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	<title>Portal Cultura PE &#187; Raul Córdula</title>
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		<title>Centro Cultural Eufrásio Barbosa inaugura nova exposição</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Aug 2019 14:16:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Centro Cultural Eufrásio Barbosa, em Olinda, inaugura, na próxima quarta-feira, (14), às 19h, a exposição “Olinda, a cidade dos artistas”. Ocupando duas salas, a mostra é composta por cerca de 20 obras de artistas que participaram ativamente da criação cultural de Olinda a partir de 1960. Entre os artistas nomes como Humberto Magno, Iza [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Centro Cultural Eufrásio Barbosa, em Olinda, inaugura, na próxima quarta-feira, (14), às 19h, a exposição “Olinda, a cidade dos artistas”. Ocupando duas salas, a mostra é composta por cerca de 20 obras de artistas que participaram ativamente da criação cultural de Olinda a partir de 1960. Entre os artistas nomes como Humberto Magno, Iza do Amparo, Petrônio Cunha, Tereza Costa Rego, entre outros, terão suas obras expostas no Centro Cultural.</p>
<p>Com a curadoria do artista plástico, Raul Córdula, a exposição vem para suceder as duas primeiras exposições que aconteceram no Eufrásio, que tratavam sobre o Movimento da Ribeira e a obra pictórica de Tânia Carneiro Leão.</p>
<div id="attachment_70788" aria-labelledby="figcaption_attachment_70788" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/maria-duda-belem-raul-cordula-foto-divulgação.jpg"><img class="size-medium wp-image-70788" alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/maria-duda-belem-raul-cordula-foto-divulgação-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A coordenadora do Centro cultural Mercado Eufrásio Barbosa, Maria Duda Belém, e o curador Raul Córdula comandam a nova exposição do espaço</p></div>
<p><em>&#8220;Esta série de exposições da qual “Olinda, a Cidade dos Artistas”, faz parte do projeto que pretende mostrar a arte moderna em Olinda. São obras que representam de meio século de presença no seu Sítio Histórico, dos artistas plásticos, principalmente, e músicos, atores, fotógrafos, cineastas, escritores que fazem daqui uma cidade especial&#8221;</em>, afirma o curador, Raul Córdula.</p>
<p>A exposição ficará em cartaz por tempo indeterminado, e poderá ser visitada gratuitamente entre terça e sábado, das 9h às 17h.</p>
<p><strong>// Olinda, a cidade dos Artistas //</strong><br />
Amélia Couto, Antônio Mendes, Antônio Paes, Ismael Caldas, José Carlos Viana, José Cláudio, José de Moura, Marcelo Peregrino, Humberto Magno, Paulo do Amparo, Iza do Amparo, Jairo Arcoverde, Bety Gatis, Leonardo Arcoverde, Liliane Dardot, Luciano Pinheiro, Marcelo Pereguino, Mané Tatu, Petrônio Cunha, Rayana Rayo, Samico, Zé Carlos e Zé Tavares.</p>
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		<title>Mostra revela legado desconhecido do artista pernambucano Hugo de Paula</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2016 19:34:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais de 200 peças do artista pernambucano Hugo de Paula, nascido no município de Bom Jardim, ocupam a Galeria Janete Costa, no Parque Dona Lindu, no Recife. A mostra ‘Hugo de Paula: Visões do Povo Brasileiro’, que resgata a obra do artista pernambucano e apresenta de maneira inédita no estado seus desenhos e pinturas, segue [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_41202" aria-labelledby="figcaption_attachment_41202" class="wp-caption img-width-597 aligncenter" style="width: 597px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/hugo-de-paula-desenho-2.jpg"><img class="size-full wp-image-41202 " alt="hugo de paula - desenho 2" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/hugo-de-paula-desenho-2.jpg" width="597" height="485" /></a><p class="wp-caption-text">A mostra ‘Hugo de Paula: Visões do Povo Brasileiro’ apresenta mais de 200 peças do artista pernambucano, entre desenhos e telas</p></div>
