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	<title>Portal Cultura PE &#187; Patrimônio Imaterial do Brasil</title>
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		<title>SECULT-PE de ANDADA: Para um amor em Carpina</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Mar 2023 01:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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<p>Muita memória afetiva no SECULT-PE de ANDADA, que teve sua terceira edição no município de Carpina, na Zona da Mata Norte do Estado, nesta desta terça-feira (28). A começar pelo próprio Silvério Pessoa, que retornou a sua cidade natal, na condição de secretário estadual de Cultura, para realizar escutas na sede da Associação das Cirandas de Pernambuco, e relembrou a importância do maracatu, da ciranda, do coco e do mamulengo na sua infância e formação.</p>
<p>O encontro aconteceu durante a reunião de planejamento da Ascipe, coordenada pelo presidente da entidade, Josivaldo Caboclo, e membros de sua equipe, com participação do secretário municipal de Turismo, Cultura &amp; Desporto, Aldinho do Danone; e da coordenadora de Cultura Popular da Secult-PE, Teresa Amaral. Ao todo, cerca de 15 representantes das 26 cirandas filiadas à Ascipe (entre 41 existentes no Estado) marcaram presença ao lado de outras lideranças ligadas à cultura popular.</p>
<p>Como bem frisou Teresa Amaral, a Ascipe, fundada oficialmente em 2020, é uma das associações mais recentes e articuladas. E foi o que mostrou Josivaldo em sua apresentação, que contou a breve e rica trajetória da entidade, com realizações de festivais e encontros estaduais e municipais, divulgação nas mídias digitais, registro da ciranda como Patrimônio Cultural do Brasil (concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional &#8211; Iphan) e aprovação de projetos, entre eles a gravação do álbum Cirandas de Pernambuco, com 15 cirandeiros novos e da velha guarda, a ser lançado ainda neste semestre.</p>
<p>A programação seguiu com uma enriquecedora troca de propostas para a ciranda pernambucana, como a realização de festivais amplos e descentralizados, promoção do folguedo durante todo o ano e não apenas nos ciclos festivos, gravação de mais discos, divulgação em emissoras de rádio e televisão e concurso de musicalidade. Também foram propostas a mediação do governo de Pernambuco junto à Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) visando à continuidade dos projetos nos municípios e a inclusão de polos de ciranda ou de cultura popular em todos os ciclos, além de criação do Memorial da Ciranda, disponibilização de edifícios do Estado para sedes municipais das associações e criação de uma política de valorização financeira com revisão dos cachês destinados aos artistas populares.</p>
<p>As propostas apresentadas demonstraram uma sintonia com a política da atual gestão do governo do Estado, conforme pôde esclarecer Silvério, que acrescentou ainda as ideias de inclusão da cultura popular na grade curricular da rede pública de ensino; de capacitação dos artistas para que saibam se documentar e ter acesso aos editais de fomento; e de parcerias com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Serviço Social do Comércio (Sesc).</p>
<p>A discussão gerou um debate com a participação de todos e todas, com mais ideias e críticas também, sempre construtivas, tornando a experiência ainda mais enriquecedora.</p>
<p>&#8220;Foi muito positivo esse descolamento e deslocamento do centro para a periferia, a periferia como o interior e o que está no entorno, nas pontas, em uma associação com mestres e mestras da cultura popular&#8221;, observou Silvério. &#8220;Foram muitas propostas viáveis. É a Secretaria de Cultura andando. Estou muito feliz.&#8221;</p>
<p>Para Josivaldo, criou-se um diálogo muito saudável e se estreitou o laço da ciranda com o governo do Estado. &#8220;Vimos a predisposição do governo em querer atender às ansiedades do segmento. Isso é muito importante&#8221;, afirmou. &#8220;Ficou muito claro aqui hoje a força de vontade de ambas as partes&#8221;, testemunhou.</p>
<p>Isso é cultura. Isso é Pernambuco. &#8220;Ventimbora&#8221; que isso é SECULT-PE de ANDADA!</p>
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		<title>Ciranda do Nordeste recebe do Iphan o título de Patrimônio Imaterial do Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2021 16:07:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou, na manhã desta terça-feira (31), o registro da Ciranda do Nordeste como Patrimônio Imaterial do Brasil. A decisão aconteceu durante a 97ª reunião do Conselho, transmitida pelo canal do Iphan no YouTube. Durante a reunião, que segue pela tarde, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_87492" aria-labelledby="figcaption_attachment_87492" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cristiana Dias/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Ciranda-Mimosa_Cristiana-Dias_Secult-PE.jpg"><img class="size-medium wp-image-87492" alt="Cristiana Dias/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Ciranda-Mimosa_Cristiana-Dias_Secult-PE-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) da Ciranda do Nordeste identificou 28 grupos em Pernambuco</p></div>
<p>O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou, na manhã desta terça-feira (31), o registro da Ciranda do Nordeste como Patrimônio Imaterial do Brasil. A decisão aconteceu durante a 97ª reunião do Conselho, transmitida pelo canal do Iphan no YouTube. Durante a reunião, que segue pela tarde, também será apreciada a renovação do Frevo como Patrimônio Imaterial por mais dez anos.</p>
<p>O pedido para registro da Ciranda do Nordeste no Iphan foi feito pelo então governador Eduardo Campos, em 2014, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), responsáveis pela produção do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC).</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6PLRAGGgO2A" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Os documentos foram elaborados entre novembro de 2012 e maio de 2014 e envolvem grupos de todo o Estado. Pesquisadores qualificados e com conhecimento prévio sobre o tema da Associação Respeita Januário foram os responsáveis pela construção do INRC, que é composto por um relatório analítico, um vídeo documentário, fichas de identificação, registros audiovisuais e um dossiê. Como resultado da pesquisa, foram localizadas informações sobre 28 grupos de cirandas em Pernambuco.</p>
<p>Em 2019, a Secult-PE/Fundarpe realizou outra ação para o registro da Ciranda do Nordeste como Patrimônio Imaterial do Brasil, com coleta de assinaturas durante a Fenearte – que naquele ano homenageou a ciranda.</p>
<div id="attachment_50203" aria-labelledby="figcaption_attachment_50203" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/34659488133_96e28980b5_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-50203" alt="Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/34659488133_96e28980b5_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Secult/Fundarpe foi a responsável pela solicitação do registro da Ciranda do Nordeste como Patrimônio Imaterial</p></div>
