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	<title>Portal Cultura PE &#187; Tribo Indígena Carijós do Recife</title>
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		<title>Cortejo de agremiações contagiou o centro de Gravatá com muita cultura popular no PEMP desta sexta</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Aug 2025 15:26:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Das cores e movimentos hipnotizantes do maracatu rural à dança contagiante do caboclinho, passando pelo universo fantástico dos ursos e bois e da força do baque solto, assim foi o Cortejo que abriu a primeira noite do Festival Pernambuco Meu País em Gravatá, nesta sexta-feira (22). Ação que faz parte do DNA do festival desde [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-23-at-00.53.03.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119902" alt="Foto: Daniela Pedrosa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-23-at-00.53.03-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Das cores e movimentos hipnotizantes do maracatu rural à dança contagiante do caboclinho, passando pelo universo fantástico dos ursos e bois e da força do baque solto, assim foi o Cortejo que abriu a primeira noite do Festival Pernambuco Meu País em Gravatá, nesta sexta-feira (22). Ação que faz parte do DNA do festival desde sua criação, Cortejo é um arrastão cultural democrátivo que leva a diversidade da pernambucana pelas ruas da cidade e hoje, Dia do Folclore, esta valorização ecoou mais alto.</p>
<p>Desta vez, quem encantou moradores e turistas no Centro de Gravatá foi o Boi Tira-Teima, a Escola Rebeldes do Samba, o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, Maracatu Estrela Brilhante do Recife, Maracatu Xililique, a Tribo Indígena Carijós do Recife, Troça Carnavalesca Mista Olinda Frevo e Folia e Urso Branco Cangaçá. Agremiações e brinquedos plurais, que revelam a riqueza das tradições populares de diversas macrorregiões do Estado.</p>
<p>Justo nestes dias que marcam a 18º Semana Estadual do Patrimônio Cultural de Pernambuco, o Cortejo chegou carregado de um simbolismo ainda maior. Principalmente para o Boi Tira-Teima, de Caruaru, que se tornou Patrimônio Vivo de Pernambuco em cerimônia na última segunda-feira (22), no Cinema São Luiz.</p>
<p>“Ser patrimônio vivo não é apenas ser por ser, é também poder repassar os saberes adquiridos durante todo o tempo da experiência. Então o merecimento que temos agora é poder repassar, transmitir para outras pessoas também. E o Patrimônio Vivo Boi Tira-Teima não é apenas um folguedo de diversão, ele também é um projeto social que inclui a comunidade lá na nossa periferia em Caruaru”, celebrou o presidente do boi, Roberto Gercino.</p>
<p>Além do recém-diplomado Boi Tira-Teima, também participaram outros Patrimônios Vivos: Maracatu Estrela de Ouro de Aliança e Tribo Indígena Carijós do Recife.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-23-at-00.53.02.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119904" alt="Foto: Daniela Pedrosa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-23-at-00.53.02-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-23-at-00.53.04.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-119903" alt="Foto: Daniela Pedrosa/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/08/WhatsApp-Image-2025-08-23-at-00.53.04-323x486.jpeg" width="323" height="486" /></a></p>
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		<title>Carijós: uma manifestação fundada e protegida pela Jurema Sagrada</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2020 16:02:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Michelle de Assumpção O caboclo Carijós é uma entidade bastante respeitada e celebrada na Jurema Sagrada, religião de matriz indígena e afro-brasileira, muito comum em terreiros do Nordeste do país. Entre seus feitos de proteção e de cura, está também o de ser o eixo espiritual fundante de uma manifestação cultural que, praticada nas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_76348" aria-labelledby="figcaption_attachment_76348" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/tribo-carijos-2-Jorge-Farias.jpg"><img class="size-medium wp-image-76348" alt="Jorge Farias" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/tribo-carijos-2-Jorge-Farias-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Com 123 anos de existência, Tribo Indígena Carijós é a que ostenta mais títulos no Carnaval do Recife</p></div>
