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	<title>Portal Cultura PE &#187; adiel luna</title>
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		<title>Bastiões comandam País das Culturas Populares em Pesqueira</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Aug 2024 02:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A segunda tarde do polo País das Culturas Populares no Festival Pernambuco Meu País, no município de Pesqueira (PE), neste sábado (3), foi marcado por apresentações de grupos e artistas que têm como projeto de existência a perpetuação da manifestação cultural a que se dedicam. Subiram ao palco da Praça da Rosa as atrações Mestres [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda tarde do polo País das Culturas Populares no Festival Pernambuco Meu País, no município de Pesqueira (PE), neste sábado (3), foi marcado por apresentações de grupos e artistas que têm como projeto de existência a perpetuação da manifestação cultural a que se dedicam. Subiram ao palco da Praça da Rosa as atrações Mestres do Coco Pernambucano, Ciranda das Flores da Amunam, Bloco Afro Lamento Negro e Adiel Luna e o Coco Camará.</p>
<p>Mestre do Coco Pernambucano, por exemplo, surgiu de uma exposição fotográfica sobre o tema. A partir dessa iniciativa foi formado um conjunto no qual participam três mestres nos vocais e três percussionistas, com os nomes sempre se alternando.</p>
<p>Já a Ciranda Flores Amunam, formada por integrantes da Associação das Mulheres de Nazaré Mata (Zona da Mata Norte), trouxe em seu repertório canções que enaltecem o papel da mulher e seu empoderamento. Com vozes, percussão e metais, também interpretou composições de Gilberto Gil (Esperando na Janela), Xico Bezerra (Se Tu Quiser), Vital Farias (Ai que Saudade d&#8217;Ocê), Alceu Valença (Anunciação) e Dominguinhos &amp; Anastácia (Eu Só Quero um Xodó) em ritmo de ciranda.</p>
<p>Entre os grupos de afro reggae, ritmo que têm tido grande destaque no Festival Pernambuco Meu País, o Bloco Afro Lamento Negro, do bairro de Peixinhos (Olinda-PE), é um dos mais icônicos. Basta dizer que dele saíram os integrantes que formaram a base rítmica da banda Nação Zumbi, ainda com Chico Science. As origens do movimento mangue tem DNA do Lamento Negro. Em Pesqueira, Felipe Baobá, Fernanda e Marcela entoaram canções que celebram a cultura preta e periférica. Como de praxe, completaram a set list com temas como o Canto das Três Raças (de Mauro Duarte &amp; Paulo César Pinheiro, sucesso na voz Clara Nunes), Samba Makossa (Chico Science) e Computadores Fazem Arte (Fred Zeroquatro).</p>
<p>Natural de São Lourenço da Mata (Região Metropolitana do Recife), Adiel Luna é cantador de viola, coquista, forrozeiro, aboiador, cordelista, ator, mestre de maracatu, mamulengueiro, formador e brincante de cultura popular. Seu espetáculo, com vozes e percussão, reflete toda essa bagagem. Ainda assim, em Pesqueira, Adiel deu mesmo foi um show de humildade, dividindo seu tempo de palco convidando mestres e brincantes da cidade e região. Participaram mestre Luiz Timóteo, Diosmam Avelino e os membros do Flor de Jurema Ednaldo Xucuru, Jaci Nayara Dias, Carol Xucuru e Bibi Xucuru.</p>
<p>Antes transição do País das Culturas Populares para o País da Música, no mesmo palco da Praça da Rosa, ainda contou com o espetáculo O Menestrel. As histórias cantadas pelo ator Márcio Fecher, acompanhado pelo violão de Felipe Baobá e o carrón de Fábio Ypalonã, são uma adaptação de o Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa), com foco na cultura de maracatu, coco e toques de terreiro.</p>
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		<title>Revista Continente encerra comemorações dos seus 20 anos, no Pátio São Pedro</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2021 15:53:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Localizado no Centro do Recife, o Pátio de São Pedro será palco nesta sexta-feira (17), a partir das 18h, do encerramento das comemorações de 20 anos de existência da Revista Continente, editada pela Cepe. Com a participação do Som na Rural, comandada por Roger de Reno, a noite será embalada pela ciranda. “Com essa celebração, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20788" aria-labelledby="figcaption_attachment_20788" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Flora Pimentel/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/som-na-rural-roger-de-renor-foto-flora-pimentel.jpg"><img class="size-medium wp-image-20788" alt="Flora Pimentel/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/som-na-rural-roger-de-renor-foto-flora-pimentel-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A festa será embalada pelo Som na Rural, comandada por Roger de Renor</p></div>
<p>Localizado no Centro do Recife, o Pátio de São Pedro será palco nesta sexta-feira (17), a partir das 18h, do encerramento das comemorações de 20 anos de existência da Revista Continente, editada pela Cepe. Com a participação do Som na Rural, comandada por Roger de Reno, a noite será embalada pela ciranda.</p>
<p><em>“Com essa celebração, que tem como motivação o lançamento da edição de dezembro da Continente, estamos juntos com o Som na Rural, nosso parceiro em vários momentos da nossa trajetória. Sendo um lugar histórico, belo, amplo, o Pátio de São Pedro combina com o espírito do Som na Rural, cujos princípios motivam a gente”</em>, afirma a jornalista e editora da revista, Adriana Dória Matos. O evento &#8220;Cirandas do Pátio com Som na Rural&#8221; terá como atrações a Ciranda Mimosa (18h30) e Adiel Luna e a Mimosa da Mata (19h30).</p>
<p>A edição de dezembro ( #252) traz como brinde a revista “Na estrada com o Som na Rural &#8211; Uma aventura Indo e Voltando”, publicação especial produzida com base no projeto &#8220;Indo e Voltando – Expedição Som na Rural 10 anos&#8221;, informa Adriana Dória Matos. Por meio de entrevistas, reportagens e perfis, a jornalista e colaboradora da Continente Erika Muniz conta aos leitores a experiência de acompanhar o projeto, que circulou por nove cidades do Estado, do Litoral ao Sertão, para registar em audiovisuais manifestações da cultura pernambucana contemporânea e de tradição.</p>
<p>Roger de Renor e Nilton Pereira (fundadores do Som na Rural), a equipe de apoio da dupla e a famosa Rural Willys são os guias nessa estrada, repleta de personagens importantes do maracatu rural, do circo, do coco de roda, da ciranda, da poesia, do patrimônio material e imaterial presente em todo o Estado. Também participam da produção do encarte “Na estrada com o Som na Rural &#8211; Um aventura Indo e Voltando” as ilustradoras Hallina Beltrão e Karina Freitas e o ilustrador Filipe Aca.</p>
<p><em>“Iniciamos esse projeto editorial em 2019, quando acompanhamos as viagens do Som na Rural. Adiamos a publicação para 2021 por causa da pandemia. Agora, num momento mais seguro para todos por conta da vacinação, sentimos que é a hora de celebrar esses 20 anos num evento presencial”</em>, destaca Adriana Dória Matos. Além do encarte &#8211; que vem com um brinquedo, uma miniatura da Rural para ser cortada e montada -, a Continente de dezembro oferece outro presente aos leitores: um pôster assinado por Laís Domingues. <em>“A artista visual criou o desenho bordado a partir do tema da reportagem especial da edição 252: a volta do Brasil ao mapa da fome, um assunto sobre o qual não temos nada a celebrar”</em>, afirma Adriana Dória Matos.</p>
<p>No Pátio de São Pedro, a revista estará à venda na mala da Rural Willys do Som na Rural, numa ação organizada pelas equipes de Marketing e Comercial da Cepe com os integrantes do projeto.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Festa de comemoração dos 20 anos da revista Continente<br />
Quando: 17 de dezembro de 2021 (sexta-feira), das 18h às 20h30<br />
Onde: Pátio de São Pedro (Bairro de Santo Antônio, Centro do Recife)<br />
Evento aberto ao público<br />
Preço da revista: R$ 15 (edição de dezembro #252 + encarte Som na Rural + pôster + brinquedo corte e monte) e R$ 25 (Combo Edição #252 + Edição #222 de junho/2019)</p>
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		<title>Outras Palavras para falar sobre poesia, Manguebeat e cantoria popular</title>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2018 15:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias Logo na entrada da Escola Estadual Profª Rita Maria, em Orobó, no Agreste pernambucano, o escritor Carlos Gomes e o cantador e repentista Adiel Luna deram de cara com uma surpresa das boas. Estudantes e professores da escola os esperavam na última terça-feira (22) com abraços, chocolates e sorrisos nos rostos, a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60838" aria-labelledby="figcaption_attachment_60838" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41400749435_235ead3700_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60838" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41400749435_235ead3700_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Em Orobó o Outras Palavras completou a marca de 40 cidades alcançadas. De 2015 pra cá, o projeto atingiu mais de 510 escolas, interagiu com mais de 12 mil alunos e deixou nas bibliotecas das instituições de ensino por onde passou mais de 5.100 livros</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Marcus Iglesias</strong></em></p>
<p>Logo na entrada da Escola Estadual Profª Rita Maria, em Orobó, no Agreste pernambucano, o escritor Carlos Gomes e o cantador e repentista Adiel Luna deram de cara com uma surpresa das boas. Estudantes e professores da escola os esperavam na última terça-feira (22) com abraços, chocolates e sorrisos nos rostos, a forma que escolheram para agradecer a ida dos artistas pernambucanos até seu município dentro do projeto <strong>Outras Palavras</strong>. Sabiam que aquela tarde seria diferente porque a educação ganharia um toque especial, artístico, um momento de reflexão importante para jovens estudantes da rede pública estadual de ensino.</p>
<div id="attachment_60837" aria-labelledby="figcaption_attachment_60837" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40495999090_9c522a462a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60837" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40495999090_9c522a462a_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Alguns municípios nós já fomos mais de uma vez, mas a nossa meta é chegar a todas as microrregiões do estado. Ao todo, são doze, e faltam apenas três delas para completarmos Pernambuco inteiro”, comemorou Marcos Henrique Lopez, da equipe do Outras Palavras</p></div>
<p><em>“A gente também está muito feliz com essa recepção porque aqui em Orobó o <strong>Outras Palavras</strong> completa a marca de 40 cidades alcançadas. Alguns municípios nós já fomos mais de uma vez, mas a nossa meta é chegar a todas as microrregiões do estado. Ao todo, são doze, e faltam apenas três delas para completarmos Pernambuco inteiro”,</em> comemorou Marcos Henrique Lopez, da equipe do projeto, que de 2015 pra cá atingiu mais de 510 escolas, interagiu com mais de 12 mil alunos e deixou nas bibliotecas das instituições de ensino por onde passou mais de 5.100 livros.</p>
<p>As surpresas para os dois artistas não haviam acabado na entrada da escola. No início da atividade, a estudante Taynara, do 3º ano, cantou uma toada com versos que homenageavam Chico Science e o Manguebeat, abrindo os caminhos para o que viria em seguida, quando o grupo de dança Profª Rita Maria, formado por oito alunas da escola, apresentou uma coreografia baseada na música <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7dWLyC7lafo" target="_blank"><strong>Forró Bom</strong></a>, de Adiel Luna, sob a orientação da professora Emília.</p>
<div id="attachment_60836" aria-labelledby="figcaption_attachment_60836" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28429219728_fdb534fa94_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60836 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28429219728_fdb534fa94_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A atividade começou com a estudante Taynara, do 3º ano, cantando uma toada com versos que homenageavam Chico Science e o Manguebeat</p></div>
