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	<title>Portal Cultura PE &#187; FIG 2016</title>
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		<title>O mergulho intenso de José Juva no FIG 2016</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2016 15:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Marina Suassuna Um dos destaques do último dia do Festival de Inverno de Garanhuns, no sábado (30), foi a presença do poeta José Juva. Vencedor do Prêmio Pernambuco de Literatura, Juva apresentou-se, no mesmo dia, na Casa Galeria Galpão com a performance Retratos Escorregadios &#8211; Apropriações Poéticas dos Erros e também na Praça da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>por Marina Suassuna</em></p>
<p>Um dos destaques do último dia do Festival de Inverno de Garanhuns, no sábado (30), foi a presença do poeta <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/literatura/jose-juva-lanca-vupa-em-vocalizacao-no-espaco-pasargada/" target="_blank"><strong>José Juva</strong></a>. Vencedor do Prêmio Pernambuco de Literatura, Juva apresentou-se, no mesmo dia, na Casa Galeria Galpão com a performance <em>Retratos Escorregadios &#8211; Apropriações Poéticas dos Erros</em> e também na Praça da Palavra, onde encerrou a programação do polo com seu projeto poético musical <em>P.i.Va</em>, em homenagem ao poeta paulistano Roberto Piva.</p>
<div id="attachment_38859" aria-labelledby="figcaption_attachment_38859" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/retratos-escorregadios.jpg"><img class="size-medium wp-image-38859" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/retratos-escorregadios-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A performance &#8216;Retratos Escorregadios&#8217; levou poemas e improvisos à Casa Galeria Galpão</p></div>
<p>Pensada especialmente para o festival, a performance &#8216;Retratos Escorregadios &#8211; Apropriações Poéticas dos Erros&#8217; inspirou-se na estética <em>glitch</em> para trabalhar a questão do improviso, do acaso e da imprevisibilidade através de fotografias e poemas. Juva explica que pensou a proposta juntamente com Camillo José, Jonatas Onofre e Ítalo Dantas, com quem editou imagens de transeuntes afim de gerar erros, corromper arquivos e dar efeitos inesperados.<em> &#8220;A partir dessas fotos editadas, nós quatro fizemos poemas que, somados à trilha sonora que também desenvolvemos, pudessem dialogar para construir a imagem de uma pessoa. A brincadeira é criar uma série de mediações, um tira um retrato enquanto o outro escreve o poema e o terceiro edita. É uma linha de montagem cega pra falar que a gente pode tentar criar um retrato, falar de alguém, escrever um poema narrativo biográfico, mas que tudo, no final das contas, é uma grande criação em cima da realidade&#8221;</em>, comentou. Na ocasião, os poemas foram recitados para o público enquanto as imagens corrompidas eram exibidas num telão.</p>
<div id="attachment_38858" aria-labelledby="figcaption_attachment_38858" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Gilvanedja Mendes</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/PIVA-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-38858" alt="Gilvanedja Mendes" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/PIVA-1-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">&#8216;P.i.Va&#8217; encerrou as atividades na Praça da Palavra</p></div>
<p>Diferente da performance, o pocket show <em>Uma alucinação na ponta de teus olhos</em>, que Juva apresentou na Praça da Palavra com a banda P.i.Va &#8211; Poesia Incendiária Valvulada, faz parte de um projeto já apresentado nos palcos do Recife em homenagem ao poeta paulista Roberto Piva e que recentemente virou um <a href="https://soundcloud.com/projetopiva/sets/uma-alucinacao-na-ponta-de-teus-olhos" target="_blank"><strong>disco</strong></a> com o mesmo nome do show. Formado por José Juva com os músicos Muta (baixo e voz), Tiago West (guitarra, programações e vocais), Leo Vila Nova (percussões e vocais), Rama Om (didgeridoo, percussões, berimbau de boca, pífano, violino e vocais) e Glauco César II (que compôs e gravou piano em algumas músicas diretamente de Lisboa, onde reside atualmente), P.I.Va levou para o palco da Praça da Palavra o repertório de seu disco, que traz 14 faixas híbridas de canções e poemas falados, desde sons pesados e distorcidos das guitarras, ritmos percussivos propiciadores do êxtase e da dança até registros psicodélicos de voz e didgeridoo para manifestar o clima ancestral e xamânico que compõe a poética de Roberto Piva, conhecido pela ligação com a geração marginal dos anos 1960 e pela influência da literatura beat norte-americana.</p>
<p><em>&#8220;São dois campos de atração completamente diferentes que acabam sendo complementares pra mim enquanto poeta. Além de pensar em atuações distintas, é também uma oportunidade de pensar um momento em que elas podem se cruzar pra um terceiro projeto&#8221;</em>, reflete o artista, que já participou do FIG em edições anteriores na parte de produção e ações formativas. <em>&#8220;Agora o momento está sendo esse, tornar público alguns projetos artísticos. Eu já tinha apresentado o P.I.Va na Torre Malakoff e no Festival A Noite do Desbunde Elétrico e agora retomamos porque estávamos nos preparando para o lançamento do disco com as músicas do espetáculo. Nesse projeto, temos mais domínio do que vai acontecer, que é o oposto da performance, sobre a qual não temos controle, não sabemos como ela vai, de fato, acontecer&#8221;</em>, reflete.</p>
<div id="attachment_38817" aria-labelledby="figcaption_attachment_38817" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">SecultPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/jose-juva.jpg"><img class="size-medium wp-image-38817 " alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/jose-juva-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O poeta ainda participou de um diálogo na sexta-feira (29) com outros vencedores do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura</p></div>
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		<title>Apresentações, oficinas e encontros tradicionais ocuparam o polo Castainho</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2016 20:23:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Márcio Bastos O Castainho, na zona rural de Garanhuns, é uma das comunidades remanescentes de quilombos em Pernambuco que preserva e perpetua tradições de seus antepassados. Durante o Festival de Inverno de Garanhuns, o território acolhe apresentações de grupos culturais tradicionais da região, abre espaço para intercâmbios entre a comunidade e artistas das mais diferentes [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>por Márcio Bastos</em></p>
<div id="attachment_38840" aria-labelledby="figcaption_attachment_38840" class="wp-caption img-width-323 alignright" style="width: 323px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leo Caldas</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/percussao-leo-caldas-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-38840" alt="Leo Caldas" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/percussao-leo-caldas-2-323x486.jpg" width="323" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Representantes de seis comunidades quilombolas participaram das oficinas</p></div>
<p>O Castainho, na zona rural de Garanhuns, é uma das comunidades remanescentes de quilombos em Pernambuco que preserva e perpetua tradições de seus antepassados. Durante o Festival de Inverno de Garanhuns, o território acolhe apresentações de grupos culturais tradicionais da região, abre espaço para intercâmbios entre a comunidade e artistas das mais diferentes linguagens, e recebe diversas oficinas de formação cultural. A culminância de todas essas ações aconteceu na sexta-feira, 29 de julho, e transformou-se em uma celebração coletiva, com apresentações e reforço do que é mais importante: a perpetuação dos saberes e das culturas tradicionais para além do período do festival.</p>
<p>&#8220;A comunidade tem uma vida cultural muito forte durante todo o ano, que não para depois das oficinas. Mas, esse é um momento em que a gente recebe esse conhecimento e passa também para os oficineiros que vêm para cá. É uma ação importante, que congrega não só o nosso quilombo, mas também os de Tigre, Estivas, Estrela e Timbó&#8221;, reforçou José Carlos, líder da comunidade.</p>
<div id="attachment_38837" aria-labelledby="figcaption_attachment_38837" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leo Caldas</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/percussao_leo-caldas.jpg"><img class="size-medium wp-image-38837" alt="Leo Caldas" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/percussao_leo-caldas-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Teoria ritmo-musical e história da cultura popular foram alguns temas discutidos na oficina de Ritmos Percussivos</p></div>
<p>Entre as atividades ofertadas durante o festival estiveram as oficinas de Danças Moçambicanas e Diásporas Africanas, ministrada por Manuel Castomo; de Frevo, com Bruna Renata; de Ritmos Percussivos Batá Kossô – Tambores do Rei, com Felipe França; e de Formação e Aperfeiçoamento de Roadies, com João Zarai.</p>
<p>&#8220;Tivemos cerca de 130 pessoas, de seis comunidades, participando das oficinas, o que para a gente é muito importante, porque vemos a vontade dos moradores em aprender, em trocar. É preciso que a gente desmistifique alguns preconceitos, temos que preservar as tradições dos quilombos e também colocá-lo na contemporaneidade. É preciso trabalhar com as novas gerações, apresentar as possibilidades, até para que elas possam contribuir cada vez mais com suas comunidades&#8221;, reforçou Chiquinho, coordenador do polo Castainho.</p>
