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	<title>Portal Cultura PE &#187; antonieta trindade</title>
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		<title>&#8220;Outras Palavras&#8221; anuncia programação para o mês de junho</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jun 2018 21:35:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_55719" aria-labelledby="figcaption_attachment_55719" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38725486092_70cfc00c5e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55719 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38725486092_70cfc00c5e_k-607x382.jpg" width="607" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">A coquista Dona Glorinha do Coco, um dos símbolos da cultura popular pernambucana, é uma das atrações do Outras Palavras neste mês</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Marcus Iglesias</strong></em></p>
<p>Durante o mês de junho, o <strong>Outras Palavras</strong> vai circular pela Região Metropolitana do Recife com outras cinco edições, desta vez promovendo uma interação entre estudantes de escolas públicas e outras linguagens artísticas além da literatura, como cinema, teatro, música e cultura popular. A maratona inicia já na próxima quinta-feira (7), às 14h, com uma sessão do Cine Estação, no Museu do Trem, e segue até o dia 19, com outros artistas previstos na programação, como a coquista Dona Glorinha do Coco.</p>
<p><em>“Nós podemos afirmar, sem medo de errar, que o Outras Palavras está consolidado enquanto política pública de integração entre a cultura e a educação. O retorno que recebemos dos gestores e professores revela um enorme impacto do projeto entre os estudantes que participaram das várias edições realizadas, tanto por iniciativa da Secult-PE e Fundarpe, em articulação com as Gerências Regionais de Educação e a Secretaria de Educação, como por solicitações de escolas e municípios”,</em> opina Antonieta Trindade, vice-presidente da Fundarpe e gestora do projeto.</p>
<div id="attachment_53781" aria-labelledby="figcaption_attachment_53781" class="wp-caption img-width-566 aligncenter" style="width: 566px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380297075_8b5900afac_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53781 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380297075_8b5900afac_k-566x486.jpg" width="566" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Nós podemos afirmar, sem medo de errar, que o Outras Palavras está consolidado enquanto política pública de integração entre a cultura e a educação&#8221;, ressalta Antonieta Trindade, gestora do projeto</p></div>
<p>Na quinta (7), quarenta jovens da Escola Eurídice Cadaval, do Recife, vão conhecer de perto o Museu do Trem, um dos museus mais visitados de Pernambuco. Os jovens vão conferir também uma sessão do filme<em> Janela Molhada  </em>e, em seguida, conversar com Marcos Enrique Lopes, diretor do longa. <em>“Recebemos com frequência a visita de grupos, e isso é essencial para a formação de novos públicos. E o Museu do Trem, na minha opinião, tem uma característica interessante porque mexe com a memória celular da sociedade. Crianças que nunca andaram de trem se empolgaram bastante vendo os carros e trilhos. Tem gente que chega aqui e chora de emoção. Não é à toa que em quatro anos recebemos mais de 100 mil visitas”,</em> opina Márcio Almeida, gestor do equipamento cultural.</p>
<p>A segunda edição prevista está marcada para o Dia dos Namorados, no dia 12 de junho, às 8h, na EREM Prof. Benedito da Cunha Melo, em Jaboatão dos Guararapes. Na ocasião, a conversa com os estudantes será feita pelo escritor Marcelo Mário Melo e o cantor Lucas Oliveira, que também é professor e pesquisador da cultura popular e da música de cantadeiras e cantadores do Brasil.</p>
<div id="attachment_59941" aria-labelledby="figcaption_attachment_59941" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/40784415615_fbdda2fa34_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-59941 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/40784415615_fbdda2fa34_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Na próxima quinta-feira (7), quarentas alunos da Escola Eurídice Cadaval, do Recife, vão conhecer de perto o Museu do Trem e ainda terão uma sessão do filme &#8216;Janela Molhada&#8217;, dirigido por Marcos Enrique Lopes</p></div>
<p>Na sequência, o Outras Palavras vai levar jovens de escolas articuladas pela Gerência de Educação Profissional e pela GRE Metronorte para uma vivência com as artes cênicas, através de um bate-papo com o ator José Jorge Vicente de Paula e a diretora Cira Ramos. As ações acontecem, respectivamente, no dia 13, no Teatro Hermilo Borba Filho e no dia 14 de junho, no Teatro Arraial Ariano Suassuna.</p>
<p>A programação de junho encerra no dia 19 de junho, com uma edição pela manhã na Escola Técnica Estadual Prof. Lucilo Ávila Pessoa, e a presença do autor Adalberto Monteiro e da mestra Dona Glorinha do Coco, que já participou de uma outra edição do projeto e é um símbolo da cultura popular do Amaro Branco, em Olinda. <em>“Como eu costumo dizer, esse é um projeto de resistência, cujo objetivo é possibilitar o acesso da nossa juventude das escolas públicas ao que há de melhor nas artes e na cultura pernambucana. É a oportunidade de ouvir Outras Palavras, que os provoque a ocupar o protagonismo na vida social”,</em> destaca Antonieta Trindade.</p>
<div id="attachment_53777" aria-labelledby="figcaption_attachment_53777" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380273995_0794b1cff6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53777 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380273995_0794b1cff6_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">De 2015 pra cá, o Outras Palavras já distribuiu mais de 5.100 livros para a rede pública estadual de ensino</p></div>
<p><strong>Números do Outras Palavras -</strong> Em quase três anos, o projeto da Secult-PE e Fundarpe mudou a realidade do ambiente escolar para melhor e revolucionou a vida de muita gente. O projeto já atingiu mais de 510 escolas de várias regiões do estado (RMR, Sertão do Moxotó, Sertão do São Francisco, Agreste Meridional, Agreste Central, Agreste Setentrional, Mata Norte e Mata Sul), envolvendo cerca de 12 mil alunos e distribuindo nas instituições de ensino mais de 5.100 livros – boa parte deles são publicações vencedoras do Prêmio Pernambuco de Literatura ou produzidas com incentivo do Funcultura.</p>
<p><strong>Confira a programação do mês de junho do Outras Palavras:</strong></p>
<p><strong>7 de junho | 14h    </strong><br />
Museu do Trem<br />
Exibição de Filme Janela Molhada<br />
Participação: Marcos Enrique Lopes (diretor do filme)<br />
Grupo de alunos da Escola Eurídice Cadaval</p>
<p><strong>12 de junho | 8h</strong><br />
EREM Prof. Benedito da Cunha Melo (Conj. Residencial Praia do Sol, s/n, Barra de Jangada, Jaboatão dos Guararapes)<br />
Autor: Marcelo Mário Melo<br />
Cultura: Lucas Oliveira (cantor, compositor, violonista, professor e pesquisador da cultura popular e da música de cantadeiras e cantadores do Brasil)</p>
<p><strong>13 de junho</strong><br />
Teatro Hermilo Borba Filho<br />
Vivência em teatro com escolas articuladas pela Gerência de Educação Profissional<br />
Ator: José Jorge Vicente de Paula<br />
Diretora: Cira Ramos</p>
<p><strong>14 de junho</strong><br />
Teatro    Teatro Arraial Ariano Suassuna<br />
Vivência em teatro com escolas articuladas pela GRE Metronorte<br />
Ator: José Jorge Vicente de Paula<br />
Diretora: Cira Ramos</p>
<p><strong>19 de junho | 8h</strong><br />
Escola Técnica Estadual Prof. Lucilo Ávila Pessoa (Av. Caxangá, 3345 – Iputinga, Recife)<br />
Autor: Adalberto Monteiro<br />
Cultura: Dona Glorinha do Coco</p>
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		<title>&#8220;Outras Palavras&#8221; para o empoderamento feminino</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2018 17:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias O Ginásio Pernambucano, no centro do Recife, foi cenário de uma edição do Outras Palavras feita com uma programação voltada principalmente para refletir sobre empoderamento e afirmação da mulher na sociedade. A edição, realizada na terça-feira (20), contou também com tradução em libras para alguns estudantes e teve um debate muito rico [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_58883" aria-labelledby="figcaption_attachment_58883" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230106334_2e33fc4449_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58883 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230106334_2e33fc4449_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Cida Pedrosa, que já participou de outras edições do Outras Palavras, é poetisa, escritora e secretária da Mulher do Recife</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Marcus Iglesias</strong></p>
<p>O Ginásio Pernambucano, no centro do Recife, foi cenário de uma edição do <strong>Outras Palavras</strong> feita com uma programação voltada principalmente para refletir sobre empoderamento e afirmação da mulher na sociedade. A edição, realizada na terça-feira (20), contou também com tradução em libras para alguns estudantes e teve um debate muito rico sobre a vida e obra da poetisa Cida Pedrosa, secretária da Mulher do Recife, que conversou de perto com as alunas e alunos sobre seu trabalho direcionado ao feminino.</p>
<div id="attachment_58886" aria-labelledby="figcaption_attachment_58886" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230135084_a4e49d18d9_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58886 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230135084_a4e49d18d9_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A professora Antonieta, gestora do Outras Palavras, lembrou que o projeto já esteve em quase 500 escolas estaduais, levando escritoras e escritores premiados, e mestres da cultura popular para dentro do ambiente escolar</p></div>
<p style="text-align: left;">Para Antonieta Trindade, professora e gestora do projeto, o fato que aconteceu com a vereadora do Rio de Janeiro é resultado da violência contra a mulher, do machismo e do racismo. <em>“E num ambiente como esse, o que a gente faz? A gente resiste! E a cultura aponta para este caminho, porque estimula o senso crítico de vocês”, e</em>xplicou.</p>
<p><em>“É esse o nosso objetivo. Por isso, trouxemos Cida Pedrosa para conversar sobre sua obra e como é necessário batalhar pra chegar aonde ela chegou. E também trouxemos Daniela Câmara, atriz, que já fez várias encenações pela cidade. Esperamos que vocês aproveitem essa oportunidade”,</em> disse Antonieta, lembrando que o <strong>Outras Palavras</strong> já esteve em quase 500 escolas estaduais, levando escritoras e escritores premiados, e mestres da cultura popular para dentro do ambiente escolar.</p>
<div id="attachment_58887" aria-labelledby="figcaption_attachment_58887" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/27067511648_36ad6f4159_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58887 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/27067511648_36ad6f4159_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A edição contou também com uma performance de seis estudantes do 3º ano da escola, que declamaram poesias de Cida Pedrosa</p></div>
<p style="text-align: left;">Antes de começar sua fala, Cida Pedrosa foi surpreendida por seis alunas, com máscaras feitas com o rosto da poetisa, que entraram no auditório e declamaram seis poesias de autoria de Cida, um deles, intitulado <strong>O Abraço</strong>. A poetisa ficou boquiaberta durante toda a encenação, com olhos marejados, e contou depois que se emocionou muito com essa em especial, porque foi uma poesia feita para uma ente querida que havia falecido.</p>
<div id="attachment_58884" aria-labelledby="figcaption_attachment_58884" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230122984_dd670444a9_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58884 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230122984_dd670444a9_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Pega de surpresa, Cida Pedrosa ficou bastante emocionada com a apresentação</p></div>
<p style="text-align: left;">Maria Helena, uma das alunas que participou da encenação, revelou que foi uma experiência muito emocionante para ela porque ela já escreve e gosta de ler para algumas pessoas. <em>&#8220;Mas ali, na hora, na frente da escritora, fiquei muito nervosa. Nunca vivi uma coisa assim na vida&#8221;,</em> disse, ainda em êxtase com a vivência. Além da Maria Helena, as outras estudantes também disseram que nunca tinham feito algo parecido antes, e estavam muito animadas.</p>
<p>Cida, como boa sertaneja, tratou de contextualizar aos jovens de onde veio, sua terra Bodocó, que tanto inspira sua obra – reflexo por exemplo, observado no livro Claranã, uma homenagem à sua cidade natal. Depois, como militante que é, entrou no seu assunto, talvez, mais preferido, seja pela vocação ou pela luta, no sentido mais verbal da palavra.</p>
<div id="attachment_58882" aria-labelledby="figcaption_attachment_58882" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230089744_3756f91cf2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58882 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230089744_3756f91cf2_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Durante a conversa, falou de suas obras, como Claranã, dedicada à sua terra-natal (Bodocó), e o livro de contos As Filhas de Lilith, sobre o qual discorreu por mais tempo</p></div>
<p style="text-align: left;"><em>“Todo o mundo passou por uma construção sob o ponto de vista de homens, e isso faz com que a gente olhe para o universo a partir dessa ótica. A gente apagou da nossa história a figura das deusas. Eu estou aqui apenas fazendo um questionamento político, porque sou uma mulher que penso sobre mulheres, e minha obra inteira perpassa por isso”</em>, contextualizou, antes de falar sobre um de seus livros, o de contos <strong>As Filhas de Lilith</strong>, provavelmente o mais conhecido pelo público.</p>