<p>Estudante de escola pública na infância, Carlos Gomes foi o primeiro a conversar com os alunos. Atualmente ele trabalha como professor de Português e Literatura numa escola técnica do Recife. É também editor e fundador do blog de crítica de arte <strong><a href="https://outroscriticos.com/" target="_blank">Outros Críticos</a></strong>, que posteriormente se transformou numa revista impressa e completa em 2018 seus dez anos de estrada; e é autor de dois livros: O de poesias <strong>êxodo,</strong>, vencedor do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura, e o <strong>Canções Iluminadas de Sol</strong>, lançado este ano, que faz uma análise sobre os pontos em comum entre dois movimentos musicais brasileiros, a Tropicália, na Bahia, e o Manguebeat, em Pernambuco.</p>
<p>Dentro do auditório onde aconteceu a atividade havia um painel com uma dezena de perguntas escritas por estudantes do 3º ano sobre a pesquisa que Carlos Gomes desenvolveu no seu mais recente livro. <em>“Como você avalia o Movimento Manguebeat hoje, 20 anos depois, e qual a sua importância para a música brasileira?”</em>, ou “<em>Uma das maiores características do Manguebeat é a crítica social. E o cenário político atual? Dá pra fazer política com música?”</em> eram algumas delas.</p>
<div id="attachment_60845" aria-labelledby="figcaption_attachment_60845" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41580664814_f24a8054e6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60845 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41580664814_f24a8054e6_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Dentre outras atividades que acumula, Carlos Gomes é editor e fundador do blog de crítica de arte Outros Críticos, que posteriormente se transformou numa revista impressa e completa em 2018 seus dez anos de estrada</p></div>
<p>Ao dar início à sua fala, Carlos Gomes convidou uma aluna para recitar um dos poemas do livro <strong>êxodo,</strong>, ao seu lado, mostrando na prática a experiência que faz nos seus textos. <em>“Quando eu comecei a fazer o poema, e eu falava de êxodo, de estrada, e comecei a pensar nas suas margens. Cada margem é uma estrofe, e as duas unidas se transformam na estrada em si”,</em> explicou o autor, reforçando que lendo o livro a ideia fica mais clara de se entender.</p>
<p>Ao tratar de <strong>Canções Iluminadas de Sol</strong>, lançado este ano, ele fez uma análise sobre os pontos em comum entre dois movimentos musicais brasileiros, a Tropicália, na Bahia, e o Manguebeat, em Pernambuco. Para isso, apresentou duas músicas: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=P-DdzOJOaH4" target="_blank"><strong>Coco Dub</strong></a>, de Chico Science e Nação Zumbi; e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pObbaUIqlQU" target="_blank"><strong>Bat Macumba</strong></a>, de Caetano Veloso e Gilberto Gil. <em>“Minha ideia no livro é encontrar a intercessão entre os dois movimentos. Na primeira música, você tem o experimento da ressonância da guitarra, numa sensação de circularidade, com o som do coco, que também traz essa impressão. Já no segundo caso, a brincadeira de misturar as palavras Batman, um ícone da cultura pop dos gibis que explodia na época, e Macumba, que representa uma cultura, uma sonoridade, já é um tipo de reflexão e crítica sobre a sociedade que está se construindo”,</em> reflete o autor.</p>
<div id="attachment_60840" aria-labelledby="figcaption_attachment_60840" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41580658794_1fd9462fa8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60840 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41580658794_1fd9462fa8_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Carlos também é autor de dois livros: O de poesias &#8216;êxodo,&#8217;, vencedor do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura, e o &#8216;Canções Iluminadas de Sol&#8217;, lançado este ano</p></div>
<p><em>“Para os tropicalistas, a crítica estava na forma e no conteúdo, e no Manguebeat havia a crítica em relação ao ambiente das cidades, espaços urbanos, e na sonoridade também, quando ele coloca a música de raiz, da cultura popular, num espaço de vanguarda”,</em> pontua Carlos Gomes, respondendo ainda a diversas outras questões sobre o Manguebeat que os alunos faziam.</p>
<p>Em seguida foi a vez dele que é um dos participantes de longas datas do <strong>Outras Palavras</strong>, o cantador e repentista Adiel Luna, tomar a palavra. Ele já passou por vários cantos do Brasil levando sua cantoria de viola, mas revela que é no ambiente escolar que se encontra como artista-cidadão. <em>“Respondendo a uma das perguntas do quadro, eu não acredito em intervenção política acerca da educação se a cultura não andar junto. Hoje minha cultura é meu ganha-pão, é como sustento minha família. O que eu faço meu pai, meu avô e minha bisavó já faziam. A diferença é que hoje a gente tem uma atenção maior por conta de políticas públicas como essa que estamos vivenciando agora”,</em> opinou.</p>
<div id="attachment_60839" aria-labelledby="figcaption_attachment_60839" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41400752255_1e67799af5_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60839 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41400752255_1e67799af5_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu não acredito em intervenção política acerca da educação se a cultura não andar junto&#8221;, disse o cantador Adiel Luna aos estudantes</p></div>
<p>Falando para um público do Agreste pernambucano, ele contou como foi a sua chegada em São Lourenço da Mata, na sua adolescência. <em>“Quando eu tinha a idade de vocês fui morar na Região Metropolitana do Recife, e na época eu me vestia, segundo eles, de uma forma antiquada. Vocês podem imaginar o tipo de brincadeira de mau gosto que eu ouvia, e isso me fez desacreditar várias vezes da minha origem. Hoje em dia todo alternativo do Recife tem uma alpercata e uma bota, mas na época eu sofri bastante preconceito por ser como eu era”,</em> disse Adiel Luna, para em seguida puxar toadas do cancioneiro popular como <strong>Ajoelha</strong> e <strong>Mulher ingrata e fingida</strong>, cantados em coro pelos estudantes no auditório. Depois convidou a estudante Taynara a soltar a voz novamente, desta vez ao seu lado, com a canção <strong>Boi Cigano</strong>.</p>
<div id="attachment_60842" aria-labelledby="figcaption_attachment_60842" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42301744721_d6de4efc9e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60842 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42301744721_d6de4efc9e_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Num dos momentos da sua apresentação, Adiel Luna convidou a estudante Taynara para cantar mais uma vez</p></div>
<p><em>“Pernambuco é um dos lugares que mais recebe turistas no mundo todo, e o mundo vem pra cá é pra conhecer nossa ciranda, nossos cantadores e o coco de roda, entre outras coisas. A gente precisa enaltecer nossa cultura porque assim vamos enaltecer a nós mesmos. Essas toadas são coisas da gente, é uma herança que vem bem de antes. Não vamos perder a nossa essência, porque sempre que a gente a segue coisas boas acontecem“,</em> concluiu o cantador, que tem três discos lançados:<strong> Coco Camará</strong> (2010), <strong>Onde As Violas Se Encontram</strong> (2013) e <strong>Baionada</strong> (2015).</p>
<p>Esta edição do <strong>Outras Palavras</strong> em Orobó contou também com a presença de uma representante da Associação de Artesãs de Orobó, com peças de frivolité, uma das tradições da cidade, além de estudantes de outras quatro escolas da região: Escola Municipal Leonardo Pimentel; Escola Municipal Paulo Freire; Escola Estadual Antônio Prado; e Escola Estadual Abílio Barbosa.</p>
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		<title>Centro de Capoeira São Salomão promove 2º Festival Mostra na Roda, na Várzea</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Feb 2018 17:49:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Centro de Capoeira São Salomão, Ponto de Cultura localizado num dos casarões mais charmosos do bairro da Várzea, promove, desta quarta-feira (28) até o próximo domingo (4), a segunda edição do Festival de Arte e Cultura Mostra na Roda. Surgido da ideia dos integrantes do Centro, muitos deles ligados às tantas expressões artísticas e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_58121" aria-labelledby="figcaption_attachment_58121" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/Festival-Mostra-na-Roda.jpg"><img class="size-medium wp-image-58121" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/Festival-Mostra-na-Roda-607x406.jpg" width="607" height="406" /></a><p class="wp-caption-text">Os músicos Helder Vasconcelos, Maciel Salú, Mestre Zezinho de Casa Amarela, Mestre Zé de Teté, Adiel Luna, Lais de Assis e Helder Vasconcelos vão participar da programação musical do 2º Festival Mostra na Roda</p></div>
<p>O Centro de Capoeira São Salomão, Ponto de Cultura localizado num dos casarões mais charmosos do bairro da Várzea, promove, desta quarta-feira (28) até o próximo domingo (4), a segunda edição do <strong>Festival de Arte e Cultura Mostra na Roda</strong>. Surgido da ideia dos integrantes do Centro, muitos deles ligados às tantas expressões artísticas e culturais, de mostrar suas criações artísticas vividas em outros espaços, o Mostra na Roda é uma proposta de “amostramento” capoeirístico fortalecendo a arte de seus artistas e reafirmando o Centro de Capoeira São Salomão como espaço de fomentação e fruição Cultural. Capoeira, fotografia, dança, música, cultura popular, teatro, poesia, artesanato, gastronomia e robótica, serão as áreas apresentadas nesta nova edição.</p>
<p><strong>A vez é dos parceiros - </strong>Em sua primeira edição o Mostra na Roda contou exclusivamente com a participação dos artistas capoeiristas ligados ao Centro. Neste segundo ano, o evento conta em sua programação com a participação de artistas e capoeiristas parceiros ligados às expressões artísticas e culturais de nosso estado, além do trabalho de alguns de seus integrantes.</p>
<p><strong>Maciel Salu e Helder Vasconcelos são alguns nomes que compõem a grade da programação -</strong> Ligados às tradições culturais que tem a capoeira como uma de suas mestrias, Maciel Salu, pernambucano filho do Mestre Salustiano, cantor, compositor, rabequeiro e brincante das expressões da Mata Norte de PE e Helder Vasconcelos, músico, cantor, compositor, bailarino e pesquisador, brincante de Cavalo Marinho e Caboclo de Pena do Maracatu Piaba de Ouro, apresentarão seus novos trabalhos.</p>
<p><strong>Adiel Luna promove encontro de mestres</strong> &#8211; Como já é tradição, o Mostra na Roda acolherá na sexta feira a Sambada do Lampião, um dos projetos culturais do espaço, que nesta edição, além do grupo da casa &#8211; o Bate o Ganzá-, terá como anfitrião o poeta cantador Adiel Luna que promoverá um grande encontro de mestres trazendo o Mestre Coquista Zé de Teté (Limoeiro) e Mestre Zezinho (do bairro de Casa Amarela).</p>
<p><strong>Robótica</strong> - Este ano o Mostra na Roda realizará, em parceria com a RoboLiv.re, a oficina de robótica nas tardes de sábado e domingo. A oficina terá o custo de R$ 50 por dia dia e é aberta a quem quiser participar.</p>
<p><strong>Capoeira</strong> &#8211; Sem esquecer da Capoeira, grande anfitriã deste projeto, o Centro apresentará, na abertura do evento na quarta-feira (28), um experimento surpresa: o “Capoeira de Salão”. Inspirado na ideia do “Capoeira Baile” do Mestre Itapuã Beiramar e na fala do Mestre Canjiquinha que dizia: “A Roda de Capoeira é como um grande salão de baile, o que o berimbau tocar você joga”, o Capoeira de Salão será um espaço para capoeiristas e não capoeiristas apreciarem, se divertirem e dançarem ou até mesmo jogarem Capoeira sem os elementos rituais da Roda de Capoeira tradicional.</p>
