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	<title>Portal Cultura PE &#187; Mocinha de Passira</title>
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		<title>Repente é registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2021 17:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_40993" aria-labelledby="figcaption_attachment_40993" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha3.jpg"><img class="size-medium wp-image-40993" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha3-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Em Pernambuco, uma das representantes do Repente é Mocinha de Passira, que tem o título de Patrimônio Vivo do Estado</p></div>
<p>Uma das referências da identidade nordestina, o Repente foi reconhecido, nesta quinta-feira (11), como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil durante a 98ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Durante a reunião, os 22 conselheiros aprovaram por unanimidade o registro da manifestação cultural.</p>
<p>Também conhecida como Cantoria, a manifestação reúne verso, rima e oração, consideradas como os fundamentos do Repente. Os cantadores e cantadoras distribuem-se nas capitais e no interior dos Estados do Nordeste e, também, nas regiões para onde houve migrações da população nordestina.</p>
<p>Com o reconhecimento do Conselho Consultivo do Iphan, o Repente foi inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão, e se soma a outros 12 bens imateriais de Pernambuco registrados: Baianas de Acarajé, Feira de Caruaru, Frevo, Roda de Capoeira, Mestres de Capoeira, Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto, Cavalo Marinho, Teatro de Bonecos Popular do Nordeste – Mamulengos, Caboclinho, Literatura de Cordel e Ciranda do Nordeste.</p>
<p>“Em Pernambuco, temos como uma das representantes do Repente nossa Patrimônio Vivo Mocinha de Passira. Vale destacar também que, em dezembro deste ano, o Conselho Consultivo do Iphan avaliará o pedido de registro das Matrizes do Forró, o que significa que Pernambuco pode encerrar o ano com 14 bens registrados, mostrando a força da cultura do nosso Estado”, ressaltou Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe.</p>
<p>“A poesia, o canto, a musicalidade, a profissão dos cantadores compõem o Repente, agora salvaguardados pelo Iphan, que terá o apoio da Secult-PE e Fundarpe na preservação deste bem cultural”, destacou Gilberto Freyre Neto, secretário Estadual de Cultura.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/dNtELiVcWdA" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><strong>REGISTRO -</strong> O pedido de registro do Repente foi formalizado no ano de 2013 pela Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno. Desde então, o Iphan, autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo, iniciou o processo de registro, que culminou no dossiê de registro, produzido em parceria com o Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UNB).</p>
<p>“Repente é poesia. Cantada e improvisada. Em linhas gerais, é um diálogo poético em que dois repentistas se alternam cantando estrofes criadas naquele instante ao passo em que se acompanham com toques de violas”, destaca o dossiê de registro do bem, que listou mais de 200 contatos entre repentistas, associações e apologistas, público com grande familiaridade junto ao Repente.</p>
<p>O dossiê elaborado também documenta mais de 50 modalidades de repente, dentre as quais estão os versos heptassílabos, cuja acentuação tônica obrigatória está na sétima sílaba, e decassílabos, em que o acento obrigatório está na terceira, sexta e décima sílabas de cada verso.</p>
<p>“É motivo de grande alegria ter as rimas e os versos do Repente adentrando o rol do Patrimônio Cultural do Brasil, tanto por sua importância histórica quanto pela beleza da poesia e da música da manifestação”, comemorou a presidente do Iphan, Larissa Peixoto, que também preside o Conselho Consultivo.</p>
<p><strong>HISTÓRIA -</strong> Há registros da prática do Repente desde meados do século XIX nos Estados de Pernambuco e Paraíba, conforme fontes históricas. As ocorrências mais antigas têm origem na Serra do Teixeira, na Paraíba. No início do século passado, a manifestação teve importante papel na difusão do rádio na região. Até então, a maior parte dos repentistas tinha origem rural, vivendo no interior e cantando para plateias camponesas.</p>
