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	<title>Portal Cultura PE &#187; prêmio pernambuco de literatura</title>
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		<title>Como é a vida de escritor pós-prêmio literário</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 14:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Álvaro Filho já era jornalista e escritor quando resolveu inverter a prioridade profissional. Queria vencer um concurso literário para, a partir de então, se apresentar como escritor e jornalista. Não que acreditasse que um escritor precisa da chancela de um prêmio para ser considerado bom. Mas Álvaro necessitava desse respaldo para colocar em primeiro plano [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_76613" aria-labelledby="figcaption_attachment_76613" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Líbia Florentino</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/Álvaro-Filho-MVG-Crédito-Líbia-Florentino_5540.jpg"><img class="size-medium wp-image-76613" alt="Líbia Florentino" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/Álvaro-Filho-MVG-Crédito-Líbia-Florentino_5540-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Álvaro Filho venceu o Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura com o romance Curso de Escrita de Romance -Nível 2</p></div>
<p>Álvaro Filho já era jornalista e escritor quando resolveu inverter a prioridade profissional. Queria vencer um concurso literário para, a partir de então, se apresentar como escritor e jornalista. Não que acreditasse que um escritor precisa da chancela de um prêmio para ser considerado bom. Mas Álvaro necessitava desse respaldo para colocar em primeiro plano a carreira literária. Provocado pelo edital do antigo Prêmio Pernambuco de Literatura 2016 &#8211; hoje intitulado <strong>Prêmio Hermilo Borba Filho</strong> -, promovido Secult-PE e Fundarpe, em parceria com a Cepe, que faz a publicação das obras vencedoras - ele escreveu o romance <em>Curso de Escrita de Romance -Nível 2</em> (Cepe Editora), e dele saiu vencedor. Desde então, Álvaro, que se mudou para Portugal para fazer doutorado em comunicação, foi semifinalista do importante Prêmio Oceanos, em 2017, e publicou mais dois livros, nos anos seguintes, um em Portugal e outro no Brasil. “Atualmente estou escrevendo um livro sobre a quarentena pela Covid-19. Todos os dias as pessoas podem acompanhar a produção na minha página no Facebook”, revela. O projeto se chama Delito, amor e pandemia, e quando Álvaro concedeu essa entrevista estava no quinto capítulo, na terceira semana de quarentena.  O final dessa narrativa tem previsão: abril. Já o da quarentena, até agora, ninguém sabe. Resta a Álvaro e a todo mundo seguir em isolamento social, e da melhor maneira possível: lendo, escrevendo&#8230;</p>
<div id="attachment_76614" aria-labelledby="figcaption_attachment_76614" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/Zulmira.jpg"><img class="size-medium wp-image-76614" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/Zulmira-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Zulmira Alves foi vencedora da 5ª edição do Prêmio Cepe Nacional de Literatura, com o livro de poesia As cartas de Maria</p></div>
<p>A cearense radicada na Bahia Zulmira Alves Correia, 23 anos, &#8211; vencedora da 5ª edição do <strong>Prêmio Cepe Nacional de Literatura</strong>, na categoria Poesia, com o título As cartas de Maria &#8211; aguarda ansiosamente a publicação da sua obra, prevista para este ano. “Ter ganhado o prêmio foi a concretização de um sonho antigo. Gosto de escrever desde criança, e esse livro, em especial, traz histórias da minha família. O prêmio vai me abrir portas, pois é um prêmio de reconhecimento e valor nacional, sem contar que fui a mais nova a ganhar e também a única que não era ligada a nenhuma área de escrita, literatura ou jornalismo, como os outros participantes (sem tirar, é claro, o valor deles). Quero dizer apenas que isso desperta a curiosidade de muitas pessoas. Você não tem noção do quanto isso me fez confiar mais ainda no meu trabalho”, confessa.</p>
<p dir="ltr">Enquanto esse dia não chega, Zulmira já colhe alguns louros, como matérias em jornal de circulação nacional e retorno de mais seguidores no Instagram. Sem deixar de produzir e refletir sobre o momento atual através da escrita, e de projetar obras mais para frente &#8211; com parte do dinheiro do prêmio ela pretende publicar uma obra de ficção já em andamento.  “Também tenho escrito uma seção no Instagram chamada Diário de quarentena: poesia do caos, e também Diário de quarentena: confidências, versos e saudades. Penso até em transformar em um pequeno livro posteriormente!”, diz ela.</p>
<p>“Prêmios para obras inéditas são fundamentais porque privilegiam, antes de tudo, a qualidade e o potencial de uma obra, e não uma trajetória e um nome.  Além de ser uma forma de buscar bons originais para a editora, concursos como os Prêmios Cepe Nacional trazem um papel essencial: o de não só publicar autores estreantes, mas de destacar &#8211; merecidamente &#8211; essa estreia em um mercado editorial amplo e competitivo. A solidez da obra e da trajetória desses escritores é mais um atestado de que esse é um caminho importante para os dois lados”, afirma o editor da Cepe, Diogo Guedes.</p>
<p><strong>ALCANCE</strong><br />
A maior satisfação do escritor Camillo José em relação ao <strong>4º Prêmio Pernambuco de Literatura</strong> &#8211; no qual foi vencedor na categoria Poesia, com o título A Dakimakura flutuante &#8211; foi a aproximação com o leitor.  “O prêmio me trouxe ótimas oportunidades de estabelecer vínculos e expandir as possibilidades dentro do meio literário; mas creio que a principal projeção alcançada (a mais importante para mim) foi a chance de ter contato com uma grande diversidade de leitores”, afirma. A publicação do livro, portanto, possibilitou diversos alcances. “Desde a publicação do livro eu tenho tido um retorno muito positivo de pessoas que conheceram os textos das formas mais inusitadas: em bibliotecas escolares, achados na rua por meio do projeto “Livros livres”, entre outros contextos.  É muito bonito, por exemplo, quando alguém envia mensagens pelas redes sociais para dizer que conheceu o livro por acaso e gostou. Esse tipo de interação permite que o livro encontre leitores que talvez não conheceriam meus textos em outras circunstâncias”, diz.</p>
<p>A descoberta de novos leitores também se deu com o projeto <strong>Outras Palavras</strong>, promovido pela Secult-PE e Fundarpe, de visitar escolas públicas apresentando as obras vencedoras do prêmio. “Cada visita a uma nova escola me proporcionou ótimas conversas em que era possível estabelecer um diálogo muito dinâmico e sincero com os alunos”. As referências à cultura pop dos anos 80 e 90 também atraíram muitos leitores. “Graças ao prêmio, mesmo alguns anos após a publicação, situações como essas ainda acontecem e me enchem de alegria”.</p>
<p>Também graças ao Prêmio Hermilo, o autor Carlos Gomes viu as portas do mercado literário e editorial se abrirem. Editor do projeto Outros Críticos, que produz revistas e coletâneas musicais, Carlos ganhou o prêmio na categoria Poesia com o título Êxodo. A partir de então participou de feiras literárias e de pequenos circuitos de literatura da cidade. “Assim conheci muitos escritores, e publiquei mais dois livros”. Formado em Letras, Carlos acabou trabalhando na cadeia produtiva do livro, fazendo o copidesque dos títulos dos prêmios que vieram depois.</p>
<p>O mesmo trabalho de copidesque tem feito Enoo Miranda, só que em Nazaré da Mata, onde trabalha e reside. Também licenciado em Letras, o autor conta que após a premiação conseguiu levar trabalhos de formação e editoração que já desenvolvia em uma escola estadual do seu município para outras regiões do estado.  “Tenho feito oficinas, produzido lançamentos de livros por um selo literário próprio e prestado serviços de copidesque e revisão textual de originais”, revela Enoo, vencedor do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura com a obra de poesias Chã. “A parte da premiação que diz respeito à publicação foi um divisor de águas para mim, que, até então, conseguia circular com mais frequência através da articulação com coletivos e ações locais e/ou publicações coletivas. Ter um título que transpõe o gargalo da distribuição e chega às livrarias, publicado pela Cepe e respaldado por uma comissão formada por outros escritorxs, editorxs e demais pessoas que compõem a cadeia do livro é, de certo modo, ser legitimado. A partir disso, pude expor com mais intensidade outros trabalhos próprios e ampliar consideravelmente o raio de alcance daquilo que eu faço nessa área de atuação”. Os livros podem ser adquiridos na loja virtual: <strong><a href="https://www.cepe.com.br/lojacepe/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.cepe.com.br/lojacepe/&amp;source=gmail&amp;ust=1586353084291000&amp;usg=AFQjCNGzWt80iiOqmB9npGIby68QMRxOIA">www.cepe.com.br/<wbr />lojacepe</a></strong>.</p>
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		<title>Estudantes do Sertão do Pajeú recebem edições do Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Nov 2019 12:28:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Outras Palavras, projeto de integração entre cultura e educação promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico (Fundarpe), terá duas edições nesta semana no Sertão do Pajeú: nesta terça-feira (12), no município de Itapetim; e na próxima quarta-feira (13), em Afogados da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_72810" aria-labelledby="figcaption_attachment_72810" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/Mestre-Nado_Foto-de-Foto-Jan-Ribeiro_Secult-PE.jpg"><img class="size-medium wp-image-72810 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/Mestre-Nado_Foto-de-Foto-Jan-Ribeiro_Secult-PE-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Em agosto deste ano, Mestre Nado recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
<p>O Outras Palavras, projeto de integração entre cultura e educação promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico (Fundarpe), terá duas edições nesta semana no Sertão do Pajeú: nesta terça-feira (12), no município de Itapetim; e na próxima quarta-feira (13), em Afogados da Ingazeira. Nas duas ocasiões, estudantes da rede pública vão conhecer de perto o trabalho artístico de José Juva, vencedor do Prêmio Pernambuco de Literatura, e o Mestre Nado, Patrimônio Vivo do estado.</p>
<p>Em Itapetim, estudantes de várias escolas públicas da cidade se reunirão das 14h às 17h na Igreja Matriz de São Pedro, no centro da cidade, para conversar com os artistas. Em São José do Egito, a programação será realizada no Cinema São José, compondo a programação do Festival Sertão Alternativo Afogados da Ingazeira.</p>
<div id="attachment_65074" aria-labelledby="figcaption_attachment_65074" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/44375811970_eb691cbb3e_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-65074" alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/44375811970_eb691cbb3e_h-607x393.jpg" width="607" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Voltado para estudantes da rede pública estadual de ensino e com quatro anos de existência o programa já atingiu mais de 600 escolas pernambucanas</p></div>
<p>Poeta, ensaísta, jornalista, mestre e doutor em Teoria da Literatura. O escritor José Juva foi um dos vencedores do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura, com o livro &#8220;Watsu&#8221; (2016). Publicou também os livros: “Deixe a visão chegar: a poética xamânica de Roberto Piva” (2012), “Vupa” (2013), e “Breve Breu – escritos sobre literatura e cinema” (2014).</p>
<p>Homem de múltiplos talentos – ceramista, poeta e músico – o olindense Mestre Nado é um habilidoso artista que tem na argila sua matéria-prima. Dela, cria instrumentos e dá vida à música. Em agosto deste ano, o artista recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, durante solenidade no Teatro de Santa Isabel.</p>
<p>Para o secretário de Cultura, Gilberto Freyre Neto, a iniciativa, voltada aos jovens estudantes da rede pública, “traz para esses jovens das escolas públicas o contato com as manifestações diversas da nossa cultura, de Patrimônios Vivos a Pontos de Cultura, e de grupos que trabalham com as expressões do patrimônio cultural imaterial de Pernambuco”, detalha.</p>
<div id="attachment_72809" aria-labelledby="figcaption_attachment_72809" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/José-Juva_Foto-de-Foto-de-Jorge-Farias_Secult-PE.jpg"><img class="size-medium wp-image-72809 " alt="José Juva_Foto de Foto de Jorge Farias_Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/11/José-Juva_Foto-de-Foto-de-Jorge-Farias_Secult-PE-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">José Juva foi um dos vencedores do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura, com o livro &#8220;Watsu&#8221; (2016).</p></div>
<p>“Até o final do ano, este projeto terá circulado por várias escolas e regiões do Estado numa parceria com a Secretaria de Educação, que tem dado um suporte fundamental para a realização das atividades”, disse o secretário.</p>