<p>O Mostra na Roda Ano 2 contará ainda com exposição da fotógrafa Christina Schug e com o espetáculo “Passo” da Compassos Cia de Dança, além de poesia com Luna Virtolina, Giuseppe Macena e Gleisson Nascimento, das performances teatrais Adito(Doida de Pedra) e das apresentações musicais de Lais de Assis e do projeto Sopro Fino. Além disso, haverá uma feira de artesanato e gastronomia com <em>food truck</em> nos jardins do Centro de Capoeira São Salomão. Veja a programação completa:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>2º Festival de Arte e Cultura Mostra na Roda</strong></p>
<p><strong>Quarta-feira (28)</strong><br />
19h &#8211; Abertura da Exposição Fotográfica &#8220;A vida na Roda&#8221; de Christina Schug<br />
20h &#8211; Capoeira de Salão</p>
<p><strong>Quinta-feira (1º)</strong><br />
20h &#8211; Passo &#8211; Espetáculo da Compassos Cia. de Dança</p>
<p><strong>Sexta-feira (2)</strong><br />
17h &#8211; Abertura da Feirinha de Artesanato e Comidas<br />
20h &#8211; Sambada do Lampião com o Bate o Ganzá, Coco de Sala com Adiel Luna, Zé de Teté, Zezinho de Casa Amarela e convidados</p>
<p><strong>Sábado (3)</strong><br />
14h às 17h &#8211; Oficina de Robótica, com a Roboliv.re<br />
17h &#8211; Feira de Artesanato e Gastronomia<br />
19h &#8211; Ádito in process &#8211; performance teatral (Coletivo Doida de Pedra)<br />
20h &#8211; Intervenção Poética com Giuseppe Mascena, Gleison Nascimento e Luna Vitrolina<br />
21h &#8211; Maciel Salú</p>
<p><strong>Domingo (4)</strong><br />
14h às 17h &#8211; Oficina de Robótica, com a Roboliv.re<br />
17h &#8211; Feira de Artesanato e Gastronomia<br />
18h &#8211; Laís de Assis<br />
19h15 &#8211; Sopro Fino<br />
20h30 &#8211; Hélder Vasconcelos</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
<strong>2º Festival de Arte e Cultura Mostra na Roda</strong><br />
Quando: de 28 de fevereiro (quarta-feira) a 4 de março (domingo), a partir das 17h<br />
Onde: Centro de Capoeira São Salomão (Av. Amaro Gomes Poroca, 267, Várzea, Recife/PE).<br />
As oficinas acontecerão das 14h às 17h no mesmo espaço.<br />
Ingresso para as apresentações artísticas e a exposição: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).<br />
O acesso à feira de artesanato e gastronomia é gratuito.</p>
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		<title>Urariano Mota leva &#8216;A mais longa duração da juventude&#8217; ao Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Dec 2017 20:07:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
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		<category><![CDATA[Urariano Mota]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias O escritor Urariano Mota, um defensor da democracia e de uma sociedade mais igualitária, conversou na última quarta-feira (6) com estudantes da Escola Técnica Maria José de Vasconcelos, em Bezerros, sobre o seu mais recente livro: A mais longa duração da juventude (2017), que faz uma reflexão importante e necessária sobre episódios comuns [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_55974" aria-labelledby="figcaption_attachment_55974" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187466414_55a144c0cd_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55974 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187466414_55a144c0cd_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">“Esse meu romance, A mais longa duração da juventude, remete à juventude que esteve no combate à ditadura, que tinha a idade, acreditem vocês, de 15 a 22 anos, no máximo. Que fez um combate clandestino&#8221;, explica o autor</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>O escritor Urariano Mota, um defensor da democracia e de uma sociedade mais igualitária, conversou na última quarta-feira (6) com estudantes da Escola Técnica Maria José de Vasconcelos, em Bezerros, sobre o seu mais recente livro: <b>A mais longa duração da juventude</b> (2017), que faz uma reflexão importante e necessária sobre episódios comuns ocorridos na sociedade brasileira durante o período da ditadura militar, em 1970, e nos dias atuais. O encontro integrou a programação de mais uma edição do <b>Outras Palavras</b>, ainda inédita em Bezerros, e que também teve a presença do poeta, cantador e repentista Adiel Luna.</p>
<p>A conversa com Urariano Mota foi mediada por Humberto de Jesus, integrante da equipe do <b>Outras Palavras</b>, que disse acreditar não haver <i>“ambiente mais apropriado do que esse, cheio de jovens, para falar sobre seu novo livro, que trata de questões que estão intrinsecamente ligadas à essa fase da vida e ao momento político atual. Eu queria que você falasse um pouco sobre essa obra”, </i>provocou o mediador.</p>
<div id="attachment_55972" aria-labelledby="figcaption_attachment_55972" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126402979_2ee532f29f_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55972 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126402979_2ee532f29f_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu tenho depoimento de jovens na idade de 23 anos que dizem que se veem neste romance, que percebem as coisas que passam hoje no Brasil e pelas quais eles sofrem”, citou Urariano Mota</p></div>
<p><i>“Me sinto à vontade em falar para vocês porque fui aluno de escola pública. Aliás, toda minha trajetória se fez na Escola Estadual Alfredo Freyre, em Água Fria, no Recife, e naquela época eu não tinha o conforto que vocês tem nessa escola. Lá não existia refeitório, quadra ou área de lazer. Mas o que é que tinha? Um quadro de professores muito acima da média, porque eram acima de tudo educadores, e também uma juventude, uns adolescentes, tão ou mais angustiados como vocês são hoje. E a gente tinha fome e sede de conhecimento”,</i> disse Urariano Mota, que participou de uma <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fundarpe/outras-palavras-para-falar-de-democracia-e-cultura-no-recife/" target="_blank">edição do <b>Outras Palavras</b> na escola onde estudou no semestre passado</a>.</p>
<p><i>“Hoje por exemplo, nesta quarta-feira (6), fomos atacados por uma notícia terrível. A Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais e levou presos o reitor e o vice-reitor. Vocês não têm talvez a dimensão dessa coisa bárbara. Primeiro porque o território do campus universitário é um terreno sagrado. Não é chegar assim e invadir. Levaram eles presos alegando que eles estariam com trabalho irregular num monumento para a memória da anistia que estão construindo. Quando eu vi essa notícia, e isso é uma pancada na gente, me ocorreu como cresce a responsabilidade, o combate e a resistência dos artistas e intelectuais brasileiros hoje. Nós estamos vivendo tempos sombrios, terríveis, que remetem à ditadura militar. Que, inclusive, esse memorial da anistia procurava reconhecer”,</i> refletiu o escritor pernambucano.</p>
<div id="attachment_55967" aria-labelledby="figcaption_attachment_55967" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038069607_71492123d0_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55967 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038069607_71492123d0_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Conversa com estudantes foi mediada por Humberto de Jesus, integrante da equipe do Outras Palavras</p></div>
<p><i>“Esse meu romance, <b>A mais longa duração da juventude</b>, remete à juventude que esteve no combate à ditadura, que tinha a idade, acreditem vocês, de 15 a 22 anos, no máximo. Que fez um combate clandestino. Mas o que eu acho interessante é que muitos leitores pegam este livro e se identificam com ele, mesmo estando na idade de vocês. Eu tenho depoimento de jovens na idade de 23 anos que dizem que se veem neste romance, que percebem as coisas que passam hoje no Brasil e pelas quais eles sofrem”,</i> citou Urariano Mota.</p>
<p><i>“O título se deu porque em um determinado ponto do romance o narrador procura os seus companheiros que estiveram com ele na ditadura, e reconhece que muitos deles já faleceram, e que alguns estão, digamos, inabilitados fisicamente, em cadeira de rodas. E quando ele acha os antigos companheiros vai passando uma passeata pela Rua Princesa Isabel, em direção ao Palácio do Governo, de jovens reclamando por mais verbas para a educação e com um abaixo-assinado pedindo por mais professores. Diante daquilo, quando ele vê a cena, ele diz: ‘essa é a juventude que eu buscava. Os novos companheiros são eles’, que terminam por fazer a mais longa duração da juventude. Assim como ali reclamavam por mais verbas para a educação, a de 1970 pedia contra decretos que queriam privatizar as universidades, ou situações como o famoso Decreto 477, que expulsava e tornava clandestinos estudantes em situação política”, </i>explicou o escritor.</p>
<div id="attachment_55966" aria-labelledby="figcaption_attachment_55966" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038064137_03273689ac_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55966 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038064137_03273689ac_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Quem não perdeu a vontade de dizer que essa sociedade que vivemos é profundamente injusta, termina fazendo a mais longa duração da juventude, porque a coisa mais velha que pode existir é o conformismo, é você se conformar com o mundo do jeito que ele está”, opinou Urariano Mota</p></div>
<p><i>“Esses jovens, que se rebelam, que pedem mudanças no pais, que querem um novo tempo para eles e seus pais, eles terminam fazendo a mais longa duração da juventude. Aqueles jovens que fomos, continuam neles. E em outro determinado do romance, o narrador, quando dois personagens discutem um com o outro, ele diz: ‘Nós não somos velhos’. E o segundo responde: ‘Eu sei, nós não perdemos o tesão de mudar este mundo’. Quem não perdeu a vontade de dizer que essa sociedade que vivemos é profundamente injusta, termina fazendo a mais longa duração da juventude, porque a coisa mais velha que pode existir é o conformismo, é você se conformar com o mundo do jeito que ele está”,</i> opinou.</p>
<p>Urariano Mota aproveitou para fazer os alunos refletirem sobre a lutas de classes no país. <i>“Talvez vocês não saibam, mas não se herda somente riqueza, pobreza também. Se vocês não apostarem em novos caminhos, vão herdar a pobreza dos seus pais. Só tem um modo de romper com isso, e é através da educação. E eu tenho na minha casa este exemplo. Meu pai trabalhava no cais, meus irmãos também, os filhos deles por sua vez, mas eu fui pelo caminho da leitura e educação. Porém, não fiquei rico não, porque a educação não faz ninguém assim, rico materialmente, de grana. Por outro lado, uma coisa é certa: por ela, vocês afastam a miséria pra bem longe, e não só a material, a miséria humana, os preconceitos. E seguramente os seus filhos serão menos pobres do que vocês foram”</i>, instigou o autor.</p>
<div id="attachment_55971" aria-labelledby="figcaption_attachment_55971" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126394239_f173c7eee1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55971 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126394239_f173c7eee1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Alguns alunos fizeram perguntas ao escritor, como Miguel Soares, do 1º ano</p></div>
<p>O estudante Miguel Soares, do 1º ano, pediu a fala e disse que participa no Facebook de algumas páginas políticas. <i>“Um dia li de uma pessoa que tinha um pensamento claramente reacionário algo assim: ‘Minha avó não acredita em pedra viva, mas ela não levou nenhum paulada porque ela não saia pra &#8216;badernar’. Não sei se é verdade, mas até roupa vermelha dizem que não podia usar, numa menção ao comunismo. Eu queria dizer que você dissesse o que despertou em você ser um militante político”,</i> questionou o jovem.</p>
<p><i>“Todo futuro da humanidade está com aqueles que saem pra fazer “baderna”. Quem fica em casa, vendo sua telenovela no sofá, e não protesta, não se reúne, não contribui em nada com as mudanças na sociedade. Parece mentira, mas até pouco tempo atrás mulher não tinha direito a votar. Quem conseguiu isso foram os baderneiros, que foram às ruas protestar, as feministas e sindicalistas, os comunistas. Levar cacete da polícia. E a mulher vota e acaba virando depois presidenta da república. Isso é um trabalho que vieram dos baderneiros”,</i> exemplificou Urariano Mota.</p>
