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	<title>Portal Cultura PE &#187; evaldo costa</title>
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		<title>Começa nesta quinta (26) o Quintal do Bandeira, série de lives do Espaço Pasárgada</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2021 20:20:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Começa nesta quinta-feira (26), o Quintal do Bandeira, série de encontros virtuais organizados pelo Espaço Pasárgada, equipamento cultural gerenciado pela Secult-PE/Fundarpe. O projeto quer colocar os diálogos a respeito de cultura no centro das atenções, com eventos mensais, sempre a cada última quinta-feira do mês. A transmissão da conversa será às 19h, no canal: youtube.com/SecultPE, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_87313" aria-labelledby="figcaption_attachment_87313" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/quintal.jpg"><img class="size-medium wp-image-87313" alt="Evaldo Costa, à esquerda, e Flávio Weinstein, à direita, são os convidados da primeira edição do Quintal do Bandeira" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/quintal-607x265.jpg" width="607" height="265" /></a><p class="wp-caption-text">Evaldo Costa, à esquerda, e Flávio Weinstein, à direita, são os convidados da primeira edição do Quintal do Bandeira</p></div>
<p>Começa nesta quinta-feira (26), o Quintal do Bandeira, série de encontros virtuais organizados pelo Espaço Pasárgada, equipamento cultural gerenciado pela Secult-PE/Fundarpe. O projeto quer colocar os diálogos a respeito de cultura no centro das atenções, com eventos mensais, sempre a cada última quinta-feira do mês. A transmissão da conversa será às 19h, no canal: <a href="https://www.youtube.com/user/SecultPE" target="_blank"><strong>youtube.com/SecultPE</strong></a>, com acesso livre e gratuito. Nesta primeira edição, o tema é “Impregnado de Eternidade: Bandeira e a Memória do Recife”.</p>
<p>Dois convidados estão escalados para o bate-papo, que será apresentado por Marcelo Renan, coordenador de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, e mediado por Marília Mendes, gestora do Espaço Pasárgada. O primeiro é Flávio Weinstein, que é professor da UFPE e possui doutorado em História pela UFRJ e um pós-doutorado pela Universidade Nova de Lisboa. As temáticas relacionadas à história (cultura e política) do Recife no século XX são centrais em sua atuação. É autor de “O movimento e a linha. Presença do Teatro do Estudante e d’O Gráfico Amador no Recife (1946-1964)”, pela editora UFPE.</p>
<p>Para debater com ele, Evaldo Costa, que é jornalista e foi presidente e membro do Conselho Editorial da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). Criou a Bienal do Livro de Pernambuco, em 1997, e a Feira Nordestina do Livro (Fenelivro), em 2015. Foi secretário de comunicação dos governos Miguel Arraes, Eduardo Campos e Paulo Câmara. Atualmente, dirige o Arquivo Público Estadual de Pernambuco.</p>
<p><em>“Nas próximas edições, serão abordados assuntos referentes à cultura de um modo geral, nas linguagens com as quais temos nos relacionado ao longo dos anos, como literatura, poesia, teatro, cinema, patrimônio, museologia, entre outros. O nome (Quintal do Bandeira) tem como inspiração a crônica “O Quintal”, onde o poeta/cronista descreve a sua vivência infantil no quintal da casa dos seus avós maternos, hoje sede do Espaço Pasárgada. Está implícito também um jogo de palavras, dada a escolha das quintas-feiras para a realização das lives”</em>, detalhou Marília Mendes.</p>
<p>Aperte o play e confira:</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/_ZxBmXpqHbU" height="400" width="600" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Quintal do Bandeira – “Impregnado de Eternidade: Bandeira e a Memória do Recife”<br />
Quando: 26 de agosto de 2021 (quinta-feira), às 19h<br />
Transmissão pelo canal da Secult-PE/Fundarpe no YouTube: <a href="https://www.youtube.com/user/SecultPE" target="_blank"><strong>youtube.com/SecultPE</strong></a></p>
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		<title>Outras Palavras celebra a história e a cultura de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Fri, 25 May 2018 22:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Camila Estephania Com a proposta de ampliar o conhecimento cultural dos estudantes da rede estadual, o projeto Outras Palavras, promovido pela Secult-PE/Fundarpe, vem conquistando não só gestores e alunos, mas também os artistas que participam da ação. A edição da última quinta-feira (24), que aconteceu na Escola Gercino de Pontes, no bairro da Imbiribeira, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60949" aria-labelledby="figcaption_attachment_60949" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42289171712_a40beb4fb3_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60949" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42289171712_a40beb4fb3_k-800x496.jpg" width="800" height="496" /></a><p class="wp-caption-text">Pátio da Escola Gercino de Pontes se encheu de alunos para receber o projeto Outras Palavras</p></div>
