211; Livro dos chefs</em>, <em>Nordeste, uma paisagem comestível</em> e <em>Recife &#8211; Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cozinha de Tradição</em>, Bruno aponta para a centralidade da mesa nos festejos de São João. “As festas coincidem com o auge da colheita de milho, esse cereal da terra, cereal originário, que foi reconfigurado por essa mão portuguesa, ao assimilar saberes culinários de várias origens, principalmente essa origem moura africana, que usava o leite de coco, a canela também que veio da Índia como tempero, o açúcar de origem árabe, que foi o motor desse processo colonizador”.</p>
<div id="attachment_110269" aria-labelledby="figcaption_attachment_110269" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Morgana Narjara/ Secult-PE/ Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/taynapassoa-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-110269" alt="Morgana Narjara/ Secult-PE/ Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/06/taynapassoa-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A cozinheira Tayná Passos carrega em sua gastronomia as heranças indígena e africana</p></div>
<p>A cozinheira e chef do Dùn Ajeun Culinária Afrodiaspórica, restaurante localizado no Centro do Recife, Tayná Passos carrega em seu fazer gastronômico essa herança africana e indígena. Para ela, celebrar a festa junina é trazer consigo “diversas referências da cultura nativa, história, tradição, ancestralidade, consciência e muito sabor.” Ela prepara há anos um bolo de milho especial, que além de levar milho ralado e leite de coco, tem queijo ralado como diferencial. “O bolo de milho está ligado à origem e costumes de soberania alimentar indígena. O quitute faz parte da cultura dos indígenas tupi-guaranis e muito presente na culinária nordestina, especialmente nos festejos juninos”, complementa.</p>
<p>Especialmente para o Cultura PE, Tayná mostrou o passo a passo de sua receita. O vídeo completo está disponível no Instagram<a href="https://www.instagram.com/culturape/" target="_blank"> @culturape</a>. Leia <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/canal/gastronomia/a-importancia-da-gastronomia-e-economia-no-ciclo-junino/" target="_blank">aqui também</a> o artigo “A importância da gastronomia e economia no ciclo junino”, escrito pela Dianne Sousa e Manoelly Vera Cruz, da Assessoria de Gastronomia da Secult/PE.</p>
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