<div id="attachment_58888" aria-labelledby="figcaption_attachment_58888" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/39129066830_cd0c9ebabd_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58888 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/39129066830_cd0c9ebabd_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">De acordo com Cida Pedrosa, existem escritos aramaicos de mais de 1.500 anos que reforçam a tese de que existia uma outra mulher no Paraíso, criada do barro igual ao homem, e que se chamava Lilith</p></div>
<p style="text-align: left;"><em>“Alguém sabe quem é essa personagem?”,</em> provocou a autora, para receber em seguida as respostas dos alunos. <em>“Na versão judaica ela é considerada um demônio feminino”,</em> disse um dos jovens. Em seguida, uma aluna pediu a fala e deu a sua opinião. <em>“Ela foi a primeira mulher que Deus criou e eu li que ela não foi escolhida, como Eva, porque não aceitava ser metade do homem. E hoje ela é vista assim, como um demônio feminino”.</em></p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40044432145_f68a864dc6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58880 aligncenter" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40044432145_f68a864dc6_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a></p>
<p>Segundo Cida Pedrosa, Lilith é entregue com essa dualidade. <em>“Existem escritos aramaicos de mais de 1.500 anos, encontrados quando fazem escavações, que davam conta que existia uma mulher além de Eva no Paraíso, criada do barro igual ao homem e que se chamava Lilith. E por conta disso ela é autônoma, e não aceitava ser metade, como a amiga disse. Assim, ela foi expulsa do paraíso. Nesses textos encontrados, por exemplo, há escritos que dizem assim: ‘Adão, porque estás em cima de mim se és tão pesado’. Ou seja, uma mulher que questiona o ato sexual do homem estar sempre por cima. E isso não sou eu quem diz, são textos milenares que contam essa história”,</em> detalha a escritora.</p>
<div id="attachment_58889" aria-labelledby="figcaption_attachment_58889" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/39129067660_8af242400f_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58889 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/39129067660_8af242400f_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Entre as conversas, Cida Pedrosa aproveitava para ler algumas de duas poesias, como Diana, presente no livro As Filhas de Lilith</p></div>
<p style="text-align: left;">Um dos assuntos que mais a incomoda, disse Cida, é a tirania do corpo,<em> “o que é algo profundamente machista, porque você vê o homem com aquela barriga proeminente, se achando lindo, dizendo para a mulher está feia porque está com os peitos arriados”,</em> brincou, arrancado risadas da garotada. <em>“Isso faz com que muitas mulheres sofram. Qualquer coisa a gente é chamada de gorda ou dizem que estamos acima do peso. E isso gera uma doença chamada anorexia”,</em> introduziu, para contar em seguida ler <em>Diana</em>, uma das personagens presentes no livro de contos.</p>
<p><em>“O espelho sempre engana Diana / O jogo de luz e sombra / Não camufla mais ninguém / Em busca da próxima dieta / A moça se enche de revistas e terapias alternativas”,</em> diz um trecho lido por ela na ocasião, arrancando aplausos e gritos, principalmente das jovens que estavam no local. A edição teve ao final a performance da atriz Daniela Câmara, que há anos realiza um trabalho de declamação de poesias de poetisas pernambucanas.</p>
<div id="attachment_58881" aria-labelledby="figcaption_attachment_58881" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230083854_5efcd7c8f2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-58881 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/03/40230083854_5efcd7c8f2_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A edição teve ao final a performance da atriz Daniela Câmara, que há anos realiza um trabalho de declamação de poesias</p></div>
<p>Representando a instituição, o professor Adriano Araújo agradeceu pela oportunidade, <em>“porque acredito que a escola ganha muito mais com essas atividades que tiram o aluno de dentro do ambiente da sala de aula e mostram que aprender é possível em vários espaços e de várias maneiras”,</em> comemorou.</p>
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		<title>Escolas da Mata Norte participam do último Outras Palavras de 2017</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Dec 2017 19:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Por Marcus Iglesias O Outras Palavras, política pública que tem possibilitado às escolas públicas de Pernambuco um elo necessário entre a cultura e a educação, fechou com chave de ouro o ano de 2017, nesta última quinta-feira (21), com uma edição realizada na Gerência Regional de Educação de Nazaré da Mata. A ocasião contou com [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56595" aria-labelledby="figcaption_attachment_56595" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338910445_0a8e654d54_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56595 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338910445_0a8e654d54_k-607x386.jpg" width="607" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">A cirandeira Lia de Itamaracá cantou ao fim da apresentação clássicos como Essa ciranda é minha e Lia de Itamaracá</p></div>
<p style="text-align: right;"> Por Marcus Iglesias<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>O</strong><strong> Outras Palavras</strong>, política pública que tem possibilitado às escolas públicas de Pernambuco um elo necessário entre a cultura e a educação, fechou com chave de ouro o ano de 2017, nesta última quinta-feira (21), com uma edição realizada na Gerência Regional de Educação de Nazaré da Mata. A ocasião contou com a presença dos poetas Joseilson Ferreira e Chico Pedrosa, e da Patrimônio Vivo de Pernambuco e cirandeira Lia de Itamaracá, e a presença de alunos e professores de dez escolas da região.</p>
<p>A professora Maria Aparecida Ferreira, representando a GRE Mata Norte, falou da honra de ter recebido o projeto mais uma vez na Mata Norte. <em>“Já estamos nessa amizade há um tempo. O Outras Palavras passou por aqui por Timbaúba, Goiana, Condado, Carpina e hoje abrimos nossa casa, em Nazaré da Mata, para receber com muita alegria esta iniciativa que tem verdadeiramente a missão de levar cultura, conhecimento e cidadania para as escolas”,</em> agradeceu a gestora.</p>
<div id="attachment_56594" aria-labelledby="figcaption_attachment_56594" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352848237_79666a72dc_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56594 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352848237_79666a72dc_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">De acordo com Antonieta Trindade, gestora do Outras Palavras, o projeto já atingiu quase 500 escolas da rede pública de Pernambuco</p></div>
<p>Também professora, atualmente aposentada, a vice-presidente da Fundarpe falou em nome da Secretaria de Cultura e Fundarpe sobre a parceria realizada com a GRE Mata Norte em 2017. <i>“Nós é quem agradecemos por essa parceria, e este apoio é fundamental para que o Outras Palavras concretize seu objetivo de levar para a escola pública o que há de melhor na nossa produção literária e cultural em Pernambuco. Garantir a vocês que fazem parte do ambiente escolar o acesso a este conhecimento&#8221;.</i></p>
<p><i>“Escolhemos as duas últimas edições do ano para realizar nas GREs que mais nos apoiaram, que foram a Mata Sul e a Mata Norte. A ideia é fechar com chave de ouro e garantir que em 2018 a gente possa continuar circulando pelas regiões do estado, garantindo o conhecimento pra que vocês possam assumir o protagonismo na vida social”,</i> prometeu Antonieta Trindade.</p>
<div id="attachment_56597" aria-labelledby="figcaption_attachment_56597" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338920705_0497b4759c_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56597 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338920705_0497b4759c_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Alunos de dez escolas da Mata Norte do estado participaram da última edição do Outras Palavras em 2017</p></div>
<p>Participaram do encontro as escolas Agamenon Magalhães e Erem Dr. Walfrefo Luiz Pessoa de Melo (Tracunhaém); Erem Jaime Coelho e Escola Laurindo Gomes (Buenos Aires); Escola Dom Carlos Coelho, Escola Don Vieira, Escola Dom Ricardo Vivela, Erem Maciel Monteiro, Escola Capitão Plínio e Escola de Aplicação Professor Chaves (Nazaré da Mata).</p>
<p><i>“Vou começar a conversa com Chico Pedrosa, que tem uma dedicação enorme à poesia matuta, tão nordestina e sertaneja. Ele é da cidade de Guarabira, mas adotou Pernambuco como terra. O que a gente pode falar dessa grandeza do Nordeste, e ter uma poesia uma literatura tão própria?”,</i> provocou o mediador do encontro, o jornalista e cineasta Marcos Henrique Lopes. <i>“O que o Nordeste representa para nós é aquilo que as outras regiões do país jamais representarão: a nossa cultura, nosso entra e sai, nosso dia a dia, nosso conhecimento e nossas tradições. O Nordeste é o reinado dos poetas populares. Aqui nasceram os grandes, nomes como Pinto Monteiro, Lourival Batista. José Alves Sobrinho, Canhotinha, uma infinidade de poetas repentistas”, </i>respondeu Chico Pedrosa.</p>
<div id="attachment_56593" aria-labelledby="figcaption_attachment_56593" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352846767_678b41feb5_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56593 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352846767_678b41feb5_k-607x484.jpg" width="607" height="484" /></a><p class="wp-caption-text">Chico Pedrosa, além das conversou, recitou várias poesias suas, como Jesus no Xadrez, uma de suas mais conhecidas</p></div>
<p>Questionado por um aluno sobre qual poeta mais o inspirado, Chico Pedrosa foi categórico: <i>“O maior poeta é o que mais me inspirou foi Zé da Luz”,</i> disse o mestre, que tem cinco livros publicados (o sexto está sendo preparado), nove CDs, quatro DVDs e por ai afora outras coisas, como trabalhos que viraram espetáculos teatrais na Espanha e Portugal.</p>
<p>Quando o microfone passou para Joseilson Ferreira, o escritor se adiantou em falar primeiramente da honra de estar ao lado de dois ídolos seus.<i> “Eu estava pensando ontem em casa que esse momento aqui seria mais de tietagem minha, porque sou muito fã de Lia e de Chico. Interessante que são duas culturas diferentes que de certa forma acompanharam minha formação. A literatura de cordel, com o poeta, e em relação à Lia, no final das festas, a gente cantava a ciranda de Lia. Isso é um resgate da minha infância”</i>.</p>
<div id="attachment_56591" aria-labelledby="figcaption_attachment_56591" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352846237_06964fc6d0_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56591 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24352846237_06964fc6d0_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;“Eu estava pensando ontem em casa que esse momento aqui seria mais de tietagem minha, porque sou muito fã de Lia e de Chico&#8221;, brincou o escritor Joeilson Ferreira</p></div>
<p>Joseilson Ferreira já participou de outras edições do Outras Palavras por conta do seu livro de poesias <strong>Discursos e Anatomias</strong>, vencedor da primeira edição do Prêmio Pernambuco de Literatura.<em> </em>Durante a conversa, ele revelou que a obra tem mais de 20 anos de idade, e que é resultado de um trabalho de conclusão de curso. <i>“Em 1994 uma aluna da faculdade de Nazaré da Mata fez uma monografia de Pós-graduação em Literatura falando sobre esse livro, que já estava em nascimento. Acho que naquela época eu tinha 20% dele pronto, mas já naquele ano ele conquistou uma menção honrosa do Prêmio Ladjane Bandeira de Literatura, um importante prêmio que existia no estado. De lá pra cá fui refazendo o livro, moldando, até que cheguei com ele mais maduro no Prêmio Pernambuco de Literatura”.</i></p>
<p><em>“Esse livro eu fiz no estilo de João Cabral de Melo Neto e fiz em homenagem a Passira. Na leitura do livro vocês vão identificar muito o estilo cabralino, que foi onde se debruçou essa pesquisa realizada em 1994”, </em>detalhou<em>.<br />
</em></p>
<div id="attachment_56598" aria-labelledby="figcaption_attachment_56598" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338924045_24422f427e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56598 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38338924045_24422f427e_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo do estado, falou da sua trajetória com a música e com a cultura popular pernambucana</p></div>
<p>A cirandeira de 73 anos, Patrimônio Vivo de Pernambuco, Lia de Itamaracá contou como começou seu envolvimento com a cultura popular e arte, aos 12 anos. <i>“Na minha família ninguém cantam ninguém dança, não sabem nem pra onde vai. Só quem nasceu com esse dom de cantar fui eu. Eu não sou só uma cantora, sou também uma merendeira. Fui merendeira de uma escola estadual que fica na Ilha, já estou aposentada, graças a Deus, mas a lembrança das crianças não sai da minha cabeça. Eu fazia aquela merenda com amor, dignidade, e hoje eu encontro com os meninos e meninas tudo mais velhos, casados, com filhos. Até hoje passam por mim na praia e falam comigo com o maior carinho”,</i> contou a mestra.<i><br />
</i></p>
<p><i>“Viajo bastante levando nossa cultura pra todo o país, não quero ficar aqui só em Pernambuco, quero levar nossa cultura para o mundo. Eu sou Lia, e pra mim é muito importante apresentar minha música por ai. Já são três CDs, participação em filmes, como Recife Frio, e novelas de TV, como Riacho Doce. Afinal, eu sou Lia, né? Ai mamãe!”, </i>brincou a cirandeira, com aquele seu sorrisão no rosto, para em seguida se apresentar com seu grupo e fazer o que sabe fazer de melhor: cantar ciranda e colocar as pessoas pra dançar.</p>