<p style="text-align: right;">Por Michelle de Assumpção</p>
<p>O caboclo Carijós é uma entidade bastante respeitada e celebrada na Jurema Sagrada, religião de matriz indígena e afro-brasileira, muito comum em terreiros do Nordeste do país. Entre seus feitos de proteção e de cura, está também o de ser o eixo espiritual fundante de uma manifestação cultural que, praticada nas ruas, tem como função primordial enaltecer a própria tradição religiosa que lhe criou. Trata-se do Caboclinho, expressão cultural composta por grupos de caboclos vestidos com roupas e cocares de penas, que saem às ruas num ritual marcado pela dança e música do Perré. Tambores, pífanos, gaitas de taboca e ganzá compõe a percussão.</p>
<p>Entre os caboclinhos de Pernambuco, é famosa a história de um certo estivador, de nome Antônio da Costa, que costumava incorporar, nas sessões de Jurema que participava, o Caboclo Carijós. Um certo dia, recebeu da entidade a orientação de formar um grupo, para que saíssem a festejar essa cultura pelas ruas do Recife, durante o Carnaval. E assim, nascia, em 1897, a Tribo Indígena Carijós, ou Tribo Carijós do Recife. O Caboclo Carijós, patrono da agremiação, está representado no estandarte da agremiação, que contabiliza 123 carnavais. As cores oficiais são o verde e o vermelho, representando, respectivamente, a mata e a guerra.</p>
<p>A agremiação ostenta o maior número de títulos de todos os caboclinhos do Recife. Foi Hexacampeão (1970 a 1975); Tricampeão (1980 a 1982); outra vez Hexacampeão (1987 a 1992); Bicampeão do grupo Especial (2017 a 2018).  Em 2016, foi homenageado pelo 120º aniversário da agremiação, em sessão solene especial na Câmara Municipal do Recife. Ganhou ainda mais força, quando, no mesmo ano, a manifestação do Caboclinho passou a ser considerada “Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil”, título conferido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A Casa do Carnaval, no Pátio de São Pedro, convidou o grupo para expor seus elementos e tradições, evento que culminou com uma disputada roda de debates, intitulada: “Caboclinhos, a Tribo Carijós e a preservação das expressões culturais”.</p>
<div id="attachment_76349" aria-labelledby="figcaption_attachment_76349" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Tribo-Carijós.jpg"><img class="size-medium wp-image-76349" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Tribo-Carijós-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Localizada na Mangabeira, Caboclinho Carijós já tem terreno comprado para construção de uma nova sede</p></div>
<p>O reconhecimento – em forma de premiações e títulos – só fazia crescer. Em 2017, o grupo foi escolhido para ser o homenageado oficial do Carnaval do Recife, e desfilou neste ano com 220 componentes. Em 2018, a Tribo Carijós foi contemplada na terceira edição do Prêmio Ariano Suassuna de Cultura Popular e Dramaturgia, da Secretaria de Cultura do Estado e Fundarpe. Em 2019 conseguiu mais um importante título: o de Patrimônio Vivo de Pernambuco. O título garante aos seus contemplados uma bolsa, atualmente no valor de R$ 3.200 mil. Com este valor, o grupo consegue manter sua sede e organizar eventos ao longo do ano, como oficinas de figurino, dança e instrumentos.</p>
<p><b>SONHO COM CABOCLO</b> – Desde a sua fundação, a Tribo Carijós teve seis presidentes. Depois do estivador Antônio da Costa, o mais famoso foi Jefferson Roberto Cosme dos Santos, que pegou o caboclinho em 2011, depois que a agremiação estava há 13 anos sem conseguir desfilar no Carnaval (mas não por isto, acabada). Também foi por meio de mensagem de uma entidade que Jeferson soube que deveria assumir o grupo. Ele conta que teve um sonho, no qual participava de um ritual religioso e, num dado momento, o caboclo aparecia e apontava o dedo para ele.</p>