<div id="attachment_38838" aria-labelledby="figcaption_attachment_38838" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Chiquinho de Assis</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/expo-xucuru-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-38838" alt="Chiquinho de Assis" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/expo-xucuru-3-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O polo também recebeu a exposição fotográfica do Povo Xucuru, de Thácio Coelho</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38839" aria-labelledby="figcaption_attachment_38839" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Chiquinho de Assis</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/encontro-juventude-indigena-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-38839" alt="Chiquinho de Assis" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/encontro-juventude-indigena-2-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Participantes do Encontro da Juventude Indígena, que também aconteceu no Castainho, fizeram ritual pedindo licença às lideranças ancestrais do território</p></div>
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		<title>Coletivo de Comunicação Popular fomentou novas leituras sobre produção radiofônica no FIG</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2016 16:12:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Além das ondas eletromagnéticas, o rádio contemporâneo encontra na internet uma extensão para novas possibilidades estéticas e narrativas. Tecnicamente, as plataformas digitais ampliam as condições de não apenas ouvir, mas também de falar através da linguagem radiofônica. Nesta perspectiva, a oficina “Comunicação e Cultura Digital: produções radiofônicas para comunicação popular” abriu portas para a teoria [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Além das ondas eletromagnéticas, o rádio contemporâneo encontra na internet uma extensão para novas possibilidades estéticas e narrativas. Tecnicamente, as plataformas digitais ampliam as condições de não apenas ouvir, mas também de falar através da linguagem radiofônica. Nesta perspectiva, a oficina <strong>“Comunicação e Cultura Digital: produções radiofônicas para comunicação popular”</strong> abriu portas para a teoria e a prática do ativismo social através pela comunicação.</p>
<p>Contando com público de diversas áreas, a oficina utilizou metodologia participativa durante os cinco dias de realização – de 25 a 29 de julho. A carga horária de vinte horas foi utilizada para análise de conjuntura da comunicação no país, leitura de possibilidades criativas nas narrativas sonoras, apresentação de plataformas digitais e ferramentas para produção radiofônica. Como resultado, foi criada uma conta na rede social de compartilhamento de áudio SoundCloud. O perfil está armazenando conteúdo sobre as atrações do FIG 2016, tema escolhido pelos próprios participantes.</p>
<div id="attachment_38819" aria-labelledby="figcaption_attachment_38819" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/oficina-radio-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-38819" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/oficina-radio-1-607x453.jpg" width="607" height="453" /></a><p class="wp-caption-text">Participantes registraram o momento ao lado do facilitador Daniel Lamir (à direita)</p></div>
<p>“Eu vi a possibilidade de usar as peças radiofônicas para muito além do trabalho comercial de rádio. O potencial que a internet proporciona hoje possibilita projetos populares, culturais e educativos, que vão além das fronteiras potenciais de radiodifusão”, avalia o administrador Antônio Ferrão, participante da oficina.</p>
<p>Além do debate sobre a necessária democratização da comunicação no país, ferramentas como celulares e softwares livres reforçaram as práticas de possibilidades no acesso do fazer radiofônico. Os participantes compartilharam e planejaram estratégias de ativismo pelas redes sociais, com propostas de produção de gêneros e formatos diversos como radiojornalismo, radionovela, spots e podcasts.</p>
<p>“Essa oficina tem sido um encontro com a nova perspectiva com o som para a mobilização e comunicação social. A comunicação nesta perspectiva da oficina passa a ser falar, ouvir e sentir. Para mim, a oficina é uma nova oportunidade de novos encontros com o som”, ressalta Marta Grosso, jornalista que mora no município de Feira de Santana (BA).</p>
<div id="attachment_38820" aria-labelledby="figcaption_attachment_38820" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/oficina-radio-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-38820" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/oficina-radio-2-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Os conteúdos produzidos estão disponíveis online</p></div>
<p>A oficina dialogou ainda com algumas das outras 37 disponíveis nesta edição do FIG, como, por exemplo, a da Banda de Pífanos e a de Música Freeletrônica. Ministrada pelo jornalista e radialista Daniel Lamir, as atividades da oficina “Comunicação e Cultura Digital: produções radiofônicas para comunicação popular” foram realizadas através do Terral Coletivo de Comunicação Popular.</p>
<p>“Vai ficar registrada [a oficina] não só nas mídias, mas também na experiência de cada um de nós, tanto profissional quanto pessoal. Aqui sai muito mais que conhecimento. mas aqui fizemos um crescimento pessoal e humano”, destaca a aluna de veterinária Mary Rodrigues.</p>
<p>Ouça os conteúdos produzidos pelos participantes em <strong><a href="https://soundcloud.com/vivaofig" target="_blank">Viva o FIG</a>.</strong><br />
Conheça melhor o <strong><a href="https://www.facebook.com/terralcoletivo/" target="_blank">Terral Coletivo de Comunicação Popular</a></strong>.</p>
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		<title>Um passeio pela música contemporânea nordestina</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2016 14:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festival de Inverno]]></category>
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		<category><![CDATA[ayrton montarroyos]]></category>
		<category><![CDATA[FIG 2016]]></category>
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		<category><![CDATA[Palco Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Seu Pereira e Coletivo 401]]></category>

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		<description><![CDATA[O encerramento do Palco Pop trouxe muita chuva e frio, mas, principalmente, um público que ainda não estava preparado para dizer “até logo” ao FIG. Muitos adolescentes ficaram, durante toda a noite, na grade do palco, na certeza de que aquele momento era único e que logo se transformaria em memória pra vida toda. Em [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O encerramento do Palco Pop trouxe muita chuva e frio, mas, principalmente, um público que ainda não estava preparado para dizer “até logo” ao FIG. Muitos adolescentes ficaram, durante toda a noite, na grade do palco, na certeza de que aquele momento era único e que logo se transformaria em memória pra vida toda.</p>
<div id="attachment_38806" aria-labelledby="figcaption_attachment_38806" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Juarez Ventura</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/publico-pop.jpg"><img class="size-medium wp-image-38806" alt="Juarez Ventura" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/publico-pop-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Público do Palco Pop no sábado (30)</p></div>
<p>Em grande parte, estavam ali para ver <strong>Lucas Notaro e Os Corajosos</strong>, banda bastante apoiada no cenário local e que costuma fazer shows em eventos esporádicos por Garanhuns. Alguns veriam pela primeira vez uma apresentação do cantor <strong>Ayrton Montarroyos</strong>, recifense de apenas 21 anos, conhecido pela participação no programa<em> The Voice Brasil</em> em 2015, no qual teve um desempenho acima da média. Muitos outros, ansiavam que <strong>Seu Pereira e Coletivo 401</strong>, banda de samba rock nervoso da Paraíba, fizesse seu primeiro show pelas “minhas áreas”, como cantam em “Rabissaca”. Todos, provavelmente, se encantariam ao ver os batuques do grupo <strong>Bongar</strong>, última atração da noite.</p>
<p>Ayrton foi uma grata surpresa. Contratado de última hora para substituir Nuria Mallena, teve pouco mais de um dia para se preparar para o maior show de sua vida, até o momento; ou, pelo menos, com maior público. “Esse é o primeiro FIG que eu participo de fato, mas já trabalhei aqui como produtor e sou pernambucano, então eu sei da importância desse festival, que é um encontro de pessoas que realmente têm algo a mostrar. Não estávamos fazendo shows, porque estou finalizando meu CD e precisava estar muito focado, mas quando surgiu a proposta do FIG&#8230; Pô, o FIG eu não posso deixar de fazer, né? (risos)”, brincou o cantor, que deve lançar um disco autoral até o final desse ano.</p>
<div id="attachment_38807" aria-labelledby="figcaption_attachment_38807" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Juarez Ventura</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/ayrton-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-38807" alt="Juarez Ventura" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/ayrton-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O recifense Ayrton Montarroyos fez sua primeira apresentação no FIG</p></div>
<p>Durante o show, releituras de músicas cantadas no programa e de “coisas boas que quero mostrar ao público” fizeram sucesso e encantaram os presentes, especialmente em relação ao tom de voz do jovem, que interpretou “Olhos nos olhos” (Chico Buarque), “Vamos ficar sol” (Tibério Azul), Carinhoso (Pixinguinha) e “E então” (Academia da Berlinda). Também elogiou artistas “da terra” como a própria banda Academia da Berlinda, o pianista Zé Manoel e as cantores Ylana Queiroga e Isadora Melo. “São pessoas de Pernambuco que levam nosso nome para fora da melhor maneira possível”, citou.</p>
