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	<title>Portal Cultura PE &#187; WALTER CAVALCANTI COSTA</title>
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		<title>Projeto Outras Palavras combina literatura e dança em Igarassu</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 00:37:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Camila Estephania Coordenadora da biblioteca da ETE Jurandir Bezerra Lins, que fica em Igarassu, Sabrina Oliveira assistiu a uma vivência do Outras Palavras no Teatro Arraial, em junho deste ano, e se encantou com a projeto, que habitualmente acontece em escolas da rede pública do estado. Desde então, passou a articular com o gestor [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_63938" aria-labelledby="figcaption_attachment_63938" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/31624196798_165a4514e0_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63938" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/31624196798_165a4514e0_h-607x292.jpg" width="607" height="292" /></a><p class="wp-caption-text">O Outras Palavras no ETE Jurandir Bezerra Lins contou com o escritor Walter Cavalcanti Costa e o espetáculo &#8220;Ascenso em Movimento&#8221;</p></div>
<p dir="ltr" style="text-align: right;"><em><strong>Por Camila Estephania</strong></em></p>
<p dir="ltr">Coordenadora da biblioteca da ETE Jurandir Bezerra Lins, que fica em Igarassu, Sabrina Oliveira assistiu a uma vivência do Outras Palavras no Teatro Arraial, em junho deste ano, e se encantou com a projeto, que habitualmente acontece em escolas da rede pública do estado. Desde então, passou a articular com o gestor da instituição, Claudivan Claudino da Silva, uma data para receber o projeto, que é realizado pela Secult-PE/Fundarpe com o intuito de atrelar a cultura à educação dos estudantes da rede pública através de bate-papos com escritores, músicos, bailarinos, dentre outros artistas.</p>
<p dir="ltr">Na última sexta-feira (19), o tão aguardado dia em que o Outras Palavras iria para a ETE Jurandir Bezerra Lins finalmente chegou e foi recebido com as comemorações dos professores e a curiosidade de um auditório cheio de alunos ansiosos. “<em>Para nós, é uma honra receber esse trabalho, que acrescenta de maneira muito qualificativa à educação dos alunos. A partir disso, eles podem fazer uma outra leitura do que é a obra de arte e transformá-la em algo melhor para sua própria construção enquanto cidadãos</em>”, avaliou, o auxiliar de gestão, Luciano Trajano, como representante da instituição na ocasião.</p>
<div id="attachment_63939" aria-labelledby="figcaption_attachment_63939" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/45445777362_6dafb50114_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63939" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/45445777362_6dafb50114_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Walter Cavalcanti Costa falou sobre o livro &#8220;O Velocista&#8221;, que venceu o 5º Prêmio Pernambuco de Literatura.</p></div>
<p dir="ltr">As expectativas foram correspondidas ao longo da tarde, que concretizou mais uma edição especial: além de trazer pela primeira vez o escritor Walter Cavalcanti Costa para o projeto, o dia também contou com o espetáculo de dança “Ascenso em Movimento”, dirigido por Maria Paula Costa Rêgo, contando com coreografias improvisadas de Anne Costa e Adoni Nascimento, tendo sido desenvolvido especialmente para a edição em questão do Outras Palavras.</p>
<p dir="ltr">Vencedor do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura, Walter Cavalcanti Costa abriu a roda de conversa falando sobre o livro “O Velocista”, que o consagrou entre os campeões do concurso, que também é realizado pela Secult-PE/Fundarpe.<em> “A ideia era escrever sobre um astronauta que viajava pelo espaço. Guardei esse material e fui escrever outras coisas, mas, com o tempo, senti necessidade de retomar esse roteiro inicial e reestruturar os fragmentos”</em>, explicou ele, que, até agora, também já publicou outros dois livros, sendo eles “Entressafra 89” (2011) e o infantil “Marlinda” (2017), em co-autoria com Milca de Paula.</p>
