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	<title>Portal Cultura PE &#187; Xukuru</title>
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		<title>Pesqueira é palco do 14º Encontro de Sábios Lonjy Abaré</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 14:15:54 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_115582" aria-labelledby="figcaption_attachment_115582" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Casa-das-sementes.-créditos-divulgação.jpeg"><img class="size-medium wp-image-115582" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Casa-das-sementes.-créditos-divulgação-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Casa das Sementes Mãe Zenilda</p></div>
<p>Estão abertas as inscrições para o 14º Encontro de Sábios Lonjy Abaré, que ocorre de sexta-feira (24) até o domingo (26), na Casa das Sementes Mãe Zenilda, no Território Indígena Xukuru do Ororubá, no município de Pesqueira, no Agreste de pernambucano. O encontro, que integra o calendário tempo-encanto xukuru, é um momento especial no qual os sábios da etnia xukuru compartilham suas visões, estudos e leituras sobre a natureza orientando o planejamento do ano de plantar-colher-comer-celebrar.</p>
<p>O projeto foi contemplado nos editais da Lei Paulo Gustavo Pernambuco (LPG-PE) e tem apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE), via Lei Paulo Gustavo (LPG), direcionada pelo Ministério da Cultura (MinC) do governo federal.</p>
<p>Este ano o evento foi ampliado para três dias de programação, com rodas de conversa, vivências, apresentações culturais e guyanças, oferecendo uma rica oportunidade para todos aprenderem com os sábios e sábias xukurus, que transmitem suas formas de conhecer e viver na busca por uma terra sem males.</p>
<p>As inscrições para o evento, que são gratuitas para indígenas e povos de comunidades tradicionais, podem ser feitas por meio do <a title="Inscrição: XIV Encontro de Sábios Xukuru do Ororubá - Lonjy Abaré" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScoe2ZxnBOV8GF-x1OQt26uryBpJkSJYClELhDQQalMQ_b-7g/viewform?pli=1" target="_blank"><strong>formulário on-line</strong></a>.</p>
<div id="attachment_115583" aria-labelledby="figcaption_attachment_115583" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Lonjy-abaré-2022.-Créditos-divulgação.jpeg"><img class="size-medium wp-image-115583" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Lonjy-abaré-2022.-Créditos-divulgação-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Encontro de Sábios Lonjy Abaré</p></div>
<p>Projeto foi contemplado na Lei Paulo Gustavo Pernambuco (LPG-PE)</p>
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		<title>Mepe celebra o Dia dos Povos Indígenas com seminário nesta quinta (20)</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 18:48:02 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/Snapinsta.app_341582042_584023060155297_4190047541796652941_n_1080.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-100668" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/04/Snapinsta.app_341582042_584023060155297_4190047541796652941_n_1080-488x486.jpg" width="488" height="486" /></a></p>
<p dir="ltr">O Dia dos Povos Indígenas, celebrado nesta quarta (19), é um marco na memória do Brasil. A data lembra que é preciso, cada vez mais, estimular o conhecimento sobre os povos originários do país que, por tantos anos, foram invisibilizados. Seguindo o propósito de promover o debate e a pesquisa a respeito do tema, o Museu do Estado de Pernambuco (MEPE) realiza nesta quinta (20) o seminário “Coleções indígenas, objetos etnográficos e práticas xamânicas”, das 15h às 17h, reunindo os pesquisadores Iran Xukuru e Renato Athias.</p>
<p>“No âmbito das celebrações do Abril Indígena, queremos lembrar os povos indígenas no Brasil de uma maneira bem significativa, através dos objetos que fazem parte da Coleção Etnográfica Carlos Estevão de Oliveira do MEPE.  Muitos desses objetos são únicos, fizeram parte de cerimônias e de uma concepção xamânica. O foco do seminário vai ser justamente na relação desses objetos com as práticas ritualísticas”, detalha Renato Athias, professor e coordenador do Núcleo de Estudo e Pesquisa Sobre Etnicidade, Nepe, da UFPE.</p>