<p>Uma realidade que se transformou na década de 1950, com os cantadores se fixando nas cidades à procura de ferramentas que auxiliassem a atuação do repentista, especialmente o rádio e o correio. Aos programas radiofônicos, no decorrer das décadas de 1980 e 1990, se somaram a gravação de discos e a realização de festivais – mantendo a origem rural dos poetas. Mais recentemente, a internet se tornou mais uma ferramenta para a divulgação de cantorias e festivais.</p>
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		<title>Cais do Sertão realiza rodas de conversa sobre mulheres que são Patrimônios Vivos</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2020 21:57:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para celebrar o mês dedicado às mulheres, o Centro Cultural Cais do Sertão, em parceria com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) promove rodas de conversa para destacar a trajetória das mulheres que são Patrimônio Vivo de Pernambuco, a exemplo da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Para celebrar o mês dedicado às mulheres, o Centro Cultural Cais do Sertão, em parceria com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) promove rodas de conversa para destacar a trajetória das mulheres que são Patrimônio Vivo de Pernambuco, a exemplo da parteira Dona Prazeres e da repentista Mocinha de Passira.</p>
<p>Os encontros acontecem a partir desta quarta (11) e até a próxima sexta (13), sempre começando às 14h30, na Sala Todo Gonzaga, dentro do museu. Outro presente para as mulheres é a entrada gratuita no museu até domingo (15).</p>
<div id="attachment_58371" aria-labelledby="figcaption_attachment_58371" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundaré</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/25769262597_d0a2ddbb38_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-58371" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundaré" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/25769262597_d0a2ddbb38_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Dona dos Prazere, 82 anos, vai compartilhar sua experiência à frente dos mais de cinco mil partos que já realizou</p></div>
<p>Nesta quarta-feira (11), a temática é a atividade de partejar, mantida há mais de 60 anos por Maria dos Prazeres de Souza, a Dona Prazeres, 82 anos. Durante todo este tempo, foram mais de cinco mil partos &#8211; e nenhum óbito no currículo. Além dela, participam da roda de conversa a parteira Dani Siqueira e a psicóloga Dan Gayoso, que atua na preparação e assistência ao parto como educadora perinatal e doula. A mediação é da antropóloga Elaine Müller (UFPE).</p>
<p>Na quinta-feira (12), será a vez das mestras da cultura popular do Estado. O bate-papo vai reunir a repentista Mocinha de Passira, a circense Índia Morena e a brincante Cristina Andrade, mestra de ciranda, pastoril e urso. A conversa será sobre a riqueza das expressões culturais de Pernambuco, além de um pouco da trajetória de cada uma delas e contará com a mediação da jornalista Michelle de Assumpção (assessora da Secult-PE/Fundarpe). Haverá ainda uma homenagem às mulheres que são Patrimônios Vivos de Pernambuco, com um certificado. Selma do Coco e Ana das Carrancas, já falecidas, também serão rememoradas.</p>
<p>Para fechar a semana, na sexta-feira (13), o artesanato pernambucano ganha atenção. O papo será mediado pela coordenadora de Artesanato da AD Diper, Maria do Socorro Leão, e contará com a participação das artesãs Neguinha e Mauricéia Henrique Silva, da Associação de Artesãs Flor de Barro, de Caruaru. A gestora do Museu do Barro de Caruaru, Maria Amélia Carneiro Campello, e a doutora em design Ana Andrade, uma das criadoras do laboratório Imaginário, também participam. O acesso é gratuito.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Rodas de conversa com mulheres Patrimônio Vivo de Pernambuco<br />
De 11 a 13 de março, às 14h30<br />
Onde: Centro Cultural Cais do Sertão (Av. Alfredo Lisboa, s/n, Bairro do Recife)<br />
Informações: (81) 3182-8266<br />
Entrada franca</p>
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		<title>Mocinha de Passira, patrimônio vivo de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2016 22:48:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Tiago Montenegro Em uma tarde incerta de 1953, depois de muito estranhar a chiadeira insistente no velho rádio do irmão, Maria Alexandrina da Silva, com apenas cinco anos de idade, previu: “um dia vai aparecer um rádio em que o cara vai poder ver as pessoas dentro”. Desde muito cedo, Maria era tomada por premonições e não [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>por Tiago Montenegro </em></p>
