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	<title>Portal Cultura PE &#187; Urariano Mota</title>
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		<title>Centésima edição do Outras Palavras é celebrada durante feira literária em Arcoverde</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2018 13:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias A centésima edição do Outras Palavras ganhou tons de celebração com a participação do projeto na Feira Literária do Sertão (Felis), realizada em Arcoverde durante o final de semana passado. Na última sexta-feira (30/11), o escritor Urariano Mota, autor do livro Soledad no Recife, e a atriz Hilda Torres, com o espetáculo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_64955" aria-labelledby="figcaption_attachment_64955" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099488362_4ff8895cf6_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64955  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099488362_4ff8895cf6_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Urariano Mora, como forma de cativar a garotada, tratou logo de sentar ao lado das crianças para interagir e ganhá-los com a simpatia</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Marcus Iglesias</strong></p>
<p>A centésima edição do <strong>Outras Palavras</strong> ganhou tons de celebração com a participação do projeto na Feira Literária do Sertão (Felis), realizada em Arcoverde durante o final de semana passado. Na última sexta-feira (30/11), o escritor Urariano Mota, autor do livro<strong> Soledad no Recife</strong>, e a atriz Hilda Torres, com o espetáculo <strong>Soledad: a terra é fogo sobre nossos pés,</strong> conversaram com estudantes de escolas públicas da cidade sobre Soledad Barret, militante assassinada durante a ditadura militar no Brasil.</p>
<p>Lucila Gomes, uma das integrantes da equipe do <strong>Outras Palavras</strong>, desde 2015, conta que a primeira edição foi realizada no Teatro Apolo, no Bairro do Recife, com a presença de quatro escritores, da cirandeira Lia de Itamaracá (representando os Patrimônios Vivos), representantes da Secretaria de Educação estadual, e mais de 150 profissionais da área da educação, entre diretores de escolas, professores e gestores das Gerências Regional de Educação (GRE).</p>
<div id="attachment_64956" aria-labelledby="figcaption_attachment_64956" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099494252_66025bcc69_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64956  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099494252_66025bcc69_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O Outras Palavras atingiu mais de 590 escolas, 17 mil estudantes e entregou mais de 6100 livros às bibliotecas por onde passou.</p></div>
<p><em>“Naquela ocasião, eu não tinha ideia se teríamos a segunda edição, mas a confiança de que nossa proposta seria bem aceita por quem faz a educação pública acontecer. Hoje estamos na centésima edição, recebendo convites de várias escolas e festivais pelo estado, e ainda teremos mais até o final do ano”,</em> comemora Lucila.</p>
<p>No próximo dia 5 de dezembro, está agendada uma ação da Secult-PE e Fundarpe na EREM Capitão Luiz Reis, no Alto da Bondade, em Olinda. Já no dia 12 deste mês, haverá uma edição de avaliação dos três anos do <strong>Outras Palavras</strong> no auditório do Centro de Artesanato de Pernambuco, no Marco Zero, com vários convidados e artistas que participaram da iniciativa. Dentre outros números, até aqui o projeto atingiu mais de 590 escolas, 17 mil estudantes e entregou mais de 6100 livros às bibliotecas por onde passou.</p>
<div id="attachment_64958" aria-labelledby="figcaption_attachment_64958" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46149840641_377ba6a491_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64958  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46149840641_377ba6a491_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Apesar de tímidos, as crianças não desgrudavam os olhos da conversa entre o Urariano e Hilda</p></div>
<p><strong>Outras Palavras em Arcoverde -</strong> Quando Urariano Mota e a atriz Hilda Torres chegaram à Praça Virgínia Guedes esperavam encontrar um público mais adolescente para lhes ouvir. Afinal, eles iam falar sobre assuntos duros como a ditadura militar e repressão policial no Brasil, fazendo uma conexão com a história de Soledad Barret. Mas ao observarem o ambiente, perceberam que precisariam se adaptar de improviso diante da plateia que se depararam. É que as escolas envolvidas tinham levado muitas crianças &#8211; e apenas alguns adolescentes &#8211; para a ação.</p>
<p>Os dois conversaram nos bastidores e combinaram como fariam a nova apresentação. Enquanto Hilda se preparava, Urariano, como forma de cativar a garotada, tratou logo de sentar ao lado das crianças para interagir e ganhá-los com a simpatia. Atrair a atenção deles, primeiro, para depois entrar no assunto que tinha ido falar. O escritor é um bom conhecedor deste perfil de plateia porque foi aluno da escola pública. A Escola Professor Alfredo Freyre, no bairro de Água Fria, <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fundarpe/outras-palavras-para-falar-de-democracia-e-cultura-no-recife/" target="_blank">que recebeu uma edição do <strong>Outras Palavras</strong> com a participação do seu antigo aluno no ano passado</a>.</p>
<div id="attachment_64957" aria-labelledby="figcaption_attachment_64957" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46149838661_401ad1fb72_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64957  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46149838661_401ad1fb72_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">“Tenho o sonho de que o mundo seja melhor para todos e todas”, disse uma menina que estava na plateia</p></div>
<p>Apesar de tímidas, as crianças não desgrudavam os olhos da conversa entre o Urariano e Hilda, que intercalaram, respectivamente, com declarações sobre o que viveram durante a ditadura militar e com poesias de autoria de Soledad Barret. Quando Hilda Torres perguntou se gostavam de poesia, vários levantaram as mãos. Teve até uma aluna, chamada Denise, de 12 anos, que se declarou poetiza, mas ficou com vergonha de dizer mais do que isso. A atriz pediu então para recitar a última poesia escrita por Soledad.</p>
<p><em>“Mãe, me entristece te ver assim / o olhar quebrado dos teus olhos azul céu / em silêncio implorando que eu não parta / Mãe, não sofras se não volto / me encontrarás em cada moça do povo / deste povo, daquele, daquele outro / do mais próximo, do mais longínquo / talvez cruze os mares, as montanhas / os cárceres, os céus / mas, Mãe, eu te asseguro / que, sim, me encontrarás! / no olhar de uma criança feliz / de um jovem que estuda / de um camponês em sua terra / de um operário em sua fábrica / do traidor na forca / do guerrilheiro em seu posto / sempre, sempre me encontrarás! / Mãe, não fiques triste / tua filha te quer”,</em> declamou a personagem Soledad Barret, interpretada por Hilda.</p>
<div id="attachment_64954" aria-labelledby="figcaption_attachment_64954" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099482262_7845bc676b_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64954  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099482262_7845bc676b_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">“Sonhar não tem idade. Expressem essa busca de forma que faça você e as pessoas felizes”, sugeriu Hilda Torres</p></div>
