<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal Cultura PE &#187; michelle de assumpção</title>
	<atom:link href="http://www.cultura.pe.gov.br/tag/michelle-de-assumpcao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cultura.pe.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Apr 2026 19:59:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>Secult-PE debate surgimento do Movimento Manguebeat</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/secult-pe-debate-surgimento-do-movimento-manguebeat/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/secult-pe-debate-surgimento-do-movimento-manguebeat/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 May 2022 20:18:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Fred Zero Quatro]]></category>
		<category><![CDATA[live]]></category>
		<category><![CDATA[michelle de assumpção]]></category>
		<category><![CDATA[movimento mangue]]></category>
		<category><![CDATA[Renato L]]></category>
		<category><![CDATA[Secult-PE]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=94138</guid>
		<description><![CDATA[“Emergência! Um choque rápido ou o Recife morre de infarto! Não é preciso ser médico para saber que a maneira mais simples de parar o coração de um sujeito é obstruindo as suas veias. O modo mais rápido, também, de infartar e esvaziar a alma de uma cidade como o Recife é matar os seus [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/WhatsApp-Image-2022-05-26-at-09.34.40.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-94139" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/WhatsApp-Image-2022-05-26-at-09.34.40-388x486.jpeg" width="388" height="486" /></a></p>
<p>“Emergência! Um choque rápido ou o Recife morre de infarto! Não é preciso ser médico para saber que a maneira mais simples de parar o coração de um sujeito é obstruindo as suas veias. O modo mais rápido, também, de infartar e esvaziar a alma de uma cidade como o Recife é matar os seus rios e aterrar os seus estuários. O que fazer para não afundar na depressão crônica que paralisa os cidadãos? Como devolver o ânimo, deslobotomizar e recarregar as baterias da cidade? Simples! Basta injetar um pouco de energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife…”</p>
<p>Assim começa o contundente texto intitulado “Caranguejos com Cérebro”, escrito no Recife, em julho de 1992, pelo músico e jornalista Fred Zero Quatro, com o auxílio do amigo jornalista Renato Lins, ou apenas Renato L, que posteriormente viria a ser apresentado como o Ministro da Informação do Movimento Mangue, apelido que recebeu de Chico Science, inspirado nos &#8220;ministérios&#8221; que os Panteras Negras e o Public Enemy tinham. A intenção inicial de Fred era divulgar uma festa, ou seja, fazer um release, mas a necessidade de contextualizar a realidade social, econômica, política e cultural em que viviam seus amigos, fazedores de arte, de música e afins, terminou por conduzi-los para a criação do que seria tomado como um manifesto, tamanho o poder simbólico de suas palavras, ao mergulhar nas várias dimensões de uma cidade.</p>
<p>“Em meados de 91, começou a ser gerado e articulado em vários pontos da cidade um núcleo de pesquisa e produção de idéias pop. O objetivo era engendrar um *circuito energético* capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop. Imagem símbolo: uma antena parabólica enfiada na lama”, continuava Fred em seu texto.</p>
<p>No tempo em que conseguir ouvir um disco de uma banda estrangeira demorava cerca de três meses após o seu lançamento, e que a internet ao alcance das mãos era algo impensável, o Manifesto Mangue já falava em “rede mundial de circulação de conceitos pop”. Em 1994, quando lançou o primeiro disco, Samba Esquema Noise, Fred Zero Quatro se ornava com chips e peças de computador e cantava “Sou eu transistor/ Recife é um circuito/ O país é um chip/ Se a terra é um rádio/ Qual é a música?”</p>
<p><strong>LIVE -</strong> Pensar o movimento mangue à luz dos novos tempos conduz a conversa da live “Manguebeat na era do 4.0: 30 anos depois”, que acontece nesta terça-feira (31), às 19h, no canal do Youtube e Facebook da Secretaria de Cultura e Fundarpe. Os convidados são seus autores: Fred Zero Quatro e Renato L. Eles vão conversar com a jornalista da Secult-PE, Michelle de Assumpção.</p>
<p>“Realmente o manguebeat acontece um pouco antes dessa explosão da internet, mas atravessa todas essas transformações. No início dos anos 90, tínhamos uma visão mais otimista em relação a essas mudanças tecnológicas, mas ao longo das décadas essa visão foi se tornando mais crítica, até pela desconstrução do modelo da indústria da música como conhecíamos, sem que fossem implementados novos modelos sustentáveis”, comenta Renato L.</p>
<p>“Se eu fosse atualizar (o Manifesto) com certeza traria uma postura crítica em relação à hegemonia dos algoritmos, um questionamento a todo fundamentalismo tecnológico, fake news, conteúdos mentirosos e perfis falsos. Eu tenho um texto sobre isso no encarte do disco de 2011 (Novas lendas da etnia Toshi Babaa), onde falo da cyber selva, essa coisa bárbara, selvagem que tem se tornado a internet”, diz Zero Quatro.</p>
<p>Por fim, há que se dizer que The Walking Dead Folia, disco mais recente da banda Mundo Livre S/A, é também um manifesto a seu modo. Nele ouvimos músicas como “Necropolitano” (não há mais pulmão, nem circo, nem pão), “Fake Milho” (Foda-se o agro, Foda-se o tóxico, Foda-se o fake grão transgênico), “Baile Infectado” (Presidente é bom no Jet Ski/ Miliciano adora ostentação/ O congresso passa álcool gel/ E a suprema corte lava as mãos), entre outras que nos fazem pensar, enquanto dançamos. O álbum ainda traz uma capa que satiriza a distopia dos tempos atuais e, por fim, consagra mais uma vez a Mundo Livre no lugar de uma das melhores bandas dos últimos 30 anos.</p>
<p>A narrativa musical de Zero Quatro sempre tratou de problematizar os avanços da tecnologia, questionar sistemas predatórios, sem medo de ser ácido e corrosivo. Com muito groove e doses de sarcasmo, ironia, cinismo e alguma libidinagem. Assim, o autor de Caranguejo com Cérebro atravessou três décadas mantendo-se conectado ao que sempre foi: um sujeito que canta a sociedade que vive, observa, critica e festeja.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Live “Manguebeat na era 4.0: 30 anos depois”, com Fred Zero Quatro, Renato L e Michelle de Assumpção (mediação)<br />