<p>Em uma tarde incerta de 1953, depois de muito estranhar a chiadeira insistente no velho rádio do irmão, Maria Alexandrina da Silva, com apenas cinco anos de idade, previu: “um dia vai aparecer um rádio <i>em</i> <i>que o cara</i> vai poder ver as pessoas dentro”. Desde muito cedo, Maria era tomada por premonições e não anteviu apenas a popularização dos aparelhos televisivos, mas também sua própria sina: “cantar, ser a primeira mulher da viola do mundo”. Uma visão que começou a tomar forma aos 12 anos, no sítio em Várzea de Passira, quando ganhou do pai o primeiro instrumento e desembestou a soltar os versos que já não cabiam mais em seus pensamentos de menina, uma moça, Mocinha de Passira.</p>
<p>“Eu memorizava as estrofes, não fazia pra ninguém ouvir, mas um dia disse ao meu pai que eu sabia fazer rima, ele pediu pra eu mostrar, então falei <i>assim não, só mostro quando vier sentar um cabra aqui comigo mais a viola</i>”, lembra a repentista. Seu João Marques da Silva, que não perdia uma cantoria pela região, confiou na obstinação da filha e não tardou a aparecer com uma viola e o cantador Zé Monteiro, com quem Mocinha fez sua primeira apresentação ali mesmo, na sala do sítio que até hoje resiste e onde a repentista Patrimônio Vivo de Pernambuco recebeu a equipe do <em>Portal Cultura.PE</em>.</p>
<div id="attachment_40993" aria-labelledby="figcaption_attachment_40993" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha3.jpg"><img class="size-medium wp-image-40993" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha3-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">São mais de 55 anos dedicados aos versos de improviso</p></div>
<p>“Foi nesse chão em que eu me senti, pela primeira vez, uma partícula no universo”, poetiza Mocinha, fazendo questão de mostrar os mandacarus que teimam em crescer sobre o telhado da casa, enfeitando seu “lugar sagrado, onde estão as raízes de tudo”.</p>
<p><b>O início</b></p>
<p>À luz das estrofes metrificadas de Raul Ferreira, Zé Ananias, Severino Moreira e Severino Camocim, que costumava ouvir na companhia do pai, Mocinha foi ganhando confiança para também encontrar sua voz própria, traçar seu caminho no universo do repente. Desde a apresentação improvisada &#8211; e aplaudida por Zé Monteiro e seu pai – na sala de casa, não parou mais de exercer a função de transformar em verso raro o pensamento ligeiro.</p>
<div id="attachment_40995" aria-labelledby="figcaption_attachment_40995" class="wp-caption img-width-331 alignright" style="width: 331px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha-crianca.jpg"><img class="size-medium wp-image-40995" alt="Reprodução" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha-crianca-331x486.jpg" width="331" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Aos 13 anos, com a viola que ganhara do pai</p></div>
<p>“A primeira cantoria foi numa quarta-feira, no sábado eu já tava me apresentando pelas fazendas e daí não parei mais, meu pai sempre comigo, me acompanhando”, lembra Mocinha.  “Nenhuma outra repentista conseguiu viver da viola como eu. Desde cedo, decidi que se eu quisesse comprar um sapato tinha que ser com o meu repente, nunca trabalhei com outra coisa.” A exceção foi um breve momento, quando aos 10 anos de idade, montou uma escolinha de reforço escolar para os filhos dos fazendeiros da região, “os meninos ricos e burros”, sorri ao lembrar.</p>
<p>Herdou da mãe, Alexandrina Maria da Silva, a busca por independência financeira. Em tempos ainda mais marcados pelo machismo, “a mãe já tinha sua independência, criava uns bezerros ali atrás e se um boiadeiro passasse por aqui querendo comprar, pai falava logo <i>tem que ver com a mulher, é dela, ela que decide</i>”.</p>
<p>Ao contrário de Seu João, Dona Alexandrina não queria que Mocinha aceitasse o convite de ir morar em Caruaru com um dos maiores poetas populares e improvisadores brasileiros, o paraibano Pinto do Monteiro. Não teve outro jeito, aos 15 anos, juntou o que pôde em sua frasqueira amarela &#8211; “a coqueluche da época, toda menina tinha uma” -, e fugiu.</p>
<p><b>O encontro com Pinto do Monteiro</b></p>
<p>Dizem que foi desses encontros que mudam para sempre a vida de alguém. Era noite alta quando Mocinha e seu pai adentraram pelo Sítio Tamanduá, em Passira, para conhecer Pinto do Monteiro, que estava de passagem pela região. “<i>Finalmente estou lhe conhecendo, você que é a famosa Mocinha da Passira</i>”, lembra a repentista, com apenas 14 anos à época. Já admirado em todo o Nordeste e presença constante em emissoras como a Rádio Difusora de Caruaru, Pinto reconheceu de imediato o talento de Mocinha, colocando-se à disposição para ajudá-la a seguir carreira. “Eu tinha que ir pra Limoeiro pegar as cartas que ele mandava pra mim; caixa postal 114”, nunca vai esquecer.</p>
