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	<title>Portal Cultura PE &#187; Meu Lugar na Cidade</title>
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		<title>Walmir Chagas: recifense de amor e de revolução</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2015 19:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova Bem no coração da cidade do Recife, um coração retumba com toda força e orgulho! Despido da máscara e das presepadas maliciosas do Véio da Mangaba, está o múltiplo Walmir Chagas. Ator, compositor, músico, dançarino e pesquisador, suas inúmeras facetas revelam bem a alma do recifense, da qual ele tanto se [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/IMG_7257.jpg"><img class="size-medium wp-image-22220 aligncenter" title="Walmir Chagas" alt="Fotos: Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/IMG_7257-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>Bem no coração da cidade do Recife, um coração retumba com toda força e orgulho! Despido da máscara e das presepadas maliciosas do Véio da Mangaba, está o múltiplo <strong>Walmir Chagas</strong>. Ator, compositor, músico, dançarino e pesquisador, suas inúmeras facetas revelam bem a alma do recifense, da qual ele tanto se orgulha: um povo guerreiro, que “se vira nos 30”. Convidado da série <strong>Meu Lugar na Cidade</strong>, Walmir se embrenhou pelas ruas do bairro de <strong>São José</strong>, onde nasceu, em 2 de abril de 1960, e onde aprendeu a amar seu povo, sua gente, trazendo vivas em suas memórias lugares, momentos e afetos.</p>
<p>Caminhar com Walmir pelo bairro de São José é ter uma aula de História de Pernambuco. Fã confesso de Frei Caneca, ele fala com gosto de um dos principais nomes da Revolução Pernambucana, que aconteceu em 1817. “<em>Ele e vários heróis desta terra lutaram para que a gente se libertasse do Império português e para que se criasse o Brasil republicano, isso quase um século antes de se proclamar a República no país. Ele foi morto por causa disso, por essa causa que defendeu!</em>”, exalta Walmir, em frente ao busto de Frei Caneca e ao muro onde o político e religioso fora executado, em 13 de janeiro de 1825. O monumento se encontra ao lado do Forte das Cinco Pontas, no Bairro de São José. “<em>A bandeira de Pernambuco era a bandeira da Revolução de 1817. E nós somos o povo no Brasil que mais se orgulha da sua bandeira, que usa ela em camisa e vai com ela pra todo canto!</em>”, continua, relembrando outros nomes que participaram desse momento histórico&#8230; muitos deles hoje batizando logradouros públicos e cidades. “<em>Cruz Cabugá, Abreu e Lima, Frei Caneca. Só tinha ‘caba quente’!</em>”.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/IMG_7235.jpg"><img class="size-medium wp-image-22221 aligncenter" title="Walmir Chagas" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/IMG_7235-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a></p>
<p>Nascido na antiga Rua Augusta – atual Avenida Dantas Barreto, onde hoje funciona o Camelódromo –, Walmir conhece como a palma da mão cada canto do seu lugar de origem. Num misto de admiração e um pouco de desgosto diante da descaracterização de parte do casario antigo, ele recorre às mais claras lembranças, com exatidão. A Farmácia de Seu Pio, o Cinema Ideal, a casa onde viveu Solano Trindade e a Padaria do Leão não estão mais lá. Se transformaram. Mas o carinho de Walmir por cada lugar daquele continua intacto. Em direção à Igreja do Terço (onde Frei Caneca foi despojado do hábito religioso, para seguir rumo à sua execução) uma breve parada na Casa de Badia, para cumprimentar dona Maria Lúcia e refrescar a memória, entre prosas e sorrisos. “<em>É aqui que está o Recife mais autêntico. Foi daqui, do bairro de São José, junto com Boa Vista e Santo Antônio, que o Recife surgiu</em>”, afiança.</p>