<p dir="ltr">Questionado sobre o que achava do ensino da literatura nas escolas, o escritor defendeu que ainda era preciso mais leitura. Para reforçar essa importância, o autor também defendeu a leitura de determinados materiais como fonte de compreensão de sua obra:<em>“Todos os livros pertencem, de alguma forma, à alguma tradição. Já na sinopse de ‘O velocista’, por exemplo, eu digo que trabalho com Futurismo europeu, com o Modernismo brasileiro, com o Concretismo. Você identifica tudo isso lendo, mas a literatura que se estuda no Brasil se dedica mais a estudar as características das correntes e não se lê literatura”</em>, observou ele, que é doutorando em teoria da literatura e também é professor na área.</p>
<div id="attachment_63940" aria-labelledby="figcaption_attachment_63940" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/43680044070_d47c475a1a_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63940" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/43680044070_d47c475a1a_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos tiraram dúvidas sobre o universo da literatura e da dança.</p></div>
<p dir="ltr">O autor também encorajou os alunos a enfrentar as críticas e seguir fazendo aquilo que eles acreditavam. <em>“Ser escritor no Brasil é complicado. Principalmente se você não escreve um tipo de leitura fácil. O tipo de livro que faço sofre alguma resistência até dentro da comunidade de escritores, mas isso é consequência da má formação dos leitores para a recepção da prosa no modernismo brasileiro. Recebi críticas tanto positivas quanto negativas, porque é um livro todo pautado em leituras. Esse momento da leitura é quando a obra ganha vida, porque os leitores ampliam o que eu escrevi, mas tem gente que só quer buscar defeito. É preciso saber escutar só quem precisa escutado”</em>, defendeu ele.</p>
<p dir="ltr">Em resposta a um aluno que quis saber qual era o tipo de texto mais fácil de escrever, Walter disse: <em>“acho que o primeiro ponto que a gente deve se perguntar não é o que é mais fácil, mas se a gente não está fazendo mais do mesmo. Ultimamente, tenho focado mais na prosa, por isso, tem sido mais fácil, mas já foi a poesia. Porém, acredito que o que é mais procurado é a prosa. Ela está bem em alta e é bem difícil de ser escrita de uma forma diferente do que já foi escrito”</em>, analisou ele.</p>
<div id="attachment_63941" aria-labelledby="figcaption_attachment_63941" class="wp-caption img-width-561 alignnone" style="width: 561px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/30556809207_04a4501a51_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63941" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/30556809207_04a4501a51_h-561x486.jpg" width="561" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O espetáculo &#8220;Ascenso em Movimento&#8221; foi aplaudido pelos alunos.</p></div>
<p dir="ltr">Na sequência, o espetáculo “Ascenso em Movimento” foi encenado combinando cinema, dança, música e literatura. Durante a obra, os bailarinos Anne Costa e Adoni Nascimento improvisaram uma coreografia ao som da musicalidade da poesia de Ascenso Ferreira, usada para os diálogos do curta-metragem “Incenso” (2005. Marco Hanois), que foi exibido em sobreposição à performance dos artistas, que trouxeram na corporalidade vários movimentos da nossa cultura popular.</p>
<p dir="ltr"><em>“Ascenso tem um ritmo que nos fez dispensar uma trilha sonora, a própria poesia dele já é a música. Temos como base a improvisação e como técnica as brincadeiras populares. Pensei assim, porque gosto de peças que tem muita improvisação e dá autonomia para o bailarino”,</em> explicou a diretora Maria Paula Costa Rêgo, que também é Assessora de Dança na Fundarpe. <em>“Adoni veio das brincadeiras de Mestre Salustiano e quando eu o via sempre achava ele muito rico, por isso, o chamei pra dançar no grupo Grial, onde ele passou dez anos. Anne, que tem uma história também trabalhou comigo por lá. Pra mim, é muito fácil trabalhar com quem tem essa liberdade de corpo, por isso chamei os dois para esse trabalho de hoje”,</em> continuou ela.</p>
<div id="attachment_63942" aria-labelledby="figcaption_attachment_63942" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44583201775_537a69aa43_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63942" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44583201775_537a69aa43_h-607x377.jpg" width="607" height="377" /></a><p class="wp-caption-text">Coordenadora de Dança da Fundarpe, a bailarina Maria Paula Costa Rêgo dirigiu o espetáculo.</p></div>
