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	<title>Portal Cultura PE &#187; hilda torres</title>
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		<title>Espetáculo Soledad: A Terra É Fogo sob Nossos Pés encerra temporada na Argentina</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Nov 2023 14:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há exatos 50 anos, em um dos episódios mais violentos do regime militar brasileiro – conhecido como O Massacre da Chácara São Bento &#8211; era assassinada, aos 28 anos, na Região Metropolitana do Recife, a militante paraguaia que lutou contra diversas ditaduras na América Latina: Soledad Barrett Vidma. Meio século depois, nos palcos, sua história [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_106643" aria-labelledby="figcaption_attachment_106643" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Soledad-90.jpg"><img class="size-medium wp-image-106643" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Soledad-90-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A atriz Hilda Torres estrela o espetáculo Soledad: A Terra É Fogo sob Nossos Pés</p></div>
<p>Há exatos 50 anos, em um dos episódios mais violentos do regime militar brasileiro – conhecido como O Massacre da Chácara São Bento &#8211; era assassinada, aos 28 anos, na Região Metropolitana do Recife, a militante paraguaia que lutou contra diversas ditaduras na América Latina: Soledad Barrett Vidma. Meio século depois, nos palcos, sua história de vida continua contribuindo para despertar reflexões importantes, notadamente atemporais e necessárias, no Brasil e no mundo. Trata-se do espetáculo teatral <em>Soledad: A Terra É Fogo sob Nossos Pés</em>, que há oito anos vem lotando plateias em suas circulações nacionais e internacionais, desta vez, em Buenos Aires, na Argentina.<br />
Depois de passar por cidades como Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo, Montevideo (Uruguai), Assunção (Paraguai), Havana (Cuba), além de Madrid, Santander, Bilbao, Oruña de Piélagos, Cabezón de la Sal e Torrelavega, na Espanha, esta semana a peça desembarcou na capital argentina para a conclusão da segunda etapa de sua mais recente circulação internacional.<br />
São três apresentações: duas realizadas na terça (21) e quarta-feira (22) passadas, em CCC en la sala Tuñón, e a terceira em UTE (Bartolomé Mitre 1984), nesta sexta (24), às 20h. Além das encenações, o Grupo Cria do Palco, responsável pela obra, participa de alguns debates sobre A Arte como Instrumento de Transformação Social, atividade que conta com a representação de organizações locais e Ñasaindy Barrett, que é filha de Soledad (nascida em Cuba antes de sua mãe vir para o Brasil) e debatedora fixa do projeto. A circulação internacional do espetáculo é incentivada pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura).<br />
Sol, como era conhecida entre os mais próximos, teve sua trajetória desenhada em meio à luta sociopolítica de sua família. Seu avô, o renomado jornalista e escritor espanhol Rafael Barrett, natural de Torrelavega, foi uma grande inspiração ideológica para ela. Quando nasceu, seus pais e irmãos mais velhos já eram militantes e dedicavam suas vidas quase que integralmente à luta contra ditaduras em toda a América Latina.<br />
Os exílios políticos fizeram parte da sua vida desde muito nova, com menos de um 1 de idade enfrentou seu primeiro, na Argentina. Aos 17 anos, em mais um exílio, dessa vez no Uruguai, Soledad foi sequestrada por um grupo neonazista e teve suas duas pernas marcadas com a suástica por uma navalha. Ela se negou a gritar palavras em saudação a Hitler e por isso sofreu essa brutal violência.<br />
Com isso, em vez de se intimidar, Soledad passou a se dedicar ainda mais à militância. Imediatamente foi para Moscou estudar teorias comunistas. Depois de um ano foi novamente para a Argentina e em seguida para Cuba, onde treinou táticas de guerrilha, casou e deu à luz a sua única filha, antes de vir para o Brasil e ser entregue à morte pelo seu então companheiro, conhecido por todos como Daniel, mas que na verdade era o Cabo Anselmo &#8211; o infiltrado dos órgãos de repressão mais conhecido do País. Sozinho, estima-se que ele levou à morte aproximadamente metade de todos os mortos e desaparecidos políticos contabilizados pela ditadura brasileira. O fato de Soledad estar grávida dele não foi suficiente para sensibilizá-lo.<br />