<p>O seminário será dividido em duas partes, sendo iniciado com uma visita guiada pela exposição &#8220;Pernambuco Território de um Povo&#8221;. Em seguida, haverá uma palestra ministrada pelo agrônomo e intelectual Iran Xukuru, com um debate mediado pelo prof. Renato Athias. “O que significam esses objetos nesse conhecimento de mundo dentro da perspectiva Xukuru? Vamos abordar esse questionamento e aprofundar o debate a partir desse olhar”, pontua o pesquisador.</p>
<p>Para participar do seminário, basta se inscrever gratuitamente através <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeog3MGH-PYrlCFgRab7NGghlSyucuIJ35p8bgcUSdMfpzgVA/viewform" target="_blank">deste formulário</a>.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<strong>Seminário  “Coleções indígenas, objetos etnográficos e práticas xamânicas”</strong><br />
Quando: 20 de abril de 2023, das 15h às 17h<br />
Onde: MEPE (Avenida Rui Barbosa, Graças, Recife)<br />
Mais informações:  (81) 3184-3174 ou pelo email comunicacao.mepe@gmail.com</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Territórios indígenas Xukuru e Pankará recebem oficina de fotografia</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 14:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/Pré-produção-Território-Pankará-por-Clarissa-Dutra.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-91360" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/Pré-produção-Território-Pankará-por-Clarissa-Dutra-607x453.png" width="607" height="453" /></a></p>
<p>Os fotógrafos e arte-educadores pernambucanos Clarissa Dutra e Daniel Meirinho viajam com equipe em março para uma vivência fotográfica nas aldeias Serrote dos Campos (Sertão do São Francisco &#8211; Itacuruba/PE) da etnia Pankará, e para a Serra do Ororubá (Agreste Central &#8211; Pesqueira/PE), da etnia Xukuru. Em cada comunidade, uma turma de até 15 participantes será formada para receber oficinas e encontros em torno da fotografia, com foco nos olhares internos sobre seu povo e seu território. Como resultado das oficinas, registros fotográficos, de áudio e vídeo, darão forma a duas exposições, cada uma em um dos territórios, além de se transformar em catálogo eletrônico.</p>
<p>Das vagas do projeto Sertão do Céu Luminoso, 20% são reservadas a pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência, seja auditiva, visual, motora ou intelectual, proporcionando alternativas de fruição e acessibilidade. E aumentando ainda mais a participação indígena no projeto, jovens locais serão integrados à equipe como fotógrafos e assistentes de produção. A iniciativa conta com incentivo pelo Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, e reforça, neste momento do Brasil, as múltiplas representações étnicas que carecem de fortalecimento através da aproximação das diferenças, da convivência, do conhecimento e da luta pela diminuição do preconceito nas relações, acima de tudo, humanas.</p>
<p>A equipe do projeto segue à realização com as devidas autorizações e envolvimentos das lideranças locais responsáveis, e mantendo em rígida vigilância todos os protocolos de segurança contra a Covid-19, bem como o máximo respeito e cuidado aos territórios visitados. Este retorno do planejamento e realização do projeto só foi possível devido ao avanço da vacinação.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>POVO XUKURU DO ORORUBÁ</strong></span></p>
<p>O povo Xukuru do Ororubá é o mais numeroso dentre os 12 povos indígenas de Pernambuco, com cerca de 12.200 índios na Serra do Ororubá, nos municípios de Pesqueira e Poção. Ocupam área de 27.555 hectares, demarcada em 2002 depois de muita luta contra latifundiários, e estão distribuídos em 25 aldeias situadas nas regiões Serra, Agreste e Ribeira.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>POVO PANKARÁ DE SERROTE DOS CAMPOS</strong></span></p>
