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	<title>Portal Cultura PE &#187; claudionor germano</title>
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		<title>Homenageados do Carnaval de Pernambuco 2024 recebem troféus da governadora Raquel Lyra</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Feb 2024 14:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os grandes homenageados do Carnaval de Pernambuco 2024 participaram de um encontro com a governadora Raquel Lyra e a vice, Priscila Krause, nesta quarta-feira (7), no Palácio do Campo das Princesas. Os cantores Alceu Valença, Lia de Itamaracá e Claudionor Germano receberam das mãos das gestoras troféus em reconhecimento ao legado artístico. Os artistas ainda [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Os grandes homenageados do Carnaval de Pernambuco 2024 participaram de um encontro com a governadora Raquel Lyra e a vice, Priscila Krause, nesta quarta-feira (7), no Palácio do Campo das Princesas. Os cantores Alceu Valença, Lia de Itamaracá e Claudionor Germano receberam das mãos das gestoras troféus em reconhecimento ao legado artístico. Os artistas ainda cantaram alguns dos sucessos no palco montado no jardim da sede do Governo de Pernambuco. Esta é a primeira vez que o Estado reverencia esses ícones da cultura e da música no ciclo carnavalesco. Este ano, a festividade recebe o dobro do investimento aplicado no ano passado. Serão R$ 20 milhões destinados a contratações de artistas da cultura popular, que farão 820 apresentações em 91 municípios.</p>
<p>“Quando falamos de Claudionor Germano, Lia de Itamaracá e Alceu Valença, nós estamos homenageando quem garantiu que o Carnaval de Pernambuco pudesse ser parte da cultura do Brasil e do mundo. Eles são símbolos do que Pernambuco é, uma cultura popular com identidade forte. Vamos fazer o melhor e maior Carnaval do Estado, com a garantia de segurança pública e a alegria que o nosso povo sabe fazer”, destacou a governadora Raquel Lyra.</p>
<p>“Fico feliz porque existe esse reconhecimento. O maior pagamento que recebo do meu trabalho é a simpatia e o bem-querer que esse povo tem por mim, e eu por ele”, registrou Claudionor Germano. A cantora Lia de Itamaracá também dividiu o sentimento da noite. “Estou recebendo essa homenagem ainda viva. Isso é que é muito importante para mim. Eu viva, com muita energia, muita força, muita luta, muita garra e muito axé”, falou Lia. Por sua vez, Alceu Valença expressou o que é o Carnaval para ele. “O Carnaval de Pernambuco é tradicional e ao mesmo tempo é atual. Ele se renova. E eu tenho o prazer de participar dessa festa e de levar a cultura de Pernambuco para tudo que é canto”, disse Alceu.</p>
<p>O Carnaval de Pernambuco é realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), da Secretaria Estadual de Turismo (Setur-PE) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). Entre as ações realizadas durante o período carnavalesco estão o apoio ao Homem da Meia-Noite, com o incentivo de R$ 100 mil, e ao Galo da Madrugada, que recebe o investimento na ordem de R$ 700 mil.</p>
<p>“É uma noite muito especial para todos nós que fazemos o Governo de Pernambuco, poder homenagear três ícones dos nossos carnavais. Lia de Itamaracá e Claudionor Germano, que são Patrimônios Vivos, e Alceu Valença, juntos, contam a história dos Carnavais pernambucanos”, ressaltou a secretária de Cultura, Cacau de Paula.</p>
<p>Durante o evento, a governadora entregou uma homenagem a Luz Morena, filha de Naná Vasconcelos, pela forte contribuição do seu pai na cultura pernambucana e brasileira. Na ocasião, ainda se apresentaram o Maracatu Estrela de Ouro e o Maracatu Leão Coroado.</p>
<p>Estiveram presentes também o deputado estadual Izaías Régis, os prefeitos Mano Medeiros (Jaboatão dos Guararapes) e Lucielle Laurentino (Bezerros), secretários estaduais, além dos artistas Almir Rouche, Nonô Germano, Novinho da Paraíba, Marron Brasileiro, Ed Carlos, Benil, André Rio e Pecinho Amorim.</p>
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		<title>Governo de Pernambuco homenageia Alceu Valença, Claudionor Germano e Lia de Itamaracá no Carnaval 2024</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jan 2024 13:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Governo de Pernambuco fará uma homenagem inédita a três grandes vozes da cultura pernambucana no Carnaval 2024: Alceu Valença, Claudionor Germano e Lia de Itamaracá. Ícones da festa e cantores reverenciados no mundo todo, Claudionor Germano e Lia de Itamaracá são Patrimônios Vivos do Estado. Alceu Valença, por sua vez, é detentor da Medalha [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_106232" aria-labelledby="figcaption_attachment_106232" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Felipe Souto Maior - Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Lia-de-Itamaracá.jpg"><img class="size-medium wp-image-106232" alt="Felipe Souto Maior - Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Lia-de-Itamaracá-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A cantora Lia de Itamaracá será uma das homenageadas do Carnaval de Pernambuco 2024</p></div>
<p>O Governo de Pernambuco fará uma homenagem inédita a três grandes vozes da cultura pernambucana no Carnaval 2024: Alceu Valença, Claudionor Germano e Lia de Itamaracá. Ícones da festa e cantores reverenciados no mundo todo, Claudionor Germano e Lia de Itamaracá são Patrimônios Vivos do Estado. Alceu Valença, por sua vez, é detentor da Medalha da Ordem do Mérito Guararapes, título concedido ao artista pela sua representatividade na cultura pernambucana.</p>
<p>“O Carnaval de Pernambuco deste ano será uma linda e grande festa que vai reverenciar a história de artistas que contribuem para Pernambuco, para o Brasil e para o mundo. Lia de Itamaracá, Claudionor Germano e Alceu Valença representam o encanto na nossa cultura e vão abrilhantar ainda mais o nosso Carnaval, assim como fizeram em todas as suas trajetórias. Por isso me sinto muito feliz e honrada por ter feito esse convite e por eles terem aceitado serem os grandes homenageados”, destacou a governadora Raquel Lyra.</p>
<div id="attachment_44496" aria-labelledby="figcaption_attachment_44496" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/Claudionor-3-Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-44496" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/Claudionor-3-Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Outro homenageado deste ano é Claudionor Germano, Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
<p>Para Cacau de Paula, secretária estadual de Cultura, os três homenageados são responsáveis por elevar e fortalecer o nome e a imagem de Pernambuco. “Quando pensamos nas vozes do Carnaval de Pernambuco é inevitável lembrar destes três artistas, nomes que representam não só a cultura popular como a música pernambucana das últimas décadas. Artistas que levam o nome do nosso Estado para todas as partes do mundo e que enchem o coração do nosso povo com canções que fazem parte da nossa história e da memória coletiva”, observou.</p>
<p>A presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Renata Borba, ressaltou que o trabalho dos artistas é um legado para a cultura. “É importante destacar que Claudionor e Lia são Patrimônios Vivos do Estado, assim como Alceu é comendador de Pernambuco, o que por si só já demonstra a força de suas artes. Neste ano, serão reverenciados pelo governo estadual como representantes da nossa cultura que merecem reconhecimento e respeito”, disse.</p>
<div id="attachment_72647" aria-labelledby="figcaption_attachment_72647" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/alceu-valença-foto-costa-neto-secult-pe-fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-72647" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/alceu-valença-foto-costa-neto-secult-pe-fundarpe-607x430.jpg" width="607" height="430" /></a><p class="wp-caption-text">Alceu Valença também é um dos artistas confirmados na homenagem do Governo de Pernambuco</p></div>