<p>“Com o registro, a Ciranda do Nordeste fica inscrita no Livro das Formas de Expressão e têm garantido o reconhecimento, a valorização e a salvaguarda de um conjunto de bens culturais, saberes, fazeres e formas de expressão que representa. O registro deste bem contribui para o apoio, o fomento e a apreensão de sua importância para a identidade e história do povo pernambucano e brasileiro”, destaca Gilberto Freyre Neto, secretário de Cultura de Pernambuco.</p>
<p>“As informações referentes às recomendações de salvaguarda dos bens registrados, como melhoramento de sede, espaços para apresentação, oficinas, entre outras ações que o fortaleçam, estão contidas nos inventários. Isto é um instrumento que o Estado, e os próprios grupos, possuem a partir de agora para trabalhar pela permanência e fortalecimento dos grupos”, afirma Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe. O INRC da Ciranda do Nordeste ficará disponível para consulta na biblioteca da Fundarpe e também compõem o banco de dados do Patrimônio Cultural Imaterial do Iphan.</p>
<p><strong>REUNIÃO DO CONSELHO -</strong> Durante a reunião, o Conselho Consultivo do Iphan decidiu também sobre a revalidação do Frevo (PE), do Tambor de Crioula do Maranhão (MA) e o Ofício das Paneleiras de Goiabeiras (ES). Antes do encaminhamento para deliberação do Conselho, os processos de revalidação dos três bens culturais passaram por consulta pública e os pareceres de reavaliação foram apreciados pela Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial do Iphan.</p>
<p>A revalidação deve ser realizada pelo menos a cada dez anos e tem como finalidade tanto investigar sobre a atual situação do bem cultural, como levantar informações, averiguar a efetividade das ações de salvaguarda, verificar mudanças nos sentidos e significados atribuídos ao bem, entre outras questões. Além disso, a revalidação também visa subsidiar as ações futuras de proteção e valorização do patrimônio imaterial.</p>
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		<title>Patrimônio Vivo, Zé de Bibi teima no Cavalo Marinho</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2019 19:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias “Sinto uma energia forte, uma atitude que faz com que eu perceba o desenrolar da cultura popular, e me encho de emoção. Eu sambo de cair o cabelo. É isso que eu sinto quando estou numa sambada”. A história de um dos Patrimônios Imateriais do Brasil, o Cavalo Marinho, ainda é contada [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_66521" aria-labelledby="figcaption_attachment_66521" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136628064_1ae01fb511_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66521 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136628064_1ae01fb511_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">“Eu sou o mais antigo mestre daqui da região. Sou rei do Cavalo Marinho. Não me espanto, não tenho medo e nem fico pra trás na brincadeira. O que vier eu enfrento”, diz Mestre Zé de Bibi, Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Marcus Iglesias</strong></em></p>
<p><em>“Sinto uma energia forte, uma atitude que faz com que eu perceba o desenrolar da cultura popular, e me encho de emoção. Eu sambo de cair o cabelo. É isso que eu sinto quando estou numa sambada”.</em> A história de um dos Patrimônios Imateriais do Brasil, o Cavalo Marinho, ainda é contada com força e vigor por Zé de Bibi, um dos últimos mestres atuantes desta brincadeira na Zona da Mata pernambucana. É ele também o responsável pelo Sítio Histórico do Cavalo Marinho, localizado no Sítio Malícia, zona rural de Glória do Goitá, um espaço aberto para visitantes e pesquisadores.</p>
<p><em>“Eu sou o mais antigo mestre daqui da região. Sou rei do Cavalo Marinho. Não me espanto, não tenho medo e nem fico pra trás na brincadeira. O que vier, eu enfrento”</em>. Aos 19 anos, Zé de Bibi deu início ao seu sonho de ter um brinquedo próprio e, em agosto de 1961, saiu com outros folgazões com o Tira Teima, que completa 58 anos de história em 2019. Motivos não faltam para demostrar porque ele mereceu receber em 2018 o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_66516" aria-labelledby="figcaption_attachment_66516" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39896766123_0798a82f0d_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66516 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39896766123_0798a82f0d_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Zé de Bibi é um dos últimos mestres atuantes de Cavalo Marinho e também o responsável pelo Sítio Histórico do Cavalo Marinho, localizado no Sítio Malícia, na zona rural de Glória do Goitá</p></div>
<p>Segundo ele, para ser mestre é necessário saber fazer tudo dentro de uma brincadeira. <em>“Quando precisa, toco rabeca, bombo, ganzá, faço todos os personagens, com toda qualidade. Quem é que bota o Quebra-Pedra? O Perna de Pau? Caboclo de Pena? Zé de Bibi bota! Quem quer quebrar uma garrafa e embolar por cima? Zé de Bibi vai! Faço um pantim tão grande no Cavalo Marinho que o pessoal estranha, acha que tem magia no meio, mas é mentira isso, eu nem gosto dessas coisas. Gosto de confiar no meu trabalho e na fé de que vai dar certo”</em>.</p>
<p><strong>História com o Cavalo Marinho -</strong> José Evangelista de Carvalho (nome de batismo) nasceu no dia 7 de julho de 1942, em Glória do Goitá, e recebeu seu apelido ainda criança. <em>“Meu pai morreu quando eu tinha sete anos, e minha mãe se chamava Bibi. Então qualquer coisa que acontecia, se eu invadisse o açude de alguém pra tomar banho ou qualquer outra traquinagem de criança, era Zé de Bibi que me chamavam. E ficou assim até hoje. Se não tiver na documentação Zé de Bibi, está errado”</em>, brinca o mestre.</p>
<div id="attachment_66518" aria-labelledby="figcaption_attachment_66518" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45732939165_efc755e710_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66518 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45732939165_efc755e710_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Quando precisa, toco rabeca, bombo, ganzá, faço todos os personagens, com toda qualidade&#8221;, conta o mestre</p></div>
<p>Ainda muito novo, começou a trabalhar como agricultor, ajudando os pais no roçado &#8211; função que o colocou em contato direto com as festividades religiosas ou nos terreiros de sítios vizinhos onde aconteciam apresentações de cavalo marinho e mamulengo. <em>“Eu era muito folião, e quando criança tinha uns primos que brincavam nas sambadas. Acabei crescendo nesse meio e, já grandinho, assisti a uma apresentação do Mestre Zé Anorio, no sítio vizinho. Passei a noite todinha fazendo questão de ficar ali atrás do banco, escutando as toadas e vendo as personagens que apareciam, as glosas”. </em>Com essa história na cabeça, Zé de Bibi prometeu a si mesmo que, quando crescesse, teria seu próprio Cavalo Marinho.</p>
<p>Foi nesse ambiente fértil que teve seu primeiro contato com a brincadeira e aprendeu as tocadas, cantigas e personagens, apenas observando os outros mestres. <em>&#8220;Passei um bom tempo fazendo alguns serviços, apanhando capim. E fazia isso cantando uma loa, criando outra, sempre dizendo aos camaradas que, quando fosse maior, ia ter o meu brinquedo&#8221;</em>.</p>