<p dir="ltr" style="text-align: right;"><strong>Por Camila Estephania</strong></p>
<p dir="ltr">Com a proposta de ampliar o conhecimento cultural dos estudantes da rede estadual, o projeto Outras Palavras, promovido pela Secult-PE/Fundarpe, vem conquistando não só gestores e alunos, mas também os artistas que participam da ação. A edição da última quinta-feira (24), que aconteceu na Escola Gercino de Pontes, no bairro da Imbiribeira, no Recife, por exemplo, foi marcada pela interação entre o escritor e jornalista Evaldo Costa e os músicos do Quinteto Violado com os estudantes que, antes mesmo de começar o bate-papo, decoraram o pátio da escola com cartazes e LPs que remetiam à história da banda, evidenciando uma pesquisa afiada sobre os convidados do dia.</p>
<p>Para abrir a conversa, a vice-presidente da Fundarpe e coordenadora do projeto, Antonieta Trindade, destacou a importância do momento para os alunos. “Com o Outras Palavras, vocês estão tendo uma oportunidade que a maior parte das escolas públicas do país não têm. Esse projeto foi concebido a partir do plano de governo de Paulo Câmara e tem o objetivo de integrar a cultura à educação. Já percorremos cerca de 500 escolas de todas as regiões do Estado, levando escritores e músicos premiados. Agora, trazemos para cá para que vocês tenham uma aula diferente que estimule o senso crítico de vocês”, disse ela para o pátio cheio, que também contava com estudantes do EREM Amaury de Medeiros.</p>
<div id="attachment_60950" aria-labelledby="figcaption_attachment_60950" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28464059318_ab74f096ac_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60950" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28464059318_ab74f096ac_k-607x433.jpg" width="607" height="433" /></a><p class="wp-caption-text">A gestora da escola, Janeide Costa, e a vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, falaram da importância do projeto para os alunos.</p></div>
<p>Ex-aluno da Escola Gercino de Pontes, Evaldo Costa lembrou de como era o espaço e seus personagens na época em que cursou o Ensino Fundamental II e logo estabeleceu uma conexão com os jovens presentes. “Acho que vocês conseguem imaginar a minha emoção de estar aqui hoje. Estudei aqui quando a Escola era muito menor e fiz amigos que cultivo até hoje”, comentou ele, antes de apresentar o seu trabalho. “Sou jornalista, escrevo notícia. Então, quando faço livro também é mais ou menos pelo mesmo caminho”, adiantou ele, ao mostrar a biografia “Pelópidas Silveira: o homem que amou demais uma cidade”, lançado em 2016, sobre o prefeito do Recife eleito em 1963.</p>
<p>O cunho informativo dos livros de Evaldo gerou um intenso debate que acrescentou também ao conhecimento de história dos alunos. “A nossa data magna, em 6 de março, foi criada em homenagem a Revolução Pernambucana de 1817, quando Pernambuco se declarou independente da coroa portuguesa. O livro ‘Memorial do dia seguinte’ é sobre o momento seguinte a essa revolução, que foi reprimida, e uma forma de agradecer aos que fizeram esse movimento que representava um avanço para o Brasil”, explicou ele sobre o título, escrito juntamente com Débora Cavalcantes e Hildo Leal Rosa.</p>
<p>Ao ser questionado pela aluna Érica sobre quais eram suas inspirações, o autor respondeu: “Inspiração é trabalho, não é uma coisa onírica. Fiz jornalismo porque acreditava que era um instrumento para mudar o mundo. Sei que também se faz muita maldade através do jornalismo, mas isso é a minoria. A maior fonte de pesquisa que existe são os jornais, porque são os que mais cometem erros, mas também são os que têm mais acerto na média duração também. Não existe democracia sem um jornalismo forte e não há dignidade humana sem democracia. Tudo o que eu fizer vai ter o tom de comunicar e fazer política com ‘P’ maiúsculo, no sentido de mudar a vida das pessoas”, esclareceu ele, que já assumiu o cargo de Secretário Estadual de Comunicação nos governos de Miguel Arraes e de Eduardo Campos.</p>
<div id="attachment_60951" aria-labelledby="figcaption_attachment_60951" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40530061680_6855659d2a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60951" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40530061680_6855659d2a_k-607x465.jpg" width="607" height="465" /></a><p class="wp-caption-text">Evaldo Costa falou sobre o caráter informativo dos seus livros.</p></div>
<p>“Perto de onde eu morava havia a Biblioteca Municipal, com 13 anos comecei a visitar aquele lugar e o primeiro livro que peguei foi ‘Memórias do Cárcere’, de Graciliano Ramos. Esse livro me marcou e me definiu como pessoa, porque passei a ser alguém que não tolera injustiça e que quer buscar o melhor para as pessoas”, observou ele, ao responder a estudante Adriana, que perguntou sobre a escolha de ser jornalista.</p>