<p dir="ltr">Com passos de maracatu, cavalo marinho, frevo, afoxé, dentre outros elementos da cultura popular misturados à dança contemporânea, os bailarinos arrancaram aplausos dos alunos, que quiseram saber mais sobre a dança do Estado. <em>“Pernambuco é muito original, tem toda essa misturas das brincadeiras populares e ainda é muito técnico. Só a gente tem isso. Todo mundo que dança e vai para os festivais acha que Pernambuco é único, porque os grupos daqui são muito específicos”</em>, comentou Maria Paula.</p>
<p dir="ltr">Interessados em saber quais passos seguir para entrar na área, os estudantes perguntaram como o trio começou a trabalhar com a linguagem. <em>“Comecei a dançar quando tinha quase 15 anos. Antes, dançava em casa Madonna, Spice Girls. Foi o que construiu o meu prazer com a dança. Não há artistas na minhas família e meus pais viviam dizendo que eu deveria estudar outras coisas, mas persisiti nisso e hoje vivo de dança. Desde 2001, nunca parei”</em>, disse Anne, que trabalha em quatro grupos de dança, encorajando os estudantes.<em> “Assumam o compromisso com o que vocês gostam e vão adiante. Se juntem com quem faz dança ou outras coisas que vocês gostem e as portas vão se abrindo. O mundo vai ter respondendo como seguir”</em>, completou Maria Paula.</p>
<div id="attachment_63943" aria-labelledby="figcaption_attachment_63943" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44771703794_35d324a00b_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63943" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44771703794_35d324a00b_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Os bailarinos Adoni Nascimento e Anne Costa falaram sobre suas trajetórias na dança.</p></div>
<p dir="ltr">Adoni também foi questionado se ele sofria preconceito por trabalhar com dança, que costuma ser uma linguagem mais associada às mulheres. <em>“Eu queria ser baterista, mas meu pai, que é músico, queria eu me dedicasse à guitarra. Aí resolvi que não seria nenhum dos dois e fui pra dança. Meu pai teve preconceito no início, mas quando me assistiu no teatro veio falar comigo emocionado depois. Isso não tem nada a ver com orientação sexual. Temos que nos focar e se especializar no que nos dá prazer e eu sou muito feliz com a minha profissão, porque com ela acho que consigo dialogar com qualquer pessoa”</em>, respondeu o bailarino, que é pai de quatro filhos.</p>
<p dir="ltr">Ao responder sobre o que é dança, Maria Paula falou sobre o estudo artístico. <em>“É uma linguagem e tem suas bases. Dança, para mim, é a junção de tempo, espaço e corpo. Você tem que aprender isso, é um estudo de como você combina isso no seu corpo. Eu estou conversando com você sobre algo e crio um movimento a partir disso, isso é dança”</em>, concluiu ela.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>5º Prêmio Pernambuco de Literatura lança livros vencedores</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2018 20:03:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma reunião de contos sobre viagens e descobertas; um romance-livro de memórias do protagonista; um poemário que joga luz sobre o fazer criativo do poeta; uma narrativa que mergulha nas pequenas tragédias cotidianas do homem; e ainda um conjunto de histórias que evidenciam as diversas facetas do feminino integram a mais recente coleção da Cepe [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma reunião de contos sobre viagens e descobertas; um romance-livro de memórias do protagonista; um poemário que joga luz sobre o fazer criativo do poeta; uma narrativa que mergulha nas pequenas tragédias cotidianas do homem; e ainda um conjunto de histórias que evidenciam as diversas facetas do feminino integram a mais recente coleção da Cepe Editora. São as obras que venceram, em 2017, o <strong>5º Prêmio Pernambuco de Literatura</strong>, uma iniciativa do Governo do Estado (Secult-PE, Fundarpe e Companhia Editora de Pernambuco).</p>
<p>O lançamento coletivo das cinco publicações, que registram mais um imperdível momento da nossa literatura, está marcado para às 19h da quinta-feira, 26 de abril, no Museu do Estado de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_59596" aria-labelledby="figcaption_attachment_59596" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/convite2.jpg"><img class="size-medium wp-image-59596" alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/convite2-607x398.jpg" width="607" height="398" /></a><p class="wp-caption-text">Lançamento será no Museu do Estado de Pernambuco, aberto ao público</p></div>