<div id="attachment_66523" aria-labelledby="figcaption_attachment_66523" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136634164_104952e3b4_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66523 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136634164_104952e3b4_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Aos 19 anos, Zé de Bibi deu início ao seu sonho de ter um brinquedo próprio e, em agosto de 1961, saiu com outros folgazões com o Tira Teima, hoje com 57 anos de história</p></div>
<p>Em 1958, foi convidado pelo Mestre Severino da Cocada para brincar mamulengo, outro Patrimônio Imaterial, e com ele aprendeu o ofício dessa brincadeira lúdica. <em>“Existia um mestre chamado Biu da Cocada, vizinho de um homem que eu trabalhava, que me chamou pra trabalhar com ele com mamulengo. Fui bater triângulo, depois passei para o bombo e, em seguida, fui para a torda (tenda do mamulengo). Foram mais de anos fazendo as personagens lá dentro”</em>, relembra.</p>
<p><em>“Um dia eu cheguei pra Seu Biu e disse que queria mesmo era realizar meu sonho de ter minha brincadeira. Ele me disse assim: ‘Que nada, Zé. Cavalo Marinho é muito complicado e arriscado. Eu só quero brincar com meu mamulengo esse ano e lhe vendo depois. Ai você fica com uma brincadeira mais maneira pra você’</em>”.</p>
<div id="attachment_66515" aria-labelledby="figcaption_attachment_66515" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/32986165478_bfc9375456_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66515 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/32986165478_bfc9375456_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Ao longo dos anos, Mestre Zé de Bibi colecionou histórias, vivências e um acervo de peças e indumentárias antigas que contam a história desse Patrimônio Imaterial do Brasil</p></div>
<p><em>&#8220;Eu disse que não queria mais mamulengo porque era muito calor dentro da torda, a gente não vê ninguém, ninguém vê a gente. Eu queria um Cavalo Marinho porque ele é público, eu vejo o povo, o povo me vê. E mamulengo a gente fica naquele abafado, um calor danado. Ai ele revidou: ‘Cavalo Marinho é brincadeira quente, viu?’</em>. <em>E eu respondi: ‘Pois vou mostrar a todo mundo que vou fazer o meu’”</em>.</p>
<p>Mestre Severino da Cocada acabou vendendo o brinquedo para outra pessoa, enquanto Zé de Bibi seguiu com seu sonho, convidando outros amigos para participar com ele da brincadeira.<em> “E o povo topando. A gente começou a ensaiar numa palhoça de capim, e todo sábado a gente ia lá brincar. E foi aí que o povo acreditou que Zé de Bibi ia fazer seu Cavalo Marinho”</em>.</p>
<div id="attachment_66546" aria-labelledby="figcaption_attachment_66546" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39682623693_057b744991_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66546" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39682623693_057b744991_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Uma média de quinze folgazões acompanha Zé de Bibi durante as sambadas. “Dependendo do tempo, se a gente brincar a noite todinha, nem contamos a quantidade de personagens&#8221;, revela o mestre</p></div>
<p><strong>Nascimento do Tira Teima (57 anos de tradição) &#8211; </strong>A primeira apresentação do espetáculo foi no dia 26 de agosto de 1961, quando Mestre Zé de Bibi tinha 19 anos.<em> “Depois de um ano inteiro treinando e fazendo as fantasias, a gente saiu pra rua. As peças eu comprei com um dinheiro que nem dava pra pagar tudo, mas na primeira sambada a gente pagou o restante com o recolhido na noite”</em>.</p>
<p>Zé de Bibi recorda que na manhã daquele dia o Mateus disse que um colega chamado Zé Pifino queria vender o boi dele. <em>“A gente ia fazer o trabalho sem a personagem do Boi e do Cavalo, porque não tínhamos ainda, por falta de dinheiro. Eu já tinha tudo, bombo, rabeca, ganzá. Mas fiz uma catação com os meninos e depois da vaquinha arrumei o restante do dinheiro pra ir buscar o boi. Trouxe não só ele, mas o Cavalo e a Burra também, só que veio tudo ‘malamaiado’. Quem compra sem vê dá vontade de ser cego. Eu tinha tudo direitinho. Mas a gente brincou mesmo assim e representou a história do Boi e do Cavaleiro”</em>.</p>
<div id="attachment_66517" aria-labelledby="figcaption_attachment_66517" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39896791423_35339c9294_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66517 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39896791423_35339c9294_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Zé de Bibi confecciona as golas, fantasias, chapéus e máscaras dos quatro brinquedos que toma conta: Tira Teima, Barabá, Formigão e Mirim</p></div>
<p>Perfeccionista e jeitoso com seu trabalho desde o começo, no dia seguinte Zé de Bibi foi até Lagoa de Itaenga e comprou vários adereços pra ajeitar o restante das fantasias. <em>“Cobri os bichos com novas roupas e no primeiro sábado de setembro a gente já se apresentou com tudo bonito. E o povo ficava admirado como a gente fazia um trabalho daquele. Ponte-Melindrosa, Guerreiro, Caboclo de Pena, Quebra-Pedra, Quebra-Vidro, eu já tinha minha ideia de fazer e fiz tudo direitinho. Até hoje eu faço o que eu quero dentro do Cavalo Marinho e não levo desvantagem porque eu estou preparado”</em>.</p>
<p>A primeira apresentação aconteceu na própria vila de Zé de Bibi, no Sítio Malícia. Depois, no primeiro sábado de setembro, foi em Massaranduba. <em>“O povo tomou gosto, e tive comigo no começo dois folgazões antigos, que era Zé Mané e Zé de Ciço. Ai foi que a brincadeira bateu forte deu certo. Fomos brincando, brincando, e até hoje a gente segue nessa história. Outros inventaram também de brincar naquela época, mas brincavam meio ano, meia safra. Porque como o cabra me disse lá atrás, ‘Cavalo Marinho é brincadeira quente’”</em>.</p>
<div id="attachment_66520" aria-labelledby="figcaption_attachment_66520" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45947083655_3612c1db43_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66520 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45947083655_3612c1db43_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">O Sítio Histórico possui o único Museu do Cavalo Marinho do Brasil, que conta com dezenas de peças, fantasias e adereços dessa manifestação cultural</p></div>
<p>Hoje em dia, Mestre Zé de Bibi tem quatro brinquedos que farão uma rodada de sambadas em março deste ano na sua vila<em>. “Além do Tira Teima, criamos o Barabá, o Formigão e o Mirim. O Tira Teima é porque o povo dizia que eu não ia conseguir sair com o brinquedo. O Barabá é por conta da história da toada, já o Formigão é porque a cabeça do boi parece uma formiga tanajura”</em>, explica.</p>
<p>Mas uma de suas paixões atuais é o grupo Mirim, no qual brincam mais de 15 crianças, <em>“porque quando os meninos olham querem brincar também. Chama a atenção, viu? Os meninos sambando é bonito que só de ver. E sambar mais do que os meus eu acredito que tenha não. Os meninos fazem cada manobra que nem eu fazia”</em>.</p>
<div id="attachment_66526" aria-labelledby="figcaption_attachment_66526" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46861609171_29bc5d75f3_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66526 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46861609171_29bc5d75f3_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A ação cultural de Zé de Bibi na Zona da Mata pernambucana ganhou força em 2006, quando o mestre foi instrutor do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI</p></div>