<p>Após deixar Passira e ir viver com a família de Pinto em Caruaru, Mocinha pôde mergulhar no circuito da cantoria popular, mas ainda sob os cuidados do pai. “Andei muito tempo com ele, pra tudo que era lugar, só fiquei ‘de maior’ aos 21 anos<i> </i>de idade”, conta.</p>
<p><b>Mulher na cultura popular</b></p>
<p>Uma verdadeira peleja contra o machismo é o que Mocinha tem travado ao longo de sua trajetória no repente. São muitas as situações guardadas na memória em que teve que “sair quebrando todos os preconceitos, passando por cima de cantadas de <i>homem safado</i>”, diz.</p>
<div id="attachment_40996" aria-labelledby="figcaption_attachment_40996" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha-entre-homens.jpg"><img class="size-medium wp-image-40996" alt="Reprodução " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha-entre-homens-607x386.jpg" width="607" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">Com 15 anos, ao lado de Severino Camocim e João Batista</p></div>
<p>Em muitas ocasiões, o drible para situações em que se via desafiada por ser mulher vinha em forma de versos mesmo. Um dos casos mais difundidos foi a resposta que deu ao mote <i>Se você casar comigo/vai ficar de gravidez/vai acabar parindo/três meninos de uma vez</i>, apresentado pelo repentista Jorge Amador. De pronto, Mocinha soltou o que gosta de chamar de “tapa sem mão”: <i>Eu posso ter todos os três / são filhos tudo meu / o primeiro é do padeiro /o segundo do Ricardão / o terceiro de Oliveira / nenhum dos três é teu.</i></p>
<p>Em 1976, só após quase 20 anos de estrada, Mocinha teve a oportunidade de registrar seus versos em um disco. Foi a única mulher repentista a participar das gravações de um marco importante para a discografia do gênero, o LP <i>Viola, Verso, Viola</i>, do Estúdio Rozenblit. O disco reuniu grandes nomes da tradição oral, como Diniz Vitorino, os irmãos Otacílio, Dimas e Lourival Batista, além de Zé Vicente da Paraíba. Das oito faixas, Mocinha participa de duas, duelando com Diniz Vitorino em <i>Martelo Alagoano</i> e na histórica <i>Desafio em Martelo Agalopado</i>, em que por meio de versos como <em>acabou-se o tempinho em que a mulher / só vivia nas margens dos barreiros / lavando blusinhas e cueiros / dos filhos dos homens sem respeito</em> vai desconstruindo o imaginário da mulher ideal, sempre recatada e do lar, ao passo em que reivindica seu próprio lugar na história do repente.</p>
<p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/287061116&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=true" height="450" width="100%" frameborder="no" scrolling="no"></iframe></p>
<p><b>O encontro com Ariano Suassuna</b></p>
<p><i>Se o Brasil oficial é dos brancos, do presidente e de seus ministros, o Brasil real é o de Antônio Conselheiro e Mocinha de Passira.</i> A sentença, parte integrante do discurso de posse de Ariano Suassuna na Academia Brasileira de Letras (ABL), revela a admiração que o imortal escritor e dramaturgo brasileiro tinha pela repentista.</p>
<p>O primeiro encontro foi em uma das muitas cantorias na Praça do Diário, centro do Recife, organizadas pelo embolador Oliveira. “Eu tava cantando só na época, Ariano me conheceu ali, me deu um mote pra eu cantar e parti, sem montagem nenhuma, esperando que desse certo&#8230; Na terceira estrofe, lá vem ele, me deu um abraço, chorou e tudo, se identificou mesmo”, conta Mocinha.</p>
<p>Em 1990, quando foi eleito para a ABL, Ariano fez questão de convidar a repentista para uma cerimônia realizada no Palácio Campo das Princesas, no Recife. Na ocasião, coube à Mocinha entregar-lhe o colar oficial de membro da Academia. “Ele mandou o carro ir me buscar onde eu estivesse, tinha que ser eu a botar esse colar nele, então, fui! Botei o colar e ainda cantei pra ele”, lembra com carinho.</p>
<p><b>Mocinha aos 67 anos</b></p>
<p>Com hábitos simples, cuidando dos gatos de rua que acolhe ou torcendo por seu Santa Cruz, Mocinha vive hoje com seu filho Marcos em Feira Nova. Quando não está se apresentando pelo Brasil, divide-se entre o cuidar da casa na cidade e o sítio em Várzea de Passira, a 30 minutos dali e onde, vez ou outra, ainda organiza noites de boemia com dominó e duelos de viola.</p>
<div id="attachment_40997" aria-labelledby="figcaption_attachment_40997" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Robeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha5.jpg"><img class="size-medium wp-image-40997" alt="Jan Robeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha5-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Mocinha e o filho Marcos, no sítio Várzea de Passira</p></div>
