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	<title>Portal Cultura PE &#187; videodanças</title>
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		<title>Festival de Danças Negras da Gira Ara Dúdú ocupa espaços culturais do Recife</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Dec 2023 13:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_107027" aria-labelledby="figcaption_attachment_107027" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Demison Silva/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Foto-Demison-Silva.jpg"><img class="size-medium wp-image-107027" alt="Demison Silva/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Foto-Demison-Silva-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Festival de Danças Negras</p></div>
<p>A Gira Ara Dúdú realiza seu primeiro Festival de Danças Negras, que tem como temática O que o Corpo Negro Come?. A celebração acontece teve início nos dias 9 e 10 de dezembro e continua, esta semana, de sexta-feira (15) até domingo (17). O acesso ao público é gratuitamente e ocorre em quatro espaços culturais recifenses: Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo; Centro Cultural Apolo-Hermilo; Caixa Cultural Recife; e Paço do Frevo. O festival contempla também a acessibilidade, com atividades disponíveis em libras.<br />
Contemplado pelo edital do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC) 2020/2021, o festival tem o apoio da Prefeitura do Recife e incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura) 2020/2021.<br />
A programação oficial conta com espetáculos, oficinas, imersão, rodas de conversa, mostra negra de videodanças e instalação proporcionando participações pernambucanas e de outros Estados do Nordeste como Bahia, Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte, além de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Goiás.<br />
As participações ao longo do festival são: Paulo Queiroz (PE), Mestra Dan Dara (MA/BA), Mestra Di (PE), Vilma Carijós (PE), Mestra Nice Teles (PE), Orun Santana (PE), Sérgio Lelo (PE), Maria Livreira (PE), Diogo Lins (PE), Iara Izidoro (PE), Akuenda Translésbicha (PE), Tieta Macau (MA/CE), Luciane Ramos Silva (SP), Sophia Wiliams (PE), Briê (PE), Quilombo do Catucá (PE), Camila Ribeiro (GO), Ruanda (PE), Olefun Helaynne Sampaio Viana (PE), Coletivo Nudaafro (RJ), Odara Nur Mahin/Resistência Bellyblack (RJ), Guilherme Allain (PE), Rayane Nátale Calixto (MG/RN), Victor Freitas (CE), Emerson Dias (PE), Luís Eduardo (DF), Lua Maria (PE), Estes Soares (PE), Una (PE), Orí Cia. de Dança (PE), Moabia Ferreira (PE), Deybson de Oxalá (PE), Danielle Vieira (PE), Elaine de Oxum (PE), Raquel Araújo (PE) e Gleice Barbosa (PE).<br />
A Gira Ara Dúdú nasce do movimento de Jamila Marques, Renata Mesquita e Dandara Marques, todas mulheres negras, mães, artistas e pesquisadoras que juntas formam o núcleo Ara Agontimé. O festival também conta com a coordenação de curadoria, realizada por Sophia Williams e Diogo Lins.<br />
“O festival surge com o objetivo de refletir sobre o legado ancestral da memória e cultura dos corpos negros dançantes que tecem histórias na cidade do Recife e no Estado de Pernambuco. Nossa temática também busca a reflexão sobre as nutrições do corpo desde o nascer, seus deslocamentos nas tessituras e dramaturgias do existir e ainda como são moldados e incorporados padrões que violentam nossas vidas e adoecem nossos corpos”, explica Renata Mesquita.</p>
<p><strong>CHAMAMENTO -</strong> A etapa inicial foi concluída após a divulgação do resultado do chamamento público, que ficou aberto de 21 de agosto até 25 de setembro. Todas as videodanças e apresentações de trabalhos dos Giras de Experimentos Dançantes (GEDs) foram voltadas para pessoas negras (autodeclaradas pretas e pardas), quilombolas e indígenas de todo o Brasil. A lista completa está disponível no <a title="ARA AGONTIMÉ" href="https://www.aragontime.com.br/" target="_blank">site oficial</a>.<br />