<p><strong>Sítio Histórico do Cavalo Marinho -</strong> Ao longo dos anos, Mestre Zé de Bibi colecionou histórias, vivencias e um acervo de peças e indumentárias antigas que contam a história desse Patrimônio Imaterial do Brasil. Construiu em seu sítio uma vila batizada de Sítio Histórico do Cavalo Marinho, com a preocupação de preservar esta tradição e de tornar o local um reduto para salvaguardar a brincadeira.</p>
<p>Hoje o Sítio Histórico conta com o único Museu do Cavalo Marinho do Brasil, e é um local que guarda as características dos antigos vilarejos, com capela, biblioteca comunitária, casa de farinha, bodega e pequenas casas, uma verdadeira viagem no tempo. Com este trabalho dedicado à salvaguarda da brincadeira, conquistou em 2009 o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Iphan.</p>
<div id="attachment_66530" aria-labelledby="figcaption_attachment_66530" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136669994_a7cf1756b8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66530 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136669994_a7cf1756b8_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">“Isso vai servir pra limpeza dos meus animais, da brincadeira, comprar as coisas que precisam pra sede”, revela Zé de Bibi sobre o apoio financeiro que receberá com o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
<p><em>“Eu tenho fantasia demais, todo ano eu faço uma. Comigo é assim, eu gosto de tudo novo, diferente daquela época que a gente passava uns quatro cinco anos vestindo a mesma roupa. A roupa de baiana eu mando fazer, mas as golas, fantasias, chapéus, mascaras, tudo sou eu. E eu aprendi vendo os outros fazendo. Eu não sou bonito, mas só gosto de coisa bonita”</em>, ri o mestre.</p>
<p>Quando começa o período escolar, o Sítio Histórico recebe no mínimo duas escolas todo mês. <em>“Vem gente de Glória, Lagoa de Itaenga, Condado, Jaboatão, de tudo que é canto. Como cada professora gosta que eu conte uma história, eu acabo representando de tudo um pouco. Cavalo Marinho, mamulengo, coco de roda, ciranda. Tenho de tudo. Terno de maracatu, de São Gonçalo, todo tipo de terno eu tenho guardado aqui dentro, sem falar nas dezenas de personagens como Baiana, Galante, Mateus, o Burro, o Cavalo, a Burra, entre outras”</em>.</p>
<div id="attachment_66514" aria-labelledby="figcaption_attachment_66514" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/31920056907_6e318cb260_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66514 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/31920056907_6e318cb260_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A biblioteca comunitária, de acordo com o mestre, surgiu quandoi “a gente teve a história de criar um ambiente de leitura aqui na redondeza e recebemos muitas doações de livros na época”</p></div>
<p>Com a visita de tantos estudantes, teve também a ideia de construir uma Biblioteca Comunitária na região. “<em>A gente teve a história de criar um ambiente de leitura aqui na redondeza e recebemos muitas doações de livros na época”</em>.</p>
<p>Zé de Bibi detalha que, durante o ano, sua rotina é bastante intensa, tanto na recepção de visitantes no Sítio Histórico como também dando oficinas pelo estado. “<em>Ano passado teve um dia que tinham três escolas aqui, de Lagoa de Itaenga, Glória e Condado, e eu estava na biblioteca de Lagoa de Itaenga dando aula. Quando voltei, a gente teve que ir lá para o cantinho da vila pra poder sambar porque não tinha espaço com tanto ônibus estacionado aqui. É um movimento que quando começa não para. Vem escola particular, da prefeitura, é escola pra todo lado”</em>.</p>
<p>O espaço é hoje mantido pelas suas mãos e as de seus familiares. Ao longo da vida, casou-se três vezes, teve 14 filhos, 19 netos e 4 bisnetos.  “<em>Os filhos foram se casando e eram bons folgazões, mas não brincam mais. Estou agindo com os netos que é pra continuar com a brincadeira viva”</em>.</p>
<div id="attachment_66527" aria-labelledby="figcaption_attachment_66527" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136519284_18b7e246b6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66527 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136519284_18b7e246b6_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;O Tira Teima tem esse nome porque o povo dizia que eu não ia conseguir sair com o brinquedo. Não só consegui sair, como bati um recorde&#8221;, brinca o mestre</p></div>
<p>Essa ação cultural de Zé de Bibi, com a proposta de ensinar sua arte às crianças das cidades vizinhas e levar os jovens a interagir diretamente com esse patrimônio cultural, começou em 2006, quando o mestre foi instrutor do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI.</p>
<p><em>“Como meus filhos foram saindo da brincadeira, acabou que eu não tinha quem doutrinar como fazia com os meus. Mas me agarrei aos netos e às outras crianças daqui. Se você assistir à sambada do Cavalo Marinho Mirim você fica impressionado. Eu botei o Quebra Vidro, chamei e ninguém quis ir pra roda. Mas depois que o primeiro entrou, todo mundo quis ir também. Tem que ter uma doutrinação pra chamar atenção. Foi o que eu fiz e sigo fazendo”</em>.</p>
<div id="attachment_66524" aria-labelledby="figcaption_attachment_66524" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46647665721_19138a916f_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66524 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46647665721_19138a916f_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Para Zé de Bibi, uma boa apresentação de Cavalo Marinho é aquela que começa de noite e vai até o sol raiar</p></div>
<p><strong>Sambadas com o mestre -</strong> Uma média de quinze folgazões acompanha Zé de Bibi durante as sambadas. “<em>Dependendo do tempo, se a gente brincar a noite todinha, nem contamos a quantidade de personagens. Personagem de cavalo marinho é meio ligeiro, cinco ou seis glosas pra cada um está bom demais. E hoje é difícil a gente brincar a noite toda. Fomos a Lagoa de Itaenga, por exemplo, e ficamos até duas horas da madrugada. O povo querendo mais, mas a própria organização pediu pra parar. Ai a gente encerra que é pra não brincar a pulso”</em>, conta, um tanto decepcionado.</p>
<p>Para ele, uma boa apresentação de Cavalo Marinho é aquela que começa de noite e vai até o sol raiar. <em>“A gente tem que fazer a matança do boi, a roda grande, e as personagens são muitas. O objetivo é fazer a história crescer. A gente quer é mostrar a diversidade para o povo ter noção de que temos condições de apresentar muita coisa”</em>.</p>
<div id="attachment_66529" aria-labelledby="figcaption_attachment_66529" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46809459882_47fe9f7161_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66529 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46809459882_47fe9f7161_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Zé de Bibi posa com a roupa do personagem Liberar</p></div>