<p>Os Pankará de Serrote dos Campos, em Pernambuco, ocupam o território atual desde 2005, quando reconquistaram o direito de morar preservando raízes, cultura e tradições. O solo sagrado onde sempre viveram e habitam até hoje é fruto da mistura com origens na Serra do Arapuá. A região do Sertão de Itaparica, laço geográfico e espiritual com o Rio São Francisco, é partilhada com outros povos, como os Tuxá de Rodelas. Hoje se distribuem dentro da Zona Rural do Sertão de Itacuruba e a relação com o Velho Chico é a base espiritual e de luta pela defesa, preservação do espaço e identidade, e da busca incansável pela demarcação e homologação desse território, que dura 15 anos e até hoje não foi reconhecida legalmente.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Oficinas<br />
- Aldeia Serrote dos Campos (Sertão de Itaparica) &#8211; Itacuruba/PE &#8211; povo Pankará<br />
- Serra do Ororubá (Agreste Central) &#8211; Pesqueira/PE &#8211; povo Xukuru<br />
- 3 a 9 de março de 2022, com inscrições, mobilização e cronograma anunciados em fevereiro</p>
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		<title>Bené Fonteles aborda questões índigenas em roda de conversa no FIG 2017</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jul 2017 21:20:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_51696" aria-labelledby="figcaption_attachment_51696" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/36068786901_83a11f0261_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-51696" alt="Representantes de etnias indígenas falaram sobre as dificuldades enfrentadas pelos povos indígenas " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/36068786901_83a11f0261_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Representantes de etnias indígenas falaram sobre as dificuldades enfrentadas pelos povos indígenas</p></div>
<p>“A terra é nossa vida”. A declaração é de José Carlos Lopes, quilombola de Castainho, comunidade localizada em Garanhuns, que participou de uma roda intitulada “Conversas para adiar o fim do mundo”, mediada pelo pesquisador paraense Bené Fonteles. O direito ao território e o reconhecimento da importância dos povos indígenas e negros na formação do país foi o tema central do encontro que aconteceu na quarta-feira (26), na Galeria Galpão. O espaço também aderiu à programação da 32ª Bienal de Artes de São Paulo, da qual Bené faz parte com a obra OcaTaperaTerreiro (exibida em catálogo virtual).</p>
<p>O ciclo de conversas, iniciado na segunda-feira (23), será encerrado nesta quinta-feira (27) e faz parte das ações do festival em parceria com o Sesc de Garanhuns, que recebe a Bienal. Na programação, Bené explorou a relevância da contribuição do homem negro, indígena e nordestino para a cultura popular brasileira. Para conversar sobre os problemas que ainda são enfrentados por pelos povos negros e indígenas, além de José Carlos, o pesquisador convidou Genito Gomes Kaiwoá (Mato Grosso), Guilherme Xukuru (Pesqueira, PE), Raony Fulnió (Águas Belas, PE) e Ana Carvalho (Vídeo nas Aldeias).</p>
<p>Há mais de 500 anos, a luta pelo direito à terra continua sendo travada pelos povos indígenas e quilombolas. E é uma luta solitária, inivisibilizada, mas que não dá trégua. Acontece na resistência. Resistir, aliás, é o verbo mais conjugado por essa parcela da população a qual foi negada direitos básicos como o direito à identidade. “Querem apagar a nossa história, mas nós não vamos deixar. Vamos resistir como sempre fizemos”, garantiu Genito Gomes, que relatou as várias formas de opressões vivenciadas pelo povo Kaiowá, que desde 1945 ocupa a fronteira entre o Brasil e o Paraguai, no Mato Grosso, e enfrenta a tirania de latifundiários. “Não temos nada para deixar para os nossos filhos a não ser a terra para que eles possam plantar e colher”.</p>