<p><strong>Perfis</strong></p>
<p>Alceu Valença é um cantor, compositor e cineasta brasileiro que surgiu como expoente da geração da música nordestina, nos anos 70, sendo um dos primeiros a promover a união do som nordestino com a guitarra elétrica &#8211; no conhecido movimento musical “udigrudi”. Nascido na cidade de São Bento do Una, no Agreste Central de Pernambuco, no dia 1º de julho de 1946, carrega na bagagem uma obra composta por mais de 30 discos, em quase cinquenta anos de carreira, e canções consolidadas no campo afetivo como Anunciação e Tropicana.</p>
<p>O cantor Claudionor Germano da Hora nasceu no Recife, no dia 10 de agosto de 1932, e hoje está com 91 anos, a maior parte deles dedicados à interpretação de canções de frevo. Famoso pelo trabalho como intérprete de Nelson Ferreira, foi de Capiba que ele gravou o maior número de composições &#8211; 132 músicas somente deste compositor, num total de 553.</p>
<p>Lia de Itamaracá nasceu na ilha do Litoral Norte pernambucano no dia 12 de janeiro de 1944 e desde cedo é cheia de familiaridade com a música e a dança, em especial com a ciranda. A artista comanda as atividades do Centro Cultural Estrela de Lia, onde são oferecidas oficinas culturais e diversas apresentações artísticas. Hoje, é um dos mais representativos nomes femininos da música brasileira e, por essa razão, recebeu títulos como o de doutora honoris causa da Universidade Federal de Pernambuco, em 2019; e o de Comendadora da Ordem do Mérito Cultural, pela Presidência da República, em 2004.</p>
<p><strong>Carnaval de Pernambuco</strong></p>
<p>O Carnaval de Pernambuco é realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secult-PE, da Fundarpe, da Secretaria Estadual de Turismo (Setur-PE) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). A convocatória deste ano recebeu mais de 1.500 inscrições de artistas, grupos culturais e fazedores de cultura em geral, e tem como objetivo valorizar e fortalecer a cultura pernambucana nas 12 Microrregiões de Desenvolvimento do Estado, promovendo a habilitação de propostas de artistas, grupos, orquestras e agremiações tradicionais para compor a programação do Ciclo Carnavalesco.</p>
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		<title>Patrimônio Vivo, Claudionor Germano prepara-se para o seu 90º Carnaval</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2023 19:39:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das maiores vozes da música pernambucana, Claudionor Germano, aos 92 anos, segue firme também como um dos artistas que mais carregam a expressão do Carnaval de Pernambuco.  Este ano o cantor, que também é Patrimônio Vivo de Pernambuco, fará apenas uma apresentação durante o Carnaval, na 57ª edição do Baile Municipal do Recife.  “Sou [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_44496" aria-labelledby="figcaption_attachment_44496" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/Claudionor-3-Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-44496" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/Claudionor-3-Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Em 2023, pretende dar início ao projeto “Claudionor Germano 90 Carnavais”, com homenagens por meio de várias manifestações culturais de Pernambuco, como maracatu, frevo, caboclinho e grupos de dança</p></div>
<p>Uma das maiores vozes da música pernambucana, Claudionor Germano, aos 92 anos, segue firme também como um dos artistas que mais carregam a expressão do Carnaval de Pernambuco.  Este ano o cantor, que também é Patrimônio Vivo de Pernambuco, fará apenas uma apresentação durante o Carnaval, na 57ª edição do Baile Municipal do Recife.  “Sou o único artista que participou de todos os Bailes Municipais, sem faltar nenhum”, ressalta Claudionor Germano, destacando sua cadeira de honra no evento.</p>
<p>Também em 2023, pretende dar início ao projeto “Claudionor Germano 90 Carnavais”, com homenagens por meio de várias manifestações culturais de Pernambuco, como maracatu, frevo, caboclinho e grupos de dança.</p>
<div id="attachment_44497" aria-labelledby="figcaption_attachment_44497" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/Claudionor-4-Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-44497" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/Claudionor-4-Jan-Ribeiro-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Claudionor Germano foi titulado como Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2017</p></div>
<p>Claudionor Germano da Hora nasceu no Recife, no dia 10 de agosto de 1932. Irmão de Abelardo da Hora e do temido professor Bianor da Hora, Claudionor dividia a fama dentro de casa. Nas ruas, era o afamado cantor, mas não raro era abordado por desconhecidos: “Não é você o irmão do professor Bianor?”. Mas no Carnaval não tinha pra nenhum irmão. Eram seu nome e sua voz que ecoavam nas rádios e nos bailes da cidade.</p>
<p>Sua trajetória começa na Rádio Clube de Pernambuco, em 1947, depois segue para a Rádio Tamandaré e, por último, Rádio Jornal do Commercio. Dirigido pelo lendário maestro Guerra Peixe, tornou-se cantor da orquestra de Nelson Ferreira e, a partir de 1954, passou a integrar o elenco da Fábrica de discos Rozemblit. Sob o selo Mocambo, desta gravadora, passou a gravar, a partir de 1959, os frevos de Capiba. Foi Capiba quem o procurou dizendo que queria que ele gravasse seus frevos. Segundo o intérprete, Nelson Ferreira, “que era ciumento”, veio logo em seguida, pegando-o pelo braço e cobrando que ele gravasse seus frevos também.</p>
<div id="attachment_21153" aria-labelledby="figcaption_attachment_21153" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/Claudionor-2-divulgacao.jpg"><img class="size-medium wp-image-21153" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/Claudionor-2-divulgacao-607x456.jpg" width="607" height="456" /></a><p class="wp-caption-text">Sou o único artista que participou de todos os Bailes Municipais, sem faltar nenhum”, ressalta Claudionor Germano, destacando sua cadeira de honra no evento recifense</p></div>
<p>Foi assim que foi gravado, em 1959 para o carnaval de 1960, o disco Capiba, 25 anos de Frevo; e o de Nelson Ferreira, O que eu Fiz e você gostou, com clássicos de frevos canções e marchas que até hoje estão na boca do povo. No ano seguinte, Nelson compôs e Claudionor gravou mais um álbum: O que faltou e você pediu. De Capiba, gravou Carnaval com C de Capiba. E não deixou de brincar com o famoso e conceituado compositor: Carnaval é com C, de Capiba e Claudionor.</p>
<p>Sua fama já era grande e o reconhecimento não faltou. Por seis anos, na década de 60, recebeu o prêmio de Melhor Cantor das rádios de Pernambuco. “Só reconheço os dois hexas, o meu de melhor cantor e do Clube Náutico do Recife”, brinca Claudionor, que apesar da torcida pelo time do timbu, gravou hino pros outros dois maiores times de Pernambuco: Santa Cruz e Sport. Sem falar nas músicas que também eternizou para o Asa de Arapiraca, o CRB de Alagoas, e o ABC de Natal.</p>
<p>Foi Capiba quem forneceu o maior número de composições que Claudionor já gravou. Foram 132 músicas somente deste compositor, num total de 553. O levantamento foi feito pelo amigo e pesquisador Antônio Batista, que mergulhou na trajetória fonográfica de Claudionor. “Ele me deu a relação com os títulos e assinou embaixo. Ele achou que eu não estava acreditando muito e desafiou, ‘pode ir lá na minha casa que eu te mostro’. Foi assim que o frevo me abraçou”, conta Claudionor, que com a popularidade de ser um rei do frevo, já foi representar o ritmo no Japão, Estados Unidos, Cuba e Argentina.</p>