<p><b>De um estado irmão, Seu Pereira e Coletivo 401 chegaram ao FIG</b></p>
<p>Finalmente, a banda Seu Pereira e Coletivo 401 fez seu primeiro grande show, após grande mobilização nas redes sociais, na cidade de Garanhuns. Thiago Sombra, baixista do grupo, disse que se assustou com o quanto a banda é querida no Agreste pernambucano. “A gente via o pessoal pedindo bandas grandes, de nome nacional, e pedindo Seu Pereira”, comemorou.</p>
<p>O líder da banda, Jonathas Pereira, contou que era um sonho tocar em um festival como FIG, apesar de já ter participado de outros grandes festivais, como o Campus Festival (PB) e a Virada Cultural (SP). “Já vim várias vezes como espectador, assisti a grandes shows e agora estar aqui é muito bom”, declarou o também fã de Naná, nosso homenageado. “Vi um show dele espetacular, em João Pessoa, em que ele conseguiu simular barulhos de chuva na floresta, sons da natureza, foi uma experiência incrível”, relembra o cantor.</p>
<div id="attachment_38808" aria-labelledby="figcaption_attachment_38808" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Juarez Ventura</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/seu-pereira.jpg"><img class="size-medium wp-image-38808" alt="Juarez Ventura" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/seu-pereira-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Seu Pereira e Coletivo 401 foram bastante prestigiados pelo público agrestino</p></div>
<p>Os sucessos do grupo pessoense foram ecoados pelo público, que chegavam a tentar ultrapassar as grades para chegarem perto da banda. “Mamãe e papai”, “Rabissaca”, “Já era”, “Menina ET”&#8230; Pra quem é fã do primeiro disco da banda não houve tempo ruim. O segundo álbum, que deve ser lançado até outubro por meio de financiamento coletivo, também já estava na ponta da língua de vários presentes, demonstrando que um retorno, em breve, à Cidade das Flores, seria muito bem recebido.</p>
<p><b>De Xambá ao Palco Pop</b></p>
<p>Com o objetivo de levar a outras comunidades o coco do terreiro Xambá, de Olinda, formou-se, em 2001, o grupo Bongar, última e especialíssima atração do nosso Palco Pop. Apesar de o grupo já ter participado do Festival de Inverno em outros palcos, como no de Cultura Popular e no Palco Mestre Dominguinhos, o show de ontem foi especial: comemorou os 15 anos de estrada da banda, de música e das ações conectadas ao Bongar e à edução e formação musical de sua comunidade. Retrato do nordeste, tocam coco, ciranda, maracatu e suas músicas de terreiro, mas, além disso, realizam trabalhos de formação cultural e instrumental com aulas de percussão, palestras e outras vivências que estimulam os jovens a se profissionalizar e, mais ainda, divulgar a cultura pernambucana.</p>
<div id="attachment_38809" aria-labelledby="figcaption_attachment_38809" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Juarez Ventura/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/bongar.jpg"><img class="size-medium wp-image-38809" alt="Juarez Ventura" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/bongar-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O grupo olindense Bongar fez show comemorando 15 anos de história</p></div>
<p>“É um trabalho que vai além da cultura popular, da música, e o FIG dá oportunidade para que possamos traduzir essa complexidade. Somos um grupo de cultura popular que faz de sua música um discurso afirmativo, e essa nova conjuntura, esse novo formato político do festival nos possibilita fazer uma grande partilha sobre o que aprendemos e produzimos nos últimos 15 anos”, reiterou Guitinho, líder do grupo &#8211; que lançou um novo disco no mês passado, o “Samba de gira”.</p>
<p>Guitinho também falou emocionado sobre nosso homenageado, Naná Vasconcelos, um de seus mentores. “O Naná sempre foi um grande mestre. Poucas pessoas sabem, mas a mãe dele era feiticeira Xambá, muito da nossa música tem dele por isso também. Por isso, nesse show, ele esteve presente. Viva a percussão de Naná, que segue vivo entre nós”. Axé!</p>
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		<title>26º FIG deixa sementes nas artes cênicas do Agreste</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2016 12:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Márcio Bastos O Festival de Inverno de Garanhuns tem, há 26 anos, movimentado a cidade do Agreste com várias apresentações culturais e atividades de formação. É um período de efervescência, com muita festa, mas também muito intercâmbio de experiências que reverberam pelos anos seguintes. Um exemplo disso fico claro no sábado (30), no encerramento [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>por Márcio Bastos</em></p>
<p>O Festival de Inverno de Garanhuns tem, há 26 anos, movimentado a cidade do Agreste com várias apresentações culturais e atividades de formação. É um período de efervescência, com muita festa, mas também muito intercâmbio de experiências que reverberam pelos anos seguintes. Um exemplo disso fico claro no sábado (30), no encerramento da Mostra de Teatro Alternativo, que teve sua primeira edição realizada em 2016.</p>
<p>Após a apresentação de <strong>(In)Cômodos</strong>, espetáculo baseado em contos de Cícero Belmar e estrelado por Cleyton Cabral, Hilda Torres e Luciana Pontual, o público se reuniu para o debate mediado por Rodrigo Dourado, prática que aconteceu após as encenações da Mostra, reforçando um caráter pedagógico da ação. Porém, dessa vez a conversa tomou caminhos mais aprofundados, que saíram do âmbito do espetáculo em si para falar da importância do evento, de políticas públicas para o teatro no interior e das vivências dos artistas locais.</p>
<div id="attachment_38704" aria-labelledby="figcaption_attachment_38704" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Juarez Ventura</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28595494606_04e87268c5_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-38704" alt="Juarez Ventura" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28595494606_04e87268c5_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Público acompanhou movimento de teatro que prolifera no Recife</p></div>
<p>Como observou Jorge Clésio, coordenador de Artes Cênicas da Secult-PE, a execução da Mostra de Teatro Alternativo foi possível graças à articulação do movimento artístico que desde 2014 tem buscado alternativas às possibilidades de se fazer teatro, tanto em termos de espaço quanto de estética. &#8220;O governo esteve muito sensível à demanda dos artistas, mas o mérito é todo da classe por se articular e apresentar a viabilidade do projeto&#8221;, pontuou.</p>
<p>Rodrigo Dourado, que encabeçou a demanda junto com outros artistas, reforçou ainda que essa primeira experiência foi muito positiva e clamou pela continuidade da ação, inclusive com sua expansão, podendo, nos próximos anos, inclusive abrir espaço para que grupos de todo o Estado se inscrevam na programação.</p>
<p>&#8220;Esse primeiro momento foi muito positivo para mostrarmos a necessidade de abrir esses espaços e também reforçar que há um público ávido para consumir esse tipo de teatro&#8221;, disse.</p>
<p>Da parte do público, artistas e espectadores, principalmente de cidades vizinhas a Garanhuns, reforçaram o impacto que a mostra teve, abrindo a perspectiva deles para outras formas de exibir suas produções tendo em vista que muitas cidades fora da Região Metropolitana do Recife não possuem teatros ou, quando os têm, os mesmos se encontram sucateados.</p>
<p>&#8220;É muito bom poder entrar em contato com trabalhos que vão nos possibilitar chegar em nossas cidades e escoar nossa produção em casas, galpões ou espaços alternativos&#8221;, reforçou Alex Ricardo, ator de Palmeira dos Índios.</p>
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		<title>Ações literárias reuniram escritores premiados e discussões sobre a obra de Shakespeare</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2016 02:41:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[FIG 2016]]></category>
		<category><![CDATA[III Prêmio Pernambuco de Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais uma vez, os ganhadores do Prêmio Pernambuco de Literatura tiveram espaço para lançar, divulgar e comentar sobre as obras premiadas, dessa vez, na terceira edição do concurso. Os vencedores da categoria de contos (Mário Filipe Cavalcanti, com “Caninos amarelados”, e Luiz Coutinho Dias Filho, com “Nós, os bichos”) e de poesia (Carlos Gomes, com [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_38782" aria-labelledby="figcaption_attachment_38782" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Lais Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/escritores-garanhuns.jpg"><img class="size-medium wp-image-38782" alt="Lais Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/escritores-garanhuns-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Carlos Gomes, Mario Filipe Cavalcanti, José Juva e Luiz Fernando Coutinho conversaram com o poeta Helder Herik</p></div>
<p>Mais uma vez, os ganhadores do Prêmio Pernambuco de Literatura tiveram espaço para lançar, divulgar e comentar sobre as obras premiadas, dessa vez, na terceira edição do concurso. Os vencedores da categoria de contos (Mário Filipe Cavalcanti, com “Caninos amarelados”, e Luiz Coutinho Dias Filho, com “Nós, os bichos”) e de poesia (Carlos Gomes, com “êxodo,” e José Juva, com “Watsu”) debateram sobre seus livros e o processo de criação literária com o também já premiado poeta Helder Herik.</p>
<p>Exemplo do escritor moderno, o jovem escritor Mário Filipe Cavalcanti trabalhava unicamente como advogado até surgir uma necessidade maior de organizar uma coletânea de seus contos, que agora também fazem parte de um ofício. Citando alguns de seus escritores favoritos, como Milan Kundera, Caio Fernando Abreu e Franz Kafka – mera coincidência? –, falou da escrita como “segunda vida”, explicitando a importância não só do exercício, mas de registrar a inspiração. “Eu ando com um caderninho para cima e para baixo, porque nunca se sabe quando vai surgir algo. Às vezes, é no meio de uma audiência”, brincou.</p>