<p>Outro momento extraído daquelas crianças foi quando a atriz falou dos sonhos de Soledad Barret, um mundo sem injustiças e uma América Latina de povos irmãos, e perguntou se alguém ali tinha um sonho também. <em>“Que o mundo seja melhor para todos e todas”, </em>disse uma menina.<em> “Que a gente tenha sempre vez e voz”,</em> disse outro garoto. <em>“Sonhar não tem idade. Expressem essa busca de forma que faça você e as pessoas felizes”,</em> sugeriu Hilda, provocando sorrisos na garotada.</p>
<div id="attachment_64953" aria-labelledby="figcaption_attachment_64953" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099481062_32c72574e6_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64953  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46099481062_32c72574e6_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Além da história de Soledad Barret, o autor aproveitou para falar sobre o lançamento do seu livro &#8216;A mais longa duração da juventude&#8217;</p></div>
<p style="text-align: left;"><em>“Soledad era uma sonhadora e apaixonada pelo que fazia. Ao mesmo tempo, uma mulher apaixonante. Ela inspirou o poeta uruguaio Mario Benedetti a escrever uma poesia sobre sua vida. Esse texto foi publicado no dia que Mario soube que ela havia sido assassinada”,</em> disse, com pesar, Urariano. Além da história de Soledad Barret, o autor aproveitou para falar sobre o<a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/formacaocultural/urariano-mota-leva-a-mais-longa-duracao-da-juventude-ao-outras-palavras/" target="_blank"> lançamento do seu livro <strong>A mais longa duração da juventude</strong></a>, que aconteceu durante a Felis no dia seguinte, no sábado (1º/12).</p>
<div id="attachment_64950" aria-labelledby="figcaption_attachment_64950" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/31210515377_69191248f4_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-64950  " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/31210515377_69191248f4_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A professora Eliane Rodrigues, responsável por uma das escolas participantes, ressaltou a importância de conversar sobre a história do Brasil dentro das escolas</p></div>
<p>A professora Eliane Rodrigues, responsável por uma das escolas participantes, brincou com a timidez da criançada e ressaltou a importância de tratar esse assunto dentro das escolas. <em>“Eu sei que eles estavam tímidos, mas eles não são assim caladinhos. Porém, nas na sala de aula, vamos continuar essa conversa. Eles sabem um pouquinho da história e que são importantes para dar continuidade a essa luta, independente de qualquer coisa, e, sobretudo, agora diante do momento que o Brasil vive”.</em></p>
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		<title>Outras Palavras é convidado a participar da II Feira Literária do Sertão, em Arcoverde</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2018 14:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56348" aria-labelledby="figcaption_attachment_56348" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39056484621_68acb11c2b_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56348" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39056484621_68acb11c2b_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Criado em 2015, o Outras Palavras atingiu quase 590 escolas, mais de 17 mil estudantes e entregou mais de 6100 livros às bibliotecas por onde passou</p></div>
<p>O <strong>Outras Palavras</strong>, projeto da Secult-PE e Fundarpe que busca estreitar os laços entre a cultura e a educação, vai a Arcoverde para participar da segunda edição da Feira Literária do Sertão (Felis). Nesta sexta-feira (30), às 15h, o escritor Urariano Mota, autor do livro <strong>Soledad no Recife</strong>, e a atriz Hilda Torres, com o espetáculo <strong>Soledad: a terra é fogo sobre nossos pés</strong>, vão apresentar a história de Soledad Barret, militante uruguaia assassinada durante a ditadura militar no Brasil.</p>
<p>O encontro, aberto ao público em geral, é voltado para estudantes de três escolas estaduais da cidade e será realizado na Praça Virgínia Guedes. <em>“Nosso objetivo é estimular a integração entre a cultura e a educação, a produção artística no ambiente escolar, e criar condições para o fortalecimento do pensamento crítico”,</em> explica Guido Bianchi, gestor da iniciativa e vice-presidente da Fundarpe.</p>
<p>Criado em 2015 pela atual secretária de Cultura de Pernambuco, Antonieta Trindade, o <strong>Outras Palavras</strong> atingiu quase 590 escolas, mais de 17 mil estudantes e entregou mais de 6100 livros às bibliotecas por onde passou. Em Arcoverde, esta será a edição de número 100.</p>
<div id="attachment_64727" aria-labelledby="figcaption_attachment_64727" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/24586188148_29192bbff3_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-64727" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/24586188148_29192bbff3_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Autor do livro &#8216;Soledad no Recife&#8217;, Urariano Mota recentemente lançou o livro &#8216;A maislonga duração da juventude&#8217;</p></div>
<p><em>“Além das edições nos espaços escolares, esta integração também promove a ida de estudantes para espetáculos, como, neste caso, a peça Soledad: a terra é fogo sobre nossos pés. E também a presença de Urariano Mota, esse que é um defensor da democracia e um dos escritores mais importantes do estado”,</em> reforça Antonieta Trindade.</p>
<div id="attachment_35106" aria-labelledby="figcaption_attachment_35106" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rick Rodrigues/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/IMG_5381.-downloaded-with-1stBrowser.jpg"><img class="size-medium wp-image-35106 " alt="Rick Rodrigues/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/IMG_5381.-downloaded-with-1stBrowser-607x451.jpg" width="607" height="451" /></a><p class="wp-caption-text">A atriz Hilda Torres apresentará o espetáculo &#8216;Soledad: a terra é fogo sobre nossos pés&#8217;, que conta a história de Soledad Barret, militante uruguaia assassinada durante a ditadura militar</p></div>
<p>A II Feira Literária do Sertão acontecerá entre os dias 29 de novembro e 02 de dezembro, na Praça Virgínia Guedes. Com mais de 14 atrações, onze lançamentos literários e uma ampla programação gratuita, a Felis reafirma a cidade de Arcoverde como polo de visibilidade, intercâmbio e debate sobre as produções literárias e demais expressões culturais de Pernambuco.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço:</strong></span><br />
<em>Outras Palavras na II Feira Literária do Sertão</em><br />
Sexta-feira (30) | 15h<br />
Praça Virgínia Guedes (Centro de Arcoverde)<br />
Gratuito</p>
]]></content:encoded>
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		<title>J. Michiles e Urariano Mota somam cultura à educação no Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2018 20:28:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Camila Estephania Na manhã da última terça-feira (16), o encontro entre o escritor Urariano Mota e o compositor J. Michiles com os alunos do sexto ano da Escola Gabriela Mistral, no Compaz Eduardo Campos, veio para aproximar os adolescentes dos seus sonhos.  A ação foi mais uma edição do projeto Outras Palavras, realizado pela [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_63829" aria-labelledby="figcaption_attachment_63829" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460918845_8a86137be9_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63829" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460918845_8a86137be9_h-607x385.jpg" width="607" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Urariano Mota e o compositor J. Michiles conversaram com alunos da Escola Gabriela Mistral</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Camila Estephania</strong></em></p>