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		<title>Outras Palavras se consolida como uma política pública de elo entre cultura e educação</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Dec 2017 16:44:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias O sociólogo francês Pierre Bourdieu, quando fala sobre o processo da educação das pessoas, afirma que &#8220;a cultura é o conteúdo substancial da educação, sua fonte e sua justificação última [...] uma não pode ser pensada sem a outra&#8221;. Foi com este pensamento que em 2015 a Secretaria de Cultura e Fundarpe [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56348" aria-labelledby="figcaption_attachment_56348" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39056484621_68acb11c2b_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56348 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39056484621_68acb11c2b_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Em dois anos o Outras Palavras mudou a realidade do ambiente escolar para melhor e revolucionou a vida de muita gente, principalmente dos estudantes da rede pública do estado</p></div>
<p style="text-align: right;">Por Marcus Iglesias</p>
<p>O sociólogo francês Pierre Bourdieu, quando fala sobre o processo da educação das pessoas, afirma que <em>&#8220;a cultura é o conteúdo substancial da educação, sua fonte e sua justificação última [...] uma não pode ser pensada sem a outra&#8221;.</em> Foi com este pensamento que em 2015 a Secretaria de Cultura e Fundarpe deram início ao projeto <strong>Outras Palavras</strong>, política pública que tem permitido a criação deste elo necessário entre a cultura e a educação. Nesta quinta-feira (21), às 14h, a iniciativa celebra 64 edições realizadas na Gerência Regional de Educação de Nazaré da Mata, onde levará os poetas Joseilson Ferreira e Chico Pedrosa, e a Patrimônio Vivo de Pernambuco e cirandeira Lia de Itamaracá.</p>
<p>Participarão da atividade dez escolas estaduais da região da Mata Norte do estado: Escola Agamenon Magalhães e Erem Dr. Walfrefo Luiz Pessoa de Melo (Tracunhaém); Erem Jaime Coelho e Escola Laurindo Gomes (Buenos Aires); Escola Dom Carlos Coelho, Escola Don Vieira, Escola Dom Ricardo Vivela, Erem Maciel Monteiro, Escola Capitão Plínio e Escola de Aplicação Professor Chaves (Nazaré da Mata), além de representantes da Secretaria Municipal de Educação e da Associação de Mulheres de Nazaré da Mata.</p>
<div id="attachment_56199" aria-labelledby="figcaption_attachment_56199" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142522978_d9fb8220e7_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56199 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142522978_d9fb8220e7_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">“Nós podemos afirmar, sem medo de errar, que o Outras Palavras está consolidado enquanto política pública de integração entre a cultura e a educação&#8221;, opina Antonieta Trindade, vice-presidente da Fundarpe e gestora do projeto</p></div>
<p><em><em>“Nós podemos afirmar, sem medo de errar, que o <strong>Outras Palavras</strong> está consolidado enquanto política pública de integração entre a cultura e a educação. </em>O retorno que recebemos dos gestores e professores é de que não temos a dimensão do efeito dele entre os estudantes que participaram das várias edições realizadas tanto por iniciativa da Secult-PE e Fundarpe, em articulação com as Gerências Regionais de Educação e a Secretaria de Educação, como por solicitações de escolas e municípios”,</em> revela Antonieta Trindade, que atualmente é vice-presidente da Fundarpe e gestora do projeto, mas que há décadas luta por uma educação pública de qualidade.</p>
<p>Em dois anos o <strong>Outras Palavras</strong> mudou a realidade do ambiente escolar para melhor e revolucionou a vida de muita gente: Foram alcançadas 471 escolas de várias regiões do estado (RMR, Sertão do Moxotó, Sertão do São Francisco, Agreste Meridional, Agreste Central, Agreste Setentrional, Mata Norte e Mata Sul), atingindo mais de 11 mil alunos e distribuindo nas instituições de ensino mais de 4.700 livros – boa parte deles publicações premiadas no Prêmio Pernambuco de Literatura ou que foram produzidas com incentivo do Funcultura.</p>
<div id="attachment_49728" aria-labelledby="figcaption_attachment_49728" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35181488585_908ce2cb42_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-49728 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35181488585_908ce2cb42_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Urariano Mota, ao lado de outros nomes da literatura pernambucana como Camillo José, Mário Filipe Cavalcanti, Cida Pedrosa e Rejane Paschoal, passaram pelo projeto</p></div>
<p>A iniciativa é embasada na ideia de que a cultura é um elemento que nutre todo o processo educacional e que tem um papel de suma importância na formação de um individuo critico e socializado. “<em>Como eu costumo dizer, esse é um projeto de resistência, cujo objetivo é possibilitar o acesso da nossa juventude das escolas públicas ao que há de melhor nas artes e na cultura pernambucana. É a oportunidade de ouvir <strong>Outras Palavras</strong>, que os provoque a ocupar o protagonismo na vida social”,</em> destaca Antonieta Trindade.</p>
<div id="attachment_56505" aria-labelledby="figcaption_attachment_56505" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38462899484_ba82595ddc_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56505" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38462899484_ba82595ddc_k-607x459.jpg" width="607" height="459" /></a><p class="wp-caption-text">Outras Palavras também já foi levado para unidades da Funase, como a CASE Santa Luzia, a única feminina do estado</p></div>
<p>A partir da necessidade e demanda da sociedade e das instituições de ensino do estado, o <strong>Outras Palavras</strong> conquistou outros braços. Um deles é o <a href="https://www.cultura.pe.gov.br/canal/formacaocultural/escola-municipal-recebe-atraves-do-outras-palavrinhas-a-magia-dos-mamulengos/" target="_blank"><strong>Outras Palavrinhas</strong>, voltado para Educação Infantil</a>, e que foi realizado quatro vezes este ano, em cidades como Bom Conselho, Garanhuns, Araçoiaba e Recife. Foram realizadas também quatro ações parceria com o <strong>Programa</strong> <strong>Mãe Coruja</strong> e três atividades em <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fundarpe/outras-palavras-discute-empoderamento-feminino-com-jovens-mulheres-em-conflito-com-a-lei/" target="_blank">unidades da <strong>Funase</strong></a>, como forma de garantir o acesso à cultura e conhecimento a todo o universo da rede pública de ensino.</p>
<div id="attachment_56421" aria-labelledby="figcaption_attachment_56421" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24293369107_8e5efe04f2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56421 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24293369107_8e5efe04f2_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Um dos braços do Outras Palavras, inicialmente direcionado a estudantes do Ensino Médio, é o Outras Palavrinhas, desta vez voltado para alunos da Educação Infantil</p></div>
<p><em>“As atividades realizadas no Mãe Coruja, na Funase, e nas escolas de educação infantil, com o Outras Palavrinhas, possibilitaram o acesso a essa magia que emana da arte e da cultura para pessoas que encaram a dureza provocada pelas desigualdades sociais”,</em> opina Antonieta Trindade.</p>
<p>Para Antonieta Trindade, o <strong>Outras Palavras</strong> ofertou para a juventude o acesso da música clássica ao teatro, além da literatura, do audiovisual e da cultura popular, que já faziam parte dos formatos iniciais do projeto. Em 2017, a iniciativa ampliou as parcerias, contando com a presença de escritores cujas obras foram premiadas em outros concursos além do Prêmio Pernambuco de Literatura, como Sidney Rocha (vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura), e de outros Patrimônios Vivos, como Mestre Galo Preto, José Costa Leite, Dona Maria dos Prazeres, e a já citada Lia de Itamaracá.<em></em></p>
<div id="attachment_51220" aria-labelledby="figcaption_attachment_51220" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/IMG_9679-Cópia.jpg"><img class="size-medium wp-image-51220 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/IMG_9679-Cópia-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Galo Preto foi um dos Patrimônios Vivos de Pernambuco que já participou do Outras Palavras</p></div>
<p><em>“Tivemos também a presença de vários artistas reconhecidos na cena cultural de Pernambuco, como o Maestro Forró e Dona Glorinha do Coco”</em>, pontuou a gestora, que já traça a agenda do projeto para o ano de 2018. Caso alguma escola pública ou município tenha interesse em receber uma edição do Outras Palavras, basta entrar em contato com a Secretaria de Cultura e Fundarpe através do telefone (81) 3184 3078.</p>
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		<title>Sidney Rocha conversa com estudantes da rede pública sobre a importância da leitura</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/sidney-rocha-conversa-com-estudantes-da-rede-publica-sobre-a-importancia-da-leitura/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Dec 2017 01:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias Mesmo no final do ano letivo, a Escola de Referência em Ensino Médio Senador Aderbal Jurema, em Jaboatão dos Guararapes, arrumou um tempinho entre uma prova e outra para receber o Outras Palavras, que finaliza o ano de 2017 alcançando a marca de 400 escolas e mais de nove mil estudantes impactados pelo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56289" aria-labelledby="figcaption_attachment_56289" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Patrícia Ferreira/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38151082725_9d901c2a8a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56289 " alt="Patrícia Ferreira/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38151082725_9d901c2a8a_k-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Escritor escolheu alguns livros da biblioteca da própria escola para discutir literatura com os alunos</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Mesmo no final do ano letivo, a Escola de Referência em Ensino Médio Senador Aderbal Jurema, em Jaboatão dos Guararapes, arrumou um tempinho entre uma prova e outra para receber o <b>Outras Palavras</b>, que finaliza o ano de 2017 alcançando a marca de 400 escolas e mais de nove mil estudantes impactados pelo projeto. Nesta edição, realizada na última quarta-feira (13), os alunos da escola e de outras instituições convidadas da região tiveram a oportunidade de conversar de perto com dois importantes artistas pernambucanos, o premiado escritor Sidney Rocha e a cirandeira Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p>Como costuma dizer Antonieta Trindade, gestora do <b>Outras Palavras</b> e vice-presidente da Fundarpe, a iniciativa tem a marca da resistência. <i>“Principalmente diante dos tempos atuais, nos quais há uma ofensiva enorme para mudar tudo que foi construído na educação pública. Trazemos aqui pra vocês um escritor como Sidney Rocha, que é autor de obras premiadas, como a que recebeu o Prêmio Jabuti de Literatura, e Lia de Itamaracá, um Patrimônio Vivo da cultura pernambucana. A ideia é que seja um expediente de aula diferente, que a gente possa, como o próprio projeto diz, ouvir outras palavras”,</i> ressaltou a gestora.</p>
<p>Natural da escola pública e de Juazeiro, Sidney Rocha começou sua fala contando que ele e os seus amigos da escola se sentiam melhor lá do que na própria casa por duas razões muito simples.<i> “Havia duas portas muito importantes, uma que era a do refeitório e a outra a da biblioteca. Eu tive uma merendeira incrível, chamada Marlene, que era tão importante quanto qualquer professora, porque nos ensinou a respeitar a fila, a vez do outro”,</i> refletiu o escritor.</p>
<div id="attachment_56291" aria-labelledby="figcaption_attachment_56291" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Patrícia Ferreira/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38320683204_6944d7b3de_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56291" alt="Patrícia Ferreira/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38320683204_6944d7b3de_k-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Assim como em todas as outras edições, o Outras Palavras deixou na biblioteca da escola e para os estudantes kits com livros dos últimos vencedores no Prêmio Pernambuco de Literatura</p></div>
<p><i>“Mas era a partir da biblioteca que o mundo se transformava. E eu tive a alegria de conhecer e entrar na de vocês e trouxe aqui alguns exemplares que encontrei lá dentro pra que a gente possa conversar a respeito e mostrar que aqui vocês têm vários tesouros. Não quero falar hoje de mim e das minhas obras, mas de como estamos nos relacionando com a literatura. Eu contei 142 passos daqui deste auditório até a biblioteca de vocês, é essa a distância que os separa do conhecimento”, </i>instigou, direcionado aos alunos, levantando com as mãos livros como <b>Brasil Nunca Mais</b>, de Paulo Evaristo Arms, e de outros autores como Ariano Suassuna, Fernando Pessoa, Raimundo Carrero e Leon Tolstoi.</p>
<div id="attachment_56293" aria-labelledby="figcaption_attachment_56293" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marcus Iglesias/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/WhatsApp-Image-2017-12-14-at-22.58.09.jpeg"><img class="size-medium wp-image-56293 " alt="Marcus Iglesias/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/WhatsApp-Image-2017-12-14-at-22.58.09-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Alguns dos exemplares disponíveis na biblioteca da escola em Jaboatão dos Guararapes</p></div>