<p>Zé de Bibi explica o que diferencia um Cavalo Marinho de bombo de outros estilos, com o de bexiga. <em>“Tem diferença nas toadas. As personagens são diferentes também, na forma de dançar, porque a gente vai pela tacada do bombo, que decide o jeito de se sambar. O cara tem que ser bom na sambada de bombo pra desenrolar as pernas e os quadros nas manobras de corpo. Se ficar naquela sambadinha maneira dá certo não. Mas a gente tem também aqui a rabeca, bexiga, ganzá e o pandeiro”</em>.</p>
<p>De acordo com o mestre, antigamente todos os outros cavalos marinhos da Zona da Mata de Pernambuco tocavam com bombo. <em>“Eu conheci vários outros mestres que diziam que nunca houve de bexiga. Ela era usada pelo Mateus pra dar lapada na meninada. Mas eu não gosto disso. Se bater no meu filho eu meto-lhe o pau. E pra dar no filho dos outros eu quero também não. É pra brincar, porque senão pode acabar em confusão. A lapada é no personagem, no Mororó, no Machado, no Sardanha, mas em quem está assistindo, não”</em>.</p>
<div id="attachment_66528" aria-labelledby="figcaption_attachment_66528" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136642344_d0978fc152_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66528 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136642344_d0978fc152_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">“Pra mim, João Pixica é o mais experiente dos mestres. São 102 anos de história, e mesmo cego ele ainda faz o que quer e diz o que quer no Cavalo Marinho&#8221;</p></div>
<p>Quando perguntando quem ele considera como um grande mestre de Cavalo Marinho, ele não pensa duas vezes. <em>“Pra mim, João Pixica é o mais experiente dos mestres. São 102 anos de história, e mesmo cego ele ainda faz o que quer e diz o que quer no Cavalo Marinho. É o maior folgazão da história dessa brincadeira. Não há quem diga que ele tem essa idade pela força que carrega”</em>.</p>
<p><em>“Outros nomes que me inspiram são Zé Anorio, Pinto, Mané Martins, do Coco da Cimenteira, Mané Sivino e Zé Sivino, de Chã de Alegria. Eles foram os maiores mestres daquela antiguidade. Mas todos morreram, e o único que tem pra contar história é o João Pixica. Toda brincadeira que realizo eu faço questão de pegar ele em casa. Ele me ajudou muito, e vice-versa, e isso pra mim é uma forma de agradecer ao mestre”</em>.</p>
<div id="attachment_66519" aria-labelledby="figcaption_attachment_66519" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45923418114_874f8ebdeb_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66519 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45923418114_874f8ebdeb_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><br />Zé de Bibi explica que o que diferencia um Cavalo Marinho de bombo de outros estilos, com o de bexiga, são as toadas e as personagens, que dançam a partir da tacada do bombo</p></div>
<p><strong>Sobre o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco</strong> &#8211; Além do reconhecimento em si, que para ele é uma valorização por parte do Governo de Pernambuco em relação à sua história, Zé de Bibi acredita que o que muda na sua vida com este título é a ajuda de custo que vai chegar todo mês. <em>“Isso vai servir pra limpeza dos meus animais, da brincadeira, comprar as coisas que precisam pra sede”</em>, revela Zé de Bibi, que ainda quer organizar a biblioteca e construir um escritório para a Associação Cultural Comunitária de Glória do Goitá, cuja sede também fica na sua propriedade.</p>
<p><em>“Quero também cavar um poço, porque aqui não tem água. A gente tem que pegar longe e de burro. E, por fim, ter uma pessoa comigo pra me ajudar a trabalhar e a limpar o local. Porque agora quem me reconhece não sou só eu e o povo, é a lei”</em>, completa o mestre.</p>
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		<title>Patrimônios imateriais brasileiros tomam as ruas de Garanhuns</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 18:34:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como forma de homenagear os grupos de maracatu de baque solto, de baque virado e de cavalo marinho de Pernambuco, 150 artistas dessas manifestações culturais percorreram parte da cidade de Garanhuns no final da tarde dessa segunda-feira (20), em um cortejo alusivo a titulação de Patrimônio Imaterial Brasileiro, concedida às três pelo Instituto do Patrimônio [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Como forma de homenagear os grupos de maracatu de baque solto, de baque virado e de cavalo marinho de Pernambuco, 150 artistas dessas manifestações culturais percorreram parte da cidade de Garanhuns no final da tarde dessa segunda-feira (20), em um cortejo alusivo a titulação de Patrimônio Imaterial Brasileiro, concedida às três pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em dezembro de 2014. O pedido foi feito pelo Governo do Estado no ano passado e, segundo o coordenador de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Marcelo Renan, homenagens como o cortejo devem ser feitas em outros eventos da instituição ao longo do ano. Desta ação em Garanhuns, participaram as agremiações: Associação Cultural Maracatu Nação Tigre, Maracatu de Baque Solto Águia Dourada de Glória do Goitá e o Cavalo Marinho do Mestre João Piccia.</p>
<div id="attachment_27748" aria-labelledby="figcaption_attachment_27748" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19697111379_b1a3c3e4f7_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-27748" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19697111379_b1a3c3e4f7_z-607x377.jpg" width="607" height="377" /></a><p class="wp-caption-text">Cortejo percorreu ruas próximas ao parque Euclides Dourado</p></div>
<p><em>&#8220;Apesar de as pessoas poderem contemplar esses grupos durante outros dias do FIG, no Palco de Cultura Popular e no Palco Mamulengos, precisávamos de uma oportunidade de fazer com que essas manifestações fossem valorizadas em uma ocasião especial, não apenas como atrações musicais&#8221;,</em> explicou. Durante o cortejo, os mestres da cultura popular puderam falar sobre suas histórias, além de entoarem canções características dos grupos, juntos, num trajeto que foi finalizado no Parque Euclides Dourado.<em> &#8220;Queríamos que eles pudessem falar sobre o que consideram cultura popular e como essa cultura é importante de um modo menos formal, que pudessem expressar o que são já que, para eles, a prática também está atrelada a valores religiosos e sociais&#8221;</em>, completou Marcelo.</p>
<div id="attachment_27746" aria-labelledby="figcaption_attachment_27746" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19260834954_dac5f41861_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-27746" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19260834954_dac5f41861_z-607x360.jpg" width="607" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">O Maracatu de Baque Solto Águia Dourada de Glória do Goitá participou do cortejo</p></div>
<p>Integrante do grupo Maracatu Nação Tigre, Leonildo Martins, 30, comunga da opinião do coordenador. Ele, que conheceu o maracatu de baque virado há 14 anos, contou que, em sua família, o ritmo musica já está em sua terceira geração. <em>&#8220;Esse é um tipo de coisa que passa de pai para filho, então, além de valorizar nossa cultura, valoriza nossos laços, nossas tradições</em>&#8220;, disse.</p>