<p>Voltado para estudantes da rede pública estadual de ensino e com quatro anos de existência o programa já atingiu mais de 600 escolas pernambucanas, beneficiou cerca de 20 mil estudantes e distribuiu mais de seis mil livros nas bibliotecas por onde passou.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço:</strong></span><br />
Outras Palavras em Itapetim<br />
Terça-feira (12), das 14h às 17h<br />
Matriz de São Pedro (Centro, Itapetim)</p>
<p>Outras Palavras em Afogados da Ingazeira<br />
Quarta-feira (13), das 9h às 12h<br />
Cinema São José (Centro, Afogados da Ingazeira)</p>
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		<title>Outras Palavras encerra o ano com edição impecável em Olinda</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Dec 2018 14:35:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias A última edição do Outras Palavras deste ano, na última quarta-feira (5), foi impecável dentro do que o projeto se propõe: uma verdadeira aula sobre cultura e arte dentro do ambiente escolar, com intensa participação dos jovens. Não foram poucas as vezes que os estudantes da EREM Capitão Luiz Reis, no Alto [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_65073" aria-labelledby="figcaption_attachment_65073" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/44375809910_762dc11e1c_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-65073 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/44375809910_762dc11e1c_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Este ano, a EREM Capitão Luiz Reis completou seu quadragésimo aniversário, um dos motivos pelos quais o Outras Palavras foi solicitado para ir até a escola olindense</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Marcus Iglesias</strong></p>
<p>A última edição do <b>Outras Palavras</b> deste ano, na última quarta-feira (5), foi impecável dentro do que o projeto se propõe: uma verdadeira aula sobre cultura e arte dentro do ambiente escolar, com intensa participação dos jovens. Não foram poucas as vezes que os estudantes da EREM Capitão Luiz Reis, no Alto da Bondade, em Olinda, levantaram as mãos pra tirar suas dúvidas com os dois convidados: a escritora Ezter Liu e o sambista Jorge Riba. Ambos assumiram, de uma forma bem humorada e divertida, os papéis de professores e falaram, respectivamente, sobre os processos criativos e artísticos dentro da literatura e do samba pernambucano.</p>
<p>Este ano, a EREM Capitão Luiz Reis completou seu quadragésimo aniversário, um dos motivos pelos quais o <b>Outras Palavras</b> foi solicitado para ir até a escola olindense. <i>“Hoje teremos uma aula diferente, porque vai ser uma mistura de literatura com cultura, arte, cinema e música. Bem melhor que a aula de matemática que eu dou e sei que vocês adoram”,</i> brincou o professor Wildson Cruz, gestor da escola, em conversa com seus alunos.</p>
<div id="attachment_65080" aria-labelledby="figcaption_attachment_65080" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46192947851_6fb7b53e9e_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-65080 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46192947851_6fb7b53e9e_h-607x425.jpg" width="607" height="425" /></a><p class="wp-caption-text">O gestor Wildson recebe das mãos de Lucila Gomes, do Outras Palavras, um kit com livros dos vencedores do Prêmio Pernambuco de Literatura, e outras publicações com incentivo do Funcultura</p></div>
<p>Wildson é um dos educadores que estavam presentes na primeira edição do Outras Palavras, realizado no Teatro Apolo. <i>“Quando o conheci quis trazê-lo para nossa escola porque compreendi ali a importância desse projeto. Selecionamos então alguns estudantes que sabemos que gostam de leitura e de música para que a atividade fosse absorvida da melhor forma possível”,</i> explicou o professor. Em seguida, foi exibido o curta <b>A hora da saída</b>, realizado por alunos da Escola Santa Paula Frassinete, do Recife, resultante das oficinas promovidas pelo projeto Cine Cabeça, uma parceria da Secult-PE com a Secretaria de Educação.</p>
<p><strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fundarpe/emocao-toma-conta-do-outras-palavras-com-a-escritora-ezter-liu/" target="_blank">Ezter Liu participou pela primeira vez do Outras Palavras em Petrolina, durante a Clisertão</a></strong>, e no Alto da Bondade se mostrou tão à vontade como quando esteve com os estudantes do sertão. Sobre seu livro <strong>Das tripas coração</strong>, o grande vencedor do V Prêmio Pernambuco de Literatura, a autora detalhou como foi sua criação.</p>
<div id="attachment_65075" aria-labelledby="figcaption_attachment_65075" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/44375819310_a9c03c41de_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-65075 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/44375819310_a9c03c41de_h-607x378.jpg" width="607" height="378" /></a><p class="wp-caption-text">Ezter falou sobre o livro &#8216;Das tripas coração&#8217;, o grande vencedor do V Prêmio Pernambuco de Literatura</p></div>
<p><i>“No ano passado, tive o enxerimento e ousadia de enviar meu rascunho de livro, que era uma compilação de contos que eu tinha, para o Prêmio Pernambuco de Literatura. Há um tempo eu era como vocês. Escrevia, mas não mostrava pra ninguém. Meus cadernos estavam cheios de rascunhos e poemas, só que sem leitores. A nossa sorte é que sempre tem aqueles amigos que nos incentivam a escrever e eu sou cheia deles”,</i> disse Ezter Liu, lembrando na sequência que, eno ano que vem, haverá um novo edital e que todos ali podem participar.</p>
<div id="attachment_65077" aria-labelledby="figcaption_attachment_65077" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/45468839124_bae8e10b95_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-65077 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/45468839124_bae8e10b95_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Fiquei feliz pra caramba com o Prêmio, mas, principalmente, porque inspiro outras a também escreverem”, revelou a escritora</p></div>
<p>Ainda sobre a premiação e o fato de ter sido a primeira mulher a receber o Grande Prêmio, Ezter falou da importância desse momento. <i>“Eu achava o livro muito pessoal. Só que quando ele nasce, já com a distribuição garantida, envolvido com projetos como o <strong>Outras Palavras</strong>, acaba se espalhando mais depressa. E logo depois tive o feedback de pessoas mais próximas, que se sentiram representadas e inspiradas a escrever”.</i></p>
<p><i>“Em 2012, uma das vencedoras desse Prêmio foi a escritora Rejane Paschoal. Mas eu achava que as mulheres e empoderadas estavam retidas, que precisavam mostrar seus materiais. A gente não pode reclamar de um lugar se a gente não se coloca nele. Fiquei feliz pra caramba com o Prêmio, mas, principalmente, porque inspiro outras a também escreverem”,</i> revelou a escritora.</p>
<div id="attachment_65074" aria-labelledby="figcaption_attachment_65074" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/44375811970_eb691cbb3e_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-65074 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/44375811970_eb691cbb3e_h-607x393.jpg" width="607" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Além das perguntas que fizeram, os jovens pediram a Ezter diversos conselhos sobre como construir seus textos, desenvolver a criatividade e a escrita</p></div>
<p>Os jovens pediram a Ezter diversos conselhos sobre como construir seus textos, desenvolver a criatividade e a escrita. <i>“As ideias estão no ar o tempo todo. É importante que vocês saiam do foco, do olhar comum, até porque habilidade e criatividade é uma coisa que todo mundo tem. Agora, é necessário, antes de qualquer coisa, ler bastante. Só assim vocês vão adquirir vocabulário e conhecer outras formas e possibilidades na hora de escrever seus textos”, opinou ela, que já tem outra obra no gatilho.</i> <i>“Tenho o próximo livro quase pronto, com a previsão de ser lançado no ano que vem. Mas não vou dar spoiler”</i>.</p>
<div id="attachment_65071" aria-labelledby="figcaption_attachment_65071" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/31253719017_c7787b1a76_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-65071 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/31253719017_c7787b1a76_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Jorge Riba enalteceu o samba como a identidade brasileira mundo afora</p></div>
<p>Jorge Riba, ao assumir a fala, não deixou nem a peteca nem o pandeiro caírem e prendeu a atenção da garotada com maestria. <i>“Me criei no Morro da Conceição e no bairro de Rio Doce. No Morro, tem muito samba e candomblé. Dentro desse universo que fui me moldando, pelo viés da religiosidade e da arte. Minha avó me levava para os terreiros e eu ouvia a música sendo tocada também por grandes sambistas do meu bairro”.</i></p>
<p>Durante sua apresentação, Jorge Riba conta que ficou mais popular quando participou do <strong><a href="http://tvbrasil.ebc.com.br/sambanagamboa/episodio/os-ritmos-de-pernambuco" target="_blank">programa Samba da Gamboa, de Diogo Nogueira, na TV Brasil</a></strong>, há uns quatro anos. “<i>Na ocasião eu não toquei muito, mas fiz uma explanação sobre o samba de Pernambuco. A produção gostou muito, porque falei de nomes como Belo Xis, Wellington do Pandeiro e Paulo Perdigão, grandes nomes do nosso estado”,</i> opinou o músicio, que já fez circulação pelo Brasil com incentivo do Funcultura.</p>
<div id="attachment_65072" aria-labelledby="figcaption_attachment_65072" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/31253720447_ab5274efc0_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-65072 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/31253720447_ab5274efc0_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Foi no MNU que tive acesso a diversos artistas africanos, como o Bonga, que mudaram meu conceito de ver a música. Me tornei músico dentro desse viés, um homem negro dentro de uma sociedade racista”, disse o sambista</p></div>
<p>Questionado sobre se já sofreu algum tipo de preconceito por ser negro, Jorge Riba contou que é um dos fundadores do Movimento Negro Unificado na década de 70. “<i>Naquela época, até hoje, as lutas buscam igualdade social. É com essa proposta que o MNU surge. Foi lá que tive acesso a diversos artistas africanos, como o Bonga, que mudaram meu conceito de ver a música. Me tornei músico dentro desse viés, um homem negro dentro de uma sociedade racista”.</i></p>
<p>A aula sobre música embalou mais ainda quando Jorge Riba provocou os jovens a participarem de uma brincadeira. <i>“Cada um de vocês é um instrumento, com som e reverberação única. O coração dá o ritmo da vida de vocês. Podem perceber que ao ouvirmos uma música mais agitada ele agita junto, assim como o inverso, quando escutamos uma canção mais calma. É dessa pulsação que vocês vão extrair suas músicas. Eu vejo nessa sala uma orquestra completa, com metais, pau e corda. E eu gostaria de tocar com ela”.</i></p>
<div id="attachment_65078" aria-labelledby="figcaption_attachment_65078" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46192945121_4eb9c9f82f_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-65078 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46192945121_4eb9c9f82f_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">No Outras Palavras é assim: quem faz pergunta também ganha um kit com vários livros pra levar pra casa</p></div>
<p>A turma foi dividida em três tons: grave, médio, e agudo. <i>“Esses são os tons primários, de acordo com suas frequências”, </i>explicou Jorge, mostrando com as mãos os gestos que faria relacionados a cada tom, como um maestro. Do lado da plateia, a garotada se divertia bastante com os sinais que o artista passava.</p>
<p style="text-align: left;">De acordo com Jorge Riba, o samba é a identidade brasileira e, musicalmente, o brasileiro é conhecido assim lá fora. “<i>E graças ao samba pude rodar o País e conhecer outros quatro na Europa. Temos o mau costume de achar que tudo que vem de fora é melhor. Mas somos detentores de uma das culturas mais diversificadas do planeta. Peço a vocês, meus jovens e futuro dessa nação, que não a deixem morrer, porque foi com muito sangue e suor que chegamos onde estamos”,</i> pediu Jorge Riba, que ao final da aula cantou com os alunos algumas músicas, dentre elas <strong>Não deixe o samba morrer</strong>, de Alcione.</p>
<div id="attachment_65070" aria-labelledby="figcaption_attachment_65070" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/31253717427_254b68d973_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-65070 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/31253717427_254b68d973_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Ao final da aula, Jorge Riba puxou o tamborim e cantou com os alunos algumas músicas, dentre elas &#8216;Não deixe o samba morrer&#8217;, de Alcione.</p></div>
<p><b>1º Encontro de Balanço, Avaliação e Perspectivas do Outras Palavras –</b> Na próxima quarta-feira (12), haverá uma edição de avaliação dos três anos do projeto da Secult-PE e Fundarpe no auditório do Centro de Artesanato de Pernambuco, no Marco Zero, com escritores, escritoras, Patrimônios Vivos, educadores e gestores. Em três anos, o projeto atingiu mais de 590 escolas, 17 mil estudantes e entregou mais de 6100 livros às bibliotecas por onde passou.</p>
