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Cultura popular e artesanato

O Canal

Em cada recanto do estado, em cada zona rural, em cada terreiro, uma história pra contar. Histórias de gente que trabalha de sol a sol na lavoura pra sobreviver, mas que também não esquece de brincar, de inventar, de criar. A história de Mestre Benone, que mantém um reisado centenário em Garanhuns; de Mestre Antônio Teles, que vê feliz o seu cavalo-marinho se preservar no canto e no passo dos seus netos, em Condado; de Maria Cabocla, rezadeira de Lagoa de Itaenga, que mantém na sua fé uma sabedoria milenar, a cura com as plantas; de Manoelzinho Salustiano, que herdou de seu pai, Mestre Salu, não só a tradição do maracatu, mas o gosto por manter e incentivar essa manifestação cultural na Zona da Mata Norte; ou dos aboiadores do Sertão, cuja linguagem que inventaram para falar com os bois é permeada da mais pura poesia.

No Alto do Moura, em Caruaru, parece que as crianças já nascem com a mão no barro. Cedo aprendem a tradição de transformar a realidade circundante em peças artísticas. A tradição perpetuada por Mestre Vitalino transformou o lugar em celeiro de artesãos. A 100 Km dali, ainda no Agreste, Poção é a cidade das rendas, lugar onde 80% dos moradores sabem transformar linha em bordado. De tradição europeia, a renascença, ensinada nas escolas e conventos se popularizou. Hoje, é cena cotidiana na cidade encontrar senhoras nas portas das casas com uma almofada na mão fazendo renascença. Adentrando um pouco mais o estado, no Sertão, desde cedo se aprende a lidar com o gado. Lá, o couro vira sandália, alforje, gibão.

É a história dessa gente que a página de Cultura Popular e Artesanato do Portal Cultura.PE pretende contar, daqueles que perpetuam as manifestações culturais mais tradicionais do estado, que transmitem, geração a geração, os cantos, as loas, os passos, as técnicas, os saberes, as brincadeiras. Narrar, divulgar, noticiar como forma de incentivar e preservar também. Ser um canal a partir do qual a cultura do povo tenha tanto destaque quanto a cultura erudita. Que a brincadeira dos Mateus, que a dança de São Gonçalo, o artesanato de Caruaru, as cavalhadas façam parte da memória cultural de todos os pernambucanos. “A cultura é o povo que leva”, diz Manoelzinho Salustiano, e o portal, enquanto canal de comunicação da Fundarpe e da Secretaria de Cultura do Estado pretende fortalecer essa cultura, dar visibilidade, dar voz. Fazer essa sabedoria circular, chegar a todos os lugares.