<p>Tudo no bairro de São José parece respirar música, poesia, cultura. É como se na cadência dos passos que tecemos caminhando pelas ruas ouvíssemos o batuque dos sambas, dos maracatus, os cânticos negros ecoando por entre o casario. Walmir abraça isso tudo com um amor inabalável. O frevo também é evocado dali, nasceu ali. Dessa gênese, nos surgem aos ouvidos reminiscências dos sons das bandas militares e dos passos dos capoeiras, que deram origem ao ritmo pernambucano. <em>“Nunca vi uma dança, um ritmo popular que tivesse tanto essa energia guerreadora como é o frevo! O povo fervendo na rua, e no subconsciente delas, o grito de liberdade, tirando de dentro de si todas essa vontade de libertação. Se o carnaval já é tomado como aquela coisa que se espera o ano inteiro, em busca dessa liberdade, o frevo é como se representasse essa guerra interna, de se libertar das opressões sociais, dos preconceitos</em>”, conta ele.</p>
<p>Berço do frevo e de uma revolução popular, o bairro de São José reverbera por dentro de Walmir, e dele emana o Recife inteiro. “<em>Esse é um lugar que respira revolução, liberdade. O bairro de São José é o cofre onde ficam guardados preciosos tesouros do Recife: a cultura e a dignidade do povo pernambucano</em>”, arremata.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong><br />
<a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/tereza-costa-rego-a-pintora-amante-da-folia-e-das-procissoes/" target="_blank"><strong>Tereza Costa Rêgo: a pintora amante da folia e das procissões</strong></a><br />
<strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/jomard-muniz-de-britto-ser-contemporaneo-e-atravessar-pontes/" target="_blank">Jomard Muniz de Britto: “ser contemporâneo é atravessar pontes</a>&#8220;</strong><br />
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		<title>Isadora Melo: entre o caos e a calmaria</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2015 18:04:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova Mergulhada numa “pequena grande metrópole”, que é o Recife, uma voz se destaca entre as tantas que compõem a frenética atmosfera sonora da cidade. Uma fala doce, entrecortada por uma risada solta&#8230; a voz da cantora Isadora Melo ecoa, suave, por entre edifícios e encontra pouso numa paragem que destoa do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>por Leonardo Vila Nova</em></strong></p>
<p>Mergulhada numa “pequena grande metrópole”, que é o Recife, uma voz se destaca entre as tantas que compõem a frenética atmosfera sonora da cidade. Uma fala doce, entrecortada por uma risada solta&#8230; a voz da cantora <strong>Isadora Melo</strong> ecoa, suave, por entre edifícios e encontra pouso numa paragem que destoa do ambiente que, corriqueiramente, frequenta. Ela é uma das convidadas da série <strong>Meu Lugar na Cidade</strong>, que celebra o aniversário do Recife e Olinda. Atravessando a Ponte de Maurício de Nassau, em direção ao Bairro do Recife, Isadora chega ao <strong>Cais da Alfândega</strong>. Há pouco mais de dois anos, esse tem sido o lugar na cidade em que ela encontra a beleza bem vinda e necessária para refrear a agitação que o dia-a-dia típico de uma cidade como Recife lhe impõe.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/IMG_7213.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-22151" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/IMG_7213-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Do Cais, mirando o Rio Capibaribe e o casario antigo que compõe a paisagem, ela faz observações sobre a sutil beleza que passa despercebida. “<em>Essa é uma visão que, normalmente, não se dá tanta importância. Geralmente se presta mais atenção à vista de quem segue em direção ao Recife Antigo, vendo o Chanteclair, a Igreja da Madre de Deus. Mas o Recife possui essas pequenas belezas, escondidas por trás dos edifícios, que nosso olhar já se acostumou a ver diariamente</em>”, diz Isadora. A observação de um primo, que havia voltado ao Recife, após um período na França, lhe chamou a atenção para uma forma diferente de sentir a cidade. “<em>Ele disse que não imaginava ter tanta saudade do cheiro de peixe daqui (risos)</em>. <em>E é uma coisa interessante, pois a cidade é feita dessa compreensão dos cheiros, das visões, das estruturas que, à primeira vista, parecem mal tratadas, mas quando você observa os detalhes, é incrível, é lindo, pois são coisas muito características daqui</em>”, explica.</p>