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		<title>Prestes a completar 170 anos, Banda Curica defende proposta moderna no Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jun 2018 19:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Camila Estephania Vestidos de camisa xadrez, os integrantes da Banda Curica saíram de suas fardas habituais para apresentar uma prévia do seu Concerto Junino na última sexta-feira (15), dentro do projeto Outras Palavras, promovido pela Secult-PE/Fundarpe, que aconteceu na EREM Francisco Siqueira,  em Lagoa do Carro. A escritora Rejane Paschoal também participou do encontro. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_61585" aria-labelledby="figcaption_attachment_61585" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/41977601425_45f63450c3_k.jpg"><img class="size-large wp-image-61585" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/41977601425_45f63450c3_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">Patrimônio Vivo de Pernambuco, a Banda Curica participou do Outras Palavras na última sexta-feira (15) e fez uma prévia do seu Concerto Junino</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Camila Estephania</strong></p>
<p>Vestidos de camisa xadrez, os integrantes da Banda Curica saíram de suas fardas habituais para apresentar uma prévia do seu Concerto Junino na última sexta-feira (15), dentro do projeto Outras Palavras, promovido pela Secult-PE/Fundarpe, que aconteceu na EREM Francisco Siqueira,  em Lagoa do Carro. A escritora Rejane Paschoal também participou do encontro.</p>
<p>Everton Luiz, o atual maestro da banda goianense, que é Patrimônio Vivo de Pernambuco, aproveitou a ocasião para compartilhar com os alunos da escola que este ano será especial para a Sociedade Musical Curica, que mantém o grupo, por conta das comemorações dos seus 170 anos, que serão completos em 8 de setembro.</p>
<p>Marcado para esta quarta-feira (20), a partir das 19h30, o Concerto Junino que acontece em frente à sede da Sociedade, em Goiana, pelo segundo ano simboliza parte da transformação e amadurecimento pelo qual o grupo tem passado. “O título de Patrimônio Vivo deu uma dinamizada na Curica, porque a gente começou a pensar a médio e longo prazo, ele nos deu essa garantia para que a gente pudesse fazer um plano de trabalho e manter uma sede que hoje é adequada para a gente exercer as atividades da escola de música”, explica o presidente da Sociedade, Edson Júnior da Silva, que conversou com os alunos da EREM Francisco Siqueira.</p>
<div id="attachment_61586" aria-labelledby="figcaption_attachment_61586" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/41977603075_d65066e5f9_k.jpg"><img class="size-large wp-image-61586" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/41977603075_d65066e5f9_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">Formada majoritariamente por músicos jovens, a banda se apresentou fora de sua farda habitual simbolizando a modernização e abertura pela qual o grupo de 170 anos tem passado.</p></div>
<p>Desde que recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, em 2006, a Sociedade Musical Curica viu seu quadro dar um salto: de pouco mais de 20 músicos, a banda passou a ter 72 integrantes, além de contar com 127 jovens estudando na escola de música que fornece músicos para a banda. A criação de concertos específicos para determinados festejos também é uma novidade que começou a ser aplicada apenas no ano passado. “A gente já fazia diversas apresentações com repertório misto, mas fomos começando a fazer intercâmbios e a entrar em contato com outras bandas, que nos ajudaram a ter essa visão de separar os concertos por temas. Através disso, os jovens conseguem identificar quais são as músicas e o clima característicos de cada momento”, observa Everton, que assumiu a função de maestro em 2015 e implementou o modelo.</p>
<p>De tributos de Luiz Gonzaga a Falamansa e Mastruz com Leite, o repertório diversificado e rejuvenescido que esquentou o pátio lotado da EREM Francisco Siqueira ilustrou bem a boa aceitação das apresentações da banda. Para dar um gostinho dos concertos fora dos períodos típicos, a ocasião foi aberta por um medley de Jota Quest que arrancou aplausos e colocou alunos e professores para dançar até o fim do “show”. “A gente continua com a nossa raiz da banda tradicional, mas com ênfase no repertório popular. Por isso, começamos a trazer com um pouco mais de intensidade esse repertório popular, pegando ritmos específicos para o jovem aprender quais são as suas linguagens”, justifica o maestro sobre a atualização no repertório que, embora não destaque mais barrocos, dobrados e marchas como antigamente, ainda mantém a estética de banda militar.</p>
<div id="attachment_61587" aria-labelledby="figcaption_attachment_61587" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42829830712_0ec278df3a_k.jpg"><img class="size-large wp-image-61587" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42829830712_0ec278df3a_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos aprovaram o repertório renovado do Concerto Junino que será inteiramente apresentado nesta quarta-feira (20), em Goiana.</p></div>
<p>Para as festividades dos 170 anos da Sociedade Musical Curica, que acontecerão na sua semana de aniversário, também vem sendo trabalhado um repertório específico. “Vamos surpreender, mas posso adiantar que a gente vai preparar um repertório típico da região trazendo compositores como Accioly Neto, que é goianense, Luiz Gonzaga, Dominguinhos e algumas outras composições, inclusive de nossos alunos, que vamos adaptar para a ocasião”, disse Everton, que acredita que o processo de criação constante de espetáculos especiais é fundamental para motivar todos os envolvidos.</p>
<p>“Até nos músicos gera uma expectativa legal para preparar esses concertos e ensaiar uma música nova ou outra, algumas que eles queiram. Isso vai fazendo com que todo mundo saia mais animado para essas apresentações. Tanto os músicos, quanto o próprio público”, garante ele, que levou para o Outras Palavras uma formação de 56 integrantes. Como a maior parte da banda é formada por jovens em idade escolar, muitos não puderam comparecer por conta das provas. “As bandas de música fazem o papel de conservatórios no interior, porque nem todo mundo tem condições de ir estudar na capital”, observa Edson, sobre a importância da instituição que prepara profissionais até mesmo para atuar em outras bandas do Estado quando atingem a fase adulta.</p>
<p>Em reconhecimento ao papel essencial dos jovens para a perpetuação do trabalho da Curica, o maestro considera fundamental a participação da banda em projetos como o Outras Palavras. “A gente vê a musica não só como um exercício profissional, mas como um meio social, onde as pessoas podem aprender alguns princípios que funcionam pra quaisquer outros fatores da vida. Os nossos alunos desenvolvem qualidades como a atenção, o respeito e o senso de coletividade. O jovem quando busca o conhecimento musical acaba automaticamente ganhando outras características que formam cidadãos e não só músicos”, opinou ele.</p>
<div id="attachment_61589" aria-labelledby="figcaption_attachment_61589" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/41067940930_8d42d4f507_k.jpg"><img class="size-large wp-image-61589" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/41067940930_8d42d4f507_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">A escritora Rejane Paschoal (de branco) também participou do Outras Palavras na EREM Francisco Siqueira.</p></div>
<p><strong>REJANE PASCHOAL</strong></p>
<p>Mais cedo, alunos do EREM Francisco Siqueira também conversaram com a escritora Rejane Paschoal , que venceu o 3º Prêmio Pernambuco de Literatura com o livro “Manuscritos em Grafite”. A autora falou sobre o início da carreira, sua preferência pelo tipo da narrativa dos contos, seu processo criativo e incentivou os estudantes a escrever.</p>
<p>“Não procurem editoras. Felizmente, estamos em um momento em que há muitos concursos, como Prêmio Pernambuco de Literatura. Às vezes, a gente fica atrás de editora e não consegue publicar, aí o livro fica guardado. Com os concursos, os livros são publicados, divulgados e circulam. Se eu ficar aguardando a editora, vou ficar com vários livros guardados”, disse ela que, atualmente, prepara o seu segundo livro.</p>
<div id="attachment_61588" aria-labelledby="figcaption_attachment_61588" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42159926914_681b9305d7_k.jpg"><img class="size-large wp-image-61588" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42159926914_681b9305d7_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">Durante a conversa com os alunos, a autora adiantou que já está preparando o seu segundo livro.</p></div>
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		<title>Um Outras Palavras organizado com a ajuda dos estudantes da casa</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2018 22:24:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias Estudantes da ETE José de Alencar Gomes da Silva, em Paulista, tiveram na manhã desta terça-feira (15) um encontro com a música erudita e a literatura pernambucana com a participação do grupo Chorões da Aurora e do escritor Rômulo César. A atividade, mais uma edição do Outras Palavras, fez lotar o auditório [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60576" aria-labelledby="figcaption_attachment_60576" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/27262252277_a74cf2c914_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60576" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/27262252277_a74cf2c914_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Nesta edição, alguns alunos e alunos ajudaram a escola e a equipe do Outras Palavras a montar o som, a iluminação e organizar o auditório </p></div>
<p align="right"><b>Por Marcus Iglesias</b></p>
<p>Estudantes da ETE José de Alencar Gomes da Silva, em Paulista, tiveram na manhã desta terça-feira (15) um encontro com a música erudita e a literatura pernambucana com a participação do grupo Chorões da Aurora e do escritor Rômulo César. A atividade, mais uma edição do <b>Outras Palavras</b>, fez lotar o auditório da escola técnica, juntando mais de 300 jovens com a proposta de fomentar uma conversa sobre cultura e arte na escola.</p>
<p>Segundo Antonieta Trindade, gestora do projeto, <i>“em nome da Secult-PE e a Fundarpe eu faço um agradecimento à gestão desta escola e à GRE RMR Norte por possibilitar a vinda do <strong>Outras Palavras</strong> a Paulista. Começamos em 2015, com o objetivo de integrar a cultura e a educação por Pernambuco, e pra nós ele simboliza a resistência para garantir uma escola de qualidade social para os filhos da classe trabalhadora”.</i></p>
<div id="attachment_60579" aria-labelledby="figcaption_attachment_60579" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40325749650_c7d9a94b92_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60579" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40325749650_c7d9a94b92_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">“Conhecemos nas escolas públicas do estado muitos talentos que já tem algum trabalho artístico e vamos realizar ainda este ano um grande encontro com a participação de todos esses estudantes”, prometeu Antonieta Trindade</p></div>
<p>Ainda de acordo com Antonieta, a passagem da iniciativa por várias cidades do estado possibilitou que alunas e alunos da rede pública também pudessem expressar sua arte. <i>“Conhecemos muitos talentos que já tem algum trabalho artístico e vamos realizar ainda este ano um grande encontro com a participação de todos esses estudantes”,</i> detalhou. Em quase três anos, o <b>Outras Palavras</b> passou por mais de 510 escolas do estado, atingindo mais de 12 mil alunos e distribuindo nas instituições de ensino mais de 5.100 livros. <strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fundarpe/do-sertao-a-rmr-outras-palavras-levara-cultura-e-arte-a-diversas-escolas-publicas/" target="_blank">Ainda neste mês de maio, estão previstas outras oito edições</a>. </strong></p>
<div id="attachment_60580" aria-labelledby="figcaption_attachment_60580" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42132495021_c292614717_k-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-60580" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42132495021_c292614717_k-1-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Cerca de 300 estudantes participaram do Outras Palavras na ETE José de Alencar Gomes da Silva</p></div>
<p>Um detalhe curioso desta edição em Paulista é que como a atividade estava marcada para começar às 9h da manhã, pouca gente viu o momento da montagem do palco e da organização do auditório da escola. De acordo com Severino Pereira, conhecido apenas como Biu, coordenador do curso de Logística na instituição de ensino, seu trabalho tem sido o de acompanhar e dar apoio aos professores, e fazer com que os estudantes possam participar de forma efetiva. <i>“Seja ajudando na realização de ações como essa, na recepção dos convidados e dos colegas, na montagem técnica do espaço, entre outras demandas”.</i></p>