<p>O estudante Ronaldo Lucas, da Escola Frei Romão Pereira, foi um dos que fez perguntas ao escritor. Disse que ouve de todo mundo que ele deve ler bastante e mais um pouco. <i>“Mas eu me pergunto: com tanto conteúdo audiovisual sendo produzido, será que não seria natural que a literatura perdesse um pouco espaço pra essa produção?”, </i>questionou o aluno.</p>
<p><i>“Para que vocês possam compreender a questão da escrita, é necessário entender antes a da leitura. O grande problema do Brasil não está na literatura nem nenhuma manifestação cultural. A grande questão é a falta de leitura. Não há como formar escritores se as pessoas não lerem, assim como não há como formar bons políticos, professores, advogados e por ai em diante. E a literatura está em tudo. Se você por ler as legendas do filme <b>Senhor dos Anéis</b>, por exemplo, que tem mais de duas horas de duração, seria o equivalente a ler um livro de 600 páginas”,</i> disse Sidney Rocha.</p>
<div id="attachment_56288" aria-labelledby="figcaption_attachment_56288" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Patrícia Ferreira/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24171468597_0d47a83307_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56288 " alt="Patrícia Ferreira/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24171468597_0d47a83307_k-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu contei 142 passos daqui deste auditório até a biblioteca de vocês, é essa a distância que os separa do conhecimento”, disse Sidney Rocha, instigando os alunos</p></div>
<p>Quem também fez uma perguntas ao escritor foi o professor Geraldo Souza, que reforçou haver na EREM Senador Aderbal Lucena <i>“uma das melhores bibliotecas aqui do bairro, com mais de quatro mil exemplares”.</i> Em seguida, comentou que no livro <b>Matiuska</b>, lançado em 2009, há um conto chamado Barbie, que trata da questão da violência<i>. “Nesse conto você fala de uma garota que sofre um assédio dentro do próprio seio do lar. Eu gostaria de saber do senhor se a gente perdeu, como ser humano, a sensibilidade de se comover com essas coisas ruins&#8221;, </i>perguntou o professor.</p>
<p>O autor respondeu lendo um trecho do conto, que diz: “zulmira sabia que era uma boneca porque o pai com os olhos de lobo sempre dizia Zuzinha, você é minha bonequinha. e porque, longe dos outros olhares que não entendem nada de brincar, ele brincava com ela, geralmente quando caía a escuridão e o vento deixava de visitar o lugar onde ele guardava zulmira, zuzinha, para o dia seguinte. boneca como zulmira não fala, Faz pssiuu, boneca!, pior isso, de lá pra cá, ela não sabia mais a hora de sorrir ou chorar, principalmente quando ele lhe punha em posição de boneca que cai. zulmira era daquele modelo que ardia em febre às vezes e, se sangrava um pouco, acreditava ser assim mesmo isso, pruma boneca de dez anos. foi só depois que a boneca notou o seu corpinho de rã, oferecendo outras formas, e se esticando por não se conter em si mesmo, elástico feito de carne que compõe o plástico da carne das bonecas como zulmira. foi o tempo em que não acreditou mais em histórias de lobos, porque agora a floresta cercou a bonequinha, os milhões de rostos de susies ainda nas embalagens, a tevê a chamá-la de criança, logo a palavra que lhe dá mais medo, medo e terror&#8230; e quando se referem à boneca zulmira como um pinóquio sem as mentiras, então? então já tinha o corpo de sapa quando descobriu não haver loja nenhuma no mundo que vendesse bonecas com aquele nome de zulmira-zuzinha, e ela estranhou também o dia em que a dor rompeu o casulo, para brincarem de médico de verdade com ela. (&#8230;)”.</p>
<p style="text-align: left;"><i>“Esse conto fala da violência e de alguma forma da naturalização desse fenômeno. O que acontece é que quando nós falamos em números, a gente fala como se não fosse conosco. 86% da violência contra mulheres e crianças acontece dentro de casa. 76% das mortes das mulheres acontecem dentro de casa e são altos violentos cometidos pelos seus companheiros”,</i> pontuou Sidney Rocha.</p>
<div id="attachment_56304" aria-labelledby="figcaption_attachment_56304" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Patrícia Ferreira/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24171467157_d6a449d4c7_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56304" alt="Patrícia Ferreira/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24171467157_d6a449d4c7_k-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Alunos e professores conversaram com Sidney Rocha, que respondeu a todas as perguntas</p></div>
<p><i>“Parece que nós não estamos mais nos tocando do que está acontecendo, porque não estamos nos colocando mais no lugar do próximo. Estamos perdendo essa capacidade. Parece que o outro é uma espécie de imagem que não nos tocam mais. As pessoas conseguem assistir na televisão aos programas policiais enquanto almoçavam, e elas não sentem nada. Isso é um absurdo. Contudo, à noite, na novela, o casal se digladia um com o outro e as pessoas choram. O que é que estamos promovendo? A gente não está nos tocando no grau que deveria quando ofendemos o próximo”,</i> opinou o autor.</p>
<p>Como sugestão de mudança, Sidney Rocha acredita que simplesmente as pessoas precisam dialogar mais. <i>“Uma vez me perguntaram qual era o meu grande projeto intelectual. Eu respondi que era conhecer meu vizinho, o padeiro do meu bairro, o porteiro do meu prédio, porque o que está acontecendo nesse modelo totalitário que a gente começa a viver é que as pessoas querem que nós desconfiemos uns dos outros. Nós estamos vivendo dentro do <b>Admirável Mundo Novo</b>, onde todo mundo é vilão, onde todo mundo se vigia e se persegue. Por isso precisamos conversar, não de modo radical, mas trazendo a humanidade como princípio, meio e fim”.</i></p>
<div id="attachment_56290" aria-labelledby="figcaption_attachment_56290" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Patrícia Ferreira/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38320681314_6b7b5ecd68_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56290 " alt="Patrícia Ferreira/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38320681314_6b7b5ecd68_k-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Na sua apresentação, Lia de Itamaracá cantou clássicos da ciranda pernambucana como &#8216;Essa Ciranda é Minha&#8217;, &#8216;Mamãe Oxum&#8217;, &#8216;Ciranda de Lia&#8217; e &#8216;Quem me deu foi Lia&#8217;</p></div>
<p>O auditório lotado também aguardava com ansiedade a apresentação de Lia de Itamaracá, mestra cirandeira de 73 anos e uma das realezas da cultura popular pernambucana. “<i>Na minha casa ninguém canta e ninguém dança, só eu nasci com esse dom. Em 77 eu gravei um LP, Eu sou Lia, a Rainha de Itamaracá e da Ciranda. Depois, de 2000 pra cá, gravei dois discos (<b>Eu Sou Lia</b> e <b>Ciranda de Ritmos</b>)”,</i> contou aos estudantes.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RlPjeRx3_GU" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><i>“Uma coisa que me orgulha é que eu trabalhei durante muito tempo numa escola pública como merendeira. Eram mais de 270 crianças pra cuidar, numa instituição que ficava em Jaguaribe, e eu era responsável por tudo, do preparo da comida até a limpeza. O carinho dos meninos era tanto que eles fizeram uma homenagem pra mim com uma música minha. Toda vez que era a hora de comer, eles cantavam ‘essa merenda quem me deu foi Lia, que mora na Ilha de Itamaracá’. Bonito, né?”,</i> relembrou emocionada a cirandeira.</p>
<div id="attachment_56292" aria-labelledby="figcaption_attachment_56292" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Patrícia Ferreira/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39036361941_53775b6ded_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56292" alt="Patrícia Ferreira/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39036361941_53775b6ded_k-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Como de praxe, Lia de Itamaracá colocou todo mundo pra dançar sua ciranda</p></div>
<p>Perguntada sobre como foi receber o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, Lia abriu o sorriso de sempre, mas sem perder a sagacidade daqueles que fazem a cultura popular se manter viva com muito suor e luta. “<i>O título caiu na horinha certinha, só que eu me pergunto: Tombaram Lia, mas e a ciranda? Cadê o povo, que não se arreta com isso? Vamos se arretar, gente, pra podermos conseguir levar cada vez mais nossa música para os outros lugares do mundo”,</i> pediu a mestra, incentivando que a Ciranda seja reconhecida como Patrimônio Imaterial, para em seguida puxar várias de suas canções, como <b>Essa Ciranda é Minha</b>, <b>Mamãe Oxum</b>, <b>Ciranda de Lia</b> e <b>Quem me deu foi Lia</b>.</p>
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		<title>Música independente e literatura pernambucana pautam edição do Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Dec 2017 17:27:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias Uma conversa sobre a produção literária e a música independente pernambucana deu o tom da edição do Outras Palavras realizada na última terça-feira (12), na Escola Técnica Ministro Fernando Lyra, em Caruaru. Na ocasião, o escritor Whalter Moreira Santos falou um pouco sobre sua produção literária, que dentre as mais de 60 premiações [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56202" aria-labelledby="figcaption_attachment_56202" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142520118_c20d715bcd_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56202 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142520118_c20d715bcd_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Escritor convidado, Whalter Moreira Santos, conquistou por duas vezes o Prêmio Pernambuco de Literatura</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Uma conversa sobre a produção literária e a música independente pernambucana deu o tom da edição do <b>Outras Palavras</b> realizada na última terça-feira (12), na Escola Técnica Ministro Fernando Lyra, em Caruaru. Na ocasião, o escritor Whalter Moreira Santos falou um pouco sobre sua produção literária, que dentre as mais de 60 premiações na bagagem conquistou por duas vezes o Prêmio Pernambuco de Literatura. Na sequência, foi a vez dos estudantes conversarem com a banda recifense <a href="https://www.instagram.com/bandadirimbo/" target="_blank">Dirimbó</a>, grupo que conta com dois EPs lançados e se prepara para gravar seu primeiro disco autoral, além de entrar em turnê pelo Brasil ano que vem.</p>
<p>Voltado para os alunos da rede pública do estado, o projeto da Secult-PE e Fundarpe alcança seu potencial máximo quando há o que aconteceu em Caruaru, a identificação dos alunos com o que é discutido durante os encontros. Identificação essa que se entende também durante a exibição do curta A Hora da Saída, produzido durante o projeto Cine Cabeça, levado às escolas como uma mostra do que os estudantes podem fazer juntos e através da arte.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/sjG1uWP-P2E" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><i>“Essa é uma aula diferente que a gente oferece a vocês, com apoio da escola, porque queremos construir um ambiente escolar agradável e que nos enriqueça ainda mais no ponto de vista do conhecimento. Deixo aqui para a biblioteca da instituição um kit do <b>Outras Palavras</b> com vários livros de escritores premiados no Prêmio Pernambuco de Literatura, e ressalto que muita gente já produziu peça de teatro com base nessas publicações. Então vamos usar nossa criatividade pra construir um ambiente escolar mais dinâmico e lúdico, e um mundo melhor pra nós todos”,</i> explicou Antonieta Trindade, gestora do projeto e vice-presidente da Fundarpe.</p>
<div id="attachment_56199" aria-labelledby="figcaption_attachment_56199" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142522978_d9fb8220e7_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56199 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142522978_d9fb8220e7_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Queremos construir um ambiente escolar agradável e que nos enriqueça ainda mais no ponto de vista do conhecimento&#8221;, disse Antonieta Trindade sobre o Outras Palavras, projeto do qual é gestora</p></div>
<p>O jornalista e cineasta Marcos Henrique Lopes, mediador do <b>Outras Palavras</b>, abriu o debate com o escritor Whalter Moreira, que venceu a primeira e quarta edição do Prêmio Pernambuco de Literatura, respectivamente, com os livros de contos <b>O metal que somos feitos</b> e <b>Todas as coisas sem nome</b>. Sobre esta última obra, o mediador perguntou como surgiu a ideia dessa publicação.</p>
<div id="attachment_56203" aria-labelledby="figcaption_attachment_56203" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142521958_db12a89da3_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56203 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142521958_db12a89da3_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Debate com o Whalter Moreira Santos foi mediado pelo jornalista e cineasta Marcos Henrique Lopes</p></div>
<p><i>“Não sei se vocês se lembram, mas houve um acidente da TAM de um avião que ia pra Paris e que caiu próximo ao arquipélago de Fernando de Noronha. Eu soube de um casal que estava indo passar lá a sua lua de mel, e pensei em como isso era uma tragédia. Isso ficou na minha cabeça, porque me coloquei na pele dessas duas pessoas. Tem muita coisa envolvida nesse evento, porque além da tragédia, eles morreram juntos, quase como um Romeu e Julieta. Um dos contos do livro foi inspirado nisso”,</i> revelou.</p>
<p><i>“Outro conto foi inspirado em Judas, que é um personagem bíblico, na minha opinião, mal compreendido. Apesar dele ter vendido Jesus, eu tenho a impressão que ele não queria que ele fosse preso, porque Jesus sempre escapava. Há várias passagens na Bíblia que os centuriões chegavam para prendê-lo e ele não estava mais. Tanta prova que ele não queria vendê-lo de fato que devolve as moedas depois. Se coloquem na pele desse personagem. Ele queria o dinheiro, mas era pra causa do evangelho, porque ele era contador, e toda a parte financeira era Judas quem cuidava. Essa possível falsa interpretação desse homem foi outra coisa que me incomodou”,</i> disse Whalter Moreira.</p>