<p>Mais de 200 peças do artista pernambucano Hugo de Paula, nascido no município de Bom Jardim, ocupam a Galeria Janete Costa, no Parque Dona Lindu, no Recife. A mostra <a href="http://hugodepauladesenho.wixsite.com/arte" target="_blank">‘Hugo de Paula: Visões do Povo Brasileiro</a>’, que resgata a obra do artista pernambucano e apresenta de maneira inédita no estado seus desenhos e pinturas, segue aberta ao público até o dia 20 de novembro deste ano. A entrada é gratuita.</p>
<p>A exposição é uma parceria entre Lia Miceli López Lecube e Cleide Rocha de Paula (viúva de Hugo de Paula), o ICEI Brasil e o Instituto Cultural Raul Córdula, e conta com incentivo do Governo  de Pernambuco, por meio do Funcultura. Além da exposição, o projeto tem uma agenda de atividades de arte educação apta para todo tipo de público, inclusive para pessoas com alguma deficiência visual ou auditiva.</p>
<div id="attachment_41203" aria-labelledby="figcaption_attachment_41203" class="wp-caption img-width-577 aligncenter" style="width: 577px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/hugo-de-paula-desenho.jpg"><img class="size-full wp-image-41203 " alt="hugo de paula - desenho" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/hugo-de-paula-desenho.jpg" width="577" height="460" /></a><p class="wp-caption-text">A mostra resgata a obra do artista pernambucano e apresenta de maneira inédita no estado seus desenhos e pinturas</p></div>
<p style="text-align: left;"><em>&#8220;O resgate da obra de Hugo de Paula tem muito a ver com nossa história recente, com o que a arte sofreu e supera durante décadas de luta, criação, silêncio, censura e perseguição. Este artista traz em suas composições essas leituras e vivências, de forma a enriquecer nossa cultura, e nosso conhecimento histórico, político e artístico”</em>, diz Lia Miceli, que realizou a curadoria da exposição ao lado de Raul Córdula, com o acompanhamento de Cleide Rocha de Paula.</p>
<p>Seu legado artístico foi construído a partir da metade da década de 1930 até a primeira década do século XXI, preferindo a princípio o desenho como primeiro esboço da obra, para depois, entre os anos 1974 e 2005, passar para a tela. De acordo com Cleide Rocha de Paula, o desejo de montar essa exposição na capital pernambucana era um sonho antigo. <em>“Eu falava que quando ele não estivesse mais nessa vida, eu saberia o que fazer com as obras. Sempre falei que começaria a mostrar no Recife, pois já tive oportunidade e fiz exposições das obras no  Rio de Janeiro. Ele tinha grande necessidade de expressar o que ele nunca esqueceu: suas raízes, os costumes, o folclore pernambucano, lembranças inesquecíveis como ele mesmo mostrou nos seus desenhos e pinturas&#8221;, revela.</em></p>
<div id="attachment_41204" aria-labelledby="figcaption_attachment_41204" class="wp-caption img-width-602 aligncenter" style="width: 602px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/Sem-título.jpg"><img class="size-medium wp-image-41204 " title="hugo de paula" alt="Sem título" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/10/Sem-título-602x486.jpg" width="602" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A concepção das obras de Hugo seguiu os traços do artista pernambucano, que era reservado, introvertido e discreto</p></div>
<p style="text-align: left;">A concepção das obras de Hugo seguiu os traços do artista pernambucano, que era reservado, introvertido e discreto. Tanto que a obra dele era inédita em Pernambuco e no Brasil, tendo sido exposta apenas três vezes no Rio de Janeiro na década de noventa. Apesar de ser um apreciador de artistas contemporâneos da sua época, como Manuel Bandeira, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Goeldi e Santa Rosa, Hugo de Paula permaneceu dentro de seu próprio estilo, assinando cada obra com seu traço e cunho.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<em>Hugo de Paula: Visões do Povo Brasileiro</em><br />
Galeria Janete Costa (Parque Dona Lindu, Boa Viagem)<br />
Visitação até 20 de novembro de 2016 (Quarta a sexta, das 12h às 20h; Sábado e domingo, das 14h às 20h)<br />
Gratuito</p>
