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	<title>Portal Cultura PE &#187; Registro Patrimônio Vivo; RPV; Conselho Preservação Cultural;</title>
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		<title>Governo de Pernambuco divulga lista de candidatos habilitados ao título de Patrimônio Vivo</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 15:55:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Registro Patrimônio Vivo; RPV; Conselho Preservação Cultural;]]></category>

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		<description><![CDATA[A Fundação do Patrimônio Histórico de Pernambuco (Fundarpe) divulgou nesta quinta-feira (17), a lista de candidaturas habilitadas e inabilitadas concorrentes no 15º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco &#8211; Edição 2020. Este ano, o concurso contou com um total de 100 candidaturas inscritas no certame, sendo 44 de grupos, 42 de homens e 14 de mulheres. Foi [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação do Patrimônio Histórico de Pernambuco (Fundarpe) divulgou nesta quinta-feira (17), a lista de candidaturas <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Candidaturas-Habilitadas-XV-Concurso-do-RPV-PE-2020.pdf" target="_blank"><strong>habilitadas</strong></a> e <strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Candidaturas-Inabilitadas-XV-Concurso-do-RPV-PE-2020.pdf" target="_blank">inabilitadas</a> </strong>concorrentes no 15º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco &#8211; Edição 2020. Este ano, o concurso contou com um total de <strong>100 candidaturas</strong> inscritas no certame, sendo 44 de grupos, 42 de homens e 14 de mulheres. Foi o maior número já registrado de candidaturas de mulheres como mestras da cultura. Em 2019, apenas seis mulheres concorreram, de um total de 62 inscritos.</p>
<p>O maior número de candidaturas reflete o resultado de uma ampla divulgação e oficinas de formação que foram oferecidas em municípios de todas as macrorregiões de Pernambuco. Regiões como o Sertão Central e a Mata Sul, que nunca haviam participado, apareceram pela primeira vez com seus candidatos. A próxima etapa será a de avaliação das candidaturas pela Comissão de Análise.</p>
<p>As entidades proponentes das candidaturas inabilitadas receberão individualmente carta com o detalhamento do motivo da inabilitação e poderão apresentar recurso, de hoje (17) até o dia <strong>29 de setembro</strong> (terça-feira), de acordo com o <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Anexo-5-Formulário-de-Recurso1.doc" target="_blank"><strong>Anexo 5/ Formulário de Recurso</strong></a>. Os recursos deverão ser encaminhados exclusivamente por e-mail, para a Unidade Gerencial do RPV- PE: <strong>patrimoniovivope@gmail.com</strong>. A divulgação do resultado do julgamento dos recursos está prevista para o dia <strong>6 de outubro</strong> (terça-feira). As audiências públicas para defesa oral dos candidatos está prevista para acontecer entre os dias <strong>16 e 20 de novembro</strong>.</p>
<p><em>“Estamos muito felizes em poder retomar o processo de escolha dos novos Patrimônios Vivos de Pernambuco, que serão reconhecidos até o final deste ano, fortalecendo ainda mais o conjunto de ações de valorização dos nossos mestres, mestras e grupos tradicionais e detentores do saber, que se constituem um dos principais eixos da política pública de cultura do nosso Estado”</em>, coloca o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto. O gestor destacou o papel fundamental do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, que auxiliou no processo de divulgação do prêmio fazendo com que, mesmo tendo alterado o seu calendário, por conta da pandemia, o Registro do Patrimônio Vivo tenha atraído um número recorde de inscrições de candidaturas.</p>
<p>&#8220;Este ano tivemos um reforço na divulgação do prêmio, uma boa audiência nas oficinas de formação e, com a colaboração do Conselho de Preservação nesta mobilização, chegamos a um maior número de pessoas da cultura, conseguindo inclusive que as câmaras municipais, em especial as do Sertão, apresentassem candidaturas&#8221;, coloca Marcelo Renan, coordenador de Patrimônio Imaterial da Fundarpe.</p>