<p>Na manhã da última terça-feira (16), o encontro entre o escritor Urariano Mota e o compositor J. Michiles com os alunos do sexto ano da Escola Gabriela Mistral, no Compaz Eduardo Campos, veio para aproximar os adolescentes dos seus sonhos.  A ação foi mais uma edição do projeto Outras Palavras, realizado pela Secult-PE/Fundarpe, com a proposta de acrescentar mais arte à educação dos jovens de Pernambuco através de um bate-papo com convidados experientes da nossa cultura.</p>
<p>“Desde 2015, a Secult executa esse projeto dirigido aos alunos das escolas públicas com o objetivo de levar cultura e trazer aspectos humanísticos e de cidadania que também é importante para a formação de vocês”, explicou o vice presidente da Fundarpe, Guido Bianchi, ao abrir o evento lembrando que o projeto já alcançou mais de 17 mil estudantes, atingindo 584 escolas, nas quais foram distribuídos mais de 6 mil livros.</p>
<div id="attachment_63830" aria-labelledby="figcaption_attachment_63830" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/31499663938_e55b2a1bc8_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63830" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/31499663938_e55b2a1bc8_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O vice presidente da Fundarpe, Guido Bianchi, doou livros ao Compaz e destacou a importância do projeto para a formação de novos cidadãos.</p></div>
<p>Ex-colegas de classe de Richardson Barbosa, que ficou nacionalmente conhecido como MC Bruninho pela música “Jogo do Amor”, os alunos da Escola Gabriela Mistral participaram do projeto com uma curiosidade especial sobre os caminhos possíveis para se dedicar à cultura. A oportunidade de conviver tão de perto com artistas de outros segmentos, como Urariano e J. Michiles, manteve os adolescentes animados e mais confiantes de que a literatura e a música também podem ser universos acessíveis às suas realidades.</p>
<p>“No nosso colégio, muitos meninos estão querendo cantar desde que viram o amigo fazer sucesso. Esse evento é importante para que eles conheçam nomes relevantes da nossa cultura e percebam que não é fácil, mas é possível se dedicando aos estudos também”, comentou a professora de português da turma, Andreza Carvalho, destacando a importância dos jovens descobrirem a importância da criação artística para além da fama.</p>
<p>Criador de músicas que já viraram hinos do Carnaval do Estado, como “Bom Demais”, “Diabo Louro” e “Me Segura Que Senão Eu Caio”, conhecidas na voz de Alceu Valença, J. Michiles serviu como exemplo do papel fundamental do compositor para o sucesso de um artista. “O autor fica sempre na moita, né? As pessoas conhecem os intérpretes, mas não conhecem o autor. Uma vez minha mulher foi ao Centro do Recife e viu uma troça passar tocando ‘Diabo Louro’. Uma vendedora ambulante começou a cantar toda animada e disse: ‘pense na miséria que essa galega pintou para Alceu fazer essa música!’”, lembrou ele, cujas letras também já foram cantadas por nomes como Elba Ramalho, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Almir Rouce, André Rio e Claudionor Germano.</p>
<div id="attachment_63831" aria-labelledby="figcaption_attachment_63831" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/30435119377_ee8ee6b5ff_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63831" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/30435119377_ee8ee6b5ff_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">J. Michiles defendeu a importância dos estudos para se dedicar às artes.</p></div>
<p>Ao ser questionado sobre quais caminhos seriam interessantes para revelar novos nomes da nossa cultura, o compositor relembrou de competições como o festival Uma Canção Para o Recife, que lhe trouxe reconhecimento já em 1966. Na ocasião, o artista venceu concorrentes como Luís Bandeira, Ademar Paiva, Capiba e Ariano Suassuna, com a música “Recife Manhã de Sol” . “Tem menino aqui que tem inclinação para escrever, mas não tem oportunidade. Acho que festivais e concursos musicais como os que tinham poderiam ser uma oportunidade, sim”, defendeu ele, que começou a compor aos 19 anos e considera que os estudos foram essenciais para o exercício.</p>
<p>“Quando eu era menino, ficava me perguntando como o músico tocava lendo um monte de garrancho. Depois fui entender que as partituras significam um som. É uma linguagem universal e isso é lindo. Por isso que depois fui ensinar elementos musicais, desenho, entre outras coisas. Sem estudo, a gente não faz nada na vida. A idade que vocês estão é a idade de aprender para se tornarem grandes pessoas”, alertou Michiles, que já foi professor da rede pública.</p>
<div id="attachment_63832" aria-labelledby="figcaption_attachment_63832" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460922765_162f1dcf85_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63832" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460922765_162f1dcf85_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Urariano Mota falou do papel essencial da literatura para enfrentar a realidade.</p></div>
<p>Urariano Mota, por sua vez, destacou a leitura como ferramenta essencial na formação de cidadãos mais esclarecidos sobre o seu contexto. “Os professores cometem um grande erro quando obrigam os alunos à leitura. É preciso despertar nos alunos o gosto e fascínio pela leitura e não é pra ser só escritor, não. É importante pra qualquer coisa e existem vários tipos de livros. Acho que é preciso chamar os alunos para lerem sobre seus problemas concretos e não sobre ‘Lucíola’, de José de Alencar. É papel do professor apresentar livros que tratem de problemas que o aluno vivencia”, opinou ele, que indicou autores como Lima Barreto, Cruz e Souza, Machado de Assis, Manuel Bandeira, dentre outros.</p>
<p>Autor de livros como “Dicionário Amoroso do Recife” e “A mais longa duração da juventude”, Urariano defendeu a literatura como um meio de combater mazelas da nossa sociedade, como o preconceito. “Há pouco tempo, o homem podia matar a mulher por crime de honra e ainda vivemos em um momento em que uma professora negra foi chamada de ‘macaca’ lá em São Paulo. Acho que que literatura mostra como, na verdade, somos todos muito parecidos e temos tudo isso muito perto”, observou ele.</p>
<div id="attachment_63833" aria-labelledby="figcaption_attachment_63833" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460924655_207b611812_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63833" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460924655_207b611812_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Músicos do projeto Anjo Luz tocaram frevos de J. Michiles, dentre outros sucessos do ritmo.</p></div>
<p>Ao final da aula, os alunos ainda tiveram uma apresentação surpresa do projeto de música Anjo Luz, que ensina crianças a partir de 6 anos a tocar metais todos os sábados no Compaz. O grupo tocou sucesso de J. Michiles, entre outros clássicos do Carnaval, como “Cabelo de Fogo” e “Madeira Que Cupim Não Rói”. Logo após, os estudantes fizeram uma visita guiada à biblioteca da instituição acompanhados pelos artistas convidados.</p>
<p>“Trabalhamos com o modelo de biblioteca viva, em que ela se assemelha mais a um centro cultural. A gente oferece aqui permanentemente atividades onde as crianças podem participar através de inscrição. Tem a ‘Hora do Conto’, ‘Faça Você Mesmo’, ‘Hora da Palavra’, ‘Pintando o Set’, dentre outras. A ideia é que a biblioteca funcione como uma ferramenta de prevenção à violência explorando o turno extra escola das crianças”, listou Débora Escheverria, que gerencia a rede de Bibliotecas Pela Paz do Recife.</p>