Quando: 31 de maio de 2022 (terça-feira), às 19h<br />
Transmissão: <strong><a href="www.youtube.com/SecultPE" target="_blank">www.youtube.com/SecultPE</a></strong> | <strong><a href="www.facebook.com/culturape" target="_blank">www.facebook.com/culturape</a></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/secult-pe-debate-surgimento-do-movimento-manguebeat/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Outras Palavras irá debater sobre representatividade negra a partir do filme Pantera Negra</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/outras-palavras-digital-ira-debater-sobre-representatividade-negra-a-partir-do-filme-pantera-negra/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/outras-palavras-digital-ira-debater-sobre-representatividade-negra-a-partir-do-filme-pantera-negra/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2020 21:21:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[michelle de assumpção]]></category>
		<category><![CDATA[mirela paiva]]></category>
		<category><![CDATA[nathália ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[nathê]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras digital]]></category>
		<category><![CDATA[pantera negra]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo paiva]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=78850</guid>
		<description><![CDATA[O programa Outras Palavras, em sua versão digital, está de cara nova. Com canal próprio no YouTube, o projeto da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), que tem como objetivo a promoção do diálogo entre a Cultura e a Educação, realizará mais uma edição, nesta segunda (28), às 20h30, pelo www.youtube.com/outraspalavrasdigital. O projeto, que é [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DJnRyU7ARr8" height="400" width="600" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>O programa Outras Palavras, em sua versão digital, está de cara nova. Com canal próprio no YouTube, o projeto da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), que tem como objetivo a promoção do diálogo entre a Cultura e a Educação, realizará mais uma edição, nesta segunda (28), às 20h30, pelo <a href="https://www.youtube.com/outraspalavrasdigital" target="_blank"><strong>www.youtube.com/outraspalavrasdigital</strong></a>. O projeto, que é uma parceria da Secult-PE com a Secretaria de Educação de Pernambuco, com apoio da Cepe Editora, e tem como público alvo os estudantes de escolas públicas de Pernambuco.</p>
<p>Nesta nova edição, o Outras Palavras vai promover um debate em torno do <em>blockbuster</em> do cinema americano, o filme <em>Pantera Negra</em>, lançado em 2018 mas ainda um campeão de audiência, discussões e pesquisas acadêmicas. O filme que se passa no reino fictício de Wakanda e apresenta a saga do super herói negro T’Challa para defender seu povo, se consagrou como a maior referência que a indústria do entretenimento já produziu para o empoderamento do povo preto e para a desconstrução da África como um continente infértil e estereotipado em sua cultura.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/wL4a4MafSjQ" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>No centro desse debate do Outras Palavras, está o publicitário <strong>Rodrigo Paiva</strong>, autor do livro “P<em>anther is the new black: representação e cultura na comunicação do filme Pantera Negra</em>”; a escritora, produtora de conteúdos digitais e especialista em cultura pop <strong>Mirela Paes</strong>; e a grafiteira, arte educadora e ativista negra<strong> Nathê Ferreira</strong>. A mediação será da jornalista <strong>Michelle de Assumpção</strong>, assessora de Comunicação da Secretaria de Cultura e da Fundarpe.</p>
<div id="attachment_78851" aria-labelledby="figcaption_attachment_78851" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/nathe-rodrigo-paiva-mirela-paiva.jpg"><img class="size-medium wp-image-78851" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/nathe-rodrigo-paiva-mirela-paiva-607x321.jpg" width="607" height="321" /></a><p class="wp-caption-text">Nathê, Rodrigo Paiva e Mirela Paiva são os convidados desta edição especial do Outras Palavras sobre o filme &#8220;Pantera Negra&#8221;</p></div>
<p><em>“Pantera Negra representa toda uma desconstrução de tabus que foi muito árdua. Pesquisa da UFRJ aponta que, entre os grandes elencos dos filmes mundiais, por exemplo, só 14% corresponde a homens negros, e 4% a mulhares negras. Nos bastidores do cinema nacional, esses valores são ainda menores”</em>, pondera Rodrigo. Seu livro trata do impacto social e comercial da representatividade negra no contexto mercadológico.<em> “Pantera Negra tem um elenco negro, um protagonista negro. Isso foi crucial para que se destacasse e alcancasse o sucesso. Não é só mais um blockbuster, mas uma evolução de valores morais ao longo da história do cinema, que sempre foi racista na sua essência”</em>, coloca Rodrigo.</p>
<p>Mirela Paes é comunicóloga, autora dos livros <em>Maliciosa</em> (New Adult) e <em>Destinos Cruzados</em> (Young Adult) e uma<em> expert</em> em cultura pop.<em> “Pantera Negra abre abas enormes para discussões, além da questão da representatividade negra, a questão dos filmes e da cultura pop em si criarem personagens mais diversos. O filme abriu esse espaço, foi muito inovador. Uma mudança de mercado, de consumo&#8221;</em>, pontua Mirela.</p>
<p>O trabalho artístico da grafiteira e estudante de Artes Visuais da UFPE Nathália Ferreira, a Nathê, reflete sobre as representações da imagem da mulher negra em seus trabalhos na rua, na academia e na rede. Nathê produziu uma aula para a disciplina de Arte e Diversidade Étnico Cultural sobre o filme <em>Pantera Negra</em>, e vai contribuir no debate do Outras Palavras com seu estudo não apenas sobre a importância do filme para o empoderamento do povo preto, bem como para a visibilização da cultura africana e seus reais significados.</p>
<p><em>“Foram mulheres negras que produziram a arte do filme, e foram as primeiras mulheres negras a ganharem o Oscar nesse quesito. Elas pesquisaram nações africanas tradicionais. Nada ali é aleatório, tudo traz uma história, uma tradição. A tendência quando trata de cultura africana, é colocar uns traços do que se acha ser africano, e dizer que é África, quis desmistificar um pouquinho isso”</em>, conta Nathê.</p>