<p>Desde que o título de patrimônio imaterial foi aprovado, o número de grupos de maracatu e cavalo marinho tem se multiplicado no estado. Os 11 grupos de cavalo marinho, por exemplo, se transformaram em 20. Para a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, o reconhecimento deve fazer com que esse processo continue e, ainda, que antigos mestres voltem a prática. <em>&#8220;Compartilhar com a população nossos patrimônios faz parte de um processo de preservação que, com certeza, garantirá vida longa às nossas manifestações culturais, além de fazer com que outras gerações se interessem por elas&#8221;</em>, celebrou.</p>
<p>Já o secretário de Cultura do Estado, Marcelino Granja, comentou que relembrar os patrimônios pernambucanos em eventos multiculturais como o FIG também auxilia na preservação das manifestações imateriais. &#8220;<em>A cultura brasileira é marcada pela diversidade, e a cultura popular é o que mais dá singularidade ao nosso povo. A partir dessa valorização, a autoestima do pernambucano se eleva, já que, além de preservar suas manifestações culturais, faz com que elas se integrem a outras linguagens, o que mantém as práticas culturais renovadas&#8221;</em>, concluiu.</p>
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		<title>Seminário aborda o processo de reconhecimento do patrimônio imaterial</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2015 14:29:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizam, nesta quarta-feira (27/05), o seminário &#8220;O Processo de Reconhecimento do Patrimônio Imaterial de Pernambuco: inventários do Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto e Cavalo-Marinho&#8221;. O evento acontece na Caixa Cultural, no Bairro do Recife, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizam, nesta quarta-feira (27/05), o seminário &#8220;O Processo de Reconhecimento do Patrimônio Imaterial de Pernambuco: inventários do Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto e Cavalo-Marinho&#8221;. O evento acontece na Caixa Cultural, no Bairro do Recife, a partir das 15h, com a participação de gestores públicos,pesquisadores e mestres da cultura popular.  O objetivo é difundir os resultados das pesquisas realizadas com esses três bens culturais em Pernambuco e ressaltar a importância da titulação pelo Iphan. O seminário é aberto a participação de qualquer pessoa interessada, não é necessário fazer inscrição prévia. A ocupação da sala será por ordem de chegada.</p>
<p>No seminário,  serão apresentadas as políticas de identificação, registro e salvaguarda de bens culturais imateriais, destacando a produção dos Inventários Nacional de Referências Culturais (INRC) do Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto e Cavalo-Marinho feito pela Fundarpe, e ainda a titulação desses bens como Patrimônios Culturais Imateriais Brasileiros em dezembro de 2014. No último domingo (24/05), foi realizada a cerimônia de entrega do certificado de titulação aos representes das manifestações culturais. Leia mais <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/culturapopular/maracatus-de-baque-solto-e-cavalo-marinho-recebem-titulo-de-patrimonio-cultural-imaterial-do-brasil/" target="_blank"><strong>AQUI</strong></a>.</p>
<p>O evento terá a presença e apresentações da professora doutora Beatriz Brusantin (Unicap), coordenadora do inventário do Cavalo Marinho; professora doutora Isabel Guillen (UFPE), coordenadora do inventário do Maracatu Nação; da doutora Maria Alice Amorim, coordenadora do inventário do Maracatu de Baque Solto; dos técnicos da Fundarpe e da Superintendência do Iphan em Pernambuco, Marcelo Renan Souza e Giorge Bessoni; de Fábio de Souza Sotero e Manoel Salustiano, representantes da Associação dos Maracatus Nação de Pernambuco (AMANPE) e da Associação dos Maracatus de Baque Solto de Pernambuco (AMBS-PE) e do Mestre Grimário do Cavalo Marinho Boi Pintado, entre outros.</p>
<p>O seminário se integra à programação da exposição &#8220;Patrimônio Imaterial Brasileiro: a celebração viva da cultura dos povos&#8221;,  que trouxe para o Recife o panorama dos bens culturais imateriais do Brasil, reconhecidos por meio do Registro do Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro (Decreto federal 3.551/2000), promovido pelo Iphan. Ainda este ano, pretende-se realizar  novas edições do seminário em municípios da Mata Norte de Pernambuco e demais regiões de desenvolvimento do Estado de Pernambuco.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>Seminário &#8220;O Processo de Reconhecimento do Patrimônio Imaterial de Pernambuco: inventários do Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto e Cavalo-Marinho&#8221;</strong><br />
<strong>Dia:</strong> 27 de maio, 15h<br />
<strong>Local:</strong> Caixa Cultural Recife &#8211; Avenida Alfredo Lisboa, 505 – Praça do Marco Zero – Bairro do Recife<br />
<strong>Informações:</strong> (81) 3184-3061|3184-3068 | patrimonioimaterial@gmail.com</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><b>Programação:</b></p>
<p><b>Política de identificação e registro dos bens culturais do estado de Pernambuco</b> &#8211; Marcelo Renan Souza (Gerência de Preservação Cultural/ Fundarpe)</p>
<p><b>O Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) – metodologia e aplicação</b> &#8211; Giorge Bessoni (Antropólogo &#8211; Iphan-PE)</p>
<p><b>Inventários do Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto e Cavalo-Marinho<br />
</b>Prof. Drª. Beatriz Brusantin (UNICAP) – Coordenadora do INRC do Cavalo Marinho<br />
Prof. Drª Isabel Guillen (UFPE) – Coordenadora do INRC do Maracatu Nação<br />
Drª Maria Alice Amorim – Coordenadora do INRC do Maracatu de Baque Solto</p>
<p><b>Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto e Cavalo-Marinho patrimônio cultural imaterial<br />
</b>Fábio de Souza Sotero &#8211; Associação dos Maracatus Nação de Pernambuco (AMANPE)<br />
Manoel Salustiano &#8211; Associação dos Maracatus de Baque Solto de Pernambuco (AMBS-PE)<br />
Mestre Grimário – Cavalo Marinho Boi Pintado<b> </b></p>
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		<item>
		<title>Cerimônia oficializa entrega de títulos de patrimônio ao Maracatu de Baque Solto e ao Cavalo Marinho</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/cerimonia-oficializa-entrega-de-titulos-de-patrimonio-cultural-ao-maracatu-de-baque-solto-e-cavalo-marinho/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2015 21:11:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Iphan]]></category>
		<category><![CDATA[Maracatu de Baque Solto]]></category>
		<category><![CDATA[patrimônio cultural]]></category>
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		<description><![CDATA[Os Maracatus de Baque Solto e Cavalos Marinhos tornaram-se Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, através do reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN em dezembro de 2014. Isso representou para os mestres e brincantes dessas expressões culturais a valorização dos saberes e práticas sociais que existem em cada grupo e que contribuem [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_25183" aria-labelledby="figcaption_attachment_25183" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/Caboclo_CambindaBrasileira.jpg"><img class="size-medium wp-image-25183 " alt="Chico Ludemir" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/Caboclo_CambindaBrasileira-607x396.jpg" width="607" height="396" /></a><p class="wp-caption-text">Caboclo de lança do Maracatu Cambinda Brasileira, Nazaré da Mata (2010). Crédito da foto: Chico Ludemir</p></div>