<p>Além de cantora, Isadora é designer e trabalha n’A Firma, que integra o Coletivo Sexto Andar, no Edifício Pernambuco, bairro de Santo Antônio. Certa vez, em um trajeto da Livraria Cultura rumando de volta ao trabalho, ela teve um insight. Mudou o lado da calçada que costumava vir sempre, ficando mais próxima do rio. “<em>Aqui eu parei, fiquei e me aquietei</em>”, relembra. Do Cais da Alfândega, Isadora compartilha do mesmo ponto de visão de Ascenso Ferreira, cuja estátua está lá, rodeada por livros, algumas árvores e visitantes que veem o tempo passar, por vezes, aguardando o pôr-do-sol chegar e retocar de cores diversas o céu do Recife. “<em>Às vezes, estamos tão acostumados a ver a cidade todos os dias e não percebermos esse charme que ela tem. Apesar de serem momentos distintos – a observação do meu primo e esse meu momento aqui com o Cais –, eles vêm reforçar essa coisa de renovar o olhar sobre a cidade, de voltar a olhar como criança</em>”, emenda.</p>
<p>É esse olhar que lhe faz, quando indagada, retomar à memória imagens mais remotas de quando era criança, em que a mãe a levava para ver os blocos de carnaval que circulavam pelas proximidades. “<em>Tinha o Bloco da Saudade, que sempre vem por essa ponte. Tinha o Madeira do Rosarinho, o Bloco em Poesia, que passavam ali pelo outro lado</em>”, aponta. Após a revitalização da área, em que se ergueram a Livraria Cultura e o Paço Alfândega, Isadora passou a vivenciar mais ativamente o local. “<em>Tenho uma memória muito musical daqui, com minhas primeiras saídas para o carnaval, o RecBeat, os shows no auditório da Livraria Cultura</em>”, enumera, constatando, mais uma vez, que ali, naquele cantinho, está o melhor refúgio para se desgarrar, mesmo que por minutos, desses intensos dias de contemporaneidad<em>e. “O Cais da Alfândega é contemplar o caos à distância</em>”, referenda Isadora.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong><br />
<a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/gilu-amaral-olinda-nas-veias-e-no-som/" target="_blank"><strong>Gilú Amaral: Olinda nas veias e no som</strong></a><br />
<strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/jomard-muniz-de-britto-ser-contemporaneo-e-atravessar-pontes/" target="_blank">Jomard Muniz de Britto: &#8220;ser contemporâneo é atravessar pontes</a>&#8220;</strong><br />
<a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/tereza-costa-rego-a-pintora-amante-da-folia-e-das-procissoes/" target="_blank"><strong>Tereza Costa Rêgo: a pintora amante da folia e da procissões</strong></a></p>
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		<title>Gilú Amaral: Olinda nas veias e no som</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2015 15:04:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Bruno Souza Criador da Orquestra Contemporânea de Olinda (OCO), que é, sem dúvidas, uma das grandes referências da música produzida atualmente em Pernambuco, Gilú Amaral, apesar da pouca idade &#8211; 31 anos, acumula em seu currículo a experiência de já ter tocado com vários nomes consagrados da cena musical de nosso Estado, como Mundo Livre S/A, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_22128" aria-labelledby="figcaption_attachment_22128" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Cultura.PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/IMG_6870.jpg"><img class="size-medium wp-image-22128" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/IMG_6870-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Gilú Amaral não dispensa um pôr do sol no adro da Igreja de Nossa Senhora do Guadalupe</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>Criador da<strong> <a href="http://www.orquestraolinda.com.br/" target="_blank">Orquestra Contemporânea de Olinda</a> </strong>(OCO), que é, sem dúvidas, uma das grandes referências da música produzida atualmente em Pernambuco, Gilú Amaral, apesar da pouca idade &#8211; 31 anos, acumula em seu currículo a experiência de já ter tocado com vários nomes consagrados da cena musical de nosso Estado, como Mundo Livre S/A, Otto e Naná Vasconcelos.</p>