<p>O currículo extenso, que inclui passagens por vários jornais do País, como o Correio Braziliense, Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Diario de Pernambuco e Jornal do Commercio, através do qual ganhou um prêmio Esso, chamou a atenção dos alunos. Um deles quis saber se Evaldo imaginou que teria sucesso na profissão. “A gente nunca acha que vai ser capaz. Eu achava que não ia nem passar no vestibular, mas passei. Depois achei que não passaria no curso básico, mas também passei. Aí, no 4º período da Universidade, tive a oportunidade de me tornar profissional. Só depende da gente e do quanto a gente quer. Querer é ter a disposição de construir meios de chegar aonde você espera”, respondeu.</p>
<p>“Fui a primeira pessoa que teve curso superior na minha família, que não entendia tanto dessas diferenças entre as carreiras, então, me apoiaram, porque eu tinha muita clareza do que eu queria”, comentou ele, ao responder sobre se teve apoio da família. “Não existe falha maior do que querer algo e não buscar. Sou humano e tive momentos de fraqueza e quis desistir, mas persisti. Era um momento de muita dificuldade, mas minha família me manteve focado”, continuou, ao responder sobre se já havia pensado em desistir, lembrando que apesar das dificuldades financeiras e de só ter podido cursar a Universidade Católica de Pernambuco após a criação do crédito educativo, foi atrás do sonho.</p>
<div id="attachment_60953" aria-labelledby="figcaption_attachment_60953" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28464071228_74d6c3147b_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60953" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28464071228_74d6c3147b_k-607x438.jpg" width="607" height="438" /></a><p class="wp-caption-text">O jornalista e escritor destacou a importância da leitura para quem deseja seguir na área.</p></div>
<p>Dando continuidade a conversa, a aluna Ana Catarina perguntou qual foi a sensação de ver o primeiro livro publicado. “Foi tranquilo. Minha grande emoção mesmo foi quando vi meu primeiro texto assinado no jornal, mas meu primeiro livro foi sobre o jornalista Andrade Lima Filho e fala sobre a conversão dela da extrema direita da política para a extrema esquerda. Escrevi em 90 dias na época em que eu trabalhava no Diario. Deu muito trabalho para fazer, mas quando a gente vê pronto é uma alegria. Muita gente gosta desse livro, eu amo como um filho”, resumiu ele, que ainda publicou títulos como “Cânticos do Cariri” e “Palavra Acesa”.</p>
<p>Para representar o Quinteto Violado, o tecladista Dudu Alves e o flautista Ciano Alves deram continuidade a conversa com os alunos e tocaram algumas músicas que marcaram a história da banda contando com a participação do percussionista João Alves. “O Quinteto Violado começou na década de 1970 com Toinho Alves, meu pai, e Marcelo Melo, como a proposta de resgatar e modernizar a música tradicional nordestina. Atualmente, o Quinteto é composto por mim, Ciano, Marcelo Melo, Roberto Medeiros e Sandro Lins. João, que nos acompanha hoje, é filho do nosso percussionista, Roberto, e já está se integrado a banda, como eu também fui”, apresentou Dudu, ao falar do trabalho que já atravessa gerações.</p>
<div id="attachment_60954" aria-labelledby="figcaption_attachment_60954" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos.</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40530059240_fd24751907_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60954" alt="Rodrigo Ramos. " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40530059240_fd24751907_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos perguntaram sobre o início das carreiras dos convidados e as dificuldades superadas em suas trajetórias.</p></div>
<p>Ao observar os discos de Luiz Gonzaga empregados na decoração do pátio, Dudu tocou a versão do Quinteto Violado adaptada para o teclado de “Asa Branca”. “O Rei do Baião costumava dizer que esse arranjo que o grupo fez para a música dele foi o mais bonito que ele já ouviu”, lembrou Dudu, dando início a uma verdadeira aula prática sobre a cultura popular de Pernambuco. Ainda sobre o sanfoneiro, Dudu também falou sobre a turnê conjunta que ele fez com o Quinteto. “Na época, Dominguinhos estava iniciando a carreira e fazia parte da banda de Luiz Gonzaga. Foi nesse tempo que Dominguinhos compôs junto com Toinho Alves a música ‘Sete Meninas’”, revelou ele, antes de tocar a canção.</p>
<p>Na ocasião, o grupo também mostrou os LPs de alguns álbuns emblemáticos da banda, como “A Missa do Vaqueiro”, “A Feira”, “Folguedo” e o primeiro disco homônimo de 1972. “‘Folguedo’ foi um dos discos que mais foi pelo caminho de buscar músicas que fazem parte da nossa cultura. Já primeira capa que a gravadora escolheu para o primeiro disco deu a maior polêmica, porque usava o desenho da capa de um disco de uma banda de rock, por isso, depois teve que ser trocada, mas esta é mais famosa”, disse ele, segurando a raridade, enquanto destacava curiosidades sobre os trabalhos e a indústria fonográfica da época.</p>