<div id="attachment_55973" aria-labelledby="figcaption_attachment_55973" class="wp-caption img-width-493 aligncenter" style="width: 493px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187443094_64f8aead9e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55973 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187443094_64f8aead9e_k-493x486.jpg" width="493" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Ao término da conversa, Urariano Mota sorteou dois exemplares de seu recente livro entre os estudantes, e deixou outros dois na biblioteca da escola</p></div>
<p><i>“Essa opção que você chama, de militância, não é uma opção que a gente faz num estalo. Não é assim, até porque é uma opção tão complicada e difícil, de rompimento. O que é que aconteceu na minha formação? Os meus melhores amigos estavam na subversão e eram os caras que eu queria estar junto. Eram as pessoas que falavam sobre teatro, literatura, filosofia, que gostavam de música popular. Que valiam a pena a gente conversar e estar juntos. Essa é uma opção que a gente vai fazendo aos poucos, meio que continuado, e hoje você escreve sobre esse momento, que não é praticamente uma escolha, o tema foi quem te escolheu e te perseguiu o tempo todo”,</i> revelou, para depois sortear dois exemplares de seu recente livro entre os estudantes, e deixar outros dois na biblioteca da escola.</p>
<div id="attachment_55969" aria-labelledby="figcaption_attachment_55969" class="wp-caption img-width-526 aligncenter" style="width: 526px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031457958_5156dc0ae6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55969 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031457958_5156dc0ae6_k-526x486.jpg" width="526" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu só acredito numa transformação real da sociedade através da educação enquanto houver essa intercepção com a cultura. Enquanto a nossa cultura raiz não for levada pra escola, eu não acredito em alguma seriedade, porque cultura e educação devem andar juntas”, disse o cantador</p></div>
<p>A conversa foi seguida de uma apresentação do poeta Adiel Luna, nascido em São Lourenço da Mata mas, nas palavras dele próprio, um pernambucano que já morou em todas as principais regiões do estado. <i>“Eu acredito muito no projeto <b>Outras Palavras</b> e nessa abertura que as escolas dão a ele como um exercício para a escola que todo mundo sonha, não só o aluno e o professor, mas a comunidade e os artistas também. E eu só acredito numa transformação real da sociedade através da educação enquanto houver essa intercepção com a cultura. Enquanto a nossa cultura raiz não for levada pra escola, eu não acredito em alguma seriedade, porque cultura e educação devem andar juntas”,</i> disse o cantador, para depois cantar algumas de suas canções.</p>
<div id="attachment_55970" aria-labelledby="figcaption_attachment_55970" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031460758_aef722ffe1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55970 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031460758_aef722ffe1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Adiel Luna explicou aos estudantes seu processo de composição, bem como o que é métrica, rima e oração dentro do contexto da poesia</p></div>
<p style="text-align: left;" align="center">A estudante Fabiana Sales, do 2º anos, perguntou ao poeta como é feita sua poesia e de onde vem suas inspirações na hora de compor. “<i>A poesia existem alguns elementos que a gente consegue trabalhar de uma maneira muito prática. A rima, aquela repetição de palavras com a mesma terminação que dá um efeito estético. A métrica, o tamanho do verso, o metro. E a oração, toda história tem que ter começo meio e fim. A inspiração ela vem de todo lugar. Como eu trabalho de improviso, tem muita relação com a atmosfera, mas quando eu vou escrever, em geral, eu trato muito do ambiente rural e da minha visão do ambiente urbano. Alguém que veio do interior e hoje vive na cidade. A visão do mundo que eu acredito”,</i> detalhou Adiel Luna, para em seguida cantar uma canção que fez em homenagem à Zabé da Loca, pifanista que faleceu este ano.</p>
<div id="attachment_55968" aria-labelledby="figcaption_attachment_55968" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031448808_84e26105c1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55968 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031448808_84e26105c1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe do outras palavras, Urariano Mota, Adiel Luna e professores da escola</p></div>
<p><i>“A gente fala de identidade tem que ter cuidado pra não se prender no caminho, porque o convite pra que isso aconteça é muito grande. Eu, por exemplo, quando cheguei do interior na cidade para estudar, não gostava de usar sapatos. Gostava e me sinto mais à vontade com alpercatas. E por isso recebi logo o apelido de cangaceiro. Mas como eu queria me enturmar com o pessoal da escola, acabei comprando um tênis, horrível, muito desconfortável. Temos que ter cuidado com essas armadilhas, nossa identidade é ancestral e plural e isso deve ser motivo de alegria. Esse é meu ofício há quinze anos, comecei cedo aos 18, e tenho a maior honra de ser filho, neto e bisneto de poeta”,</i> declarou Adiel Luna.</p>
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		<title>Outras Palavras comemora dois anos de revolução no ambiente escolar</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/outras-palavras-comemora-dois-anos-de-revolucao-no-ambiente-escolar/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 23:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias Há dois anos uma equipe de educadores e profissionais da Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe, dispostos a mudar a realidade do ambiente escolar para melhor, deu iniciou a um projeto que revolucionou a vida de muita gente – principalmente a de jovens estudantes da rede pública de ensino. Nesta última quinta-feira [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_53089" aria-labelledby="figcaption_attachment_53089" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36158659343_a6a4c2f988_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-53089" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36158659343_a6a4c2f988_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Vários estudantes, que nunca haviam tido um contado direto com escritores pernambucanos na vida, saíram de lá empolgados com as histórias que ouviram durante a edição em Tacaimbó</p></div>
<p align="right"><b>Marcus Iglesias</b></p>
<p>Há dois anos uma equipe de educadores e profissionais da Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe, dispostos a mudar a realidade do ambiente escolar para melhor, deu iniciou a um projeto que revolucionou a vida de muita gente – principalmente a de jovens estudantes da rede pública de ensino. Nesta última quinta-feira (31), o<strong> Outras Palavras</strong> celebrou duas voltas em torno do sol e de resistência dentro das escolas, construindo na prática o ideal de fazer andarem lado a lado os conceitos de cultura e educação. A data comemorativa teve direito a uma edição inédita na EREM José Leite Barros, localizada no município de Tacaimbó, agreste do estado, com a presença de dois mestres da palavra encantada: a poetisa e escritora Cida Pedrosa e o cantador e repentista Adiel Luna.</p>
<p>Os números por si só mostram o quanto a revolução citada é real. Nos últimos dois anos, das 44 edições realizadas até aqui (incluindo a de Tacaimbó), a iniciativa atingiu 350 escolas, mais de oito mil alunos e distribuiu cerca de 4.500 livros nas bibliotecas por onde passou. Dentre os kits entregues nas instituições de ensino, há livros, CDs e DVDs produzidos com incentivo do Funcultura, além das publicações vencedores do Prêmio Pernambuco de Literatura, premiação concedida pela Secult-PE que já teve quatro edições.</p>
<div id="attachment_53085" aria-labelledby="figcaption_attachment_53085" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36796628212_a33d4e368d_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-53085" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36796628212_a33d4e368d_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Chegou a hora da gente falar e ir à luta, defendendo uma escola que seja de fato um ambiente de conhecimento e de resistência”, disse Márcia Branco, integrante da equipe do Outras Palavras</p></div>
<p>Márcia Branco, integrante da equipe do <strong>Outras Palavras,</strong> ao iniciar as atividades no EREM José Leite Barros, lembrou do papel importante que o projeto puxa para si, principalmente diante de tempos onde a desinformação parece prevalecer nos meios de difusão do conhecimento – como a internet, a rádio e a TV. <em>“Sobre esse momento e aproveitando que temos dois poetas conosco, quero dizer aqui um trecho de uma poesia de Eduardo Alves da Costa, chamada <b>No caminho com Maiakóvski, </b>que diz assim:<b> </b>‘[...] Na primeira noite eles se aproximam / e roubam uma flor do nosso jardim / E não dizemos nada / Na segunda noite, já não se escondem / pisam as flores / matam nosso cão / e não dizemos nada/ Até que um dia/ o mais frágil deles / entra sozinho em nossa casa / rouba-nos luz / e conhecendo nosso medo/ arranca-nos a voz da garganta / E já não podemos dizer nada. [...]’. O recado que quero deixar com essa poesia é que chegou a hora da gente falar e ir à luta, defendendo uma escola que seja de fato um ambiente de conhecimento e de resistência”,</em> ressaltou.</p>
<p>Com mediação do cineasta e jornalista Marcos Lopes, o debate com Cida Pedrosa teve como enfoque a produção literária da autora, que entre outras ocupações é também gestora da Secretaria da Mulher do Recife. A poeta subiu ao palco carregando uma malinha que continha dentro suas principais publicações, numa provocação para mostrar que ali carregava seu ofício. Ao todo, a escritora pernambucana nascida em Bodocó tem sete obras lançadas, dentre elas os livros <strong>Claranã</strong> e <strong>As Filhas de Lilith</strong> – relançado recentemente.</p>
<div id="attachment_53086" aria-labelledby="figcaption_attachment_53086" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36827734801_ee9c853dc6_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-53086 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36827734801_ee9c853dc6_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Cida Pedrosa subiu ao palco com uma maleta com várias publicações suas. Antes de ir embora, deixou de presente na biblioteca da escola exemplares de livro que escreveu ou fez parte</p></div>
<p><em>“Eu vou começar perguntando aqui: Quem gosta de poesia?”</em>, questionou Cida, presenciando algumas dezenas de mãos levantadas. <em>“E quem aqui já teve a oportunidade de conversar ao vivo com um escritor ou uma escritora?”</em>. Nesta hora, apenas quatro jovens levantaram a mão. <em>“A gente está o tempo inteiro habituado a dizer que seu fulano é pedreiro, dona Maria é professora, Geruza é enfermeira, João é vaqueiro. Falamos as profissões das pessoas, mas nunca imaginamos que João, que é vaqueiro, pode ser também um poeta aboiador. Nem pensamos que de repente a professora pode escrever contos nas horas vagas ou o pedreiro fazer literatura de cordel. Realmente, do ponto de vista legal, escrever ainda não é uma profissão. Existe uma batalha muito grande dos cordelistas e dos violeiros, do povo que faz a música e a poesia, para transformar isso em algo regulamentado por lei Mas esses livros que trago aqui comigo são minha produção, e ela é a produção de um escritor. Não deixa de ser um trabalho justo, e eu espero muito que a meninada que está aqui e queira ter este ofício um dia possa se sustentar assim”,</em> disse Cida Pedrosa.</p>