<p>Primeira mulher a receber o maior reconhecimento em uma edição do Prêmio, a escritora <strong>Ezter Liu</strong>, residente em Carpina, apresenta o livro de contos <em>das tripas coração</em>. Revelando ainda a produção literária da Zona da Mata, <em>O Velocista</em> é o primeiro romance de <strong>Walter Cavalcanti Costa</strong>; e <em>chã</em>, o novo poemário de <strong>Enoo Miranda</strong>. Representando o Agreste, o romancista <strong>Amâncio Siqueira</strong> lança seu <em>Nem tudo cabe na paisagem</em>.  O poeta <strong>Fred Caju</strong> completa a lista de agraciados lançando <em>nada consta</em>.</p>
<p>A Presidente da Fundarpe, Márcia Souto, comemora a chegada dos novos livros. “Este é um momento muito importante para todos nós que lutamos por mais visibilidade para a literatura pernambucana e para ampliação do acesso ao livro e à leitura no Estado”. É que além da premiação no valor total de R$ 40 mil aos escritores e a tiragem de mil exemplares de cada obra, o Prêmio garante ainda a distribuição dos livros a escolas públicas do Estado e a participação dos escritores em rodas de diálogo de eventos como o Festival de Inverno de Garanhuns e de projetos como o ‘Outras Palavras’.</p>
<p>&#8220;A Cepe participa, com muita satisfação, desta iniciativa. Promover o livro e a leitura é uma das principais missões institucionais da empresa e fazemos isso, ainda com mais entusiasmo, quando editamos trabalhos com a qualidade dos que venceram o 5º Prêmio Pernambuco de Literatura&#8221;, destaca Ricardo Leitão, presidente da Cepe.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MAIS RECURSOS PARA A LITERATURA PERNAMBUCANA</strong></span></p>
<p>No dia 17 de dezembro de 2017, o Governador Paulo Câmara assinou decreto ampliando os recursos destinados à iniciativa – de 40 mil para 90 mil reais &#8211; e rebatizando-o de Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura. De acordo com Marcelino Granja, Secretário Estadual de Cultura, “além da deferência a um grande escritor, que marca a história da arte e da cultura pernambucanas, o novo formato do Prêmio amplia o número de vencedores, contemplando mais um autor da RMR e os segundos colocados de cada macrorregião”. A sexta edição do Prêmio recebeu 161 inscrições, de todas as regiões pernambucanas.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>AS OBRAS</strong></span></p>
<p>Grande vencedor do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura, <strong>das tripas coração</strong>, de Ezter Liu, reúne dezoito contos que têm em comum a temática feminina, mas as narrativas apontam para panoramas diversos. A mulher que é deus, a mulher-monstro, a mulher que foge, a que faz perguntas, a que acende fogueiras. São as várias faces do feminino que protagonizam as histórias. A escolha estética de uma narrativa sem vírgulas aponta para a necessidade de contar sem pausas, com o fôlego possível, o que precisa ser contado, porque o texto tira da adversidade a sua força e atravessa os próprios limites para dizer o que precisa ser dito, muitas vezes usando a poesia nas entrelinhas das narrativas como alinhavo e marca de estilo.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Tenho dezenove anos e coleciono isqueiros vazios. Coleciono isqueiros. E coleciono vazios. Tenho vinte anos e aprendi a odiar o formato dos meus seios. E aprendi a odiar a finura dos meus lábios. Meu coração Himalaia. Meu coração Vale do Catimbau. Meu coração dimensão estranha. China plástico neon coqueiral. Tenho setenta anos nos domingos depois do jantar. Lenta. Premeditada. Disfarço a imprecisão das mãos. Tenho trinta pontuais anos no expediente. Me sirvo de bandeja. Sem atrasos. Tenho quarenta e três anos e calos nos cotovelos. Me sirvo com gelo no balcão do bar. Tenho cinquenta anos. Preciso parar de beber. Tenho dezesseis anos. Preciso parar de fumar. Tenho sessenta e sete anos. Preciso acreditar nos santos. Em deus. Em mim.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>nada consta</strong> é o nono livro de poemas de Fred Caju. Um poemário sobre o próprio poemário, luzes sobre processos criativos do escritor. Pode ser ainda uma pinça a arrancar, uma a uma, as plumas dos poetas. Armadura, também pode ser.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>pediram a cabeça</em><br />
<em>do poeta incendiário</em><br />
<em>chega de badvibes</em><br />
<em>foi o que disseram</em><br />
<em>após a decapitação</em><br />
<em>o cheiro de pólvora</em><br />