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		<title>Claudionor Germano e Valéria Moraes falam de frevo e genialidade em live da Secult</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Feb 2022 19:09:14 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/live.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-91019" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/02/live-388x486.jpg" width="388" height="486" /></a></p>
<p>O Frevo comemora, em 2022, 10 anos do título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, concedido pela Unesco em 2012. Para chegar a este reconhecimento, muitos nomes da cultura pernambucana dedicaram boa parte da vida para criar, com muita genialidade, letras, composições e até inventar um estilo próprio de cantar, como foi o caso de Claudionor Germano. O cantor, junto com Valéria Moraes, neta de um dos maiores compositores e regentes de bloco que o Recife já viu, Edgard Moraes, participam de <em>live</em> produzida pela Secretaria de Cultura de Pernambuco. O programa Cultura em Rede vai ao ar nesta terça-feira (15), às 19h, no canal da Secult-PE no Youtube  (<strong><a href="http://www.youtube.com/SecultPE" target="_blank">www.youtube.com/SecultPE</a></strong>) e também no Facebook (<a href="http://www.facebook.com/culturape" target="_blank"><strong>www.facebook.com/culturape</strong></a>). Para mediar a conversa, foi convidado Marco Cézar, mestre em música, compositor, arranjador, professor do Conservatório Pernambucano de Música, instrumentista e diretor musical.</p>
<p>Na<em> live</em>, intitulada “O tema é frevo e genialidade”, serão reverenciados nomes que fizeram do frevo essa grande expressão popular. Claudionor Germano, que neste ano completa 90 anos de vida e 75 de carreira, começou a trajetória como cantor de rádio. Foi o primeiro artista a gravar um disco só com músicas de Carnaval. Animava foliões em bailes carnavalescos na década de 1950. Nos anos 80, comandava a Frevioca. Participou de nada menos que 52 bailes municipais. É considerado a “Voz do Frevo”. <em>“Sinto-me feliz em ver o tempo passar e eu cumprindo meu dever de cidadão abraçando o frevo como causa de vivência e satisfação de vida. Meu trabalho foi feito com carinho, com amor e com responsabilidade, sobretudo”</em>, diz ele.</p>
<p>Valéria Moraes, produtora artística do Coral Edgar Moraes, que completa 35 anos em 2022, vem representando o avô, que nos deixou em 1974. Seu legado permanece: foram quase 100 frevos dos mais variados estilos. Autodidata, se inspirou no irmão, Raul Moraes, que também era músico e compositor e que faleceu precocemente. Edgard tem mais de 100 frevos entre frevos de bloco, de rua e frevos-canção. <em>“Era considerado o General 5 Estrelas da Folia, porque ele gostava muito de Carnaval. Era o ‘general’ que comandava toda essa trupe na época de Carnaval”</em>, conta Valéria. O coral carrega o DNA de Edgar Moraes, pois as participantes são todas filhas, netas, sobrinhas e bisnetas deste grande ícone do frevo, que participou, como regente, de alguns dos mais famosos blocos de Carnaval do Recife, como Madeira do Rosarinho, Inocentes de São José, Banhistas do Pina e Batutas de São José.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Live “O tema é frevo e genialidade”, com a participação de Claudionor Germano e Valéria Moraes e mediação de  Marco Cézar<br />
Quando: 15 de fevereiro de 2022 (terça-feira), às 19h<br />
Transmissão: <strong><a href="http://www.youtube.com/SecultPE" target="_blank">www.youtube.com/SecultPE</a></strong> | <a href="http://www.facebook.com/culturape" target="_blank"><strong>www.facebook.com/culturape</strong></a></p>
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		<title>Campanha busca preservar saberes e tradições dos Patrimônios Vivos de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 13:29:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o objetivo de perpetuar o legado dos mestres da cultura popular por meio de cinco minidocumentário, o projeto Memórias de Pernambuco – Patrimônios Vivos abre uma chamada pública para quem tiver interesse em apoiar a iniciativa. A primeira fase do projeto vai contemplar cinco patrimônios vivos: os xilogravuristas J. Borges e Mestre Dila, o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_72856" aria-labelledby="figcaption_attachment_72856" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/47029646011_014ede5702_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-72856 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/47029646011_014ede5702_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A cirandeira Maria Cristina Andrade, Patrimônio Vivo de Pernambuco, foi uma das selecionadas para participar do projeto</p></div>
<p>Com o objetivo de perpetuar o legado dos mestres da cultura popular por meio de cinco minidocumentário, o projeto Memórias de Pernambuco – Patrimônios Vivos abre uma chamada pública para quem tiver interesse em apoiar a iniciativa. A primeira fase do projeto vai contemplar cinco patrimônios vivos: os xilogravuristas J. Borges e Mestre Dila, o coreógrafo fundador do Balé Popular André Madureira, o cantor Claudionor Germano, e a cirandeira Maria Cristina Andrade.</p>
<p>A campanha de financiamento coletivo aposta que a preservação do legado artístico e cultural desses expoentes é de interesse público. Os interessados em colaborar com o projeto devem acessar o site da Benfeitoria (<a href="https://benfeitoria.com/memoriasdepernambuco" target="_blank"><strong>www.benfeitoria.com/memoriasdepernambuco</strong></a>) e fazer sua contribuição – que será recompensada em forma de arte.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/FYF0ndSzSWQ" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>O projeto pretende produzir uma galeria virtual onde essas personalidades falem sobre seus trabalhos e trajetórias de vida, em depoimentos que mostrarão ao mundo o legado da cultura popular de Pernambuco. A iniciativa é inédita e o conteúdo será disponibilizado gratuitamente na internet, no site <strong><a href="http://www.memoriasdepernambuco.com.br" target="_blank">www.memoriasdepernambuco.com.br</a></strong>.</p>
<p>A iniciativa foi a única do Nordeste contemplada na primeira chamada do edital público de Matchfunding do BNDES, que alinha financiamento coletivo e aporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Conta com idealização da jornalista e pesquisadora Lydia Barros, realização da Artepe (Associação de Realizadores de Teatro de Pernambuco), com produção executiva da Fervo Projetos Culturais, e direção audiovisual de Rodrigo Barros com fotografia de Teresa Maia.</p>
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		<title>Claudionor Germano: rei do frevo, patrimônio de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2017 20:07:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
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		<description><![CDATA[Michelle Assumpção Claudionor Germano da Hora nasceu no Recife, no dia 10 de agosto de 1932. Nunca soube o porquê, mas seu aniversário sempre foi comemorado no dia 19 de abril. Não é uma informação que lhe interesse muito hoje, aos 84 anos, reconhecido Patrimônio Vivo de Pernambuco. São mais as memórias de quase setenta [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Michelle Assumpção</em></p>
<div id="attachment_44495" aria-labelledby="figcaption_attachment_44495" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/claudionor-2-Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-44495 " alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/claudionor-2-Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Patrimônio Vivo de Pernambuco, Claudionor Germano celebra setenta anos de carreira.</p></div>
