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	<title>Portal Cultura PE &#187; O que precisa ser tombado no Recife?</title>
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		<title>Palestra destaca o valor e significado dos bens culturais do Recife</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Aug 2017 17:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<category><![CDATA[10ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco]]></category>
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		<category><![CDATA[O que precisa ser tombado no Recife?]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_52503" aria-labelledby="figcaption_attachment_52503" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1291.jpg"><img class="size-medium wp-image-52503 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1291-607x376.jpg" width="607" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Ministrada por Leonardo Dantas, palestra &#8216;O que precisa ser tombado no Recife?&#8217; foi realizada nesta quarta (16), na sede do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Uma conversa com a proposta de entender melhor o que é o Recife, bem como o significado e valor dos seus bens culturais, para que assim possa ser contada sua história. Na manhã desta quarta-feira (16) a sede do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, no bairro da Boa Vista, abriu as portas para o historiador Leonardo Dantas, também integrante do Conselho, que ministrou a palestra <strong>O que precisa ser tombado no Recife?</strong>. O encontro, uma das atividades da <strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/Folder-X-Semana-do-Patrimonio.pdf" target="_blank">10ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco</a></strong>, evento promovido pela Secretaria de Cultura estadual e Fundarpe, foi um verdadeiro resgate dos símbolos patrimoniais e afetivos da capital pernambucana.</p>
<p>Participaram deste momento outros integrantes do Conselho de Preservação Patrimonial de Pernambuco, como a vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, e nomes como o professor e historiador da UFPE, George Cabral, que também é presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) &#8211; a mais antiga instituição cultural do estado.</p>
<div id="attachment_52505" aria-labelledby="figcaption_attachment_52505" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1308.jpg"><img class="size-medium wp-image-52505 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1308-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O encontro contou com a presença de vários conselheiros e do professor da UFPE e historiador George Cabral</p></div>
<p>A palestra teve a proposta de ressaltar, sob o ponto de vista de Leonardo Dantas, alguns bens culturais do Recife que necessitam de um tombamento para que a história da cidade seja preservada e repassada da melhor maneira. Para isso, o historiador brindou o público com uma aula sobre a capital pernambucana. <em>“Recife era o porto da capitania de Duarte coelho, que chega para fundar uma feitoria com o intuito de desenvolver o centro da capitania. Olinda, por sua vez destruída pelo incêndio, não ficando pedra sobre pedra, força sua população a migrar para a cidade vizinha e fica nas sombras enquanto a capital crescia. Um detalhe curioso é que em 1966 uma comissão de historiadores chegou à conclusão de que o início da população do Recife estava em Olinda, porque quando Duarte Coelho chegou aqui Olinda já existia”.</em></p>
<p>De acordo com Leonardo Dantas, a história da capital pernambucana é contada com fatos, mas também muita ficção. Há por exemplo o mito de que os holandeses eram permissivos com o culto religioso, o que não é verdade. <em>“Eles abriam para os judeus desde que os encontros fossem feitos de portas fechadas e reprimiam fortemente os católicos. Todas as igrejas foram tomadas para o público luterano e anglicano. Somente Frei Manoel Calado podia rezar missa dentro da sua casa e também com as portas trancadas”,</em> explicou o historiador. Mas há também fatos, segundo ele concretos, como o grupo de judeus que saiu do Recife para fundar na América do Norte a cidade de Nova Iorque. <em>“Ao todo, 23 famílias saíram daqui com destino aos Estados Unidos. O ex-presidente Barack Obama, inclusive, assinou durante seu governo um decreto que nomeava a cidade do Recife como berço da nação hebraica nos EUA”</em>.</p>
<div id="attachment_52506" aria-labelledby="figcaption_attachment_52506" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1317.jpg"><img class="size-medium wp-image-52506 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1317-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Para Leonardo Dantas, é necessário compreender melhor os bens culturais e patrimoniais do Recife para que se possa contar da melhor forma a história da cidade</p></div>