A dramaturgia do espetáculo surge a partir da cronologia da personagem, alcançada por meio de pesquisas de campo, músicas da época, poesias (muitas de ex-presos políticos), cartas, entrevistas sistemáticas, acesso a documentos e o contato com familiares – especialmente as parceiras do projeto, Ñasaindy e Ivich Barrett (filha e neta de Soledad, respectivamente).<br />
Vale ressaltar que Ñasaindy, inclusive, além de haver contribuído para esse processo de pesquisa, ainda assina a identidade visual do projeto, cedeu uma de suas composições para a trilha sonora do espetáculo e integra, como debatedora fixa, a equipe base de circulação da obra. Após o término de todas as apresentações a produção realiza debates, geralmente com temas que envolvam o ativismo artístico encampado pelo grupo.<br />
A peça é encenada pela atriz pernambucana e idealizadora do projeto, Hilda Torres. A direção é da atriz e diretora que nasceu na Argentina, mas foi ainda pequena para São Paulo, Malú Bazán. As duas são responsáveis pela construção da dramaturgia, que toma fôlego a partir de uma costura entre diversos instrumentos de pesquisa e obras poéticas, que datam de 1904 até a contemporaneidade.<br />
Com duração de 60 minutos, o solo desloca o espectador para uma época aparentemente conhecida, mas pouco entendida e ao mesmo tempo levanta questões da atualidade proporcionando um espaço de reflexão, provocação e possibilidades, sobretudo nos dias atuais. Trata-se de uma narrativa que traça um ousado diálogo entre o passado e o presente levando-nos a perceber que as coisas não mudaram tanto assim.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Ficha técnica:</span></strong></p>
<p>Idealização e coordenação do projeto: Hilda Torres<br />
Dramaturgia: Hilda Torres e Malú Bazán<br />
Atuação: Hilda Torres<br />
Direção: Malú Bazán<br />
Cenário e figurino: Malú Bazán<br />
Desenho e operação de luz: Eron Villar<br />
Direção musical: Lucas Notaro<br />
Operação de som: Márcio Santos<br />
Produção geral: Márcio Santos<br />
Produção executiva: Áurea Luna<br />
Assessoria de imprensa: Dea Almeida (Alcateia Comunicação e Cultura)<br />
Coordenação de comunicação: Márcio Santos<br />
Debatedora fixa: Ñasaindy Barrett de Araújo<br />
Designer: Tiago Melo</p>
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		<title>Centésima edição do Outras Palavras é celebrada durante feira literária em Arcoverde</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2018 13:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias A centésima edição do Outras Palavras ganhou tons de celebração com a participação do projeto na Feira Literária do Sertão (Felis), realizada em Arcoverde durante o final de semana passado. Na última sexta-feira (30/11), o escritor Urariano Mota, autor do livro Soledad no Recife, e a atriz Hilda Torres, com o espetáculo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_64955" aria-labelledby="figcaption_attachment_64955" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099488362_4ff8895cf6_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64955  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099488362_4ff8895cf6_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Urariano Mora, como forma de cativar a garotada, tratou logo de sentar ao lado das crianças para interagir e ganhá-los com a simpatia</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Marcus Iglesias</strong></p>
<p>A centésima edição do <strong>Outras Palavras</strong> ganhou tons de celebração com a participação do projeto na Feira Literária do Sertão (Felis), realizada em Arcoverde durante o final de semana passado. Na última sexta-feira (30/11), o escritor Urariano Mota, autor do livro<strong> Soledad no Recife</strong>, e a atriz Hilda Torres, com o espetáculo <strong>Soledad: a terra é fogo sobre nossos pés,</strong> conversaram com estudantes de escolas públicas da cidade sobre Soledad Barret, militante assassinada durante a ditadura militar no Brasil.</p>