<p>Luiz Coutinho, que é neurocirurgião, demorou um pouco mais para poder exercer o ofício de escritor. Apaixonado pela “primeira” profissão, esperou tornar-se doutor para poder começar a registrar seus poemas, e, posteriormente, contos. “Quando quis ser médico, me inspirei nos melhores neurocirurgiões e tentei extrair de cada um o melhor, pois nenhum deles é perfeito. Com a literatura é a mesma coisa, e, portanto, meus contos têm muito de tudo que já li”, reiterou.</p>
<div id="attachment_38783" aria-labelledby="figcaption_attachment_38783" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/escritores-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-38783" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/escritores-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Luiz Fernando Coutinho leu trecho de um dos contos que integra &#8216;Nós, os bichos&#8217;</p></div>
<p>O livro vencedor de Carlos Gomes, projeto engavetado de sua graduação em Letras, foi uma das grandes surpresas da edição. Autor de um poema épico, gênero pouco publicado atualmente, ele se disse satisfeito por poder, finalmente, levar sua obra a público. “Eu me via impossibilitado de lançar no formato que queria, impresso, e ele ficou guardado. Lancei na internet, em versão digital, mas não era a mesma coisa”, disse. Após alguns anos e uma inscrição, a vontade foi realizada, e o livro, dedicado aos seus professores de letras, hoje companheiros de profissão.</p>
<p>José Juva, no entanto, caiu na poesia por acaso. Jornalista por profissão e com carreira acadêmica em andamento, afirmou que a poesia é algo inerente ao seu ser e existir, sendo também fruto do que lê, especialmente autores brasileiros contemporâneos. “Acabo estabelecendo um diálogo com autores que, por vezes, são da minha geração, tem experiências semelhantes”, explicou. Não só, porém. Hoje, no encerramento da Praça da Palavra, fará parte de um pocket show poético que homenageia o escritor Roberto Piva, intitulado “Uma alucinação na ponta de teus olhos”, às 20h.</p>
<p><b>A Cidade das Flores vira palco shakespeariano</b></p>
<p>Como forma de relembrar os 400 anos da morte do escritor e dramaturgo inglês William Shakespeare, atividades do FIG discutiram sua obra na última sexta-feira (29). Na Escola Municipal Instituto Presbiteriano de Heliópolis, o também escritor e dramaturgo – além de fã apaixonado de Shakespeare – Ronaldo Correia de Brito conversou com os alunos, que acompanharam atentos a palestra e uma apresentação de marionetes.</p>
<div id="attachment_38784" aria-labelledby="figcaption_attachment_38784" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/ronaldo.jpg"><img class="size-medium wp-image-38784" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/ronaldo-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Ronaldo Correia de Brito participou da ação especial do projeto Outras Palavras &#8211; Cultura &amp; Educação</p></div>
<div id="attachment_38785" aria-labelledby="figcaption_attachment_38785" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/titeres.jpg"><img class="size-medium wp-image-38785" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/titeres-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Os atores Fábio Caio e Marcondes Lima fizeram apresentação de títeres na escola</p></div>
<p>Simultaneamente, no bairro que nomeia a instituição de ensino, os atores João Pedro Fagerlande e Eliza Morenno abordavam os transeuntes, vestidos como bardos medievais, recitando trechos de peças e sonetos do autor.</p>
<div id="attachment_38786" aria-labelledby="figcaption_attachment_38786" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leo Caldas</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/bardos.jpg"><img class="size-medium wp-image-38786" alt="Leo Caldas" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/bardos-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A ação &#8216;Bardos de Shakespeare&#8217; interagiu com transeuntes</p></div>
<p>“Foi uma das melhores coisas que fiz na vida. Tinha muita vontade de trabalhar Shakespeare em escolas públicas e agora acho esse projeto, ainda não executado, vai andar”, comentou Ronaldo. Contista, romancista e dramaturgo, o escritor passeia bem pelas diferentes linguagens literárias, tendo sido bastante premiado e reconhecido como um dos grandes nomes da literatura brasileira. À noite, seria a vez da Praça da Palavra receber Ronaldo, em um debate com o professor Edigar Carvalho, para um debate sobre Shakespeare, dessa vez com intervenção dos “bardos”. “Tive a sorte de começar a ler Shakespeare muito cedo e sempre tive muita paixão por ele. Saber que ele existe em algum lugar da minha estante me torna melhor, torna minha vida mais possível, tolerável”, pontuou, emocionado.</p>
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		<title>Mais de 600 pessoas participaram das oficinas do FIG 2016</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2016 01:07:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O resultado das ações formativas desenvolvidas ao longo do Festival de Inverno de Garanhuns pôde ser conferido pelo público na última sexta-feira (29), no Parque Euclides Dourado, onde aconteceu a culminância dos trabalhos desenvolvidos com mais de 600 participantes num total de 40 oficinas. Foram contempladas oficinas em 12 linguagens artísticas, entre elas circo, teatro, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O resultado das ações formativas desenvolvidas ao longo do Festival de Inverno de Garanhuns pôde ser conferido pelo público na última sexta-feira (29), no Parque Euclides Dourado, onde aconteceu a culminância dos trabalhos desenvolvidos com mais de 600 participantes num total de 40 oficinas. Foram contempladas oficinas em 12 linguagens artísticas, entre elas circo, teatro, dança, literatura, patrimônio, cultura popular e artesanato. Dos 117 pontos de cultura de Pernambuco vinculados à Fundarpe e Secult-PE, 19 deles participaram das ações, incluindo apresentações artísticas e oficinas.</p>
<div id="attachment_38769" aria-labelledby="figcaption_attachment_38769" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/culminancia-1.jpg"><img src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/culminancia-1-607x404.jpg" alt="Rodrigo Ramos" width="607" height="404" class="size-medium wp-image-38769" /></a><p class="wp-caption-text">Euclides Dourado viveu tarde de apresentações culturais e mostra dos produtos realizados</p></div>
<p>De uma forma geral, as ações foram muito bem recebidas em todos os 7 polos: Aesga, Casarão dos Pontos de Cultura (escola Henrique Dias), CAIC, Caiquinho, CDL, Abrigo São Vicente de Paulo e no Quilombo de Castainho. Além das oficinas, os participantes também puderam participar de rodas de conversa. &#8220;Tivemos uma grande diversidade de interesses, possibilidades e oportunidades. Porque essas oficinas, para muitas pessoas, são uma porta de entrada para uma nova profissão. Para outras, é um processo de reciclagem e para outras significa um processo de descoberta de algo que gosta de fazer e que vai preencher uma curiosidade cultural e artística ou uma vontade de criar e fazer algo diferente. Então essas oficinas têm essa característica multifacetada e são também uma oportunidade de lazer mesmo”, avalia Tarciana Portella, gerente de Formação Cultural da Secult-PE.</p>
<div id="attachment_38770" aria-labelledby="figcaption_attachment_38770" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/tarciana.jpg"><img src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/tarciana-607x367.jpg" alt="Rodrigo Ramos" width="607" height="367" class="size-medium wp-image-38770" /></a><p class="wp-caption-text">A gerente de Formação Cultural da Secult, Tarciana Portella, comemorou o sucesso das ações</p></div>
<p>Esse ano, pela primeira vez, o festival realizou oficinas no CAIC e no Caiquinho, que são estruturas de educação integral, um para jovens e outro para crianças. Outra novidade foi uma ação voltada para um abrigo de idosos, que, segundo Tarciana, chegou como uma possibilidade de lazer e de integração. Uma das curiosidades este ano foi a participação de três jovens atendidos pela Funase, que participaram da oficina de Música Freeletrônica, ministrada pelo facilitador Clécio Rimas. Um deles, identificado pelas iniciais WLS, demonstrou bastante entusiasmo com a oportunidade. &#8220;Queria poder participar mais vezes dessas oficinas. Foi muito legal, principalmente por conta da educação do professor, pelo jeito como ele fala com a pessoa. É um negócio importante a gente estar fazendo isso, sair na rua e, quem sabe, talvez até fazer sucesso como o professor falou&#8221;, refletiu o adolescente.</p>
<div id="attachment_38771" aria-labelledby="figcaption_attachment_38771" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/culminancia-3.jpg"><img src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/culminancia-3-607x365.jpg" alt="Rodrigo Ramos" width="607" height="365" class="size-medium wp-image-38771" /></a><p class="wp-caption-text">Clécio Rimas ministrou a oficina de música eletrônica</p></div>
<p>A acessibilidade e a inclusão social foram garantidas em todas as atividades. Na oficina de bordado, por exemplo, houve duas alunas com deficiência auditiva que conseguiram acompanhar as aulas graças aos tradutores de libras. Ministrada pelo professor Lindolfo Amaral, de Aracaju, a oficina de teatro contou com a presença de uma aluna com deficiência visual, a estudante de pedagogia Rosana Alves. Neste caso, Lindolfo fez alterações na sua metodologia de ensino para incluir a aluna. “Pra mim, que sou deficiente visual, é muito difícil participar dessas coisas sem uma acompanhante. Inclusive, umas amigas minhas fizeram inscrição na oficina junto comigo, mas faltaram as aulas. Só foi uma delas e eu fui sozinha no primeiro dia. Se o professor não tivesse feito esse trabalho de inclusão comigo, eu não teria retornado ao restante das aulas. Tanto ele como a turma fizeram com que eu me sentisse muito à vontade. Tanto é que eu compareci às cinco aulas, não faltei nenhum porque eu queria mesmo estar lá”, declarou Rosana.</p>
