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	<title>Portal Cultura PE &#187; Leonardo Dantas</title>
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		<title>Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural lamenta falecimento de Leonardo Dantas Silva</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Nov 2023 18:26:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento de Leonardo Antônio Dantas Silva, ocorrido neste 11 de novembro de 2023, e que deixou, na cultura, um legado de realizações no plano das manifestações carnavalescas, de árdua defesa do patrimônio histórico e cultural do nosso Estado, além [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento de Leonardo Antônio Dantas Silva, ocorrido neste 11 de novembro de 2023, e que deixou, na cultura, um legado de realizações no plano das manifestações carnavalescas, de árdua defesa do patrimônio histórico e cultural do nosso Estado, além de sua profícua produção literária, através da editoração de 64 títulos, a maioria no plano da história do Recife e de Pernambuco, de estudos ligados ao Período Holandês.</p>
<p>Recifense, nascido em 10 de dezembro de 1945, iniciou-se no jornalismo em 1965, tendo crescido na imprensa escrita, sempre com matérias de grande relevo no plano da difusão e do fomento da cultura, da preservação do patrimônio histórico de Pernambuco.</p>
<p>O Recife deve a ele o surgimento da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR), Instituição que o teve como seu primeiro diretor executivo. Dirigiu, também de forma exitosa, o Departamento Estadual de Cultura (DEC), foi diretor de Assuntos Culturais da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e diretor da Editora Massangana, ligada à Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).</p>
<p>Leonardo foi considerado, nos cargos que ocupou, o maior editor de livros, sobretudo os esgotados, não acessíveis, bastando citar como exemplo os 11  volumes dos Anais Pernambucanos de F. A. Pereira da Costa, com anotações do historiador José Antônio Gonsalves de Mello, e a inovação do 11º volume enfeixar o índice da coleção, facilitando as consultas aos assuntos registrados.</p>
<p>Leonardo foi, no período de 2015/2019, por seu notório saber, membro do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), deixando o legado de pareceres notáveis no campo do tombamento dos monumentos históricos, da cultura tangível e intangível.</p>
<p>Como símbolo de seu apoio à cultura de rua está a criação da Frevioca, volante do frevo, que se transformou num ícone da maior festa popular do Recife e que se juntou ao vasto acervo de sua criatividade no que concerne aos projetos do gosto popular.</p>
<p>Ele foi, em 2022, um dos Patrimônios Vivos de Pernambuco, uma escolha do Governo do Estado, expressando o reconhecimento de Pernambuco à sua vida de dedicação às artes e à cultura, à história de altivez e bravura pernambucanas.</p>
<p>Pernambuco, com a sua morte, perde a voz e a obstinação de um árduo e permanente defensor da cultura do Estado.</p>
<p>Leonardo Antônio Dantas Silva viverá enquanto houver fidelidade àqueles que deram e se deram à ingente causa da preservação do patrimônio cultural, da arte e das manifestações do espírito humano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cláudia Regina de Farias Rodrigues</strong></p>
<p><strong>Presidente</strong></p>
<p><strong>Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural</strong></p>
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		<title>Leonardo Dantas lança o livro &#8220;Arruando pelo Recife&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2021 21:09:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Arruando pelo Recife]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Arruando pelo Recife&#8221;, livro que conduz o leitor por um passeio histórico e sentimental na capital pernambucana, acaba de ganhar segunda edição, revista e ampliada. O título, com dois terços a mais do que a primeira versão, é do historiador Leonardo Dantas Silva e será lançado pela Cepe Editora nesta quinta-feira (19), às 19h. Participam [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_87114" aria-labelledby="figcaption_attachment_87114" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Leonardo-Dantas-Silva-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-87114" alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Leonardo-Dantas-Silva-1-607x434.jpg" width="607" height="434" /></a><p class="wp-caption-text">O autor Leonardo fez uma ampliação da primeira edição nesta nova publicação editada pela Cepe</p></div>
<p>&#8220;Arruando pelo Recife&#8221;, livro que conduz o leitor por um passeio histórico e sentimental na capital pernambucana, acaba de ganhar segunda edição, revista e ampliada. O título, com dois terços a mais do que a primeira versão, é do historiador Leonardo Dantas Silva e será lançado pela Cepe Editora nesta quinta-feira (19), às 19h. Participam da<em> live</em> de apresentação, no canal da Cepe no YouTube (<a href="https://www.youtube.com/CepeOficial" target="_blank"><strong>www.youtube.com/CepeOficial</strong></a>), Leonardo Dantas, o jornalista Ângelo Castelo Branco e o escritor Bruno Melo, parceiro do autor nas pesquisas.</p>