<p>Lucila Gomes, uma das integrantes da equipe do <strong>Outras Palavras</strong>, desde 2015, conta que a primeira edição foi realizada no Teatro Apolo, no Bairro do Recife, com a presença de quatro escritores, da cirandeira Lia de Itamaracá (representando os Patrimônios Vivos), representantes da Secretaria de Educação estadual, e mais de 150 profissionais da área da educação, entre diretores de escolas, professores e gestores das Gerências Regional de Educação (GRE).</p>
<div id="attachment_64956" aria-labelledby="figcaption_attachment_64956" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099494252_66025bcc69_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64956  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099494252_66025bcc69_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O Outras Palavras atingiu mais de 590 escolas, 17 mil estudantes e entregou mais de 6100 livros às bibliotecas por onde passou.</p></div>
<p><em>“Naquela ocasião, eu não tinha ideia se teríamos a segunda edição, mas a confiança de que nossa proposta seria bem aceita por quem faz a educação pública acontecer. Hoje estamos na centésima edição, recebendo convites de várias escolas e festivais pelo estado, e ainda teremos mais até o final do ano”,</em> comemora Lucila.</p>
<p>No próximo dia 5 de dezembro, está agendada uma ação da Secult-PE e Fundarpe na EREM Capitão Luiz Reis, no Alto da Bondade, em Olinda. Já no dia 12 deste mês, haverá uma edição de avaliação dos três anos do <strong>Outras Palavras</strong> no auditório do Centro de Artesanato de Pernambuco, no Marco Zero, com vários convidados e artistas que participaram da iniciativa. Dentre outros números, até aqui o projeto atingiu mais de 590 escolas, 17 mil estudantes e entregou mais de 6100 livros às bibliotecas por onde passou.</p>
<div id="attachment_64958" aria-labelledby="figcaption_attachment_64958" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46149840641_377ba6a491_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64958  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46149840641_377ba6a491_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Apesar de tímidos, as crianças não desgrudavam os olhos da conversa entre o Urariano e Hilda</p></div>
<p><strong>Outras Palavras em Arcoverde -</strong> Quando Urariano Mota e a atriz Hilda Torres chegaram à Praça Virgínia Guedes esperavam encontrar um público mais adolescente para lhes ouvir. Afinal, eles iam falar sobre assuntos duros como a ditadura militar e repressão policial no Brasil, fazendo uma conexão com a história de Soledad Barret. Mas ao observarem o ambiente, perceberam que precisariam se adaptar de improviso diante da plateia que se depararam. É que as escolas envolvidas tinham levado muitas crianças &#8211; e apenas alguns adolescentes &#8211; para a ação.</p>
<p>Os dois conversaram nos bastidores e combinaram como fariam a nova apresentação. Enquanto Hilda se preparava, Urariano, como forma de cativar a garotada, tratou logo de sentar ao lado das crianças para interagir e ganhá-los com a simpatia. Atrair a atenção deles, primeiro, para depois entrar no assunto que tinha ido falar. O escritor é um bom conhecedor deste perfil de plateia porque foi aluno da escola pública. A Escola Professor Alfredo Freyre, no bairro de Água Fria, <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fundarpe/outras-palavras-para-falar-de-democracia-e-cultura-no-recife/" target="_blank">que recebeu uma edição do <strong>Outras Palavras</strong> com a participação do seu antigo aluno no ano passado</a>.</p>
<div id="attachment_64957" aria-labelledby="figcaption_attachment_64957" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46149838661_401ad1fb72_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64957  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46149838661_401ad1fb72_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">“Tenho o sonho de que o mundo seja melhor para todos e todas”, disse uma menina que estava na plateia</p></div>
<p>Apesar de tímidas, as crianças não desgrudavam os olhos da conversa entre o Urariano e Hilda, que intercalaram, respectivamente, com declarações sobre o que viveram durante a ditadura militar e com poesias de autoria de Soledad Barret. Quando Hilda Torres perguntou se gostavam de poesia, vários levantaram as mãos. Teve até uma aluna, chamada Denise, de 12 anos, que se declarou poetiza, mas ficou com vergonha de dizer mais do que isso. A atriz pediu então para recitar a última poesia escrita por Soledad.</p>