Dos oito Estados brasileiros que participaram do chamamento público metade são do Nordeste. Além de Pernambuco, realizaram a inscrição Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte. Pará, Goiás e Rio de Janeiro, mais o Distrito Federal, foram os outros participantes.<br />
“A Gira Ara Dúdú existe para juntar saberes negros por meio da dança, da performance, do espetáculo, da oficina, dos grupos de experimentos dançantes, das videodanças e das apresentações de pesquisa e de toda a arte. A gente chega para potencializar a cadeia produtiva artística das pessoas negras. Dessa forma dezenas de profissionais fazem essa mobilização dentro e fora de Pernambuco para ampliar o aquilombamento pelo Brasil”, ressalta Dandara Marques.<br />
O objetivo do chamamento público é compartilhar produções de saberes de artistas da dança, mestras, mestres, brincantes da cultura negra, capoeiras, performer, intérpretes e criadores de danças negras, pesquisadoras, pesquisadores e estudantes de diversas idades maiores de 18 anos.<br />
As candidaturas de artistas da dança que são mães, idosas, idosos, mulheres (cis e trans) e não binários negres foram consideradas como grupos prioritários durante etapa do chamamento.<br />
As propostas selecionadas na categoria de videodança são apresentadas na mostra audiovisual de danças negras durante os dias de festival. Já as escolhidas na categoria de vivências, relatos de experiências, escrevivências das/os/es corpas/es/os e/ou pesquisas em danças negras compõem a programação dos GEDs.<br />
A inscrição foi gratuita, mediante o preenchimento do formulário, com um limite de uma proposta por titular, sendo também permitido participar das duas categorias com uma submissão por vez — videodanças (até 20 minutos de duração, online) ou Giras de Experimentos Dançantes (até 15 minutos de apresentação, presencial).<br />
Os vídeos selecionados durante o chamamento são exibidos na Mostra Negra de Videodancas com duas sessões ao longo do festival.<br />
A equipe técnica do Festival de Danças Negras é formada por Aline sou (gestão mídias sociais), Daniel Lima (assessoria de imprensa), Diego Amorim (design), Gabi Izidoro (produção), Línea Guimarães (identidade visual), Marconi Bispo (redes sociais e texto), Rennan Peixe (audiovisual) e Sérgio Lelo (arte e tecnologia), além de Dandara Marques, Jamila Marques, Renata Mesquita à frente da gestão.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Programação:</strong></span></p>
<p><strong>Caixa Cultural Recife, 15/12</strong></p>
<p>10h às 18h &#8211; Instalação de Arte e Tecnologia &#8211; ARA [Corpo] de Lelo (PE) &#8211; local: Cofre &#8211; Galeria 1<br />
9h às 12h &#8211; Oficina para Criança de Escolas Públicas com Maria Livreira (PE) &#8211; Mojubá: Corpo em Movimento com as brincadeiras africanas de Weza &#8211; local: Oficina 1<br />
14h às 17h &#8211; GEDs Giras de Experimentos Dançantes &#8211; Mediação e Curadoria: Diogo Lins (PE) &#8211; local: Oficina 1, Sala multimídia e Octógono</p>
<p>1) <em>A Luz do Terreiro</em>, de Emerson Dias (PE) &#8211; exibição de vídeo<br />
2) <em>Sem Folhas Não Há Òrisá</em>, de Lua Maria (PE) &#8211; performance<br />
3) <em>Ekó, Dança das Yabás</em>, de Ester Soares (PE) &#8211; processo criativo<br />
4) <em>Corpo Coco: Dos Ombros, Ancas e Pés</em>, de Una (PE) &#8211; prática artístico-pedagógica em danças negras<br />
5) <em>Dança Nagô: Potência Negra Ancestral dos Ensinamentos de Mãe Amara</em>, de Olefun Helaynne Sampaio Viana (PE) &#8211; experiências, vivências, escrevivências em danças negras<br />
6) <em>Raízes Negras</em>, de Orí Cia de Dança (PE) &#8211; performance<br />