<p>Pela primeira vez como anfitriã do projeto Outras Palavras, a diretora geral do Compaz Eduardo Campos, Mayse Cavalcanti, não só aprovou a experiência como torceu pela volta de outras edições ao endereço. “Foi muito interessante a gente receber esse projeto por dois motivos: nossa biblioteca, que tem esse compromisso com a educação e a cultura; e por receber ícones. Teve tudo a ver, porque temos também duas orquestras que ensaiam aqui e foi uma excelente oportunidade para conhecerem esses artistas de perto”, avaliou ela, que acredita que o episódio servirá de incentivo para jovens se aproximarem ainda mais da cultura através do Compaz.</p>
<div id="attachment_63834" aria-labelledby="figcaption_attachment_63834" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/45324296492_485fc02ca4_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63834" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/45324296492_485fc02ca4_h-607x328.jpg" width="607" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos e os artistas convidados também fizeram uma visita à biblioteca do Compaz Eduardo Campos.</p></div>
<p>“Para mim, o Outras Palavras é o que há de mais avançado no país na área de educação e da literatura. Esse projeto faz essa junção e dá um grau de relevância à literatura muito importante. E a experiência aqui no Compaz acabou sendo também uma ótima descoberta de uma boa estrutura que qualquer morador pode usar”, frisou Urariano Mota.</p>
<p>J. Michiles também elogiou atividade por apostar no sentimento de pertencimento dos jovens em relação ao Estado. “O projeto Outras Palavras vem despertar em nossos jovens o sentimento de pernambucanidade e o orgulho de saber que somos donos de uma diversidade musical e cultural que nenhuma outra terra tem. É frevo, maracatu, caboclinho, ciranda, coco de roda, mamuglengo, papangu, xote, xaxado e baião. Tudo isso é Pernambuco, do litoral ao sertão”, concluiu ele.</p>
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		<title>Urariano Mota leva &#8216;A mais longa duração da juventude&#8217; ao Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Dec 2017 20:07:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias O escritor Urariano Mota, um defensor da democracia e de uma sociedade mais igualitária, conversou na última quarta-feira (6) com estudantes da Escola Técnica Maria José de Vasconcelos, em Bezerros, sobre o seu mais recente livro: A mais longa duração da juventude (2017), que faz uma reflexão importante e necessária sobre episódios comuns [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_55974" aria-labelledby="figcaption_attachment_55974" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187466414_55a144c0cd_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55974 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187466414_55a144c0cd_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">“Esse meu romance, A mais longa duração da juventude, remete à juventude que esteve no combate à ditadura, que tinha a idade, acreditem vocês, de 15 a 22 anos, no máximo. Que fez um combate clandestino&#8221;, explica o autor</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Marcus Iglesias</strong></p>
<p>O escritor Urariano Mota, um defensor da democracia e de uma sociedade mais igualitária, conversou na última quarta-feira (6) com estudantes da Escola Técnica Maria José de Vasconcelos, em Bezerros, sobre o seu mais recente livro: <b>A mais longa duração da juventude</b> (2017), que faz uma reflexão importante e necessária sobre episódios comuns ocorridos na sociedade brasileira durante o período da ditadura militar, em 1970, e nos dias atuais. O encontro integrou a programação de mais uma edição do <b>Outras Palavras</b>, ainda inédita em Bezerros, e que também teve a presença do poeta, cantador e repentista Adiel Luna.</p>
<p>A conversa com Urariano Mota foi mediada por Humberto de Jesus, integrante da equipe do <b>Outras Palavras</b>, que disse acreditar não haver <i>“ambiente mais apropriado do que esse, cheio de jovens, para falar sobre seu novo livro, que trata de questões que estão intrinsecamente ligadas à essa fase da vida e ao momento político atual. Eu queria que você falasse um pouco sobre essa obra”, </i>provocou o mediador.</p>
<div id="attachment_55972" aria-labelledby="figcaption_attachment_55972" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126402979_2ee532f29f_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55972 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126402979_2ee532f29f_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu tenho depoimento de jovens na idade de 23 anos que dizem que se veem neste romance, que percebem as coisas que passam hoje no Brasil e pelas quais eles sofrem”, citou Urariano Mota</p></div>
<p><i>“Me sinto à vontade em falar para vocês porque fui aluno de escola pública. Aliás, toda minha trajetória se fez na Escola Estadual Alfredo Freyre, em Água Fria, no Recife, e naquela época eu não tinha o conforto que vocês tem nessa escola. Lá não existia refeitório, quadra ou área de lazer. Mas o que é que tinha? Um quadro de professores muito acima da média, porque eram acima de tudo educadores, e também uma juventude, uns adolescentes, tão ou mais angustiados como vocês são hoje. E a gente tinha fome e sede de conhecimento”,</i> disse Urariano Mota, que participou de uma <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/fundarpe/outras-palavras-para-falar-de-democracia-e-cultura-no-recife/" target="_blank">edição do <b>Outras Palavras</b> na escola onde estudou no semestre passado</a>.</p>
<p><i>“Hoje por exemplo, nesta quarta-feira (6), fomos atacados por uma notícia terrível. A Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais e levou presos o reitor e o vice-reitor. Vocês não têm talvez a dimensão dessa coisa bárbara. Primeiro porque o território do campus universitário é um terreno sagrado. Não é chegar assim e invadir. Levaram eles presos alegando que eles estariam com trabalho irregular num monumento para a memória da anistia que estão construindo. Quando eu vi essa notícia, e isso é uma pancada na gente, me ocorreu como cresce a responsabilidade, o combate e a resistência dos artistas e intelectuais brasileiros hoje. Nós estamos vivendo tempos sombrios, terríveis, que remetem à ditadura militar. Que, inclusive, esse memorial da anistia procurava reconhecer”,</i> refletiu o escritor pernambucano.</p>
<div id="attachment_55967" aria-labelledby="figcaption_attachment_55967" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038069607_71492123d0_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55967 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038069607_71492123d0_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Conversa com estudantes foi mediada por Humberto de Jesus, integrante da equipe do Outras Palavras</p></div>
<p><i>“Esse meu romance, <b>A mais longa duração da juventude</b>, remete à juventude que esteve no combate à ditadura, que tinha a idade, acreditem vocês, de 15 a 22 anos, no máximo. Que fez um combate clandestino. Mas o que eu acho interessante é que muitos leitores pegam este livro e se identificam com ele, mesmo estando na idade de vocês. Eu tenho depoimento de jovens na idade de 23 anos que dizem que se veem neste romance, que percebem as coisas que passam hoje no Brasil e pelas quais eles sofrem”,</i> citou Urariano Mota.</p>