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		<title>Publicação reúne esboços de Raul Córdula</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2015 13:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
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		<description><![CDATA[com informações da Assessoria O artista plástico Raul Córdula lança nesta quarta-feira, 9 de dezembro, seu mais recente livr, intitulado  Esboços/Scketches.  A obra, que contou com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, é composta por um fac-símile do livro de esboços que o artista utiliza há 35 anos, além de um texto de apresentação da jornalista [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 30px; text-align: right;"><em>com informações da Assessoria</em></p>
<div id="attachment_32333" aria-labelledby="figcaption_attachment_32333" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Amelia Couto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/raul-cordula-Por-Amelia-Couto.jpg"><img class="size-medium wp-image-32333" alt="Amelia Couto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/12/raul-cordula-Por-Amelia-Couto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Raul e seu &#8216;livro de artista&#8221;</p></div>
<p>O artista plástico Raul Córdula lança nesta quarta-feira, 9 de dezembro, seu mais recente livr, intitulado <i> <b>Esboços/Scketches</b></i>.  A obra, que contou com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, é composta por um fac-símile do livro de esboços que o artista utiliza há 35 anos, além de um texto de apresentação da jornalista e crítica de arte Olívia Mindêlo.</p>
<p>O livro de esboços de Raul Córdula teve seu início em 1980, quando o autor tinha seu ateliê no Núcleo de Arte Contemporânea da UFPB e contem os projetos originais de suas obras desenhados em papel milimetrado, compreendendo a sua produção de 1980 até o ano de 2015.</p>
<p>Observando seu conteúdo nos últimos anos, Raul percebeu que além de seu caráter didático, esse arquivo físico havia se transformado em um “Livro de Artista”, categoria da arte contemporânea onde o livro é o suporte da obra em vez da obra ser o conteúdo do livro. O “Livro de Artista” se configura na arte contemporânea como o “videoarte”, em que o vídeo é o suporte da obra, a “instalação” em relação ao espaço expositivo, a “performance” em relação ao corpo e a “ocupação” e “intervenção” em relação ao espaço urbano.</p>
<p>Raul explica que: <i>“Com a precariedade do sistema educacional que não prepara o alunado para a compreensão das artes visuais, pensei em publicar este livro com a ideia de esclarecer os processos e os desenvolvimentos de minha arte que considero de difícil compreensão para o público das artes visuais que em nossa região é conservador. Na verdade toda arte para ser compreendida precisa ser explicada, não concordo com a ideia de que arte é para ser, simplesmente, sentida, este conceito é acadêmico, ou melhor, é fruto do pensamento das arcaicas escolas de belas artes. Ademais não se gosta do que não se compreende. </i><i>Mostrando a origem de minhas pinturas posso colocar questões como o conteúdo da arte geométrica que erradamente é confundida com arte decorativa, uma função menor da obra de arte.”</i></p>
<p><b>Esboços/S<i>cketches</i></b> é uma produção do Instituto Cultural Raul Córdula e conta com o incentivo do Funcultura, além do apoio da Jaraguá Produções e da Arte Plural Galeria.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>Serviço</b></span></p>
<p><b>Lançamento de Esboço/Sketchs de Raul Córdula<br />
</b><b>Data: </b>Quarta-feira, 9/12, às 19h<br />
<b>Local:</b> Arte Plural Galeria<br />
<b>Endereço: </b>R. da Moeda, 140 – Bairro do Recife, Recife, PE<br />
<strong>Entrada franca</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>&#8220;Arte não é profissão. Arte é devoção&#8221;, Raul Cordúla</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/arte-nao-e-profissao-arte-e-devocao-raul-cordula/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2015 12:11:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Visuais]]></category>