7) <em>Nas Giras e Encruzilhadas: Corpo, Voz e Movimento como Instrumento Pretagógico e Caminhos para Cura</em>, de Moabia Ferreira, Deybson de Oxalá, Danielle Vieira &amp; Elaine de Oxum (PE) &#8211; práticas artístico-pedagógicas em danças negras<br />
8) <em>Yalomi: Elas São Rios que Navegam nas Lembranças</em>, de Raquel Araújo (PE) &amp; Gleice Barbosa (PE) &#8211; performance</p>
<p>17h às 19h &#8211; Abertura &#8211; Negras Homenagens &#8211; Local: Sala Multimídia</p>
<p><strong>Centro Cultural Apolo-Hermilo, 15/12</strong></p>
<p>20h30 &#8211; Espetáculo <em>O Agora Não Confabula com a Espera</em> &#8211; Iara Izidoro (PE, 75 minutos) -classificação: 12 anos</p>
<p><strong>Caixa Cultural Recife, 16/12</strong></p>
<p>10h às 18h &#8211; Instalação de Arte e Tecnologia &#8211; ARA [Corpo] de Lelo (PE) &#8211; local: Cofre &#8211; Galeria 1<br />
13h às 16h &#8211; Gira &#8211; Afrofagia: O que Alimenta o Corpo Negro?, com Iara Izidoro (PE), Tieta Macau (MA/CE), mediação e debate Akuenda Translésbicha (PE) &#8211; local: Sala Multimídia<br />
18h às 20h &#8211; Mostra Negra de Videodanças &#8211; mediação e curadoria: Sophia Wiliam (PE) &#8211; local: Sala Multimídia:</p>
<p>1) <em>A Dança do Fogo</em> (classificação livre), de Ruanda (PE)<br />
2) <em>Andanças</em> (classificação livre), de Rayane Nátale Calixto (MG/RN)<br />
3) <em>Corpo Baldio</em> (classificação livre), de Guilherme Allain (PE)<br />
4) <em>Escuta</em> (classificação livre), de Camila Ribeiro (GO)<br />
5) <em>Ire</em> (classificação livre), de Luís Eduardo (DF)<br />
6) <em>Oyá</em> (classificação livre), de Odara Nur Mahin/Resistência Bellyblack (RJ)<br />
7) <em>Negrume da Guerra</em> (classificação: 12 anos), de Victor Freitas (CE)</p>
<p><strong>Centro Cultural Apolo-Hermilo, 16/12</strong></p>
<p>9h às 12h &#8211; Oficina com Luciane Ramos Silva (SP) &#8211; Corpo em Diáspora<br />
20h &#8211; Espetáculo <em>Rezos pra Rasgar o Mundo</em> &#8211; Tieta Macau (MA/CE, 45 minutos a 1 hora) &#8211; classificação livre</p>
<p><strong>Centro Cultural Apolo-Hermilo, 17/12</strong></p>
<p>9h às 12h &#8211; Oficina Reocúpelve com Briê (PE)</p>
<p><strong>Caixa Cultural Recife, 17/12</strong></p>
<p>10h às 18h &#8211; Instalação de Arte e Tecnologia &#8211; ARA [Corpo] de Lelo (PE) &#8211; local: Cofre &#8211; Galeria 1<br />
9h às 12h &#8211; Oficina &#8211; Orun Santana (PE) para Crianças Orun pra Erê &#8211; local: Oficina 1<br />
10h às 11h &#8211; Mostra Negras de Videodanças &#8211; local: Sala Multimídia</p>
<p><strong>Paço do Frevo, 17/12</strong></p>
<p>14h às 16h &#8211; Gira: Pensar Diasporicamente &#8211; Corpo Negritude, Tremores e Conjunturas, com Luciane Ramos Silva (SP)<br />
16h às 18h &#8211; Macumbaria &#8211; apresentação GEDs com Quilombo do Catucá (PE)</p>
<p>Mais informações no <a title="GIRA ARA DÚDÚ" href="https://www.instagram.com/giraaradudu/" target="_blank">Instagram</a> do projeto.</p>
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		<title>O &#8220;Poeminflamado&#8221; do poeta França de Olinda ganha voz tridimensional em série de videodanças</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2021 21:54:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/04/CORPOESIA-9-Felipe-França.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-84260" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/04/CORPOESIA-9-Felipe-França-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a></p>
<p>A obra de França vive e resiste na memória daqueles que tiveram a sorte de esbarrar com o ativista poético declamando a sua arte em alguma ladeira de Olinda. Falecido em 2007, sendo um dos nomes mais atuantes da história do movimento de poesia marginal de Pernambuco, o artista independente abordava de maneira performática e expressiva as temáticas raciais e sociais, buscando uma maior conexão com a sua ancestralidade e luta dos oprimidos. Amigos e poetas também chamavam França de Exu literário, em referência ao orixá que abre caminhos.</p>