<p>Claudionor Germano da Hora nasceu no Recife, no dia 10 de agosto de 1932. Nunca soube o porquê, mas seu aniversário sempre foi comemorado no dia 19 de abril. Não é uma informação que lhe interesse muito hoje, aos 84 anos, reconhecido Patrimônio Vivo de Pernambuco. São mais as memórias de quase setenta anos de atividade musical que ocupam sua narrativa, e seguem lhe dando o suporte para sempre mais um Carnaval. Mesmo tendo anunciado, há alguns anos que, “esse ano é o último”, Claudionor sente-se tão vivo e animado, que basta chegar mais uma época de folia de Momo que os convites já começam a aparecer e ele, pensando em dar conta. Atualmente também acalenta outras vontades, uma delas, que vai sendo estimulada pelas filhas, é gravar um disco com serestas e músicas românticas. “Quando comecei minha carreira na Rádio Jornal do Commercio era assim, então está nos planos gravar as serestas e ainda pretendo fazer”, conta Claudionor.</p>
<p>Irmão de Abelardo da Hora e do temido professor Bianor da Hora, Claudionor dividia a fama dentro de casa. Nas ruas, era o afamado cantor, mas não raro era abordado por desconhecidos: “Não é você o irmão do professor Bianor?”. Mas no Carnaval não tinha pra nenhum irmão. Eram seu nome e sua voz que ecoavam nas rádios e nos bailes da cidade. “O jornalista José Teles me disse que eu fui o único artista a comparecer às cinquenta e duas edições do Baile Municipal do Recife”, diz Claudionor, que até ano passado esteve na programação do tradicional festa de carnaval do estado. Este ano, o Baile comemora sua 57ª edição.</p>
<div id="attachment_44497" aria-labelledby="figcaption_attachment_44497" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/Claudionor-4-Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-44497" alt="Claudionor contabiliza 52 Bailes Municipais e 553 músicas gravadas. Foto: Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/Claudionor-4-Jan-Ribeiro-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Claudionor Germano contabiliza 52 Bailes Municipais e 553 músicas gravadas.</p></div>
<p>Sua trajetória começa na Rádio Clube de Pernambuco, em 1947, depois segue para a Rádio Tamandaré e, por último, Rádio Jornal do Commercio. Dirigido pelo lendário maestro Guerra Peixe, tornou-se cantor da orquestra de Nelson Ferreira e, a partir de 1954, passou a integrar o elenco da Fábrica de discos Rozemblit. Sob o selo Mocambo, desta gravadora, passou a gravar, a partir de 1959, os frevos de Capiba. Foi Capiba quem o procurou dizendo que queria que ele gravasse seus frevos. Segundo o intérprete, Nelson Ferreira, “que era ciumento”, veio logo em seguida, pegando-o pelo braço e cobrando que ele gravasse seus frevos também.</p>
<p>Foi assim que foi gravado, em 1959 para o carnaval de 1960, o disco <em>Capiba, 25 anos de Frevo</em>; e o de Nelson Ferreira, <em>O que eu Fiz e você gostou</em>, com clássicos de frevos canções e marchas que até hoje estão na boca do povo. No ano seguinte, Nelson compôs e Claudionor gravou mais um álbum: <em>O que faltou e você pediu</em>. De Capiba, gravou <em>Carnaval com C de Capiba</em>. E não deixou de brincar com o famoso e conceituado compositor: <em>Carnaval é com C, de Capiba e Claudionor</em>.</p>
<p>Sua fama já era grande e o reconhecimento não faltou. Por seis anos, na década de 60, recebeu o prêmio de Melhor Cantor das rádios de Pernambuco. “Só reconheço os dois hexas, o meu de melhor cantor e do Clube Náutico do Recife”, brinca Claudionor, que apesar da torcida pelo time do timbu, gravou hino pros outros dois maiores times de Pernambuco: Santa Cruz e Sport. Sem falar nas músicas que também eternizou para o Asa de Arapiraca, o CRB de Alagoas, e o ABC de Natal.</p>
<p>Foi Capiba quem forneceu o maior número de composições que Claudionor já gravou. Foram 132 músicas somente deste compositor, num total de 553. O levantamento foi feito pelo amigo e pesquisador Antônio Batista, que mergulhou na trajetória fonográfica de Claudionor. “Ele me deu a relação com os títulos e assinou embaixo. Ele achou que eu não estava acreditando muito e desafiou, ‘pode ir lá na minha casa que eu te mostro&#8217;. Foi assim que o frevo me abraçou”, conta Claudionor, que com a popularidade de ser um rei do frevo, já foi representar o ritmo no Japão, Estados Unidos, Cuba e Argentina.</p>
<div id="attachment_44501" aria-labelledby="figcaption_attachment_44501" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/claudionor.jpg"><img class="size-medium wp-image-44501" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/claudionor-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Ativo e atento ao cenário cultural, Claudionor tem novos projetos em mente</p></div>
<p>Sobre a amplitude da fama de Claudionor, o crítico musical e historiador José Ramos Tinhorão reconheceu e publicou:<br />
“Embora tenha começado pelas canções de Vicente Celestino, embora não podendo deixar de sofrer, já rapaz, a influência fulminante do seresteiro carioca Orlando Silva&#8230; embora pagando o preço da moda, ao iniciar a carreira profissional na Rádio Club de Pernambuco em 1949 como <em>crooner</em> do conjunto Ases do Ritmo, foi como cantor de música tipicamente pernambucana que o estilo de Claudionor Germano se firmou. A ponto de, já em 1967, poder surgir diante dos milhares de brasileiros de todas as regiões que se acotovelavam no Estádio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, durante o II Festival Internacional da Canção, como a única voz capaz de emprestar o indispensável toque à vigorosa canção de Capiba, &#8216;São os do Norte que vêm&#8217;. Atualmente tão identificado com a música de sua região que pode ser considerado o cantor oficial do Recife&#8230; Claudionor Germano consegue, no entanto, um privilégio de que poucos artistas podem se orgulhar: sem sair de sua terra pode ser ouvido como uma autêntica voz nacional.”</p>
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		<title>Conselho de Preservação elege seis novos Patrimônios Vivos de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2016 18:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural]]></category>
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		<category><![CDATA[Dedé Monteiro]]></category>
		<category><![CDATA[IX Concurso do Patrimônio Vivo]]></category>
		<category><![CDATA[José Rufino da Costa Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre João Elias Espíndola]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre José Lopes]]></category>
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		<description><![CDATA[O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) elegeu, na manhã desta quinta-feira (15), os seis mais novos Patrimônios Vivos de Pernambuco. O CEPPC destacou a valorosa contribuição de todos os 68 candidatos que participaram do concurso à cultura pernambucana e, em votação única, atribuiu o título ao Clube Carnavalesco Mixto Seu Malaquias (agremiação carnavalesca), [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_43206" aria-labelledby="figcaption_attachment_43206" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/novos-patrimonios-vivos.jpg"><img class="size-medium wp-image-43206" alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/novos-patrimonios-vivos-607x327.jpg" width="607" height="327" /></a><p class="wp-caption-text">A titulação dos novos Patrimônios acontecerá até o final do mês de dezembro, no Palácio do Campo das Princesas</p></div>
<p style="text-align: justify;">O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) elegeu, na manhã desta quinta-feira (15), os seis mais novos Patrimônios Vivos de Pernambuco. O CEPPC destacou a valorosa contribuição de todos os <strong>68 candidatos</strong> que participaram do concurso à cultura pernambucana e, em votação única, atribuiu o título ao <strong>Clube Carnavalesco Mixto Seu Malaquias</strong> (agremiação carnavalesca), a <strong>José Rufino da Costa Neto</strong> (Dedé Monteiro &#8211; poeta popular), ao <strong>Mestre João Elias Espíndola</strong> (rendeiro), à <strong>Sociedade Musical 15 de Novembro</strong> (banda musical), ao cantor e compositor <strong>Claudionor Germano</strong> (frevo) e ao <strong>Mestre José Lopes</strong> (mamulengueiro).</p>