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		<description><![CDATA[Bruno Souza Encarar a arte como um sacerdócio, que exige esmero e profunda dedicação. É assim que Raul Córdula define o seu ofício. Aos 72 anos, o paraibano, radicado em Olinda desde 1976, teve sua vida e obra revisitadas no livro Poéticas, que será lançado quinta-feira (16), às 19h, na Galeria Arte Plural. De autoria [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_23524" aria-labelledby="figcaption_attachment_23524" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/raul-cordula-foto-lais-domingues-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-23524" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/raul-cordula-foto-lais-domingues-1-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Trajetória do artista paraibano é revisitada no livro <em>Poéticas</em></p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>Encarar a arte como um sacerdócio, que exige esmero e profunda dedicação. É assim que Raul Córdula define o seu ofício. Aos 72 anos, o paraibano, radicado em Olinda desde 1976, teve sua vida e obra revisitadas no livro <i>Poéticas</i>, que será lançado quinta-feira (16), às 19h, na Galeria Arte Plural. De autoria da pesquisadora e curadora de arte Joana D&#8217;Arc Lima, a publicação, dividida em duas partes (e texto bilíngue português-inglês), traz fragmentos que remontam não só à trajetória do Córdula artista, mas do crítico, do curador e do professor de história da arte, assim como sua atuação em movimentos/atividades culturais tanto na Paraíba quanto em Pernambuco, ao longo da segunda metade do (breve e conturbado) século vinte até os dias atuais.</p>
<p>“[Escrever esse livro] foi uma experiência marcada pelo encontro, com muitas falas, imagens, textos. Na impossibilidade de dar conta do todo de uma vida, optamos por um recorte temático que nos permitiu organizar e sistematizar a trajetória artística desse grande intelectual brasileiro. Na primeira parte, vemos as iniciações do artista no mundo das artes e da cultura na Paraíba, seu estado de origem. Ainda nessa seção introdutória, podemos conferir os movimentos realizados por Raul e de suas &#8216;poéticas&#8217; narradas entre a figuração, a abstração e, sobretudo, a abstração geométrica. Tais deslocamentos foram realizados entre idas e vindas, de maneira não linear, pelas paisagens naturais das cidades de João Pessoa, Campina Grande, Recife e Olinda. Já, na segunda, dedicamos-nos a comentar, sumariamente, a série de <a href="http://www.trilhas.iar.unicamp.br/artepostal/artepostal.htm" target="_blank"><strong>arte postal</strong></a> proposta por ele em 1982, batizada de <em>País da Saudade</em>. Essa série, que tem como característica principal a produção coletiva em redes &#8211; que gera a possibilidade de co-autoria, da obra em constante modificação, mobilizou artistas de muitas geografias e permitiu-nos criar um inventário visual e poético da memória e da história cultural e política no Brasil, no período denominado pela historiografia brasileira de redemocratização&#8221;, contou-nos sobre a publicação Joana D’Arc que, atualmente, é diretora da Galeria de Arte Janete Costa e pós-doutoranda em História, na UFPE.</p>
<div id="attachment_23529" aria-labelledby="figcaption_attachment_23529" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Amélia Couto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/Cordula-e-Joana-Darc-Lima-Foto-de-Amelia-Couto-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-23529" alt="Amélia Couto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/Cordula-e-Joana-Darc-Lima-Foto-de-Amelia-Couto-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Joana D&#8217;Arc é a responsável pela edição da publicação</p></div>