<p>A publicação tem 272 páginas, sendo 64 delas ilustradas com fotos atuais da cidade feitas pelo autor (apenas as imagens aéreas são do fotógrafo Alcir Lacerda) e mapas desenhados por Terciano Torres para indicar os quatro roteiros sugeridos por Leonardo Dantas.<em> “Esse é um livro de consulta, um guia diferenciado para as pessoas saberem mais sobre a cidade, o Recife ainda não tem o seu guia atualizado”</em>, declara o historiador. A primeira edição de &#8220;Arruando pelo Recife&#8221; foi publicada em 2000.</p>
<p>Entre as novidades, Leonardo Dantas destaca o Parque de Esculturas criado pelo artista plástico Francisco Brennand (1927-2019) nos arrecifes do Porto para celebrar os 500 anos do Brasil; o acervo do Instituto Ricardo Brennand na Várzea, Zona Oeste da cidade, aberto em 2002; o Parque Estadual de Dois Irmãos, zoológico e Unidade de Conservação da Mata Atlântica; e o roteiro Norte que se estende até o bairro de Beberibe.</p>
<p>&#8220;O parque de esculturas e o Instituto Ricardo Brennand não existiam quando lancei o livro em 2000”, observa. Há, ainda, um capítulo especial dedicado ao Parque Histórico Nacional dos Montes Guararapes, no vizinho município de Jaboatão dos Guararapes.<em> &#8220;A localização tão próxima do bairro de Boa Viagem justifica a inclusão no roteiro. É uma visita proveitosa. Nos montes Guararapes, luso-brasileiros em combate contra os holandeses no Brasil travaram duas batalhas, em 1648 e 1649&#8243;</em>, diz ele.</p>
<p>Os roteiros sugeridos têm como ponto de partida a Praça do Marco Zero, no Bairro do Recife, e obedecem ao circuito do trânsito de veículos. <em>“Nenhuma rota vai pela contramão”</em>, comenta Leonardo Dantas. Um narrador vai contando ao leitor a história da cidade, desde o século 16 até os dias de hoje: igrejas construídas e demolidas, origem do nome de ruas, costumes que se mantém, arquitetura das edificações e por aí vai.</p>
<p>Durante a viagem, o leitor vai descobrir, por exemplo, que o Sítio da Tamarineira (o terreno e não a edificação), onde funciona o Hospital Ulysses Pernambucano, é um dos mais antigos do Recife, com escritura de 9 de junho de 1551.<em> “Vem da época dos donatários”</em>, afirma Leonardo Dantas, que faz um resgate de todos proprietários do sítio até chegar às mãos da Santa Casa de Misericórdia em 1830.</p>
<p>Também verá que a Estrada do Arraial, inaugurada em 1836 para ligar os Manguinhos (Graças) ao Monteiro, tinha início na Praça do Entroncamento. Depois, o trecho inicial, até o Hospital Ulysses Pernambucano, teve a denominação alterada para Avenida Conselheiro Rosa e Silva. E saberá que, no passado, nas festas de São Gonçalo, as moças solteiras devotas do padroeiro “saracoteavam” em danças que faziam parte do culto na igreja dedicada ao santo, na Boa Vista.</p>
<p>Ao fechar o livro, o leitor certamente terá encontrado muitas outras curiosidades sobre o casario, ruas, festas e costumes.<em> “Arruando pelo Recife, nesta edição acrescido de imagens e com textos ampliados, é um convite para se ver a cidade com outros olhos, enxergando por trás de suas construções e cenários a história e os detalhes que a formam”</em>, destaca Diogo Guedes, jornalista e editor da Cepe.</p>
<p>A <em>live</em> de lançamento será realizada no Dia Nacional do Historiador, data comemorada no Brasil desde 2009 e que remete ao aniversário de nascimento do abolicionista, diplomata e escritor pernambucano Joaquim Nabuco (1849-1910).</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Lançamento do livro &#8220;Arruando pelo Recife&#8221; com o historiador Leonardo Dantas Silva, o jornalista Ângelo Castelo Branco e o escritor Bruno Melo (mediação)<br />
Quando: 19 de agosto de 2021 (quinta-feira), às 19h<br />
Onde: <a href="https://www.youtube.com/CepeOficial" target="_blank"><strong>www.youtube.com/CepeOficial</strong></a><br />
Preço do livro: R$ 40 (impresso) e R$ 16 (e-book)<br />
Onde comprar: Lojas físicas e loja virtual da Cepe (<a href="https://www.cepe.com.br/lojacepe/" target="_blank"><strong>www.cepe.com.br/lojacepe</strong></a>)</p>
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		<title>Palestra destaca o valor e significado dos bens culturais do Recife</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Aug 2017 17:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[10ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco]]></category>
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		<category><![CDATA[O que precisa ser tombado no Recife?]]></category>