<p><em>“Estamos felizes em anunciar uma nova temporada do Outras Palavras Digital, agora em canal próprio no YouTube, com mais interatividade e temáticas que acompanham o nosso momento atual. Diferentes convidados começam a participar dos encontros com olhares e opiniões distintos, provocando debates entre o público participante, que ampliam e estimulam o pensamento crítico e a visão de mundo”</em>, avalia Andréa Mota, coordenadora do projeto pela Secretaria de Cultura de Pernambuco.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
OUTRAS PALAVRAS DIGITAL<br />
Segunda-feira, 28 de setembro, às 20h30<br />
Onde: <a href="https://www.youtube.com/outraspalavrasdigital" target="_blank"><strong>www.youtube.com/outraspalavrasdigital</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/outras-palavras-digital-ira-debater-sobre-representatividade-negra-a-partir-do-filme-pantera-negra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A cirandeira Lia de Itamaracá é a próxima convidada do Outras Palavras Digital</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/a-cirandeira-lia-de-itamaraca-e-a-proxima-convidada-do-outras-palavras-digital/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/a-cirandeira-lia-de-itamaraca-e-a-proxima-convidada-do-outras-palavras-digital/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2020 16:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[lia de itamaracá]]></category>
		<category><![CDATA[live]]></category>
		<category><![CDATA[michelle de assumpção]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras digital]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=78331</guid>
		<description><![CDATA[Por meio da ciranda, a artista pernambucana  Lia de Itamaracá deu continuidade a um saber ancestral que alimenta permanentemente o que entendemos, enquanto povo nordestino e pernambucano, como identidade cultural. Lia canta os mares, os amores, as relações pessoais, os encantamentos da vida, promove união, resgata uma antiga brincadeira ritualística de dar as mãos e girar [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_75486" aria-labelledby="figcaption_attachment_75486" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/20190815175833770309o.jpeg"><img class="size-medium wp-image-75486" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/20190815175833770309o-607x390.jpeg" width="607" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">Patrimônio Vivo e Doutora <em>Honoris Causa</em> (UFPE), Lia de Itamaracá  vai falar um pouco de sua trajetória no projeto</p></div>
<p>Por meio da ciranda, a artista pernambucana  <a href="https://www.instagram.com/liadeitamaracaoficial/" target="_blank"><strong>Lia de Itamaracá</strong></a> deu continuidade a um saber ancestral que alimenta permanentemente o que entendemos, enquanto povo nordestino e pernambucano, como identidade cultural. Lia canta os mares, os amores, as relações pessoais, os encantamentos da vida, promove união, resgata uma antiga brincadeira ritualística de dar as mãos e girar numa grande roda. Mulher, negra, ilhéu que com a força da sua voz e de sua imponente figura, conquistou espaços Pernambuco afora e hoje é uma das maiores artistas da música popular brasileira. Por todas as suas qualidades, Lia de Itamaracá acumulou premiações, dentre elas, a de Patrimônio Vivo de Pernambuco, e Doutora <em>Honoris Causa</em>, pela UFPE.</p>
<p>Para contar essa história &#8211; que passa ainda por uma atividade que exerceu ao longo da vida, a de merendeira de uma escola pública e, de certa forma, uma educadora artística &#8211; Lia é a convidada da próxima live do projeto <a href="https://www.youtube.com/channel/UCJKngcMJx5cASdJMVKr4iGg" target="_blank"><strong>Outras Palavras Digital</strong></a>, que ocorre segunda (24), às 20h30, no canal do projeto, no <a href="https://www.youtube.com/channel/UCJKngcMJx5cASdJMVKr4iGg" target="_blank"><strong>YouTube</strong></a>. A live contará com a mediação da jornalista da Secretaria de Cultura e Fundarpe, <a href="https://www.instagram.com/mi.assumpcao/" target="_blank"><strong>Michelle de Assumpção</strong></a>, que é autora da biografia <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/literatura/mergulho-no-mar-de-lia-de-itamaraca-biografia-revela-facetas-desconhecidas-da-cirandeira/" target="_blank"><strong>“Lia de Itamaracá &#8211; Nas Rodas da Cultura Popular”</strong></a>, lançada em maio deste ano, pela Cepe Editora, que também é uma parceira do projeto Outras Palavras.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DJnRyU7ARr8" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Recentemente, Lia de Itamaracá lançou uma campanha virtual de arrecadação de doações em dinheiro, para que possa se manter no período da pandemia, bem como à sua banda, formada hoje por 21 pessoas, entre músicos e técnicos. Além da banda tradicional, que já a acompanha há muitos anos, Lia tem uma nova banda, desde o ano passado, dirigida pelo DJ Dolores, a partir do lançamento do álbum mais recente, chamado “Ciranda sem fim pra Lia”. Durante a live, iremos também divulgar a campanha de Lia, para os admiradores de sua arte, que quiserem colaborar.</p>
<p><strong>OUTRAS PALAVRAS DIGITAL -</strong> Outras Palavras é um projeto da Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe, em parceria com a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE-PE) e a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). O objetivo é fortalecer o diálogo entre a Cultura e a Educação para formação cidadã em sala de aula.</p>
<p>Atendendo às recomendações das instituições mundiais e nacionais de saúde, o projeto migrou para o formato digital. A live com Paulo será a primeira em formato digital, dentro da Plataforma Stream Yard, sendo retransmitida para o YouTube do Projeto Outras Palavras, por onde o público poderá assistir e participar, enviando perguntas. “Temos o desafio de atrair os estudantes das escolas públicas, que são o público principal do projeto, eles recebem antecipadamente a informação do convidado, elaboram e enviam suas perguntas. Também estamos trabalhando na perspectiva de ampliar ainda mais a nossa audiência, atraindo pessoas de perfis e interesses, mas que valorizam a informação e a cultura”, avalia Andrea Mota, coordenadora do Outras Palavras.</p>