<p>Apresentados nos idos anos 2000, durante a realização/organização do Salão Pernambucano de Artes Plásticas, a autora e o pintor mantêm, desde então, uma relação de amizade e profissionalismo. &#8220;Conheci Joana no período que ela tinha ingressado no mestrado e, interessado no seu trabalho como educadora, convidei-a para fazer toda a parte do educativo do Salão. Deu tão certo, que, recentemente, pedi para ela coordenar a edição de <em>Poéticas</em>&#8220;, disse Córdula, que acompanhou diretamente o processo de produção do livro. Além de duas cronologias dos afazeres e dizeres, o livro faz um mapeamento de textos escritos por Raul Córdula e sobre ele, levantados em seu arquivo pessoal, e apresenta trechos de uma série de entrevistas que logo, logo, estará disponível na <a href="https://www.ufpe.br/lahoi/" target="_blank"><strong>internet</strong></a>. Segundo Joana, &#8220;essa é a primeira obra que conta a vivência de mais de 50 anos do pintor/curador paraibano nas artes visuais e que, como tal, teve como fio condutor a própria trajetória artística e poética dele&#8221;.</p>
<div id="attachment_23600" aria-labelledby="figcaption_attachment_23600" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/livro-poeticas-raul-cordula-joana-darc-lima-foto-lais-domingues.jpg"><img class="size-medium wp-image-23600" alt="Laís Domingues " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/livro-poeticas-raul-cordula-joana-darc-lima-foto-lais-domingues-607x397.jpg" width="607" height="397" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Poéticas</em> integra as publicações encartadas pelo Instituto Raul Córdula</p></div>
<p>Aproveitando o lançamento de <em>Poéticas</em>, a equipe do <strong>Cultura.PE</strong> visitou o ateliê/residência de Raul Córdula, na cidade de Olinda, para conhecer mais de perto sua história, seu trabalho e colher suas impressões sobre a arte e todo o universo que a rodeia. Confira a entrevista:</p>
<p><strong>1- O senhor ficou satisfeito com o resultado do livro?</strong><br />
Sou suspeito para falar, porém acredito que o público que se interessa por arte, no geral, vai gostar do conteúdo da publicação. Pois, o livro revela questões do meu trabalho que não são meramente estéticas, isto é, consegue desvendar o olhar poético e filosófico que lanço sobre o mundo exterior e, consequentemente, sobre as coisas ao meu redor, que, por sua vez, pensam/dialogam por si próprios.</p>
<p><strong>2- Num dos trechos da obra, a autora Joana D&#8217;Arc Lima deixa entender que sua relação com o professor e multiartista <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/jomard-muniz-de-britto-ser-contemporaneo-e-atravessar-pontes/" target="_blank">Jomard Muniz de Britto</a> foi fundamental para &#8220;suas futuras escolhas e na produção artística&#8221;. Como é que o senhor o conheceu e de que maneira ele influenciou sua trajetória?</strong><br />
Eu não sei se ele influenciou minha trajetória. Mantenho minhas dúvidas, em relação a isso. Ele influenciou minha vida como ser humano, como um amigo, que se aproxima do outro e que o faz ver as coisas de uma maneira diferente. Porém, eu o conheci em 1958/59. Jomard, assim como eu, era muito jovem &#8211; acho que sou uns dois anos mais novo do que ele (são seis, na verdade). Ele foi dar uma palestra na faculdade de Direito, da UFPB, sobre Carlos Drummond de Andrade, numa época que o poeta ainda era considerado uma vanguarda no Brasil. A partir desse dia, nos tornamos amigos. Logo depois disso, ele se tornou professor da UFPB, onde eu já trabalhava &#8211; dirigia os ateliês livres da Universidade, e nossa amizade ficou mais estreita, como é até hoje. Quando se envolveu com o Tropicalismo, ele lançou o seu segundo manifesto tropicalista<em>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=k5bwOU2K6sM" target="_blank"><strong>Inventário de um Feudalismo Cultural Nordestino</strong></a></em>, numa exposição minha aqui (em Olinda). Essa mostra tinha sido censurada na Paraíba, e foi trazida para cá. Vale dizer que o texto foi lido por Gilberto Gil, que, àquela época, estava por aqui com Caetano Veloso.</p>
<p><strong>3- O senhor teve uma participação bastante atuante na formação e exibição das artes plásticas na Paraíba, nos anos 50/60. Esse período, embora tivesse uma repressão muito forte, foi muito rico no que diz respeito à produção cultural. O que vocês faziam para burlar a censura?</strong><br />