<p style="text-align: justify;">Márcia Souto, presidente do CEPPC e da Fundarpe, ressaltou que mais uma vez &#8220;o Governo de Estado de Pernambuco valoriza e reconhece os mestres da cultura pernambucana&#8221; e que, diante de candidatos tão estimados à nossa cultura, o trabalho dos conselheiros foi árduo. &#8220;Ao longo de quatro sessões, todos os 68 candidatos tiveram a oportunidade de apresentar suas atividades aos conselheiros, que, além de conhecerem pessoalmente os mestres e mestras pernambucanas, puderam compartilhar de seus saberes&#8221;, disse. A presidente destacou também o esforço da Fundarpe/Secult-PE em garantir espaço para os Patrimônios Vivos nas suas ações, bem como difundir, preservar e fazer circular seus conhecimentos. &#8220;O nosso projeto <em>Outras Palavras</em>, que é uma iniciativa que integra ações de cultura, arte e cidadania nas escolas do Estado, sempre conta com a presença de um Patrimônio Vivo. A recepção desses mestres e mestras entre os alunos é extremamente calorosa, fato que nos faz inclui-los cada vez mais nas nossas atividades&#8221;, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Os seis novos Patrimônios Vivos são fruto do <strong>11º Concurso de Registro do Patrimônio Vivo</strong>, que elegeu os candidatos de 2015/2016. O Secretário Estadual de Cultura, Marcelino Granja, parabenizou o empenho dos conselheiros na escolha dos candidatos e destacou que &#8220;os Patrimônios Vivos representam a mais rica expressão do povo pernambucano&#8221; e que a premiação &#8221;reforça a galeria de mestres e mestras que marcam a nossa identidade cultural com a diversidade, tradição e criatividade artística&#8221;. O gestor estadual também ressaltou que, graças à reformulação da lei atual, &#8220;todo ano serão eleitos seis novos Patrimônios Vivos, o que confirma o êxito dessa ação da política de cultura do Governo do Estado&#8221;. A titulação dos novos Patrimônios Vivos acontecerá até o final de dezembro, numa solenidade no Palácio do Campo das Princesas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BREVE PERFIS  DOS SEIS NOVOS PATRIMÔNIOS VIVOS</strong></p>
<div id="attachment_43219" aria-labelledby="figcaption_attachment_43219" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Banda-15-de-Novembro_Foto_Costa-Neto_SecultPE_Fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-43219" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Banda-15-de-Novembro_Foto_Costa-Neto_SecultPE_Fundarpe-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>BANDA 15 DE NOVEMBRO</strong> Centenária banda militar criada em Gravatá, foi composta paralelamente à história local, marcando presença nos mais diversos eventos sócio-político-culturais da comunidade</p></div>
<div id="attachment_43218" aria-labelledby="figcaption_attachment_43218" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Mestre-Joao-Elias_Divulgacao.jpg"><img class=" wp-image-43218    " alt="Foto: Lenice Queiroga/divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Mestre-Joao-Elias_Divulgacao-607x441.jpg" width="607" height="441" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>MESTRE JOÃO ESPÍNDOLA</strong> Responsável por rendas renascença preciosas da cidade de Poção, no Agreste de Pernambuco</p></div>
<div id="attachment_43217" aria-labelledby="figcaption_attachment_43217" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Ricardo Moura/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Dede-Monteiro_Foto-Ricardo-Moura_SecultPE_Fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-43217" alt="Ricardo Moura/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Dede-Monteiro_Foto-Ricardo-Moura_SecultPE_Fundarpe-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>JOSÉ RUFINO DA COSTA NETO (DEDÉ MONTEIRO)</strong> Nascido em Tabira, em 1949, começou a escrever versos aos 15 anos de idade, influenciado pelo pai (que cantava cordéis, enquanto trabalhava na roça), pelos vencedores de folheto de feira e pelo violeiros nordestinos. Atualmente, é professor aposentado e é, conforme diz, motorista de Teté (sua esposa), servente de pedreiro para o poeta Gonga (seu irmão) e serve de ‘macaco’ para seus netos Paulo Henrique e Maria Paula</p></div>
<div id="attachment_43216" aria-labelledby="figcaption_attachment_43216" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jaqueline Maia/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Boneco-Seu-Malaquias_Foto_Jaqueline-Maia_SecultPE_Fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-43216 " alt="Jaqueline Maia/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Boneco-Seu-Malaquias_Foto_Jaqueline-Maia_SecultPE_Fundarpe-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>CLUBE CARNAVALESCO MIXTO SEU MALAQUIAS</strong> Boneco mais sorridente não há. As feições de imensa felicidade se devem ao fundador do Clube Carnavalesco Misto Seu Malaquias, o Maracujá. A agremiação foi criada só para desfilar nas ruas o boneco criado à imagem de um amigo próximo de Maracujá. Hoje, o boneco é o mais antigo da Festa de Momo pernambucana e já soma 76 Carnavais.</p></div>
<div id="attachment_43214" aria-labelledby="figcaption_attachment_43214" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Renata Pires/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Claudionor-Germano_Foto-Renata-Pires_SecultPE_Fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-43214" alt="Renata Pires/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Claudionor-Germano_Foto-Renata-Pires_SecultPE_Fundarpe-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>CLAUDIONOR GERMANO</strong> Em 68 anos de carreira, gravou 478 músicas em 31 discos, sendo um dos principais intérpretes de frevo do Estado, principalmente de compositores como Nelson Ferreira de Capiba</p></div>
<div id="attachment_43215" aria-labelledby="figcaption_attachment_43215" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Eric Gomes/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Meste-Ze-Lopes_Foto_Eric-Gomes_SecultPE_Fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-43215" alt="Eric Gomes/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/12/Meste-Ze-Lopes_Foto_Eric-Gomes_SecultPE_Fundarpe-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>ZÉ LOPES</strong> Militante do mamulengo há mais de 40 anos, mestre Zé Lopes fundou, em Glória do Goitá, o Mamulengo Teatro do Riso, com quem realizou várias excursões pelo Brasil e Europa, sendo um dos mamulengueiros mais conhecidos do país</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>HISTÓRICO<br />
</strong>Importante política cultural de salvaguarda, a lei dos Patrimônios Vivos é a primeira lei do tipo no Brasil, tem como objetivo reconhecer, valorizar e apoiar mestres e grupos que detenham os conhecimentos ou as técnicas necessárias para a produção e a preservação de aspectos da cultura tradicional ou popular – formas de expressão, saberes, ofícios e modos de fazer -, em especial, os que sejam capazes de transmitir seus conhecimentos, técnicas e habilidades às novas gerações de alunos e aprendizes, objetivando a proteção e a difusão do patrimônio pernambucano.</p>
<p style="text-align: justify;">Os seis novos Patrimônios Vivos eleitos nesta quinta-feira (15) se somam aos <strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/patrimonio-cultural/imaterial/patrimonios-vivos/" target="_blank">39  nomes já contemplados em Pernambuco</a></strong>. Sua missão é ainda possibilitar e potencializar o reconhecimento, acesso, difusão e fruição dos diversos bens, memórias, saberes e histórias presentes nas culturas populares. Para tanto, além de receberem bolsas vitalícias, os mestres e grupos contemplados participam de diversos programas de ensino-aprendizagem, como oficinas, palestras, cursos e concursos, com o propósito de transmitirem seus saberes, processos fundamentais para a produção, manutenção e recriação de nossas manifestações culturais.</p>