<div id="attachment_60955" aria-labelledby="figcaption_attachment_60955" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28464069148_281a0c020f_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60955" alt="Rodrigos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28464069148_281a0c020f_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O Quinteto Violado apresentou alguns de seus álbuns e revelou curiosidades sobre eles.</p></div>
<p>Questionado sobre a experiência do grupo de ganhar o maior prêmio da música, o Grammy, em 2014, Dudu falou sobre a importância de fazer o que gosta. “Tudo o que a gente faz com prazer na vida acaba gerando coisas boas como os prêmios. Fomos para Las Vegas como indicados ao Grammy Latino com a música que a gente faz, a música nordestina, e vencemos”, comentou ele, evidenciando o reconhecimento internacional que a o trabalho Quinteto tem.</p>
<p>Para responder uma aluna sobre a sensação de subir ao palco pela primeira vez, Dudu falou da sua experiência em particular. “O Quinteto já sofreu várias modificações. A minha primeira vez foi na Europa em uma excursão muito longa que passou por vários países com plateias lotadas, mas a emoção que a gente tem lá é a mesma que a gente tem aqui com vocês, o tamanho do público não importa”, refletiu Dudu, que já está no grupo há 28 anos.</p>
<p>Evaldo Costa também participou do debate ao perguntar como é manter a tradição e ao mesmo tempo atualizar o som da banda ao longo de tanto tempo. “A palavra chave é atualização mesmo. O Quinteto Violado acompanha essa evolução tecnológica. Em mais de 45 anos, a gente não poderia continuar com a mesma formação que tinha naquela época e a entrada do teclado veio para ajudar nisso. Temos que aceitar essa realidade, mas sem perder a essência. No show, quando Ciano está no violão, faço a flauta no teclado, quando Marcelo está na viola, faço o violão no teclado”, defendeu ele, que depois tocou “Sala de Reboco” para ilustrar como o teclado também pode fazer o papel da sanfona na música.</p>
<div id="attachment_60956" aria-labelledby="figcaption_attachment_60956" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28464068598_3dc460a52a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60956" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28464068598_3dc460a52a_k-607x387.jpg" width="607" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">O grupo convidou os alunos para dançar ciranda, quadrilha e frevo.</p></div>
<p>“Nossa ideia é continuar sempre. Temos isso de ir passando de geração em geração. Hoje, só temos da primeira formação Marcelo, porque temos essa preocupação de manter o trabalho vivo. Já escutamos que o quinteto o único grupo que tem mais de 45 anos de atividade sem parar”, falou Dudu, ao pontuar que o grupo é famoso por abrir portas para novos nomes. “Elba Ramalho era uma atriz da Paraíba que foi para o Rio de Janeiro, porque o Quinteto precisava de uma atriz que soubesse cantar em um trabalho com eles e depois ela ficou lá. Até hoje ela diz que o Quinteto é padrinho dela”, comentou ele.</p>
<p>O segredo para a longevidade da banda, Dudu revelou ao responder um aluno que perguntou quais dificuldades o grupo enfrentava. “A maior dificuldade é conseguir manter a união. Todo mundo tem opiniões diferentes, mas quando se conquista essa união, isso é superado”, disse ele, depois de convocar uma ciranda com a música “Tenho Sede” e uma quadrilha para “Olha Pro Céu”.</p>
<p>Para encerrar, o tecladista respondeu às perguntas dos alunos sobre os projetos futuros do grupo. “Há um projeto que a gente realiza há muitos anos e que já rodou o mundo, que é o Concerto Aula, com o qual a gente apresenta a nossa cultura através do trabalho do Quinteto. Fora isso, também tem o ‘Free Nordestino’, que é o nosso show com músicas novas. Esse nome vem de Gilberto Gil que, quando conheceu o Quinteto, uma vez falou sobre a banda para um jornalista que perguntou o que era e ele disse que era um free nordestino”, falou sobre o título, que remete a liberdade criativa do grupo.</p>
<div id="attachment_60957" aria-labelledby="figcaption_attachment_60957" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42289168622_fb6ca8fc47_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60957" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42289168622_fb6ca8fc47_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O flautista, Ciano, e o tecladista, Dudu Alves, representaram o Quinteto Violado, que contou com a participação do percussionista João Alves.</p></div>