<div id="attachment_38772" aria-labelledby="figcaption_attachment_38772" class="wp-caption img-width-589 alignnone" style="width: 589px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/oficina-teatro.jpg"><img src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/oficina-teatro-589x486.jpg" alt="Rodrigo Ramos" width="589" height="486" class="size-medium wp-image-38772" /></a><p class="wp-caption-text">Rosana contou com apoio do professor e da turma</p></div>
<p>De acordo com Lindolfo, o plano de aula foi revisto não para incorporar Rosana, mas especialmente a turma na perspectiva de uma pessoa que não tem visão. &#8220;Nossa educação e nossa cultura  foram todas construídas para a luminosidade. Não fomos educados para o escuro. Quando a gente entra num espaço escuro, perdemos a noção desse espaço e como eu sabia que Rosana não tinha essa noção, comecei a apresentar vários exercícios pra ela sobre a escuridão e como ela pode se deslocar num espaço onde ela não conhece. A turma foi muito aberta à mudança de proposta, que é também uma mudança de paradigma. Sempre que elaborava a aula pro dia seguinte, eu pensava em Rosana. Ela desenvolveu cenas fantásticas, infinitamente melhor do que alguns alunos com visão. Tivemos que trabalhar o tempo inteiro com descrição. Quando dizíamos que a personagem estava chateada, ela sabia dosar a voz, dosar como seria a voz de um personagem agressivo e de um personagem alegre. Ela foi desenvolvendo novas aptidões. Os colegas se envolveram e se adaptaram rapidamente”, avalia Lindolfo.</p>
<p>Facilitador da oficina de Fotografia Multimídia, Iezu Kaeru, que também apresentou seu trabalho na Casa Galeria Galpão com a exposição Tatá Raminho de Oxóssi &#8211; A Imagem da Resistência ressaltou o impacto das ações formativas dentro do Fig. &#8220;A cada ano vai se comprovando que as pessoas se interessam, tem público, tem contingente. Eles passam todos os dias com a gente desenvolvendo trabalhos autorais, vivenciando experiências que causam rupturas, que melhoram eles e elas como pessoas, e se emocionam. E fotografia é uma coisa que emociona. A equipe de produção é sempre disposta, pronta a ajudar o facilitador. Tudo isso gera um potencial de realização muito grande&#8221;.</p>
<div id="attachment_38773" aria-labelledby="figcaption_attachment_38773" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/culminancia-31.jpg"><img src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/culminancia-31-607x427.jpg" alt="Rodrigo Ramos" width="607" height="427" class="size-medium wp-image-38773" /></a><p class="wp-caption-text">Participantes tiveram a oportunidade de exibir seus trabalhos</p></div>
<p>Um dos impactos causados pelas ações formativas é a união e a troca entre pessoas de origens distintas. Foi assim com a oficina de Dança Teatro, ministrada pela facilitadora Marina Milito. “Minha oficina juntou dezenove participantes de cidades, formações e idades diferentes. No início, deu até um pouco de medo. Eu pensei: meu deus, o que a gente vai fazer? Mas acabou sendo um encontro muito rico, conseguimos a união do grupo. Eles conseguiram trabalhar a escuta, a consciência corporal, a criatividade, o trabalho coletivo e conseguimos um resultado bem positivo. Finalizamos com um gostinho de quero mais”, avaliou Marina.</p>
<p>Uma de suas alunas, Bárbara Espíndola, de 20 anos, esteve pela primeira vez no FIG e mergulhou de cabeça na oportunidade. “Foi uma experiência diferenciada pra mim porque eu faço licenciatura em teatro na UFPE e tudo que eu faço no curso é com pessoas da área. Ver os exercícios funcionando com gente que não é de teatro aqui no FIG foi fantástico, foi mágico. É muito importante vocês estarem disponibilizando isso pra outras pessoas, principalmente pra pessoas que não tem acesso&#8221;.</p>
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		<title>Mostra de Teatro Alternativo triunfa no 26º FIG</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2016 00:07:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por Márcio Bastos Aposta da programação de artes cênicas do 26º Festival de Inverno de Garanhuns, a Mostra de Teatro Alternativo se provou um sucesso junto ao público do evento. Com sessões na Casa Galeria Galpão,  tradicionalmente ligada às artes visuais e ao design, a programação levou centenas de pessoas ao espaço para conferir espetáculos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>por Márcio Bastos</em></p>
<p>Aposta da programação de artes cênicas do 26º Festival de Inverno de Garanhuns, a Mostra de Teatro Alternativo se provou um sucesso junto ao público do evento. Com sessões na Casa Galeria Galpão,  tradicionalmente ligada às artes visuais e ao design, a programação levou centenas de pessoas ao espaço para conferir espetáculos que fogem da formatação pensada para o palco à italiana (tradicional), com temas que abordaram desde a violência doméstica à paranoia contemporânea, passando ainda por dilatações das emoções humanas.</p>
<p>Na sexta-feira (29), o público se deleitou com as histórias de Plínio Maciel, que apresentou o espetáculo <strong>Na Beira</strong>, do Teatro de Fronteira. Dirigido por Rodrigo Dourado, o trabalho transita pelo teatro documental, registrando passagens da vida do ator, que desnuda emoções e situações íntimas para o público, levando para a cena fotografias, músicas e objetos de seu passado.</p>
<div id="attachment_38754" aria-labelledby="figcaption_attachment_38754" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28042432893_7c9e66e9be_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-38754" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28042432893_7c9e66e9be_k-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Plínio Maciel abre seu baú de memórias afetivas em Na Beira</p></div>
<p>Além do talento de Plínio em contar histórias, a dramaturgia é construída com uma fluidez que permite ao público uma imersão no universo pessoal do ator, ao mesmo tempo em que entra em contato com suas próprias recordações. Isso porque, para além de um relato meramente autobiográfico, o espetáculo articula memórias afetivas impregnadas no imaginário coletivo. A apresentação em Garanhuns pareceu, especialmente, tocar a plateia de uma maneira particular, já que Maciel leva à cena muitas das experiências de um rapaz do interior, fato que visivelmente causava maior identificação com alguns dos presentes.</p>
<div id="attachment_38755" aria-labelledby="figcaption_attachment_38755" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28658721465_ba165c9672_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-38755" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28658721465_ba165c9672_k-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Público aprovou a Mostra de Teatro Alternativo, novidade do FIG 2016</p></div>
<p><strong>Na Beira</strong> foi idealizado para encenação na casa de Plínio, que segundo o diretor é um espaço com muita memória, com resquícios da história do intérprete. O projeto, no entanto, cresceu e o grupo também apresenta a peça em outras residências, dependendo da disponibilidade e dos convites feitos. A presença da obra na Mostra Alternativa de Teatro reforçou também a diversidade dos trabalhos que foram apresentados ao público durante o festival, mostrando a viabilidade do projeto, assim como a aceitação do público para esta nova forma de fruição do teatro.</p>
<p><strong>TRANS</strong></p>
<p>Mais de 500 pessoas lotaram o Teatro Luiz Souto Dourado para conferir a apresentação de Avental Todo Sujo de Ovo, do Grupo Ninho de Teatro (CE). A obra, que já está em cartaz há cerca de oito anos, é um vigoroso retrato do teatro contemporâneo nordestino, com toques e cores regionais, porém abordando temas universais, que dialogam com questões de foro íntimo e coletivo.</p>
<div id="attachment_38752" aria-labelledby="figcaption_attachment_38752" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28374170600_30c0f5d51a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-38752" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28374170600_30c0f5d51a_k-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Elenco afiado é destaque da peça</p></div>
<p>Na obra, um casal do interior do Ceará sofre pelo desaparecimento do filho, que há 18 anos sumiu sem deixar vestígios. Tudo muda quando Moacir, o filho, volta como Indienne du Bois, agora filha. Assumindo sua transexualidade para a família, a moça tem que lidar não só com o peso do seu retorno, mas também de sua condição frente à família.</p>
<div id="attachment_38753" aria-labelledby="figcaption_attachment_38753" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28626173746_6eab74c6b7_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-38753" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28626173746_6eab74c6b7_k-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Drama familiar é tratado com delicadeza no espetáculo</p></div>