Dos anos 50 para o 60, existia uma efervescência cultural muito forte não só em João Pessoa, como em todo o Brasil. Mas o dia 1º de abril de 1964 pegou todo mundo de surpresa. Nessa época, estava fazendo um mural na Associação Paraibana de Imprensa sobre a morte de <strong><a href="http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=242" target="_blank">Pedro Texeira</a> </strong>- o cabra marcado para morrer, líder da liga camponesa de Sapé (PB), assassinado em 1962, e eu tive que apagar tudo às pressas nesse dia. Não era filiado a nenhum partido político, mas havia em mim (e nos meus companheiros daquele período) um grande engajamento com as questões sociais do país naquele momento. E, de repente, com o Golpe, tudo isso foi cortado. Tornei a minha linguagem hermética para não poder ficar parado e sem trabalhar. Porém, dentro dessa áurea hermética, desse ocultismo da forma, eu comecei a criar outra poética que é essa que eu desenvolvo até hoje, e que em mim se consolidou. Isto é, um jeito de dizer sem dizer.</p>
<div id="attachment_23599" aria-labelledby="figcaption_attachment_23599" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/raul-cordula-foto-lais-domingues-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-23599" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/04/raul-cordula-foto-lais-domingues-3-607x376.jpg" width="607" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">A forma geométrica é uma das características mais marcantes no trabalho de Raul Córdula</p></div>
<p><strong>4- Além de ser um pintor respeitado pela sua produção artística, o senhor é reverenciado pela sua atuação como crítico. Primeiro vieram as pinceladas ou a crítica? Lembra-se de sua primeira exposição?</strong><br />
Costumo dizer que que arte não é profissão, é devoção. Entendo-me como pintor desde pequeno. Sempre desenhei e pintei. Mas sobre a questão da crítica é preciso fazer um parêntese. Essa palavra é muito enganosa. Crítica é, na verdade, uma especialidade da literatura que tem uma função de fazer uma análise e apontar as qualidades e os defeitos de uma obra apreciada. Com o tempo, foram surgindo a crítica da música, da pintura, do teatro e das mais diversas linguagens artísticas, ou seja, foi ficando cada vez mais especializada. Só que o artista-crítico de arte ocupa um papel muito complicado, já que ele, ao analisar os erros e acertos de um outro trabalho, estaria sendo anti-ético. Não me considero um crítico de arte. Eu acho que sou, no máximo, um cronista, uma pessoa que narra momentos históricos da arte. Quanto à exposição, claro que me lembro. A minha primeira mostra individual foi aos 17 anos, em 1960, lá na Paraíba.</p>
<p><strong>5- Há quanto tempo o senhor vive em Pernambuco? O que lhe trouxe a morar em nosso Estado?</strong><br />
37 anos. Sempre morei em Olinda e, nessa casa, desde 83. Pernambuco é um buraco negro. Tudo o que está em volta, o Estado puxa para cá. Desde os anos 57/58 (quando voltei do Rio de Janeiro para Paraíba, com minha família), frequento os ateliês do Sítio Histórico olindense. Assim como diversos artistas que se instalaram aqui, acho que fui seduzido.</p>
<p><strong>6- Quais são as poéticas que perpassam sua obra?</strong><br />
A arte é tão dinâmica, que eu não seria capaz de categorizar a minha obra assim tão sucintamente. Os artistas da minha geração romperam com essa ideia de que arte é só estética, estilo e técnica. Talvez, essa seja a principal contribuição da arte contemporânea para o mundo atual. Eu lido muito com geometria, com a arte geométrica, mas o livro consegue identificar várias facetas do meu trabalho. Não vejo uma síntese formal, porém o conteúdo é diferente, varia com o tempo, se aprofunda, amadurece. Na verdade, passei por vários momentos e, tudo isso, está presente na minha obra, através das apreciações do mundo que a gente vive.</p>
<p><strong>7- Vamos falar um pouco sobre sua outra faceta profissional. Qual é a sua relação com o espaço acadêmico? Como o senhor se tornou curador/gestor de equipamentos públicos?</strong><br />