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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias Uma conversa com a proposta de entender melhor o que é o Recife, bem como o significado e valor dos seus bens culturais, para que assim possa ser contada sua história. Na manhã desta quarta-feira (16) a sede do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, no bairro da Boa Vista, abriu as [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_52503" aria-labelledby="figcaption_attachment_52503" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1291.jpg"><img class="size-medium wp-image-52503 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1291-607x376.jpg" width="607" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Ministrada por Leonardo Dantas, palestra &#8216;O que precisa ser tombado no Recife?&#8217; foi realizada nesta quarta (16), na sede do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Uma conversa com a proposta de entender melhor o que é o Recife, bem como o significado e valor dos seus bens culturais, para que assim possa ser contada sua história. Na manhã desta quarta-feira (16) a sede do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, no bairro da Boa Vista, abriu as portas para o historiador Leonardo Dantas, também integrante do Conselho, que ministrou a palestra <strong>O que precisa ser tombado no Recife?</strong>. O encontro, uma das atividades da <strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/Folder-X-Semana-do-Patrimonio.pdf" target="_blank">10ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco</a></strong>, evento promovido pela Secretaria de Cultura estadual e Fundarpe, foi um verdadeiro resgate dos símbolos patrimoniais e afetivos da capital pernambucana.</p>
<p>Participaram deste momento outros integrantes do Conselho de Preservação Patrimonial de Pernambuco, como a vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, e nomes como o professor e historiador da UFPE, George Cabral, que também é presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) &#8211; a mais antiga instituição cultural do estado.</p>
<div id="attachment_52505" aria-labelledby="figcaption_attachment_52505" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1308.jpg"><img class="size-medium wp-image-52505 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1308-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O encontro contou com a presença de vários conselheiros e do professor da UFPE e historiador George Cabral</p></div>
<p>A palestra teve a proposta de ressaltar, sob o ponto de vista de Leonardo Dantas, alguns bens culturais do Recife que necessitam de um tombamento para que a história da cidade seja preservada e repassada da melhor maneira. Para isso, o historiador brindou o público com uma aula sobre a capital pernambucana. <em>“Recife era o porto da capitania de Duarte coelho, que chega para fundar uma feitoria com o intuito de desenvolver o centro da capitania. Olinda, por sua vez destruída pelo incêndio, não ficando pedra sobre pedra, força sua população a migrar para a cidade vizinha e fica nas sombras enquanto a capital crescia. Um detalhe curioso é que em 1966 uma comissão de historiadores chegou à conclusão de que o início da população do Recife estava em Olinda, porque quando Duarte Coelho chegou aqui Olinda já existia”.</em></p>
<p>De acordo com Leonardo Dantas, a história da capital pernambucana é contada com fatos, mas também muita ficção. Há por exemplo o mito de que os holandeses eram permissivos com o culto religioso, o que não é verdade. <em>“Eles abriam para os judeus desde que os encontros fossem feitos de portas fechadas e reprimiam fortemente os católicos. Todas as igrejas foram tomadas para o público luterano e anglicano. Somente Frei Manoel Calado podia rezar missa dentro da sua casa e também com as portas trancadas”,</em> explicou o historiador. Mas há também fatos, segundo ele concretos, como o grupo de judeus que saiu do Recife para fundar na América do Norte a cidade de Nova Iorque. <em>“Ao todo, 23 famílias saíram daqui com destino aos Estados Unidos. O ex-presidente Barack Obama, inclusive, assinou durante seu governo um decreto que nomeava a cidade do Recife como berço da nação hebraica nos EUA”</em>.</p>
<div id="attachment_52506" aria-labelledby="figcaption_attachment_52506" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1317.jpg"><img class="size-medium wp-image-52506 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1317-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Para Leonardo Dantas, é necessário compreender melhor os bens culturais e patrimoniais do Recife para que se possa contar da melhor forma a história da cidade</p></div>