<div id="attachment_53087" aria-labelledby="figcaption_attachment_53087" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36967744855_a715726bba_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-53087  " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36967744855_a715726bba_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Dezenas de estudantes, a maioria pela primeira vez, puderam ter através deste Outras Palavras um contato direto com uma escritora pernambucana</p></div>
<p>A poeta aproveitou para falar um pouco sobre sua obra literária e destacar algumas de suas poesias preferidas. <em>“O livro <strong>Cântaro</strong> foi todo escrito em verso livre e verso branco, que não tem rima nem métrica. E vou ler aqui uma das poesias que estão nele, chamada <strong>Chama</strong>, que diz assim: ‘Não te direi o simples convite / Pois o meu corpo é dúvida / Cavalga em mim as incertezas / É dessa matéria a minh’alma / Há muitos anos curvas e círculos me habitam / Não te direi poesias de amor / Nem cantarei canções desesperadas / Mas se quiseres trago no peito o cheiro das estações / Na língua a infâmia dos oprimidos / Enfim, eu tenho o colo em chamas / Para fazer morada”,</em> concluiu.</p>
<p>Presente no local, o diretor de Cultura da Prefeitura de Tacaimbó, Ivanar Nunes, quis saber da autora se ela enxergava no ambiente literário uma desigualdade em relação a ela por conta do machismo ainda presente na sociedade. <em>“Essa é uma boa pergunta e eu digo que há diferença sim entre mulher e homem. Vocês estudam no vestibular sobre uma escritora chamada Rachel de Queiroz, que escreveu<strong> O Quinze</strong>. Essa mulher em 1952 ganhou o maior prêmio de literatura do Brasil, dado pela Academia Brasileira de Letras. Mas ela nunca fui eleita para integrar a ABL, apenas em 1972, já com quase 80 anos, e foi a primeira mulher a chegar lá. Só depois de ser conhecida no mundo todo. Hoje nós só temos seis mulheres na Academia Brasileira de Letras, das 40 vagas. A Academia Pernambucana de Letras tem 11 de 40 vagas. Na Câmara dos Deputados temos 10% de presença feminina. São números alarmantes. Precisamos fazer nossa voz ser ouvida. Recentemente eu produzi um trabalho chamado Poesia Bicho Fêmea que levou ao palco sete poetisas pernambucanas com mais de 70 anos que foram esquecidas pela crítica literária. Nomes como Adélia Prado e Lenilde Feiras, que apesar de ser paraibana mora aqui há muito</em><em> tempo. São minhas referências, e assim como elas há muitas outras autoras mulheres que precisam ter sua voz ouvida”,</em> opinou.</p>
<div id="attachment_53088" aria-labelledby="figcaption_attachment_53088" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36158787033_cb78b3a709_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-53088 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36158787033_cb78b3a709_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Sobre os próximos passos, Cida Pedrosa revelou: &#8220;Estou escrevendo um livro que é um único poema longo, que já tem umas 40 páginas no Word, sobre a minha ligação com o blues e o baião&#8221;.</p></div>
<p>Perguntada pela estudante Kelly Raiana, do 2º ano, sobre qual tipo de poesia ela gostava mais, Cida Pedrosa revelou estar empenhada numa nova publicação que bebe exatamente de sua trajetória.<em> “<strong>Claranã</strong> foi meu último livro publicado e ele foi todo metrificado. Eu tenho uma mania de inventar coisas, gosto de fazer cada livro de um jeito, e no momento estou escrevendo um livro que é um único poema longo, que já tem umas 40 páginas no Word, sobre a minha ligação com o blues e o baião. E nele eu bebo das várias formas de fazer poesia, seja a livre e urbana, imaginal, como a poesia popular, que também é maravilhosa. Mas neste último caso, por exemplo, existem poetas preconceituosos que colocam os gays e as mulheres em condições inferiores à deles. Não são todos, mas alguns fazem isso. E no Claranã eu busquei imprimir essa luta contra essa prática. Pensando nisso, fiz um galope (poemas com dez versos de onze sílabas) gay , um grito de luta dentro de uma métrica fechada que muitas vezes foi utilizada de forma preconceituosa. ‘Dois homens se encontram / No espaço do leito / No rumo da flecha / Que aponta pra Eros / Seus lanços são fortes / São quentes sinceros / Tal qual o desejo / Que trazem no peito / Se despem na noite / Num duo perfeito / Que costas se postam / Se entregam pra amar / E são duas fontes / De água a jorrar / Paixão de iguais / Feito em outra medida / Libertar a nau que ancora na vida / De amores benzidos na beira do mar’”</em>, recitou, sob aplausos da plateia.</p>
<div id="attachment_53084" aria-labelledby="figcaption_attachment_53084" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36779974866_a688e0e997_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-53084 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36779974866_a688e0e997_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Quem agora gosta de poesia?&#8221;, questionou Cida, para depois se emocionar com a quantidade de jovens impactados com sua obra</p></div>
<p>Ao fim da conversa, Cida Pedrosa ficou emocionada ao querer saber novamente quem gostava de poesia e perceber que o número de mãos levantadas praticamente duplicou em comparação à primeira vez que ela perguntou. Antes de se despedir, deixou com a escola cópias de As Filhas de Lilith, da antologia Francisco Espinhara, poesia possível e Um Rio de Poesia, organizado por Alexandre Ramos e que fala sobre os poetas do Pajeú. As duas últimas publicações contaram com incentivo do Funcultura.</p>
<p>Terceira vez participando do <strong>Outras Palavras</strong>, o cantador e repentista Adiel Luna já rodou bastante por todo Pernambuco levando sua cantoria de viola. Mas revela que é no ambiente de formação que se encontra como artista-cidadão.<em> “Costumo dizer que o meu papel como artista eu resolvo no palco, mas eu tenho um papel que venho desempenhando de maneira muito intuitiva e instintiva que é na escola. Já faz alguns anos que eu trabalho nessa linha, principalmente no que diz respeito à poética oral e tudo que a envolve. Pra mim é um prazer enorme porque o <strong>Outras Palavras</strong> é mais um palco que cumprir esse papel ativista. É ai que eu coloco toda minha força de transformação de um mundo que eu sonho. Este é um dos melhores palcos pisados que eu tenho pra poder tratar desse assunto, da riqueza que é a nossa poética popular”,</em> destacou.</p>
<div id="attachment_53094" aria-labelledby="figcaption_attachment_53094" class="wp-caption img-width-500 aligncenter" style="width: 500px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/outras-palavras-1-5.jpg"><img class="size-full wp-image-53094" alt="outras palavras-1-5" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/outras-palavras-1-5.jpg" width="500" height="331" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Faço votos para que esta iniciativa só cresça e que outros a imitem porque este é o caminho mais real para a educação que a gente tanto sonha”, celebra Adiel Luna sobre os dois anos do Outras Palavras</p></div>
<p>Mestre da improvisação com a palavra, Adiel falou na conversa com os jovens sobre sua experiência individual, não muito diferente de quem tem uma vida interiorana. <em>“Minha família toda faz cantoria, repente e poesia popular há anos, e eu tento acrescentar. Mas sou uma continuidade. Tento somar a isso os elementos que fui em busca. Muito embora tenha nascido num ambiente de muita tradição, eu naturalmente me interessei sobre outras modalidades musicais e trago também um pouco isso, como tento unir os dois universos (rural e urbano) em relação a minha carreira como poeta e cantador”</em>, comentou, para em seguida puxar uma toada de improviso e deixar o auditório da escola em silêncio para apenas ouvi-lo.</p>
<p>Na opinião do cantador, o <strong>Outras Palavras</strong> deveria ser ampliado e copiado por outras instituições governamentais. <em>“Eu só acredito em política pública de cultura quando ela está inserida no ambiente de formação, porque é nele que aprendemos as coisas importantes. Levar a possibilidade a esses cidadãos poderem ter um olhar diferente do que eles não estão acostumados a ter. Se apresentar é bom, mas essa troca é o verdadeiro protagonista desta ação. De alguma maneira eles conseguem se aproximar e tocar no que a gente faz, e isso cria um novo status entre a relação entre o público e o artista. Faço votos para que esta iniciativa só cresça e que outros a imitem porque este é o caminho mais real para a educação que a gente tanto sonha”,</em> celebra ele. Endossando o comentário, Cida Pedrosa acredita que &#8220;a cultura tem que andar bem ligada com a educação, são duas coisas que jamais podem andar separadas. E levar isso pra dentro das sala de aula e diante de tempos tão bicudos e difíceis, é realmente revolucionário&#8221;.</p>
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		<title>Outras Palavras leva música e literatura para escola de Capoeiras</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jul 2017 18:33:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Xavana Celesnah O projeto Outras Palavras está circulando pelo 27º Festival de Inverno de Garanhuns, realizando encontros em escolas públicas da cidade e de municípios adjacentes, com o objetivo de levar cultura e arte para as salas de aula, através de debates com escritores premiados e de apresentações de artistas e mestres da cultura popular. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Xavana Celesnah</strong></p>
<div id="attachment_51739" aria-labelledby="figcaption_attachment_51739" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Fer Verícimo/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/35826606670_2626d888f2_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-51739" alt="Fer Verícimo/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/35826606670_2626d888f2_z-607x425.jpg" width="607" height="425" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Sidney Rocha foi um dos convidados desta edição do 27º FIG</p></div>
<p>O projeto <b>Outras Palavras</b> está circulando pelo 27º Festival de Inverno de Garanhuns, realizando encontros em escolas públicas da cidade e de municípios adjacentes, com o objetivo de levar cultura e arte para as salas de aula, através de debates com escritores premiados e de apresentações de artistas e mestres da cultura popular. Na tarde da quinta (27), foi a vez da cidade de Capoeiras receber o projeto, que contou com a presença do escritor Sidney Rocha, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura e do cantador, violeiro e cordelista, Adiel Luna. O encontro aconteceu na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e também recebeu alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Luís Pereira Júnior, do município de Caetés.</p>
<div id="attachment_51743" aria-labelledby="figcaption_attachment_51743" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Fer Verícimo/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/35826578060_825652a049_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-51743" alt="Fer Verícimo/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/35826578060_825652a049_z-607x423.jpg" width="607" height="423" /></a><p class="wp-caption-text">Antonieta Trindade destacou a importância da integração da cultura com a educação dentro das escolas</p></div>
<p>A vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, que também é uma das idealizadoras do projeto iniciado em 2015, ressaltou a importância da integração da arte nas escolas. <em>“Temos uma riqueza cultural inestimável que precisamos valorizar. Através da articulação entre cultura e educação, podemos ir muito além do que nos dizem que é o limite. O Outras Palavras vem para difundir a obra de artistas e também para estimular a produção literária e cultural dos estudantes”</em>, disse Antonieta.</p>