<p>Nascido Gilson Lúcio do Amaral Filho, o percussionista é um apaixonado pelas ladeiras olindenses. Também pudera: foi, nas ruas e nos terreiros de candomblé do Sítio Histórico da cidade, que aprendeu a tocar. <em>&#8220;Como nasci e me criei aqui, minha maior referência sempre foi Olinda. O município é muito plural, respira cultura. Descobri a música nos idos anos 90. Tinha 8 anos. Minha escola foi a rua, os maracatus. Frequentei a casa de Mestre Salustiano, toquei com ele, passei pelo Maracatu do Camaleão, agremiação que já revelou muita gente. De lá pra cá, fui só aprimorando minha arte&#8221;</em>, disse o músico, que, desde 2008, já rodou o mundo mostrando todo o suingue de nossos ritmos, ao lado dos seus companheiros da OCO.</p>
<p>Embora tenha passado por países como França, Portugal, Alemanha, Suíça, Bélgica, Itália, África e Estados Unidos, Gilú não hesita em dizer que o bairro do Guadalupe é o cantinho que mais gosta de ficar quando está de folga das apresentações da Orquestra. <em>&#8220;O Guadalupe é um bairro muito cultural. Moro aqui e, sempre que posso, estou envolvido com as atividades e as festividades promovidas pelos moradores da comunidade. Fora isso, adoro contemplar o pôr do sol e a visão privilegiada do Recife que o largo da Igreja [de Nossa Senhora do Guadalupe] me oferece todas as tardes&#8221;</em>, afirma o líder da OCO à série<strong> Meu Lugar na Cidade</strong>, do <strong>Portal Cultura.PE</strong>, que tem destacado a relação de afeto que os artistas mantém com os espaços das cidades de Olinda e Recife, nos próximos dias.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong><br />
<a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/tereza-costa-rego-a-pintora-amante-da-folia-e-das-procissoes/" target="_blank"><strong>Tereza Costa Rêgo: a pintora amante da folia e das procissões</strong></a><br />
<a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/jomard-muniz-de-britto-ser-contemporaneo-e-atravessar-pontes/" target="_blank"><strong>Jomard Muniz de Britto: “ser contemporâneo é atravessar pontes”</strong></a></p>
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		<title>Tereza Costa Rêgo: a pintora amante da folia e das procissões</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2015 19:57:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Bruno Souza Amante confessa da folia e das procissões olindenses, a artista plástica Tereza Costa Rêgo, de 86 anos, é um ícone vivo da pintura pernambucana. Seus quadros, cheios de referências da cultura popular, já foram expostos/aclamados em diversas cidades do Brasil e do mundo, como São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa, Paris e Cuba, e revelam um [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_22070" aria-labelledby="figcaption_attachment_22070" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/IMG_6881.jpg"><img class="size-medium wp-image-22070" alt="Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/IMG_6881-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Tereza na sacada de sua casa, em Olinda</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>Amante confessa da folia e das procissões olindenses, a artista plástica Tereza Costa Rêgo, de 86 anos, é um ícone vivo da pintura pernambucana. Seus quadros, cheios de referências da cultura popular, já foram expostos/aclamados em diversas cidades do Brasil e do mundo, como São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa, Paris e Cuba, e revelam um valioso patrimônio do nosso povo. Recifense de origem, a pintora ainda criança encontrou, nas telas e nos pincéis, uma maneira de expressar seus sentimentos.</p>