<p>A demarcação e revisão das terras ocupadas por etnias indígenas e quilombolas tem sido uma preocupação constante. Além de problemas como a expansão urbana, poluição, e o avanço do agronegócio, o direito de continuar ocupando as áreas onde sempre estiveram presentes ainda é o maior desafio para estas comunidades. Em 2016, um decreto do Governo Federal provocou a reação do movimento indígena, organizações indigenistas e defensores dos direitos humanos.  A minuta do decreto, intitulada “Proposta de Regulamentação da Demarcação das Terras Indígenas” prevê revisões e posse de territórios até mesmo já homologados, afetando diretamente 600 terras indígenas.</p>
<div id="attachment_51718" aria-labelledby="figcaption_attachment_51718" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/ocatapera.jpg"><img class="size-medium wp-image-51718" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/ocatapera-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Indígenas finalizaram o encontro com uma demonstração do toré</p></div>
<p>No Quilombola Castainho, primeira comunidade pernambucana a receber esse título da Fundação Palmares, as tensões são constantes. José Carlos, que já precisou ficar sobre os cuidados do Programa de Defensores de Direitos Humanos do Estado, ainda sofre ameaças. “Só queremos o direito de ocupar as nossas terras, criar nossos filhos e manter as nossas tradições”, declarou o quilombola. A história de luta e resistência de Castainho serve de inspiração para outras comunidades que ainda lutam pelo reconhecimento de suas identidades e demarcações de seus territórios.</p>
<p>“Mais de cinco milhões de índios foram mortos pelo homem branco. Isso é mais do que o que Holocausto matou na Alemanha. No Brasil, no México e na Colômbia o processo foi parecido e a culpa é toda nossa, que não prestamos atenção em quem estava aqui antes de nós. Precisamos respeitar os donos dessa terra”, pontuou Bené Fonteles. E encerrou fazendo menção a frase do guerreiro Aimberê, símbolo da resistência indígena: “<em>Eles nos destruirão</em>, <em>mas</em> um dia <em>renasceremos no coração do homem branco</em>”.</p>
<p><strong>Urgências e poéticas</strong></p>
<p>Pernambuco foi o primeiro estado brasileiro a oficializar uma língua indígena. Pelo menos 3 mil pessoas fala o Iatê da tribo Fulniô, de Águas Belas. A língua tem até um dicionário concebido pelo índio Aluízio Caetano, que faleceu recentemente. Caetano vivia no Recife há quase 50 anos, onde atuava como barbeiro, ofício que aprendeu em sua tribo. A contribuição de Aluízio é um marco para o povo Fulniô, que continua buscando formas de registrar a sua própria história.</p>
<p>Durante a conversa, Raony Fulniô falou sobre o vídeo produzido dentro da tribo, intitulado “Yoonahlê” (que significa cotidiano em Iatê). O filme foi possível graças ao projeto Vídeos nas Aldeias, que estava representado pela pesquisadora Ana Carvalho. A iniciativa faz o registro cultural das populações indígenas por meio de seus próprios olhares. “Os vídeos promovem o diálogo entre as novas gerações e sua ancestralidade, além de servir como arma de defesa para os territórios indígenas e posicionamento contra a narrativa oficial do homem branco”, destacou Ana.</p>
<p>Em Pesqueira, a tribo Xukuru, que reúne 24 aldeias e possui cerca de 10 mil habitantes, também tem ensaiado formas de resistência lançando mão das novas tecnologias. Guila, que pela primeira vez representou seu povo numa roda de conversa, participou do encontro ao lado de David, Diogo e Kleber, todos da sua tribo. Guila falou sobre o trabalho de empoderamento realizada dentro da aldeia com o objetivo de manter fortalecer a identidade da etnia e manter vivos os cultos e tradições de sua tribo.  Os jovens xukurus encerraram o encontro apresentando o Toré, ritual presente nas manifestações culturais de indígenas nordestinos,  é um ritual que une dança, religião, luta e brincadeira.</p>
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		<title>FPNC Agreste Central 2012</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Aug 2012 15:34:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Encontro de lideranças indígenas na Aldeia Xukuru Capim de Planta, em Pesqueira no FPNC Agreste Central 2012.</p>