<p>O programa de Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco tem por finalidade o apoio financeiro e a preservação dos processos de criação e divulgação de técnicas, modos de fazer e saberes das culturas tradicional ou popular pernambucanas mediante atividades, ações e projetos desenvolvidos por pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural, sem fins lucrativos, residentes ou domiciliados e com atuação no Estado há mais de 20 anos, contados da data do pedido de inscrição.</p>
<p>Confira <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/editais/xv-concurso-do-registro-do-patrimonio-vivo-de-pernambuco/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> todos os documentos relacionados ao 15º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
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		<title>O Sertão do vaqueiro nas mãos do Mestre Aprígio</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2020 16:01:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conselho de Preservação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
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		<category><![CDATA[Mergulhe]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Mestre Aprígio]]></category>
		<category><![CDATA[Registro Patrimônio Vivo; RPV; Conselho Preservação Cultural;]]></category>

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		<description><![CDATA[ Por Michelle de Assumpção Fotos: PH Reinaux Quando menino, José Aprígio Lopes passava a maior parte do seu tempo ajudando o pai a cuidar dos animais que criava. Sua função era dar banho, água e levar os bichos para o mato, em busca de algum alimento na vegetação escassa da caatinga. Era um sitiozinho em Exu, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_74919" aria-labelledby="figcaption_attachment_74919" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Aprígio-1-PH-Reinaux.jpg"><img class="size-medium wp-image-74919" alt="Mestre Aprígio está diariamente em seu ateliê, em Ouricuri, no comando das produção de peças artesanais em couro." src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Aprígio-1-PH-Reinaux-607x386.jpg" width="607" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Aprígio está diariamente em seu ateliê, em Ouricuri, no comando das produção de peças artesanais em couro.</p></div>
<p style="text-align: right;"><b> </b><strong>Por Michelle de Assumpção</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fotos: PH Reinaux</strong></p>
<p style="text-align: right;">Quando menino, José Aprígio Lopes passava a maior parte do seu tempo ajudando o pai a cuidar dos animais que criava. Sua função era dar banho, água e levar os bichos para o mato, em busca de algum alimento na vegetação escassa da caatinga. Era um sitiozinho em Exu, Sertão do Araripe, onde nasceu. De sol a sol, inclemente, era todo dia a mesma coisa. Os meninos só tinham uma horinha, depois do almoço, que o pai autorizava para que tirassem um descanso. Enquanto todos ficavam por ali, cochilando ou sem terem muito o que fazer, Aprígio pegava um pedacinho de couro, conseguido nos lixos de um sapateiro da vizinhança e, escondido do pai, nos fundos do quintal, desenhava um outro futuro.</p>
<p>Um sapateiro da comunidade costumava jogar fora retalhos de couro e, quem tivesse a sorte de chegar na hora do descarte, levava os melhores pedaços. &#8220;Era um monte de menino saindo com sacolas de restos de couro&#8221;, recorda Aprígio, que estava sempre entre eles. Em casa, tentava as primeiras peças no intervalo da lida na roça. Comprou cola, faquinha, esmeril, compasso. Da primeira vez gastou quase uma lata inteira de cola para fazer uma peça. Ia aprimorando só de observar.</p>
<p>“Eu via as peças de couro feitas por outros: chapéus, enfeites, bainha de faca, de facão, essas coisas que fazendeiro usa, e tentava imitar. A primeira peça boa foi um pé de alpacarta”, conta Mestre Aprígio que, no próximo dia 25 de maio, completará 80 anos de idade. Menino, não teve tempo, nem permissão, de ir à escola. O pai não via futuro nos livros, e só valorizava o trabalho na terra. Por isso foi que, só quando ele morreu, que Aprígio se libertou. Aos 19 pôde se dedicar a seguir com o ofício que escolheu, a partir do aprendizado adquirido apenas no instinto e observação.</p>
<p>Um amigo do seu pai, que sabia de seu trabalho paralelo no fundo do quintal, o levou para trabalhar numa oficina de couro que produz celas, na cidade vizinha do Crato, já Ceará. Alertou que era uma vaga provisória, mas que, se Aprígio trabalhasse bem, tinha chance de ser contratado. O jovem artesão pegou suas poucas roupas e deixou a casa da mãe. Ficou três anos na oficina do seu Juarez, com quem aprendeu a fazer todo tipo de peça de vaqueiro, além das celas.</p>