<p>O pai, seu grande incentivador, morrera no sítio mesmo, em 5 de abril de 1978. Chegou a ver seu sucesso e a ouvir o primeiro disco. “Eu tava em São Paulo, comecei a ter uns sonhos atribulados, sentia que tinha alguma coisa acontecendo, que precisava voltar. Quando cheguei, vi ele doente e o povo jogando dominó na sala, tive tanta raiva que ainda deve ter peça voando por aí. Falei com ele, respondeu bem baixinho, entendendo o que eu tava dizendo porque o último que morre é a árvore da vida, o cérebro”, narra Mocinha, lembrando que foi mesmo Seu João quem lhe abriu os caminhos. “Se ele tivesse ido pelas ideias da minha mãe e do meu irmão, eu teria fugido de casa sem viola, mas pra onde&#8230; não sei”.</p>
<div id="attachment_41008" aria-labelledby="figcaption_attachment_41008" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha11.jpg"><img class="size-medium wp-image-41008" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha11-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe da gravação em sua viola atual</p></div>
<p>O título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, Mocinha “comemorou sozinha, porque a batalha sempre foi minha mesmo, só depois fui falando para três ou quatro pessoas que considero”.</p>
<div id="attachment_40998" aria-labelledby="figcaption_attachment_40998" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha4.jpg"><img class="size-medium wp-image-40998" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/mocinha4-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Mocinha revisita seu acervo de fotografias</p></div>
<p>Dedilhando sua viola, gosta de deixar aberta a parte superior da porta principal do sítio, apreciar o vento que entra e a paisagem à frente. “Nunca quis uma casa que não fosse pro nascente”. Além do Diploma de Patrimônio Vivo &#8211; exposto em lugar de destaque na parede da sala -, a repentista também guarda em Passira fotografias, recortes de jornais, troféus e outros registros de uma vida inteira dedicada a uma das mais ricas expressões da cultura popular nordestina. A vida que previu ainda menina e construiu na certeza de que “quando a gente tem vocação, não tem fronteira”, como faz questão de ensinar.</p>
<div id="attachment_41010" aria-labelledby="figcaption_attachment_41010" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/diploma.jpg"><img class="size-medium wp-image-41010" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/diploma-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Ao lado da presidente da Fundarpe, Márcia Souto, da secretária de Cultura do Recife, Leda Alves e do secretário estadual de Cultura, Marcelino Granja, Mocinha recebeu o diploma de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2016, no Teatro Santa Isabel</p></div>
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		<title>Dia do Patrimônio em Pernambuco é marcado por prêmio, frevo e titulação dos novos Patrimônios Vivos</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2016 19:39:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos maiores templos da cultura pernambucana, o Teatro de Santa Isabel foi palco nesta quarta-feira (17), Dia Nacional do Patrimônio Histórico, da cerimônia de entrega do 1º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco, e também da diplomação dos trinta e nove Patrimônios Vivos do Estado, incluindo os três [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_39378" aria-labelledby="figcaption_attachment_39378" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/Foto-Jan-Ribeiro-Celebracao-do-Dia-Nacional-do-Patrimonio-Historico-entrega-do-Premio-Ayrton-de-Almeida-Carvalho-e-Diplomacao-dos-Patrimonios-Vivos-do-Estado-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-39378" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/Foto-Jan-Ribeiro-Celebracao-do-Dia-Nacional-do-Patrimonio-Historico-entrega-do-Premio-Ayrton-de-Almeida-Carvalho-e-Diplomacao-dos-Patrimonios-Vivos-do-Estado-3-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Os 39 Patrimônios Vivos do Estado foram diplomados na solenidade</p></div>
<p>Um dos maiores templos da cultura pernambucana, o Teatro de Santa Isabel foi palco nesta quarta-feira (17), Dia Nacional do Patrimônio Histórico, da cerimônia de entrega do 1º Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco, e também da diplomação dos trinta e nove Patrimônios Vivos do Estado, incluindo os três mais novos contemplados neste ano: a repentista Mocinha de Passira, a Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense e o cineasta Lula Gonzaga.</p>