<p>Os Maracatus de Baque Solto e Cavalos Marinhos tornaram-se Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, através do reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN em dezembro de 2014. Isso representou para os mestres e brincantes dessas expressões culturais a valorização dos saberes e práticas sociais que existem em cada grupo e que contribuem para a manutenção desses bens tão significativos ao Estado. A entrega dos diplomas deste título ocorrerá neste domingo (24/05), às 18h, no Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, como parte de uma vasta programação do 5º Encontro de Culturas Populares da Mata Norte, uma ação do Pernambuco Nação Cultural, romovida pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, em parceria com a Associação de Maracatus de Baque Solto de Pernambuco.</p>
<p>Este processo de reconhecimento se insere no conjunto de ações de salvaguarda dos bens culturais imateriais de Pernambuco promovidos pela Secult, Fundarpe e Iphan. Entre estas ações, destaca-se a realização dos inventários de seis manifestações culturais em Pernambuco entre os anos de 2011 e 2014 – Maracatu de Baque Solto, Maracatu de Baque Virado, Caboclinhos, Cavalos Marinhos, Ciranda e Reisado.</p>
<p>“Celebrar a titulação dos maracatus de Baque Solto e dos Cavalos Marinhos de Pernambuco na cidade de Nazaré da Mata, durante o 5º Encontro de Culturas Populares da Mata Norte, faz parte do processo de reconhecimento dessas manifestações culturais nos seus territórios de existência e atuação, haja vista a presença majoritária dos maracatus e cavalos marinhos na Mata Norte de Pernambuco”, diz a presidente da Fundarpe Márcia Souto. Soma-se a esta ação o acompanhamento da Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe frente às demandas dos Maracatus e Cavalos Marinhos de Pernambuco, na promoção de estratégias de valorização, reconhecimento e fomento a estes bens por meio da mediação para o acesso às políticas públicas de preservação do patrimônio cultural imaterial (a exemplo do Programa Nacional de Patrimônio Imaterial – PNPI).</p>
<div id="attachment_25186" aria-labelledby="figcaption_attachment_25186" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/CM_Mestre_Grimario_fotoCostaNeto.jpg"><img class="size-medium wp-image-25186 " alt="Costa Neto / Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/CM_Mestre_Grimario_fotoCostaNeto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Cavalo Marinho Boi Pintado do Mestre Grimário, de Aliança. Crédito da foto: Costa Neto / Secult-PE</p></div>
<p><strong>AÇÃO CONTINUADA</strong> – Para promover as ações de salvaguarda propostas pelos detentores destas manifestações, a Fundarpe voltará mais vezes à Mata Norte para realização de oficinas e Educação Patrimonial em escolas estaduais e municipais na região de abrangência desses bens culturais. Já estão previstas a realização, nos municípios da Mata Norte, das edições dos programas Diálogos Patrimoniais e da aplicação do Jogo do Patrimônio 2.0 (promovidos pela Gerência Geral de Preservação Cultural) em escolas estaduais e nos bairros e comunidades ligadas aos bens culturais imateriais registrados e aos Patrimônios Vivos de Pernambuco na região, a exemplo do Maracatu de Baque Solto Estrela de Ouro de Aliança.</p>
<p>Como ação de difusão dos Inventários para registro de bens culturais de natureza imaterial no estado de Pernambuco, também acontecerá no dia 27 de maio, às 14h, na Caixa Cultural do Recife, o seminário O Processo de Reconhecimento do Patrimônio Imaterial de Pernambuco: inventários do Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto e Cavalo-Marinho, que terá a presença dos coordenadores e pesquisadores dos inventários desses bens culturais, dos técnicos da Fundarpe e do Iphan de Pernambuco. Para este ano, objetiva-se ainda realizar nova edição do seminário na Mata Norte de Pernambuco.</p>
<p>Portanto, titular os Maracatus de Baque Solto e Cavalos Marinhos como Patrimônios Culturais Imateriais do Brasil é, antes de tudo, reconhecer a multiplicidade de estratégias, resistência e valorização que mestres e brincantes encontram para manter vivas as tradições desses bens culturais no estado de Pernambuco.</p>
<p><strong>HISTÓRICO</strong> &#8211; O desenvolvimento dos Inventários para registro de bens culturais de natureza imaterial no estado de Pernambuco tornou possível conhecer e diagnosticar as condições de existência de grupos e mestres dessas expressões culturais por meio da escuta direta aos detentores culturais, da qual resultaram as Recomendações para Salvaguarda para cada um dos bens inventariados, transcritos nos seus respectivos dossiês de registro. Ainda por meio da realização dos INRC, chegaram-se às anuências dos detentores dos bens culturais para os pedidos de abertura de processos de registro no Iphan, pronunciados pelo então governador Eduardo Campos, em 13 de agosto de 2013, numa solenidade que aconteceu na sede provisória do Governo (Centro de Convenções – Olinda) e que contou com a presença de diversos maracatuzeiros e brincantes do Cavalo Marinho.</p>
<div id="attachment_25233" aria-labelledby="figcaption_attachment_25233" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/maracatu.jpg"><img class="size-medium wp-image-25233" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/maracatu-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Maracatu de baque solto é transmitido entre gerações.</p></div>
<p><strong>UM BREVE HISTÓRICO DAS MANIFESTAÇÕES:</strong><br />
<strong>Maracatu Baque Solto</strong></p>
<p>O Maracatu de Baque Solto é visualmente reconhecido no país pelo caboclo de lança, personagem viril que, empunhando lança pontiaguda, movimenta-se com ruidosos chocalhos nas costas, flutuante cabeleira e vistoso figurino multicolorido. O emblemático caboclo de lança é, seguramente, a figura que mais se destaca. De outro personagem, o caboclo de pena, resvala semelhante aura de magnetismo. O cortejo real e os demais elementos que integram o folguedo formam com ambos – caboclos de lança e caboclos de pena – um conjunto vistoso, de apreciável plasticidade, cuja beleza não requer, a priori, explicação, exige fruição. Nesse espírito festivo do exibir-se por diversão e devoção, a brincadeira revela peculiaridades, detalhes da vestimenta, um olhar, uma cor, a expressividade dos rostos, o visual deslumbrante, o espetáculo minuciosamente preparado, a dança vigorosa, o frenesi dos instrumentos de sopro e percussão, os versos improvisados do mestre do apito. São fragmentos de complexa festa, da qual uma viagem antropológica capta flagrantes, sem a pretensão de dar conta de todo o reino do maracatu.</p>
<div id="attachment_25232" aria-labelledby="figcaption_attachment_25232" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/EncontroCMCondado_fotoCostaNeto.jpg"><img class="size-medium wp-image-25232 " alt="Costa Neto / Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/05/EncontroCMCondado_fotoCostaNeto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Encontro de Cavalo Marinho em Condado. Crédito da foto: Costa Neto / Secult. 2014.</p></div>
<p><strong>Cavalo-Marinho</strong></p>