<p>O evento começou com a apresentação de Adiel Luna, que cantou músicas de sua autoria e do cancioneiro popular tradicional, tocou viola, pandeiro e chocalho e falou sobre sua trajetória para uma plateia curiosa, que o questionou sobre como faz para levar seu trabalho para outros locais do país. <em>“Tive o privilégio de poder contar com o apoio das políticas públicas para divulgar o meu trabalho, já cantei basicamente no Brasil todo e penso que é importante termos a responsabilidade de garantir nossas heranças ancestrais e, ao mesmo tempo, dialogar com o contemporâneo”</em>, afirmou o músico, que participa pela segunda vez do Outras Palavras.</p>
<div id="attachment_51744" aria-labelledby="figcaption_attachment_51744" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Fer Verícimo/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/36219516905_1633a763dc_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-51744" alt="Fer Verícimo/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/36219516905_1633a763dc_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Adiel Luna conversou e apresentou suas canções para os estudante</p></div>
<p>Em seguida, foi exibido o curta metragem “A Hora da Saída”, produzido por estudantes da Escola Santa Paula Frassinete, do Recife, como resultado de uma oficina promovida pelo Cine Cabeça. O curta reflete sobre a felicidade que os alunos têm em largar de um dia de aulas, mostrando o quanto a escola tem se tornado um ambiente desinteressante. O projeto Outras Palavras vem com o objetivo de mudar essa situação através de atividades atrativas que educam e estimulam o senso crítico nas escolas.</p>
<p>Durante o debate, o escritor Sidney Rocha falou sobre seus livros para os estudantes que já haviam feito uma pesquisa sobre a obra do autor. <em>“Fiquei muito emocionado com os trechos sobre minha biografia que vocês colaram no corredor”</em>, declarou o escritor. Vencedor do maior prêmio literário do país, o Jabuti de Literatura, com o livro “O Destino das Metáforas”, Sidney deu um conselho para quem gosta de escrever: “cada um tem a sua voz, mas eu diria que para se tornar um bom escritor, é imprescindível a leitura. É importante também a imaginação e a memória, porque quem escreve, sente que a literatura está em todo lugar, até mesmo nos sonhos”, falou. “Matriuska”, “Sofia”, “Guerra de Ninguém” e o “Destino das Metáforas” foram os livros apresentados durante a conversa, que contou com a mediação do cineasta Marcos Enrique e com a participação da escritora Socorro Lacerda, que vai lançar o livro de contos infanto-juvenil “Vira-vira violeta”, sábado (29), às 10h, na Praça da Palavra, dentro do projeto Outras Palavrinhas, voltado para o público infantil. A banda LPJ, de estudantes da Escola Luiz Pereira Júnior, encerrou o encontro tocando músicas da Bossa Nova e algumas canções de forró, como “Eu só quero um xodó”.</p>
<p>De Capoeiras, o projeto segue para a escola de aplicação da UPE, em Garanhuns, e já tem agenda lotada até novembro deste ano. De acordo com Antonieta, a iniciativa está sendo tão bem recebida, que as prefeituras estão solicitando agendamentos para realizar o encontro, que antes era feito apenas com escolas da rede estadual de ensino. <em>“Aqui em Garanhuns, estamos fazendo uma parceria com o Programa Mãe Coruja, que tem feito oficinas de contação de histórias para mães da região e, em parceria com a Funase, também estamos realizando oficinas de grafitagem e hip-hop durante o festival”</em>, contou ela.</p>
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		<title>Tradição da cantoria nordestina ganha vez com Mestre Bule Bule e Adiel Luna</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jun 2017 19:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Xinxim da Baiana]]></category>

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		<description><![CDATA[Repentes e repertórios da música popular nordestina vão dar o tom do encontro Cantos Rurais, que reunirá a diversidade cultural e sonora de Pernambuco e Bahia nesta quinta (29), no Xinxim da Baiana, em Olinda. Na ocasião, a partir das 22h, Adiel Luna (PE) e Bule Bule (BA) apresentam um show inédito em Pernambuco, inspirados [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_50302" aria-labelledby="figcaption_attachment_50302" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/IMG_7796-copy.jpg"><img class="size-medium wp-image-50302" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/IMG_7796-copy-607x385.jpg" width="607" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">O projeto já foi apresentado em Salvador e em outras cidades do interior da Bahia, como Brumado, Cruz das Almas e Vitória da Conquista</p></div>
<p>Repentes e repertórios da música popular nordestina vão dar o tom do encontro<strong> Cantos Rurais</strong>, que reunirá a diversidade cultural e sonora de Pernambuco e Bahia nesta quinta (29), no Xinxim da Baiana, em Olinda. Na ocasião, a partir das 22h, Adiel Luna (PE) e Bule Bule (BA) apresentam um show inédito em Pernambuco, inspirados na tradição oral do Nordeste brasileiro. Os ingressos custam R$ 20.</p>
<p>Com elementos do samba de Roda, do Coco e da Cantoria de Viola, o espetáculo Cantos Rurais é diretamente ligado à cultura popular, resultado das ricas vivências de Bule Bule e Adiel Luna dentro da tradicional oralidade nordestina – o que dá aos poetas uma base muito consistente para a construção de um trabalho bastante singular.</p>
<p>Adiel e o Mestre Bule Bule se conheceram numa cantoria de viola, há cinco anos, e logo a parceria musical criou laços. <em>“Recebi a ligação de Joselito Nunes, poeta e amigo do Bule Bule, dizendo que o mestre estaria chegando no Recife e estava procurando cantador pra fazer a cantoria. Eu já ouvia falar de Bule Bule que era um cantador diferente, colocado à parte da cantoria, como um cantador mais diverso, mais polivalente”,</em> relembra Adiel Luna.</p>
<div id="attachment_1755" aria-labelledby="figcaption_attachment_1755" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Eric Gomes</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2013/11/Adiel-Luna.jpg"><img class="size-medium wp-image-1755" alt="Eric Gomes" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2013/11/Adiel-Luna-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Adiel e o Mestre Bule Bule se conheceram numa cantoria de viola, há cinco anos, e logo a parceria musical criou laços</p></div>
<p>Enquanto Bule Bule resgata sua multiplicidade artística, com forró, samba rural, tirana, licutixo, cantoria de viola, entre outros ritmos, Adiel também coleciona alguns gêneros vinculados à oralidade dos versos, como o coco de roda, maracatu de baque solto, toada e literatura de cordel.</p>
<p><em>“Cada conversa com ele, cada noite, é como se fosse uma universidade terminada, um curso concluído. No Xinxim da Baiana, teremos uma oportunidade única de presenciar esse show, que é a união dessas oralidades”.</em> Entre uma música e outra, Bule e Adiel interagem com o público, através de causos e versos descontraídos.</p>
<p>O projeto já foi apresentado em Salvador e em outras cidades do interior da Bahia, como Brumado, Cruz das Almas e Vitória da Conquista, e traz um clima íntimo e harmonioso com músicas autorais de Adiel e Bule Bule. O show conta com a participação dos músicos Luzico do Acordeon (sanfona), Alexandre Copinha (sopros), Rubem França (Violão de 8 Cordas), Johann Brehmer (percuteria), Andreza Karla (percussão), além dos músicos Helder Vasconcelos, Sérgio Cassiano e Bruno Lins.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Cantos Rurais, com Mestre Bule Bule e Adiel Luna<br />
Quinta (29)<br />
Xinxim da Baiana (Avenida Sigismundo Gonçalves, 742, Olinda)<br />
R$ 20<br />
Mais informações: (81) 3439 8447</p>
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		<title>Uma escola com Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Mon, 08 May 2017 13:33:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[adiel luna]]></category>
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		<category><![CDATA[mario filipe cavalcanti]]></category>
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		<description><![CDATA[Michelle Assumpção O quadro branco da sala de aula ainda está repleto do último assunto de química. Três metros de extensão por um de largura repleto de fórmulas, conceitos, exercícios e recomendação de tarefas para casa. Mas agora há instalado também um projetor e as cadeiras formam um círculo para receber os estudantes para uma [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Michelle Assumpção</em></p>
<p>O quadro branco da sala de aula ainda está repleto do último assunto de química. Três metros de extensão por um de largura repleto de fórmulas, conceitos, exercícios e recomendação de tarefas para casa. Mas agora há instalado também um projetor e as cadeiras formam um círculo para receber os estudantes para uma atividade diferente. Eles vão chegando com o mesmo olhar de quem, horas antes, tentou prestar o máximo de atenção nas informações do professor. Vencendo o cansaço e aquela vontade de checar no celular, mais uma vez, a última postagem. Agora serão Outras Palavras. Sim, nenhum outro nome seria melhor para batizar este projeto que na sexta-feira, 5 de maio, chegou a sua 260ª edição numa escola pública de Pernambuco. Consiste em reunir, numa sala de aula ampla ou auditório, alunos, professores, escritores e artistas. Juntar Cultura e Educação, e sobretudo mostrar que uma empodera a outra. Fazer crer que ler não é nada careta, aliás, pode ser revolucionário. Voltar a fazer da escola o lugar de estímulo às novas descobertas.</p>
<div id="attachment_48619" aria-labelledby="figcaption_attachment_48619" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras.jpg"><img class="size-medium wp-image-48619" alt="Jan Ribeiro/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Estudantes de Jaboatão vivenciaram manhã de trocas culturais</p></div>
<p>O convidado da vez, na escola Alzira da Fonseca Breuel, em Cajueiro Seco, Jaboatão dos Guararapes, é o escritor Mário Filipe Cavalcanti, vencedor do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura, e também o poeta, coquista e violeiro cantador Adiel Luna. Mário, que estudou todo ensino médio em escola pública, está animado em compartilhar sua experiência criativa com os alunos em fase de decidir que rumo tomar, com relação à sua formação profissional. Ele, que é um leitor voraz, sabe que os livros são decisivos na construção do indivíduo. E que cabe a cada um a decisão, independentemente da escola em que se estuda. “O jovem escolhe se vai chegar em casa e abrir o Youtube, o celular ou o livro. O que é mais fácil?”, provoca.</p>
<div id="attachment_48622" aria-labelledby="figcaption_attachment_48622" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-48622" alt="Jan Ribeiro/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-4-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Mário Filipe Cavalcanti conversou com os alunos</p></div>
<p>Para o escritor, uma obra só se completa quando alguém a lê. O livro vai estimular e aumentar o vocabulário, oferecer exemplos de experiências de vida, suscitar debates políticos e filosóficos e, especialmente no jovem, gerar cidadania e voz ativa. “Nosso papel na vida vai além daquilo que dizem que a gente pode ser. Ler e produzir leitura é uma forma de resistir a tudo que nos oprime que está posto”, reflete. Na conversa com os alunos, Mário deu mais uma real: “literatura boa dá um soco no seu crânio, e potencializa a criação artística”. Para provocar ainda mais, ele pergunta quantos dali leram, pelo menos, um livro. Todos levantam a mão. Depois pergunta quem leu dois, e segue avançando nos números enquanto o número de mãos levantadas vai diminuindo.</p>
<p>Uma menina, porém, foge às estatísticas e diz que perdeu as contas do quanto já leu. Wilyene Venceslau, 17, topa inclusive o desafio de ir lá na frente da sala recitar um de seus poemas, pois além de grande leitora, também poetisa, e vem guardando histórias desde muito cedo. “Sempre tive paixão pelos livros e na adolescência veio a necessidade de escrever. Foi quando comecei a formar meu senso crítico. Passar um dia sem ler era desperdiçar meu tempo”, conta. Wily, como as amigas a chamam, fortaleceu sua identidade de gênero e tem nos temas que envolvem o universo feminino a temática mais forte de suas poesias e contos. Filha de uma mãe que criou sozinha ela e a irmã, Wily diz que o estímulo para a leitura não veio de casa (hoje ela é quem leva livros para a mãe e a irmã lerem), mas da sorte de ter tido alguns professores que a estimularam. Mas também tem certeza de que já nasceu com alguma verve para a literatura.</p>