<p><i>“O título se deu porque em um determinado ponto do romance o narrador procura os seus companheiros que estiveram com ele na ditadura, e reconhece que muitos deles já faleceram, e que alguns estão, digamos, inabilitados fisicamente, em cadeira de rodas. E quando ele acha os antigos companheiros vai passando uma passeata pela Rua Princesa Isabel, em direção ao Palácio do Governo, de jovens reclamando por mais verbas para a educação e com um abaixo-assinado pedindo por mais professores. Diante daquilo, quando ele vê a cena, ele diz: ‘essa é a juventude que eu buscava. Os novos companheiros são eles’, que terminam por fazer a mais longa duração da juventude. Assim como ali reclamavam por mais verbas para a educação, a de 1970 pedia contra decretos que queriam privatizar as universidades, ou situações como o famoso Decreto 477, que expulsava e tornava clandestinos estudantes em situação política”, </i>explicou o escritor.</p>
<div id="attachment_55966" aria-labelledby="figcaption_attachment_55966" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038064137_03273689ac_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55966 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24038064137_03273689ac_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Quem não perdeu a vontade de dizer que essa sociedade que vivemos é profundamente injusta, termina fazendo a mais longa duração da juventude, porque a coisa mais velha que pode existir é o conformismo, é você se conformar com o mundo do jeito que ele está”, opinou Urariano Mota</p></div>
<p><i>“Esses jovens, que se rebelam, que pedem mudanças no pais, que querem um novo tempo para eles e seus pais, eles terminam fazendo a mais longa duração da juventude. Aqueles jovens que fomos, continuam neles. E em outro determinado do romance, o narrador, quando dois personagens discutem um com o outro, ele diz: ‘Nós não somos velhos’. E o segundo responde: ‘Eu sei, nós não perdemos o tesão de mudar este mundo’. Quem não perdeu a vontade de dizer que essa sociedade que vivemos é profundamente injusta, termina fazendo a mais longa duração da juventude, porque a coisa mais velha que pode existir é o conformismo, é você se conformar com o mundo do jeito que ele está”,</i> opinou.</p>
<p>Urariano Mota aproveitou para fazer os alunos refletirem sobre a lutas de classes no país. <i>“Talvez vocês não saibam, mas não se herda somente riqueza, pobreza também. Se vocês não apostarem em novos caminhos, vão herdar a pobreza dos seus pais. Só tem um modo de romper com isso, e é através da educação. E eu tenho na minha casa este exemplo. Meu pai trabalhava no cais, meus irmãos também, os filhos deles por sua vez, mas eu fui pelo caminho da leitura e educação. Porém, não fiquei rico não, porque a educação não faz ninguém assim, rico materialmente, de grana. Por outro lado, uma coisa é certa: por ela, vocês afastam a miséria pra bem longe, e não só a material, a miséria humana, os preconceitos. E seguramente os seus filhos serão menos pobres do que vocês foram”</i>, instigou o autor.</p>
<div id="attachment_55971" aria-labelledby="figcaption_attachment_55971" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126394239_f173c7eee1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55971 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27126394239_f173c7eee1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Alguns alunos fizeram perguntas ao escritor, como Miguel Soares, do 1º ano</p></div>
<p>O estudante Miguel Soares, do 1º ano, pediu a fala e disse que participa no Facebook de algumas páginas políticas. <i>“Um dia li de uma pessoa que tinha um pensamento claramente reacionário algo assim: ‘Minha avó não acredita em pedra viva, mas ela não levou nenhum paulada porque ela não saia pra &#8216;badernar’. Não sei se é verdade, mas até roupa vermelha dizem que não podia usar, numa menção ao comunismo. Eu queria dizer que você dissesse o que despertou em você ser um militante político”,</i> questionou o jovem.</p>
<p><i>“Todo futuro da humanidade está com aqueles que saem pra fazer “baderna”. Quem fica em casa, vendo sua telenovela no sofá, e não protesta, não se reúne, não contribui em nada com as mudanças na sociedade. Parece mentira, mas até pouco tempo atrás mulher não tinha direito a votar. Quem conseguiu isso foram os baderneiros, que foram às ruas protestar, as feministas e sindicalistas, os comunistas. Levar cacete da polícia. E a mulher vota e acaba virando depois presidenta da república. Isso é um trabalho que vieram dos baderneiros”,</i> exemplificou Urariano Mota.</p>
<div id="attachment_55973" aria-labelledby="figcaption_attachment_55973" class="wp-caption img-width-493 aligncenter" style="width: 493px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187443094_64f8aead9e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55973 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/38187443094_64f8aead9e_k-493x486.jpg" width="493" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Ao término da conversa, Urariano Mota sorteou dois exemplares de seu recente livro entre os estudantes, e deixou outros dois na biblioteca da escola</p></div>
<p><i>“Essa opção que você chama, de militância, não é uma opção que a gente faz num estalo. Não é assim, até porque é uma opção tão complicada e difícil, de rompimento. O que é que aconteceu na minha formação? Os meus melhores amigos estavam na subversão e eram os caras que eu queria estar junto. Eram as pessoas que falavam sobre teatro, literatura, filosofia, que gostavam de música popular. Que valiam a pena a gente conversar e estar juntos. Essa é uma opção que a gente vai fazendo aos poucos, meio que continuado, e hoje você escreve sobre esse momento, que não é praticamente uma escolha, o tema foi quem te escolheu e te perseguiu o tempo todo”,</i> revelou, para depois sortear dois exemplares de seu recente livro entre os estudantes, e deixar outros dois na biblioteca da escola.</p>
<div id="attachment_55969" aria-labelledby="figcaption_attachment_55969" class="wp-caption img-width-526 aligncenter" style="width: 526px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031457958_5156dc0ae6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55969 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031457958_5156dc0ae6_k-526x486.jpg" width="526" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu só acredito numa transformação real da sociedade através da educação enquanto houver essa intercepção com a cultura. Enquanto a nossa cultura raiz não for levada pra escola, eu não acredito em alguma seriedade, porque cultura e educação devem andar juntas”, disse o cantador</p></div>
<p>A conversa foi seguida de uma apresentação do poeta Adiel Luna, nascido em São Lourenço da Mata mas, nas palavras dele próprio, um pernambucano que já morou em todas as principais regiões do estado. <i>“Eu acredito muito no projeto <b>Outras Palavras</b> e nessa abertura que as escolas dão a ele como um exercício para a escola que todo mundo sonha, não só o aluno e o professor, mas a comunidade e os artistas também. E eu só acredito numa transformação real da sociedade através da educação enquanto houver essa intercepção com a cultura. Enquanto a nossa cultura raiz não for levada pra escola, eu não acredito em alguma seriedade, porque cultura e educação devem andar juntas”,</i> disse o cantador, para depois cantar algumas de suas canções.</p>
<div id="attachment_55970" aria-labelledby="figcaption_attachment_55970" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031460758_aef722ffe1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55970 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031460758_aef722ffe1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Adiel Luna explicou aos estudantes seu processo de composição, bem como o que é métrica, rima e oração dentro do contexto da poesia</p></div>