<p><em>“Mãe, me entristece te ver assim / o olhar quebrado dos teus olhos azul céu / em silêncio implorando que eu não parta / Mãe, não sofras se não volto / me encontrarás em cada moça do povo / deste povo, daquele, daquele outro / do mais próximo, do mais longínquo / talvez cruze os mares, as montanhas / os cárceres, os céus / mas, Mãe, eu te asseguro / que, sim, me encontrarás! / no olhar de uma criança feliz / de um jovem que estuda / de um camponês em sua terra / de um operário em sua fábrica / do traidor na forca / do guerrilheiro em seu posto / sempre, sempre me encontrarás! / Mãe, não fiques triste / tua filha te quer”,</em> declamou a personagem Soledad Barret, interpretada por Hilda.</p>
<div id="attachment_64954" aria-labelledby="figcaption_attachment_64954" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099482262_7845bc676b_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64954  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099482262_7845bc676b_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">“Sonhar não tem idade. Expressem essa busca de forma que faça você e as pessoas felizes”, sugeriu Hilda Torres</p></div>
<p>Outro momento extraído daquelas crianças foi quando a atriz falou dos sonhos de Soledad Barret, um mundo sem injustiças e uma América Latina de povos irmãos, e perguntou se alguém ali tinha um sonho também. <em>“Que o mundo seja melhor para todos e todas”, </em>disse uma menina.<em> “Que a gente tenha sempre vez e voz”,</em> disse outro garoto. <em>“Sonhar não tem idade. Expressem essa busca de forma que faça você e as pessoas felizes”,</em> sugeriu Hilda, provocando sorrisos na garotada.</p>
<div id="attachment_64953" aria-labelledby="figcaption_attachment_64953" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099481062_32c72574e6_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64953  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099481062_32c72574e6_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Além da história de Soledad Barret, o autor aproveitou para falar sobre o lançamento do seu livro &#8216;A mais longa duração da juventude&#8217;</p></div>
<p style="text-align: left;"><em>“Soledad era uma sonhadora e apaixonada pelo que fazia. Ao mesmo tempo, uma mulher apaixonante. Ela inspirou o poeta uruguaio Mario Benedetti a escrever uma poesia sobre sua vida. Esse texto foi publicado no dia que Mario soube que ela havia sido assassinada”,</em> disse, com pesar, Urariano. Além da história de Soledad Barret, o autor aproveitou para falar sobre o<a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/formacaocultural/urariano-mota-leva-a-mais-longa-duracao-da-juventude-ao-outras-palavras/" target="_blank"> lançamento do seu livro <strong>A mais longa duração da juventude</strong></a>, que aconteceu durante a Felis no dia seguinte, no sábado (1º/12).</p>
<div id="attachment_64950" aria-labelledby="figcaption_attachment_64950" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/31210515377_69191248f4_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64950  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/31210515377_69191248f4_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A professora Eliane Rodrigues, responsável por uma das escolas participantes, ressaltou a importância de conversar sobre a história do Brasil dentro das escolas</p></div>
<p>A professora Eliane Rodrigues, responsável por uma das escolas participantes, brincou com a timidez da criançada e ressaltou a importância de tratar esse assunto dentro das escolas. <em>“Eu sei que eles estavam tímidos, mas eles não são assim caladinhos. Porém, nas na sala de aula, vamos continuar essa conversa. Eles sabem um pouquinho da história e que são importantes para dar continuidade a essa luta, independente de qualquer coisa, e, sobretudo, agora diante do momento que o Brasil vive”.</em></p>