<div id="attachment_74931" aria-labelledby="figcaption_attachment_74931" class="wp-caption img-width-320 alignright" style="width: 320px"><p class="wp-image-credit alignleft">PH. Reinaux</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/peças-de-mestre-aprígio-1-PH-Reinaux.jpg"><img class="size-medium wp-image-74931 " alt="PH. Reinaux" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/peças-de-mestre-aprígio-1-PH-Reinaux-309x486.jpg" width="309" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Chapéus do mestre Aprígio são correm o Brasil, como objeto que carrega todo simbolismo do homem sertanejo</p></div>
<p>Os anos de aprendizado ao lado de profissionais experientes, como o seu Juarez, não são a única justificativa para Aprígio ter se destacado entre tantos da região, que também trabalhavam com o couro.  Aprígio tinha um dom, uma habilidade manual rara que começava a fazer seu nome por todo Sertão do estado. Estava prestes a mudar mais uma vez de cidade. Serra Talhada foi um convite para terminar uma encomenda. Estimou que ficaria quinze dias na fazenda do contratante, até acabar o serviço dos arreios, ou seja, o conjunto completo de peças usadas numa cavalgada. Passou a ir e voltar, entre o Crato e Serra, em intervalos cada vez menores.</p>
<p>“Quando deixei a oficina de seu Juarez, no Crato, eu comecei a pegar encomendas de vários clientes. O pessoal parava para olhar o que eu desenhava e costurava, e ficava impressionado, perguntando como eu trabalhava com uma delicadeza daquela. Uma coisa bem acabada. Saía um falando pro outro. Agora a gente tem um mestre, eles diziam. Era peça para homem nenhum botar defeito”, orgulha-se. Os trabalhos em Serra Talhada ficaram cada vez mais constantes. E chegou um momento que Aprígio terminou se apaixonando por uma moça em Serra Talhada. Casou, teve filhos, e ficou por longos dezoito anos.</p>
<p>Já conhecido e respeitado em toda região, Aprígio conheceria fama no ano de 1979. Foi numa tarde desse mês de maio, que recebeu a encomenda mais valiosa de toda sua carreira. Luiz Gonzaga queria um gibão novo. Estava cansado de suas indumentárias e queria algo mais vistoso, chique, para usar em suas apresentações. O nome do Mestre Aprígio chegou aos ouvidos de Luiz Gonzaga por intermédio de um sobrinho do artesão, Josseí, que conhecia o Rei do Baião. Luiz Gonzaga foi até Aprígio levando uma peça de couro trazida do Rio de Janeiro, para que o artesão cortasse e fizesse um conjunto completo: perneira, chapéu e gibão. Aprígio passou duas semanas matutando, fazendo e refazendo desenhos, até chegar num molde que achou que seria do agrado do Rei do Baião. Tanto satisfez que lhe rendeu dezenas de outras encomendas, além de uma grande amizade. Luiz Gonzaga, sempre que ia a Exu, passava em Ouricuri, para um dedo de prosa e um cafezinho com Aprígio.</p>
<div id="attachment_74933" aria-labelledby="figcaption_attachment_74933" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">PH Reinaux/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Aprígio-2-PH-Reinaux.jpg"><img class="size-medium wp-image-74933" alt="Fama veio depois que Luiz Gnzaga foi pessoalmente encomendar a Aprígio traje completo do vaqueiro. " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Aprígio-2-PH-Reinaux-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Fama veio depois que Luiz Gonzaga foi pessoalmente encomendar a Aprígio traje completo, e de luxo, do vaqueiro.</p></div>
<p>Luiz Gonzaga abriu as portas para que o Mestre Aprígio passasse a receber encomendas de outros artistas famosos, como Dominguinhos, Alcymar Monteiro, Santanna, Waldonys, entre tantos outros. “Para chegar onde cheguei, com esse reconhecimento, foram muitos anos de trabalho com muitos artistas usando o meu trabalho. A batalha foi grande, mas hoje estou aqui, repassando para filhos e netos”, conta o mestre.</p>