<div id="attachment_56197" aria-labelledby="figcaption_attachment_56197" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24149041407_1b1b6de85b_k-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-56197 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24149041407_1b1b6de85b_k-1-607x394.jpg" width="607" height="394" /></a><p class="wp-caption-text">Durante a conversa, Whalter Moreira deu detalhes da produção do seu livro &#8216;Todas as coisas sem nome&#8217;, que venceu a IV edição do Prêmio Pernambuco de Literatura</p></div>
<p>O escritor aproveitou para opinar sobre como a literatura deve ser tratada no ambiente escolar, com estratégias para atrair o jovem a ler mais livros. <i>“Já pensou se chegam pra você e te obrigam a ficar ao lado de uma pessoa trinta dias e ainda fazer um relatório sobre a convivência? Isso não dá certo. Tá tudo errado nesse mecanismo. A gente precisa de uma escola que tenha uma variedade de livros e que promova uma série de encontros como esse para que a partir daí o adolescente escolha o que quer ler”.</i></p>
<p>Whalter Moreira contou que, por exemplo, começou a adquirir o hábito da leitura de uma maneira nada convencional. <i>“Meu pai era motorista de ônibus e de vez em quando alguém esquecia um livro no ônibus. Então eu lia os livros esquecidos, era toda a minha informação. Um dia esqueceram o <b>Chamado Selvagem</b>, do Jack London, que é um livro incrível, acho que todo adolescente deveria lê-lo. Acho que esse foi o primeiro que eu li e reli várias vezes”,</i> relembrou.</p>
<div id="attachment_56198" aria-labelledby="figcaption_attachment_56198" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142515898_d39cad05c2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56198 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25142515898_d39cad05c2_k-607x451.jpg" width="607" height="451" /></a><p class="wp-caption-text">Outras Palavras em Caruaru contou com forte participação dos estudantes, que fizeram diversas perguntas ao escritor</p></div>
<p>Vários blocos de perguntas foram feitas ao autor, e uma delas questionava a Whalter como foi que ele resolveu escrever. <i>“Sempre fui aluno de fundo de sala, ficava desenhando e escrevendo. Sempre tive diários, e tenho trabalhado com ilustração e design gráfico. Mas sou advogado de formação, e eu estava nesse mundo. Em 1999 eu vi uma entrevista de um editor no programa da Marília Gabriela falando que o autor brasileiro não era profissional, e aquilo me incomodou. Eu tinha um diário sobre bipolaridade que deu origem ao <b>Chuva Amarela</b>, e assinei com o pseudônimo William L. Esse livro vendeu mais de 50 mil exemplares”.</i></p>
<p>Sobre este livro, lançado em 2000, uma estudante da plateia quis saber se nesse livro o autor ajuda outras pessoas a lidar com esse transtorno mental. <i>“Já são dezessete anos de lançado, mas eu gosto muito de falar sobre o assunto. Eu usei o pseudônimo nesse livro porque no começo eu não queria falar, já me sentia contemplado em ter escrito. Mas ai eu passei uns dois anos fazendo palestras, participando de bienais, conversando com as pessoas, porque a gente precisa falar a respeito. Ainda há um preconceito muito grande. Um exemplo era no meu trabalho, quando eu dizia que ia ao oculista, e ninguém reagia, continuava trabalhando, e quando eu dizia que iria ao psiquiatra as pessoas levantavam a cabeça”</i>.</p>
<div id="attachment_56204" aria-labelledby="figcaption_attachment_56204" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38296658664_bbc5e4febf_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56204 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38296658664_bbc5e4febf_k-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">A conversa com Whalter Moreira foi seguida de uma apresentação da banda Dirimbó, do Recife</p></div>
<p>O bate-papo foi seguido de uma apresentação da banda Dirimbó, do Recife, que teve seus trabalhos iniciados em 2013. Após dois anos de estudos e de diálogos entre as músicas amazônica e nordestina, a banda faz sua estreia no Recife e ainda no primeiro ano de circulação integrou o line-up de importantes festivais como o Coquetel Molotov, Festival de Inverno de Garanhuns, Circuito off da MIMO Olinda e Som na Rural, entre outros. Atualmente o grupo é formado por Bruno Negromonte  (bateria), Mário Zappa (baixo), Rafa Lira (vocal e guitarra) e Vítor Pequeno (guitarra), e conta com dois EPs lançados: <b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CFV6vtP64Ew" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?hl=pt-BR&amp;q=https://www.youtube.com/watch?v%3DCFV6vtP64Ew&amp;source=gmail&amp;ust=1513269924832000&amp;usg=AFQjCNF04c5kwJyv7aJiurh88T3YBjRXoA">Dirimbó (2015)</a></b> e <b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RpOt-ubvZBY" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?hl=pt-BR&amp;q=https://www.youtube.com/watch?v%3DRpOt-ubvZBY&amp;source=gmail&amp;ust=1513269924832000&amp;usg=AFQjCNEmzT0I0ihZbhl1v9Wk7rr8Re3bPw">Deixar Tu Loks (2017)</a></b> - este último conta um videorelease explicando a produção do trabalho.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/k9Pkw_TRpdA" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Foi com essa bagagem de produção independente que alguns integrantes da banda conversaram com os estudantes. Bruno Negromonte, por exemplo, adiantou que em maio de 2018 a Dirimbó completa três anos de estrada. “E j<i>á temos dois EPs lançados e bem reconhecidos pela crítica e público. Pra quem não sabe o que é um EP, é como se fosse um disco só que com menos músicas. Ano que vem a gente lança nosso primeiro CD, com 12 faixas autorais, e vamos fazer uma turnê por alguns estados do Norte e Nordeste, depois São Paulo e Rio de Janeiro”</i>.</p>
<div id="attachment_56201" aria-labelledby="figcaption_attachment_56201" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38977027052_b818002df2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56201 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38977027052_b818002df2_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu já estive no lugar de vocês uma vez. Na minha escola se apresentou uma banda e isso influenciou demais a minha carreira&#8221;, disse Bruno Negromonte, baterista da banda</p></div>
<p>Questionado por um dos alunos sobre quais os maiores desafios que eles enfrentaram com a banda, Rafa Lira, vocalista e guitarrista do grupo, contou que é unanimidade entre o grupo que o maior deles é fazer as pessoas acreditarem que isso pode ser seu trabalho. <i>“Porque a música, assim como a arte em geral, é sempre vista ainda como um &#8216;hoobie&#8217;. Isso vem mudando porque o mundo está mudando, mas no tempo que a gente começou a tocar, com uns 15 anos de idade, eu tive que convencer muita gente de que era isso que eu queria ser profissionalmente”</i>, disse o vocalista, para em seguida puxar uma das canções autorais do grupo, intitulada <b>Deixar Tu Loks</b>. Outras músicas, como <b>Carimbó do Selfie</b> e <b>Medo Real</b> fizeram parte do repertório.</p>
<div id="attachment_56196" aria-labelledby="figcaption_attachment_56196" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24148898347_b1ff73f634_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56196 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24148898347_b1ff73f634_k-607x452.jpg" width="607" height="452" /></a><p class="wp-caption-text">Para Rafa Lira, vocalista da banda, o maior desafio do grupo é convencer as pessoas de que a música, assim como outras formas de arte, são profissões que exigem compromisso e dedicação, e não apenas um &#8216;hoobie&#8217;</p></div>
<p>Além de falar sobre seu trabalho autoral, divisão das funções dentro da banda e outros detalhes, o grupo foi questionado sobre qual sonho almejava com a Dirimbó. “<i>Eu já estive no lugar de vocês uma vez. Na minha escola se apresentou uma banda e isso influenciou demais a minha carreira. E hoje a gente está falando pra vocês. Isso aqui hoje é a realização de um sonho também. Depois do Carnaval, a gente vai pra São Paulo tocar em dois SESCs de lá, e isso é outro sonho que a gente como banda vai realizar. A gente trabalha todo dia pra que essas coisas sejam possíveis, pequenos e grandes realizações”,</i> contou o baterista da banda, que em janeiro próximo fará uma turnê por alguns estados do Nordeste e em Belém do Pará. Depois da conversa, a Dirimbó deu de presente alguns EPs para os alunos que participaram da atividade.</p>
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		<title>Urariano Mota leva &#8216;A mais longa duração da juventude&#8217; ao Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Dec 2017 20:07:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias O escritor Urariano Mota, um defensor da democracia e de uma sociedade mais igualitária, conversou na última quarta-feira (6) com estudantes da Escola Técnica Maria José de Vasconcelos, em Bezerros, sobre o seu mais recente livro: A mais longa duração da juventude (2017), que faz uma reflexão importante e necessária sobre episódios comuns [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_55974" aria-labelledby="figcaption_attachment_55974" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187466414_55a144c0cd_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55974 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187466414_55a144c0cd_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">“Esse meu romance, A mais longa duração da juventude, remete à juventude que esteve no combate à ditadura, que tinha a idade, acreditem vocês, de 15 a 22 anos, no máximo. Que fez um combate clandestino&#8221;, explica o autor</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>O escritor Urariano Mota, um defensor da democracia e de uma sociedade mais igualitária, conversou na última quarta-feira (6) com estudantes da Escola Técnica Maria José de Vasconcelos, em Bezerros, sobre o seu mais recente livro: <b>A mais longa duração da juventude</b> (2017), que faz uma reflexão importante e necessária sobre episódios comuns ocorridos na sociedade brasileira durante o período da ditadura militar, em 1970, e nos dias atuais. O encontro integrou a programação de mais uma edição do <b>Outras Palavras</b>, ainda inédita em Bezerros, e que também teve a presença do poeta, cantador e repentista Adiel Luna.</p>
<p>A conversa com Urariano Mota foi mediada por Humberto de Jesus, integrante da equipe do <b>Outras Palavras</b>, que disse acreditar não haver <i>“ambiente mais apropriado do que esse, cheio de jovens, para falar sobre seu novo livro, que trata de questões que estão intrinsecamente ligadas à essa fase da vida e ao momento político atual. Eu queria que você falasse um pouco sobre essa obra”, </i>provocou o mediador.</p>
<div id="attachment_55972" aria-labelledby="figcaption_attachment_55972" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126402979_2ee532f29f_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55972 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126402979_2ee532f29f_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu tenho depoimento de jovens na idade de 23 anos que dizem que se veem neste romance, que percebem as coisas que passam hoje no Brasil e pelas quais eles sofrem”, citou Urariano Mota</p></div>
<p><i>“Me sinto à vontade em falar para vocês porque fui aluno de escola pública. Aliás, toda minha trajetória se fez na Escola Estadual Alfredo Freyre, em Água Fria, no Recife, e naquela época eu não tinha o conforto que vocês tem nessa escola. Lá não existia refeitório, quadra ou área de lazer. Mas o que é que tinha? Um quadro de professores muito acima da média, porque eram acima de tudo educadores, e também uma juventude, uns adolescentes, tão ou mais angustiados como vocês são hoje. E a gente tinha fome e sede de conhecimento”,</i> disse Urariano Mota, que participou de uma <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fundarpe/outras-palavras-para-falar-de-democracia-e-cultura-no-recife/" target="_blank">edição do <b>Outras Palavras</b> na escola onde estudou no semestre passado</a>.</p>
<p><i>“Hoje por exemplo, nesta quarta-feira (6), fomos atacados por uma notícia terrível. A Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais e levou presos o reitor e o vice-reitor. Vocês não têm talvez a dimensão dessa coisa bárbara. Primeiro porque o território do campus universitário é um terreno sagrado. Não é chegar assim e invadir. Levaram eles presos alegando que eles estariam com trabalho irregular num monumento para a memória da anistia que estão construindo. Quando eu vi essa notícia, e isso é uma pancada na gente, me ocorreu como cresce a responsabilidade, o combate e a resistência dos artistas e intelectuais brasileiros hoje. Nós estamos vivendo tempos sombrios, terríveis, que remetem à ditadura militar. Que, inclusive, esse memorial da anistia procurava reconhecer”,</i> refletiu o escritor pernambucano.</p>
<div id="attachment_55967" aria-labelledby="figcaption_attachment_55967" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038069607_71492123d0_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55967 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038069607_71492123d0_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Conversa com estudantes foi mediada por Humberto de Jesus, integrante da equipe do Outras Palavras</p></div>
<p><i>“Esse meu romance, <b>A mais longa duração da juventude</b>, remete à juventude que esteve no combate à ditadura, que tinha a idade, acreditem vocês, de 15 a 22 anos, no máximo. Que fez um combate clandestino. Mas o que eu acho interessante é que muitos leitores pegam este livro e se identificam com ele, mesmo estando na idade de vocês. Eu tenho depoimento de jovens na idade de 23 anos que dizem que se veem neste romance, que percebem as coisas que passam hoje no Brasil e pelas quais eles sofrem”,</i> citou Urariano Mota.</p>