<div id="attachment_76350" aria-labelledby="figcaption_attachment_76350" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Pai-Jeferson-Nagô_Caboclinhos-Carijós-do-Recife_Foto-Jan-Ribeiro-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-76350" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Pai-Jeferson-Nagô_Caboclinhos-Carijós-do-Recife_Foto-Jan-Ribeiro-2-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Sob a gestão do Pai Jeferson, falecido em dezembro de 2018, Carijós se reergueu e conquistou títulos e homenagens</p></div>
<p>Seu entendimento, a partir desse sonho, foi que deveria assumir o Carijós. Consultou o Pai Clóvis, seu tio e liderança espiritual dos caboclinhos, na comunidade da Mangabeira, no Recife, onde está a sede do Carijós.  O homem confirmou a vontade da espiritualidade e, assim, Jeferson passou a liderar o grupo. Sua figura era imponente e despertava o respeito de todos. Jeferson aparecia sempre vestido com seu terno branco, uma guia com as cores da Tribo no pescoço, e um cocar, que considerava sagrado por isto não poderia ser tocado por ninguém. No final de 2018, Jeferson começou a sentir uma dor inexplicável na coxa. Foi para um hospital e ficou internado tomando antibióticos. Depois de vinte dias, apresentando melhoras mas não o suficiente para receber alta, ele desenvolveu uma trombose, depois uma embolia pulmonar que ocasionou uma parada cardiorrespiratória. Ninguém conseguia acreditar que um rapaz jovem, 29 anos, cheio de responsabilidades, planos e sonhos, havia partido assim tão rápido e sem explicação.</p>
<p>“Eu nunca imaginei assumir a tribo de 123 anos, reativada por meu irmão após 11 anos sem estar nos carnavais do Recife. Ele que a levou ao pódio, sendo campeão do Carnaval por vários anos, na sua gestão dele. Eu estava com uma responsabilidade enorme. Farei de tudo para jamais essa chama que Jeferson deixou cair no esquecimento. Tanto o nome dele quanto da Tribo Carijós serão exaltados por mim. O Carijós era a vida dele”, diz Anderson dos Santos, irmão de Jeferson. Ele já presidia o maracatu Encanto da Alegria e só tinha mesmo a experiência administrativa e financeira, mas não sabia muito sobre os preceitos de um caboclinho, quando teve que assumir a agremiação.</p>
<div id="attachment_76351" aria-labelledby="figcaption_attachment_76351" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Anderson-Carijós.jpg"><img class="size-medium wp-image-76351" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Anderson-Carijós-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A cabocla Nanci confirmou que Anderson deveria dar continuidade ao legado do irmão, Pai Jeferson, na condução do Carijós</p></div>
<p>Anderson não queria assumir, achava que um outro integrante do grupo é quem deveria ficar com a missão. Três meses depois de realizarem o Axexê – cerimônia fúnebre do povo de terreiro &#8211;  foram consultar a Jurema Sagrada para terem a resposta sobre a continuidade do trabalho com o Carijós. <em>“A cabocla Nanci veio e disse que o desejo dele era que a Tribo permanecesse entre nós. Eu queria que Pedro assumisse a tribo. Ele já era da tribo. Mas a entidade me escolheu, e tive que aceitar e assumir. Não ia deixar o legado se acabar”</em>, conta Anderson. Ele explica que, na prática, a administração do Carijós atualmente é um colegiado. Não quer ser chamado de presidente e, pela sua vontade, o último presidente da Tribo foi Jeferson.</p>
<p>Jeferson faleceu sem ver ser realizado um dos seus sonhos, o de ver a Tribo Carijós se transformar em Patrimônio Vivo de Pernambuco. <em>“A gente já tinha tentado três anos, e veio em 2019. É o que está ajudando a manter o grupo. Nossa sede é provisória, ao lado do terreiro, que era de Jeferson. Todo recurso da Tribo hoje o principal é o Patrimônio Vivo que capitaliza, seja para manter oficinas, dança, adereços, indumentárias, confecção de instrumentos. E outros recursos é captado por nós. Fazemos apresentações, como FIG em 2019. Depois do Carnaval, também participamos do projeto Outras Palavras. Esse ano aconteceu uma novidade, participamos do Festival de Dança do Recife. Nunca uma tribo de caboclinhos havia participado. Demonstramos como se dança o Perré, Tesoura e Cocá”</em>, conta Anderson.</p>