<div id="attachment_60577" aria-labelledby="figcaption_attachment_60577" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28260006768_8e54825b88_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60577" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28260006768_8e54825b88_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A aluna Anne Alice, também do 2º ano, ajudou na logística e recepção dos convidados e dos colegas que participaram desta edição</p></div>
<p>Este acompanhamento acaba que vira uma capacitação para os próprios alunos, que já começam a ter expertise em áreas específicas, como direção de palco e iluminação de ambientes, por exemplo. <i>“Por ser uma escola técnica, a gente tem esse cuidado de fazer com que os jovens saiam daqui com uma noção básica sobre o que é organização, gestão da qualidade do serviço e atendimento ao público”,</i> conta Biu, que geralmente conta com seis a oito alunos por rodada, que o auxiliam no apoio técnico, logística, atendimento e manutenção e montagem técnica.</p>
<p>O aluno Lucas Adimael, do 2º ano, era um dos que acompanhavam a montagem do palco, testando o som junto aos músicos e equipe do <b>Outras Palavras</b>. <i>“Sempre que têm atividades como essa na escola eu busco participar da parte técnica no palco, ligando os instrumentos na mesa de som, cabeando, passando as músicas. Gosto muito dessa função”,</i> disse o estudante, com entusiasmo.</p>
<div id="attachment_60581" aria-labelledby="figcaption_attachment_60581" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42132550501_487d444fe0_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60581" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42132550501_487d444fe0_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">No repertório dos Chorões da Aurora, clássicos de Valdir Azevedo e Jacob do Bandolim, finalizando com a clássica Madeira que Cupím Não Rói, de Capiba</p></div>
<p>Já Anne Alice, também do 2º ano, ficou mais envolvida com a logística e recepção dos convidados e dos colegas. <i>“Existe um grupo formado por cerca de 40 alunos na escola que estão mais disponíveis para ajudar durante os eventos, tanto na parte técnica como na de recursos humanos. Hoje, por exemplo, depois de montar o palco vamos receber nossos colegas e fazer com que todos preencham a ata de presença na entrada do auditório”,</i> reforçou a aluna, que contou também com o apoio dos alunos Daniela Santiago, Robert Yan, Luísa Stephany e Isaías Cleiton.</p>
<p>A satisfação em ver tudo funcionando ficou estampada no rosto destes estudantes ao longo da edição, como na hora da apresentação dos Chorões da Aurora, cuja iluminação e som foram ajustados pelos próprios alunos. <i>“Somos um grupo de choro, que é um gênero musical brasileiro com origem a partir da junção entre a cultura europeia e africana no século XIX, com a vinda da corte portuguesa e de escravos para o Brasil”, </i>detalhou Erilson Oliveira, professor de clarinete e músico do instrumento na banda – acompanhado de violão, cavaquinho, bandolim e pandeiro. No repertório, clássicos de Valdir Azevedo e Jacob do Bandolim, finalizando com a clássica Madeira que Cupím Não Rói, de Capiba.</p>
<div id="attachment_60578" aria-labelledby="figcaption_attachment_60578" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28260300398_074f6f1a82_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60578" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28260300398_074f6f1a82_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><br />“São momentos como esse que mostram a vocês, estudantes, que escritores e escritoras são pessoas comuns&#8221;, refletiu o escritor Rômulo César</p></div>
<p>Já a conversa literária com o escritor Rômulo César, autor do livro de contos <b>Dois nós na gravata</b>, um dos ganhadores do II Prêmio Pernambuco de Literatura, falou de onde surgem suas inspirações e como ele desenvolve seu processo criativo, além de comentar sua participação em concursos literários. <i>“Todo mundo tem a possibilidade de ser escritor se quiser um dia. Claro que alguns terão mais facilidades que outros, mas escrever é um desafio e faz parte da vida”, </i>refletiu.<i> </i></p>
<p><i>“São momentos como esse que mostram a vocês, estudantes, que escritores e escritoras são pessoas comuns, com problemas e anseios, assim como qualquer ser humano, e que se vocês quiserem um dia vocês também podem ter isso como atividade na vida”,</i> comentou Rômulo, que respondeu a dezenas de perguntas sobre seu trabalho e finalizou a apresentação recitando um poema de sua autoria, chamado <b>A sala de espera</b>, sob aplausos da plateia.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Emoção toma conta do Outras Palavras com a escritora Ezter Liu</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2018 16:38:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias Duas das mais emocionantes edições do Outras Palavras aconteceram esta semana durante a programação do Clisertão, em Petrolina. Na quarta (9) e quinta-feira (10), a grande vencedora do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura, a escritora Ezter Liu, com seu primeiro livro de contos intitulado Das tripas coração, foi conversar com estudantes da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60511" aria-labelledby="figcaption_attachment_60511" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marcus Iglesias/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180510_152926136.jpg"><img class="size-medium wp-image-60511" alt="Marcus Iglesias/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180510_152926136-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Ezter Liu foi a primeira mulher a receber o grande prêmio da premiação promovida pela Secretaria estadual de Cultura e Fundarpe</p></div>
<p align="right"><b>Por Marcus Iglesias</b></p>
<p>Duas das mais emocionantes edições do <b>Outras Palavras</b> aconteceram esta semana durante a programação do Clisertão, em Petrolina. Na quarta (9) e quinta-feira (10), a grande vencedora do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura, a escritora Ezter Liu, com seu primeiro livro de contos intitulado <strong>Das tripas coração</strong>, foi conversar com estudantes da rede pública sobre sua mais recente obra. Tudo certo para mais um bate-papo com uma autora pernambucana, mas o que não estava esperado foi o retorno intenso e curioso por parte dos jovens, principalmente das alunas, que fizeram várias homenagens à primeira mulher a receber o grande prêmio promovido pela Secretaria estadual de Cultura e Fundarpe.</p>
<p>Os encontros aconteceram na Escola Dom Antônio Campelo, na quarta-feira (9), e na quinta-feira (10), na EREM Professora Osa Santana de Carvalho &#8211; escola que mais aprova alunos no ENEM em Petrolina. Para Cleonice Lima, gestora da EREM, é hora de valorizar o potencial que existe dentro da rede pública de ensino de Pernambuco<i>. “Dizemos sim à escola pública, que hoje para mim supera muitas escolas privadas por ai afora. É importante que eles, os estudantes, ocupem os vestibulares, mas acima de tudo é primordial que fiquem em primeiro lugar na vida como cidadãs e cidadãos. Por isso agradecemos bastante a vinda do <strong>Outras Palavras</strong> e desta escritora, a primeira mulher a ganhar o grande prêmio do Pernambuco de Literatura”,</i> comemorou.</p>
<div id="attachment_60509" aria-labelledby="figcaption_attachment_60509" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marcus Iglesias/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180510_150338612.jpg"><img class="size-medium wp-image-60509" alt="Marcus Iglesias/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180510_150338612-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Nos dois dias, os debates foram mediados pela também escritora Socorro Lacerda</p></div>
<p>Natural de Carpina, atualmente Ezter é também comissária da Polícia Civil no município de Lagoa dos Carros, e acompanhou diversos casos de violência contra a mulher. Nos intervalos entre suas obrigações, sempre arruma o precioso tempo para se dedicar à arte de escrever e emocionar com as palavras, o que, segundo ela, é como se fosse <i>“um processo terapêutico, de arrancar fora algo que lhe incomoda por dentro”. </i><strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/literatura/pasargada-doc-apresenta-ezter-liu/" target="_blank">Clique aqui e confira um episódio do Pasárgada.doc feito com a autora</a>. </strong></p>
<p>Por onde passou, sem exceção, a escritora premiada foi pega de surpresa com as dezenas de homenagens que via pela frente, fossem através de cartazes, desenhos, paródias com suas poesias ou até uma leitura explicativa feita pelo aluno Leo Santana, do 3º ano da EREM Prof.ª Osa, a partir do conto ‘Deus’. O que ela talvez também não esperasse foi o estudo profundo feito pelas alunas e alunos a partir da sua obra, até então algo inédito em outras edições do <strong>Outras Palavras</strong><i>. “A gente normalmente pede aos professores das escolas que vamos visitar que façam um trabalho prévio com os estudantes para que, na hora da conversa com o escritor ou escritora, eles já estejam um pouco por dentro do que será conversado. Mas nunca vimos algo parecido como o que aconteceu em Petrolina, foi realmente emocionante ver os jovens bem envolvidos com a discussão”, </i>revelou Lucila Gomes, integrante do projeto presente na atividade.</p>
<div id="attachment_60506" aria-labelledby="figcaption_attachment_60506" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marcus Iglesias/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180509_141500118.jpg"><img class="size-medium wp-image-60506" alt="Marcus Iglesias/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180509_141500118-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Estudantes homenagearam a autora com cartazes, desenhos, paródias com suas poesias e até uma leitura explicativa feita pelo aluno Leo Santana, do 3º ano da EREM Prof.ª Osa, a partir do conto ‘Deus’</p></div>
<p>Nos dois dias, o debate com Ezter Liu foi mediado pela também escritora Socorro Lacerda, natural de Petrolina e representante da Secult-PE no sertão do Estado. <i>“A resistência que o nosso país precisa para avançar está aqui na escola. E essas atividades são consideradas, acima de tudo, de resistência através da arte. Será uma grande oportunidade para os jovens conhecerem de perto esta mulher, e ver que ser artista não é fácil. E na literatura, e ter tido o reconhecimento que ela teve, é algo difícil”,</i> destacou Socorro Lacerda.</p>
<p>Uma das perguntas que a mediadora fez questão de fazer a Ezter Liu foi de onde surgiu a ideia do conto que dá título ao livro vencedor do Prêmio Pernambuco de Literatura. <i>“Ele é um texto muito forte, chorei lendo do começo ao fim. Tive que me recompor várias vezes. O que você quis dizer com ele e de onde veio esse título?”, </i>questionou Socorro Lacerda.</p>
<div id="attachment_60507" aria-labelledby="figcaption_attachment_60507" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marcus Iglesias/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180509_144031200.jpg"><img class="size-medium wp-image-60507" alt="Marcus Iglesias/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180509_144031200-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Por onde passou, sem exceção, Ezter Liu foi pega de surpresa com as dezenas de homenagens ou pela interação curiosa dos jovens que participaram das atividades</p></div>
<p><i>“Primeiro eu queria dizer que é muito lindo estar sentada onde eu estou e vendo a vista que estou tendo, porque, assim como vocês, fui aluna de escola pública. Mas, na minha época, eu não tinha essa oportunidade de trocar ideias com uma escritora ou escritor, e estou muito feliz em poder fazer isso aqui. Sobre o conto Das tripas coração, que dá título ao livro, eu o escrevi chorando. Doeu demais pra sair. É um sacrifício materializar uma historia que lhe machuca, mas enquanto a gente não bota pra fora, não nos satisfaz. Quem melhor do que nós mulheres pra saber sobre o que é fazer ‘das tripas coração’? Algumas realidades são tão duras de construir, que realmente doem quando saem para o papel”,</i> explicou a escritora.</p>
<p>Durante as conversas era notável que a maioria das perguntas (e foram muitas) era feitas por alunas. Temas como sexualidade, maternidade, violência doméstica e outros assuntos foram discutidos a partir da leitura dos contos de Ezter Liu. <i>“Eu fico realmente emocionada porque esses três dias que estive em Petrolina para participar do Outras Palavras foram, na verdade, um abraço que durou três dias. Vocês falam que minha obra é incrível, mas incríveis são vocês, que conseguiram entender tudo o que eu quis dizer com uma inteligência de dar inveja”,</i> comentou a autora num dos encontros.</p>
<div id="attachment_60510" aria-labelledby="figcaption_attachment_60510" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marcus Iglesias/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180510_152605166.jpg"><img class="size-medium wp-image-60510" alt="Marcus Iglesias/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180510_152605166-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Muitas alunas leram o livro de Ezter Liu e foram participar do Outras Palavras cheias de dúvidas e curiosidades sobre o livro &#8216;Das tripas coração&#8217;</p></div>