<p>Nos últimos quatro anos de sua atividade, de forma presencial, o Outras Palavras esteve em mais de 658 escolas públicas do estado, promovendo o encontro de estudantes &#8211; já são mais de 25 mil jovens que participaram &#8211; com artistas e escritores do estado. Ao final dos encontros, as escolas anfitriãs recebem uma doação de livros para serem trabalhados em sala de aula com os alunos, e depois compor suas bibliotecas. Mais de 7.100 mil livros já foram distribuídos, a maioria, de escritores pernambucanos premiados, que publicaram pela Cepe Editora.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Outras Palavras Digital<br />
Convidada: Lia de Itamaracá<br />
Quando: segunda-feira, 24 de agosto de 2020, às 20h30<br />
Onde: <a href="https://www.youtube.com/channel/UCJKngcMJx5cASdJMVKr4iGg" target="_blank"><strong>www.youtube.com/outraspalavrasdigital</strong></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/a-cirandeira-lia-de-itamaraca-e-a-proxima-convidada-do-outras-palavras-digital/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cinema com jovens e população indígena é tema do Outras Palavras, na segunda-feira (13)</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/cinema-com-jovens-e-populacao-indigena-e-tema-do-outras-palavras-na-segunda-feira-13/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/cinema-com-jovens-e-populacao-indigena-e-tema-do-outras-palavras-na-segunda-feira-13/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2020 16:27:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alice Gouveia]]></category>
		<category><![CDATA[andréa mota]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[live]]></category>
		<category><![CDATA[michelle de assumpção]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Secult-PE]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=77679</guid>
		<description><![CDATA[O projeto Outras Palavras acontece em mais uma edição especial &#8211; por meio de live no Instagram da Secretaria de Cultura de Pernambuco (@culturape) &#8211; nesta segunda-feira (13/7), às 20h. A convidada da vez é a jornalista, professora e diretora de cinema Alice Gouveia. A mediação será feita pela jornalista Michelle de Assumpção, que integra [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_77681" aria-labelledby="figcaption_attachment_77681" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/oficina-Realizando-em-1-Minuto-Foto-Costa-Neto-Secult-PE-Fundarpe.jpg"><img class="size-medium wp-image-77681" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/oficina-Realizando-em-1-Minuto-Foto-Costa-Neto-Secult-PE-Fundarpe-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Alice Gouveia é a idealizadora do projeto Realizando em 1 Minuto, que oferece oficinas a jovens interessados no fazer cinematográfico em sua forma mais simples, a partir de técnicas, teorias e práticas para a produção de vídeos curtos</p></div>
<p>O projeto Outras Palavras acontece em mais uma edição especial &#8211; por meio de live no Instagram da Secretaria de Cultura de Pernambuco (<a href="https://www.instagram.com/culturape/" target="_blank"><strong>@culturape</strong></a>) &#8211; nesta segunda-feira (13/7), às 20h. A convidada da vez é a jornalista, professora e diretora de cinema <a href="https://www.facebook.com/alice.gouveia.90" target="_blank"><strong>Alice Gouveia</strong></a>. A mediação será feita pela jornalista <a href="https://www.instagram.com/mi.assumpcao/" target="_blank"><strong>Michelle de Assumpção</strong></a>, que integra a equipe de Comunicação da Secult-PE/Fundarpe.</p>
<p>Doutora em comunicação e especialista em estudos cinematográficos, Alice vai falar sobre dois projetos importantes em sua carreira e na trajetória de centenas de jovens que já passaram por ele. <a href="http://realizandoem1minuto.blogspot.com/p/fotos.html" target="_blank"><strong>“Realizando em 1 Minuto”</strong></a>, como o nome sugere, é um projeto que oferece oficinas a jovens interessados no fazer cinematográfico em sua forma mais simples, a partir de técnicas, teorias e práticas para a produção de vídeos de um minuto. Mas não é só isso. Para criar os roteiros de sua produção, os realizadores precisam experimentar um mergulho em suas próprias histórias, identidades, problemas, anseios e inquietações.</p>
<p>“É um método muito inspirado em Paulo Freire. A gente trabalha com fotografias, logo no começo das aulas, e a partir das imagens provoca os alunos a refletirem e construírem histórias que queiram contar”, revela Alice. Ela conta que, inspirada no “Realizando em 1 Minuto”, surgiu a linha de ação de iniciação audiovisual no projeto <strong><a href="https://casadecinemaolindape.wixsite.com/cinemadeindio" target="_blank">“Cinema de Índio”</a>.</strong> Neste formato, o fazer cinematográfico foi oferecido para jovens de comunidades indígenas de Pernambuco.</p>
<p>O projeto foi desenvolvido pela Casa de Cinema de Olinda, de Alice e sua sócia Carla Francine. Uma produtora sediada em Pernambuco, voltada para produção, pesquisa, formação e difusão em audiovisual e transmídia. O Cinema de Índio conta ainda com parcerias em algumas comunidades indígenas, tais como a Ororubá Filmes, do povo Xukurú; o Coletivo Fulni-ô de Cinema, e a OJIKA &#8211; Organização Jovem Indígena Kapinawá.</p>
<p>No projeto Cinema de Índio, Alice Gouveia é a responsável pelas oficinas de Realização Audiovisual, cujo resultado são os filmes que podem ser conferidos no site <a href="https://casadecinemaolindape.wixsite.com/cinemadeindio" target="_blank"><strong>casadecinemaolindape.wixsite.com/cinemadeindio</strong></a>. A produtora Carla Francine que, junto com o também produtor Mauro Lira, ministrou as oficinas de Elaboração de Projetos e Cineclubismo. Em campo, pelas diversas aldeias contempladas no projeto, Alice foi auxiliada por duas lideranças indígenas do segmento da cultura em suas comunidades: o casal Graci Guarany e Alexandre Pankararu.</p>
<p>O projeto chegou, em duas edições, a nove terras indígenas do Estado: Xucuru do Ororubá, Fulni-ô, Pankararu, Kambiwá, Kapinawá (entre janeiro e março de 2018, na primeira fase do projeto); além de Atikum, Pankará, Pipipã e Truká (na segunda edição, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019).</p>