<p>Uma obra poética e bem construída, com atuações marcantes de Edceu Barboza, Joaquina Carlos, Rita Cidade e Zizi Telécio, o espetáculo foi uma das gratas surpresas do 26º Festival de Inverno de Garanhuns, ganhando aplausos calorosos do público.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>FIG 2016 celebra a diversidade cultural e a educação</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jul 2016 18:29:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Depois de intensos dez dias de atividades artísticas, culturais e de formação, pela 26ª vez, o Festival de Inverno de Garanhuns se consagra como um dos maiores do país, pela qualidade, diversidade e público visitante. Homenageando o músico Naná Vasconcelos, pela sua brilhante contribuição à arte e a cultura do país, o 26º FIG foi [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de intensos dez dias de atividades artísticas, culturais e de formação, pela 26ª vez, o Festival de Inverno de Garanhuns se consagra como um dos maiores do país, pela qualidade, diversidade e público visitante. Homenageando o músico <b>Naná Vasconcelos</b>, pela sua brilhante contribuição à arte e a cultura do país, o <b>26º FIG</b> foi um sucesso e atraiu visitantes e turistas de todo agreste e outras partes do país.</p>
<div id="attachment_38508" aria-labelledby="figcaption_attachment_38508" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leo Caldas</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28485182111_b503d7b4c0_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-38508" alt="Leo Caldas" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28485182111_b503d7b4c0_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mesmo na segunda-feira, as atrações do FIG 2016 encheram a Esplanada Mestre Dominguinhos</p></div>
<p><strong><a href="http://www.flickr.com/fundarpe" target="_blank">VEJA MAIS IMAGENS DO FIG 2016</a></strong></p>
<p>Tendo como grande vitrine o palco da Praça Mestre Dominguinhos – onde se apresentaram grandes nomes da <b>música nacional</b>, a exemplo este ano de Gal Costa, Elza Soares, Elba Ramalho, Alceu Valença, Zeca Baleiro, Otto, Margareth Menezes e Biquini Cavadão – o FIG é cada vez mais, também, das artes visuais, do teatro, do circo, da dança, da literatura, do audiovisual, do artesanato, dos patrimônios culturais, dos pontos de cultura e também da educação.</p>
<p>Foram <b>500 ações artísticas</b> de todos os segmentos, em mais de vinte polos de programação, e um público circulante que girou em torno de 350 mil pessoas. O orçamento reduzido não impactou na qualidade das ações e no incremento do formato. Este ano, algumas novidades foram apresentadas: o projeto Som na Rural, que durante oito dias apresentou uma mostra de músicos e bandas da cena contemporânea mais autoral e experimental de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_38282" aria-labelledby="figcaption_attachment_38282" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leo Caldas</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/público.jpg"><img class="size-medium wp-image-38282" alt="Leo Caldas" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/público-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Público lotou o Teatro Luiz Souto Dourado em diversas sessões</p></div>
<p>Destaque também para a 1ª Mostra de Teatro Alternativo, na Casa Galeria Galpão, bem como a realização de 15 Intervenções Teatrais de Rua, ação que pretende atingir novos públicos para o teatro. Feito em parceria com o Movimento de Teatro Popular de Pernambuco, aconteceu nas ruas, feiras e praças, com diversos grupos de teatro de rua com uma proposta dramatúrgica de discutir temas e questões comuns que fazem parte da realidade de muitos, como o racismo, a política, a violência contra a mulher, etc. Estima-se que até 7 mil pessoas tenham sido atingidas com esta ação.</p>
<div id="attachment_38626" aria-labelledby="figcaption_attachment_38626" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leo Caldas</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28324784470_04f5c9edc0_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-38626" alt="Leo Caldas" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28324784470_04f5c9edc0_k-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Mostra de Teatro Alternativo atraiu centenas de pessoas em seis dias de programação</p></div>
<p>Novidade também foi a volta do circo para o Parque Euclides Dourado, a mudança de endereço do Palco Pop Forró e a ampliação do projeto Outras Palavras, um programa da Fundarpe e Secult de estímulo a ações articuladas entre Cultura e Educação.</p>
<p>Realizado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco e da Fundarpe, o FIG este ano contou com recursos públicos da ordem de R$ 6.5 milhões. Este ano, o Governo celebrou parcerias importantes. Além da Prefeitura de Garanhuns, estiveram no FIG a <b>CEPE</b> e o <b>Sesc</b>, que custearam ações na Praça da Palavra, além de no teatro e dança; e o <b>Sebrae</b>, que foi parceiro na execução do Armazém da Arte e Negócios, que levou mestres artesãos pernambucanos para expor e vender seus produtos no Pavilhão. Com público recorde, o Armazém promoveu negócios na ordem de R$ 100 mil reais.</p>
<div id="attachment_38315" aria-labelledby="figcaption_attachment_38315" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Armazem-do-Artesanato-FIG-2016-Lais-Domingues.jpg"><img class="size-medium wp-image-38315" alt="Foto: Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Armazem-do-Artesanato-FIG-2016-Lais-Domingues-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O Armazém da Arte e Negócios, importante parceria com o Sebrae</p></div>
<p>“<i>A integração entre as instituições foram decisivas para manter o FIG no mesmo padrão de qualidade e diversificação. Após dez dias intensos de arte e cultura, vamos construindo também um modelo mais viável para que possamos manter esse evento, que é um patrimônio do povo pernambucano</i>”, coloca o secretário de Cultura de Pernambuco Marcelino Granja.</p>
<p>Para a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, mesmo com um orçamento menor, o FIG está consolidado como um festival de qualidade, uma mostra artística que atrai a atenção da mídia de todo país. “<i>A repercussão positiva deste evento é uma prova de que seu formato está consolidado. Ou seja, de ser um festival democrático, construído a partir de convocatórias públicas e comissões de análise formadas por profissionais de cada setor, o que atesta a qualidade do que está sendo levado para os shows, as mostras, palestras, debates, oficinas, e apresentações de um modo geral”,</i> diz Márcia.  Márcia também destaca debates políticos importantes que aconteceram no FIG, que discutiu questões de gênero, e da diversidade cultural, do patrimônio e educação.</p>
<p>A secretária executiva Silvana Meireles, confirma a importância das parcerias, este ano, no FIG<i>. “A parceria com a CEPE vem sendo ampliada nesses dois últimos anos em várias ações da Secult e da Fundarpe. A Praça da Palavra e a co-realização do ‘A gente da Palavra’ são provas da consolidação dessa parceria, um esforço do governo em prol da leitura e da cidadania. O Sesc abrigar a expo de Daniel Santiago foi um dos acontecimentos mais importantes, artista singular para o segmento no país</i>”, pontuou.</p>
<div id="attachment_38611" aria-labelledby="figcaption_attachment_38611" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28521733985_b52dcfd9d9_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-38611" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28521733985_b52dcfd9d9_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Programação na Praça da Palavra reuniu grandes escritores e inclui o público infantil</p></div>
<p>Assim como no ano passado, o FIG 2016 mais uma vez promoveu e aproximou o diálogo entre Cultura e Educação, tendo a ação do Outras Palavras como principal vetor deste enlace. O objetivo do projeto – que reuniu cerca de 300 pessoas, entre gestores da Secretaria de Cultura, de Educação, professores e estudantes &#8211; é garantir que o público das escolas públicas tenha acesso a toda diversidade cultural do estado, para além do que estabelece o currículo escolar. “<i>Por isso o nome Outras Palavras, para sair do tradicional que há nas escolas, fazer com que os jovens conheçam novos escritores, além de todas as expressões da arte, além de estimular estudantes que já se destacam em expressões artísticas</i>”, diz a vice-presidente da Fundarpe Antonieta Trindade.</p>
<p>Além do <b>Outras Palavras</b>, a Educação no FIG promoveu o desenvolvimento do aplicativo FIG 2016, por alunos do curso de Manutenção e Suporte em Informática da Escola Técnica Estadual de Bezerros. Contou ainda com 30 estudantes pós-intercambistas do programa Ganhe o Mundo, que foram envolvidos em diversas atividades do FIG, tais como as oficinas de formação, e produção da Praça da Palavra e dos palcos Dominguinhos, Cultura Popular, Pop e Forró.</p>
<div id="attachment_38685" aria-labelledby="figcaption_attachment_38685" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Outras-palavras-52.jpg"><img class="size-medium wp-image-38685" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Outras-palavras-52-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Lia de Itamaracá comandou ciranda com alunos e professores no projeto Outras Palavras</p></div>
<p>Foram em torno de 240 apresentações musicais, espalhadas pelos palcos <b>Dominguinhos, Pop Forró, Cultura Popular, Instrumental, Pontos de Cultura e Mamulengos</b>, além das ações de <b>Preservação do Patrimônio, Música na Catedral, Programa do Conservatório de Música e Som na Rural</b>. O projeto foi a novidade musical do FIG este ano, reunindo um público de 800 a mil pessoas, por noite, nos intervalos do Palco Pop.</p>
<p>A cada ano cresce no FIG o interesse das pessoas pelas <b>artes visuais, fotografia, design e moda</b>. Essas linguagens tem endereço certo no FIG, que é a Casa Galeria Galpão. O sucesso do lugar é tanto que este ano ele ganhou uma mostra de <b>Teatro Alternativo</b>. O espaço recebeu, até o último dia do FIG, um público em torno de 4.500 pessoas.  Entre as ações que se destacaram este ano, e mais despertaram o interesse do público, está o AcervoBoutique, das figurinistas, especialistas em garimpar peças de vestuário pelo Brasil e mundo afora, Carol Monteiro e Maria Rosa.</p>