<p>Atualmente a oficina de seu Aprígio voltou a ser em Ouricuri. Um salão comprido e estreito. Na parte da frente é a lojinha da família, com os artigos exibidos para venda; na parte de trás ficam as bancadas com as quatorze máquinas de costura. Dois filhos trabalham com ele na oficina: Isídio Lopes faz as miniaturas: chaveiros em formato de chapéus, além de sandálias, bolsas e calçados. Romildo faz as encomendas maiores recebidas pelo pai. Ele conta que seu Aprígio adaptou uma das máquinas para que o equipamento desse o ponto perfeito para seus cortes e desenhos. “Todos os trabalhos passam primeiro por essa máquina criada pelo meu pai. Ela que recorta e perfura o couro. Após a perfuração, o desenho no couro é feito manualmente, na faquinha”, explica Romildo.</p>
<p>Quando a reportagem chegou para entrevistar seu Aprígio, a produção do ateliê estava toda voltada para a festa do Aniversário de Gonzagão, em Exu, que acontece tradicionalmente todo dia 13 de dezembro. É venda na certa: de chapéus, gibãos, e toda indumentária característica do vaqueiro. São compradas, não necessariamente, pelos vaqueiros. Esses representam cerca de 10% dos clientes da oficina. “Quem compra mais são os artistas, políticos, e os admiradores da cultura nordestina, que levam como lembrança, para presentear quem é de Nordeste e vive fora. Recebemos encomendas de todas as partes do país”, conta o mestre.</p>
<p>Na sua simplicidade, Mestre Aprígio representa o sertanejo forte, criativo, generoso e fortalecido pela cultura que carrega e transmite por décadas. &#8220;Meus chapéus serviram de coroa para dois reis que conheci, Luiz Gonzaga e Dominguinhos&#8221;, diz. Além dos filhos, o neto José Joelson Lopes também já segue com dedicação o ofício repassado pelo avô. Os herdeiros fazem seu Aprígio sentir que sua arte está perpetuada. Ele costuma dizer que, quando vê alguém que aprende com ele, cortando o couro, ponteando e montando uma peça, sente-se como se imortal fosse. &#8220;Mesmo quando a minha matéria não mais existir, eu vou estar ali&#8221;, sentencia.</p>
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		<title>Governo de Pernambuco lança o edital do 15º Concurso de Registro de Patrimônio Vivo</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jan 2020 12:59:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônios Vivos]]></category>
		<category><![CDATA[Registro Patrimônio Vivo; RPV; Conselho Preservação Cultural;]]></category>

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		<description><![CDATA[Reconhecer e apoiar mestres, mestras e grupos da cultura tradicional e popular de Pernambuco, o valor do seu legado e sua contribuição para a transmissão desses conhecimentos para pessoas de gerações mais novas, a fim de que mantenham os saberes e fazeres dos mais antigos. Este é o objetivo do Registro do Patrimônio Vivo de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_74639" aria-labelledby="figcaption_attachment_74639" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Portal-Página-da-materia-RPV-2020.jpg"><img class="size-medium wp-image-74639" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Portal-Página-da-materia-RPV-2020-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">O edital selecionará seis novos Patrimônios Vivos em 2020</p></div>
<p>Reconhecer e apoiar mestres, mestras e grupos da cultura tradicional e popular de Pernambuco, o valor do seu legado e sua contribuição para a transmissão desses conhecimentos para pessoas de gerações mais novas, a fim de que mantenham os saberes e fazeres dos mais antigos. Este é o objetivo do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco (RPV), criado pelo Governo de Pernambuco, e gerido por intermédio da Secretaria de Cultura – Secult/PE e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe. As inscrições para o 15º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo ocorrem entre os dias 20 de janeiro e 20 de março.</p>
<p>As propostas de candidaturas podem ser feitas presencialmente ou por correspondência (para a Fundarpe / Gerência Geral de Preservação do Patrimônio Cultural / Rua da Aurora, 463/469, Boa Vista, Recife-PE, 50050-000).</p>
<p>Acesse <a title="AQUI" href="http://www.cultura.pe.gov.br/editais/xv-concurso-do-registro-do-patrimonio-vivo-de-pernambuco/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> os editais e seus anexos. E, <strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Folder-Digital-RPV-2020.pdf">aqui</a></strong>, um folder com as principais informações do 15º Concurso de Registro de Patrimônio Vivo.</p>
<p>A candidatura, seja de pessoa física ou grupo, deve ser feita por uma entidade proponente, e não pelo próprio interessado. São consideradas aptas para apresentar candidatura: a Assembleia Legislativa de Pernambuco; as câmaras de vereadores dos municípios pernambucanos, além de entidades sem fins lucrativos, sediadas no Estado e atuantes a mais de dois anos.</p>