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		<title>Prévias do Galo da Madrugada animam Palácio Enéas Freire</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2016 20:16:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com informações da assessoria Para os foliões que já querem aquecer o passo para a Folia de Momo da capital pernambucana, uma das prévias mais animadas durante a semana está com programação imperdível. A tradicional ‘Quinta no Galo’ promove nesta quinta-feira (14), a partir das 19h, as apresentações de Nonô Germano, contando com a participação [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_33085" aria-labelledby="figcaption_attachment_33085" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Isabella Valle</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/Nono-Germano-Isabella-Valle.jpg"><img class="size-medium wp-image-33085" alt="Foto: Isabella Valle" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/Nono-Germano-Isabella-Valle-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Nonô Germano é a principal atração da prévia Quinta no Galo.</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Com informações da assessoria</em></p>
<p style="text-align: justify;">Para os foliões que já querem aquecer o passo para a Folia de Momo da capital pernambucana, uma das prévias mais animadas durante a semana está com programação imperdível. A tradicional ‘Quinta no Galo’ promove nesta quinta-feira (14), a partir das 19h, as apresentações de Nonô Germano, contando com a participação especial do seu pai,  Claudionor Germano, e das cantoras Liv Moraes e Karla Karolla.</p>
<p style="text-align: justify;">Reunindo consagrados hinos carnavalescos juntamente com Claudionor, Nonô Germano também estará apresentando o seu recente projeto musical, intitulado de ‘FMPB’ (Frevo Música Pra Pular Brasileira). Já Liv Moraes e Karla Karolla dividem o palco com o músico,  apresentando novidades de suas parceiras musicais.</p>
<p style="text-align: justify;">Agremiações culturais como maracatus de baque solto e rural, passistas de frevo e blocos líricos, também irão compor a noite, na qual será apresentada a Musa do Galo 2016. Com 18 anos, a modelo Maria Cláudia Santana estará recebendo a faixa de Rômulo Meneses, presidente da agremiação. Os ingressos individuais por R$ 30 e mesas para quatro pessoas por R$ 140, estarão disponíveis no local. As próximas edições da ‘Quinta no Galo’ estão programadas para o dia 21 de janeiro, com o grupo Quinteto Violado, e no dia 28, com a banda Som da Terra.</p>
<div id="attachment_33086" aria-labelledby="figcaption_attachment_33086" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marcelo Lyra/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/Andre-Rio-Marcelo-Lyra.jpg"><img class="size-medium wp-image-33086" alt="Foto: Marcelo Lyra" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/01/Andre-Rio-Marcelo-Lyra-607x386.jpg" width="607" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">André Rio e o Bloco das Ilusões comandam os ensaios da agremiação aos sábados.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Já aos sábados, os festejos pré-carnavalescos da agremiação continuam através dos &#8216;Ensaios de Carnaval com André Rio, Bloco das Ilusões e convidados&#8217;. No dia 16, estarão se apresentando os músicos Cezzinha, Maciel Melo, Nádia Maia, Benil, Karynna Spineli, Nena Queiroga e Marrom Brasileiro. O evento começa às 18h e a próxima edição já está garantida para o dia 23 de janeiro.</p>
<p><strong>Programação:</strong><br />
<em>‘Quinta no Galo’</em> (sempre as quintas, a partir das 19h)<br />
- <strong>14 de janeiro:</strong> Nonô Germano  (com partipações de Claudionor Germano, Liv Moraes e Karla Karolla)<br />
- <strong>21 de janeiro:</strong> Quinteto Violado<br />
- <strong>28 de janeiro:</strong> banda Som da Terra<br />
<strong>Local:</strong> Palácio Enéas Freire/Sede do Galo da Madrugada (Rua da Concórdia, nº 984, bairro de São José, no Recife)<br />
<strong>Ingressos:</strong> R$ 30 (individual) e R$ 140 (mesa para quatro pessoas), à venda no local<br />
<strong></strong><br />
<em>&#8216;Ensaios de Carnaval com André Rio, Bloco das Ilusões e convidados&#8217;</em> (sempre aos sábados, a partir das 18h)<br />
- <strong>16 de janeiro:</strong> Cezzinha, Maciel Melo, Nádia Maia, Benil, Karynna Spineli, Nena Queiroga e Marrom Brasileiro<br />
<strong>Local:</strong> Palácio Enéas Freire/Sede do Galo da Madrugada (Rua da Concórdia, nº 984, bairro de São José, no Recife)<br />
<strong>Ingressos do 1º lote:</strong> R$ 40 (individual) e R$ 180 (mesa para quatro pessoas)<br />
<strong>Informações:</strong> (81) 3224-2899</p>
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		<item>
		<title>Casa da Rabeca promove 11º Carnaval Mesclado</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2015 14:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sintonizada com o que há de mais genuíno na cultura pernambucana, a Casa da Rabeca promove o 11º Carnaval Mesclado, festa que celebra os festejos de Momo em grande estilo. O espaço promove dois dias de folia – no domingo e na segunda-feira de Carnaval – com muito frevo, maracatu, caboclinho, cavalo marinho, shows de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sintonizada com o que há de mais genuíno na cultura pernambucana, a Casa da Rabeca promove o 11º Carnaval Mesclado, festa que celebra os festejos de Momo em grande estilo. O espaço promove dois dias de folia – no domingo e na segunda-feira de Carnaval – com muito frevo, maracatu, caboclinho, cavalo marinho, shows de Claudionor Germano, grupo Família Salustiano e a Rabeca Encantada, entre outras atrações. A programação conta com o apoio do Governo de Pernambuco e a entrada é gratuita.</p>
<div id="attachment_21153" aria-labelledby="figcaption_attachment_21153" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/Claudionor-2-divulgacao.jpg"><img class="size-medium wp-image-21153" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/Claudionor-2-divulgacao-607x456.jpg" width="607" height="456" /></a><p class="wp-caption-text">O cantor Claudionor Germano, que se despede dos palcos neste Carnaval, é um dos artistas contratados pela Secult/Fundarpe</p></div>
<p>A festa no domingo, dia 15, começa às 9h, com a concentração do tradicional Bloco da Rabeca Encantada. A agremiação, que funde orquestras de frevo e grupos de maracatu e caboclinho, formando uma explosão de ritmos e cores que desfila pelas ruas de Olinda. O bloco se concentra em frente ao Colégio Cidade Tabajara, tendo como destino final a Casa da Rabeca.</p>
<p>No espaço, a festa continua com show de Claudionor Germano, às 11h. Com 68 anos de carreira dedicada à música popular, em especial ao frevo, o cantor entoa clássicos do Carnaval pernambucano. A animação entra pela tarde com apresentações de grupos regionais, que tocam na Casa da Rabeca até as 17h.</p>
<p>Na segunda-feira (16), a festança continua com grandes encontros de música regional. Grupos de maracatu de baque solto, de baque virado e caboclinhos se reúnem para tocar e dançar juntos durante todo o dia, das 9h às 17h, celebrando a cultura e os ritmos da terra. As atrações fazem um intervalo às 13h, quando entra em cena o grupo Família Salustiano e a Rabeca Encantada, que se apresenta com repertório igualmente regional.</p>
<p><strong>TRADIÇÃO DO MARACATU</strong> – Ainda na segunda-feira (16) o 25º Encontro Estadual de Maracatus de Baque Solto agita o bairro da Cidade Tabajara. O tradicional encontro, criado pelo Mestre Salustiano há 25 anos, reúne grupos de todo o Estado, principalmente da Zona da Mata pernambucana. Ao som dos batuques, caboclos de lança dançam e compõe a cena que é típica do Carnaval de Olinda. O evento acontece na Praça Ilumiara Zumbi, a partir das 10h.</p>