<p>Depois de fazer alusão ao São João e à ciranda, a edição do outras palavras foi encerrada com o carnaval, através do frevo “Me Segura Senão Eu Caio”. “É muito importante trazer a cultura nordestina pra essa meninada que tem difícil acesso a isso, por conta da mídia mesmo, que não valoriza tanto o que é mais tradicional da nossa região. Acho que esse projeto vem com a semente para que cada jovem mais tarde possa ter interesse em ampliar o seu conhecimento da cultura que é parte da vida dele”, elogiou Dudu sobre a experiência.</p>
<p>A gestora da Escola Gercino de Pontes, Janeide Costa, reafirmou a importância do projeto. “Achei maravilhoso, cultura nunca é demais, é um alimento para a alma. Quando o aluno não tem contato com a arte, ele fica alienado, pois fica sem contexto e fora do seu mundo. Por isso, um trabalho como este só acrescenta à educação”, concluiu ela.</p>
<div id="attachment_60958" aria-labelledby="figcaption_attachment_60958" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42289165412_368bc96ac5_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60958" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42289165412_368bc96ac5_k-607x433.jpg" width="607" height="433" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos da Escola Gercino de Pontes decoraram o pátio em alusão à banda.</p></div>
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		<title>Evaldo Costa e Silvério Pessoa inspiram estudantes no Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2018 01:23:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Silvério Pessoa]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Camila Estephania Uma oportunidade “para atar as duas pontas da vida”. Assim foi definido o Outras Palavras, ação da Secult-PE/Fundarpe, desta sexta-feira (18), que aconteceu na Escola Heróis da Restauração, no bairro de Areias, pelo escritor e jornalista Evaldo Costa ao parafrasear Machado de Assis em &#8220;Dom Casmurro&#8221;. Ao lado de Silvério Pessoa, o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60746" aria-labelledby="figcaption_attachment_60746" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42147437012_31afbf2a14_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60746" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42147437012_31afbf2a14_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">Outras Palavras contou com edição na Escola Heróis da Restauração, no bairro de Areias, no Recife.</p></div>
<p dir="ltr" style="text-align: right;"><strong><em>Por Camila Estephania</em></strong></p>
<p dir="ltr">Uma oportunidade “para atar as duas pontas da vida”. Assim foi definido o Outras Palavras, ação da Secult-PE/Fundarpe, desta sexta-feira (18), que aconteceu na Escola Heróis da Restauração, no bairro de Areias, pelo escritor e jornalista Evaldo Costa ao parafrasear Machado de Assis em &#8220;Dom Casmurro&#8221;. Ao lado de Silvério Pessoa, o autor foi um dos convidados da edição que o levou de volta para a escola em que cursou o ensino infantil e fundamental para conversar com alunos da instituição sobre literatura e música em uma manhã pontuada pela emoção.</p>
<p dir="ltr">“<em>A infância e a adolescência que vivi aqui foram experiências que nem sempre foram das mais felizes, porque vim de uma família muito pobre. Quando a gente junta isso ao que vivo hoje, a gente dá um sentido novo e  compreende as dificuldades. Quando vejo que essa linha de crescimento tem uma continuidade, isso é o que me emociona</em>”, disse o escritor, que lançou livros como “Cânticos do Cariri” e “Palavra Acesa” e trabalha como jornalista desde 1979, já tendo atuado em vários veículos do País, entre eles o Jornal do Commercio, com o qual ganhou um prêmio Esso.</p>
<div id="attachment_60756" aria-labelledby="figcaption_attachment_60756" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42147441812_d749a2e372_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60756" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42147441812_d749a2e372_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">A vice-presidente da Fundarpe e coordenadora do projeto, Antonieta Trindade, entrega kit para a gestora da Escola, Sylvia Muniz.</p></div>
<p>Após a exibição do curta-metragem “A Hora da Saída”, produzido por alunos da Escola Santa Paula Frassinetti, o evento foi aberto pela vice-presidente da Fundarpe e coordenadora do projeto, Antonieta Trindade. “<em>O Outras Palavras tem como objetivo trazer para vocês o que há de melhor na literatura e na música para que vocês possam conversar com pessoas como Evaldo Costa, que tem uma ampla trajetória, e também Silvério. Espero que aproveitem muito, porque a arte permite que vocês possam sonhar e o sonho é o que possibilita vocês de transformar a realidade</em>”, resumiu ela.</p>