<p>No bate papo do Outras Palavras, Alice vai contar um pouco mais sobre a experiência desses projetos. Produções que tanto refletem as questões de interesse das aldeias, para elas próprias, como também nos auxiliam a ampliar nosso olhar sobre povos e personagens ainda tão desconhecidos e invisibilizados.</p>
<p><strong>Sobre o projeto -</strong> O Outras Palavras é um projeto da Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe, baseado no eixo da política pública de cultura que, para a promoção da formação cidadã, busca estabelecer um diálogo cada vez mais fortalecido com a educação. Por este motivo, é um projeto tem como parceira a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE-PE) e o apoio da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).</p>
<p>Nos últimos quatro anos de sua atividade, o Outras Palavras esteve em mais de <strong>658 escolas públicas do Estado</strong>, promovendo o encontro de estudantes &#8211; já são mais de <strong>25 mil jovens</strong> que participaram &#8211; com artistas e escritores do estado. Ao final dos encontros, as escolas anfitriãs recebem uma doação de livros para comporem suas bibliotecas. Mais de <strong>7.100 mil livros</strong> já foram distribuídos, a maioria, de escritores pernambucanos premiados, projetos contemplados pelo Funcultura e doações de escritores.</p>
<p>Com a pandemia do Coronavírus e a necessidade do distanciamento social, o Outras Palavras migrou para o formato eletrônico. <em>“Neste momento histórico, onde a fraternidade tem um papel principal nas relações humanas, a curadoria do projeto escolheu estimular a interação entre os jovens estudantes do Ensino Médio das escolas públicas e a juventude indígena do estado, facilitando maior conhecimento da visão de mundo de quem vive nas aldeias. Neste formato digital, um novo público começa a participar, interessado nos conteúdos oferecidos”</em>, avalia Andréa Mota, coordenadora do Outras Palavras.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Serviço</span><br />
</strong>Outras Palavras, com <strong>Alice Gouveia</strong> e mediação de <strong>Michelle de Assumpção</strong><br />
Quando: 13/7 (segunda-feira), às 20h<br />
Local: Perfil do <a href="https://www.instagram.com/culturape/" target="_blank"><strong>@culturape</strong></a> no Instagram</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/cinema-com-jovens-e-populacao-indigena-e-tema-do-outras-palavras-na-segunda-feira-13/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mergulho nas ondas do mar de Lia de Itamaracá: biografia revela facetas desconhecidas da cirandeira</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/mergulho-nas-ondas-do-mar-de-lia-de-itamaraca-biografia-revela-facetas-desconhecidas-da-cirandeira/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/mergulho-nas-ondas-do-mar-de-lia-de-itamaraca-biografia-revela-facetas-desconhecidas-da-cirandeira/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 15:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[bruno souza]]></category>
		<category><![CDATA[cepe]]></category>
		<category><![CDATA[cepe editora]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[lia de itamaracá]]></category>
		<category><![CDATA[michelle de assumpção]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=77015</guid>
		<description><![CDATA[Bruno Souza Ainda que de longe, acompanhei o processo de apuração/escrita da biografia Lia de Itamaracá: nas rodas da cultura popular, que a jornalista Michelle de Assumpção lança oficialmente nesta quinta-feira (14), numa live especial com o editor Diogo Guedes. O bate-papo virtual será transmitido pelo perfil do Instragram da Companhia Editora de Pernambuco, @cepeeditora, a partir [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_77031" aria-labelledby="figcaption_attachment_77031" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Alfeu Tavares/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/LIA-5-ALCEU-TAVARES.jpg"><img class="size-medium wp-image-77031" alt="Alfeu Tavares/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/LIA-5-ALCEU-TAVARES-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Além da história de Lia de Itamaracá, a biografia apresenta um ensaio fotográfico da cirandeira, clicado por vários fotógrafos pernambucanos, em momentos distintos da carreia da artista</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>Ainda que de longe, acompanhei o processo de apuração/escrita da biografia <em><a href="http://editora.cepe.com.br/livro/lia-de-itamaraca--nas-rodas-da-cultura-popular-" target="_blank"><strong>Lia de Itamaracá: nas rodas da cultura popular</strong></a></em>, que a jornalista <a href="https://www.instagram.com/mi.assumpcao/" target="_blank"><strong>Michelle de Assumpção</strong></a> lança oficialmente nesta quinta-feira (14), numa<em> live</em> especial com o editor <strong><a href="https://www.facebook.com/diogo.guedes.961" target="_blank">Diogo Guedes</a></strong>. O bate-papo virtual será transmitido pelo perfil do Instragram da Companhia Editora de Pernambuco, <a href="https://www.instagram.com/cepeeditora/" target="_blank"><strong>@cepeeditora</strong></a>, a partir das 17h30. Parceiro de bancada na Assessoria de Comunicação da Secult-PE/Fundarpe (e de incontáveis <em>happy hours</em>, no Bar Central), a autora, vez por outra, chegava à nossa sala contando algum fato curioso sobre a mais célebre cirandeira pernambucana, da qual sentia um orgulho imenso de biografar.</p>
<p>Um deles, porém, me deixou surpreendido. Não tanto pelo fato em si, mas, sim, por ir de encontro à magnitude de <a href="https://www.instagram.com/liadeitamaracaoficial/" target="_blank"><strong>Lia de Itamaracá</strong></a>, que, além de ser uma artista extraordinária, é extremamente carismática e desinibida nos palcos. Ao relato: <em>&#8220;Lia é tímida. Para bular essa timidez e conquistar de vez sua confiança, resolvi me aproximar dela nos shows e nas inúmeras aparições públicas que ela faz. Numa dessas apresentações que acompanhei para observá-la e tentar extrair mais informações dela e das pessoas de seu entorno, quando cheguei ao camarim, ela já estava vestida para entrar no palco. Só que, mesmo pronta, Lia teve vontade de ir ao banheiro e, como naquele momento só havia homens no camarim, me dispus a ajudá-la. Mesmo envergonhada, ela topou. A partir desse episódio e de uma sucessão de conversas que tivemos na sua casa, lá na Ilha de Itamaracá, a cumplicidade feminina nos uniu e, aos poucos, fui descobrindo as várias facetas de sua personalidade&#8221;</em>, disse-me a autora entre um gole e outro do nosso habitual cafezinho matinal.</p>