<p>A avaliação das propostas é feita pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural – CEPPC, que anualmente escolhe seis novos candidatos que passam a receber o diploma do Governo de Pernambuco com o título de “Patrimônios Vivos de Pernambuco” além de uma bolsa mensal vitalícia, no valor de R$ 1.600,00 (no caso de pessoa física) e R$ 3.200,00 (quando for grupo, entidade, agremiação ou associação).</p>
<p>Segundo o edital, “as bolsas de incentivo financeiro são destinadas a pessoas físicas ou jurídicas que tenham alcançado um estágio de reconhecida capacidade profissional ou institucional, escolhidas em decorrência de processo de seleção pública, que leva em consideração as justificativas, os currículos, o mérito e a qualidade dos trabalhos executados pelos candidatos à inscrição no RPV-PE”.</p>
<p><em>“É sempre uma honra e uma alegria para nós o processo de escolha dos novos Patrimônios Vivos. Pernambuco foi pioneiro na criação da lei, que hoje é uma referência para todo País, e a cada ano continuamos em busca de aprimorar. Conseguimos aumentar o número de Patrimônios escolhidos por ano de três para seis selecionados. Também já melhoramos o valor da bolsa vitalícia e desburocratizamos processos de apresentação de propostas para que eles integrem a programação de ações de Secult/Fundarpe em ciclos festivos. Nossa política para valorização dos Patrimônios Vivos é hoje uma prioridade, que se reflete na valorização cada vez maior que o Estado tem para com a nossa cultura tradicional e popular”</em>, coloca Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe.</p>
<p><em>“O Registro do Patrimônio Vivo é um grande exemplo da valorização da política que queremos fortalecer, focada na diversidade dos nossos patrimônios materiais e imateriais, bem como na formação e na produção de novos conhecimentos, a partir dos saberes tradicionais. A cada ano, com o reconhecimento de novos mestres, mestras e grupos que são a base de nossa tradição cultural secular, fortalecemos ainda mais a base criativa da nossa cultura”</em>, coloca o secretário de Cultura, Gilberto Freyre Neto.</p>
<p>A avaliação das candidaturas inscritas acontecerá em diferentes etapas. Primeiramente, etapa de habilitação documental, depois uma Comissão Especial de Análise elaborará pareceres sobre as candidaturas habilitadas considerando critérios, tais como: relevância do trabalho desenvolvido, idade do candidato ou tempo de existência do grupo e avaliação da carência social. Numa terceira etapa, os próprios candidatos apresentam seus trabalhos para uma plateia formada por conselheiros do CEPPC, responsáveis pela seleção dos contemplados, e por fim, em reunião ordinária o CEPPC deliberará o resultado final. A previsão é que a diplomação dos novos Patrimônios Vivos ocorra na cerimônia de celebração do Dia Nacional do Patrimônio Cultural, comemorado em 17 de agosto.</p>
<p><strong>Panorama</strong><br />
A Lei do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco <a title="Lei Estadual" href="http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/patrimonio-cultural/imaterial/legislacao/" target="_blank"><strong>Lei Estadual</strong></a> 12.196/2002, normatizada por meio do Decreto nº 27.503/2004, deu início, em 2005, ao Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco – também conhecido como RPV – PE, fortalecendo as estratégias de salvaguarda dos saberes populares e tradicionais de mestres, mestras e grupos em diferentes áreas culturais e regiões do Estado. Inicialmente, registravam-se 3 (três) novos Patrimônios Vivos, situação alterada pela Lei Estadual 15.944/2016, aumentando para 6 (seis) os registros anuais no RPV- PE.</p>
<p>A substituição, em 2014, do antigo Conselho Estadual de Cultura pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural – CEPPC incluiu membros eleitos pela sociedade civil representando diferentes segmentos culturais, ampliando assim a participação social na escolha dos Patrimônios Vivos do Estado.</p>
<p>Na primeira edição do Concurso, ocorrida em 2005, reconheceram-se Patrimônios Vivos referentes aos anos de 2002, 2003, 2004 e 2005. Em 2015 houve a interrupção do concurso em virtude da estruturação do CEPPC, que deliberou o resultado referente a 2015 e 2016 já em 2016, ano que também passou a valer o aumento do número de registrados por concurso.</p>