<p>Uma das perguntas que se repetiu nos dois dias foi <i>“de onde veio o título Vulvas brancas e o que você quis dizer com esse conto?”, feito, não por acaso, por duas jovens. ”Esse conto passeia pelas várias idades da mulher, e é uma crítica à cobrança social da nossa idade. A gente é sempre cobrada a permanecer jovem, e é essa a metáfora que eu busquei para explicar isso. E a referência que faço ao barquinho de papel é porque ele visto de cima parece muito com a vulva”, </i>contou Ezter.</p>
<div id="attachment_60512" aria-labelledby="figcaption_attachment_60512" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marcus Iglesias/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180510_162523113.jpg"><img class="size-medium wp-image-60512" alt="Marcus Iglesias/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180510_162523113-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Samba de Véio, com mais de cem anos de história, colocou os estudantes pra conhecerem de perto a cultura popular pernambucana</p></div>
<p><b>Cultura popular –</b> Quem também participou das duas edições do<strong> Outras Palavras</strong> e colocou literalmente todo mundo pra dançar foi o Samba de Véio, grupo com mais de cem anos de história e um dos patrimônios de Petrolina. A sede da brincadeira fica na Ilha do Massangano, onde acontecem as tradicionais sambadas regadas a muita cachaça, samba e peixe frito. A próxima, inclusive, está marcada para o dia 13 de junho deste ano.</p>
<p>Não era de surpreender que muitos jovens não conhecessem a brincadeira da sua cidade natal. Mas algumas memórias são genéticas, e bastou o pandeiro e a batucada começarem e emitir os <em>grooves</em> para os primeiros passos tímidos começarem a surgir. Teve até professores que deram show na roda, para delírio histérico da garotada, que se contagiava e entrava também na brincadeira. Para muitos, ali era o primeiro contato com uma manifestação cultural da sua própria terra. Cultura e arte, juntas, transformando vidas.</p>
<div id="attachment_60513" aria-labelledby="figcaption_attachment_60513" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marcus Iglesias/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180510_162527795.jpg"><img class="size-medium wp-image-60513" alt="Marcus Iglesias/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_20180510_162527795-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Brincadeira é conhecida por ter tido como padrinho o escritor Ariano Suassuna</p></div>
<p>Dona Raimunda, organizadora da brincadeira, revelou aos jovens que o Samba de Véio teve como padrinho, por muitos anos, o escritor Ariano Suassuna, que se apaixonou pela manifestação ao vê-la ao vivo. <i>“A gente foi uma vez se apresentar na Festa da Lavadeira e um dos filhos de Ariano nos assistiu e ficou impressionado com a festa. Eu lembro que ele disse que ia nos levar para conhecer seu pai, e assim o fizemos. Na frente de Ariano nós nos apresentamos, e depois que ele viu aquilo, emocionado, disse assim: ‘a partir de hoje, eu vou ajudar vocês a tomar conta deste brinquedo, porque ele muito importante para a cultura pernambucana’”,</i> disse Dona Raimunda, imitando aa voz de Ariano, em tom saudoso, lembrando-se da conversa que tiveram lá pelos idos do ano 2000. Hoje o grupo conta com três discos lançados, um deles estampando o rosto do padrinho na capa.</p>
<p><strong>Outras Palavras &#8211; </strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fundarpe/do-sertao-a-rmr-outras-palavras-levara-cultura-e-arte-a-diversas-escolas-publicas/" target="_blank"><strong>A programação segue ao longo de maio com outras nove edições</strong>. </a>Em quase<strong> </strong>três anos, o projeto da Secult-PE e Fundarpe mudou a realidade do ambiente escolar para melhor e revolucionou a vida de muita gente: Foram alcançadas mais de 500 escolas de várias regiões do estado (RMR, Sertão do Moxotó, Sertão do São Francisco, Agreste Meridional, Agreste Central, Agreste Setentrional, Mata Norte e Mata Sul), atingindo mais de 12 mil alunos e distribuindo nas instituições de ensino mais de 5.100 livros – boa parte deles publicações premiadas no Prêmio Pernambuco de Literatura ou que foram produzidas com incentivo do Funcultura.</p>
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		<title>5º Prêmio Pernambuco de Literatura lança livros vencedores</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2018 20:03:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma reunião de contos sobre viagens e descobertas; um romance-livro de memórias do protagonista; um poemário que joga luz sobre o fazer criativo do poeta; uma narrativa que mergulha nas pequenas tragédias cotidianas do homem; e ainda um conjunto de histórias que evidenciam as diversas facetas do feminino integram a mais recente coleção da Cepe [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma reunião de contos sobre viagens e descobertas; um romance-livro de memórias do protagonista; um poemário que joga luz sobre o fazer criativo do poeta; uma narrativa que mergulha nas pequenas tragédias cotidianas do homem; e ainda um conjunto de histórias que evidenciam as diversas facetas do feminino integram a mais recente coleção da Cepe Editora. São as obras que venceram, em 2017, o <strong>5º Prêmio Pernambuco de Literatura</strong>, uma iniciativa do Governo do Estado (Secult-PE, Fundarpe e Companhia Editora de Pernambuco).</p>
<p>O lançamento coletivo das cinco publicações, que registram mais um imperdível momento da nossa literatura, está marcado para às 19h da quinta-feira, 26 de abril, no Museu do Estado de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_59596" aria-labelledby="figcaption_attachment_59596" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/convite2.jpg"><img class="size-medium wp-image-59596" alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/convite2-607x398.jpg" width="607" height="398" /></a><p class="wp-caption-text">Lançamento será no Museu do Estado de Pernambuco, aberto ao público</p></div>
<p>Primeira mulher a receber o maior reconhecimento em uma edição do Prêmio, a escritora <strong>Ezter Liu</strong>, residente em Carpina, apresenta o livro de contos <em>das tripas coração</em>. Revelando ainda a produção literária da Zona da Mata, <em>O Velocista</em> é o primeiro romance de <strong>Walter Cavalcanti Costa</strong>; e <em>chã</em>, o novo poemário de <strong>Enoo Miranda</strong>. Representando o Agreste, o romancista <strong>Amâncio Siqueira</strong> lança seu <em>Nem tudo cabe na paisagem</em>.  O poeta <strong>Fred Caju</strong> completa a lista de agraciados lançando <em>nada consta</em>.</p>
<p>A Presidente da Fundarpe, Márcia Souto, comemora a chegada dos novos livros. “Este é um momento muito importante para todos nós que lutamos por mais visibilidade para a literatura pernambucana e para ampliação do acesso ao livro e à leitura no Estado”. É que além da premiação no valor total de R$ 40 mil aos escritores e a tiragem de mil exemplares de cada obra, o Prêmio garante ainda a distribuição dos livros a escolas públicas do Estado e a participação dos escritores em rodas de diálogo de eventos como o Festival de Inverno de Garanhuns e de projetos como o ‘Outras Palavras’.</p>
<p>&#8220;A Cepe participa, com muita satisfação, desta iniciativa. Promover o livro e a leitura é uma das principais missões institucionais da empresa e fazemos isso, ainda com mais entusiasmo, quando editamos trabalhos com a qualidade dos que venceram o 5º Prêmio Pernambuco de Literatura&#8221;, destaca Ricardo Leitão, presidente da Cepe.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MAIS RECURSOS PARA A LITERATURA PERNAMBUCANA</strong></span></p>
<p>No dia 17 de dezembro de 2017, o Governador Paulo Câmara assinou decreto ampliando os recursos destinados à iniciativa – de 40 mil para 90 mil reais &#8211; e rebatizando-o de Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura. De acordo com Marcelino Granja, Secretário Estadual de Cultura, “além da deferência a um grande escritor, que marca a história da arte e da cultura pernambucanas, o novo formato do Prêmio amplia o número de vencedores, contemplando mais um autor da RMR e os segundos colocados de cada macrorregião”. A sexta edição do Prêmio recebeu 161 inscrições, de todas as regiões pernambucanas.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>AS OBRAS</strong></span></p>
<p>Grande vencedor do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura, <strong>das tripas coração</strong>, de Ezter Liu, reúne dezoito contos que têm em comum a temática feminina, mas as narrativas apontam para panoramas diversos. A mulher que é deus, a mulher-monstro, a mulher que foge, a que faz perguntas, a que acende fogueiras. São as várias faces do feminino que protagonizam as histórias. A escolha estética de uma narrativa sem vírgulas aponta para a necessidade de contar sem pausas, com o fôlego possível, o que precisa ser contado, porque o texto tira da adversidade a sua força e atravessa os próprios limites para dizer o que precisa ser dito, muitas vezes usando a poesia nas entrelinhas das narrativas como alinhavo e marca de estilo.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Tenho dezenove anos e coleciono isqueiros vazios. Coleciono isqueiros. E coleciono vazios. Tenho vinte anos e aprendi a odiar o formato dos meus seios. E aprendi a odiar a finura dos meus lábios. Meu coração Himalaia. Meu coração Vale do Catimbau. Meu coração dimensão estranha. China plástico neon coqueiral. Tenho setenta anos nos domingos depois do jantar. Lenta. Premeditada. Disfarço a imprecisão das mãos. Tenho trinta pontuais anos no expediente. Me sirvo de bandeja. Sem atrasos. Tenho quarenta e três anos e calos nos cotovelos. Me sirvo com gelo no balcão do bar. Tenho cinquenta anos. Preciso parar de beber. Tenho dezesseis anos. Preciso parar de fumar. Tenho sessenta e sete anos. Preciso acreditar nos santos. Em deus. Em mim.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>nada consta</strong> é o nono livro de poemas de Fred Caju. Um poemário sobre o próprio poemário, luzes sobre processos criativos do escritor. Pode ser ainda uma pinça a arrancar, uma a uma, as plumas dos poetas. Armadura, também pode ser.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>pediram a cabeça</em><br />
<em>do poeta incendiário</em><br />
<em>chega de badvibes</em><br />
<em>foi o que disseram</em><br />
<em>após a decapitação</em><br />
<em>o cheiro de pólvora</em><br />
<em>ficou com cheirinho</em><br />
<em>de morango e não</em><br />
<em>se ouviu nunca mais</em><br />
<em>nenhuma explosão</em><br />
<em>nasceram arco-íris</em><br />
<em>longe das chuvas</em><br />
<em>e nenhum poema</em><br />
<em>precisa mais existir</em></p>
<p>Em <strong>chã</strong>, Enoo Miranda evoca pequenas tragédias cotidianas que assolam o homem do nosso tempo, ora evocando cenários e hábitos do trabalho no meio rural, ora realçando conflitos internos ou típicos da vida nos grandes centros urbanos. Mormaço, suor de trabalho, calor de motim, desordem. A maioria das pessoas que vivem nesse livro também vivem em outros lugares. O fogo dos homens. O mesmo fogo que não garantiu a superioridade destes homens sobre os outros animais. O que usamos para matar uns aos outros. Ou como disse um poeta amigo em tom de pilhéria sobre textos de orelhas de livros de poesia: “Bota tipo ‘Sugiro que leia sentado em assento confortável. Se preferir, aperte o cinto. Esse livro é o brilho sobre as vossas carniças’”, e no fim parece ser isso – além do que é.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>o ruído que faz a tua sombra</em><br />
<em>rasgando um pedaço</em><br />
<em>de chão duro é o de</em><br />
<em>um corpo-</em><br />
<em>carcaça</em><br />
<em>arrastando as</em><br />
<em>mazelas de</em><br />
<em>3 gerações</em><br />
<em>em uma chã</em><br />
<em>qualquer.</em></p>
<p>Viagem e descoberta são os motes que dão unidade aos contos de <strong>Nem tudo cabe na paisagem</strong>, de Amâncio Siqueira. O poeta que decide rodar o mundo para viver seu poema épico; o homem que viaja a um passado ainda não cicatrizado durante uma confissão; o marido que volta para casa após despedir-se de um amigo; o índio que quer vingança contra o homem branco que matou seu pai; o pai que caminha no corredor do hospital para encontrar o filho internado; o filho que tenta acertar as contas com o pai durante uma longa viagem&#8230; O texto direto lança uma luz diferente sobre situações cotidianas, expondo seu teor dramático nos recortes apresentados, muitas vezes flertando com o cômico, incidindo como um raio X sobre a vida ao redor.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Não fez essa viagem hoje. Ontem Júnior teve várias convulsões. A médica teve que encontrar uma veia na cabeça para injetar morfina. Dormiram como não faziam há seis anos: Natália sobre seu colo e Júnior sobre o colo dela. Passaram uma hora assim, e foi todo o descanso que tiveram. Sua viagem foi longa pela manhã: atravessar a rua para tomar café. Quase dormiu sobre o balcão da padaria, mas o cansaço era tão grande que fechar os olhos não bastava para cessar o estado de alerta. Fechar os olhos faz a mente viajar ainda mais, embora ela passeie apenas em volta do leito do hospital.</em></p>