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		<title>Festival mostra a força dos povos indígenas</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Aug 2012 12:09:59 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5678" aria-labelledby="figcaption_attachment_5678" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Encontro-Indígena_Xukuru.jpg"><img class="size-medium wp-image-5678" alt="Índios de várias aldeias do estado participam do encontro (Foto: Ricardo Moura)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Encontro-Indígena_Xukuru-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Índios de várias aldeias do estado participam do encontro (Foto: Ricardo Moura)</p></div>
<p><em>Encontro que vai até sexta (17/8) coloca em debate o futuro das etnias pernambucanas, através dos jovens</em></p>
<p>Por Chico Ludermir</p>
<p>Pedindo força aos encantados, o cacique Marcos Xukuru abriu ontem (14/8), em Pesqueira, o Encontro Juventude, Arte e Culturas Indígenas na aldeia Capim de Planta, umas das 24 do seu povo. Compondo a mesa de abertura estavam reunidos representantes de todas as etnias indígenas de Pernambuco. Além dos anfitriões, Atikum, Tuxá, Truká, Pankará, Pankararu, Entre Serras Pankararu, Pankaiwká, Kambiwá, Kapinawá, Fulni-ô, Pipipã e Pankaiwká. “O evento junta os povos para percebermos nossas semelhanças e diferenças. O que esse encontro pretende é discutir o que nós, enquanto juventude, precisamos fazer para garantir nossa unidade”, resumiu a autoridade maior do povo Xukuru.</p>
<p>A plateia, também formada por índios de várias aldeias do estado, presenciou o cântico de abertura de Dona Zenilda Xukuru, mãe do atual cacique, e viúva de Xicão. Aos 62 anos, ela é continuadora das lutas do marido, falecido em 1998 em decorrência de sua militância e luta por territórios. “Ainda sou jovem”, disse antes de soltar uma voz forte, de olhos fechados e pés descalços, enquanto cocalhavam dezenas de maracás. “Salve as matas, as terras e os encantados, em nome de Jesus”, terminou.</p>
<p>Enquanto uma parte dos jovens se encaminhou para as oficinas de artesanato, o restante participou da primeira roda de diálogo do encontro sobre juventude indígena. Depois de uma constatação de que os jovens estão cada vez mais alheios aos rituais sagrados, o cacique afirmou: “Precisamos nos organizar. O nosso sonho é que a juventude não se afaste da tradição e possa até mesmo utilizar de novas tecnologias para afirmar a identidade indígena. O ritual é a nossa mola mestre. Os costumes e as tradições são muito importantes. Só assim seremos guerreiros dos povos indígenas”.</p>
<div id="attachment_5679" aria-labelledby="figcaption_attachment_5679" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Marcos-Xukuru_Encontro-Indígena.jpg"><img class="size-medium wp-image-5679" alt="Cacique Marcos Xukuru abriu o encontro (Foto: Ricardo Moura)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Marcos-Xukuru_Encontro-Indígena-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Cacique Marcos Xukuru abriu o encontro (Foto: Ricardo Moura)</p></div>
<p>Elizângela, do povo Entre Serras Pankararu, reclamou da apatia dos jovens, ao mesmo tempo em que questionou novas formas de aproximação. “A gente precisa acompanhar o dinamismo da juventude e encontrar novas formas de provocá-los”. Do povo Atikum, com o rosto todo pintado, Penha representou, ao lado de Mônica, o grupo de jovens que se articulou sozinho para ir ao encontro. “Não desistimos de nossa cultura. Estamos aqui aprendendo com os mais velhos”, afirmou Penha, que, ao final do dia, conduziu um toré, dança circular indígena. “Quando eu era criança eu tinha vergonha, meu Deus! Como a pessoa pode ter vergonha da própria cultura?” problematizou.</p>
<p>Encontro vai ter até a próxima sexta-feira (17/8), com rodas de debate, oficinas e apresentações culturais dos povos.</p>
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