<p>Aos 15 anos, ingressou na Escola de Belas Artes e, lá, seu ofício começou a ganhar contornos mais espessos, tendo faturado três prêmios do Museu do Estado e outro da Sociedade de Arte Moderna. Em 1962, realizou a primeira grande exposição, na Editora Nacional. Neste mesmo ano, Tereza conheceu o grande amor de sua vida: Diógenes Arruda. Dirigente do Partido Comunista, Arruda teve que fugir com a artista para São Paulo, onde, por motivos políticos, viveram na clandestinidade até 1969, quando ele foi preso. Costa Rêgo aproveitou o tempo fora do Recife para se dedicar à arte e aos estudos, e se formou em história na Universidade de São Paulo (USP).</p>
<p>Em 1972, seu companheiro foi libertado, e os dois seguiram juntos para o exílio no Chile, mas, a derrubada de Salvador Allende e a ditadura militar de Pinochet, forçaram a uma nova fuga, desta vez para a França. Afastada das filhas, fruto de um casamento de 14 anos, e dos irmãos, a artista abandonou um pouco a própria vida para ser a mulher do líder comunista. Porém, não deixou de pintar em momento algum e, inclusive, expôs seus quadros em Paris, assinando com o nome de Joanna.</p>
<p>De volta a sua pátria, e, após a perda de Diógenes, que não resistiu à chegada ao Brasil e morreu de ataque cardíaco, Tereza fixou residência em Olinda, no ano de 1979. Desde então, mora e pinta na mesma casa, que, como define, é uma espécie de toca-ateliê, localizado na Rua do Amparo.</p>
<p>&#8220;Desde que voltei do exílio, em 79, o Brasil, para mim, é Olinda. E Olinda, para mim, é a Rua do Amparo, que é de onde vejo, da janela da minha casa, as procissões, na Semana Santa, e o meu namorado, o Homem da Meia-Noite, no Carnaval. Como adoro pintar temas carnavalescos e religiosos, é daqui que extraio a matéria-prima dos meus quadros&#8221;, revela Teresa à série <strong>Meu Lugar na Cidade</strong>, do <strong>Portal Cultura.PE</strong>, que, em comemoração aos aniversários de Olinda e Recife, tem destacado a relação de afeto que os artistas mantêm com os espaços das duas cidades.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong><br />
<a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/jomard-muniz-de-britto-ser-contemporaneo-e-atravessar-pontes/" target="_blank"><strong>Jomard Muniz de Britto: “ser contemporâneo é atravessar pontes”</strong></a></p>
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		<title>Jomard Muniz de Britto: “ser contemporâneo é atravessar pontes”</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/jomard-muniz-de-britto-ser-contemporaneo-e-atravessar-pontes/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2015 19:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[rua da Aurora]]></category>

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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova A cidade do Recife completa 478 anos nesta quinta (12). Juntamente com a cidade-irmã Olinda &#8211; que completa 480 anos, no mesmo dia -, forma o alicerce cultural urbano que deu cria a tantos mestres e artistas da nossa história. Alguns deles foram convidados a protagonizar a série Meu Lugar na [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>A cidade do Recife completa 478 anos nesta quinta (12). Juntamente com a cidade-irmã Olinda &#8211; que completa 480 anos, no mesmo dia -, forma o alicerce cultural urbano que deu cria a tantos mestres e artistas da nossa história. Alguns deles foram convidados a protagonizar a série <strong>Meu Lugar na Cidade</strong>, que destacará a relação de afeto que cada um mantém com um espaço dos dois municípios. Para a estreia, convidamos o multifacetado<strong> Jomard Muniz de Britto</strong>.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/jomar-muniz.jpg"><img class="size-medium wp-image-22089 aligncenter" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/jomar-muniz-607x387.jpg" width="607" height="387" /></a></p>