Eu era professor, não era acadêmico. Com todo o apreço que tenho aos meus amigos que ocupam esses cargos, nunca suportei a carreira acadêmica. Sinto que, nesses espaços, você se torna uma máquina de pensar e não um pensador livre. Isto é, ou você pensa dentro dos conceitos criados pelos outros ou você é rechaçado. Conheço pessoas fantásticas que tiveram fracassos absurdos na academia e, em contrapartida, um sucesso total como criadores/construtores de realidades novas. Respeito, mas comigo não dá. A questão da gestão/curadoria começou por acaso na minha vida. Quando eu estava coordenando o Núcleo de Arte Contemporânea (NAC) da UFPB, o Paulo Sérgio Duarte, que hoje é um curador importantíssimo em nosso país, que já coordenou, inclusive, bienais do Mercosul, precisou sair de lá para assumir uma pasta na Funarte. E, como não tinha que ninguém melhor do que eu para segurar a vela do barco naquele momento, comecei a realizar o trabalho que ele fazia. Desde então, tenho desempenhado atividades nessa área também.</p>
<p><strong>8- A arte e, consequentemente, os artistas precisam estabelecer um diálogo com essas instituições?</strong><br />
Precisamos entender essas instituições como um lugar estratégico. Por exemplo, o NAC foi fundamental numa cidade, como João Pessoa, onde até hoje o olhar para artes é apenas contemplativo. E, num lugar onde existem nomes, como o Zé Rufino, Rodolfo Ataíde, Alice Vinagre, Chico Pereira, Martinho Patrício e tantos outros artistas contemporâneos, que trabalham dentro de uma linguagem atual, esses espaços oferecem régua e compasso não só a eles, como ao público, que passa a enxergar/perceber a arte com outro olhar.</p>
<p><strong>9- Como o senhor vê a relação da internet com a arte? A web tem democratizado o acesso ao universo artístico?</strong><br />
Não tenho a menor dúvida. A internet é uma ferramenta que não nos permite mais compreender o mundo como antes (de seu advento). Eu tenho umas variações sobre esse tema que eu gosto bastante de comentar. A internet é como se fosse a ideia de uma vida sútil, de um mundo astral. Tudo existe, mas não existe. Tudo está na internet como representação. É uma nuvem. O que é uma nuvem, se não um depósito, que podemos acessar a qualquer hora e momento? A rede é democrática e nos possibilita, ainda que virtualmente, visitar museus, ateliês, sites de arte, etc. Agora, ela possui linguagem e estética próprias, que precisamos entender para operar sobre/dentro dela.</p>
<p><strong>10- Qual é sua percepção do mercado da arte no Brasil, na conjuntura atual?</strong><br />
O mercado de arte nunca foi tão valorizado no Brasil e, ouso dizer, no mundo quanto agora. É uma área que já há algum tempo deixou de representar uma troca de objeto por dinheiro para se tornar um ativo que não se desvaloriza.</p>
<p><strong>11- Para finalizar, gostaríamos que o senhor nos contasse um pouco sobre o Instituto Raul Córdula e as atividades que são realizadas pela instituição.</strong><br />
O Instituto Raul Córdula surgiu em 2010, por iniciativa da minha esposa Amélia Couto, que é fotógrafa, e do meu filho Cláudio Couto Córdula. Atualmente, não temos uma sede fixa, mas, em breve, pretendemos reunir num mesmo espaço minhas obras e todo o acervo bibliográfico que está aqui em casa sobre história da arte para consulta dos visitantes. A nossa instituição costuma fazer curadoria de eventos e exposições, como o <strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/artesvisuais/caixa-cultural-abre-inscricoes-para-o-encontro-de-critica-de-arte-da-abca/" target="_blank">Encontro de Crítica de Arte</a> </strong>que fizemos recentemente na Caixa Cultural, além de editar publicações que resgatem/preservem minhas memórias. Inclusive, lançaremos, talvez no próximo semestre, um livro <em>fac-simile</em> dos esboços que empreendo antes da pintura dos meus quadros. A publicação, que conta com o incentivo do Funcultura, será batizada de <em>Esboços/Esquetes</em> e, além dos meus desenhos, trará um texto da jornalista pernambucana Olívia Mindêlo sobre meu trabalho.</p>
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