<p>Dos quatro cantos da Cidade Alta para o universo da videodança/videopoesia, trechos da coletânea “Poeminflamado”, que reúne a obra do poeta França de Olinda, ganham corpo e voz tridimensional no projeto “Corpoesia &#8211; A cor da exclusão/<a href="https://www.instagram.com/danca.inflamada/" target="_blank"><strong>@danca.inflamada</strong></a>”. A pesquisa investiga através da poesia de França, da dança de Marcela Rabelo, da fotografia de Marlom Meirelles e da música de Felipe França (ou Francinha, filho do poeta) a cultura indígena e afro-brasileira. Essa última reverenciada através do estudo dos “ítans” &#8211; palavra em Iorubá que designa os contos míticos e relatos históricos sobre os orixás. Ao todo são oito videodanças/videopoesias que podem ser assistidas no canal do Youtube “Corpoesia Dança” (<strong><a href="https://www.youtube.com/channel/UCz4pjUZbvX9CruoE6U_pQYw/featured" target="_blank">www.youtube.com/channel/UCz4pjUZbvX9CruoE6U_pQYw/featured</a></strong>). O projeto tem incentivo do Edital de Pesquisa e Formação da Lei Aldir Blanc (LAB PE).</p>
<p><em>“Mergulhar através da dança nos ítans é buscar a compreensão da formação de diversos aspectos de nossa própria cultura. A proposta da série de videodanças busca reforçar a ideia de tornar mais visíveis outras formas de saberes que foram subalternizadas pelos processos de colonialidade e evidenciar a afroperspectividade, onde pensamento é movimento de ideias corporificadas. Neste caminho, a obra do poeta França dialoga diretamente com o desejo do nosso projetode dar ‘voz tridimensional’ e maior visibilidade a conteúdos da cultura afro-brasileira, indígena e pernambucana”</em>, explica Marcela Rabelo, bailarina, brincante, professora de dança e pesquisadora em videodança e danças populares de Pernambuco &#8211; quem traduz no corpo a pesquisa com a poesia de França, em cena nas oito videodanças/videopoesias.</p>
<p>Com formação artística voltada para a valorização da cultura negra e indígena, o filho do poeta França, Felipe França (Francinha), que é músico, pesquisador, produtor cultural, candomblecista, fotógrafo, arte-educador em cultura popular e diretor musical é quem assina todo o projeto de som. O desenho sonoro (Sound Design) da pesquisa é fruto de uma parceria de Francinha com o músico e compositor Valdi Afonjah. Já no processo de pensar em coletivo a tradução desta pesquisa em registros de videopoesias/videodanças, soma-se a experiência e o olhar do cineasta pernambucano, diretor, produtor, editor, roteirista e fotógrafo Marlom Meirelles.</p>
<p>Pela formação multidisciplinar, em algumas das videodanças/videopoesias durante o processo da pesquisa, Francinha e Marcela também exercitaram e se revezaram em algumas das funções do audiovisual, sob a orientação de Marlom. Felipe França, por fotografar e por sua experiência de vida e conhecimento das relações dos ítans com as religiões de matriz africana, realizou fotografias (still) e captou imagens para os vídeos. Já Marcela Rabelo, pela concepção da pesquisa e na construção da narrativa/dramaturgia da dança apresentada no projeto, também realizou a edição dos episódios.</p>
<p><em>“Nos ìtans e nas poesias de França, nos encontramos na busca por uma investigação e criação artística que não negligencia a experiência de nós mesmos, considerando o contexto que permeia a vida, a ancestralidade, a história e o fazer artístico singular de cada um, em uma encruzilhada de dança-música-imagem: Corpoesia. Que o Exu literário esteja no meio de nós!”</em>, declamam Felipe França, Marcela Rabelo e Marlom Meirelles.</p>
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