<p><i>“O título se deu porque em um determinado ponto do romance o narrador procura os seus companheiros que estiveram com ele na ditadura, e reconhece que muitos deles já faleceram, e que alguns estão, digamos, inabilitados fisicamente, em cadeira de rodas. E quando ele acha os antigos companheiros vai passando uma passeata pela Rua Princesa Isabel, em direção ao Palácio do Governo, de jovens reclamando por mais verbas para a educação e com um abaixo-assinado pedindo por mais professores. Diante daquilo, quando ele vê a cena, ele diz: ‘essa é a juventude que eu buscava. Os novos companheiros são eles’, que terminam por fazer a mais longa duração da juventude. Assim como ali reclamavam por mais verbas para a educação, a de 1970 pedia contra decretos que queriam privatizar as universidades, ou situações como o famoso Decreto 477, que expulsava e tornava clandestinos estudantes em situação política”, </i>explicou o escritor.</p>
<div id="attachment_55966" aria-labelledby="figcaption_attachment_55966" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038064137_03273689ac_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55966 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038064137_03273689ac_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Quem não perdeu a vontade de dizer que essa sociedade que vivemos é profundamente injusta, termina fazendo a mais longa duração da juventude, porque a coisa mais velha que pode existir é o conformismo, é você se conformar com o mundo do jeito que ele está”, opinou Urariano Mota</p></div>
<p><i>“Esses jovens, que se rebelam, que pedem mudanças no pais, que querem um novo tempo para eles e seus pais, eles terminam fazendo a mais longa duração da juventude. Aqueles jovens que fomos, continuam neles. E em outro determinado do romance, o narrador, quando dois personagens discutem um com o outro, ele diz: ‘Nós não somos velhos’. E o segundo responde: ‘Eu sei, nós não perdemos o tesão de mudar este mundo’. Quem não perdeu a vontade de dizer que essa sociedade que vivemos é profundamente injusta, termina fazendo a mais longa duração da juventude, porque a coisa mais velha que pode existir é o conformismo, é você se conformar com o mundo do jeito que ele está”,</i> opinou.</p>
<p>Urariano Mota aproveitou para fazer os alunos refletirem sobre a lutas de classes no país. <i>“Talvez vocês não saibam, mas não se herda somente riqueza, pobreza também. Se vocês não apostarem em novos caminhos, vão herdar a pobreza dos seus pais. Só tem um modo de romper com isso, e é através da educação. E eu tenho na minha casa este exemplo. Meu pai trabalhava no cais, meus irmãos também, os filhos deles por sua vez, mas eu fui pelo caminho da leitura e educação. Porém, não fiquei rico não, porque a educação não faz ninguém assim, rico materialmente, de grana. Por outro lado, uma coisa é certa: por ela, vocês afastam a miséria pra bem longe, e não só a material, a miséria humana, os preconceitos. E seguramente os seus filhos serão menos pobres do que vocês foram”</i>, instigou o autor.</p>
<div id="attachment_55971" aria-labelledby="figcaption_attachment_55971" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126394239_f173c7eee1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55971 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126394239_f173c7eee1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Alguns alunos fizeram perguntas ao escritor, como Miguel Soares, do 1º ano</p></div>
<p>O estudante Miguel Soares, do 1º ano, pediu a fala e disse que participa no Facebook de algumas páginas políticas. <i>“Um dia li de uma pessoa que tinha um pensamento claramente reacionário algo assim: ‘Minha avó não acredita em pedra viva, mas ela não levou nenhum paulada porque ela não saia pra &#8216;badernar’. Não sei se é verdade, mas até roupa vermelha dizem que não podia usar, numa menção ao comunismo. Eu queria dizer que você dissesse o que despertou em você ser um militante político”,</i> questionou o jovem.</p>
<p><i>“Todo futuro da humanidade está com aqueles que saem pra fazer “baderna”. Quem fica em casa, vendo sua telenovela no sofá, e não protesta, não se reúne, não contribui em nada com as mudanças na sociedade. Parece mentira, mas até pouco tempo atrás mulher não tinha direito a votar. Quem conseguiu isso foram os baderneiros, que foram às ruas protestar, as feministas e sindicalistas, os comunistas. Levar cacete da polícia. E a mulher vota e acaba virando depois presidenta da república. Isso é um trabalho que vieram dos baderneiros”,</i> exemplificou Urariano Mota.</p>
<div id="attachment_55973" aria-labelledby="figcaption_attachment_55973" class="wp-caption img-width-493 aligncenter" style="width: 493px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187443094_64f8aead9e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55973 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187443094_64f8aead9e_k-493x486.jpg" width="493" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Ao término da conversa, Urariano Mota sorteou dois exemplares de seu recente livro entre os estudantes, e deixou outros dois na biblioteca da escola</p></div>
<p><i>“Essa opção que você chama, de militância, não é uma opção que a gente faz num estalo. Não é assim, até porque é uma opção tão complicada e difícil, de rompimento. O que é que aconteceu na minha formação? Os meus melhores amigos estavam na subversão e eram os caras que eu queria estar junto. Eram as pessoas que falavam sobre teatro, literatura, filosofia, que gostavam de música popular. Que valiam a pena a gente conversar e estar juntos. Essa é uma opção que a gente vai fazendo aos poucos, meio que continuado, e hoje você escreve sobre esse momento, que não é praticamente uma escolha, o tema foi quem te escolheu e te perseguiu o tempo todo”,</i> revelou, para depois sortear dois exemplares de seu recente livro entre os estudantes, e deixar outros dois na biblioteca da escola.</p>
<div id="attachment_55969" aria-labelledby="figcaption_attachment_55969" class="wp-caption img-width-526 aligncenter" style="width: 526px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031457958_5156dc0ae6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55969 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031457958_5156dc0ae6_k-526x486.jpg" width="526" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu só acredito numa transformação real da sociedade através da educação enquanto houver essa intercepção com a cultura. Enquanto a nossa cultura raiz não for levada pra escola, eu não acredito em alguma seriedade, porque cultura e educação devem andar juntas”, disse o cantador</p></div>
<p>A conversa foi seguida de uma apresentação do poeta Adiel Luna, nascido em São Lourenço da Mata mas, nas palavras dele próprio, um pernambucano que já morou em todas as principais regiões do estado. <i>“Eu acredito muito no projeto <b>Outras Palavras</b> e nessa abertura que as escolas dão a ele como um exercício para a escola que todo mundo sonha, não só o aluno e o professor, mas a comunidade e os artistas também. E eu só acredito numa transformação real da sociedade através da educação enquanto houver essa intercepção com a cultura. Enquanto a nossa cultura raiz não for levada pra escola, eu não acredito em alguma seriedade, porque cultura e educação devem andar juntas”,</i> disse o cantador, para depois cantar algumas de suas canções.</p>
<div id="attachment_55970" aria-labelledby="figcaption_attachment_55970" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031460758_aef722ffe1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55970 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031460758_aef722ffe1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Adiel Luna explicou aos estudantes seu processo de composição, bem como o que é métrica, rima e oração dentro do contexto da poesia</p></div>
<p style="text-align: left;" align="center">A estudante Fabiana Sales, do 2º anos, perguntou ao poeta como é feita sua poesia e de onde vem suas inspirações na hora de compor. “<i>A poesia existem alguns elementos que a gente consegue trabalhar de uma maneira muito prática. A rima, aquela repetição de palavras com a mesma terminação que dá um efeito estético. A métrica, o tamanho do verso, o metro. E a oração, toda história tem que ter começo meio e fim. A inspiração ela vem de todo lugar. Como eu trabalho de improviso, tem muita relação com a atmosfera, mas quando eu vou escrever, em geral, eu trato muito do ambiente rural e da minha visão do ambiente urbano. Alguém que veio do interior e hoje vive na cidade. A visão do mundo que eu acredito”,</i> detalhou Adiel Luna, para em seguida cantar uma canção que fez em homenagem à Zabé da Loca, pifanista que faleceu este ano.</p>
<div id="attachment_55968" aria-labelledby="figcaption_attachment_55968" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031448808_84e26105c1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55968 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031448808_84e26105c1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe do outras palavras, Urariano Mota, Adiel Luna e professores da escola</p></div>
<p><i>“A gente fala de identidade tem que ter cuidado pra não se prender no caminho, porque o convite pra que isso aconteça é muito grande. Eu, por exemplo, quando cheguei do interior na cidade para estudar, não gostava de usar sapatos. Gostava e me sinto mais à vontade com alpercatas. E por isso recebi logo o apelido de cangaceiro. Mas como eu queria me enturmar com o pessoal da escola, acabei comprando um tênis, horrível, muito desconfortável. Temos que ter cuidado com essas armadilhas, nossa identidade é ancestral e plural e isso deve ser motivo de alegria. Esse é meu ofício há quinze anos, comecei cedo aos 18, e tenho a maior honra de ser filho, neto e bisneto de poeta”,</i> declarou Adiel Luna.</p>
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		<title>Outras Palavras é apresentado como projeto de referência para bibliotecas de escolas públicas</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Nov 2017 14:36:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[II Mostra das Práticas Exitosas nas Bibliotecas Escolares da GRE Metropolitana Sul]]></category>
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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias O projeto Outras Palavras, realizado pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, foi apresentado como um projeto de referência durante a II Mostra das Práticas Exitosas nas Bibliotecas Escolares da GRE Metropolitana Sul. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (23), na sede da Gerência Regional de Educação Metropolitana Sul, no bairro da Várzea, e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_55431" aria-labelledby="figcaption_attachment_55431" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37722353215_6aba16a95e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55431 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37722353215_6aba16a95e_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A gestora do projeto e vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, participou do evento enaltecendo alguns números da iniciativa: já são quase 400 escolas atendidas no estado</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>O projeto <strong>Outras Palavras</strong>, realizado pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, foi apresentado como um projeto de referência durante a II Mostra das Práticas Exitosas nas Bibliotecas Escolares da GRE Metropolitana Sul. O encontro foi realizado nesta quinta-feira (23), na sede da Gerência Regional de Educação Metropolitana Sul, no bairro da Várzea, e contou com o tema ‘Leitura de mundo: Saberes e Práticas. O objetivo do evento era apresentar projetos mediadores de leitura que foram desenvolvidos pelos profissionais nas bibliotecas escolares e em seu cotidiano ao longo do ano letivo.</p>
<p>Participaram da mostra representantes de mais 13 escolas da GRE Metropolitana Sul, além da professora Miza Silveira, coordenadora das bibliotecas escolares, de José Amaro Barbosa, Gerente da GRE Metropolitana Sul, e de Antonieta Trindade, vice-presidente da Fundarpe e gestora do <strong>Outras Palavras</strong>, entre outros profissionais ligados a área da educação em Pernambuco.</p>
<div id="attachment_55433" aria-labelledby="figcaption_attachment_55433" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/38577780532_1f7adfe765_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55433  " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/38577780532_1f7adfe765_k-607x448.jpg" width="607" height="448" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;A professora Antonieta, com o Outras Palavras, tem contribuído nas nossas escolas, levando o patrimônio cultural do estado para dentro do ambiente escolar&#8221;, destacou José Amaro Barbosa, Gerente da GRE Metropolitana Sul</p></div>
<p>Segundo José Amaro Barbosa, houve uma preocupação da GRE Metropolitana Sul em apresentar tudo de bom que foi feito nas escolas durante o ano de 2017. <em>“Além das práticas do Ensino Médio, temos bons exemplos nas escolas do Ensino Fundamental e no âmbito da Gestão Escolar. Mas também temos que parabenizar aqueles que fortalecem a luta por uma educação de qualidade. A professora Antonieta, com o <strong>Outras Palavras</strong>, tem contribuído bastante na Secult-PE e Fundarpe com um debate muito importante nas nossas escolas, levando o patrimônio cultural do estado para dentro do ambiente escolar”,</em> destacou o gestor.</p>
<p>Para Antonieta Trindade, é uma satisfação enorme poder participar de um encontro que trate sobre iniciativas realizadas pelas bibliotecas escolares. <em>“Mais do que nunca é necessário ajudar a nossa juventude a construir uma visão de mundo. Nós vivemos um momento de extrema complexidade no país, com a ameaça de perdermos uma série de direitos que conquistamos. Se nós não nos apropriamos de um conteúdo muito mais abrangente acerca dos fatores que interferem nessa realidade, nós acabaremos reproduzindo aquilo que a mídia quer que a gente reproduza”,</em> opinou a vice-presidente da Fundarpe.</p>