<p style="text-align: left;" align="center">A estudante Fabiana Sales, do 2º anos, perguntou ao poeta como é feita sua poesia e de onde vem suas inspirações na hora de compor. “<i>A poesia existem alguns elementos que a gente consegue trabalhar de uma maneira muito prática. A rima, aquela repetição de palavras com a mesma terminação que dá um efeito estético. A métrica, o tamanho do verso, o metro. E a oração, toda história tem que ter começo meio e fim. A inspiração ela vem de todo lugar. Como eu trabalho de improviso, tem muita relação com a atmosfera, mas quando eu vou escrever, em geral, eu trato muito do ambiente rural e da minha visão do ambiente urbano. Alguém que veio do interior e hoje vive na cidade. A visão do mundo que eu acredito”,</i> detalhou Adiel Luna, para em seguida cantar uma canção que fez em homenagem à Zabé da Loca, pifanista que faleceu este ano.</p>
<div id="attachment_55968" aria-labelledby="figcaption_attachment_55968" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031448808_84e26105c1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-55968 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/25031448808_84e26105c1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe do outras palavras, Urariano Mota, Adiel Luna e professores da escola</p></div>
<p><i>“A gente fala de identidade tem que ter cuidado pra não se prender no caminho, porque o convite pra que isso aconteça é muito grande. Eu, por exemplo, quando cheguei do interior na cidade para estudar, não gostava de usar sapatos. Gostava e me sinto mais à vontade com alpercatas. E por isso recebi logo o apelido de cangaceiro. Mas como eu queria me enturmar com o pessoal da escola, acabei comprando um tênis, horrível, muito desconfortável. Temos que ter cuidado com essas armadilhas, nossa identidade é ancestral e plural e isso deve ser motivo de alegria. Esse é meu ofício há quinze anos, comecei cedo aos 18, e tenho a maior honra de ser filho, neto e bisneto de poeta”,</i> declarou Adiel Luna.</p>
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		<title>Estudantes de Abreu e Lima recebem visita do escritor Urariano Mota</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Nov 2017 16:54:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diego Linhares A equipe da Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe segue levando o Outras Palavras para as escolas da rede pública do estado, com intuito de estreitar as relações entre educação e cultura por meio das diferentes linguagens artísticas. O projeto, que está em circulação desde 2015, já percorreu mais de 300 escolas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Diego Linhares</em></p>
<p>A equipe da Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe segue levando o <strong>Outras Palavras</strong> para as escolas da rede pública do estado, com intuito de estreitar as relações entre educação e cultura por meio das diferentes linguagens artísticas. O projeto, que está em circulação desde 2015, já percorreu mais de 300 escolas e fez chegar também às bibliotecas um importante acervo literário com obras premiados de autores pernambucanos.</p>
<p>O maior beneficiado deste projeto é o estudante, que pode desfrutar de um dia repleto de cultura, bater papo com grandes nomes da literatura e da música pernambucana, além de Patrimônios Vivos. Na última terça-feira (14) o Outras Palavras foi a Abreu e Lima para mais uma edição, desta vez contando com a ilustre presença do escritor pernambucano <strong>Urariano Mota</strong>, autor de &#8220;<em>A mais longa geração da juventude&#8221;, </em>sua mais recente obra. No bate papo com os alunos, o experiente escritor debateu temas como o seu início na literatura, educação e sobre seu último livro.</p>
<p>Antes do bate papo com o escritor, a professora Miriam Maria da Paz, também gestora do EREM Maria Vieira Muliterno, aproveitou para agradecer pela oportunidade e pelo kit literário doado à escola. A tarde ainda reservou um tempinho para um momento-cinema com a exibição do curta “ A Hora da Saída”, produzido por alunos da escola estadual Santa Paula Frassineti, durante o curso de iniciação ao audiovisual do projeto cine cabeça, com direção de Synara Santos e Gabriela Freitas e roteiro de Lucas Cintra e Victor Vinícius.</p>
<div id="attachment_55125" aria-labelledby="figcaption_attachment_55125" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/26681716919_5e5503cac7_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-55125" alt="Representantes do EREM Maria Vieira Muliterno recebem kit literário doado pelo projeto " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/26681716919_5e5503cac7_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Representantes do EREM Maria Vieira Muliterno recebem kit literário doado pelo projeto</p></div>
<p>O jornalista e cineasta Marcos Enrique Lopes mediou a conversa com Urariano, que iniciou lembrando sua história: “Sou recifense, nascido em 1950 no bairro de Água Fria. Eu tinha de 16 para 18 anos quando fui despertado para a literatura, embora não pensasse em ser escritor, eu pensava literatura para escrever no jornal da escola e para ser orador da turma&#8221;.  Ainda sobre esse início, o escritor disse ainda que chegou a iniciar um curso de oratória, depois começou a ler e estudar os poetas. &#8220;Tentei ser um poeta, mas não consegui, é muito difícil ser poeta, leio poesias até hoje, mas são entonações muito difíceis. Antigamente achava que era só escrever curtas rimas, mas não é bem isso. Conheci Cruz de Souza, maior poeta simbolista do Brasil, poesia é assim você ler e não quer mais parar o resto da vida, é como um amor guardado, um sentimento permanente que desperta a cada vez que você ler.”</p>
<div id="attachment_55126" aria-labelledby="figcaption_attachment_55126" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/24586186448_f438f98032_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-55126" alt="Urariano Mota e Marcos Enrique Lopes trocam papo literário com alunos  " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/24586186448_f438f98032_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Urariano Mota conversa com os estudantes</p></div>
<p>O escritor aproveitou o momento para falar sobre a educação no Brasil: “Nós precisamos de mais projetos como este, levar a leitura para dentro das escolas, esta é uma grande oportunidade para vocês que estão aqui e espero que as aproveitem. Não podemos sair da miséria e da pobreza sem educação”. Sobre sua mais recente obra, comentou: &#8220;<em>A Mais Longa Geração da Juventude</em> fala sobre militantes que lutaram contra a ditadura aqui no Recife. Tem um trecho que gosto muito, &#8216;Não estamos velhos, ainda temos tesão de mudar o mundo&#8217;, então por isso é a geração mais longa da juventude.”</p>
<p>Perguntado sobre a utilização da internet nos dias atuais, confessou: &#8220;Algumas redes sociais me ajudam a divulgar trabalhos e opiniões políticas. Acredito que, sendo usada da melhor maneira, a internet tem muito a acrescentar, mas acredito que a cultura ainda é fundamentalmente fora das redes sociais, ainda falta conteúdo nesta área&#8221;.</p>
<div id="attachment_55127" aria-labelledby="figcaption_attachment_55127" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/24586223608_955ef76862_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-55127" alt="Urariano Mota sorteou um livro autografado da sua obra &quot; A  Mais Longa Geração da Juventude&quot;" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/24586223608_955ef76862_z-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Urariano Mota sorteou um livro autografado</p></div>