<p dir="ltr">Confirmando a fala de Antonieta, Evaldo lembrou da infância marcada pela leitura proporcionada pelos muitos livros que pertenciam às irmãs, que eram professoras leigas (sem formação superior). “<em>Escolhi fazer jornalismo porque eu adorava ler. Foi pela paixão pela leitura, pelos esportes e pela política, por acreditar que esse exercício era um instrumento de manifestação. Na época, só a Universidade Católica tinha o curso e minha família não podia pagar, tive que aguardar até criarem o crédito educativo para financiar meus estudos</em>”, comentou ele, em resposta a uma aluna que perguntou quais dificuldades já havia enfrentado na profissão. “<em>Devo a minha formação estar aqui hoje</em>”, completou ele.</p>
<div id="attachment_60748" aria-labelledby="figcaption_attachment_60748" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41293285395_b0d196cb4a_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60748" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41293285395_b0d196cb4a_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">O jornalista e escritor Evaldo Costa falou como a política inspira seus textos.</p></div>
<p dir="ltr">Através do trabalho como jornalista, o autor estreitou sua relação com a política, que influencia diretamente na sua produção literária. “<em>Minha inspiração para escrever vem da luta, porque não me conformo com as coisas do jeito que elas são. Acho que fazer a informação chegar às pessoas é fundamental e é uma coisa que eu, no lugar onde estou, posso fazer. Eu tive oportunidade de angariar informações, tenho uma vida confortável, mas eu vejo o mundo, vejo as pessoas e me vejo nelas. É importante que vocês saibam da responsabilidade que temos com as pessoas que vivem em nosso entorno. Toda vida é política</em>”, esclareceu ele, que já assumiu o cargo de Secretário Estadual de Comunicação nos Governos Miguel Arraes e Eduardo Campos.</p>
<p dir="ltr">Entre seus títulos, que buscam provocar reflexões no leitor sobre o cenário político nacional, está o “Memorial do dia seguinte”, lançado neste ano e escrito em parceria com Débora Cavalcantes e Hildo Leal da Rosa. “<em>Falou-se muita coisa sobre a Revolução de 1817, mas eu sentia que as pessoas não sabiam o que foi isso. Foi o primeiro movimento independentista brasileiro, que reuniu uma classe intelectual aqui em Pernambuco que disse que não fazia sentido o Brasil continuar sendo colônia de Portugal. Aconteceu apenas 30 anos depois da Revolução Francesa, então, foi um movimento que tornava o Brasil contemporâneo, mas foi violentamente sufocado</em>”, observou ele, sobre a proposta de avanço da Revolução.</p>
<div id="attachment_60749" aria-labelledby="figcaption_attachment_60749" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41472566854_9c7e1b3f8f_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60749" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41472566854_9c7e1b3f8f_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos ouviram atentamente aos convidados e tiraram dúvidas sobre seus trabalhos.</p></div>
<p dir="ltr">“<em>Fui jornalista também por conta do ativismo política, gostava de ler jornais de imprensa alternativa, eu achava que fazer jornalismo era uma forma de combater a ditadura. Um dia, tive a oportunidade de ser professor de jornalistas e lembrar qual é o papel da profissão, porque são carreiras que as pessoas abraçam como projeto de vida e não para ficarem ricas</em>”, comentou Evaldo, ao responder sobre a experiência como professor do curso de Comunicação da Universidade Católica de Pernambuco, e defender que a afinidade é primordial na hora de escolher a profissão.</p>
<p dir="ltr">Na sequência, o músico Silvério Pessoa deu continuidade ao debate e conversou com os alunos sobre a importância de ser fiel a sua identidade ao longo da vida. “<em>Chico Science disse uma frase em uma entrevista que mudou a minha vida: ‘faça o que você é que dá certo’. Tenho amigas psicólogas que estão com os consultórios lotados de jovens que querem fazer uma coisa, mas os pais os pressionam a fazer outra. Isso gera muita frustração. Parece besteira, mas é difícil ser o que você é, porque sempre estão querendo lhe atribuir um modelo. Minha mensagem para vocês é que não deixem de ser o que vocês são</em>”, aconselhou ele que, como parte de uma família de músicos, sempre contou com o apoio da mãe na carreira artística, mas teve que batalhar bastante para encontrar espaço no mercado fonográfico.</p>
<div id="attachment_60750" aria-labelledby="figcaption_attachment_60750" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41472539194_48bce86037_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60750" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41472539194_48bce86037_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">Silverio Pessoa destacou a importância de ser fiel a própria identidade para seguir uma carreira feliz.</p></div>
<p dir="ltr">“<em>A rádio toca tudo que é mediocridade goela abaixo, menos a produção local. Às vezes, me pergunto como vivo de música morando em Pernambuco, que não toca os cantores daqui na rádio e na televisão. Mas trabalho o ano inteiro como músico e professor e pago minhas contas com a música. Não tenho trabalho fixo e isso, às vezes, me inquieta, mas nunca deixei que a minha música fosse um decalque do que o mercado espera</em>”, disse ele, ao responder para uma aluna que uma de suas composições mais significativas era “Nas Terras da Gente”, que reverencia Pernambuco e sua cultura como são.</p>