<p>Para Pedro Salustiano, organizador do evento, é uma honra poder perpetuar o legado deixado pelo seu pai, o Mestre Salu, rabequeiro e brincante pernambucano falecido em 2008. “É uma experiência única poder transmitir esse legado para as novas gerações. Essa é a nossa missão, pois queremos difundir cada vez mais a nossa cultura”, comenta. Todos os eventos são realização da Casa da Rabeca em parceria com Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo do Estado.</p>
<p><strong>SERVIÇO:</strong><br />
<strong> 11º Carnaval Mesclado da Casa da Rabeca</strong><br />
Quando: dias 15 e 16 de fevereiro (domingo e segunda-feira de Carnaval)<br />
Horário: das 9h às 17h<br />
Onde: Casa da Rabeca (Rua Curupira, 340, Cidade Tabajara – Olinda/PE)<br />
Entrada franca.</p>
<p>Programação:<br />
15/02:<br />
9h – Desfile do bloco da Rabeca Encantada<br />
11h – Show com Claudionor Germano<br />
Até as 17h – Apresentações de maracatu, caboclinho, cavalo marinho e frevo.</p>
<p>16/02:<br />
A partir das 9h – Encontros de grupos de maracatu, caboclinho e cavalo marinho.<br />
13h – Show com o grupo Família Salustiano e a Rabeca Encantada<br />
Até às 17h – Encontros de grupos de maracatu, caboclinho e cavalo marinho.</p>
<p>25º Encontro de Maracatus de Baque Solto de Pernambuco<br />
Quando: 16 de fevereiro de 2015 (segunda-feira de Carnaval)<br />
Horário: 10h<br />
Onde: Praça Ilumiara Zumbi, Cidade Tabajara – Olinda/PE<br />
Entrada Franca.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Frevo: dos velhos aos novos carnavais</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/frevo-dos-velhos-aos-novos-carnavais/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2015 16:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ por Leonardo Vila Nova Em cima do trio elétrico, o coro canta “Ai, que calor ô ô! Ai, que calor ô ô!&#8230;”. Por entre o bailar dos flabelos, se ouve “Madeeeira do Rosariiinho”. Nos ataques das orquestras, as sete primeiras notas de Vassourinhas e o já previsível “Heeeei!!!”. Nas ladeiras de Olinda, o “Hino do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20982" aria-labelledby="figcaption_attachment_20982" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/discos-de-frevo-costa-neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-20982" alt="A cada ano, novos discos com frevos inéditos são lançados. É preciso conhecer essas novidades da nossa música" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/discos-de-frevo-costa-neto-607x383.jpg" width="607" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">A cada ano, novos discos com frevos inéditos são lançados. É preciso conhecer essas novidades da nossa música</p></div>
<p style="text-align: right;"><b><i> </i></b><b><i>por Leonardo Vila Nova</i></b></p>
<p>Em cima do trio elétrico, o coro canta “<em>Ai, que calor ô ô! Ai, que calor ô ô!&#8230;</em>”. Por entre o bailar dos flabelos, se ouve “<em>Madeeeira do Rosariiinho</em>”. Nos ataques das orquestras, as sete primeiras notas de <em>Vassourinhas</em> e o já previsível “<em>Heeeei!!!</em>”. Nas ladeiras de Olinda, o “Hino do Elefante” é repetido à exaustão, várias vezes ao dia e em todos os dias de folia. E no palco, Alceu Valença, mais uma vez, canta “<em>Biiiicho maluco beleeeza no Largo do Amparo</em>”. Essas músicas estão na boca e na ponta do pé do folião pernambucano. É assim todos os anos. Clássicos do frevo, que atravessou mais de um século e foi consagrado por nomes de envergadura inconteste no cancioneiro popular pernambucano, entre autores e intérpretes: Nelson Ferreira, Capiba, Antonio Maria, Claudionor Germano, Carlos Fernando, Alceu Valença, J. Michiles. Isso, só para citar apenas alguns. O frevo, no entanto, não ficou congelado no passado. Ele continua sendo vívida fonte de inspiração para novas criações que surgem ano após ano. Mas&#8230; onde estão os novos frevos? Quem são os novos compositores?</p>
<p>Novos artistas vêm botando a mão na massa da criação e ajudando ampliar o repertório carnavalesco pernambucano, com músicas e trabalhos dedicados ao frevo. Basta procurar. Fábio Cabral, proprietário da Loja Passadisco, que fica no Shopping Sítio da Trindade, zona Norte do Recife, é um apreciador de música e vem acompanhando de perto esse processo. O espaço possui um acervo invejável de obras musicais pernambucanas, desde as antológicas até as novidades recém-saídas do forno. E, óbvio, o frevo tem lugar garantido no estabelecimento. Ele enumerou os artistas com lançamentos que se deram do fim do ano passado pra cá, e que têm o frevo como protagonista. Quinze foram os nomes citados por ele à reportagem, sejam discos autorais ou coletâneas, que já se encontram nas lojas, à disposição do público. “<em>A quantidade de lançamentos de discos de frevo que acontecem, anualmente, eu creio que seja basicamente a mesma, algo nessa média de 10 discos por ano</em>”, destaca Fábio.</p>
<div id="attachment_20983" aria-labelledby="figcaption_attachment_20983" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/fabio-passadisco-costa-neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-20983" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/fabio-passadisco-costa-neto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Sempre antenado, Fábio Cabral, da Loja Passadisco acompanha as novidades que surgem no frevo</p></div>
<p>André Rio, Benil, Som da Terra, Geraldinho Lins, Um Bloco em Poesia estão entre os que foram lembrados por ele. Boa parte dos trabalhos traz composições inéditas. Mas, ainda assim, a busca pelo novo ainda encontra certa resistência. “<em>Eu vejo muito disso aqui na loja: a maioria das pessoas não vem procurando algo novo, mas sempre os clássicos. Às vezes, eu até tento estimular, mostro um disco legal, aí a pessoa olha e diz: ‘Ué, mas essas músicas eu não conheço!’, e não leva o disco. Mas, claro, ainda há aqueles, os colecionadores de frevo de verdade, que sempre marcam presença aqui, especialmente nesse período, e compram de tudo, inclusive as novidades! Mas são minoria, ainda”</em>.</p>
<p>No entanto, o universo de novos compositores que, nos dias de hoje, vêm dando sua contribuição ao frevo é ainda maior. Na lista, músicos como Bráulio Araújo, Luciano Magno, Henrique Albino, Beto Hortiz, César Michiles, Dudu do Acordeon e, mais recentemente, o cantor Maciel Melo, estão nesse hall. Conversamos com três deles.</p>
<p><strong>Do matulão para a sombrinha colorida</strong><br />
Quando a reportagem chegou à Passadisco para a entrevista com Fábio Cabral, um CD tocava no aparelho de som da loja. Era <em>Perfume de Carnaval</em>, o novíssimo e surpreendente álbum de Maciel Melo. O “caboclo sonhador”, conhecido pela sua trajetória de décadas calcada no forró, resolveu, dessa vez, cair no frevo! O novo trabalho tem direção musical do Maestro Spok e traz 11 canções inéditas – duas compostas solo, sete parcerias e duas canções de amigos. Todas são frevos!</p>
<div id="attachment_20980" aria-labelledby="figcaption_attachment_20980" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/maciel-melo-costa-neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-20980" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/maciel-melo-costa-neto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Acostumado ao forró, Maciel Melo surpreende com &#8220;Perfume de Carnaval&#8221;, disco totalmente dedicado ao frevo</p></div>
<p>Mesmo que timidamente, Maciel já havia composto alguns frevos ao longo de sua carreira. <em>Frever</em>, em parceria com Valmar Belarmino, conquistou, em 1991, o segundo lugar no concurso Recifrevo, promovido pela TV Jornal do Recife. O hino do jornal anárquico Papa-figo também foi composto por Maciel. E essa vontade de fazer frevos encontrava-se latente em Maciel, mas ainda quieta. “<em>Eu, como artista e compositor pernambucano, sentia a necessidade de ter um disco dedicado ao frevo. Não tinha feito antes porque não havia amadurecido essa ideia ainda</em>”, conta.</p>