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		<title>Urariano Mota lança seu novo livro na Livraria da Praça</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Oct 2017 17:51:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O escritor e jornalista Urariano Mota lança nesta quinta-feira (5), às 17h, seu mais novo livro A Mais Longa Duração da Juventude, na Livraria da Praça. A obra, editada pelo selo LiteraRua, faz uma intersecção precisa e emocionante do tempo literário e político: o amor, a militância e o sexo em uma memória histórica do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_54076" aria-labelledby="figcaption_attachment_54076" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/urariano_mota113437.jpg"><img class="size-medium wp-image-54076" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/urariano_mota113437-607x332.jpg" width="607" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">O novo livro é marcado por uma série de memórias do autor</p></div>
<p>O escritor e jornalista Urariano Mota lança nesta quinta-feira (5), às 17h, seu mais novo livro <strong>A Mais Longa Duração da Juventude</strong>, na Livraria da Praça. A obra, editada pelo selo LiteraRua, faz uma intersecção precisa e emocionante do tempo literário e político: o amor, a militância e o sexo em uma memória histórica do autor, que vai de 1970 a 2017.</p>
<p>O livro é um verdadeiro retorno a memórias do pós-ditadura, mas, ao mesmo tempo, traz uma ponte para o futuro ao relacionar a militância de esquerda dos anos 1960 ao protesto dos estudantes brasileiros na atualidade. A partir desta sensação de eterno retorno, Urariano traz uma apropriação e reflexão muito pessoal sobre passagens vividas por quem ainda começava a vida na época da ditadura. A trama do romance, escrito em primeira pessoa, começa a partir de um personagem que encontra o narrador, de posse de um LP de Ella Fitzgerald, em frente ao Cinema São Luiz. A militância desses jovens do pós-1964, assim como a vida sexual e afetiva deles, são abordadas no livro. Ao longo da obra, ele procura retomar essas vidas, vai de novo aos abrigos onde morou e percebe uma relação com os jovens de hoje.</p>
<p>A <a href="https://www.amazon.com.br/longa-dura%C3%A7%C3%A3o-da-juventude-ebook/dp/B01N48T0JU" target="_blank"><strong>versão eletrônica</strong></a> pode ser adquirida na internet. Já a o livro físico estará disponível durante o lançamento.</p>
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		<title>Outras Palavras para falar de democracia e cultura no Recife</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jun 2017 18:56:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Marcus Iglesias A tarde desta última quarta-feira (7) foi de reencontros saudosos e de muita emoção na Escola Professor Alfredo Freyre, localizada no bairro de Água Fria, Zona Norte do Recife. Durante mais uma edição do projeto Outras Palavras, que contou com a presença de dezenas de estudantes da própria escola e de outras quatro [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_49723" aria-labelledby="figcaption_attachment_49723" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35016810442_3cd497fced_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-49723" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35016810442_3cd497fced_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Um dos convidados desta edição foi o escritor Urariano Mota, que já participou de outra edição do projeto</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Marcus Iglesias</em></p>
<p>A tarde desta última quarta-feira (7) foi de reencontros saudosos e de muita emoção na Escola Professor Alfredo Freyre, localizada no bairro de Água Fria, Zona Norte do Recife. Durante mais uma edição do projeto <strong>Outras Palavras</strong>, que contou com a presença de dezenas de estudantes da própria escola e de outras quatro da região, a expectativa já era grande com a presença confirmada de Lia de Itamaracá, Patrimônio Vivo de Pernambuco. Mas a surpresa mesmo ficou por conta da presença do escritor e também convidado Urariano Mota, que foi chamado para compartilhar com os alunos sua trajetória na vida literária. É que o autor do livro <strong></strong><strong>Soledad no Recif</strong>e, vencedor de diversos prêmios da literatura brasileira, estudou na infância naquela mesma institnouição de ensi. Não só foi aluno do Alfredo Freyre, como reconhece naquela instituição um marco na sua formação como cidadão.</p>
<p>Veterano do projeto Outras Palavras, Urariano Mota se apresentou dessa vez como um filho de Água Fria. “<em>O Recife começou pra mim neste bairro, o mundo começou pra mim aqui. Quando a Fundarpe me convidou para vir pra cá, eles não sabiam da minha ligação com o Alfredo Freyre. Fui aluno daqui e este ambiente esteve na minha formação nos momentos mais fundamentais da minha vida. O livro de minha autoria Dicionário Amoroso do Recife, que deixarei na biblioteca da escola, tem dois verbetes onde aparece o nome desse colégio. Um na letra C, com o Colégio Alfredo Freyre, e outro na letra P, com o Professor Arlindo Albuquerque, que foi um mestre de pessoas que tivemos aqui, um formador de pessoas, um formador de almas”,</em> relembra o escritor.</p>
<div id="attachment_49726" aria-labelledby="figcaption_attachment_49726" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35051132311_f02a627138_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-49726 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35051132311_f02a627138_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A surpresa da edição foi quando Urariano Mota contou aos presentes que na sua infância havia estudo na Escola Alfreido Freyre, em Água Fria</p></div>
<p>Várias vezes o autor fez referências ao professor Arlindo Albuquerque, a quem chama de mestre e grande humanista. <em>“Dizia-se que ele ensinava português e francês pra gente, mas ele ensinava era cidadania. Os livros de francês que era adotava eram livros de Jean Jacques Rousseau e outros autores importantes. Uma das lições que ele me deu carrego comigo até hoje. Após ler um texto meu no qual eu descrevia o pôr do sol no sertão, e era uma coisa tipicamente de José Alencar, aquelas frases derramadas, e fez uma anotação que dizia: ‘Urariano, seja mais pessoal’. Hoje eu compreendo o que ele quis dizer. Ele apenas queria me incentivar que eu fosse eu mesmo”.</em></p>
<p><em>“Atualmente vejo na minha escrita que eu tenho sido educador. Acho que o escrito que tem o mínimo de respeito pelo leitor, pelo povo, ele tem que ser educador. Ainda mais nesses tempos miseráveis que vivemos . Eu vivi aqui no Alfredo Freyre o período da ditadura militar. E hoje nós estamos vivendo uma recuperação dessa época no pior sentido”, o</em>pina o escritor. Segundo ele, sua estreia como romancista foi com o livro Os <strong>Corações Futuristas</strong>, que fala sobrea formação de jovens no Recife durante a ditadura.<em> “Depois eu parto pra <strong>Soledad no Recife</strong>. E esse livro conta um trauma de juventude nosso. Corria o ano de janeiro de 1973 quando foram assassinados seis militantes socialistas aqui no Recife. E um deles era amigo meu, Jarbas Marques. Entre os assassinados estavam Soledad Barret, que os jornais pintaram como uma terrorista que andava desencaminhando jovens, quando ela própria era uma jovem de 27 ou 28 anos. No dia que o livro foi lançado aqui no Recife, que eu vi num programa de TV a capa dele sendo projetada na tela, eu pensei: O que era terror na nossa juventude hoje é um lançamento literário. Isso era inimaginável”.</em> O livro Soledad no Recife também inspirou a montagem do espetáculo <strong>Soledad &#8211; A terra é fogo sob nossos pés</strong>, monólogo da atriz Hilda Torres.</p>
<div id="attachment_49728" aria-labelledby="figcaption_attachment_49728" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35181488585_908ce2cb42_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-49728 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35181488585_908ce2cb42_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">O autor aproveitou para ler, na ocasião, um trecho do livro Dicionário Amoroso do Recife, no qual homenageiam o Colégio Alfredo Freyre</p></div>