<p dir="ltr">O uso de referências genuinamente nordestinas, como o coco, o forró e o frevo foi também uma escolha ligada a sua identidade. “<em>Minha avó era cantora de rádio e minha mãe dava aula de acordeon, quando eu era pequeno se fazia saraus lá em casa e eu vivia ali em contato com a música. Mas foi aqui no Barro que aprendi a tocar violão com os amigos que viviam pela rua. Depois me especializei, mais maduro percebi que a arte forma a tua identidade e é por isso que faço esse tipo de música. É o que eu sou</em>”, explicou Silvério, ao responder um estudante sobre o que o influenciou a seguir a carreira, iniciada com a banda Cascabulho.</p>
<div id="attachment_60751" aria-labelledby="figcaption_attachment_60751" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40386662840_567865686a_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60751" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40386662840_567865686a_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">O músico também falou da sua experiência como educador.</p></div>
<p dir="ltr">Antes de exibir o seu primeiro clipe já como artista solo, intitulado “Carreiro Novo”, gravado no Centro do Recife, em cima do teto de uma farmácia, inspirado pelo vídeo de “Get Back”, dos Beatles, Silvério comentou: “<em>a minha alma se reencontra muito no interior ou na periferia, por isso, eu queria um clipe que tivesse essa interação com o povo</em>”, justificou ele, que nasceu em Carpina e foi criado no Bairro do Barro. Esse aspecto da sua biografia também lhe trouxe uma preocupação constante com a pobreza que lhe despertou o interesse para estudar pedagogia na UFPE antes mesmo de atuar como músico e apresentar sua música no mundo todo.</p>
<p dir="ltr">“<em>Eu já dei aula de formação de educadores em um assentamento do Movimento Sem Terra para filhas de assentados e eu aprendi muito com elas pela força e perseverança. De vez em quando ainda me ligam falando de conquistas profissionais e me emociono muito. A gente fazia vaquinhas para alugar um ônibus e ir ao cinema assistir filmes  como ‘A Sociedade dos Poetas Mortos’, ‘A Vida de Freud’, porque eu acredito em uma escola aberta e isso marcou elas</em>”, lembrou. “<em>Quando aceitei esse convite de vir para cá mesmo com uma agenda tão corrida foi porque eu faço esse trabalho de formação há 20 anos e muitas vezes nem se fala disso na mídia. Eu venho porque não há uma mudança e nenhuma revolução que não seja através do professor e da escola e vocês vão multiplicar uma nova sociedade</em>”, refletiu ele, que ainda atua na área e faz doutorado em religiosidade contemporânea.</p>
<div id="attachment_60752" aria-labelledby="figcaption_attachment_60752" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28321118018_0d61bb3ed3_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60752" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28321118018_0d61bb3ed3_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos tiveram uma manhã de novos aprendizados</p></div>
<p dir="ltr">“<em>Se você tirar a religiosidade da cultura popular vai ficar faltando espaço. O maracatu é religioso, o bumba-meu-boi é religioso, o reisado é religioso, dentre outros. Já me perguntaram qual é a minha religião e digo que é o bem, mas os cristianismo foi muito forte na minha formação, minha mãe era muito devota</em>”, disse ele, ao responder Evaldo Costa, sobre o interesse pelo tema, cujos símbolos o músico também usa pelo corpo através de tatuagens e adereços. “<em>Esse projeto deveria ser perene e fazer parte do calendário oficial das escolas. Um projeto que promove essa integração entre a escola, a comunidade e os agentes que fazem cultura soma. É fundamental quando a escola sai de suas paredes e encontra esse diálogo e, aqui nessa região onde vivi, foi muito emocionante</em>”, concluiu Silvério, sobre a experiência.</p>
<p>Entre os alunos que fizeram fila para cumprimentar os artistas, Henric Gabriel, de 16 anos, aprovou a manhã de aprendizado. “<em>Em outro espaço da vida, eu não poderia ter conhecido os dois. Agora quero saber mais sobre os livros de Evaldo e as músicas de Silvério</em>”, adiantou ele. A curiosidade despertada pelo debate entre os alunos, foi prevista pela gestora da Escola, Sylvia Muniz.  “<em>Fico muito feliz que a Secult e a Fundarpe tragam esse projeto para cá, porque essa é uma das coisas inesquecíveis que os alunos devem guardar na caixinha da vida e repassar para os filhos deles</em>”, apostou ela, sobre o caráter transformador da vivência.</p>