<div id="attachment_55434" aria-labelledby="figcaption_attachment_55434" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37722350695_ad623c515d_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55434 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37722350695_ad623c515d_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Além do Outras Palavras, evento apresentou projetos mediadores de leitura que foram desenvolvidos pelos profissionais nas bibliotecas escolares em 2017</p></div>
<p><em>“Acredito que a leitura, a literatura, este desafio de construir uma escola que nos ensina a pensar, é o principal que temos hoje na educação pública. Por este motivo que nós da Fundarpe e Secretaria de Cultura trabalhamos a integração entre a educação e a cultura através do projeto <strong>Outras Palavras</strong>, que já atingiu quase 400 escolas públicas estaduais. Mas o nosso desafio é ir mais longe e chegar bem próximo do total deste universo que temos em relação às instituições de ensino no estado. Nosso objetivo, por exemplo, é possibilitar aos jovens a oportunidade de dialogar com grandes escritores pernambucanos, como vocês terão aqui hoje com Rejane Paschoal, a primeira mulher premiada como o Prêmio Pernambuco de Literatura”,</em> ressaltou Antonieta Trindade.</p>
<p>Ela aproveitou também para falar da importância de levar às escolas mestres e mestras cultura popular pernambucana. <em>“De Lia de Itamaracá ao Maestro Forró a gente conseguiu fazer com que estes artistas dialogassem de perto com a garotada, dando a chance deles puderem conhecer a produção artística do nosso estado. E muitos destes artistas convidados são Patrimônios Vivos de Pernambuco, como é o caso de Lia”,</em> pontuou.</p>
<div id="attachment_55432" aria-labelledby="figcaption_attachment_55432" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37892907664_e281740ea2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55432 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/37892907664_e281740ea2_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Rejane Paschoal, uma das vencedoras do Prêmio Pernambuco de Literatura, participou do evento para falar sobre seu trabalho como escritora</p></div>
<p>Além das apresentações das iniciativas, o evento teve mesas redondas mediadas pelo professor Jamil Costa com a escritora Rejane Paschoal e com o escritor Fred Caju. Ambos puderam conversar com os presentes sobre suas iniciações no mundo literário, bem como apresentar suas mais recentes produções, respectivamente os livros Manuscritos em Grafite (2015) e Estilhaços (2017), entre outras atividades.</p>
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		<title>Através da cultura, Outras Palavras transforma ambiente escolar na Muribeca</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Sep 2017 19:39:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias Manter a disciplina dentro do ambiente escolar é, por vezes, uma tarefa complicada. Na agitação da idade, os alunos tendem a perder fácil a atenção caso o assunto não seja tão interessante. Por essa razão se faz cada vez mais necessário criar condições e estratégias para atrair este olhar, revolucionar a educação e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_53777" aria-labelledby="figcaption_attachment_53777" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380273995_0794b1cff6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53777 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380273995_0794b1cff6_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Iniciativa conta com outros números relevantes: 8.352 jovens atendidos e 4.560 livros doados até aqui</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Manter a disciplina dentro do ambiente escolar é, por vezes, uma tarefa complicada. Na agitação da idade, os alunos tendem a perder fácil a atenção caso o assunto não seja tão interessante. Por essa razão se faz cada vez mais necessário criar condições e estratégias para atrair este olhar, revolucionar a educação e fazer com que os jovens entendam a importância dela como uma ferramenta de formação cidadã e humana. Este é um dos papéis do <strong>Outras Palavras</strong>, iniciativa da Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe que atingiu, na última quinta-feira (21), a marca de 358 escolas públicas atendidas no estado. Desta vez, a instituição que recebeu o projeto foi a EREM Edson Moury Fernandes, na Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes, com a presença do escritor Delmo Montenegro e do grupo de rap Aliados CP.</p>
<p>Durante os dois anos que o <strong>Outras Palavras</strong> circulou no território pernambucano, foi comum encontrar nas instituições de ensino estudantes ainda dispersos, sem entender muito bem o que iria acontecer naquela situação. <em>“Sou professora e conheço de perto as dificuldades na rede pública de ensino. Vejo aqui muitos filhos da classe operária do nosso país, e esse projeto tem a proposta de dar oportunidade a nossa juventude, fazer com que ela possa conhecer patrimônios da cultura popular do estado e ter acesso às publicações da Secretaria de Cultura e Fundarpe, que tratam diretamente dos nossos bens culturais”,</em> disse Antonieta Trindade, vice-presidente da Fundarpe, destacando outros números que a iniciativa já alcançou: 8.352 jovens atendidos e 4.560 livros doados até aqui.</p>
<div id="attachment_53781" aria-labelledby="figcaption_attachment_53781" class="wp-caption img-width-566 aligncenter" style="width: 566px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380297075_8b5900afac_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53781 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380297075_8b5900afac_k-566x486.jpg" width="566" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Nós queremos garantir que vocês concluam o Ensino Médio tendo acesso à universidade e ao emprego, assim como os filhos daqueles que têm a riqueza no Brasil&#8221;, discursou Antonieta Trindade aos jovens presentes</p></div>
<p><em>“Oportunidade na vida é assim. A gente pega e valoriza, ou deixa passar. Nós queremos garantir que vocês concluam o Ensino Médio tendo acesso à universidade e ao emprego, assim como os filhos daqueles que têm a riqueza no Brasil. Que vocês compreendam que hoje nós precisamos de uma juventude que pense, e não que apenas reproduza aquilo que está na mídia ou cultura de massa. A escola precisa ser um lugar que ensine a gente a pensar e exercer nosso senso crítico”,</em> completou Antonieta Trindade, atraindo a curiosidade dos presentes. A turma, antes agitada, agora prestava mais atenção no que estava por vir.</p>
<div id="attachment_53780" aria-labelledby="figcaption_attachment_53780" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380283625_1847b39ff8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53780 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380283625_1847b39ff8_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Delmo Montenegro é vencedor do 1º Prêmio Pernambuco de Literatura, com o livro Recife No Hay, que também foi finalista, na categoria Poesia, da 56ª edição do Prêmio Jabuti</p></div>
<p>Como de praxe, antes da conversa com os escritores, o <strong>Outras Palavras</strong> abre espaço para apresentação de algum grupo artístico da escola. Na Muribeca, alguns alunos apresentaram um trabalho feito para o Dia da Consciência Negra, quando montaram um grupo percussivo, ainda sem nome, composto por sete integrantes, que tocavam em instrumentos feitos com material reciclado. Na sequência, o mediador Marcos Lopes iniciou a conversa com o escritor Delmo Montenegro, vencedor do 1º Prêmio Pernambuco de Literatura, com o livro <strong>Recife No Hay</strong> – que também foi finalista, na categoria Poesia, da 56ª edição do Prêmio Jabuti. Poeta, ensaísta e tradutor, Delmo também publicou os livros de poemas <strong>Os Jogadores de Cartas</strong> (2003) e <strong>Ciao Cadáver</strong> (2005) e organizou, em parceria com o poeta Pietro Wagner, os dois volumes da antologia Invenção Recife (2004), que mapeou parte da nova cena poética de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_53779" aria-labelledby="figcaption_attachment_53779" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380281135_f45ac0b532_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53779 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380281135_f45ac0b532_k-607x333.jpg" width="607" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Tem que correr atrás. A história é não se acanhar, achar que você é menos que ninguém, isso não existe”, opinou o autor de Recife No Hay quando perguntando sobre o que faz pra divulgar seu trabalho</p></div>
<p>Nascido e criado no bairro de Afogados, Delmo Montenegro contou aos estudantes que desde criança gostava de frequentar bibliotecas. <em>“Talvez minha paixão por literatura tenha começado desse interesse. Às vezes a gente não tem muitas oportunidades na vida, mas a gente se agarra nas que consegue, do jeito que pode. As coisas não foram fáceis pra mim, mas nem por isso eu fico usando isso como justificativa. Pelo contrário, só me deu força a encarar o que eu tinha que fazer”,</em> disse aos jovens. <em>“A gente vive num país que não dá tanto valor à arte como em outros lugares. Mas a arte me levou a outros países e estados”,</em> concluiu.</p>
<div id="attachment_53778" aria-labelledby="figcaption_attachment_53778" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380276975_f885bcb532_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53778 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/37380276975_f885bcb532_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Alunos interagiram durante toda a atividade, com perguntas e observações sobre o fazer literário</p></div>
<p>O estudante Mateus Soares, do segundo ano do Ensino Médio, quis saber de Delmo quais inspirações ele busca para escrever um bom livro e pediu um conselho para quem queira começar a escrever. <em>“Quando a gente escreve, faz música ou constrói teatro, a gente sempre vai buscar referências em outros nomes. É importante que a gente tente ir atrás disso, mas no meu caso específico sempre tive a oportunidade de estar lendo muito. As minhas inspirações na poesia não necessariamente tem relação com livros. Claro que os autores que contam nossa história, como Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e Gilberto Freyre, são pessoas que pensaram a realidade brasileira e seu material deve ser estudado. Mas eu sou um cara que passei muito tempo da minha vida ouvindo música e jogo de videogame. Eu passava mais tempo na frente de um Playstation do que propriamente na frente de um livro. Por outro lado, se você ler meus poemas vocês vão encontrar ligações a outros escritores, como Augusto dos Anjos, por exemplo, uma pessoa de quem bebo muito da fonte”.</em></p>
<p>Delmo respondeu também a uma pergunta do estudante Breno da Silva, do 2º ano, que quis saber quais plataformas o autor usa para divulgar seu trabalho. <em>“Hoje você grava sua música, grava seu texto, recita, coloca numa página no Facebook ou Instagram, e faz as coisas circularem. A articulação atualmente é muito mais prática para quem lida com a arte. De repente teu trabalho circula, pessoas de outros estados e países passam a ter acesso. Tem que correr atrás. A história é não se acanhar, achar que você é menos que ninguém, isso não existe”,</em> opinou o autor de Recife No Hay.</p>
<div id="attachment_53775" aria-labelledby="figcaption_attachment_53775" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36982851090_f0d61f90d7_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53775 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36982851090_f0d61f90d7_k-607x440.jpg" width="607" height="440" /></a><p class="wp-caption-text">A Aliados CP é formada por Mano Gão (MC), Fumaça (MC), AF (MC) e DJ Paulo V.</p></div>
<p>Originado em Casa Amarela, o <a href="http://aliadoscpafirma.blogspot.com.br/" target="_blank">Aliados CP</a> fechou a programação na instiga do rap. O grupo é formado por Mano Gão (MC), Fumaça (MC), AF (MC) e DJ Paulo V., e lançou seu primeiro trabalho independente no final de 2005, intitulado <strong>Enxergamos uma luz</strong>. Em 2012, o grupo lançou seu segundo álbum, <strong>Vivendo o presente sem esquecer o passado</strong>, que conta com participações de Zé Brown e Jorge Poeta. A proposta da banda durante o <strong>Outras Palavras</strong> foi falar um pouco do trabalho deles e da cena hip hop no Recife.<em> “A gente vem destrinchando a questão do rap, transformando num som mais regional, ligando ao repente e poesia improvisada”,</em> explica o MC Gão. “<em>Procuramos sempre trabalhar com qualidade. Não é porque somos pobres, desfavorecidos na sociedade, que vamos trazer um produto de má qualidade pro nosso povo. Os nossos pais não aceitam nota 8 ou 9, eles querem 10. É assim que somos”,</em> pontuou.</p>
<div id="attachment_53774" aria-labelledby="figcaption_attachment_53774" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36982844550_e982621db2_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-53774 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/36982844550_e982621db2_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo de Casa Amarela conversou com os jovens sobre como é a cena rap do Recife, além de destrinchar detalhes sobre sua história</p></div>