<p>Aberta ao público, a solenidade, que integra a 9ª Semana do Patrimônio Cultural, contou com a participação de vários mestres e mestras da nossa cultura popular, membros do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, além de representantes de diversas instituições ligadas à cultura no estado.</p>
<p>Representando o poder público, a secretária de Cultura do Recife, Leda Alves, a superintendente do Iphan/PE, Renata Duarte Borba, a presidente da Fundarpe Márcia Souto, o secretário de Cultura do Estado Marcelino Granja, entre outros.</p>
<p>Premiado ao lado das ações “Patrimônio PE Mobile”, na categoria Promoção e Difusão, e “Criação de Arquivos Públicos municipais no Estado de Pernambuco”, na categoria Documentais e Memória Cultural, o gestor do Paço do Frevo, Eduardo Sarmento, que venceu na categoria Formação, destacou a importância do Prêmio para o patrimônio cultural do Estado e lembrou que &#8220;a salvaguarda do bens culturais é um dever de todos, uma vez que eles expressam e traduzem o que há de mais belo em nosso país para todo o mundo&#8221;.</p>
<div id="attachment_39379" aria-labelledby="figcaption_attachment_39379" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/Foto-Jan-Ribeiro-Celebracao-do-Dia-Nacional-do-Patrimonio-Historico-entrega-do-Premio-Ayrton-de-Almeida-Carvalho-e-Diplomacao-dos-Patrimonios-Vivos-do-Estado-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-39379" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/Foto-Jan-Ribeiro-Celebracao-do-Dia-Nacional-do-Patrimonio-Historico-entrega-do-Premio-Ayrton-de-Almeida-Carvalho-e-Diplomacao-dos-Patrimonios-Vivos-do-Estado-4-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Eduardo Sarmento falou em nome dos premiados</p></div>
<p>Cada um dos três primeiros colocados recebeu um prêmio no valor de R$ 20 mil. Graças à qualidade dos trabalhos apresentados durante as inscrições do prêmio e por indicação do Conselho Estadual de Preservação, três iniciativas foram agraciadas com menções honrosas: o “Laboratório O Imaginário: design a serviço da preservação”; o livro “Lagarta Richelieu”; e o projeto “Cinemas do Recife”.</p>
<div id="attachment_39380" aria-labelledby="figcaption_attachment_39380" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/Foto-Jan-Ribeiro-Celebracao-do-Dia-Nacional-do-Patrimonio-Historico-entrega-do-Premio-Ayrton-de-Almeida-Carvalho-e-Diplomacao-dos-Patrimonios-Vivos-do-Estado-6.jpg"><img class="size-medium wp-image-39380" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/08/Foto-Jan-Ribeiro-Celebracao-do-Dia-Nacional-do-Patrimonio-Historico-entrega-do-Premio-Ayrton-de-Almeida-Carvalho-e-Diplomacao-dos-Patrimonios-Vivos-do-Estado-6-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense, a repentista Mocinha de Passira e o cineasta Lula Gonzaga são os três novos Patrimônios Vivos do Estado</p></div>
<p>A cerimônia também foi marcada pela titulação dos trinta e nove Patrimônios Vivos do Estado. Foi a primeira vez que eles receberam um diploma que, segundo a presidente da Fundarpe Márcia Souto, é uma forma de materializar a titulação. &#8220;É uma imensa satisfação estar nesse palco do Santa Isabel mais uma vez. Ano passado estivemos aqui para lançar o edital do Prêmio Ayrton de Carvalho e, neste ano, estamos aqui novamente para reconhecer as iniciativas que, assim como nós na Fundarpe, se preocupam em preservar o nosso patrimônio. A proposta da premiação tem tudo a ver com o tema da 9ª Semana do Patrimônio Cultural, que nessa edição se propôs a discutir a participação social na preservação patrimonial. O papel de preservar não pode ser atribuído a ninguém isoladamente. Entendemos na Fundarpe que essa responsabilidade é compartilhada e que só o entendimento coletivo nos levará a construir e implementar políticas públicas mais efetivas&#8221;, disse Márcia.</p>
<p>Segundo a presidente da Fundarpe, até o final deste ano serão eleitos mais seis Patrimônios Vivos, referentes aos anos de 2015 e 2016 (por conta da destituição do CPPC, não foi possível elegê-los nesse período). Márcia também confirmou a modificação na Lei do Patrimônio Vivo para que, a partir do edital de 2017, o número de vagas de Patrimônios Vivos subirá de três para seis eleitos. &#8220;O governador Paulo Câmara aprovou a mudança na lei do Patrimônio Vivo e, em breve, poderemos agraciar mais mestres da nossa cultura&#8221;, garantiu.</p>