<p>Leonardo Dantas também deu detalhes sobre a formação da cidade, que atendia aos grandes comerciantes, os quais por sua vez atendiam à Igreja.<em> “Depois da expulsão dos holandeses, Recife recebe uma imigração muito grande de portugueses vindos do norte de Portugal que vieram cuidar do comércio. Lembrem-se que neste período o sujeito passava a vida toda fazendo boas ações pra conseguir sua cadeira no céu. Logo, os clubes sociais da época eram as irmandades e confrarias. Cada parcela dessa sociedade procurou se abrigar e usar suas horas de lazer dentro das suas irmandades. A primeira delas, a Ordem Terceira de São Francisco, reunia grandes comerciantes. Destaque para Antônio Fernandes de Matos, responsável pelo início da construção da Capela Dourada e da Igreja do Espírito Santo”</em>.</p>
<p>Apesar de ser uma irmandade voltada para os nobres da época, a Ordem Terceira de São Francisco não impediu que no início do século 18 tivesse como seu presidente um ex-escravo chamado Luís Cardoso. Ele veio trabalhar no Recife com um comerciante alemão e com o tempo conseguiu comprar sua carta de alforria para depois se transformar no segundo homem mais rico da capitania. <em>“Tanto o Antônio Fernandes de Matos como Luís Cardoso não deixaram herdeiros e doaram todo seu patrimônio para a Ordem Terceiras. Até hoje esse legado está ai. Foi um período de muita riqueza na cidade. Nenhuma obra do Recife do século 18 foi feito pela coroa portuguesa, e sim pelo seu comércio”,</em> esclareceu Leonardo Dantas.</p>
<div id="attachment_52504" aria-labelledby="figcaption_attachment_52504" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_13071.jpg"><img class="size-medium wp-image-52504 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_13071-607x376.jpg" width="607" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Como conselheiro, Leonardo Dantas é relator do processo de tombamento da Cruz do Patrão, cujo pedido segue em análise na Secult-PE e Fundarpe</p></div>
<p>Para ele, ainda há muito a ser preservado para que se possa contar a história da capital pernambucana da melhor forma.<em> “Eu defendo, por exemplo, a necessidade do tombamento urgente da paisagem do Capibaribe, do bairro de Dois Irmãos até a antiga Ponte Giratória no centro do Recife, porque a calha do rio nem a Prefeitura sabe mais do verdadeiro mapa. Nos últimos anos as incorporadoras foram avançando e construindo dentro do Capibaribe, e não foram pequenas construção, mas prédios de 30 andares”.</em></p>
<p><em>“Outra coisa que não se apercebe são os sítios urbano recifenses. Um deles é o Sítio dos Manguinhos, hoje ocupado pela Arquidiocese do Recife e Olinda. Temos outro na Av. Rosa e Silva, onde fica a Capela do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, que originou o bairro de mesmo nome”,</em> opinou o historiador, citando outros espaços que precisam ser tombados para que a memória do Recife seja preservada. <em>“Faz-se necessário o tombamento de bens que remontam ao início da capital pernambucana, a exemplo da Cruz do Patrão, monumento de balizamento náutico do século 18 e que se encontra ainda hoje no mesmo local”,</em> disse Leonardo Dantas,<strong> </strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/conselhodepreservacao/conselho-de-preservacao-aprova-pedido-de-tombamento-da-cruz-do-patrao/" target="_blank"><strong>que é relator do processo de tombamento deste bem, atualmente em análise na Secult-PE e Fundarpe</strong>.</a></p>
<div id="attachment_52507" aria-labelledby="figcaption_attachment_52507" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1322.jpg"><img class="size-medium wp-image-52507 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1322-607x468.jpg" width="607" height="468" /></a><p class="wp-caption-text">Leonardo Dantas destaca o recente tombamento do Cemitério de Santo Amaro, uma das mais importantes galerias de arte ao céu aberto projetada pelo arquiteto francês Louis Léger Vauthier</p></div>
<p><em>“Por outro lado, temos alguns avanços neste sentido. Conseguimos recentemente <strong><a href="https://issuu.com/cultura.pe/docs/roteiro_santo_amaro/5" target="_blank">o tombamento do Cemitério de Santo Amaro</a></strong>, uma das mais importantes galerias de arte ao céu aberto. Um cemitério que foi projeto pelo arquiteto francês Louis Léger Vauthier, e que tem o primeiro prédio gótico do Recife. Ainda assim, temos outros bens a serem tombados, a meu ver, como o Mercado e as fachadas e azulejos do bairro da Boa Vista, presentes fortemente na Rua Velha, Rua de Santa Cruz e Rua da Glória, bem como a Basílica do Colégio Salesiano”,</em> opinou.</p>
<p>Pouca gente sabe, mas a abertura do processo de tombamento de um bem cultural ou natural pode ser solicitada por qualquer pessoa. No entanto, é fundamental que o solicitante descreva com a máxima exatidão possível a localização, dimensões, características do bem e justificativa do porque estar sendo solicitado o tombamento. Mais detalhes sobre como iniciar um processo de tombamento de algum bem cultural podem ser encontradas no <strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/patrimonio-cultural/material/tombamento/" target="_blank">Portal Cultura.PE</a></strong></p>
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