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		<title>Outras Palavras é convidado a participar da II Feira Literária do Sertão, em Arcoverde</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2018 14:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Outras Palavras, projeto da Secult-PE e Fundarpe que busca estreitar os laços entre a cultura e a educação, vai a Arcoverde para participar da segunda edição da Feira Literária do Sertão (Felis). Nesta sexta-feira (30), às 15h, o escritor Urariano Mota, autor do livro Soledad no Recife, e a atriz Hilda Torres, com o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56348" aria-labelledby="figcaption_attachment_56348" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39056484621_68acb11c2b_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56348" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39056484621_68acb11c2b_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Criado em 2015, o Outras Palavras atingiu quase 590 escolas, mais de 17 mil estudantes e entregou mais de 6100 livros às bibliotecas por onde passou</p></div>
<p>O <strong>Outras Palavras</strong>, projeto da Secult-PE e Fundarpe que busca estreitar os laços entre a cultura e a educação, vai a Arcoverde para participar da segunda edição da Feira Literária do Sertão (Felis). Nesta sexta-feira (30), às 15h, o escritor Urariano Mota, autor do livro <strong>Soledad no Recife</strong>, e a atriz Hilda Torres, com o espetáculo <strong>Soledad: a terra é fogo sobre nossos pés</strong>, vão apresentar a história de Soledad Barret, militante uruguaia assassinada durante a ditadura militar no Brasil.</p>
<p>O encontro, aberto ao público em geral, é voltado para estudantes de três escolas estaduais da cidade e será realizado na Praça Virgínia Guedes. <em>“Nosso objetivo é estimular a integração entre a cultura e a educação, a produção artística no ambiente escolar, e criar condições para o fortalecimento do pensamento crítico”,</em> explica Guido Bianchi, gestor da iniciativa e vice-presidente da Fundarpe.</p>
<p>Criado em 2015 pela atual secretária de Cultura de Pernambuco, Antonieta Trindade, o <strong>Outras Palavras</strong> atingiu quase 590 escolas, mais de 17 mil estudantes e entregou mais de 6100 livros às bibliotecas por onde passou. Em Arcoverde, esta será a edição de número 100.</p>
<div id="attachment_64727" aria-labelledby="figcaption_attachment_64727" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/24586188148_29192bbff3_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-64727" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/24586188148_29192bbff3_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Autor do livro &#8216;Soledad no Recife&#8217;, Urariano Mota recentemente lançou o livro &#8216;A maislonga duração da juventude&#8217;</p></div>
<p><em>“Além das edições nos espaços escolares, esta integração também promove a ida de estudantes para espetáculos, como, neste caso, a peça Soledad: a terra é fogo sobre nossos pés. E também a presença de Urariano Mota, esse que é um defensor da democracia e um dos escritores mais importantes do estado”,</em> reforça Antonieta Trindade.</p>
<div id="attachment_35106" aria-labelledby="figcaption_attachment_35106" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rick Rodrigues/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/IMG_5381.-downloaded-with-1stBrowser.jpg"><img class="size-medium wp-image-35106 " alt="Rick Rodrigues/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/IMG_5381.-downloaded-with-1stBrowser-607x451.jpg" width="607" height="451" /></a><p class="wp-caption-text">A atriz Hilda Torres apresentará o espetáculo &#8216;Soledad: a terra é fogo sobre nossos pés&#8217;, que conta a história de Soledad Barret, militante uruguaia assassinada durante a ditadura militar</p></div>
<p>A II Feira Literária do Sertão acontecerá entre os dias 29 de novembro e 02 de dezembro, na Praça Virgínia Guedes. Com mais de 14 atrações, onze lançamentos literários e uma ampla programação gratuita, a Felis reafirma a cidade de Arcoverde como polo de visibilidade, intercâmbio e debate sobre as produções literárias e demais expressões culturais de Pernambuco.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço:</strong></span><br />
<em>Outras Palavras na II Feira Literária do Sertão</em><br />
Sexta-feira (30) | 15h<br />
Praça Virgínia Guedes (Centro de Arcoverde)<br />