<p>O artista plástico Cavani Rosas expôs desenhos, cenários e storyboards na exposição Cavani vai do Cinema. O fotógrafo Ricardo Labá deixou hipnotizada a plateia de sua intervenção Labá + O som das Imagens, na qual cria, ao vivo, uma trilha sonora percussiva para suas fotografias.</p>
<p>Através de inovações propostas ao formato da <b>Casa Galeria Galpão</b>, o espaço se tornou ainda mais interativo, e tal interação causou maior entendimento, participação e empoderamento dos visitantes em relação as obras/ações. A participação do Clandestino Café – um café instalado num ônibus, que ficou estacionado em frente ao equipamento, proporcionou um ambiente onde artistas e visitantes puderam interagir, conversar e promover uma troca de percepções. Outro fato a ser mencionado é a criação do “Espaço Multilinguagem” que trouxe diversas performances, intervenções, recitais, bate-papo e a Mostra de Teatro Alternativo.</p>
<p>Sucesso de público, o <b>circo</b> teve novidade este ano, voltando a ser instalado no Parque Euclides Dourado, onde funcionou nos primeiros anos do FIG. O Parque tem um perfil mais acolhedor, voltado para acolher famílias com jovens e crianças, terminou sendo um motivador da grande audiência que teve o circo este ano, que atingiu o número de 13 mil visitantes durante os oito dias de programação.</p>
<p>As ações de <b>artesanato</b> também tiveram novidade este ano, com a entrada do Sebrae como parceiro. O espaço foi o Armazém da Arte e Negócios que recebeu um público em torno de 20 mil pessoas e uma movimentação de vendas de produtos de mais de R$ 120 mil. A parceria com o Sebrae, em 2016, abriu a perspectiva de integração de duas ações institucionais consolidadas no FIG, fortalecendo tanto a dimensão simbólica quanto o escoamento da produção artesanal, o que proporciona renda aos artesãos e artesãs, bem como a valorização do artesanato dentro do espectro diversificado de linguagens que participam do FIG.</p>
<p><b>NÚMEROS DO FIG 2016</b></p>
<p>- <b>Público</b> circulante calculado em 350 mil pessoas ao longo dos 10 dias de programação</p>
<p>-<b> Palco Mestre Dominguinhos</b>: Média de público variando entre 30 e 40 mil pessoas por noite no maior palco do festival (Mestre Dominguinhos)</p>
<p>- <b>Som na Rural</b>: Projeto este ano absorveu bandas da Convocatória do FIG, recebeu um público de mais de 7 mil pessoas, nos oito dias de programação.</p>
<p>- <b>Palco da Cultura Popular</b>: público médio de 1000 pessoas por dia</p>
<p>- <b>Circo</b>: 13 mil pessoas assistiram aos oito espetáculos de Circo</p>
<p>- <b>Teatro</b>: Público em torno de 3 mil pessoas</p>
<p>- <b>Dança</b>: uma média de mil pessoas assistiu às apresentações no Teatro Luiz Souto Dourado e nas ações descentralizadas.</p>
<p>- <b>Casa Galeria Galpão</b>: Polo das artes visuais, fotografia, design e moda recebeu 4.500 pessoas.</p>
<p>- <b>Sesc:</b> Público visitante na exposição À Deriva, de Daniel Santiago em torno de 1.800 pessoas.</p>
<p>- <b>Praça da Palavra</b>: Mais de 10 mil pessoas visitaram o polo de literatura do festival. Volume de negócios em torno de R$ 12 mil. O projeto ‘A Gente da Palavra’ atingiu mais de 600 pessoas.</p>
<p>- <b>Audiovisual</b>: 3 mil pessoas assistiram às sessões no Cine Eldorado e cerca de 150 pessoas acompanharam as edições do projeto Cinema na Estrada, nas comunidades rurais de Jupi, Canhotinho, Saloá e São Pedro.</p>
<p>- <b>Pavilhão do Artesanato</b> teve mais de vinte mil pessoas circulando pelos estandes, que gerou, da sexta até a quarta-feira, um volume de negócios de R$ 100.830.</p>
<p>- <b>Patrimônios Imateriais</b>: Mais de mil pessoas circularam pela exposição: Patrimônios Culturais Imateriais do Brasil em Pernambuco e Patrimônios Culturais Materiais de Pernambuco em Garanhuns.</p>
<p><b>- Palco Instrumental</b>: público médio de 1 mil pessoas por noite de shows</p>
<p><b>- Música Erudita:</b> público médio de 400 pessoas por dia de apresentação</p>
<p><b>- Formação Cultural:</b> 660 pessoas participaram de oficinas promovidas pelo festival, que aconteceram em diversos espaços da cidade: AESGA, Casarão dos Pontos, Quilombo Castainho, Armazém da Arte e Negócios, CAIC, Caiquinho, CDL, Abrigo São Vicente de Paulo e Praça da Palavra</p>
<p><b>- Pontos de Cultura:</b> 19 pontos de cultura participaram no FIG, nas atividades formativas e também nas apresentações culturais.</p>
<p><b>- Ações de Cultura &amp; Educação</b>: Nos três dias da ação Outras Palavras mais de 300 professores e estudantes participaram da ação. O FIG 2016 recebeu a quarta edição do projeto Outras Palavras, que até hoje já realizou a distribuição de 2380 mil livros entre escolas públicas do estado.</p>
<p><b>- Povos Tradicionais</b>: 600 pessoas de 6 comunidades quilombolas da região foram envolvidas nas ações de difusão e formação cultural do Polo Castainho</p>
<p><strong>- Café em Pasárgada:</strong>  A atividade itinerante que divulga ações do Espaço Pasárgada comemorou nesta edição os 30 anos do equipamento e 130 anos do poeta Manuel Bandeira. O trabalho consistiu num recital poético com microfone aberto à participação do público, valorizando a obra de Bandeira e de outros poetas pernambucanos e brasileiros, com encenação e declamação dos atores Carlos Mesquita, Duvennie Pessoa e Julierme Galindo. Público aproximado de 600 pessoas entre estudantes, poetas e frequentadores do &#8216;Império do Café&#8217;, onde ocorreram as atividades.</p>
<p><b>DEPOIMENTOS DOS ASSESSORES DAS LINGUAGENS DO FIG 2016</b></p>
<p><i>“Realizamos mais um FIG que teve como marcas a diversidade cultural, com a presença de todas as linguagens artísticas. Tivemos grandes ganhos este ano, como a Mostra de Teatro Alternativo, e as Intervenções teatrais de rua, novidades que vieram pra ficar. Ficou claro o conteúdo politico do FIG, no sentido da valorização à cultura afro brasileira, do empoderamento feminino nas arte e as  questões de gênero”.</i></p>
<p><b><i>André Brasileiro (Coordenador do FIG)</i></b></p>
<p><i>“A grande riqueza da Casa Galeria Galpão é a diversidade de linguagens e de formatos, onde através do Design, da Moda, da Fotografia e das Artes Visuais são feitos desdobramentos estéticos, interativos e artísticos. Este ano, buscamos fazer valer a ideia de ‘unir para evoluir’ e expandimos nossos laços com outras linguagens e propostas através de parcerias com o Clandestino Café, o Som na Rural, Hair Instiga, Marcelo Meneses e Cirandela.” </i></p>
<p><b>Janaína Branco (Assessora de Design e Moda)</b><i> </i></p>
<p><i>“O FIG é fruto de um grande esforço do Governo em prol da cultura produzida em Pernambuco e em todo país. Para o teatro, a dança e o circo ele representa oxigenação, ebulição. Como gestor, é muito gratificante presenciar esse outro lado da fruição artística, que é o lado da produção para que ela aconteça.  É um festival muito importante para o artistas deste segmento, porque ele faz circular produtos, mercadorias que de outras formas teriam muito mais dificuldade de serem viabilizadas. Somado a isto, a questão de que tudo que é apresentado é um recorte da cena contemporânea das artes cênicas, cuja seleção passou por um processo seletivo público, com a participação de competentes profissionais do setor”.</i></p>
<p><b><i>Jorge Clésio (Coordenador de Artes Cênicas)</i></b></p>
<p><i>“Este ano montamos uma programação diversificada, contemplando diversos segmentos da linguagem circense. Tivemos apresentações de circos itinerantes, trupes, companhias e artistas de diferentes formações. Além das apresentações tradicionais na lona, tivemos ações de circo descentralizadas, uma delas na Comunidade Quilombola de Castainho, de modo a atender a demanda de público que as artes circenses têm durante o FIG. Acredito que a avaliação positiva da plateia pode ser constatada ao escutarmos, todas as tardes, risos e aplausos entusiasmados e entusiasmantes vindos da lona do circo.”</i></p>
<p><b>Suenne Sotero (Assessora de Artes Circenses)</b></p>
<p>“A realização do Armazém da Arte e negócios tem o poder de integrar cada vez mais o artesanato à rica atmosfera cultural que o Festival de inverno de Garanhuns proporciona ao público, além de fortalecer também a sua inserção proativa no mercado da cultura&#8221;.</p>
<p><b>Breno Nascimento (Assessor de Artesanato)</b></p>
<p>“Esse ano as ações de Patrimônio e Preservação voltaram a ter um “Espaço do Patrimônio”,  em formato inovador, montado em containers,  com a exposição sobre os Patrimônios Culturais Imateriais do Brasil, em Pernambuco, e os Bens Culturais Materiais (tombados ou em processo de tombamento), em Garanhuns. O espaço oportunizou o diálogo com o público visitante, que pode conhecer uma mostra da diversidade cultural do Estado, por meio dos seus patrimônios imateriais reconhecidos nacionalmente, e se orientar sobre os bens culturais da cidade protegidos com o instrumento do tombamento. Com isso, evidencia-se a importância das ações continuadas desenvolvidas pela Fundarpe e Secult na área da preservação cultural como os Inventários e ações de salvaguarda (para os Patrimônios imateriais) e as ações de fiscalização, obras e conservação (para os bens materiais). É, sem dúvida, um espaço importante que dialoga com a realidade do FIG e da própria cidade.</p>
<p><b>Marcelo Renan (Coordenador das ações de Patrimônio e Preservação)</b></p>
<p>“A Praça da Palavra se consolidou como um espaço de conteúdo importantíssimo e o povo de Garanhuns já se apropriou dela. A cena literária de Garanhuns pede um espaço de conteúdo qualificado para uma cidade que tem dois escritores premiados, um deles nacionalmente. E a literatura vem imprimindo essa qualidade ao longo dos anos. Existe também uma cena forte de contadores de histórias, com grupos que já têm passagem por festivais internacionais, e a Praça é também um espaço de fruição desses grupos, que vem trabalhando em diversas salas de leitura. Garanhuns tem pelo menos 37 salas de leitura. Quando se trabalha na leitura a gente não está simplesmente formando plateia, mas formando cidadania”</p>