<div id="attachment_77051" aria-labelledby="figcaption_attachment_77051" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">André Zahar/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/MICHELLE-DE-ASSUMPÇÃO-5-FOTO-ANDRE-ZAHAR.jpg"><img class="size-medium wp-image-77051" alt="André Zahar/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/MICHELLE-DE-ASSUMPÇÃO-5-FOTO-ANDRE-ZAHAR-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A biografia marca também a estreia da jornalista Michelle de Assumpção na literatura</p></div>
<p>O resultado dessa aproximação está nas 216 páginas do livro editado brilhantemente pela Cepe, dentro da coleção <a href="http://editora.cepe.com.br/catalogo/biografias-e-perfis" target="_blank"><strong>Perfis</strong></a>, e que é um verdadeiro mergulho nas ondas do mar vivido, cantado e celebrado por Lia de Itamaracá. De sua infância simples à beira-mar nas praias de Jaguaribe e do Pilar, na Ilha de Itamaracá, aos títulos de Patrimônio Vivo e Doutora <em>Honoris Causa</em> (UFPE), a obra desvenda a história da pernambucana Maria Madalena Correia do Nascimento, mulher negra, merendeira e artista incansável da ciranda, que, aos 76 anos, segue encantando uma legião de fãs e admiradores nos palcos por onde pisa mundo a fora ou nas telas de cinema, já que vira-mexe é convocada para atuar em produções cinematográficas, como a participação que fez recentemente no longa &#8220;Bacurau&#8221;, dirigido pelos diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.</p>
<div id="attachment_77048" aria-labelledby="figcaption_attachment_77048" class="wp-caption img-width-324 alignright" style="width: 324px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/Capa-Lia-de-Itamaraca.jpg"><img class="size-medium wp-image-77048 " alt="Cepe/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/Capa-Lia-de-Itamaraca-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O livro integra a coleção Perfis da Cepe que apresenta a história de personagens pernambucanas célebres</p></div>
<p>Tudo isso é narrado sob o olhar atento e sensível de Michelle de Assumpção, repórter que, além de pertencer a uma família de artistas (ela é filha do compositor <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/carnaval/75-anos-de-j-michiles-em-ritmo-de-frevo/" target="_blank"><strong>J. Michiles</strong></a>), sempre priorizou, em suas pautas nos principais cadernos de cultura de Pernambuco, ampliar os espaços e vozes de artistas e grupos de cultura popular, historicamente invisibilizados pela imprensa tradicional.</p>
<p>Recentemente, pudemos trocar uma ideia (à distância) sobre o livro, que marca também sua estreia na literatura, e aprofundar algumas questões presentes nos 19 capítulos da obra, que já está à venda no site da Cepe: <strong><a href="http://editora.cepe.com.br/livro/lia-de-itamaraca--nas-rodas-da-cultura-popular-">editora.cepe.com.br</a></strong>. Confira abaixo a entrevista na íntegra:</p>
<p><strong>1- Advinda de uma família de artistas, você deve manter uma relação tácita e extremamente afetiva com a arte e a cultura popular pernambucana. Dentro de suas memórias mais tenras, há algum registro do seu primeiro contato com Lia de Itamaracá e suas célebres cirandas?</strong></p>
<p><em>Sim, e é uma memória inesquecível: eu estava numa roda, no meio de várias outras rodas, formada por jovens roqueiros da classe média recifense. A roda era de ciranda! O ano era 1998. E eu era repórter do Diario de Pernambuco e havia sido escalada para fazer a cobertura daquela noite do festival Abril Pro Rock (APR). Cheguei mais cedo, só para entrevistar Lia, escalada para uma das primeiras atrações da noite. Uma cirandeira num festival de rock, apesar de parecer inusitado, e é, para nós que vivíamos os anos 90 no Recife, era muito natural. O Manguebeat havia descortinado nossos artistas populares! Um ano antes, Selma do Coco, estourada com a música &#8220;A Rolinha&#8221;, havia tocado já no APR. Naquele ano, seria a vez de Lia. Eu me lembro da entrevista e depois da ciranda que dancei junto com o público, impactada com Lia, e todo significado de sua presença naquele momento. </em></p>
<p><strong>2- Como surgiu o convite para escrever a biografia? Por se tratar de uma perfilada com quase 80 anos de vida (e dona de uma trajetória artística internacionalmente reconhecida), quais foram os desafios que você encontrou para contar essa história? De que maneira o livro se estrutura? Fala um pouco do processo de apuração/escrita da obra.</strong></p>
<p><em>Fui convidada pela Cepe no final de 2018. A pesquisa começou no início de 2019, precisamente no dia 12 de janeiro, aniversário de Lia, quando houve uma grande festa em Itamaracá, em sua homenagem. Voltei mais algumas vezes à ilha, enquanto também apurava em jornais antigos, entrevistas com outros personagens, e outros documentos. Fui elaborando uma grande reportagem sobre Lia, da qual não poderia desvincular da própria história da ciranda em Pernambuco. Um bem cultural que se desenvolve a partir da tutela do Estado, que é o principal fomentador das políticas de proteção e de incentivo aos artistas deste gênero. Não tinha como contar a história da artista sem passar por essa construção toda, que envolve o próprio gênero, os mestres que vieram antes dela, como Baracho e Dona Duda, passando por movimentos culturais que impulsionaram sua trajetória &#8211; como o Manguebeat &#8211; e até mesmo a cena atual, viva e pulsante da ciranda em Pernambuco. Lia perpassa todos esses tempos e espaços, numa trajetória ascendente que rompe as barreiras e os limites que foram sendo colocados. Porque ela leva consigo a ciranda &#8211; uma cultura que acadêmicos e gestores públicos abraçam como uma tradição a ser salvaguardada. Mas segue ignorando as limitações das políticas públicas de fomento, para se inserir, com sucesso, numa lógica que não é só da tradição, mas sobretudo do mercado. Resumindo, é essa a história que eu conto. </em></p>