<p>De forma sucinta, a brincadeira do Cavalo-Marinho é uma forma de expressão tradicionalmente realizada pelos trabalhadores rurais da região da Zona da Mata Norte de Pernambuco e sul da Paraíba durante o ciclo natalino. Trata-se de uma espécie de teatro popular que representa o cotidiano (presente e passado), real e imaginário, deste grupo social brasileiro por meio da poesia, da música, dos rituais e de seus movimentos corporais. Contém personagens com máscaras (figuras), variados tipos de danças, um rico repertório musical, a louvação ao Divino Santo Rei do Oriente, momentos de culto à Jurema Sagrada e a presença de animais ou bichos, como o Cavalo e o Boi. A brincadeira, que é comandada pelo Capitão, realiza-se num terreiro em formato de semicírculo, em lugares planos e, normalmente, ao ar livre. Antigamente, era praticado nos engenhos e usinas de açúcar. O brinquedo tem suas raízes consolidadas nas senzalas como cultura produzida pelos negros escravizados oriundos da África.</p>
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		<title>Centenário do Cambindinha de Araçoiaba é marcado por intensa festa popular</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Dec 2014 20:13:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comemorando não apenas os 100 anos do Maracatu Cambindinha de Araçoiaba, como também a conquista dos títulos de Patrimônio Imaterial do Brasil para agremiações de Maracatu de Baque Solto, Maracatu Nação e Cavalo Marinho, o evento “É Festa de Terreiro! É Festa no Terreiro!” recebeu no último sábado (20) um grande encontro de ritmos e mestres [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/12/Centenario-do-Maracatu-Cambindinha-de-Aracoiaba-004.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-18585" alt="Centenario do Maracatu Cambindinha de Aracoiaba - 004" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/12/Centenario-do-Maracatu-Cambindinha-de-Aracoiaba-004-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Comemorando não apenas os 100 anos do Maracatu Cambindinha de Araçoiaba, como também a conquista dos títulos de Patrimônio Imaterial do Brasil para agremiações de Maracatu de Baque Solto, Maracatu Nação e Cavalo Marinho, o evento “É Festa de Terreiro! É Festa no Terreiro!” recebeu no último sábado (20) um grande encontro de ritmos e mestres da cultura popular pernambucana.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Osmar Barbalho, coordenador da Associação dos Maracatus de Baque Solto de Pernambuco (AMBS-PE), o evento congregou cerca de 5 mil pessoas ao longo de sua realização, estendida até a manhã do dia seguinte. “Foi uma importante celebração, principalmente por ter sido concretizada de forma simples e de terreiro, com tudo que nossas tradições podem oferecer aos participantes”, ressaltou.</p>
<p style="text-align: justify;">O evento contou com a presença de secretária de Cultura do Recife, Leda Alves, do presidente da Fundarpe, Severino Pessoa, do secretário de Cultura de Pernambuco, Marcelo Canuto, e do prefeito de Araçoiaba, Joamy Alves de Oliveira. Para Paulo Otávio, coordenador de Cultura Popular da Secult-PE, a emoção em torno da festividade foi expressada pelo desenho original de como são feitos os grandes encontros no Estado. “Desde a realização da roda de capoeira e as apresentações de cavalo marinho, o público pôde constatar a beleza e a grande emoção em torno dos motivos para esta festa, especialmente no cortejo envolvendo os maracatus pernambucanos”, explicou.</p>
<div id="attachment_18577" aria-labelledby="figcaption_attachment_18577" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Osmar Barbalho</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/12/Centenario-do-Maracatu-Cambindinha-de-Aracoiaba-003.jpg"><img class="size-medium wp-image-18577" alt="Osmar Barbalho" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/12/Centenario-do-Maracatu-Cambindinha-de-Aracoiaba-003-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Dedinha, líder do Cambindinha de Araçoiaba há 38 anos, sendo erguido por outros mestres durante o centenário do maracatu de baque solto.</p></div>
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		<title>Bens culturais cada vez mais próximos do título de Patrimônio Imaterial do Brasil</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/bens-culturais-cada-vez-mais-proximos-do-titulo-de-patrimonio-imaterial-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2014 18:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Técnica para o Registro no Livro das Formas de Expressão do IPHAN]]></category>
		<category><![CDATA[cavalo marinho]]></category>
		<category><![CDATA[Diário Oficial da União]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Inventário Nacional de Referências Culturais]]></category>
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		<category><![CDATA[Maracatu Baque Solto]]></category>
		<category><![CDATA[Maracatu Nação]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio Imaterial do Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[As expressões culturais Maracatu Nação, Maracatu Baque Solto e Cavalo-Marinho estão cada vez mais próximas de se tornarem Patrimônios Imateriais do Brasil. É que nesta segunda-feira (3) o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) publicou no Diário Oficial da União que os três bens receberam pareceres favoráveis da Câmara Técnica para o Registro [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/08/cambinda-brasileira9.jpg"><img class="size-medium wp-image-12345 aligncenter" alt="Alexandre Severo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/08/cambinda-brasileira9-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>As expressões culturais Maracatu Nação, Maracatu Baque Solto e Cavalo-Marinho estão cada vez mais próximas de se tornarem Patrimônios Imateriais do Brasil. É que nesta segunda-feira (3) <a href="http://www.jusbrasil.com.br/diarios/79315646/dou-secao-3-03-11-2014-pg-8">o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) publicou no Diário Oficial da União</a> que os três bens receberam pareceres favoráveis da Câmara Técnica para o Registro no Livro das Formas de Expressão do IPHAN. Vale salientar que o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) de cada uma dessas manifestações foi entregue ao IPHAN no dia 13 de agosto do ano passado, através da Secretaria de Cultura do Estado.</p>
<p>A publicação no Diário Oficial também determina que no prazo de trinta dias a partir desta segunda (3), qualquer interessado pode apresentar uma manifestação em defesa das candidaturas pernambucanas. As proposições devem ser enviadas para o endereço do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que fica na Quadra 713/913, Bloco D, 5º andar, CEP 70.390-135, em Brasília (Distrito Federal).</p>
<p>Após esse período de trinta dias, o pedido de registro deverá ser votado em reunião do Conselho Consultivo, no início do mês de dezembro, podendo ou não receber parecer favorável. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural é constituído por nove representantes de instituições públicas e privadas e por 13 representantes da sociedade civil, indicados pela presidência do IPHAN e designados pelo Ministério da Cultura. O mandato dos conselheiros é de quatro anos, permitida a recondução e o conselho é presidido pelo presidente do IPHAN, que o integra como membro nato.</p>
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