<p>Apesar da tristeza e incredulidade pela partida prematura de Jeferson, ele conta que o grupo está firme e disposto. No Carnaval de 2020, desfilou com cerca de 330 componentes. Algumas da Mangabeira, outros que vêm do Alto José do Pinho, Bomba do Hemetério, Água Fria, bairros por onde a Tribo Carijós já teve sede, no passado.</p>
<p>Passado o Carnaval, Anderson planeja fazer o que o irmão sempre fazia: reunir os jovens da comunidade e praticar a transmissão dos saberes: ensinar a manusear e tocar os instrumentos que compõe o terno do Caboclinho; pegar corretamente no arco, confeccionar o figurino, saber a história da tribo, como surgiu e como vem se mantendo. <em>“Uma vez no mês estamos indo numa escola da comunidade, nos reunimos com as crianças. Sempre quando tem festividades, também levamos a tribo para as escolas”</em>, conta Anderson.</p>
<p>Outro sonho de Jeferson pode estar perto de ser concretizado: construir a sede própria do grupo. Anderson conta que quando recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, a primeira coisa que fez foi ir contar ao irmão. Comprou flores e foi até seu túmulo, no cemitério de Casa Amarela, dar a notícia e conversar espiritualmente com o irmão. O terreno, que fica ao lado do terreiro de Jurema que protege o Carijós, já está comprado. É lá que será erguida a sede própria da Tribo Carijós do Recife, agora sob a proteção de mais um filho de sua linhagem. <em>“Lá será guardado o cocar de Jeferson, o cocar tem o fundamento religioso dele, e ninguém poderá usar”</em>, determina o irmão.</p>
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		<title>Coco, afoxé e maracatu encantam o público do Festival de Inverno</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jul 2017 19:32:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Clara Albuquerque A cultura pernambucana desfilou no sábado (23), no Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna do 27º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). Oito atrações fizeram o público reconhecer as raízes dos nossos ritmos. Entre as atrações, estava o Coco dos Pretos, do Centro Cultural Cambinda Estrela, da comunidade de Chão de Estrelas, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr" style="text-align: right;"><em>Por Clara Albuquerque</em></p>
<p>A cultura pernambucana desfilou no sábado (23), no Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna do 27º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). Oito atrações fizeram o público reconhecer as raízes dos nossos ritmos.</p>
<p dir="ltr">Entre as atrações, estava o <strong>Coco dos Pretos</strong>, do Centro Cultural Cambinda Estrela, da comunidade de Chão de Estrelas, de Recife. Com dez anos de formação, participando pela terceira vez do FIG, o grupo apresentou um repertório eclético com músicas autorais e releituras, inclusive, sambas conhecidos do público em ritmo de Coco. Coco dos Pretos é um grupo festivo, instigante e animado que transmite energia e força. Possuem um corpo percussivo marcante, com cantoria executada em pares divididas entre o vocalista Adriano Santos e as outras quatro cantoras. As letras das músicas evocam Recife e defendem a cultura e a identidade negras.</p>
<p><em>Ô preta, que leseira é essa?</em><br />
<em>Ô preta levante a cabeça</em><br />
<em>Não se esqueça:</em><br />
<em>seu cabelo não é ruim</em><br />
<em>seu cabelo é uma beleza</em><br />
<em>(Ô Preta &#8211; Coco dos Pretos)</em><b><b> </b></b></p>
<div id="attachment_51347" aria-labelledby="figcaption_attachment_51347" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Coco-dos-Pretos.jpg"><img class="size-medium wp-image-51347" alt="Jorge Farias" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Coco-dos-Pretos-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Coco dos Pretos colocou o público pra dançar</p></div>