Gratuito</p>
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		<title>&#8216;Soledad – A terra é fogo sob nossos pés’ em nova temporada no Recife</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Mar 2016 17:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Bairro do Recife]]></category>
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		<category><![CDATA[Teatro Hermilo Borba Filho]]></category>

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		<description><![CDATA[O monólogo Soledad – A terra é fogo sob nossos pés volta em abril para uma nova temporada no Teatro Hermilo Borba, Bairro do Recife, a partir deste sábado (2). A peça, que conta com a atuação da premiada Hilda Torres, aborda com um olhar poético a história da paraguaia Soledad Barrett Viedma, militante da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29917" aria-labelledby="figcaption_attachment_29917" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Flávia Gomes/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/Soledad_06_Foto_Fla_via_Gomes.jpg"><img class="size-medium wp-image-29917" alt="Flávia Gomes/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/Soledad_06_Foto_Fla_via_Gomes-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Espetáculo narra a vida da militante política Soledad Barrett por meio de um monólogo poético</p></div>
<p>O monólogo <strong>Soledad – A terra é fogo sob nossos pés </strong>volta em abril para uma nova temporada no Teatro Hermilo Borba, Bairro do Recife, a partir deste sábado (2). A peça, que conta com a atuação da premiada Hilda Torres, aborda com um olhar poético a história da paraguaia Soledad Barrett Viedma, militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) assassinada durante a ditadura militar no Brasil. A sessão terá início às 20h e se repetirá no domingo (3) e nos dias 9 e 10 deste mês, com ingressos que custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).</p>
<p>O projeto foi idealizado em janeiro de 2015 a partir do livro do escritor pernambucano Urariano Mota, <strong>Soledad no Recife</strong>, e montado com base na cronologia da personagem. Para isso, foi necessário que Hilda Torres e Malú Bazán, que também dirigiu espetáculo, realizarem uma pesquisa de campo e revisitassem as músicas da época, poemas (muitos de ex-presos políticos), cartas, entrevistas sistemáticas, além de fazer contato com membros da família.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/y3Rxfw_6ELw" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><em>“O projeto contou, desde o início, com a ajuda de muitas pessoas, como ex-prisioneiros políticos, militantes da época que tiveram contato com Soledad, ou não, além de parentes e compatriotas paraguaios. Também recebeu o apoio de militantes contemporâneos, que entenderam a relevância do projeto como contribuição importante para diversas lutas sociais, como as de gênero, direitos humanos e a do entendimento da arte como instrumento de formação e empoderamento sociopolítico e cultural”</em>, explica Malú Bazán.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/IMG_5381.-downloaded-with-1stBrowser.jpg"><img class="size-medium wp-image-35106 aligncenter" alt="Rick Rodrigues/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/IMG_5381.-downloaded-with-1stBrowser-607x451.jpg" width="607" height="451" /></a></p>
<p><strong>Soledad – a terra é fogo sob nossos pés</strong> é um espetáculo que desperta muitas reflexões importantes, sobretudo nos dias atuais. A proposta é não só inspirar a militância ou uma ideologia sociopolítica, mas traçar um diálogo ousado entre o passado e os dias atuais. A última apresentação do espetáculo aconteceu no dia 6 de março deste ano, integrando a programação do Festival de Solos femininos Corpo Terra – Mulheres em solo, realizado pelo SESC Interlagos (SP).</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
<em>Soledad – A terra é fogo sob nossos pés | Temporada</em><br />
Sábado (2) e domingo (3); 9 e 10 de abril | (20h aos sábados, e 19h aos domingos)<br />
Teatro Hermilo Borba Filho (Cais Apolo, s/n , Bairro do Recife)<br />
(81) 3355 3321<br />
R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)<br />
Classificação: 14 anos</p>
<p><strong>Ficha técnica:</strong><br />