<p>Durante a conversa com a banda, o aluno Breno da Silva pediu novamente a fala e disse que gostava de escrever e cantar rap romântico, e que algumas pessoas o haviam desencorajado a correr atrás. <em>“Queria saber como vocês lidaram com essa situação?”</em>, questionou o jovem. <em>“Dê graças a Deus que você tem voz, porque muita gente queria ter e não tem”,</em> aconselhou o MC Af.  <em>&#8220;No começo da banda foi difícil e é até hoje. Quando eu comecei a escrever letras com quinze anos eu mostrava ao meu irmão. Eu tinha que colocar aquilo pra fora e precisava mostrar a alguém. Mas vejam como são as coisas. Depois eu descobri que ele chegava para o pessoal na rua e dizia que achava que eu estava enlouquecendo, que eu estava com um papo de doido que tinha virado músico. Mas ele nunca me desencorajou diretamente. O que aconteceu depois de um tempo foi que uns amigos montaram uma banda de rock, na Bomba do Hemetério, para participar de um festival, mas eles não tinham música letrada. Ai me chamaram e disseram que estavam sabendo que eu havia escrito algumas canções e que queriam ouvir. Resultado: depois de ouvirem, eu acabei entrando pra banda e passei três anos nela, um grupo bem legal de Casa Amarela que se chama Gravidade Zero. E foi através do baixista que eu conheci Gão. Pra você ver como as coisas estão conectadas. Se eu tivesse desistido ali atrás, eu não estaria conversando com você agora. Sempre vá aperfeiçoar. Se você tiver que ser alguém, seja o melhor, sem desmerecer os outros”.</em></p>
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		<title>Outras Palavras fortalece a relação entre escolas e patrimônios do estado</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Aug 2017 18:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_52633" aria-labelledby="figcaption_attachment_52633" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36614195176_dd4cffd167_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52633" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36614195176_dd4cffd167_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">José Costa Leite, Patrimônio Vivo de Pernambuco e morador do município de Condado, esteve presente nesta edição</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong> Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Uma das melhores formas de contar e preservar a história de um povo, sem dúvidas, é através dos seus patrimônios. É por essa razão que o projeto <strong>Outras Palavras</strong> tem a preocupação de construir com as escolas públicas de Pernambuco uma relação com Patrimônios Vivos do estado, proporcionando que os jovens alunos tenham um contato direto com sua identidade e com mestres da cultura popular. Na última sexta-feira (18), dentro da programação da 10ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, o projeto da Secult-PE e Fundarpe realizou uma edição especial voltada para o tema na EREM Antonio Correia de Oliveira Andrade, no município de Condado, Mata Norte de Pernambuco. A ocasião contou com a presença da jornalista e pesquisadora Maria Alice Amorim, especialista no assunto, além do cordelista José Costa Leite, e da Banda Musical Curica – os dois últimos detentores do título de Patrimônios pernambucanos.</p>
<p><em>“O <strong>Outras Palavras</strong> não existe apenas porque a Secretaria de Cultura e Fundarpe têm como objetivo promover a integração entre a cultura e a educação. O que de fato move este projeto é nosso desejo de garantir à juventude o acesso aos bens culturais que, regra geral, não existe nas escolas públicas. A iniciativa vem sendo tocada por uma equipe que acredita que é possível intervir na realidade para transformá-la e contribuir para que os estudantes possam aguçar seu senso crítico. Ontem, por exemplo, <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/patrimonio/pernambuco-celebra-titulacao-dos-seis-novos-patrimonios-vivos-do-estado/" target="_blank">nós diplomamos mais seis Patrimônios Vivos</a>, eleitos pelo Conselho de Preservação Cultural do estado, e é um orgulho saber que em Pernambuco temos tanta gente que faz a sua cultura ser difundida e fortalecida há décadas. Isso precisa ser trazido para dentro do ambiente escolar”,</em> explicou Antonieta Trindade, gestora da ação e vice-presidente da Fundarpe.</p>
<div id="attachment_52632" aria-labelledby="figcaption_attachment_52632" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36522127441_2adb93e365_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52632 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36522127441_2adb93e365_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;O Outras Palavras vem sendo tocado por uma equipe que acredita que é possível intervir na realidade para transformá-la e contribuir para que os estudantes possam aguçar seu senso crítico&#8221;, explica Antonieta Trindade, gestora do projeto</p></div>
<p>De 2015 pra cá, o <strong>Outras Palavras</strong> já promoveu 42 edições, que atingiram mais de 300 escolas e 7 mil estudantes pelo estado, e dais quais mais de 30 tiveram a presença de Patrimônios Vivos do estado. Participaram mestres, mestras e grupos como Lia de Itamaracá, Mestre Galo Preto, Maracatu Leão Coroado, Maestro Duda, Troça Cariri Olindense, Dedé Monteiro, Orquestra Capa Bode, José Costa Leite, Lula Vassoureiro, Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu, Caboclinho Sete Flechas, Banda Musical Curica, Mestre Zé Lopes e Clube de Boneco Seu Malaquias – alguns já marcaram presença mais de uma vez.</p>
<p>O debate desta vez começou com depoimentos da jornalista e pesquisadora Maria Alice Amorim, responsável pela criação do <a href="https://issuu.com/echeverriama/docs/patrimoniosvivos_" target="_blank">catálogo dos Patrimônios Vivos de Pernambuco</a>, que conversou detalhadamente com os jovens sobre como foi o processo de apuração para a realização de suas obras, boa parte delas voltadas para a pesquisa na área cultural. Ela contou que nos anos 80 frequentava bastante a Mata Norte para realizar pesquisas sobre os Maracatus de Baque Virado e Baque Solto – considerados atualmente Patrimônios Culturais Imateriais do Brasil. Nesse período, esteve muito próxima de grupos e mestres da cultura popular local, e imersa naquele universo teve a ideia de escrever sobre o assunto.</p>
<div id="attachment_52630" aria-labelledby="figcaption_attachment_52630" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36491226542_c7958e2807_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52630 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36491226542_c7958e2807_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Conversa com Maria Alice Amorim e José Costa Leite teve a mediação do jornalista Marcos Lopes e contou com a participação dos estudantes da escola</p></div>
<p>Durante sua fala, o aluno Bruno Roberto, do 3º ano, aproveitou para perguntar como surgiu a primeira obra da autora. <em>“Foi sobre a poesia improvisada dos mestres de maracatu rural. Eu gosto muito de ir a campo, fazer as entrevistas e manter uma relação próxima para que o trabalho possa ficar mais rico. No final das contas são pessoas, e a gente estabelece relações interpessoais, e isso é o mais importante. Esse livro teve uma ótima aceitação e eu fiquei muito feliz porque não havia até então algo tão aprofundado sobre o assunto”,</em> disse a pesquisadora.</p>
<div id="attachment_52631" aria-labelledby="figcaption_attachment_52631" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36522052391_68eb0289f1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52631 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36522052391_68eb0289f1_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Estudantes fizeram perguntas a Maria Alice Amorim sobre, por exemplo, como foi construir sua primeira obra literária no campo da pesquisa cultural</p></div>
<p>O professor Paulo Henrique, da EREM Antonio Correia de Oliveira Andrade, quis saber de Maria Alice Amorim qual o sentimento que ela tem em colaborar na difusão das riquezas da cultura pernambucana. <em>“A formação da opinião neste sentido é um papel importante, e eu modestamente considero que contribuo de alguma maneira, mas só isso. Nossa cultura tem uma dinâmica própria e sempre em processo de readaptação e permanência no nosso meio, mas considero importante sim este trabalho de divulgar e semear. Porém, é bom destacar que o mais importante são os mestres e grupos que são os protagonistas dessa história”.</em></p>
<p>Levar ate o município de Condado o poeta da região José Costa Leite é simbólico por proporcionar aos estudantes a oportunidade de conhecerem um mestre que mora tão perto deles – praticamente a alguns quarteirões de distância, na Rua Júlio Correia, 223, onde também funciona o atelier do mestre. Com mais de 90 anos, Costa Leite mantém a mente afiada e o ofício de cordelista. Segundo ele, ainda escreve um por dia pra não perder o costume nem enferrujar.</p>
<div id="attachment_52628" aria-labelledby="figcaption_attachment_52628" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35851211903_d36c0c9b36_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52628 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35851211903_d36c0c9b36_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">José Costa Leite contou aos alunos que aprendeu a ler graças à literatura de cordel e deu detalhes sobre como é sua rotina como cordelista</p></div>
<p>Quando criança, numa época que a educação era de ainda mais difícil acesso, não teve condições de frequentar a escola e aprendeu a ler graças à literatura de cordel. <em>“Eu ia até a Feira de Itabaiana e ficava ouvindo os cantadores cantando versos sobre Lampião. Depois eu lia os cordeis que eles usavam para cantar, e assim fui aprendendo a ler também. Foi quando comprei meu primeiro livrinho, e passei a prestar mais atenção nas palavras cantadas e escritas. Não demorou pra eu escrever meus primeiros versos”.</em> Era então amor à primeira vista. Desde 1947, de acordo com as contas do próprio José Costa Leite, que ele vende cordéis mundo afora – alguns considerados clássicos como <strong>A carta misteriosa do Padre Cícero Romão</strong> e <strong>O dicionário do amor e os dez mandamentos</strong>.</p>
<p><em>“O que mais vende, não tem jeito, é o hilariante. E eu tenho o dom de fazer as pessoas rirem. Para a criançada, a gente procura um enredo diferente, com fábulas”,</em> revela José Costa Leita, que reclama da queda na venda dos livros nos últimos anos e diz que só tem conseguido levar o trabalho adiante graças ao incentivo que ganha como Patrimônio Vivo do estado. Apesar da falta de recursos, não mede elogios aos ofício que defende. <em>“O cordel educa, ensina, diverte. Tem gente que pensa que ele não é arte e trata como uma coisa inferior. Algo como esse verso que diz: &#8216;Conheci um fazendeiro / que vivia endinheirado / tinha cem léguas de terra / dez mil cabeça de gado / findou com duas sacolas / na feira pedindo esmola / de tanto vender fiado&#8217;. Pode ver que tendo métrica, não falha”,</em> comentou ele, que tem a vantagem, como cordelista, de saber fazer o cordel, a xilogravura e ainda cantar. <em>“Eu faço tudo, só não tenho a quem vender”,</em> brinca aos risos, pra diversão da garotada.</p>
<div id="attachment_52635" aria-labelledby="figcaption_attachment_52635" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36660485295_3cdb1cfe61_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52635  " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36660485295_3cdb1cfe61_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Fundada em 1848 com o nome Sociedade Musical Curica é um dos grandes patrimônios de Goiana</p></div>
<p>Após a conversa, foi a vez da Banda Musical Curica ocupar o salão da escola e realizar sua apresentação, e antes de começarem era visível a cara de curiosidade no rosto dos estudantes, empolgados com o que aconteceria na sua escola. Fundada em 1848 com o nome <a href="https://sociedademusicalcurica.wordpress.com/historico/">Sociedade Musical Curica</a> é um dos grandes patrimônios de Goiana. Sempre marca presença em solenidades cívicas e religiosas e conta com 60 a 70 músicos jovens com idades que variam entre nove e 18 anos. Por lá, passaram músicos como o Maestro Duda e Maestro Guedes Peixoto.</p>
<div id="attachment_52629" aria-labelledby="figcaption_attachment_52629" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36491141032_712792597a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52629 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/36491141032_712792597a_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">O corpo musical da Banda Musical Curica é bastante jovem, formado por integrantes com idades que variam entre nove e 18 anos</p></div>
<p>Segundo Edson Júnior, presidente da Sociedade Musical Curica e trompetista da banda, o título de Patrimônio Vivo é de fundamental importância porque é através deste incentivo, que não é apenas financeiro, mas também de ações, que a banda se mantém reconhecida e atuante no estado. <em>“Aproveito para também fazer um convite e chamar a todos a visitarem nossa sede na cidade de Goiana, na Rua 5 de Maio, onde acontecem atividades de formação musical de segunda a sábado”.</em></p>
<div id="attachment_52627" aria-labelledby="figcaption_attachment_52627" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35851186913_5e4bdfc03c_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-52627 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/35851186913_5e4bdfc03c_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo atualmente conta com a regência do Maestro Everton, que se formou em música na própria escola da Sociedade Musical Curica</p></div>
<p>O grupo atualmente conta com a regência do Maestro Everton, oriundo da escola de música da Curica. A apresentação foi marcada pelas músicas tradicionais da banda, que de acordo com registro históricos chegou a tocar para o Imperador Dom Pedro II, em 6 de dezembro de 1859. Além desrtas canções, a apresentação animadíssima contou no seu repertório com vários clássicos da música pernambucana e nacional, como <strong>Como Dois Animais</strong> (Alceu Valença) e <strong>Do seu lado</strong> (Jota Quest), que fizeram a garotada entrar no clima e se divertir bastante. No clima da valorização dos bens culturais pernambucanos, a Curica finalizou com os frevos <strong>Cabelo de Fogo</strong> e <strong>Voltei Recife</strong> – Desde 2011, o Frevo tem o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, dado pela Unesco.</p>
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