<p>No percurso de <strong>O Velocista</strong>, o autor Walter Cavalcanti Costa navega pela experimentação formal e procura mostrar suas influências em quatro epígrafes: o futurismo europeu, o modernismo brasileiro, o concretismo brasileiro e a teoria literária. Com linguagem telegráfica, a obra é também um livro de memórias do protagonista, o astronauta Jô Tadeu. O velocista, antes de ser uma odisseia espacial, é uma fragmentária, melancólica, irônica e nervosa viagem do protagonista a si mesmo e aos que o cercam, através de suas lembranças descontinuadas.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Eu sou Jô Tadeu Tábua, sou astronauta. Sou filho da estilista Carolina Vásquez e do Professor de Ciências Contábeis João Tábua. Sou casado com Beyita Samana, a governadora do Estado de Pernambuco, no Nordeste, da República Federativa do Brasil e sou irmão do artista plástico Von O’ Val, que é casado com a bibliotecária Valbuena Sales, que fala sete línguas ocidentais. Sales trabalhou com meu pai, João Tábua, no local onde hoje é a biblioteca que recebe o nome dele.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Tenho um filho chamado João Tadeu. Uma filha está para nascer. Nasceu.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Estou há 35 dias, 6 horas e 27 minutos terrestres no espaç</em>o.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MAIS SOBRE OS ESCRITORES<br />
</strong></span></p>
<div id="attachment_59589" aria-labelledby="figcaption_attachment_59589" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/ezter-liu_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59589" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/ezter-liu_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Ezter Liu</p></div>
<p><strong>Ezter Liu</strong> nasceu no Recife, mas mora em Carpina desde criança. Graduada em Letras, escritora de prosa e poesia, desde o ano de 2005 tem seus textos publicados em várias coletâneas na região e no estado. Em 2015, pela Porta Aberta Editora Independente, lança seu primeiro livro solo: Vermelho alcalino (poemas). Ezter Liu e o ritmo de sua literatura se misturam à efervescência literária de Pernambuco, sobretudo na Zona da Mata, e assim, como os recitais e banquinhas independentes, insiste e resiste.</p>
<div id="attachment_59590" aria-labelledby="figcaption_attachment_59590" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/fred-caju_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59590" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/fred-caju_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Fred Caju</p></div>
<p><strong>Fred Caju</strong> é autor de Arremessos de um dado viciado, As tripas de Francis Conceição por ela mesma, Paisagens sépias, Intervalo aberto, Estilhaços, Transpassar: poemas de atravessamento, O revide das pequenas maldades e Permanência. Também é editor, artesão do livro e livreiro nômade da Castanha Mecânica.</p>
<div id="attachment_59588" aria-labelledby="figcaption_attachment_59588" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/enoo-miranda_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59588" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/enoo-miranda_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Enoo Miranda</p></div>
<p><strong>Enoo Miranda</strong> é escritor, coordenador do Cineclube Tela da Mata, professor licenciado em Letras pela Universidade de Pernambuco, campus Mata Norte, situado em Nazaré da Mata, município onde reside e trabalha. Entre suas publicações encontram-se textos em antologias, como Inquebrável: Estelita para cima (Mariposa Cartonera, 2014), a coletânea 1 (Publique-se!, Livrinho de Papel Finíssimo, 2015), e o livro solo Papel de pegar mosca (Porta Aberta, 2016). Atualmente se dedica à criação do selo Vão! Edições e Publicações Independentes.</p>
<div id="attachment_59587" aria-labelledby="figcaption_attachment_59587" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Valeria Vieira</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/amancio_valeria-vieira.png"><img class="size-medium wp-image-59587" alt="Valeria Vieira" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/amancio_valeria-vieira-607x425.png" width="607" height="425" /></a><p class="wp-caption-text">Amâncio Siqueira</p></div>
<p><strong>Amâncio Siqueira</strong> nasceu em Afogados da Ingazeira e mora em Garanhuns. Aficionado por livros, acalenta a ilusão de que existem aqueles que ainda não foram escritos e tenta escrevê-los. Entre tais tentativas, teve publicada a novela Quebra Cabeças, em 2014.</p>
<div id="attachment_59591" aria-labelledby="figcaption_attachment_59591" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/walter-costa_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59591" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/walter-costa_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Walter Cavalcanti Costa</p></div>
<p><strong>Walter Cavalcanti Costa</strong> é doutorando em Teoria da Literatura (PPGL/UFPE). A maior parte de sua formação foi realizada na UPE/Mata Norte, com graduação em Licenciatura em Letras, especialização lato sensu em Literatura Brasileira e Mestrado Profissional em Educação (PPGE/UPE). Recifense, nascido em 1989, é professor do quadro da rede pública de ensino de Pernambuco. Na escrita, realizou publicações acadêmicas em diversas revistas científicas. Publicou Entressafra 89 (2011), livro de poemas e contos que também ganhou curta-metragem, e Marlinda: Em diálogo de amor às suas cidades (2017), livro infanto-juvenil incentivado pelo Funcultura, em parceria com Milca de Paula.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>SERVIÇO<br />
</strong></span><strong>Lançamento dos livros vencedores do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura </strong><strong><br />
</strong>Quinta-feira, 26 de abril | 19h<br />
Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa, 960, Graças &#8211; Recife)</p>
<p>Valor de cada livro: R$ 20,00</p>
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		</item>
		<item>
		<title>SLAM das MINAS PE terá edição especial no Teatro Arraial Ariano Suassuna</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Mar 2018 13:51:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias O SLAM das MINAS PE, batalha de poesia falada e protagonizada exclusivamente por mulheres, terá uma edição especial neste mês março em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado na próxima quinta-feira (8). O encontro poético está marcado para o dia 15 deste mês, também uma quinta-feira, no Teatro Arraial Ariano Suassuna, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_58274" aria-labelledby="figcaption_attachment_58274" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/39679373905_6da57d079a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58274 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/39679373905_6da57d079a_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Em Pernambuco, o SLAM das MINAS nasceu há um ano, em agosto passado, e de acordo com Patrícia Naia, uma das fundadoras do SLAM local, já está bem articulado com outros estados, como Ceará, Bahia e São Paulo</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Marcus Iglesias</strong></p>
<p>O<a href="https://www.facebook.com/slamdasminaspe/" target="_blank"><strong> SLAM das MINAS PE</strong></a>, batalha de poesia falada e protagonizada exclusivamente por mulheres, terá uma edição especial neste mês março em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado na próxima quinta-feira (8). O encontro poético está marcado para o dia 15 deste mês, também uma quinta-feira, no Teatro Arraial Ariano Suassuna, com entrada gratuita. Já as mulheres que tiverem interesse em participar da batalha de versos devem se inscrever num <strong><a href="https://goo.gl/Ypui47" target="_blank">formulário disponível na internet</a></strong>.</p>
<p>Como premiação, as vencedoras levarão para casa kits de livros de autores e autoras pernambucanos, premiados nas últimas edições do Prêmio Pernambuco de Literatura ou produzidos com incentivo do Funcultura. Esta edição é realizada pela Secretaria de Cultura de Pernambuco e a Fundarpe, através da Coordenadoria de Literatura, em parceria com o SLAM das MINAS PE.</p>
<div id="attachment_58273" aria-labelledby="figcaption_attachment_58273" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/25703653007_4ec77d6b6a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58273 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/25703653007_4ec77d6b6a_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Além de organizar batalhas, o SLAM das MINAS PE é também um coletivo de poetas que fazem intervenções, levando a voz das mulheres em forma de poesia em suas distintas vivências</p></div>
<p style="text-align: left;">Em Pernambuco, o movimento é encabeçado por algumas mulheres, como as poetas Patrícia Naia, criadora da versão pernambucana do SLAM das MINAS, e Bell Puã, vencedora da etapa nacional do SLAM, que em maio viaja à França para representar o Brasil na etapa mundial da competição, a SLAM POETRY, a copa do mundo da poesia falada, marcada para acontecer entre os dias 6 e 14 citado mês.</p>
<p><em>“Esta edição no Teatro Arraial Ariano Suassuna será a segunda do SLAM das MINAS 2018 no estado e tem como objetivo conseguir apoios para a ida de Bell Puã à França. Quando fomos a São Paulo para a final da etapa nacional do SLAM, percebemos a importância de estar ao lado dela. Não é simplesmente chegar e recitar. Há todo um preparo antes, uma produção técnica que não estávamos acostumadas e que queremos ter na ida à França”,</em> conta Patrícia Naia, que também é graduanda em Letras pela UFPE, professora e poeta.</p>
<div id="attachment_58275" aria-labelledby="figcaption_attachment_58275" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40531616742_b084551f63_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58275 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40531616742_b084551f63_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A poeta Bell Puã também milita no Coletivo Afronte, desenvolvendo atos e atividades de conscientização racial em seu estado.</p></div>
<p style="text-align: left;">Pernambucana, poeta slamer, vencedora do SLAM BR 2017, Bell Puã explica que na França, assim como foi em São Paulo, na final nacional do SLAM das MINAS, ela irá recitar seis poesias autorais. <em>“Como uma das que eu apresentei na capital paulista falava muito de Pernambuco, não sei se eles entenderiam o contexto lá fora. Então fiz uma poesia inédita para a ocasião”,</em> detalha Bell Puã, que também bacharel em História pela UFPE, e mestranda pelo PPGH.</p>
<p>Em Pernambuco, o SLAM das MINAS nasceu há um ano, em agosto passado, e de acordo com Patrícia Naia já está bem articulado com outros estados, como Ceará, Bahia e São Paulo. <em>“A gente queria entender como era que elas funcionavam, os métodos, e fomos seguindo o fluxo e construindo nossa história”,</em> revela Patrícia Naia.</p>
<p>Além de organizar batalhas, o SLAM das MINAS PE é também um coletivo de poetas que fazem intervenções, levando a voz das mulheres em forma de poesia em suas distintas vivências. O formato dialoga com uma tendência mundial do fazer literário contemporâneo, promovendo um espaço de fala para mulheres e a ocupação dos espaços públicos da cidade com arte e cultura.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
<em>Edição especial da SLAM das MINAS PE | Mês da Mulher</em><br />
15 de março (quinta-feira) | 19h<br />
Teatro Arraial Ariano Suassuna<br />
Gratuito | Inscrições para a batalha no link: <strong><a href="https://goo.gl/Ypui47" target="_blank">https://goo.gl/Ypui47</a></strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Escolas da Mata Norte participam do último Outras Palavras de 2017</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Dec 2017 19:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Por Marcus Iglesias O Outras Palavras, política pública que tem possibilitado às escolas públicas de Pernambuco um elo necessário entre a cultura e a educação, fechou com chave de ouro o ano de 2017, nesta última quinta-feira (21), com uma edição realizada na Gerência Regional de Educação de Nazaré da Mata. A ocasião contou com [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56595" aria-labelledby="figcaption_attachment_56595" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338910445_0a8e654d54_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56595 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338910445_0a8e654d54_k-607x386.jpg" width="607" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">A cirandeira Lia de Itamaracá cantou ao fim da apresentação clássicos como Essa ciranda é minha e Lia de Itamaracá</p></div>