<p>Leonardo Dantas também deu detalhes sobre a formação da cidade, que atendia aos grandes comerciantes, os quais por sua vez atendiam à Igreja.<em> “Depois da expulsão dos holandeses, Recife recebe uma imigração muito grande de portugueses vindos do norte de Portugal que vieram cuidar do comércio. Lembrem-se que neste período o sujeito passava a vida toda fazendo boas ações pra conseguir sua cadeira no céu. Logo, os clubes sociais da época eram as irmandades e confrarias. Cada parcela dessa sociedade procurou se abrigar e usar suas horas de lazer dentro das suas irmandades. A primeira delas, a Ordem Terceira de São Francisco, reunia grandes comerciantes. Destaque para Antônio Fernandes de Matos, responsável pelo início da construção da Capela Dourada e da Igreja do Espírito Santo”</em>.</p>
<p>Apesar de ser uma irmandade voltada para os nobres da época, a Ordem Terceira de São Francisco não impediu que no início do século 18 tivesse como seu presidente um ex-escravo chamado Luís Cardoso. Ele veio trabalhar no Recife com um comerciante alemão e com o tempo conseguiu comprar sua carta de alforria para depois se transformar no segundo homem mais rico da capitania. <em>“Tanto o Antônio Fernandes de Matos como Luís Cardoso não deixaram herdeiros e doaram todo seu patrimônio para a Ordem Terceiras. Até hoje esse legado está ai. Foi um período de muita riqueza na cidade. Nenhuma obra do Recife do século 18 foi feito pela coroa portuguesa, e sim pelo seu comércio”,</em> esclareceu Leonardo Dantas.</p>
<div id="attachment_52504" aria-labelledby="figcaption_attachment_52504" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_13071.jpg"><img class="size-medium wp-image-52504 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_13071-607x376.jpg" width="607" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Como conselheiro, Leonardo Dantas é relator do processo de tombamento da Cruz do Patrão, cujo pedido segue em análise na Secult-PE e Fundarpe</p></div>
<p>Para ele, ainda há muito a ser preservado para que se possa contar a história da capital pernambucana da melhor forma.<em> “Eu defendo, por exemplo, a necessidade do tombamento urgente da paisagem do Capibaribe, do bairro de Dois Irmãos até a antiga Ponte Giratória no centro do Recife, porque a calha do rio nem a Prefeitura sabe mais do verdadeiro mapa. Nos últimos anos as incorporadoras foram avançando e construindo dentro do Capibaribe, e não foram pequenas construção, mas prédios de 30 andares”.</em></p>
<p><em>“Outra coisa que não se apercebe são os sítios urbano recifenses. Um deles é o Sítio dos Manguinhos, hoje ocupado pela Arquidiocese do Recife e Olinda. Temos outro na Av. Rosa e Silva, onde fica a Capela do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, que originou o bairro de mesmo nome”,</em> opinou o historiador, citando outros espaços que precisam ser tombados para que a memória do Recife seja preservada. <em>“Faz-se necessário o tombamento de bens que remontam ao início da capital pernambucana, a exemplo da Cruz do Patrão, monumento de balizamento náutico do século 18 e que se encontra ainda hoje no mesmo local”,</em> disse Leonardo Dantas,<strong> </strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/conselhodepreservacao/conselho-de-preservacao-aprova-pedido-de-tombamento-da-cruz-do-patrao/" target="_blank"><strong>que é relator do processo de tombamento deste bem, atualmente em análise na Secult-PE e Fundarpe</strong>.</a></p>
<div id="attachment_52507" aria-labelledby="figcaption_attachment_52507" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1322.jpg"><img class="size-medium wp-image-52507 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/08/IMG_1322-607x468.jpg" width="607" height="468" /></a><p class="wp-caption-text">Leonardo Dantas destaca o recente tombamento do Cemitério de Santo Amaro, uma das mais importantes galerias de arte ao céu aberto projetada pelo arquiteto francês Louis Léger Vauthier</p></div>
<p><em>“Por outro lado, temos alguns avanços neste sentido. Conseguimos recentemente <strong><a href="https://issuu.com/cultura.pe/docs/roteiro_santo_amaro/5" target="_blank">o tombamento do Cemitério de Santo Amaro</a></strong>, uma das mais importantes galerias de arte ao céu aberto. Um cemitério que foi projeto pelo arquiteto francês Louis Léger Vauthier, e que tem o primeiro prédio gótico do Recife. Ainda assim, temos outros bens a serem tombados, a meu ver, como o Mercado e as fachadas e azulejos do bairro da Boa Vista, presentes fortemente na Rua Velha, Rua de Santa Cruz e Rua da Glória, bem como a Basílica do Colégio Salesiano”,</em> opinou.</p>
<p>Pouca gente sabe, mas a abertura do processo de tombamento de um bem cultural ou natural pode ser solicitada por qualquer pessoa. No entanto, é fundamental que o solicitante descreva com a máxima exatidão possível a localização, dimensões, características do bem e justificativa do porque estar sendo solicitado o tombamento. Mais detalhes sobre como iniciar um processo de tombamento de algum bem cultural podem ser encontradas no <strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/patrimonio-cultural/material/tombamento/" target="_blank">Portal Cultura.PE</a></strong></p>
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