<p>O principal incentivador foi o compositor e produtor musical Carlos Fernando (falecido em 2013), a quem <em>Perfume de Carnaval</em> é dedicado. Foi o boêmio amigo quem, por vezes, jogou a semente dessa ideia em Maciel. Porém, o gatilho detonador se deu no Carnaval de 2014, a partir de um ligeiro incômodo, enquanto acompanhava o desfile do Galo da Madrugada. “<em>Quando vi o primeiro trio, tocava alguns frevos daqueles conhecidos. O segundo tocava as mesmas músicas do primeiro. O terceiro, as mesmas dos dois primeiros. Eu fiquei pensando como é que podia uma coisa dessas. Daí, quando cheguei em casa, me tranquei na sala onde eu trabalho e só saí na quinta depois do carnaval, com 11 músicas prontas</em>”, relembra.</p>
<p>Nessa empreitada, Maciel teve a colaboração de nomes do quilate de Maestro Spok, Geraldo Azevedo, Rogério Rangel, que lhe enviaram músicas para que ele colocasse as letras. Saiu do processo de composição determinado a gravar um disco. Maciel, então, se cercou dos melhores músicos e arranjadores e pôs a mão na massa, de forma independente, bancando tudo. “<em>Eu não vim brincar de fazer frevo. Tudo o que eu faço no meu trabalho é valendo. Foi um disco feito de corpo e alma, bem arranjado</em>”, diz Maciel. O resultado que se ouve em <em>Perfume de Carnaval</em> é digno de um veterano do frevo. Maciel parece que gostou da ideia e já vai botar o seu frevo na rua, com apresentações no polo de Campo Grande, no dia 16 de fevereiro, e na cidade de Surubim, dia 21. E já prometeu que, a partir de agora, irá fazer frevo todos os anos.</p>
<p><strong>Confira o clipe &#8220;Davanira&#8221;, do novo disco de Maciel Melo, &#8220;Perfume de Carnaval&#8221;.</strong></p>
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<p><strong>Frevo que vem no sangue</strong><br />
Um dos parceiros de Maciel em <em>Perfume de Carnaval</em> é o instrumentista, compositor, produtor e arranjador César Michiles. O jovem músico, virtuoso na flauta, traz no sangue o DNA do frevo. Filho do compositor J. Michiles (autor de clássicos carnavalescos famosos na voz de Alceu Valença), desde muito cedo César se interessou em seguir o caminho da música. Ele se dedicou aos estudos no Conservatório Pernambucano de Música e seguiu se aperfeiçoando em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. O menino prodígio, então com 12 anos, chegou a fazer duas apresentações acompanhando Luiz Gonzaga, no ginásio Geraldão. Não demoraria muito para que fosse morar fora do país, residindo em Nova York (E.U.A.) por três anos. Lá, acompanhou nada menos que Naná Vasconcelos, Toninho Horta, Manolo Badrena, Bill O’Connel, entre outros. De volta ao Brasil, passou pelo Rio de Janeiro, e passou a trabalhar com produção musical e arranjos para vários artistas.</p>
<div id="attachment_20981" aria-labelledby="figcaption_attachment_20981" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/César-Michilles-Costa-Neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-20981" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/César-Michilles-Costa-Neto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">César Michiles foi um dos músicos que trouxe sofisticação ao frevo, com novas composições</p></div>
<p>Apesar da herança paterna, o frevo só chegou na sua vida bem depois. Sua primeira composição no gênero data de 2008. “Pega Ladrão” ganhou o primeiro lugar no Festival de Músicas Carnavalescas, da Prefeitura do Recife (PCR), em 2008/2009. Depois, outros frevos foram surgindo. Mais um primeiro lugar, em 2011/2012, com “Pipocando” e, pelo festival Frevo da Humanidade, também da PCR, em 2013/2014, o segundo lugar com “Esse é o tom”, que ganhou letra de Maciel Melo para entrar no seu disco. <em>“Minhas músicas têm sido bem aceitas nesse universo dos músicos, compositores e críticos. Maestros como Edson Rodrigues e Spok têm elogiado o meu trabalho. Isso tem sido muito bom e me incentiva a criar ainda mais”.</em></p>
<p>Se ambientando nesse universo dos festivais de música carnavalesca, César teve um <em>insight</em> e captou um novo conceito para o frevo de rua, chamado “frevo concerto”. A nova estética traz o solista executando seu frevo à frente da orquestra. <em>“Passou a se tornar muito frequente nos festivais esse novos autores/instrumentistas defendendo, em palco, suas músicas”</em>. Outros compositores compartilham da mesma ideia de César: Bráulio Araújo, Beto Hortiz e Luciano Magno. Não por acaso, também profícuos compositores de frevo e competidores de festivais de música.</p>
<p><strong>Ouça &#8220;Pega Ladrão&#8221;, primeiro frevo composto por César Michiles</strong></p>
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<p><strong>Virtuoso da guitarra no ritmo do frevo</strong><br />
Também habitué de festivais de música carnavalesca, o guitarrista Luciano Magno tem uma trajetória longa com o frevo. Nascido em Paulo Afonso (BA), entrou em contato com a música pernambucana através das rádios que retransmitiam os sons daqui até lá. Mas, ao mesmo tempo, absorveu toda a sonoridade do rock’n’roll, gênero forte na década de 1980. Começou a tomar gosto pela música e passou a tocar entre os anos de 1985 e 86. E, ao se apresentar com uma orquestra de frevo, se deparou com os clássicos, as músicas mais tradicionais, que, de certa forma, foram uma escola.</p>
<p>“<em>Já cheguei no Recife praticamente pronto pra essa coisa do carnaval</em>”, diz Luciano, que veio morar na capital pernambucano em 1989, então, com 17 anos, para prestar o vestibular em Engenharia. Em 1990 já se apresentava no carnaval daqui, pela primeira vez. Daí não parou mais. Abandonou a faculdade, passou a cursar o Conservatório Pernambucano de Música e decidiu que essa seria a sua estrada a partir de então. No batente, passou a trabalhar como instrumentista e compositor de artistas como Dominguinhos, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos, André Rio, entre outros. No seu currículo, ele também traz a participação em praticamente todas as edições da coletânea “Recife Frevoé”.</p>
<p>O primeiro frevo – de tantos que já fez – ele não lembra qual foi, nem quando compôs. <em>“Eu tinha muitas músicas, que eu utilizava mais como estudo mesmo, e que foram se dispersando”</em>, conta. Mas ele lembra que começou a inserir frevos em seus discos a partir do segundo, <em>Sotaque</em>, de 2003. Ele entrou de cabeça e passou a compor ainda mais, participando de seis festivais de música carnavalesca, entre 2006 e 2011. <em>Pisando em brasa</em> é um dos frevos que ele inscreveu, sagrando-se campeão em 2011. <em>Esquentadinho</em> é outro frevo que, recentemente, ganhou letra de Moraes Moreira, e está no novo disco de André Rio, <em>Um abraço do frevo</em>. Luciano também teve participação ativa nas composições do mais recente disco de 15 anos do “Um Bloco em Poesia”, que o homenageia no carnaval deste ano.</p>
<p>Mas, segundo Luciano, seu frevo de maior alcance é <em>Frevo Mágico</em>, finalista do concurso de 2008. Mesmo não tendo faturado o prêmio, ele conta que chegou aos ouvidos de várias partes do mundo, por ser uma música cuja execução é mais complexa e tem atraído a atenção de vários estudiosos. <em>“É um dos frevos que mais me traz alegria em ter feito, por ele ser um dos mais interpretados pelos novos instrumentistas. É um frevo diferente, que traz influências das fugas de Bach, e que soa bem no rock’n’roll. Está sendo muito acessada por quem quer estudar guitarra no frevo”</em>, revela, orgulhoso.</p>
<p><strong>Ouça abaixo &#8220;Frevo Mágico&#8221;, de Luciano Magno</strong></p>
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<p>Muito mais do que se apresentar através das vozes e dos acordes de novos compositores, ao longo de seus 108 anos de existência, o frevo também deu conta de se renovar, dialogando com outros elementos musicais, ganhando novas caras e novos ares. Foi relido, repaginado, reprocessado. Nesta terça (10), a segunda matéria da série de reportagens em homenagem ao Dia do Frevo! Não perca!</p>
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