<div id="attachment_48623" aria-labelledby="figcaption_attachment_48623" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras5.jpg"><img class="size-medium wp-image-48623" alt="Jan Ribeiro/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras5-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Estudante recita suas poesias para os colegas</p></div>
<p>Inteligente, ela também reflete sobre a falta de leitura entre a grande maioria dos jovens da sua geração. “Não adianta querer que eles comecem pelos clássicos. Eles tem que começar lendo assuntos e autores que gostam. Porque de primeira é um choque, e ele pode ficar desmotivado se for obrigado a ler uma coisa que não entende. O ser humano é influenciável e tudo é uma questão de saber lidar”, diz. Para Wily, a leitura é uma ferramenta de libertação. “A geração da gente quer mudar tudo, mas tem que ir buscar e não depender somente do professor. Se eu não tivesse buscado estaria no grupo dos que não acreditam (em mudança). Por que tem pessoas cujo interesse é manter a gente numa bolha de ignorância, para poder nos manipular”, reflete.</p>
<p>Os irmãos gêmeos Alexandre e Alexsandro, 17, confessaram que ler nunca foi um hábito entre eles. Mas gostam de mangá, e também leem notícias de jornal. “Para entender o cenário da política e essa bagunça toda que está ai”, diz Alexandre. E por que não leem mais? “Acho interessante, mas a gente vai fazendo outras coisas, quando vê falta tempo, não criamos o hábito”, conta Alexsandro. Quando começa o bate papo com os escritores, os garotos não desviam a atenção. Estão atentos e animados pelas ideias ali lançadas.</p>
<div id="attachment_48620" aria-labelledby="figcaption_attachment_48620" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-48620" alt="Jan Ribeiro/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-2-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O cantador Adiel Luna também participou do encontro</p></div>
<p>O poeta e violeiro Adiel Luna, atento a toda conversa no fundão da sala, está só esperando sua vez de atuar. Ele encerra a atividade contando causos, poesias, fazendo graça enquanto ensina aos meninos a importância que é viver a cultura que se tem. “Conseguiram colocar na cabeça da gente que tudo que vem do meio rural é pobre, é cafona, feio e não vale a pena. E isso vai afastando muito jovem da cultura tradicional do seu próprio lugar. Meu maior orgulho é ter resistido a isso. Vamos acreditar mais na gente e no que é nosso, principalmente nesse momento político por que passa o país”, conclama Adiel, a esta altura, já com o domínio da sala inteira.</p>
<p>Viu como é fácil o consumo de poesia, Alexandro? Sim, mas ele nunca duvidou que era. Falta só falta fazer da leitura uma prática diária. O escritor Mário Filipe dá o exemplo: “tenho nove livros de cabeceira neste momento”. Ler é combustível de quem escreve, diz ele. E de quem estuda também. Para Mário, é preciso desengessar o ensino. “Os meninos passam de ano, mas não aprendem. Quem está recebendo conteúdo também tem muito o que ensinar”, provoca.</p>
<div id="attachment_48621" aria-labelledby="figcaption_attachment_48621" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribiero/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-48621" alt="Jan Ribiero/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-3-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, entregou kit literário para a escola</p></div>
<p>O Outras Palavras serve para isso. Para apresentar, instigar, incentivar, provocar. Dura um dia apenas, mas assim como para plantar basta um só dia, o projeto vai colhendo frutos. Até agora já foram 5.752 mil alunos que participaram, em 260 escolas visitadas, que juntas receberam 3.749 livros para distribuir e promover leituras com seus estudantes. Na escola Alzira da Fonseca, os livros dos autores pernambucanos que foram doados (entre eles, o premiado Caninos Amarelados, de Mário Filipe) ficam na Geladeira Cultural. Uma geladeira desativada feita de móvel que guarda livros que os próprios alunos trazem, levam, devolvem, numa dinâmica de liberdade e confiança que deve permear todo ambiente em que se deseje o progresso.</p>
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		<title>Festival Arte na Usina movimenta a Mata Sul do Estado</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2016 15:27:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Localizada no município de Água Preta, Zona da Mata Sul de Pernambuco, a Usina Santa Terezinha, desativada há 15 anos, vai ser palco de uma grande ebulição cultural entre os dias 11 e 20 de novembro. É o Festival Arte na Usina que, pelo segundo ano consecutivo, movimenta o local com uma ampla programação composta por [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/usinasantaterezinha_divulgacao.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-41826" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/11/usinasantaterezinha_divulgacao-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Localizada no município de Água Preta, Zona da Mata Sul de Pernambuco, a Usina Santa Terezinha, desativada há 15 anos, vai ser palco de uma grande ebulição cultural entre os dias 11 e 20 de novembro. É o Festival Arte na Usina que, pelo segundo ano consecutivo, movimenta o local com uma ampla programação composta por shows, performances, mesas de discussão, exibições de filmes, palestras, exposições e 25 oficinas gratuitas de oito modalidades artísticas.</p>
<p>Ao passo em que celebra a própria cultura e sua conexão com a natureza, o festival tem como principal objetivo estimular a criação, o desenvolvimento artístico e a interiorização da cultura nos municípios de Água Preta, Xexéu e entornos, buscando inserir a Usina Santa Terezinha dentro de um roteiro turístico na região. &#8221;<em>A usina tem uma situação complexa, o que a gente tenta fazer  é transformar o local numa usina de ideias</em>&#8220;, conta o artista plástico paraibano José Rufino, curador do evento ao lado de Fábio Delduque (SP).</p>
<p>Ao todo, mais de 15 artistas de todo o Brasil passarão pelo espaço durante os dez dias de programação, entre eles  nomes como Ronaldo Fraga, José Rufino, Alice Ruiz, Siba, Laura Vinci, Hugo França, Silvério Pessoa, Adiel Luna, Sagrama, Helder Vasconcelos, Leda Catunda, Fábio Delduque, entre outros.</p>
<div id="attachment_39147" aria-labelledby="figcaption_attachment_39147" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leo Caldas/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/28688534546_5bf6dff95c_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-39147 " alt=" Leo Caldas" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/28688534546_5bf6dff95c_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O cantor Siba é um dos destaques da programação musical do evento</p></div>
<p>&#8220;<em>Alguns convidados trabalham com a cultura mais erudita, como Laura Vinci, Marcelo Coutinho, enquanto outros como Helder Vasconcelos ou Leda Catunda, de São Paulo, já têm apropriação do ambiente mais popular como mote do trabalho. Não teve um padrão na escolha dos criadores envolvidos, mas todos eles têm o espírito de acreditar no poder de transformação da arte.</em>&#8220;, explica Rufino. &#8220;<em>Ronaldo Fraga, por exemplo, apesar de ser designer de moda, faz parte da experiência de vários rincões pelo Brasil. Onde ele chega, ele motiva. Ele é um catalisador e não apenas um designer de escritório que pesquisa um tema e faz uma referência a uma época tal numa coleção de roupa, é muito mais que isso</em>.&#8221;</p>
<p>De acordo com o curador, o festival faz parte de um projeto maior, intitulado Arte na Usina, desenvolvido ao longo do ano na região. &#8220;<em>Desde o ano passado, a gente vem buscando trabalhar num equilíbrio entre a arte contemporânea, a botânica e transformação social. Porque a região pede isso. Os municípios da Mata Sul são muito carentes de atividades culturais e têm um índice de desenvolvimento humano muito baixo. Não faria sentido realizar um projeto voltado pra cultura  sem esse mergulho nas comunidades locais, fazendo com que a própria população motivasse o  formato do projeto</em>.&#8221;</p>
<p>Conhecido pela relação com as tradições populares, especialmente o Cavalo Marinho e o Maracatu Rural, o músico, ator e dançarino pernambucano Helder Vasconcelos vai ministrar, durante o festival, a oficina <em>Pulso Presença, </em>além de sair em cortejo com seu grupo, Boi Marinho. &#8220;<em>O diferencial é que eu vou adaptar essas duas atividades à realidade do local. A proposta é integrar as pessoas dos municípios, encontrar esse foco de artistas e atuadores da arte, da música e da dança e estimular a criação deles, dar uma energizada. Existe um interesse em mexer na autoestima do lugar, num sentido profundo, humano. Isso é muito bonito, é encantador</em>&#8220;, acredita Helder.</p>
<div id="attachment_21815" aria-labelledby="figcaption_attachment_21815" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Naty Torres</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/Helder-Vasconcelos-foto-de-Naty-Torres-01.jpg"><img class="size-medium wp-image-21815" alt="Naty Torres" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/Helder-Vasconcelos-foto-de-Naty-Torres-01-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Além de ministrar uma oficina de formação, Helder Vasconcelos participa do festival com o grupo Boi Marinho</p></div>
<p>Há mais de um ano envolvido com atividades de formação no local, o violeiro, cantador, poeta e cordelista Adiel Luna, vai apresentar o projeto <em>Recantos</em>, junto com o cantor Bruno Lins, fundador da banda Fim de Feira. Com elementos das toadas de gado, da cantoria de viola, do forró, do coco de roda e do samba rural, eles passeiam de forma íntima pelo cancioneiro popular – ora apresentando músicas próprias, ora visitando cantos que revelam um Brasil singelo, encantador e muito rico. Entre uma música e outra, Adiel e Bruno contam causos, recitam versos e brincam com o público, num show harmonioso, carregado de improviso e bastante descontraído.</p>
<p>&#8220;<em>Pra mim, levar meu trabalho pra o festival Arte na Usina, seja de palco ou de formação, é estar fazendo parte de um processo transformador, de algo realmente importante, algo digno. É um ambiente que me deu tudo que eu tenho hoje, em relação à cultura, ao entendimento enquanto artista, enquanto ser político, capaz de fazer arte, de fazer poesia. Acredito que a Mata Sul vai ser transformada a partir dessa história. Não se trata somente de um festival, existe um potencial ali que precisava ser provocado e agora está acontecendo. Onde se moía cana pra açúcar e etanol, agora está se moendo arte, cultura e transformação social. Isso é muito forte. A partir das iniciativas da Usina de Arte, aquele local vai ganhar uma outra cara que vai repercutir daqui a cincos, seis, oito, dez anos</em>.&#8221;</p>
<div id="attachment_28190" aria-labelledby="figcaption_attachment_28190" class="wp-caption img-width-324 alignright" style="width: 324px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/adiel-cuca.jpg"><img class="size-medium wp-image-28190  " alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/adiel-cuca-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O cantor e poeta Adiel Luna vai apresentar o projeto &#8220;Recantos&#8221;, em parceira com Bruno Lins</p></div>