<p style="text-align: right;"> Por Marcus Iglesias<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>O</strong><strong> Outras Palavras</strong>, política pública que tem possibilitado às escolas públicas de Pernambuco um elo necessário entre a cultura e a educação, fechou com chave de ouro o ano de 2017, nesta última quinta-feira (21), com uma edição realizada na Gerência Regional de Educação de Nazaré da Mata. A ocasião contou com a presença dos poetas Joseilson Ferreira e Chico Pedrosa, e da Patrimônio Vivo de Pernambuco e cirandeira Lia de Itamaracá, e a presença de alunos e professores de dez escolas da região.</p>
<p>A professora Maria Aparecida Ferreira, representando a GRE Mata Norte, falou da honra de ter recebido o projeto mais uma vez na Mata Norte. <em>“Já estamos nessa amizade há um tempo. O Outras Palavras passou por aqui por Timbaúba, Goiana, Condado, Carpina e hoje abrimos nossa casa, em Nazaré da Mata, para receber com muita alegria esta iniciativa que tem verdadeiramente a missão de levar cultura, conhecimento e cidadania para as escolas”,</em> agradeceu a gestora.</p>
<div id="attachment_56594" aria-labelledby="figcaption_attachment_56594" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352848237_79666a72dc_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56594 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352848237_79666a72dc_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">De acordo com Antonieta Trindade, gestora do Outras Palavras, o projeto já atingiu quase 500 escolas da rede pública de Pernambuco</p></div>
<p>Também professora, atualmente aposentada, a vice-presidente da Fundarpe falou em nome da Secretaria de Cultura e Fundarpe sobre a parceria realizada com a GRE Mata Norte em 2017. <i>“Nós é quem agradecemos por essa parceria, e este apoio é fundamental para que o Outras Palavras concretize seu objetivo de levar para a escola pública o que há de melhor na nossa produção literária e cultural em Pernambuco. Garantir a vocês que fazem parte do ambiente escolar o acesso a este conhecimento&#8221;.</i></p>
<p><i>“Escolhemos as duas últimas edições do ano para realizar nas GREs que mais nos apoiaram, que foram a Mata Sul e a Mata Norte. A ideia é fechar com chave de ouro e garantir que em 2018 a gente possa continuar circulando pelas regiões do estado, garantindo o conhecimento pra que vocês possam assumir o protagonismo na vida social”,</i> prometeu Antonieta Trindade.</p>
<div id="attachment_56597" aria-labelledby="figcaption_attachment_56597" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338920705_0497b4759c_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56597 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338920705_0497b4759c_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Alunos de dez escolas da Mata Norte do estado participaram da última edição do Outras Palavras em 2017</p></div>
<p>Participaram do encontro as escolas Agamenon Magalhães e Erem Dr. Walfrefo Luiz Pessoa de Melo (Tracunhaém); Erem Jaime Coelho e Escola Laurindo Gomes (Buenos Aires); Escola Dom Carlos Coelho, Escola Don Vieira, Escola Dom Ricardo Vivela, Erem Maciel Monteiro, Escola Capitão Plínio e Escola de Aplicação Professor Chaves (Nazaré da Mata).</p>
<p><i>“Vou começar a conversa com Chico Pedrosa, que tem uma dedicação enorme à poesia matuta, tão nordestina e sertaneja. Ele é da cidade de Guarabira, mas adotou Pernambuco como terra. O que a gente pode falar dessa grandeza do Nordeste, e ter uma poesia uma literatura tão própria?”,</i> provocou o mediador do encontro, o jornalista e cineasta Marcos Henrique Lopes. <i>“O que o Nordeste representa para nós é aquilo que as outras regiões do país jamais representarão: a nossa cultura, nosso entra e sai, nosso dia a dia, nosso conhecimento e nossas tradições. O Nordeste é o reinado dos poetas populares. Aqui nasceram os grandes, nomes como Pinto Monteiro, Lourival Batista. José Alves Sobrinho, Canhotinha, uma infinidade de poetas repentistas”, </i>respondeu Chico Pedrosa.</p>
<div id="attachment_56593" aria-labelledby="figcaption_attachment_56593" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352846767_678b41feb5_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56593 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352846767_678b41feb5_k-607x484.jpg" width="607" height="484" /></a><p class="wp-caption-text">Chico Pedrosa, além das conversou, recitou várias poesias suas, como Jesus no Xadrez, uma de suas mais conhecidas</p></div>
<p>Questionado por um aluno sobre qual poeta mais o inspirado, Chico Pedrosa foi categórico: <i>“O maior poeta é o que mais me inspirou foi Zé da Luz”,</i> disse o mestre, que tem cinco livros publicados (o sexto está sendo preparado), nove CDs, quatro DVDs e por ai afora outras coisas, como trabalhos que viraram espetáculos teatrais na Espanha e Portugal.</p>
<p>Quando o microfone passou para Joseilson Ferreira, o escritor se adiantou em falar primeiramente da honra de estar ao lado de dois ídolos seus.<i> “Eu estava pensando ontem em casa que esse momento aqui seria mais de tietagem minha, porque sou muito fã de Lia e de Chico. Interessante que são duas culturas diferentes que de certa forma acompanharam minha formação. A literatura de cordel, com o poeta, e em relação à Lia, no final das festas, a gente cantava a ciranda de Lia. Isso é um resgate da minha infância”</i>.</p>
<div id="attachment_56591" aria-labelledby="figcaption_attachment_56591" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352846237_06964fc6d0_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56591 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352846237_06964fc6d0_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;“Eu estava pensando ontem em casa que esse momento aqui seria mais de tietagem minha, porque sou muito fã de Lia e de Chico&#8221;, brincou o escritor Joeilson Ferreira</p></div>
<p>Joseilson Ferreira já participou de outras edições do Outras Palavras por conta do seu livro de poesias <strong>Discursos e Anatomias</strong>, vencedor da primeira edição do Prêmio Pernambuco de Literatura.<em> </em>Durante a conversa, ele revelou que a obra tem mais de 20 anos de idade, e que é resultado de um trabalho de conclusão de curso. <i>“Em 1994 uma aluna da faculdade de Nazaré da Mata fez uma monografia de Pós-graduação em Literatura falando sobre esse livro, que já estava em nascimento. Acho que naquela época eu tinha 20% dele pronto, mas já naquele ano ele conquistou uma menção honrosa do Prêmio Ladjane Bandeira de Literatura, um importante prêmio que existia no estado. De lá pra cá fui refazendo o livro, moldando, até que cheguei com ele mais maduro no Prêmio Pernambuco de Literatura”.</i></p>
<p><em>“Esse livro eu fiz no estilo de João Cabral de Melo Neto e fiz em homenagem a Passira. Na leitura do livro vocês vão identificar muito o estilo cabralino, que foi onde se debruçou essa pesquisa realizada em 1994”, </em>detalhou<em>.<br />
</em></p>
<div id="attachment_56598" aria-labelledby="figcaption_attachment_56598" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338924045_24422f427e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56598 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338924045_24422f427e_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo do estado, falou da sua trajetória com a música e com a cultura popular pernambucana</p></div>
<p>A cirandeira de 73 anos, Patrimônio Vivo de Pernambuco, Lia de Itamaracá contou como começou seu envolvimento com a cultura popular e arte, aos 12 anos. <i>“Na minha família ninguém cantam ninguém dança, não sabem nem pra onde vai. Só quem nasceu com esse dom de cantar fui eu. Eu não sou só uma cantora, sou também uma merendeira. Fui merendeira de uma escola estadual que fica na Ilha, já estou aposentada, graças a Deus, mas a lembrança das crianças não sai da minha cabeça. Eu fazia aquela merenda com amor, dignidade, e hoje eu encontro com os meninos e meninas tudo mais velhos, casados, com filhos. Até hoje passam por mim na praia e falam comigo com o maior carinho”,</i> contou a mestra.<i><br />
</i></p>
<p><i>“Viajo bastante levando nossa cultura pra todo o país, não quero ficar aqui só em Pernambuco, quero levar nossa cultura para o mundo. Eu sou Lia, e pra mim é muito importante apresentar minha música por ai. Já são três CDs, participação em filmes, como Recife Frio, e novelas de TV, como Riacho Doce. Afinal, eu sou Lia, né? Ai mamãe!”, </i>brincou a cirandeira, com aquele seu sorrisão no rosto, para em seguida se apresentar com seu grupo e fazer o que sabe fazer de melhor: cantar ciranda e colocar as pessoas pra dançar.</p>
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		<title>Outras Palavras promove recital, debate literário e roda de coco em Igarassu</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Dec 2017 16:28:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_55915" aria-labelledby="figcaption_attachment_55915" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24019740817_b7c6c7b50c_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55915 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24019740817_b7c6c7b50c_k-607x432.jpg" width="607" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Atualmente é uma das coquistas mais prestigiadas de Pernambuco, Aurinha do Coco levou sua voz forte e afinada para o Outras Palavras</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>O <b>Outras Palavras</b> foi até o município de Igarassu, na última quarta-feira (6), para realizar o que sabe fazer de melhor: a integração entre a cultura e a educação de uma forma simples e genuína, trazendo para perto dos alunos da rede pública uma série de mestras e mestres da cultura popular, além de jovens escritores premiados. Nesta edição, que aconteceu numa parceria com o IPHAN de Igarassu, no Sítio Histórico, o projeto contou com a presença do escritor vencedor do Prêmio Pernambuco de Literatura, Camillo José, natural de Igarassu, e da coquista Dona Aurinha do Coco, de Olinda.</p>
<p>Estudantes de duas escolas da região, a Escola Desembargador Carlos Xavier e a Escola Santos Cosme Damião, estavam presentes no encontro, que começou com um recital de poesias feito por alunos da Escola Des. Carlos Xavier e coordenados pela pedagoga e coordenadora da biblioteca da instituição, Ilka Nóbrega.</p>
<div id="attachment_55924" aria-labelledby="figcaption_attachment_55924" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997938005_1e02d8385e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55924 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997938005_1e02d8385e_k-607x417.jpg" width="607" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Recital foi feito por jovens alunos da sexta série de Escola Desembargador Carlos Xavier, de Igarassu</p></div>
<p>No recital, quatro jovens alunos da sexta série recitaram poesias de autores como Clarice Lispector (<b>Não te amo mais</b>), Manuel Bandeira (<b>Cantiga de amor</b>), de Bráulio Bessa (<b>Amor ideal</b>) e João Cabral de Melo Neto (<b>Os três mal amados</b>). Em seguida, como o sarau envolve poesia e música, a aluna Sandy cantou a canção <b>Eu sei que vou te amar</b>, de Tom Jobim. <i>“Eu faço parte da Academia Igarassuense de Cultura e Letras, e participei uma vez de um sarau feito por estudantes que me encantou bastante. Na hora pensei: ‘São alunos, da mesma forma que temos na Carlos Xavier’, e em junho convidei os alunos e começamos a ensaiar. Desde agosto estamos nesse estudo, se encontrando uma vez por semana”,</i> detalhou Ilka Nóbrega.</p>
<div id="attachment_55918" aria-labelledby="figcaption_attachment_55918" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013339068_19e18ff046_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55918 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013339068_19e18ff046_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Como sarau também envolve música, a estudante do Ensino Médio, Sandy, foi chamada para cantar uma canção de Tom Jobim</p></div>
<p>O diretor da Escola Carlos Xavier, Rubem Mesquita, fez uma fala sobre a vontade de se construir uma escola pública de qualidade. <i>“Quando nós chegamos nesta instituição há pouco mais de um ano, viemos com o compromisso de trabalhar em parceria com a comunidade, acreditando que educação e a escola não é somente o currículo escolar, e sim trabalhar com temas transversais. Transformar o novo olhar da educação. A Carlos Xavier estava entre os últimos colocados no ranking e recebemos este ano a informação que fomos a escola que mais evoluiu na GRE Metro Norte, porque temos uma equipe compromissada com esse ideal. Subimos 79 posições de um ano pra cá”,</i> comemorou o diretor.</p>
<div id="attachment_55923" aria-labelledby="figcaption_attachment_55923" class="wp-caption img-width-545 aligncenter" style="width: 545px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997929565_7296f03f02_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55923 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997929565_7296f03f02_k-545x486.jpg" width="545" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Nosso compromisso é trabalhar em parceria com a comunidade, acreditando que educação e a escola não é somente o currículo escolar, e sim trabalhar com temas transversais. Transformar o novo olhar da educação&#8217;, disse Rubem Mesquita, diretor da Escola Des. Carlos Xavier</p></div>