<p>Ao longo desses quinze anos, cada um dos novos “Patrimônio Vivo de Pernambuco” contou com prioridade em análises de projetos e participação em eventos promovidos pelo Estado, bem como participaram de diferentes ações de promoção, difusão e transmissão dos saberes, como o Festival Pernambuco Nação Cultural, Festival de Inverno de Garanhuns, Fenearte, Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, Outras Palavras, entre outros.</p>
<p>Até hoje, 63 Patrimônios Vivos foram registrados, sendo 48 pessoas físicas (entre elas 15 falecidas), e 22 grupos. São eles:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>2005</b></p>
<p>Mestre Dila (<em>in memoriam)</em></p>
<p>Mestre J. Borges</p>
<p>Zé do Carmo (<em>in memoriam</em>)</p>
<p>Banda Musical Curica (Sociedade Musical Curica)</p>
<p>Lia de Itamaracá</p>
<p>Maracatu Leão Coroado (Maracatu Carnavalesco Misto Leão Coroado)</p>
<p>Mestre Camarão <em>(in memoriam)</em></p>
<p>Mestre Nuca <em>(in memoriam)</em></p>
<p>Ana das Carrancas <em>(in memoriam</em>)</p>
<p>Canhoto da Paraíba <em>(in memoriam)</em></p>
<p>Mestre Manuel Salustiano (<em>in memoriam)</em></p>
<p>Manuel Eudócio</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2006</b></span></p>
<p>José Costa Leite</p>
<p>Índia Morena</p>
<p>Homem da Meia-Noite (Clube de Alegoria e Crítica O Homem da Meia Noite)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2007</b></span></p>
<p>Zezinho de Tracunhaém (<em>in memoriam</em>)</p>
<p>Confraria do Rosário (Confraria do Rosário de Floresta do Navio)</p>
<p>Fernando Spencer <em>(in memoriam)</em></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2008</b></span></p>
<p>Mestra Selma do Coco (<em>in memoriam</em>)</p>
<p>Teatro Experimental de Arte</p>
<p>Caboclinho Sete Flexas (Caboclinhos 7 Flexas dos Recife)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2009</b></span></p>
<p>Maestro Nunes (<em>in memoriam</em>)</p>
<p>Maracatu Estrela Brilhante (Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu)</p>
<p>Caboclinhos Canindé (Clube Indígena Canindé)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2010</b></span></p>
<p>Sociedade Musical E. J. Nazarena (Sociedade Musical Euterpina Juvenil Nazarena)</p>
<p>Maestro Duda</p>
<p>Didi do Pagode</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2011</b></span></p>
<p>Maracatu Estrela de Ouro de Aliança</p>
<p>Mestra Maria Amélia</p>
<p>Mestre Galo Preto</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2012</b></span></p>
<p>Associação M. E. de Timbaúba  (Associação Musical Euterpina de Timbaúba)</p>
<p>Arlindo dos 8 Baixos (<em>in memoriam</em>)</p>
<p>Mestre João Silva (<em>in memoriam</em>)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2013</b></span></p>
<p>Mestre Lula Vassoureiro</p>
<p>Banda Revoltosa (Sociedade Musical 5 de novembro)</p>
<p>Maestro Ademir Araújo</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2014</b></span></p>
<p>Mestra Mocinha de Passira</p>
<p>Lula Gonzaga</p>
<p>Troça Carnavalesca Mista Cariri Olindense</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2016</b></span></p>
<p>Claudionor Germano</p>
<p>Clube de Bonecos Seu Malaquias (Clube Carnavalesco Mixto Seu Malaquias)</p>
<p>Mestre João Espindola</p>
<p>Mestre Zé Lopes</p>
<p>Mestre Dedé Monteiro</p>
<p>Sociedade Musical XV de Novembro</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2017</b></span></p>
<p>José Pimentel (<em>in memoriam</em>)</p>
<p>André Madureira</p>
<p>Dona Prazeres</p>
<p>Mestre Chocho</p>
<p>Bacamarteiros do Cabo (Sociedade de Bacamarteiros do Cabo)</p>
<p>Reisado do Inhanhum (Associação do Grupo de Reisado da Comunidade Quilombola)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2018</b></span></p>
<p>Gonzaga de Garanhuns</p>
<p>Cristina Andrade</p>
<p>Mestre Zé de Bibi</p>
<p>Cavalo-Marinho Estrela de Ouro de Condado</p>
<p>Casa Xambá (Organização Religiosa Africana Santa Bárbara Nação Xambá)</p>
<p>Banda Musical Saboeira (Sociedade 12 de Outubro)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>2019</b></span></p>
<p>Mestre Saúba</p>
<p>Maracatu Cambinda Brasileira   (Sociedade Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira)</p>
<p>Mestre Aprígio</p>
<p>Mestre Nado</p>
<p>Mestre Assis Calixto</p>
<p>Tribo Carijós do Recife  (Tribo Indígena Carijós)</p>
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