Dramaturgia: Hilda Torres e Malú Bazán<br />
Atuação: Hilda Torres<br />
Direção: Malú Bazán<br />
Cenário e figurino: Malú Bazán<br />
Desenho de luz: Eron Villar<br />
Direção musical: Lucas Notaro<br />
Produção geral: Márcio Santos<br />
Produção executiva: Karuna Paula<br />
Realização: Cria do Palco<br />
Fotografias: Rick de Eça</p>
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		<title>Hilda Torres encarna Soledad Barrett Viedma no Teatro Hermilo Borba Filho</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2015 20:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Espetáculo]]></category>
		<category><![CDATA[hilda torres]]></category>
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		<category><![CDATA[Soledad - A terra é fogo sob nossos pés]]></category>
		<category><![CDATA[Soledad Barrett Viedma]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Hermilo Borba Filho]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29917" aria-labelledby="figcaption_attachment_29917" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Flávia Gomes/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/Soledad_06_Foto_Fla_via_Gomes.jpg"><img class="size-medium wp-image-29917" alt="Flávia Gomes/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/Soledad_06_Foto_Fla_via_Gomes-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Espetáculo narra a vida da militante política Soledad Barrett, por meio de um monólogo poético</p></div>
<p>Depois de 42 anos da morte da militante de esquerda, Soledad Barrett Viedma, a história da sua vida e luta política será encenada nos palcos do teatro recifense, terra onde a guerrilheira paraguaia viveu os últimos dias de sua vida e foi assassinada. O espetáculo S<em>oledad &#8211; A terra é fogo sob nossos pés</em> estreia nesta quinta-feira (3), às 20h, no Teatro Hermilo Borba Filho, e segue temporada até o dia 20 de setembro, de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h. Poemas, músicas, elementos sonoros e símbolos amenizam o peso da história, que narra a trajetória de vida de Soledad Barrett por meio de um monólogo poético, que também faz referências ao período atual da política brasileira.</p>
<p>A peça, do grupo Cria do Palco, será encenada pela atriz pernambucana e idealizadora do espetáculo, Hilda Torres, e terá direção da atriz e diretora paulista, Malú Bazan. As duas também são responsáveis pelo texto do monólogo. A artista plástica Ñasaindy de Araújo Barrett, filha de Soledad, assina algumas músicas e a identidade visual do projeto, que estabelece um diálogo intenso com a música. “Falar sobre Soledad é traçar um caminho de poesia onde a dor e a alegria estão juntas, seguindo em marcha para erguer os ideais libertadores. Falar sobre ‘Sol’ é falar de um pedaço de todos nós que nos impulsiona diariamente a enfrentar, resistir, sem nunca abrir mão do brilho nos olhos ao imaginar um mundo melhor com direitos iguais para todos e todas na compreensão das nossas diferenças”, comentou a protagonista da peça.</p>
<p>A montagem sobre a vida de Soledad nasceu de uma pesquisa intensa que teve início depois que Hilda ganhou de um amigo o livro <em>Soledad no Recife</em>, de Urariano Mota, no ano de 2014. A partir de então teve início uma série de entrevistas e pesquisa documental sobre a vida da guerrilheira paraguaia. Entrevistas com ex-presos políticos, parentes de pessoas desaparecidas durante a ditadura brasileira, militantes que tiveram, ou não, contato com Soledad. Pesquisa em documentos da época e no relatório final da Comissão da Verdade.</p>
<p>Malú Bázan, nascida na Argentina e integrante do grupo Tapa de teatro desde 2000, ingressou no projeto depois de vir morar em Recife para fazer um intercâmbio artístico-cultural atrás de trocas de experiências. “Assisti Hilda em uma peça encenada em sua própria casa. Incômodos, de Cícero Belmar. Ela me falou sobre o projeto Soledad. A partir desse encontro iniciamos uma trajetória em parceria para a criação dessa história”, destacou. Um outro importante encontro foi com Ñasaindy Barrett. Depois de alguns contatos, a filha de Soledad, que reside em São Paulo, visitou o Recife e gravou poemas e músicas que integrarão a trilha sonora do espetáculo. Os ingressos serão vendidos ao preço de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).</p>