<p>Visivelmente emocionada, Mocinha de Passira agradeceu a homenagem e disse que ele faz jus ao seu ofício. &#8220;Estou vivíssima e em plena atividade&#8221;, comemorou. O maestro Ademir Araújo, convidado a falar em nome dos demais Patrimônios Vivos, ressaltou a importância da lei do Patrimônio Vivo para o Estado e frisou &#8220;que é preciso expandir cada vez mais essas políticas culturais para que o artista pernambucano tenha mais reconhecimento e espaço&#8221;.</p>
<p>&#8220;Esse é um momento de celebração da cultura pernambucana, e precisamos festejar as conquistas, que são resultado do talento e da luta do povo, celebração das políticas públicas culturais implantadas em nosso Estado que, cada vez mais, visam dar visibilidade à riqueza cultural e patrimonial de Pernambuco&#8221;, pontuou o secretário estadual de Cultura, Marcelino Granja. Em sua fala, que discorreu sobre o momento de “crise civilizatória e do capitalismo” em que vive o mundo, o Brasil e Pernambuco, o secretário finalizou ressaltando a importância do trabalho dos fazedores de cultura, mestres e mestras que estavam ali presentes, para uma transformação com vistas em uma sociedade mais justa e democrática.</p>
<p>De acordo com ele, tanto a primeira edição do Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho quanto a nomeação dos novos Patrimônios Vivos só foi possível graças à atuação dos membros do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CPPC), que, recém-empossados, têm contribuído &#8220;para missão de preservar e difundir o legado cultural pernambucano&#8221;. Granja ainda assegurou que, até o final do ano, serão lançados os editais da segunda edição dos Prêmios Ariano Suassuna e Ayrton de Almeida Carvalho.</p>
<p>A Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense encerrou a cerimônia e, com uma orquestra de frevo e vários passistas, fazendo todos os presentes entoarem seu famoso hino. &#8220;Lá vem o Cariri ali/ Com saco de pegar criança/ Pegando menino e moça/ Pegando tudo o que a vista alcança&#8221;.</p>
<p><iframe style="border: none; overflow: hidden;" src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fculturape%2Fvideos%2F1090063251072207%2F&amp;show_text=0&amp;width=560" height="315" width="560" allowfullscreen="true" frameborder="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>A programação da 9ª Semana do Patrimônio Cultural, que inteiramente gratuita, segue até o próximo sábado (20). Confira <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fundarpe/rodas-de-dialogos-palestras-e-jogos-didaticos-marcam-a-reta-final-da-semana-do-patrimonio/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> os destaques desta quinta (18) e sexta-feira (19).</p>
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		<title>Conselho de Preservação elege três novos Patrimônios Vivos de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jul 2016 23:15:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[X Concurso Público do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco – RPV/PE]]></category>

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		<description><![CDATA[O Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural (CPPC) realizou, na tarde desta quinta-feira (20), a reunião final para a escolha dos três novos Patrimônios Vivos de Pernambuco. Marcada por comentários de conselheiros que ressaltaram a valorosa contribuição de todos os candidatos à cultura pernambucana, a sessão resultou em uma eleição única, na qual foram escolhidos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural (CPPC) realizou, na tarde desta quinta-feira (20), a reunião final para a escolha dos três novos Patrimônios Vivos de Pernambuco. Marcada por comentários de conselheiros que ressaltaram a valorosa contribuição de todos os candidatos à cultura pernambucana, a sessão resultou em uma eleição única, na qual foram escolhidos a repentista <strong>Mocinha de Passira</strong>, a <strong>Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense</strong> e o cineasta<strong> Lula Gonzaga</strong>.</p>
<p><em>“Este é um momento de muita responsabilidade para todo o Conselho, após as análises de todo o conteúdo recolhido sobre os 55 candidatos e também a etapa de Defesa Oral. É válido ressaltar que todos os participantes do concurso estavam aptos a se tornarem Patrimônios Vivos, mas, só pudemos escolher três, tendo em vista a legislação em vigor”</em>, explicou Márcia Souto, presidente da Fundarpe e do CPPC. <em>“Estamos reafirmando aqui o compromisso do Governo do Estado em lutar pela reformulação da Lei, para que já a partir do próximo concurso possamos eleger seis representantes da nossa cultura”</em>, garantiu a presidente.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/20160720_162403.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-38162" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/20160720_162403-607x364.jpg" width="607" height="364" /></a></p>