<p dir="ltr">“Coco dos Pretos é uma forma alegre de levar a cultura popular para o público com responsabilidade. É uma satisfação enorme estar mais uma vez, aqui, no FIG”, diz o vocalista e produtor musical do grupo, Adriano Santos. A chuva não atrapalhou a efervescência do público que não conseguia ficar parado envolvendo-se com o som.<b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">Em seguida, subiu ao palco o <strong>Bloco Compositores e Foliões</strong>, também de Recife. Com sete anos de formação e 38 participantes, incluindo 14 músicos, o bloco é conhecido por tocar músicas de novos compositores da capital, além de frevos menos conhecidos. “É de arrepiar estar no FIG, estamos com vontade de cantar e abraçar todo mundo”, diz Socorrinho Cardoso, presidente e compositora oficial do bloco. A cena contemporânea musical do Frevo defendida pelo bloco continua falando de amor, de carnaval e de saudade. Eles trouxeram um clima de beleza, colorido e pertencimento ao 27º FIG. Liderados por quatro cantoras, o bloco invadiu o público com seu estandarte contagiando a todos.<b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">Um dos momentos mais marcantes foi quando Cassius Cavalcanti, filho do compositor Getúlio Cavalcanti, subiu ao palco e cantou, junto ao Bloco, um dos frevos mais conhecidos do grande público: <em>Último Regresso</em>. O FIG transformou-se em um grande coro onde todos cantaram, de maneira emocionada, em uníssono. Outra participação marcante foi a presença das cantoras gêmeas pernambucanas Mayra e Maya que fizeram, junto com o bloco, o bis da plateia com o frevo <em>Madeira que Cupim Não Rói</em>, de Capiba. O Bloco, ainda, fez a Ciranda da Rosa Vermelha e convidou a todos para fazer a famosa dança em círculo. Ao final do show, a orquestra invadiu o público e agitou tocando frevos de rua.<b><b> </b></b></p>
<div id="attachment_51348" aria-labelledby="figcaption_attachment_51348" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Bloco-Compositores-e-Foliões.jpg"><img class="size-medium wp-image-51348" alt="Jorge Farias" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Bloco-Compositores-e-Foliões-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Cassius Cavalcanti canta Último Regresso com o Bloco Compositores e Foliões</p></div>
<p dir="ltr">O <strong>Maracatu de Baque Solto Leão Vencedor de Carpina </strong>veio marcando com o seu colorido e personagens. Vassalo ou Menino do Guarda Chuva, Lampiões ou Carboreteiros, a Dama do Paço, que conduz a Boneca de Pano, Baianal encheram de beleza o centro de Garanhuns. Loas improvisadas pelo Mestre também foram dedicadas ao público e a uma das instituições realizadoras do FIG. Um dos versos dizia:</p>
<p><em>A Fundarpe incentiva a Cultura Popular / Faz tudo o que é preciso para nunca se acabar</em><b><b> </b></b></p>
<div id="attachment_51352" aria-labelledby="figcaption_attachment_51352" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Maracatu-de-Baque-Solto-Leão-Vencedor-de-Carpina.jpg"><img class="size-medium wp-image-51352" alt="Jorge Farias" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/Maracatu-de-Baque-Solto-Leão-Vencedor-de-Carpina-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe da apresentação do Maracatu de Baque Solto Leão Vencedor de Carpina com a figura marcante do Caboclo de Lança</p></div>
<p dir="ltr">Quem finalizou o conjunto de atrações do dia do Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna foi o<strong> Afoxé Omolu Pa Kerú Awo</strong>, também, da comunidade de Chão de Estrelas, do Recife. Os agogôs e atabaques, instrumentos percussivos, foram os destaques dessa musicalidade, além do próprio afoxé. Eles reproduzem um som capaz de pulsar dentro do corpo. A dança dos bailarinos é encantadora com movimentos envolventes e contagiantes. Ali, representado em suas vestes de palha, estava o orixá Omolu, deus da terra, da doença e da cura.</p>