<p>Nascido no bairro de São José, em 8 de abril de 1937 – quando o Recife acabara de tornar-se quatrocentão &#8211; o “mau velhinho”, como costuma se autodenominar, é responsável por uma obra literária e cinematográfica que ultrapassou os muros da universidade e chegou às ruas do Recife, através dos seus famosos “atentados poéticos”. Arauto do Ciclo Super-8 pernambucano, tropicalista de primeiríssima hora, filósofo pop, Jomard costuma transitar, em passos apressados, pelas ruas da cidade, destilando arte por onde passa. Um desses trajetos habituais é a Rua da Aurora, no bairro da Boa Vista, que estabelece conexões com diversos outros pontos do centro da cidade, através das pontes que passam pelo Rio Capibaribe.</p>
<p>Foi na mais poética rua do Recife, em março de 1964, que Jomard Muniz lançou <em>Contradições do homem brasileiro</em> (Editora Tempo Brasileiro), seu primeiro livro. À época, ele integrava a equipe do educador Paulo Freire, onde lecionava sobre “Dinâmica de Cultura”. “<em>Fiz esse ensaio entre 1962 e 1963 e foi Paulo Freire quem leu, pela primeira vez, os originais do que veio a se tornar o livro, no Hotel Nacional, em Brasília, quando estávamos trabalhando</em>”. Para o lançamento da publicação, Jomard recorreu, como de costume, a algo longe do convencional. “<em>Eu não quis lançar esse livro numa livraria ou num lugar fechado. Quis que fosse, realmente, na Rua da Aurora</em>”, conta Jomard. Por isso, ele convidou um funcionário da área de serviços gerais do SEC – Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife (atual UFPE), que se chamava Plácido, para ser o “garoto propaganda” do seu livro. “<em>Plácido era uma figura muito diferente, meio esquisito, mas muito comunicativo e exuberante</em>”. Foi então que Plácido fincou pé na Rua da Aurora (próximo à esquina com a Av. Conde da Boa Vista), anunciando aos transeuntes e aos quatro ventos o lançamento do livro de Jomard: “<em>Leiam! Comprem esse livro do professor Jomard. Ele é o melhor do mundo! Ele é maior do mundo!</em>”, relembra Jomard, com bom humor.</p>
<div id="attachment_22090" aria-labelledby="figcaption_attachment_22090" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/facebook_IMG_6963.jpg"><img class="size-medium wp-image-22090" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/facebook_IMG_6963-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;A Rua da Aurora é onde a gente pode ver melhor &#8216;O cão sem plumas&#8217;, de João Cabral de Melo Neto (Jomard Muniz de Britto)</p></div>
<p>Entre o passeio dos populares, o anúncio espontâneo de Plácido em plena Rua da Aurora, propagandeando, a plenos pulmões, <em>Contradições do homem brasileiro</em>, um automóvel parou junto ao rapaz e o abordou. “<em>Era o carro do governador Miguel Arraes, a caminho do Palácio do Campo das Princesas. Arraes perguntou a Plácido que livro era aquele e levou um com ele</em>”, lembra Jomard. Poucas semanas depois do lançamento <em>sui generis</em>, veio o Golpe Militar de 1964. Numa tarde do mês de abril, Jomard foi à Livraria Nordeste, na Rua da Imperatriz, quando foi surpreendido pelo gerente geral, Aluísio, com a seguinte notícia<em>: “Jomard, ainda bem que você não esteve aqui antes, pois um batalhão da Polícia esteve aqui e recolheu o seu livro</em>”. No mês de setembro, boa parte dos integrantes da equipe de Paulo Freire foi presa. Jomard, em outubro.</p>
<p>Com uma história intensa, <em>Contradições do homem brasileiro</em> faz referências ao poeta João Cabral de Melo Neto, que, não por acaso, tem uma estátua sua na Rua da Aurora. Em meio a declamações para a estátua, para o Rio Capibaribe e para o Recife, Jomard relembra, por mais uma vez, a rua onde estreou no universo literário. “<em>A Rua da Aurora é onde a gente pode ver melhor o Cão Sem Plumas de João Cabral de Melo Neto</em>”.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong><br />
<a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/secultpe/tereza-costa-rego-a-pintora-amante-da-folia-e-das-procissoes/" target="_blank"><strong>Tereza Costa Rêgo: a pintora amante da folia e das procissões</strong></a></p>
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