<p><strong>3- Logo no começo do livro, você conta algumas das aventuras da sua biografada ainda criança pelas praias de Jaguaribe e do Pilar, na Ilha de Itamaracá. Apesar da simplicidade e do parco dinheiro, dá para perceber nas entrelinhas da obra que Lia de Itamaracá sempre manteve-se altiva e perseverante, diante das intempéries que atravessaram sua vida. Num momento que se debate tanto o conceito de &#8220;lugar de fala&#8221; e construção de novas narrativas, a partir da visibilidade de histórias que, por muitas vezes, são silenciadas, a intenção do livro é retratar essa outra face de Lia de Itamaracá, mulher aguerrida que, a despeito de tudo e todos, ganhou os palcos do mundo?</strong></p>
<p><em>Prefiro dizer que o livro traz narrativas da história de Lia. Porque elas foram escritas por mim, a partir do meu olhar, e desse recorte que resolvi fazer. Por mais que eu tenha tentado dar um mergulho profundo em sua vida, sua história mais verdadeira é só sua. Envolve sentimentos, memórias, amores passados… Escrevi, sim, fatos mais íntimos, questões familiares, domésticas, porque o leitor de uma biografia está interessado em tudo que envolveu a construção da pessoa que ele admira. E, talvez, alguns desses fatos expliquem a artista que Lia se tornou. Se ela se impõe artisticamente, isso tem relação direta com os fatos que se sucederam em sua vida. Acho que só poderíamos falar de uma “nova narrativa”, se a própria Lia escrevesse. Aliás, ela tem feito cada vez mais isso: se apropriou de sua própria história, e a conta, do seu jeito, por onde passa, se assim for convidada. Queremos fazer um lançamento com ela, quando pudermos voltar a ter uma vida social. Se o livro contribuir para que Lia ganhe mais força e espaço para ter sua própria voz, ele terá cumprido também uma função mais importante.</em></p>
<p><strong>4- Uma das responsabilidades que você toma para si, na biografia, é desvendar a verdadeira autoria da disputadíssima canção &#8220;Essa ciranda quem me deu foi Lia&#8221;. Dando voz a vários personagens (um dos pilares do bom jornalismo), é possível notar que você conseguiu conciliar todas as versões contadas sobre a origem da música à inegável notoriedade que seus versos deram à carreira de Lia de Itamaracá. Como mexer em algo tão espinhoso, sem magoar ou descreditar narrativas que estavam cristalizadas há tantos anos?</strong></p>
<p><em>Não tem como começar a contar sobre a vida artística de Lia sem passar por esta canção. O fato é que, quando Lia faz sua estreia profissional (no Festival da Ciranda, em 1974, no Pátio de São Pedro) ela chega rompendo alguns paradigmas. Primeiro, é uma mulher. Praticamente só existiam &#8220;cirandeiros&#8221;, &#8220;mestres&#8221;, homens. Segundo: ela já é famosa. Não por conta de trabalhos feitos anteriormente, mas por conta de uma música que estourou em todo Brasil e até hoje é até hoje um hino da ciranda na Estado: “Essa ciranda quem me deu foi Lia”, que é gravada quase dez anos antes, por Teca Calazans, e depois pelo próprio Baracho. Nesta época, Lia ainda não havia começado sua trajetória na ciranda. Enfim, meu cuidado nessa questão da autoria da canção foi apenas de me ater aos fatos, contados pela própria Lia, Teca Calazans e outros que entrevistei, e às datas em que eles aconteceram.  </em></p>
<p><strong>5- Outra característica marcante da biografia é o paralelo que você traça entre a vida de Lia de Itamaracá, a ciranda (e sua valorização ao longo dos anos) e outras manifestações da cultura popular, como, por exemplo, o coco, o fandango, o reisado e o pastoril. Que pontos de intersecção você encontrou nessas manifestações culturais e a própria trajetória artística de Lia?<br />
</strong></p>
<p><em>O pastoril e o fandango foram as primeiras manifestações que chegaram à Ilha de Itamaracá e que estão na lembrança de Lia como o primeiro contato com a arte, com a música. O coco de roda, segundo nos conta Dona Duda, era dança de pescador, onde não cabia entrar criança. Daí, ela começa a usar os instrumentos dos batedores de coco para formar rodas com as crianças, na Praia do Janga (Paulista). Dali, a ciranda de Dona Duda cresce e vira um fenômeno turístico. É no local que acontece o primeiro e o segundo Festival de Ciranda que, com o sucesso que alcança, é transferido pela Prefeitura do Recife para o Pátio de São Pedro. É na quarta edição deste concurso que Lia faz sua estreia, ganhando o primeiro lugar. O evento reunia cirandeiros de todo Estado. Mestres que antes tinham maracatu e coco, passaram a fazer ciranda por conta do concurso. Então, sim, as brincadeiras populares estão umas ligadas às outras, pelos saberes e fazeres de seus próprios brincantes. Por isso, o livro se chama &#8220;Lia de Itamaracá, nas Rodas da Cultura Popular&#8221;, pois com a história de Lia tento alinhavar a história da própria ciranda no Estado.</em></p>
<div id="attachment_77050" aria-labelledby="figcaption_attachment_77050" class="wp-caption img-width-389 alignright" style="width: 389px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/lia-de-itamaraca-sonia-braga-cena-filme-bacurau.jpg"><img class=" wp-image-77050  " alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/lia-de-itamaraca-sonia-braga-cena-filme-bacurau-486x486.jpg" width="389" height="389" /></a><p class="wp-caption-text">Lia de Itamaracá e a atriz Sônia Braga, durante a gravação do filme &#8220;Bacurau&#8221;</p></div>
<p><strong>6- Tendo trabalhado durante tantos anos como repórter dos principais cadernos de cultura do Estado, <em>Caderno C</em> (Jornal do Commercio) e <em>Viver</em> (Diario de Pernambuco), e, por conseguinte, na assessoria de comunicação da Secult-PE/Fundarpe, você deve ter acompanhado de perto a evolução/construção das principais políticas públicas implementadas na área da gestão cultural nos últimos anos. De que maneira esse conjunto de leis e dispositivos legais serviram para assegurar a preservação/difusão dos saberes/conhecimentos dos grandes mestres da cultura popular e, consequentemente, a participação desses artistas nas principais festas, ciclos e ações do nosso calendário cultural?</strong></p>