<p>Urariano Mota aproveitou o momento para compartilhar com os alunos algumas dicas de como aperfeiçoar o fazer literário, mas ressaltou que a prática é a melhor de todas. <em>“Hoje eu não leio simplesmente por ler. Eu leio estudando. Procurando entender a narrativa, a construção do texto, como o autor fez aqueles diálogos. Quando era mais jovem não tinha maturidade pra escrever sobre minha angustia. Mas também não esperei que o Espírito Santo me iluminasse. Escrevia e escrevia e escrevia. Mostrava às pessoas, pedia opiniões. Uma vez levei um conto para o Hermilo Borba Filho ler, queria enviar pro Jornal Movimento, e fiz isso porque ele era uma referência na época. Deixei o conto debaixo da porta e fui embora. Depois liguei e perguntei se ele havia lido, e para minha surpresa ele me pediu pra redigir novamente o texto, tirar os erros da datilografia, e levasse ao jornal dizendo que ele mandou publicar”.</em></p>
<p>Uma das alunas presentes nesta edição do Outras Palavras, a estudante do 1º ano Suzana Silva, de 15 anos, perguntou a Urariano o que ele achava que faltava atualmente na literatura brasileira. <em>“Eu não sou competente pra dizer o que falta e o que deve melhorar, e desconfio que ninguém tenha essa competência. Sempre desconfie da autoridade que chega a você ditando regras. A arte literária é feita como o amor. De que maneira se faz o amor? De todas as maneiras. O que eu posso dizer é do que não me satisfaz. Por exemplo, hoje há seguramente uma ausência da pessoa humana nos textos literários, e isso me desagrada bastante”.</em></p>
<div id="attachment_49724" aria-labelledby="figcaption_attachment_49724" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35016832542_c5204a6c68_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-49724 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35016832542_c5204a6c68_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A edição desta quarta (7) do Outras Palavras contou com uma apresentação sobre o maracatu feita por estudantes da escola</p></div>
<p>O auditório lotado também aguardava com ansiedade a apresentação de Lia de Itamaracá, mestra cirandeira reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco e que já participou de outras edições do projeto. A estudante do primeiro ano Nycolle Wellen, de 16 anos, era uma das que contava os minutos pra que chegasse a hora. Momentos antes da conversa com o escritor Urariano Mota, Nycolle participou com muita animação e ao lado de outros dez alunos de uma apresentação sobre o maracatu. A| ideia surgiu dentro de um projeto de dança da escola.</p>
<p><em>“Cada turma ficou com uma tema e nós do 1º ano ficamos com o da cultura popular. Quem sabia tocar alguma coisa ensinou a quem não sabia e nessa brincadeira dezenas de estudantes participaram da oficina, alguns até de outras instituições de ensino. Deu tão certo que vamos começar aqui no Alfredo Freire um projeto de oficina para ensinar quem quiser aprender a tocar instrumentos da cultura popular pernambucana”, explica a estudante, que conhece o trabalho de Lia por causa da mãe. “Eu escuto desde pequena em casa, porque minha mãe adora cultura popular e dançar ciranda, além de fazer todo ano fantasias pro Baile Municipal do Recife. É uma coisa de família mesmo. Quando soube que ela viria aqui pra escola fiquei muito feliz”, </em>revela Nycolle Wellen.</p>
<div id="attachment_49732" aria-labelledby="figcaption_attachment_49732" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35181485755_c2c73b6792_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-49732 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35181485755_c2c73b6792_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Antes de começar a apresentação, Lia de Itamaracá falou sobre sua história e trabalho com a cultura popular como mestra ciranceira</p></div>
<p>Lia de Itamaracá subiu ao palco acompanhada de outros quatro músicos e antes de cantar suas canções mais conhecidas, como<strong> Essa Ciranda é Minha</strong>,<strong> Mamãe Oxum</strong>,<strong> Ciranda de Lia </strong>e<strong> Quem me deu foi Lia</strong>, ela destacou a importância do contato com a juventude. <em>“Já estou acostumada a fazer apresentações em escolas, dar palestras e brincar com as crianças. Acho que a gente tem que fazer isso mesmo, entrar na sala de aula e dar aos jovens a oportunidade de conhecer a cultura de raiz. Existem por ai crianças que estão envolvidas com brincadeiras que não tem nada a ver com a sua história, e isso desparafusa o juízo delas. O que a gente deve fazer pra combater isso é trazer eles pra mais perto da nossa cultura”.</em></p>
<div id="attachment_49727" aria-labelledby="figcaption_attachment_49727" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35051171641_5605df6a0a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-49727 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/35051171641_5605df6a0a_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Acho que a gente tem que fazer isso mesmo, entrar na sala de aula e dar aos jovens a oportunidade de conhecer a cultura de raiz&#8221;, opina Lia de Itamaracá</p></div>
<p>Para Antonieta Trindade, idealizadora do projeto que desde 2015 já atingiu 376 escolas, 6.757 estudantes e doou ao todo 4.189 livros, essas falas mostram o significado importante que há no <strong>Outras Palavras</strong>. <em>&#8220;Primeiro porque com ele buscamos assegurar a toda a juventude das escolas públicas estaduais o direito ao acesso ao conhecimento mais amplo possível. Principalmente nesse momento no qual uma parcela enorme de direitos que conquistamos, tanto na educação como em outros setores, estão ameaçados. É preciso dominar a língua portuguesa, a matemática, e outros assuntos da grade curricular, mas também é preciso conhecer melhor nossos patrimônios culturais”.</em></p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/34795079320_f431cb8904_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-49722 aligncenter" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/34795079320_f431cb8904_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a></p>
<p><strong>Confira abaixo um trecho de um dos verbetes do Dicionário Amoroso do Recife, de autoria de Urariano Mota, que homenageia o Colégio Alfredo Freyre:</strong></p>
<p><em>“Penso que era do espírito do lugar e do tempo. Naqueles anos de agitação política no Recife, na onda, no mar da discussão de ideias, na tradição cultural do bairro de Água Fria, que vinha dos terreiros de xangô, como o de Pai Adão, a barbeiros filósofos, comunistas, como Luiz Beltrão, que era um popular cultivador de livros e da língua inglesa, creio que dessa reunião nasceu a gente que povoou de humanidade o Colégio Alfredo Freyre. Aquela contrafação arquitetônica se fez um espaço de formação de caráter. Se houver em algum país uma academia de anônimos, de notáveis anônimos, de homens e mulheres que ninguém conhece, mas que viveram uma vida exemplar, digna de uma antologia de heróis sem rostos gravados, haverá um educandário semelhante ou igual ao Colégio Professor Alfredo Freyre. A memória sobe e revela, e se revolta contra a síntese omissa de um verbete. Para nada falar de Jussara, Nazirdes, Walter, Spinelli, Arlindo, Zanoni, e de Solange, a primeira vedete, pelo que nela viam os adolescentes, Solange, a vede recatada, mas de coxas vistas pelos meninos que não podiam ir ao Teatro Marrocos, para nada falar dos destinos imortais não sabidos, falo do professor Arlindo, o mestre Arlindo, o fundador de homens e mulheres para todo o sempre. Ali, no Alfredo Freyre”.</em></p>
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