<em>ficou com cheirinho</em><br />
<em>de morango e não</em><br />
<em>se ouviu nunca mais</em><br />
<em>nenhuma explosão</em><br />
<em>nasceram arco-íris</em><br />
<em>longe das chuvas</em><br />
<em>e nenhum poema</em><br />
<em>precisa mais existir</em></p>
<p>Em <strong>chã</strong>, Enoo Miranda evoca pequenas tragédias cotidianas que assolam o homem do nosso tempo, ora evocando cenários e hábitos do trabalho no meio rural, ora realçando conflitos internos ou típicos da vida nos grandes centros urbanos. Mormaço, suor de trabalho, calor de motim, desordem. A maioria das pessoas que vivem nesse livro também vivem em outros lugares. O fogo dos homens. O mesmo fogo que não garantiu a superioridade destes homens sobre os outros animais. O que usamos para matar uns aos outros. Ou como disse um poeta amigo em tom de pilhéria sobre textos de orelhas de livros de poesia: “Bota tipo ‘Sugiro que leia sentado em assento confortável. Se preferir, aperte o cinto. Esse livro é o brilho sobre as vossas carniças’”, e no fim parece ser isso – além do que é.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>o ruído que faz a tua sombra</em><br />
<em>rasgando um pedaço</em><br />
<em>de chão duro é o de</em><br />
<em>um corpo-</em><br />
<em>carcaça</em><br />
<em>arrastando as</em><br />
<em>mazelas de</em><br />
<em>3 gerações</em><br />
<em>em uma chã</em><br />
<em>qualquer.</em></p>
<p>Viagem e descoberta são os motes que dão unidade aos contos de <strong>Nem tudo cabe na paisagem</strong>, de Amâncio Siqueira. O poeta que decide rodar o mundo para viver seu poema épico; o homem que viaja a um passado ainda não cicatrizado durante uma confissão; o marido que volta para casa após despedir-se de um amigo; o índio que quer vingança contra o homem branco que matou seu pai; o pai que caminha no corredor do hospital para encontrar o filho internado; o filho que tenta acertar as contas com o pai durante uma longa viagem&#8230; O texto direto lança uma luz diferente sobre situações cotidianas, expondo seu teor dramático nos recortes apresentados, muitas vezes flertando com o cômico, incidindo como um raio X sobre a vida ao redor.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Não fez essa viagem hoje. Ontem Júnior teve várias convulsões. A médica teve que encontrar uma veia na cabeça para injetar morfina. Dormiram como não faziam há seis anos: Natália sobre seu colo e Júnior sobre o colo dela. Passaram uma hora assim, e foi todo o descanso que tiveram. Sua viagem foi longa pela manhã: atravessar a rua para tomar café. Quase dormiu sobre o balcão da padaria, mas o cansaço era tão grande que fechar os olhos não bastava para cessar o estado de alerta. Fechar os olhos faz a mente viajar ainda mais, embora ela passeie apenas em volta do leito do hospital.</em></p>
<p>No percurso de <strong>O Velocista</strong>, o autor Walter Cavalcanti Costa navega pela experimentação formal e procura mostrar suas influências em quatro epígrafes: o futurismo europeu, o modernismo brasileiro, o concretismo brasileiro e a teoria literária. Com linguagem telegráfica, a obra é também um livro de memórias do protagonista, o astronauta Jô Tadeu. O velocista, antes de ser uma odisseia espacial, é uma fragmentária, melancólica, irônica e nervosa viagem do protagonista a si mesmo e aos que o cercam, através de suas lembranças descontinuadas.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Eu sou Jô Tadeu Tábua, sou astronauta. Sou filho da estilista Carolina Vásquez e do Professor de Ciências Contábeis João Tábua. Sou casado com Beyita Samana, a governadora do Estado de Pernambuco, no Nordeste, da República Federativa do Brasil e sou irmão do artista plástico Von O’ Val, que é casado com a bibliotecária Valbuena Sales, que fala sete línguas ocidentais. Sales trabalhou com meu pai, João Tábua, no local onde hoje é a biblioteca que recebe o nome dele.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Tenho um filho chamado João Tadeu. Uma filha está para nascer. Nasceu.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Estou há 35 dias, 6 horas e 27 minutos terrestres no espaç</em>o.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MAIS SOBRE OS ESCRITORES<br />
</strong></span></p>
<div id="attachment_59589" aria-labelledby="figcaption_attachment_59589" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/ezter-liu_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59589" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/ezter-liu_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Ezter Liu</p></div>