<p><b>Wellington de Melo (Coordenação de Literatura)</b></p>
<p>“A dança colocou uma questão de extrema relevância nessa edição do FIG: a potência dos corpos diferenciados. A dança é possível para todos, e o espetáculo com pessoas com deficiência não precisa apelar para um lugar de ‘sentir muito’ pela dor do outro, mas trata-se de impressionar com a capacidade de força, de potência e de beleza a partir de uma obra que preza pelo entendimento igualitário do SER humano. O Giradança trouxe isso com uma beleza avassaladora e extremamente incorporada no modo de existir do Grupo. Saber que estamos dando oportunidade às crianças e jovens do Castainho de entrar em contato pela primeira vez com o Frevo traz uma sensação que tivemos êxito na busca pela valorização da cultura pernambucana.”</p>
<p><b>Duda Freyre (Assessora de Dança da Secult)</b></p>
<p>Uma das coisas que a gente destacou foi o lançamento do livro Xucuru do Ororubá, do escritor indígena Adilson Xucuru, um fato inédito na Praça da Palavra. Um livro que ele mesmo confeccionou. Esse ano foi muito simbólico a descentralização do Polo Castainho para outros espaços do FIG, como a Praça da Palavra, no Circo e no palco da Cultura Popular, somando dez atrações. Tivemos a Roda de Conversa, que gerou frutos, entre eles uma estratégia de planejamento de atividades, que vai gerar o Museu Quilombola do Castainho.  Tudo isso foi muito importante sobretudo para os mais jovens da comunidade.</p>
<p><b>Chiquinho de Assis (Coordenador de Povos Tradicionais)</b></p>
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		<title>Artistas garanhuenses ocupam Casa Galeria Galpão</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jul 2016 15:09:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>No Palco Mestre Dominguinhos, a primeira atração de cada noite é de Garanhuns. Na Praça da Palavra, os escritores da região se destacam, conversam e lançam suas obras. O que, talvez, pouca gente saiba, é que algumas das exposições instaladas na Casa Galeria Galpão, polo de artes visuais, fotografia, design e moda do FIG, também são de artistas da terra. Nascida em Venturosa, distante cerca de 70km de Garanhuns, Joyce Torquato estudou Letras e trabalha, atualmente, na Cidade das Flores, como professora de língua portuguesa e artista plástica. Em uma de suas exposições do ano passado, o poeta garanhuense Helder Herik se encantou pela sutileza da arte de Joyce, tanto quanto pelas suas referências, e fez um convite para que esta ilustrasse um de seus livros de aforismos, que, à época, se dominava “A loucura como estratégia de sobrevivência”.</p>
<p>A partir do momento em que aceitou a proposta, começou a produzir e reunir uma série de suas ilustrações que casassem com a obra. “Eu gosto de construir uma narrativa com os desenhos que faço, então juntei alguns dos aforismos em uma história que tem como tema o ‘passarilhar’, o não morrer”, explicou Torquato. Através de grandes personagens em contexto de guerra, como Iara Berger e Olga Benário, muito caras à artista, e com a ideia do livro em hiato, graças aos parcos recursos editoriais, se formou a exposição “Eu, passarilho”, que reúne alguns dos aforismos de Helder, ilustrações inéditas de Joyce e uma bela história para quem a visita.</p>
<div id="attachment_38731" aria-labelledby="figcaption_attachment_38731" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28532404052_756233cdd3_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-38731" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28532404052_756233cdd3_z-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A artista plástica e ilustradora Joyce Torquato</p></div>
<p>“Pensei em pessoas em situação de guerra que arrumaram uma forma de vivenciar aquilo de modo mais brando. Como exemplo, lembrei das cartas que Olga escrevia para Carlos Prestes em que ela dizia que ‘preparar-se para a morte não é dizer que me rendo’. Quando Iara foi morta, também, seu companheiro Lamarca inscreveu um diário inteiro para ela. Ou sejam, essas pessoas não morrem, apenas passarilham; continuam vivas através do que falaram. A palavra é um telefone sem fio”, explicou Joyce. E tem funcionado. Às vezes, fora do cômodo em que sua arte está exposta, Joyce apenas observa a interação dos visitantes. “A exposição pode ser lida de dois jeitos, há dois começos, e é muito interessante ver suas feições ao formarem uma narrativa”, brincou.</p>
<p><b>Saia do Automatismo para a Individualidade Autêntica (SAIA)</b></p>
<p>Outra grande contribuição local para a Casa Galeria foi a instalação do projeto “Saia”, arquitetado pelos garanhuenses Renato Moraes, Gláucia Terra e Elvis Bittencourt. Mais do que um espaço artístico, onde o fotógrafo Renato, a escritora Gláucia e o produtor Elvis puderam dar vazão a um dejeso estético, é um local para empoderamento dentro do nosso polo. Na instalação, vemos uma grande saia azul-escura no meio, como se fosse uma árvore cheia de raízes, e pequenos “galhos”, ao redor, que seguram fotografias de pessoas utilizando a mesma saia, em contextos e cenários diferentes. Em uma das fotos impressas, vê-se a imagem de Amanda, que tem deficiências auditiva e de fala, com a supersaia, em meio a um supermercado. É que Amanda, por sua condição, tinha alguns direitos básicos retirados pela família, como o de trabalhar.</p>
<p>Hoje, ela é gerente de um mercadinho. Saiu de sua bolha, do rótulo que lhe foi imposto pela sociedade. Em outra das imagens, vemos uma mulher, com a saia, mas os seios desnudos, em uma espécie de salão de beleza. Uma mulher que, após ter fotos íntimas divulgadas sem a sua permissão, resolveu fazer as pazes com o corpo e o espírito. Graças a Renato, transformaria a tristeza em arte.</p>
<p>“O Saia é sobre sair da zona de conforto. Identificar os padrões em que a sociedade nos coloca e sair deles. Quando a gente sai, a gente cresce, por isso é uma saia agigantada em locações comuns nas fotografias. Porque todos temos esse poder”, explicou Renato, que segue com o @projetosaia no Instagram, à espera de novas pessoas e histórias para, quem sabe, alçar novos voos. Afinal, estagnação e conformidade, aparentemente, não se conectam aos desejos do trio.</p>
<div id="attachment_38730" aria-labelledby="figcaption_attachment_38730" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28354484820_0b2f6f146e_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-38730" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28354484820_0b2f6f146e_z-607x444.jpg" width="607" height="444" /></a><p class="wp-caption-text">Os criadores do Projeto Saia, que seguirá coletando história após o festival</p></div>
<p><b>Feito à mão, feito para todos</b></p>
<p>Enquanto arquitetas, as jovens Bruna Matos e Marcella Vasconcelos se sentiam frustradas ao ouvir de alguns artesãos locais que sua arte não era reconhecida. Por isso, resolveram elaborar uma exposição que valorizasse o artesanato enquanto formador da identidade, e daí nasceu “Arte: fato e feito do interior”, também aberta à visitação na Casa Galeria Galpão. “Dificilmente os clientes solicitam, por exemplo, um projeto de interiores que dê preferência ao artesanato, no lugar das peças industrializadas e produzidas em série. Queríamos, de alguma forma, mostrar a beleza do que produzimos aqui”, contou Bruna.</p>
<p>A ideia do projeto nasceu também da inspiração em Janete Costa, arquiteta garanhuense que sempre defendeu a arte e a cultura local, promovendo o artesanato em seus projetos. “Ela enxergava o papel social que a arquitetura e o design possuem e utilizava seu trabalho como instrumento para fortalecer os artistas”, completou Bruna. Com caixotes, cabaças e outros produtos conhecidos dos artesãos, a exposição conta com o trabalho dos artesãos Mestre Fida, Serginho e Bete Godoy. “Eles já são bem conceituados dentro e fora do estado, mas sentimos a necessidade de tornar esse trabalho anda mais reconhecido. A reação do público tem sido muito positiva, especialmente nas redes sociais. É a nossa primeira exposição, mas já vimos várias fotos da nossa instalação por aí, e, para nós, isso é o máximo”, comemorou.</p>
<p><b>“Matéria do infinito”: mais que uma performance, uma lição</b></p>
<div id="attachment_38711" aria-labelledby="figcaption_attachment_38711" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28551987941_f4230ea6e9_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-38711" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/28551987941_f4230ea6e9_z-607x448.jpg" width="607" height="448" /></a><p class="wp-caption-text">Leo Silva se apresenta na Casa Galeria Galpão</p></div>
<p>Mais uma das intervenções realizadas durante o FIG na Galeria Galpão, “Matéria do infinito”, do artista Leo Silva, chamou grande público. Feita com auxílio de produção e sonografia do Coletivo Tear, que vem fomentando a cena cultural em Garanhuns, a performance de Leo emocionou, assustou, causou identificação. Com uma só veste, espécie de casulo, ele demonstrou, sem dizer palavra, as maiores dores do ser humano – simulou vômitos, pânico, parto. Sua “ressurreição”, após sair da veste única que o comprimia e pintar-se de várias cores, é um modo de retratar o ciclo da vida, não só humana, mas do universo. “Todos nós temos um acesso inconsciente a dores em comum. Eu quero falar, aqui, da vida que surge do nada e toma o rumo do infinito. Nós somos o todo, e estamos desarticulados em corpos, em matéria física. A vida é um processo de dores, de cura, de conhecimento. Trabalho em cima, simbolicamente, da metamorfose da borboleta. A lagarta, que deixa um rastro de destruição por onde passa, se transforma na borboleta, no belo, que vive tão pouco e se torna infinita. Esse é um processo de evolução espiritual”, declarou, emocionado, após sua primeira intervenção em um Festival de Inverno de Garanhuns. Se depender dos aplausos e da atenção do público da cidade natal, Leo já é borboleta.</p>
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