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		<title>Livro &#8220;Memorial do dia seguinte&#8221; permite um novo olhar sobre a Revolução de 1817</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2018 12:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_58221" aria-labelledby="figcaption_attachment_58221" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/memorial-do-dia-seguinte.jpg"><img class="size-medium wp-image-58221" alt="Cepe/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/memorial-do-dia-seguinte-607x369.jpg" width="607" height="369" /></a><p class="wp-caption-text">o livro reúne 106 documentos raros sobre a Revolução de 1817</p></div>
<p>Momento histórico dos mais significativos do Brasil, relembrado no ano passado com vasta programação pela passagem do seu bicentenário, a Revolução de 1817 ganha uma nova perspectiva de análise com o livro <i>Memorial do dia seguinte, a Revolução de 1817 em documentos da época</i>, edição conjunta da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e Arquivo Público Estadual, que será lançada nesta quinta-feira (1º), a partir das 18h30, no Arquivo Público Estadual, na Rua Imperador,371, Centro do Recife. Além do lançamento, o Arquivo abre exposição com os documentos históricos originais que deram origem ao livro.</p>
<p>Organizado pelo jornalista Evaldo Costa e pelos pesquisadores Hildo Leal da Rosa e Débora Cavalcantes de Moura, o livro reúne 106 documentos raros de vários acervos (fundos) do  próprio Arquivo Público que permitem compreender de que forma se deu o cotidiano das pessoas no pós-revolução e a brutal repressão da Coroa portuguesa aos revolucionários e simpatizantes do movimento libertário que fez de Pernambuco república independente por exatos 75 dias.</p>
<p>Um projeto idealizado no segundo semestre de 2016, quando Evaldo Costa, ainda na direção do Arquivo Público, iniciou com a equipe da instituição a identificação de toda documentação referente ao fato histórico, seleção e digitalização dos manuscritos mais relevantes. Etapas iniciais de um minucioso trabalho de pesquisa que durou mais de um ano e que contou com inúmeros desafios, como atesta o próprio Evaldo em seu texto de apresentação. &#8220;<em>Em primeiro lugar, era preciso transcrever os documentos manuscritos, interpretando caligrafias e resgatando sentidos de texto produzidos em ortografia da época. A equipe do Arquivo, liderada por Hildo Leal da Rosa e Débora Cavalcante de Moura, dedicou meses de trabalho árduo à missão, manuseando documentos seculares com a preocupação de compreendê-los e sem, em nenhuma hipótese, colocá-los em risco&#8221;</em>, ressalta.</p>
<p>Com 382 páginas, <i>Memorial do dia seguinte</i> conta também com texto do professor de História Flávio José Gomes Cabral, que contextualiza para leitor  eventos ocorridos dentro e fora do Estado antes, durante e depois do movimento emancipacionista pernambucano, além de resumos que acompanham cada documento, facilitando a compreensão do leitor não especialista em manuscritos antigos.Os mais de cem documentos raros contidos no livro &#8211;  ofícios administrativos, correspondências militares, comunicações enviadas a autoridades de Portugal, entre outros &#8211; são fonte substancial para pesquisas, além de indicativo do esforço empregado pela Coroa para sufocar e apagar da história qualquer vestígio referente ao movimento libertário de 1817.</p>
<p>Relatos de operações policiais para captura e execução de rebeldes, pedidos de recompensas e honrarias daqueles que lutaram pela Coroa portuguesa, soldos reivindicados por viúvas de heróis mortos, informes sobre a participação de negros no movimento, narrativas sobre o último dia da revolução no Recife, entre outros, integram o rico manancial de informações inéditas. “Algumas dessas páginas atravessaram o tempo e sobreviveram às ordens de Portugal, que não mediu esforços para destruir toda documentação referente à Revolução de 1817. Pela primeira vez estão sendo disponibilizadas de forma ordenada e classificada, transformando-se em fonte de valor inestimável desse importante momento da história de Pernambuco e do Brasil”, assegura o diretor do Arquivo Público Estadual, Félix Filho, que também participou ativamente do projeto.</p>
<p>O livro <i>Memorial do dia seguinte </i>integra a programação oficial do <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/acoes-culturais-celebram-o-bicentenario-da-revolucao-de-1817/" target="_blank"><strong>Bicentenário da Revolução de 1817</strong></a>.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
<b>Lançamento de Memorial do dia seguinte, a Revolução de 1817 em documentos da época</b><br />
Quando: quinta-feira (1º), às 18h30<br />
Onde: Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (Rua Imperador, 371, Santo Antônio)<br />
Valor do livro: R$ 40,00 (livro físico), R$ 12, 00 (E-book)<br />
Pontos de vendas: Lojas física e online da Cepe, livrarias Imperatriz, Jaqueira, da Praça; E-book: Google, Saraiva, Cultura, Kobo e Amazon</p>
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