<p>Ao trazer o ritual festivo em homenagem ao orixá, o grupo derramou pipocas, a principal oferenda dedicada a ele, no palco. As músicas, são, também, construídas através de perguntas e respostas e foram guiadas por um casal de cantores que intercalavam a voz principal. As letras falam com os deuses e pedem pelo bem desejando amor e proteção. “Nós fazemos músicas autorais, toadas ou zoelas de orixá, e outras de domínio público. É a nossa primeira participação no FIG e a gente acha muito importante divulgar a nossa cultura que não é só dança e música. Nós fazemos um trabalho social através dessa cultura que envolve formação e fortalecimento da identidade. O grupo está muito contente de participar do festival”, diz Wanessa Paula Santos, presidente do Centro Cultural Cambinda Estrela, de onde deriva o Afoxé. O grupo foi formado em 2006 e conta com bailarinos e músicos percussionistas e cantores.</p>
<p>Outras atrações que se apresentaram, ontem, no Palco, foram Valdir Mariano, Reisado Mestre João Tibúrcio, Boi Tá Tá Tá e a Tribo Indígena Carijós do Recife.</p>
<p>Confira, agora, a programação completa do Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna do 27º FIG:</p>
<p>Palco de Cultura Popular Ariano Suassuna</p>
<p>12h – Reisado Santíssimo Redentor</p>
<p dir="ltr">13h – Grupo Negra’Atitude (Quilombo Estivas)</p>
<p dir="ltr">14h – Mendes e sua Orquestra</p>
<p dir="ltr">15h – Bloco de Samba Turma do Saberé</p>
<p dir="ltr">16h – Urso Cangaçá de Água Fria</p>
<p dir="ltr">17h – Maracatu de Baque Solto Leão da Fortaleza</p>
<p dir="ltr">18h – Coco Bojo da Macaíba</p>
<p dir="ltr">19h – Linguarudo de Ouro Preto</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">25.07</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">12h – Banda da Polícia Militar de Pernambuco</p>
<p dir="ltr">13h – Coco Mestre Juarez (Quilombo Timbó)</p>
<p dir="ltr">14h – Caboclinhos Kapinawá</p>
<p dir="ltr">15h – Maracatu Piaba de Ouro</p>
<p dir="ltr">16h – Grupo Maracatu Badia</p>
<p dir="ltr">16h – Coco Castelo Branco (Quilombo Castainho)</p>
<p dir="ltr">17h – Clube de Bonecos Seu Malaquias (Patrimônio Vivo)</p>
<p dir="ltr">18h – Grupo Afro Estrela (Quilombo Estrela)</p>
<p dir="ltr">19h – Bloco de Samba Anarquista Bole Bole</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">26.07</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">12h às 14h – Roda de Sanfona I</p>
<p dir="ltr">13h &#8211; Cortejo Quadrilhas</p>
<p dir="ltr">14h &#8211; Quadrilha Junina Luminar (Garanhuns)</p>
<p dir="ltr">14h30 &#8211; Quadrilha Junina Os Filhos de Lampião (Correntes)</p>
<p dir="ltr">15h &#8211; Quadrilha Junina Xamego na Roça (Canhotinho)</p>
<p dir="ltr">16h – Bloco C. M. Lira da Noite</p>
<p dir="ltr">17h – Coco de Pneu</p>
<p dir="ltr">18h – Maracatu de Baque Solto Leão Misterioso</p>
<p dir="ltr">19h – Afoxé Filhos de Dandalunda</p>
<p dir="ltr">20h – Benedito da Macuca</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">27.07</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">12h às 14h – Roda de Sanfona II</p>
<p dir="ltr">13h – Urso da Peleja</p>
<p dir="ltr">14h – Caboclinhos Canindé de Camaragibe</p>
<p dir="ltr">15h – Boi Dourado de Limoeiro</p>
<p dir="ltr">16h – As Kalinas</p>
<p dir="ltr">17h – Boi Maracatu</p>
<p dir="ltr">18h – Coco Raízes do Capibaribe</p>
<p dir="ltr">19h – Forró do Matulão do Mestre Grimário</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">28.07</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">12h – Sandoval Ferreira</p>
<p dir="ltr">13h – Orquestra Metais do Frevo</p>
<p dir="ltr">14h – Coco de Selma</p>
<p dir="ltr">15h – Maracatu Aurora Africana</p>
<p dir="ltr">16h – Coco Canavial do Valmir e Mestre Biô</p>
<p dir="ltr">17h – Damas e Valetes de Olinda</p>
<p dir="ltr">18h – T.C.M. Cariri Olindense (Patrimônio Vivo)</p>
<p dir="ltr">19h – Afoxé Oyá Tokolê Owô</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">29.07</p>
<p><b><b> </b></b></p>
<p dir="ltr">13h – Reisado Os 3 Reis do Oriente</p>
<p dir="ltr">13h – Pastoril Giselly Andrade</p>
<p dir="ltr">13h – Maracatu Feminino Coração Nazareno</p>
<p dir="ltr">14h – Boi Diamante de Arcoverde</p>
<p dir="ltr">15h – Severino dos Oito Baixos</p>
<p dir="ltr">16h – Dona Glorinha do Coco</p>
<p dir="ltr">17h – O Bonde</p>
<p dir="ltr">18h – Afoxé Omo Nilê Ogunjá</p>
<p dir="ltr">19h – Orquestra Filarmônica Euterpina de Timbaúba (Patrimônio Vivo)</p>
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