<p>Mediado por Márcia Branco, a conversa com o escritor Camillo José foi uma das emocionantes participações dele no <strong>Outras Palavras</strong>. Talvez por falar tanto em games, desenhos animados ou filmes infantis, talvez pela própria juventude latente, Camillo consegue se aproximar bastante dos estudantes, uma questão de identificação. <i>“Ele é uma pessoa gigante, que lê muita coisa de vários assuntos diferentes e tem uma dinâmica impressionante. Eu queria que você falasse um pouco como leva isso nos seus textos”,</i> perguntou Márcia.</p>
<div id="attachment_55920" aria-labelledby="figcaption_attachment_55920" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997913115_8b021e6d8b_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55920 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997913115_8b021e6d8b_k-607x417.jpg" width="607" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Camillo José, natural de Igarassu, é um dos escritores vencedores do Prêmio Pernambuco de Literatura, com o livro &#8216;A Dakimatura Flutuante&#8217;</p></div>
<p><i>“Infelizmente a literatura ainda é uma modalidade artística muito conservadora. Na música, por exemplo, existe o sampler e o remix, que é tocar a canção de outra forma, ou transformar em outra. E isso é um experimento imenso. Eu já ouvi música que era uma batida de funk feita com Beethoven. Na literatura ainda fica muito aquela coisa batida, quadrada. A tentativa de escrever para além do agora está muito na possibilidade de você assumir que vive uma geração que inevitavelmente está em conflito com outras gerações antigas, mas que por meio desse atrito criam coisas completamente inimagináveis. Eu, por exemplo, passei pela virada do milênio, e me lembro que se dizia que o mundo ia acabar. A gente até largou mais cedo da escola para ver o fim do mundo com a família”,</i> disse Camillo, sob gargalhadas dos alunos.</p>
<p><i>“A gente está vivendo o futuro, mas tem várias coisas antigas voltando, que é o conceito de vapor wave, hoje você escuta uma música, amanhã outra, é tudo muito rápido. Eu vim de uma geração que olhava para o futuro e ao mesmo tempo em contato com a família e os mais velhos. A literatura que eu tento escrever está sempre situada nessa mistura entre o moderno e as influências de tudo que vivi na infância”,</i> revelou o escritor.</p>
<div id="attachment_55917" aria-labelledby="figcaption_attachment_55917" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013327608_1aee69ec07_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55917 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013327608_1aee69ec07_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;“A gente tem esse preconceito com o que o jovem gosta de fazer e não percebe que quem ele é hoje fruto de tudo aquilo que consumiu na vida inteira&#8221;, refletiu Camillo sobre suas inspirações</p></div>
<p>Sobre as suas inspirações, Camillo adentrou no mundo das memórias afetivas, um universo que parece ser sua fonte inesgotável de criatividade. <i>“É muito marcante você ter toda essa memória afetiva das coisas. Eu lembro que passava na TV o filme <b>Lambada, o ritmo proibido</b>, e eu achava que realmente era um ritmo proibido. E quando meus pais ouviam lambada no carro de som eu ficava escondido na janela com medo da polícia chegar”, contou aos risos. “Eu cresci com essa ingenuidade, mas é muito importante esse tipo de experiência porque faz você criar uma relação sincera com o mundo”,</i> opinou.</p>
<div id="attachment_55922" aria-labelledby="figcaption_attachment_55922" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997925695_d996cd4336_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55922 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997925695_d996cd4336_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Na conversa, Camillo também falou sobre como foi participar do Prêmio Pernambuco de Literatura, suas memórias afetivas e o universo lúdico que construiu a partir disso</p></div>
<p style="text-align: left;"><i>“A gente tem esse preconceito com o que o jovem gosta de fazer e não percebe que quem ele é hoje fruto de tudo aquilo que consumiu na vida inteira. Eu vim de uma geração que a gente brincava na rua, mas a gente só ia depois de assistir a todos os desenhos da TV. E todo esse universo me inspirou muito. Você aprende a valorizar uma amizade e lidar com as diferenças assistindo ao <strong>Harry Potter</strong>, por exemplo. Eu não tenho vergonha de dizer que muito da minha educação eu aprendi com esse universo, e não com a família. Era uma série de coisas que me influenciavam a ponto de dizer que nós jovens temos isso e ninguém vai conseguir tirar. É muito importante ter esse tipo de consciência”, </i>concluiu o escritor.</p>
<p>Márcia comentou que Camillo José, nas suas próprias palavras, foi muito influenciado pela literatura surrealista do escritor paulistas Roberto Piva, e quis saber um pouco mais sobre este assunto. <i>“Eu lembro que na faculdade eu peguei um livro dele e quando li pela primeira vez foi uma coisa muito forte, porque trata justamente da imagética, quando o poema não necessariamente tem um significado, mas tem uma imagem tão forte que você se sente completo, mesmo que aquilo não faça sentido. E os poemas do Roberto Piva tem muito disso. Ele incentiva que você não tenha piedade diante do leitor, nem se preocupe com o que os outros vão achar,  e sim provocar uem for lê-lo e que o leitor tenha seu texto como um mosaico”.</i></p>
<p>Sobre o Prêmio Pernambuco de Literatura, que Camillo José venceu na quarta edição com o livro <b>A Dakimatura Flutuante</b>, seu segundo livro de poesias, o escritor deu dicas aos alunos que tenham em mente um dia escrever uma obra literária. “<i>Eu me estimulei a enviar o meu porque eu via pessoas que eu conhecia fazendo o mesmo. Se eles podem, eu posso também. A inscrição é gratuita, e por e-mail, então se tiver alguém aqui que escreve, tenta. Não vai perder nada. Se você for uma pessoa ansiosa como eu, talvez fique um pouco angustiado, mas vai ter a consciência tranquila de que tentou. É uma iniciativa muito importante, não só pra descobrir outras pessoas, mas pra você se descobrir ali dentro. As inscrições do próximo, que agora se chama <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/editais/vi-premio-hermilo-borba-filho-de-literatura/">Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura</a>, estão abertas. Leiam o edital que as informações estão todas lá”,</i> sugeriu Camillo.</p>
<div id="attachment_55916" aria-labelledby="figcaption_attachment_55916" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013323388_6a5db22a15_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55916 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25013323388_6a5db22a15_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Um dos participantes do recital, Alan Mateus, de 11 anos, disse que um dia quer escrever um livro sobre sua história e quis saber de Camillo qual a sensação de publicar uma obra literária</p></div>
<p style="text-align: left;">Alan Mateus, de 11 anos, e um dos participantes do recital feito pelos alunos da sexta série da Escola Des. Carlos Xavier, conta que tem um <a href="https://www.youtube.com/channel/UCfiyGo4Eds_2M1bVqB6NE6Q" target="_blank">canal no Youtube</a>, no qual vai falar sobre suas aventuras, e disse que tem o sonho de um dia escrever um livro contando sua história. Em seguida, quis saber de Camillo como é publicar um livro, qual a sensação que ele teve ao ter o trabalho pronto. “<i>Eu fico muito feliz com a tua iniciativa, eu espero que você faça o seu livro. A sensação que eu tive eu geralmente uso um exemplo que é um detalhe do <strong>Harry Potter</strong>, que é a Horcrux. Existe um vilão chamado Voldemort que fez uma magia que era necessário destruir antes sete coisas, que eram as Horcrux, para poder então destruir ele. Eu tento levar esse exemplo pro bem no sentido de que pra mim cada livro que eu faço é como um objeto desses e você se torna imortal de alguma forma”.</i></p>
<div id="attachment_55925" aria-labelledby="figcaption_attachment_55925" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38169044394_10deb23ca3_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55925 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38169044394_10deb23ca3_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Depois da conversa com Camillo José, os estudantes dançaram coco de roda sob a voz de Aurinha do Coco, uma das coquistas mais importantes de Olinda</p></div>
<p>Depois do debate literário, foi a vez dos jovens estudantes conhecerem de perto uma das coquistas mais importantes de Amaro Branco, em Olinda. Áurea da Conceição de Assis Souza, mais conhecida como Aurinha do Coco, começou a carreira cantando no Coral São Pedro Mártir e o Madrigal do Recife, para depois integrar por dez anos o grupo de Selma do Coco, como vocalista.</p>
<p>Atualmente é uma das coquistas mais prestigiadas de Pernambuco, dona de uma voz forte e afinada. Já tocou em diversas partes do Brasil, participando de eventos importantes como o PercPan (BA) e o Abril Pro Rock (PE). Cantora, compositora, já gravou e cantou com Alceu Valença, Naná Vasconcelos, Lia de Itamaracá, Ferrugem, entre outros.</p>
<div id="attachment_55926" aria-labelledby="figcaption_attachment_55926" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38169040714_ec5dc02372_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55926 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38169040714_ec5dc02372_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Aurinha do Coco conversou sobre sua trajetória artística, a influência de Dona Selma do Coco na sua vida e outros detalhes da carreira</p></div>
<p><i>“Minha trajetória começou na música erudita, e quando meu maestro me viu cantar ele endoidou. Foi quando conheci Dona Selma do Coco (</i>Patrimônio Vivo de Pernambuco,<i> in memoriam), e me casei com seu filho. No primeiro CD de Selma, eu gravei com ela, sapateando e quebrando todos os chinelos. Ela ficava pau da vida comigo&#8221;, relembrou. &#8220;Cantei por esse meio de mundo. Aquela Festa da Lavadeira quem primeiro cantou foi Selma com a gente, não tinha aquela danação de grupos. Era a gente e um caboclo de lança, que vinha lá das brenha para festa”,</i> disse a coquista.</p>
<p><i>“Essa parceria que eu tinha com Selma foi uma coisa muito importante na minha carreira. E ela cresceu, e eu me senti na necessidade de mostrar o meu trabalho e cantar sozinha, na década de 90”,</i> disse Aurinha, para em seguida fazer uma homenagem à mestra, cantando uma das mais conhecidas músicas de Selma do Coco, <b>A rolinha</b>.</p>
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<p>Aurinha do Coco falou também sobre suas composições próprias e citou uma que está no seu segundo CD, <b>Seu Grito</b> (2011), que dá nome ao disco. <i>“Uma amiga minha tinha acabado o noivado e estava com a gente num clube, quando de repente cismou que tinha que ir embora. E no caminho de volta pra casa ela encontrou com o ex-noivo, que perguntou a ela se ela voltaria com o noivado. Ela disse que não, e ele puxou o revólver e a assassinou. Na época do ocorrido nós fomos participar de um evento na Prefeitura de Olinda sobre violência contra a mulher, e eu ainda em choque com aquilo tudo sentei na última cadeira do teatro e pedi a Deus uma iluminação, pra que eu pudesse compor a música em homenagem a minha amiga. Foi quando ouvi atrás de mim ‘Seu grito silenciou’. Ouvi alto, peguei o papel e a caneta e saiu esse coco aqui: Seu grito silenciou</i><i> </i><i>/ Lá no alto de Olinda / Era uma mulher tão linda / que a natureza criou / ela foi morta no meio da madrugada / com um tiro de espingarda / pela mão do seu amor’”, cantou, emocionando toda a plateia.<br />
</i></p>
<div id="attachment_55919" aria-labelledby="figcaption_attachment_55919" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997911915_1405441740_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55919 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/37997911915_1405441740_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu digo que o Outras Palavras é uma forma de resistência. Possibilitar aos filhos das trabalhadoras e trabalhadores o acesso ao conhecimento, que a gente também pode sonhar e desejar muito mais da vida&#8221;, disse Antonieta Trindade, gestora do projeto e vice-presidente da Fundarpe</p></div>
<p>A gestora do <b>Outras Palavras</b> e vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, falou do prazer de estar com o projeto em Igarassu porque foi ali que seu pai nasceu e onde viveu toda a sua infância. <i>“É sempre encantador a gente ter a oportunidade de conversar com Camillo, que é um jovem escritor premiado, daqui de Igarassu, o que é um estímulo pra nossa juventude. Por isso que eu digo que esse projeto é uma forma de resistência. Possibilitar aos filhos das trabalhadoras e trabalhadores o acesso ao conhecimento, que a gente também pode sonhar e desejar muito mais da vida. Quem sabe em breve, eu bem velhinha, não leve o Alan Mateus com seu livro pra conversar com os estudantes”,</i> brincou Antonieta, se colocando à disposição a voltar à Igarassu em 2018. Em seguida, a gestora entregou ao diretor Rubem Mesquita um kit com livros de escritores premiados no Prêmio Pernambuco de Literatura para a biblioteca da escola.</p>
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