<p><strong>Ezter Liu</strong> nasceu no Recife, mas mora em Carpina desde criança. Graduada em Letras, escritora de prosa e poesia, desde o ano de 2005 tem seus textos publicados em várias coletâneas na região e no estado. Em 2015, pela Porta Aberta Editora Independente, lança seu primeiro livro solo: Vermelho alcalino (poemas). Ezter Liu e o ritmo de sua literatura se misturam à efervescência literária de Pernambuco, sobretudo na Zona da Mata, e assim, como os recitais e banquinhas independentes, insiste e resiste.</p>
<div id="attachment_59590" aria-labelledby="figcaption_attachment_59590" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/fred-caju_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59590" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/fred-caju_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Fred Caju</p></div>
<p><strong>Fred Caju</strong> é autor de Arremessos de um dado viciado, As tripas de Francis Conceição por ela mesma, Paisagens sépias, Intervalo aberto, Estilhaços, Transpassar: poemas de atravessamento, O revide das pequenas maldades e Permanência. Também é editor, artesão do livro e livreiro nômade da Castanha Mecânica.</p>
<div id="attachment_59588" aria-labelledby="figcaption_attachment_59588" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/enoo-miranda_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59588" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/enoo-miranda_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Enoo Miranda</p></div>
<p><strong>Enoo Miranda</strong> é escritor, coordenador do Cineclube Tela da Mata, professor licenciado em Letras pela Universidade de Pernambuco, campus Mata Norte, situado em Nazaré da Mata, município onde reside e trabalha. Entre suas publicações encontram-se textos em antologias, como Inquebrável: Estelita para cima (Mariposa Cartonera, 2014), a coletânea 1 (Publique-se!, Livrinho de Papel Finíssimo, 2015), e o livro solo Papel de pegar mosca (Porta Aberta, 2016). Atualmente se dedica à criação do selo Vão! Edições e Publicações Independentes.</p>
<div id="attachment_59587" aria-labelledby="figcaption_attachment_59587" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Valeria Vieira</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/amancio_valeria-vieira.png"><img class="size-medium wp-image-59587" alt="Valeria Vieira" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/amancio_valeria-vieira-607x425.png" width="607" height="425" /></a><p class="wp-caption-text">Amâncio Siqueira</p></div>
<p><strong>Amâncio Siqueira</strong> nasceu em Afogados da Ingazeira e mora em Garanhuns. Aficionado por livros, acalenta a ilusão de que existem aqueles que ainda não foram escritos e tenta escrevê-los. Entre tais tentativas, teve publicada a novela Quebra Cabeças, em 2014.</p>
<div id="attachment_59591" aria-labelledby="figcaption_attachment_59591" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/walter-costa_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59591" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/walter-costa_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Walter Cavalcanti Costa</p></div>
<p><strong>Walter Cavalcanti Costa</strong> é doutorando em Teoria da Literatura (PPGL/UFPE). A maior parte de sua formação foi realizada na UPE/Mata Norte, com graduação em Licenciatura em Letras, especialização lato sensu em Literatura Brasileira e Mestrado Profissional em Educação (PPGE/UPE). Recifense, nascido em 1989, é professor do quadro da rede pública de ensino de Pernambuco. Na escrita, realizou publicações acadêmicas em diversas revistas científicas. Publicou Entressafra 89 (2011), livro de poemas e contos que também ganhou curta-metragem, e Marlinda: Em diálogo de amor às suas cidades (2017), livro infanto-juvenil incentivado pelo Funcultura, em parceria com Milca de Paula.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>SERVIÇO<br />
</strong></span><strong>Lançamento dos livros vencedores do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura </strong><strong><br />
</strong>Quinta-feira, 26 de abril | 19h<br />
Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa, 960, Graças &#8211; Recife)</p>
<p>Valor de cada livro: R$ 20,00</p>
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