<p><strong>A militante</strong><br />
Soledad Barret foi militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Nascida no Paraguai, ela era de uma família culta e politizada. Era neta do renomado escritor, jornalista, intelectual e líder anarquista, nascido na Espanha, Rafael Barrett, que foi morar no Paraguai e deixou uma marca nas lutas sociais de uma época.</p>
<p>Por causa do ativismo político de sua família, que os obrigava ao exílio constante, Soledad também viveu na Argentina e Uruguai, além de Cuba e Brasil. Aos 17 anos, foi sequestrada, em Montevidéu, por um grupo de neonazistas que exigiram que ela dissesse a frase ‘viva Hitler’. Diante da negativa, marcaram suas coxas com suásticas nazistas. A partir daí, ela decidiu ingressar de vez na luta política.</p>
<p>Foi estudar na União Soviética, onde ficou por um ano, pelo Partido Comunista. Na despedida do Uruguai, Soledad, que era conhecida por levantar a bandeira entre as nações de que “A Pátria não é um só lugar&#8221;, disse a um amigo: &#8220;La tierra es fuego bajo nuestros piés&#8221;, frase do subtítulo da peça a ser encenada no Recife. Retornando a América Latina ela se estabeleceu por um período na Argentina e integrou um movimento que tinha como plano invadir o Paraguai. O plano não deu certo e logo Soledad seguiu para Cuba, onde treinou a luta armada.</p>
<p>Em Cuba, ela conheceu o brasileiro José Maria Ferreira de Araújo, militante da VPR exilado na ilha, que viria a ser o pai de Ñasaindy de Araújo Barrett. José Maria retornou ao Brasil e Soledad acabou por vir um ano mais tarde. Pouco depois de chegar, soube que ele tinha sido capturado e morto. Soledad encontrou em sua morte mais uma razão para continuar a luta contra as ditaduras que dominavam os países latino-americanos.</p>
<p>No Brasil, ela conhece o cabo Anselmo, que era amigo e companheiro de José Maria na VPR. Ao longo do tempo, as suas vidas se aproximando e ele acaba se tornando o novo companheiro de Soledad. Cabo Anselmo é apontado como um dos líderes do protesto dos marinheiros em 1964. Integrou o movimento de resistência à ditadura nos anos 1960 e, na década de 1970, atuou como colaborador do regime militar. Mas, na verdade, ele era um agente policial infiltrado.</p>
<p>Foi Anselmo quem entregou o esconderijo dos membros do VPR em Pernambuco, uma chácara no loteamento São Bento, no município de Paulista. Junto com outros companheiros, Eudaldo Gomes da Silva, Pauline Reichstul, Evaldo Luís Ferreira de Souza, Jarbas Pereira Marques e José Manoel da Silva, estava Soledad. Detalhe, em diversos depoimentos de conhecidos de Soledad afirma-se que ela estava grávida, esperando um filho do próprio cabo Anselmo.</p>
<p>Segundo a versão oficial, os militantes foram mortos numa troca de tiros na chácara. O jornalista Elio Gaspari, em <em>A ditadura escancarada</em>, classifica o episódio como “uma das maiores e mais cruéis chacinas da ditadura”.</p>
<p><strong>A atriz</strong><br />
Hilda Torres é atriz, psicóloga, arte educadora e produtora cultural. Dirigiu e atuou no teatro em parceria com outros diretores e atores em peças como <em>(In)cômodos</em> (texto de Cícero Belmar);<em> Autônomas</em> (Livre adaptação do texto <em>A Mulher Independente</em>, de Simone de Beauvoir, e do texto <em>Da Paz</em>, de Marcelino Freire); e <em>A Árvore de Jô</em>. Atuou como atriz na peça <em>Essa febre que não passa</em> (texto de Luce Pereira).</p>
<p><strong>A diretora</strong><br />
Malu Bazán é atriz e diretora formada pelo TUCA/PUC de São Paulo em 1996. Integrante do Grupo TAPA desde 2000, onde atuou em diversos espetáculos entre eles: Amargo Siciliano, de Luigi Pirandello, direção de Sandra Corveloni; Major Bárbara, de Bernard Shaw e Camaradagem, de August Strindberg, ambos dirigidos por Eduardo Tolentino de Araujo.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Soledad &#8211; A terra é fogo sob nossos pés<br />
Estreia: quinta-feira (3/9), às 20h<br />
Local: Hermilo Borba Filho<br />
Temporada: Nas quintas, sextas e sábados de setembro, às 20h, e aos domingos, às 19h<br />
Ingressos: R$ 30 (inteira) – R$ 15 (meia)</p>
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