<p style="text-align: left;">Além de uma grade artística ampliada em relação à última edição, a organização do evento traz como novidade, este ano, hospedagens no estilo “pousada domiciliar” oferecida por membros da comunidade que residem na vila da Usina, estimulando a cadeia econômica da região. As opções de leitos e casas poderão ser visualizadas no <a href="http://www.usinadearte.org" target="_blank"><strong>site</strong></a> e o trâmite de reserva se dará por meio de articulação direta entre hóspede e cicerone. Também será disponibilizada uma área para <em>camping</em>, munida de estrutura de banheiros, além de uma Praça de Alimentação mobilizada por empreendedores locais do ramo gastronômico.</p>
<p style="text-align: left;">Confira a programação completa do Festival Arte na Usina:</p>
<p><strong>11/11 – Sexta</strong><br />
Noite | 20h – Show &#8211; Sagrama</p>
<p><strong>12/11 – Sábado</strong><br />
Manhã | 9h às 13h – Oficina Ampliação do Olhar com Camila Leão<br />
Noite | 18h – Curta Amigos na Diferença, produzido na Safra 2015 (entrega dos DVDs)<br />
19h – Filme Expedição Serrinha na UST de Beto Brant<br />
20h – Show &#8211; Adiel Luna e Bruno Lins</p>
<p><strong>13/11 – Domingo</strong><br />
Manhã | 9h às 13h – Oficina Ampliação do Olhar com Camila Leão<br />
Tarde | 15h às 17h – Oficina Ressignificação de Resíduos Vegetais com Hugo França<br />
Noite | 19h – Curta Ô de Marcelo Coutinho<br />
19h30 – Filme Som Ao Redor de Kleber Mendonça</p>
<p><strong>14/11 – Segunda</strong><br />
Manhã | 9h às 13h – Oficina Ampliação do Olhar com Camila Leão<br />
9h às 12h – Oficina Pintura Expandida com Leda Catunda<br />
9h às 12h – Oficina Pulso Presença com Helder Vasconcelos<br />
Tarde | 14h às 17h – Oficina Haikai com Alice Ruiz<br />
14h às 17h – Oficina Ressignificação de Resíduos Vegetais com Hugo França</p>
<p><strong>15/11 – Terça</strong><br />
Manhã | 9h às 13h – Oficina Ampliação do Olhar com Camila Leão<br />
9h às 12h – Oficina Pintura Expandida com Leda Catunda<br />
9h às 12h – Oficina Pulso Presença com Helder Vasconcelos<br />
Tarde | 14h às 17h – Oficina Haikai com Alice Ruiz<br />
Noite | 19h – Mesa Mediação na Arte com Fábio Delduque, Diógenes Moura e Joana D’Arc<br />
22h – Monólogo Não Danifique os Sinais com Diógenes Moura</p>
<p><strong>16/11 – Quarta</strong><br />
Manhã | 9h às 13h – Oficina Ampliação do Olhar com Camila Leão<br />
9h às 12h – Oficina Pintura Expandida com Leda Catunda<br />
9h às 12h – Oficina Pulso Presença com Helder Vasconcelos<br />
Tarde | 14h às 17h – Oficina Haikai com Alice Ruiz<br />
14h às 18h – Oficina Pequenas Construções Tridimensionais com Laura Vinci<br />
14h às 18h – Oficina Dance Yoga com Lu Brites<br />
Noite | 19h – Mesa Arte como Transformação com José Rufino, Bitu Cassunde e Zé Luiz Passos<br />
21h – Cine Performance Brasil S/A com trilha sonora ao vivo de Benjamim Taubkin</p>
<p><strong>17/11 – Quinta</strong><br />
Manhã | 9h às 13h – Oficina Ampliação do Olhar com Camila Leão<br />
9h às 12h – Oficina Pintura Expandida com Leda Catunda<br />
9h às 12h – Oficina Pulso Presença com Helder Vasconcelos<br />
Tarde | 14h às 18h – Oficina Pequenas Construções Tridimensionais com Laura Vinci<br />
14h às 18h – Oficina Dance Yoga com Lu Brites<br />
14h às 17h – Oficina Croquis e Memória Gráfica com Ronaldo Fraga<br />
Noite | 19h – Mesa Popular e Erudito com Marcelo Coutinho, Leda Catunda e Helder Vasconcelos<br />
21h – Show – Siba</p>
<p><strong>18/11 – Sexta</strong><br />
Manhã | 9h às 13h – Oficina Ampliação do Olhar com Camila Leão<br />
9h às 12h – Oficina Pintura Expandida com Leda Catunda<br />
9h às 12h – Oficina Pulso Presença com Helder Vasconcelos<br />
Tarde | 14h às 18h – Oficina Pequenas Construções Tridimensionais com Laura Vinci<br />
14h às 18h – Oficina Dance Yoga com Lu Brites<br />
14h às 17h – Oficina Croquis e Memória Gráfica com Ronaldo Fraga<br />
Noite | 19h – Palestra com Ronaldo Fraga<br />
21h – Show – Bandavoou</p>
<p><strong>19/11 – Sábado</strong><br />
Manhã | 9h às 13h – Montagem da Exposição<br />
Tarde | 14h às 18h – Oficina Pequenas Construções Tridimensionais com Laura Vinci<br />
15h – Concentração do Boi Marinho<br />
17h – Desfile do Boi Marinho com Helder Vasconcelos<br />
Noite | 20h – Performance Alunos com Lu Brites<br />
22h – Show – Silvério Pessoa</p>
<p><strong>20/11 – Domingo</strong><br />
Manhã | 10h – Abertura da Exposição Arte na Usina Safra 2016</p>
<p>Saiba mais sobre os artistas convidados do Festival Arte na Usina:</p>
<p><strong>Alice Ruiz:</strong> Poeta e compositora. Ministra palestras e oficinas de haikai no Brasil desde 1990. Mais de 20 livros publicados de poesia, traduções e livros para crianças. Dois prêmios Jabuti de poesia e cinco livros incluídos no PNBE.</p>
<p><strong>Hélder Vasconcelos:</strong> Músico, ator e dançarino, formado nas tradições do Cavalo Marinho e do Maracatu Rural de Pernambuco. É um dos fundadores do grupo musical Mestre Ambrósio, que surgiu em 1992.</p>
<p><strong>Benjamim Taubkin:</strong> A música brasileira e seu diálogo com as outras culturas vêm sendo o campo de atividade deste pianista, arranjador, compositor e produtor. Iniciou o estudo do piano aos 18 anos e logo passou a se dedicar integralmente a esta atividade.</p>
<p><strong>Joana D’Arc:</strong> Doutora em História pela UFPE e Mestre em Sociologia, na Universidade Estadual Paulista &#8211; Júlio de Mesquita Filho, Campus Araraquara/SP, tem experiência na área de História do Brasil, Historiografia e Contemporânea com ênfase em História da Arte e da cultura, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura, arte e contemporaneidade, história da arte brasileira, mediação cultural.</p>
<p><strong>Laura Vinci:</strong> Escultora, artista intermídia, pintora, desenhista e gravadora. Formou-se em Artes Plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado e fez seu mestrado na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. A artista tem participado de várias exposições no Brasil e no exterior.</p>
<p><strong>Diógenes Moura:</strong> Escritor, curador de fotografia e editor independente. Atualmente trabalha na edição dos livros A Placa Mãe (autorretrato físico) e O Livro dos Monólogos – Recuperação para Ouvir Objetos (textos em formato de leituras dramáticas). Premiado no Brasil e exterior foi Curador de Fotografia do Brasil pelo Sixpix/Fotosite, em 2009.</p>
<p><strong>Fábio Delduque:</strong> Artista plástico multidisciplinar tem em seu currículo exposições, instalações, pinturas mural, cenários, performances, direção de arte de shows e cinema, além de uma intensa atividade como produtora cultural e curador. Desde a década de 1980, vem realizando exposições e instalações em diversas galerias e museus no Brasil e exterior. É curador e diretor do Festival de Arte Serrinha desde a sua criação em 2002.</p>
<p><strong>Siba:</strong> Um dos criadores do grupo Mestre Ambrósio, iniciou uma longa história de aprendizado e colaboração, exercitando ao longo dos anos os fundamentos da arte da poesia rimada, tornando-se um dos principais mestres da nova geração da ciranda e do maracatu na atualidade. Assim como os arranjos, chamam atenção os versos criados por Siba. Extremamente poéticos e bem-humorados, a força da música nordestina está no canto que vem da garganta deste também bom cantor.</p>
<p><strong>Adiel Luna:</strong> Poeta, violeiro, cantador, cordelista e mestre de maracatu de baque solto, Adiel Luna é considerado um dos mais importantes artistas de sua geração que insiste em valorizar as tradições nordestinas em seu trabalho autoral.</p>
<p><strong>Hugo França:</strong> Nasceu em Porto Alegre, em 1954. Em busca de uma vida mais próxima da natureza, mudou-se para Trancoso, na Bahia, no início da década de 80, onde viveu por 15 anos. Lá, percebeu o grau de desperdício na extração e uso da madeira, vivência que pautou seu trabalho. Desde o final dos anos 1980, desenvolve &#8220;esculturas mobiliárias&#8221;, expressão usada primeiramente pela crítica Ethel Leon e adotada pelo designer por sua precisão em descrever a produção que ele executa a partir de resíduos florestais e urbanos &#8211; árvores condenadas naturalmente, por ação das intempéries ou pela ação do homem. As peças criadas pelo designer nascem de um diálogo criativo com a matéria-prima: tudo começa e termina na árvore. Ela é a sua inspiração; suas formas, buracos, rachaduras, marcas de queimada e da ação do tempo provocam sua sensibilidade e o conduzem a um desenho cuidadosamente escolhido, uma intervenção mínima que gera peças únicas.</p>
<p><strong>Silvério Pessoa:</strong> É cantor, violonista e pianista. Ganhou projeção nacional com o Cascabulho, em 1994, com a qual fez turnês por Canadá, Estados Unidos e Alemanha. Fez de seus trabalhos uma referência à linguagem, aos modos e costumes da gente pernambucana, e inspirações não lhe faltam nunca pra misturar ciranda com baião, forró com maracatu, com referências e reverências a grandes artistas. É essencialmente contemporâneo, dialoga com rock, pop, punk e intervenções eletrônicas. Um verdadeiro sincretismo musical de tudo o que ele vê e ouve por aí, acompanhando os oito discos gravados desde o início da carreira solo.</p>
<p><strong>Ronaldo Fraga:</strong> Estilista mineiro, cenógrafo e autor brasileiro. É formado em design de moda pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pós-graduado pela Parsons School of Design de Nova York. É conhecido por valorizar as raízes e a cultura brasileira em suas peças, por fugir de tendências e por sua versatilidade artística. Utiliza suas criações para levantar discussões políticas e culturais.</p>
<p><strong>Lu Brites:</strong> Gaúcha, educadora e artista do corpo, com mais de 20 anos de experiência e forte pesquisa autora, une a experiência como diretora de movimento aos conhecimentos de Yoga e formação como bailarina. Desenvolveu o Dance Yoga e o método de Coaching Corporal, que tem no corpo o canal de entrada para a busca da saúde física, emocional, energética e expressiva. Aplica seus conceitos de movimento em diferentes áreas como: arte, saúde e bem estar.</p>
<p><strong>Leda Catunda:</strong> Pintora, escultora, artista gráfica e visual e professora brasileira, é considerada um dos maiores talentos surgidos na década de 1980, explorando os limites entre a pintura e o objeto.</p>
<p><strong>Bule-bule:</strong> Repentista, cordelista, sambador, tiraneiro, forrozeiro, brincante, Antônio Ribeiro da Conceição, nome artístico Bule-Bule, é conhecido como o maior repentista da Bahia, também é um excelente cordelista, com mais de 100 títulos publicados. Em 2008 foi condecorado com a maior premiação brasileira para a Cultura, a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura.</p>
<p><strong>Sagrama:</strong> Com uma formação instrumental acústica, o grupo, criado pelo professor, compositor e flautista Sérgio Campelo, em 1995, no Conservatório Pernambucano de Música, recebe influência do Movimento Armorial e dos ritmos tradicionais do Nordeste como frevo, baião, caboclinho, etc. Compôs as trilhas sonoras dos espetáculos A Ver Estrelas, direção de João Falcão e Adriana Falcão; Fernando e Isaura, direção de Carlos Carvalho; Quem Tem, Tem Medo, direção de Junior Sampaio, entre outras. Para o cinema, criou a trilha do filme O Auto da Compadecida, do diretor Guel Arraes. Em 2013, o grupo realizou apresentações em cidades da França e da Bélgica. O SaGrama está entre os principais grupos instrumentais do Nordeste.</p>
<p><strong>Bandavoou:</strong> Grupo de música brasileira formado no Recife em 2011. Misturando composições a fotografia em movimento, o grupo pernambucano, ganhou público através de vídeos postados na internet. Com composições que flertam com a linguagem popular e vídeos com rico teor fotográfico, segue como uma boa aposta na nova música popular do Brasil.</p>
<p><strong>Benjamim Taubkin:</strong> A música brasileira e seu diálogo com as outras culturas vêm sendo o campo de atividade deste pianista, arranjador, compositor e produtor. Iniciou o estudo do piano aos 18 anos e logo passou a se dedicar integralmente a esta atividade.</p>
<p><strong>Bitu Cassunde:</strong> Carlos Eduardo Bitu Cassundé é curador do Museu de Arte Contemporânea do Ceará e coordenador do Laboratório de Artes Visuais do Porto Iracema das Artes. Foi curador assistente e coordenador de pesquisa no Museu de Arte Contemporânea do Ceará.</p>
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