<p>Para Marcelino Granja, secretário de Cultura de Pernambuco, a definição dos novos Patrimônios Vivos acontece em um momento marcado por conquistas no cenário cultural de Pernambuco. <em>“O Conselho está conseguindo dar conta do recado, com um formato desafiador de luta pela construção das políticas públicas culturais, levando em conta tanto os momentos de crise quanto conquistas como as de hoje (20/7)&#8221;. </em>Além da definição dos três novos Patrimônios Vivos, o secretário anunciou aos presentes que, também a partir desta data, o Governo de Pernambuco garantiu mais uma possibilidade de aporte de recursos no Funcultura: <em>&#8220;Agora, a Copergás também vai aportar no Fundo Estadual, o que vai resultar num piso anual de R$ 35 milhões&#8221;</em>, comemorou.</p>
<p>O Edital 2015/2016  de Registro do Patrimônio Vivo será anunciado no dia 17 de agosto, na abertura da 9ª edição da Semana do Patrimônio Cultural do Estado.</p>
<p><strong>Breve Perfis dos três novos Patrimônios Vivos de Pernambuco:</strong></p>
<div id="attachment_38179" aria-labelledby="figcaption_attachment_38179" class="wp-caption img-width-320 alignnone" style="width: 320px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/mocinha-e-passira.jpg"><img class="size-medium wp-image-38179" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/mocinha-e-passira-281x486.jpg" width="281" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Alexandrina da Silva &#8211; a Mocinha de Passira &#8211; é reconhecida por ser uma das poucas mulheres repentistas. Sua carreira artística é dedicada ao resgate e à valorização dos violeiros no estado.</p></div>
<div id="attachment_38165" aria-labelledby="figcaption_attachment_38165" class="wp-caption img-width-324 alignnone" style="width: 324px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Roberta Guimarães</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Cariri-Olindense-Roberta-Guimaraes.jpg"><img class="size-medium wp-image-38165" alt="Foto: Roberta Guimarães" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Cariri-Olindense-Roberta-Guimaraes-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense foi fundada em 15 de fevereiro de 1921, sendo considerada um dos símbolos de resistência da cultura carnavalesca de Pernambuco.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38166" aria-labelledby="figcaption_attachment_38166" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Eric Gomes</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Lula-Gonzaga-Foto-Eric-Gomes.jpg"><img class="size-medium wp-image-38166" alt="Foto: Eric Gomes" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/Lula-Gonzaga-Foto-Eric-Gomes-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O cineasta Lula Gonzaga, durante oficina de audiovisual realizada em 2012, na cidade do Exu. Natural do Recife, sua formação acadêmica agrega especialização em Cinema de Animação e em Economia da Cultura.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>HISTÓRICO -</strong> Importante política cultural de salvaguarda, a lei dos Patrimônios Vivos é a primeira lei do tipo no Brasil, tem como objetivo reconhecer, valorizar e apoiar mestres e grupos que detenham os conhecimentos ou as técnicas necessárias para a produção e a preservação de aspectos da cultura tradicional ou popular &#8211; formas de expressão, saberes, ofícios e modos de fazer -, em especial, os que sejam capazes de transmitir seus conhecimentos, técnicas e habilidades às novas gerações de alunos e aprendizes, objetivando a proteção e a difusão do patrimônio pernambucano.</p>
<p>Os três novos Patrimônios Vivos eleitos hoje se somam aos <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/patrimonio-cultural/imaterial/patrimonios-vivos/" target="_blank"><strong>trinta e seis nomes já contemplados em Pernambuco</strong></a>. Sua missão é ainda possibilitar e potencializar o reconhecimento, acesso, difusão e fruição dos diversos bens, memórias, saberes e histórias presentes nas culturas populares. Para tanto, além de receberem bolsas vitalícias, os mestres e grupos contemplados participam de diversos programas de ensino-aprendizagem, como oficinas, palestras, cursos e concursos, com o propósito de transmitirem seus saberes, processos fundamentais para a produção, manutenção e recriação de nossas manifestações culturais.</p>
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