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Secretaria de Cultura

Ações culturais celebram o Bicentenário da Revolução de 1817

Programação envolve debates, palestras e exposições

Desde a última segunda-feira (6), o Governo do Estado de Pernambuco tem celebrado o Bicentenário da Revolução de 1817. Com uma vasta programação cultural, que envolve debates, palestras, exposições e até passeios de bicicletas, as festividades marcam os 200 anos da eclosão do movimento revolucionário que estabeleceu a primeira república no Brasil.

Ao longo desta semana houve uma série de comemorações no Palácio do Campo das Princesas, na Academia Pernambucana de Letras (APL), no Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico de Pernambuco (IAHGP) e no Distrito Federal que congregaram diferentes instituições e setores da sociedade para celebrar essa data que mostra o protagonismo pernambucano nas lutas democráticas brasileiras.

Comandadas pela Comissão do Bicentenário, presidida pelo secretário-executivo da Casa Civil, Marcelo Canuto, as atividades se estenderão por 2018 e, além dos eventos (listados abaixo), prevê a construção de um monumento será construído no Rio Capibaribe, nas proximidades da Praça da República e do Palácio do Campo das Princesas. A obra do Mirante da República está sendo negociada pelo governo de Pernambuco com a artista plástica franco-brasileira Marianne Peretti, que assinou o vitral da Catedral de Brasília, na capital federal.

Divulgação

Divulgação

A presidente da APL Margarida Cantarelli, o governador Paulo Câmara, o deputado Tadeu Alencar, o pernambucano Carlos e o vice-governador Raul Henry na Sessão Solene da Câmara dos Deputados, realizada na última terça-feira (7) no Distrito Federal, em homenagem ao Bicentenário da Revolução de 1817

Um selo com a bandeira de Pernambuco foi produzido pelos Correios e vai circular nacionalmente lembrando o bicentenário da revolução republicana. O Governo do Estado encomendou medalhas comemorativas que foram entregues, na última segunda-feira (6), aos ex-governadores vivos e a representantes de instituições históricas relacionadas à memória dos revolucionários, no Palácio Campo das Princesas. “A Revolução de 1817 é uma marca da liberdade, da democracia e da liberdade de imprensa. É nosso papel resgatar e valorizar essa história”, afirma Canuto.

O secretário ressaltou ainda que haverá ações nas áreas de literatura, teatro e música na programação, como a sessão solene ocorrida na APL, também na segunda (6), em que o acadêmico Vamireh Chacon ministrou a palestra “A Revolução de 1817 e a cultura brasileira”. A presidente da Fundarpe, Márcia Souto, compareceu ao evento e destacou a importância das festividades para o povo pernambucano. “O nosso Estado sempre esteve à frente de vários movimentos políticos e culturais no Brasil. Celebrar o Bicentenário da Revolução reafirma a nossa bravura e também o nosso dever em preservar o legado desse marco na democracia brasileira”, diz ela, que também integra a Comissão do Bicentenário.

João Paulo Seixas/Fundarpe

João Paulo Seixas/Fundarpe

A presidente Márcia Souto marcou presença na sessão na APL

Dentro da programação do Bicentenário, serão publicados, ainda, por meio da Cepe, livros com abordagens críticas de 1817, como o “Abecedário da Revolução” e “História da Revolução de Pernambuco em 1817″ que serão lançados no próximo dia 12 de março, no Museu da Cidade do Recife, e “Dez visões sobre 1817″, livro que reúne dez ensaios de historiadores contemporâneos a respeito da Revolução. O Acervo Cepe também disponibilizará uma lista com 275 referências bibliográficas e documentos sobre 1817.

A restauração do Arquivo Público de Pernambuco, inclusive, integra as ações comemorativas do Bicentenário. Também acontecerá, no Museu da Cidade do Recife, uma exposição cultural e educacional sobre fatos e personagens da data. Será realizada uma ação de fixação de placas de azulejo para identificação de monumentos ou locais de relevância para a Revolução de 1817.

Além das atividades realizadas pelo Governo do Estado e pela Comissão, algumas instituições parceiras estarão realizando sua própria programação. É o caso da Academia Pernambucana de Letras, que promoverá o evento “Música na APL”, com a artista Eliana Caldas. Já o Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico de Pernambuco realizará diversas ações em comemoração ao marco. Entre elas está o lançamento de concursos de monografias e redações sobre 1817, nas Universidades de Pernambuco, e um Seminário Nacional sobre a época.

No âmbito nacional, as paredes do corredor de acesso ao Plenário Ulysses Guimarães, no Congresso, em Brasília, receberá uma exposição com painéis com gravuras, documentos, mapas e jornais de 1817, além de objetos pertencentes aos revolucionários. O Ministério da Cultura também terá uma exposição sobre o tema.

Exposição
A história da Revolução de 1817 será contada em uma exposição no Museu da Cidade do Recife, localizado no Forte das Cinco Pontas, bairro de São José. A mostra será aberta ao público no domingo (12), durante as comemorações dos aniversários do Recife e de Olinda. A exposição 1817 – Revolução Republicana ficará em cartaz até março de 2018.

“Há 200 anos, Pernambuco viveu um momento único na história do Brasil, quando fez a revolução e, durante 74 dias, se estabeleceu como uma república, livre da Coroa portuguesa. A exposição contará essa história e foi dividida em cinco eixos temáticos. Mediadores vão receber escolas e espectadores em geral”, explicou a diretora do museu e curadora da exposição, Betânia Correa de Araújo.

Com entrada gratuita, a exposição é dividida em três grandes momentos: o primeiro, com filmes e narrativas do cenário que fez explodir a revolta; na segunda parte irá mostrar como era a vida na Vila de Santo Antônio do Recife de Pernambuco e falar dos líderes do movimento; e a última, é dedicada às bandeiras, com exposição da bandeira da revolução pernambucana. No último espaço, o visitante pode criar e expor a sua própria bandeira. A abertura acontece às 16h e contará com lançamento de livros e apresentação de uma composição musical própria.

Histórico
Diferentemente de todas as outras revoltas de ordem conspiratória da época, a Revolução de 1817 foi a única que chegou a ter um governo republicano instalado durante 74 dias, tendo influenciado ainda dois outros movimentos importantes: a Convenção de Beberibe, em 1821, e a Confederação do Equador, em 1824. A Revolução de 1817 também sofreu influência da Revolução Francesa, por meio da comunidade de maçons atuante no Estado a partir dos ideais de “liberdade, igualdade e fraternidade”.

Eventos e ações já programadas: 

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