<p><em>As políticas de preservação do patrimônio cultural em Pernambuco são referência em todo país. O Estado tem hoje nove bens culturais inscritos como Patrimônios Imateriais do Brasil. Entre eles, os maracatus (baque solto e baque virado), o frevo, o cavalo-marinho, o caboclinho. A ciranda está no processo de receber essa titulação também. Além disso, o Estado também fomenta um conjunto de políticas que envolve prêmios, participação dos mestres, mestras e grupos de cultura popular em festivais, ciclos festivos, além da titulação do Patrimônio Vivo, capacitações, e outras iniciativas. Lia de Itamaracá, que foi titulada Patrimônio Vivo de Pernambuco desde o primeiro edital do prêmio, em 2005, teve sua carreira artística, em diversos momentos, beneficiada pelas políticas públicas de cultura. E Lia dá um exemplo que pode servir para outros artistas e grupos, independente da manifestação que eles representam. Ela constrói sua carreira a partir da transformação do bem cultural que representa, a ciranda, em um produto. As políticas públicas, ao meu ver, podem proporcionar aos artistas esta “virada de chave”: conscientizar os fazedores de cultura da importância e do valor da sua manifestação e, a partir dessa tomada de consciência, eles próprios salvaguadarem o bem cultural que são detentores.</em></p>
<p><strong>7- Voltando à biografia, um dos fatos mais curiosos que você relata no livro é o encontro de Lia de Itamaracá com o Manguebeat, movimento que, desde os anos 90, mudou radicalmente nosso olhar sobre a cultura popular. Apesar de bastante conhecida, você relata que a cirandeira havia caído no ostracismo e que, graças ao encontro com o produtor (e fiel escudeiro) Beto Hees e ao show realizado no Festival do Abril Pro Rock, em 1998, ela viu sua carreira ressurgir. O que há na obra de Lia de Itamaracá que estabelece diálogo/conexões com públicos e universos tão distintos?</strong></p>
<p><em>Acredito que seja a noção de pertencimento do lugar de onde veio, Itamaracá, sua ilha, sua praia. Ser tão desta localidade, cantar daquela forma única, com aquela voz que só ela tem, a vida dos pescadores, dos amores que o mar leva, ou traz, tratar de situações tão do seu território, faz ela ser universal e poder então dialogar com outros que são universais, pelos mesmos motivos. O fato de ela nunca ter deixado a ilha, e estar indo cada vez mais longe em suas andanças, é uma prova disso.</em></p>
<p><strong>8- Você credita essa universalidade à incursão de Lia de Itamaracá no cinema, por exemplo?</strong></p>
<p><em>É o contrário. O cinema quis Lia justamente por conta da universalidade que ela carrega. Ela carrega Itamaracá, Pernambuco, mas traz também a África. No rosto e na voz de Lia, enxergamos continentes, enxergamos a história de muitas mulheres fortes, firmes, vencedoras.</em></p>
<div id="attachment_77049" aria-labelledby="figcaption_attachment_77049" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/LIA-19-JAN-RIBEIRO-DOUTORA-HONORIS-CAUSA-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-77049" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/LIA-19-JAN-RIBEIRO-DOUTORA-HONORIS-CAUSA-1-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Lia de Itamaracá na cerimônia que lhe outorgou o título de Doutora Honoris Causa pela UFPE. O evento aconteceu em agosto de 2019, no Teatro Guararapes (Centro de Convenções)</p></div>
<p><strong>9- No livro, você dedica dois capítulos inteiros a dois momentos-chaves da carreira de Lia de Itamaracá: a conquista dos títulos de Patrimônio Vivo do Estado, em 2005, e de Doutora Honoris Causa, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 2019. Esse reconhecimento, com toda certeza, catapultou sua trajetória artística a outro patamar e fez com o que sua arte circulasse por outros espaços. É possível afirmar que esses títulos conquistados por ela credenciam/abrem espaço para outros artistas da cultura popular?<br />
</strong></p>
<p><em>Acredito que sim. Por muitos anos, a academia ignorou completamente os saberes e fazeres populares. Parece que isso está sendo revisto. Isso sim, é um grande passo para a construção de novas narrativas, </em><em>como você falou no início. Temos muito o que aprender sobre o nosso território e a nossa identidade, a partir da sabedoria dos nossos mestres e mestras populares. Teríamos uma grande revolução na Educação e na Cultura do país se, desde muito cedo, os estudantes por exemplo tivessem acesso aos ensinamentos que podem ser apreendidos das brincadeiras populares.</em></p>
<p><strong>10- Em vários momentos do livro, você ressalta a timidez de Lia de Itamaracá, como traço marcante de sua personalidade. O que mais você descobriu na vida de Maria Madalena Correia do Nascimento que não sobressai à figura mítica de Lia de Itamaracá dos palcos?</strong></p>
<p><em>Lia é uma das mulheres mais simples que já conheci. Direta, de intuição muito aguçada, e que não consegue fingir simpatia. Se ela abrir o sorriso, é porque gostou e se sentiu feliz. Gosta mesmo é de suas amizades na ilha, andar naquela areia, de camisa, bermuda e chinelo, e cumprimentar todos os conhecidos que passam. Sentar no bar de Dona Rosa, pedir uma água de coco e jogar conversa fora. Depois disso, o que lhe agrada mais é arrumar as malas para viajar quando tem show fora. Começa uma semana antes e fica na ansiedade até chegar o dia. O palco é o seu templo, e ela o domina sem precisar de ninguém. A banda que corra atrás, porque ela canta o que quer, de acordo com o que sente vindo do público. Essa verdade de Lia é o que de mais encantador existe nela.  </em></p>
<p><strong>11- Como as pessoas podem encontrar o livro? Além da live na quinta-feira (14), no perfil do Instagram da Cepe, <a href="https://www.instagram.com/cepeeditora/" target="_blank"><strong>@cepeeditora</strong></a>, vocês preveem outro evento de lançamento, pós-pandemia?</strong></p>
<p><em>O livro já está à venda na <a href="http://editora.cepe.com.br/livro/lia-de-itamaraca--nas-rodas-da-cultura-popular-" target="_blank"><strong>estante virtual</strong></a> da Cepe e estará em todas as lojas físicas da editora, assim que acabar o isolamento social. Também está previsto um lançamento presencial, com a participação da cirandeira, e uma boa roda de ciranda ao final. Espero que seja em breve.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/mergulho-nas-ondas-do-mar-de-lia-de-itamaraca-biografia-revela-facetas-desconhecidas-da-cirandeira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

